por Niko Bolontrin
O site Slate alerta que a mudança climática pode transformar os Jogos Olímpicos de Tóquio em uma fornalha.
As competições acontecerão entre 24 de julho e 9 de agosto de 2020. Como comparação, a temperatura em Tóquio no mesmo período em 2019 alcançou uma média 38° Celsius com picos de 41° e com a umidade media de 80%, o que projetou a sensação térmica para cerca 49° Celsius. Mais de 20 mil pessoas foram hospitalizadas e 70 morreram por causa do calor. Se não vai ser fácil para turistas e locais, quanto mais para os atletas de alta performance.
Para Makoto Yokohari, professor de estudos ambientais da Universidade de Tóquio, ouvido pelo Slate, a competição deveria ser realizada em novembro. As Olimpíadas de Tóquio de 1964, antes dos efeitos mais severos do aquecimento global, foram realizadas em outubro frio e chuvoso. O New York Times apontou recentemente a data inapropriada em 2020 é consequência da pressão da NBC, que detém os direitos de transmissão.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO SLATE, CLIQUE AQUI

Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Diário de São Paulo: jornal-zumbi é acusado de plágio
O Diário de São Paulo, antigo Diário Popular, é uma espécie de recordista de operações de ressurreição. Os grupos Orestes Quércia, Globo e J. Hawila já fizeram tentativas frustradas para tirar o jornal da UTI. Em vão. Sobreviveu entubado, por uns tempos, até que os aparelhos foram desligados. Restaram as dívidas trabalhistas.
Decretada a falência do jornal no ano passado, a marca foi adquirida pelo empresário Kléber Moreira, ex-candidato a deputado estadual pelo PEN, agora Patriotas.
O site spdiario.com.br , aparentemente ainda incompleto, informa que o Diário de São São Paulo voltará a circular também em versão impressa "com nomes respeitados do jornalismo nacional".
É bom que a equipe seja logo constituída. Segundo matéria publicada pelo Comunique-se, a página do jornal teria utilizado cópias de conteúdos produzidos por outros veículos. É o popular "ctrl C"+Ctrl V", mas conhecido como plágio.
Veja a matéria no site do Comunique-se, AQUI
Decretada a falência do jornal no ano passado, a marca foi adquirida pelo empresário Kléber Moreira, ex-candidato a deputado estadual pelo PEN, agora Patriotas.
O site spdiario.com.br , aparentemente ainda incompleto, informa que o Diário de São São Paulo voltará a circular também em versão impressa "com nomes respeitados do jornalismo nacional".
É bom que a equipe seja logo constituída. Segundo matéria publicada pelo Comunique-se, a página do jornal teria utilizado cópias de conteúdos produzidos por outros veículos. É o popular "ctrl C"+Ctrl V", mas conhecido como plágio.
Veja a matéria no site do Comunique-se, AQUI
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Liga Antidifamação denuncia: sinal de "OK" (nos Estados Unidos) virou gesto racista
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Racista americano faz o "OK", agora gesto de ódio. Reprodução Twitter |
Aqui, mostrar para alguém a mão aberta com apenas o indicador e o polegar juntos em círculo é ofensa, uma espécie de tradução do "vtc" em linguagem de sinais. Lá, sinalizava um "tudo bem".
Pois o "OK" à americana acaba de ser proscrito nos Estados Unidos. Foi anexado pela Liga Antidifamação à lista de símbolos racistas agora que supremacistas brancos se apropriaram do gesto.
A decisão da ADL, na sigla em inglês (Anti-Defamation League), deve levar as redes sociais a eliminarem o "OK" das galerias de emojis. O que não vai afetar os internautas brasileiros.
Pelo motivo apontado, usa-se aqui o polegar para cima, o popular "joinha", como símbolo afirmativo.
Os supremacistas brancos também adotam um sinal que pode ser confundido aqui com aquele "coração" formado pelas duas mãos juntas muito comum em estádios. Com pequena diferença de posição dos dedos, os racistas formam o "88". Para eles, o número é código para "Heil Hitler" e refere-se ao "H", a oitava letra do alfabeto.
No site oficial da Liga estão relacionados dezenas de símbolos de ódio.
Veja AQUI
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Magdalena Wosinska: Fotógrafa faz a volta ao mundo... nua
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Na Califórnia. Foto de Magdalena Wosinska/ Instagram |
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Na Suiça. Foto de Magdalena Wosinska/Instagram |
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No México. Foto de Magdalena Wosinska/Instagram |
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Magdalena Wosinska. Reprodução Instagram |
A fotógrafa polonesa Magdalena Wosinska, 34, percorre o mundo fazendo selfies nua. Trata-se do projeto The Magdalena Experience. Na sua turnê sensual ela já passou pelos Estados Unidos, México, África do Sul, Portugal e Islândia. Brasil ainda não entrou no roteiro.
A fotos podem ser vistas no Instagram e no site oficial da fotógrafa.
Um livro por quase 500 mil reais. É a biografia da cantora Rihanna
por Clara S. Britto
A cantora Rihanna lançou sua biografia. São 504 páginas e 1050 fotos. A versão mais barata, standard, custa em torno de 600 reais. Mas se você preferir comprar a tiragem especial Ultra Luxury Supreme de luxo vai desembolsar quase 500 mil reais.
VEJA IMAGENS NO SITE DA EDITORA PHAIDON, AQUI
A cantora Rihanna lançou sua biografia. São 504 páginas e 1050 fotos. A versão mais barata, standard, custa em torno de 600 reais. Mas se você preferir comprar a tiragem especial Ultra Luxury Supreme de luxo vai desembolsar quase 500 mil reais.
VEJA IMAGENS NO SITE DA EDITORA PHAIDON, AQUI
Os heróis despedaçados do Padilha...
O diretor José Padilha não dá sorte com os seus heróis. Se não morrem de overdose, como cantava Cazuza, sofrem abalos nas reputações. Com "Tropa de Elite" e "Tropa de Elite 2", ele exaltou o Bope, hoje com alguns integrantes investigados ou condenados por corrupção e ligações com traficantes e milicianos. Com "O Mecanismo", Padilha elevou ao Olimpo o juiz Sergio Moro e seus procuradores hoje desmascarados pelos vazamentos divulgados pelo Intercept e por parte da mídia conservadora. O verdadeiro mecanismo escondia irregularidades, violações dos processos judiciais e ativismo político. Só falta o Robocop, do filme que ele dirigiu e que foi considerado um fracasso em bilheteria, virar bandido.
Cartazes nazistas em Santa Catarina. Justiça não vê "dolo" e absolve integrantes da organização "White Front"
O DCM (Dário do Centro do Mundo) noticia que o juiz Augusto Cesar Aguiar, da 1ª Vara Criminal de Itajaí, rejeitou a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina e absolveu Fabiano Schmitz e Kaleb Frutuoso das acusações de crime de preconceito de raça, por associação ao nazismo. Eles foram presos em 2014, pela distribuição de cartazes em homenagem ao aniversário de Adolf Hitler. Os cartazes, que tinham a inscrição “Heróis não morrem. Parabéns Führer”, apareceram no Centro de Itajaí e eram assinados por uma entidade chamada White Front – Frente Branca. O juiz achou que não houve dolo nem intenção de divulgar o nazismo. Leia mais no DCM, AQUI
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
50 anos de "A Noite dos Desesperados", 90 anos da Grande Depressão: a dança dos anônimos na crise econômica...
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"A Noite dos Desesperados, 50 anos (*). Foto: Divulgação |
Em 1969, o cinema lançou "They Shoot Horses, Don't They?" (no Brasil, "A Noite dos Desesperados"), dirigido por Sidney Pollack, baseado no romance de Horace McCoy.
Foi um choque nas plateias. Cinquenta anos depois, o filme parece atual em circunstâncias diferentes.
Tal qual hoje, as guerras eram um lucrativo empreendimento para os Estados Unidos. Ao fim da Primeira Guerra Mundial, com as estruturas de produção no chão, a Europa virou freguesa dos americanos, era obrigada a importar todo tipo de produto, especialmente agrícolas. Wall Street encheu os cofres. O consumismo a crédito fácil disparou, a euforia tomou conta do país. Os anos 20 foram dourados para o Tio Sam.
Em poucos anos a Europa começou a se recuperar e a importar cada vez menos dos Estados Unidos. Estoques se acumularam. Sem ter a quem vender, a indústria e a agricultura americanas viram a superprodução se transformar em encalhe monumental. Os consumidores perderam os empregos e ficaram com as dívidas dos anos dourados. No dia 24 de outubro de 1929, há 90 anos, a bolha explodiu. Os papeis financeiros despencaram, viraram lixo, acionistas perderam tudo em questão de minutos, o povo não investidor foi chutado de milhões de empregos, milhares de empresas fecharam as portas.
Os anos seguintes foram dramáticos. O caos só começaria a clarear a partir de 1933, quando F.D.R. Roosevelt implantou o programa New Deal, com o governo controlando preços, produção e investindo em obras públicas, estradas, ferrovias, hidrelétricas etc, para criar imediatamente milhares de empregos. Roosevelt deu o impulso, mas a recuperação econômica só viria, de novo, da guerra, a Segunda, que arrasou as Europa e mais uma vez fez a festa do complexo industrial americano elevando o país definitivamente à categoria de potência.
É daquela extrema recessão que os Estados Unidos viveram que nasceu o drama de "A Noite dos Desesperados" em torno de uma competição desumana que existiu na época: as maratonas de dança que premiavam casais que resistissem por mais tempo na pista. Nesse precursor do reality show alguns iam à exaustão por dançar durante dias em pistas e galpões enfumaçados. Muitos morreram embalados pela ilusão de ganhar três refeições por dia enquanto resistissem. Havia até vencedores que de tão esgotados sofriam ataques cardíacos antes de desfrutar o troféu da glória trágica: o prêmio final em dólares. O título em inglês é, aliás, uma alusão às corridas onde cavalos doentes eram sacrificados por piedade. Em nome do espetáculo e da sobrevivência os dançarinos cambaleavam nas pistas sem que ninguém os acudisse.
Uma vida digna era condição em falta para as vítimas da chamada Grande Depressão. Guardadas as proporções e as circunstâncias, o Brasil vive sua grave crise que agrava a já precária distribuição de renda, que fabrica mais pobres ao invés de resgatá-los da miséria. A dignidade aqui também cai pelas tabelas. Uma diferença é que o impasse econômico atual é o resultado de uma construção gradual do neoliberalismo, da hegemonia do "mercado" como a constituição não escrita das sociedades que cultuam o arrocho fiscal em benefício da especulação financeira. A exacerbação da injustiça parece ter deixado de ser uma crise para se tornar uma prática capitalista consolidada. Economistas alertam que o mundo está às vésperas de nova desarrumação financeira com efeitos especialmente drásticos nos países subdesenvolvidos como o Brasil. Estão aí o desemprego, o subemprego, a informalidade, o trabalho escravo e a modernidade dos "sem vínculo" criada pela tecnologia. Como os "trabalhadores" em aplicativos, esses que concorrem em maratonas no trânsito montados em bikes e motos para fazer entregas rápidas. Carregam o almoço dos outros para tentar botar alguma comida na mesa da própria família.
Falta ao Brasil injusto enxergar a "noite dos desesperados" cujo palco são as marquises, becos e periferias das cidades.
Sim, não temos a maratona de salão como meio de vida. Devemos ser gratos por isso?
* No elenco principal de "A Noite dos Desesperados" estavam Jane Fonda, Michael Sarrazin, Susannah York, Gig Young, Red Buttons, Michael Conrad, Bruce Dern e Al Lewis.
domingo, 6 de outubro de 2019
Quando o primeiro Rock in Rio foi Manchete e Fatos & Fotos, som, lama e liberdade
Em 1985, a expectativa do Brasil era a Nova República de Tancredo Neves. A realidade era o primeiro Rock in Rio. Como o rock, a esperança no ar: a ditadura começava a desafinar e a sair do seu escuro palco de 21 anos.
Naquele verão - sim, os shows aconteceram em janeiro -, quem reinou na Cidade do Rock, então próxima ao Riocentro, não foram os políticos. O Rio foi governado por Fred Mercury e o Queen, B52, Scorpions, James Taylor, Al Jarreau, Ozzy Osborne, Gil, Moraes Moreira, Lulu Santos, Paralamas, Kid Abelha, Barão Vermelho e Rita Lee, guitarras e baterias e... a chuva.
Manchete e Fatos& Fotos caíram no rock e na lama.
O som e a fúria do Rock in Rio 1985 foram cobertos e curtidos pela seguinte equipe: Tarlis Batista, Maria Sílvia Camargo, Cláudio Figueredo, Soraya Kabarite, Maria Alice Mariano, Mônica Soares e Arcírio Gouveia. As imagens foram garantidas pelos fotógrafos Sérgio de Souza, Vantoen Pereira Jr., Masaomi Mochizuki, Alberto Chreem, Sergio Zalis, Dario Zalis e Nilton Ricardo.
O dia em que Frank Sinatra conheceu Tarlis Batista. Por J.A. Barros
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1980: Tarlis e Sinatra. Reprodução |
Eu não sabia que o Tarlis Batista dominava a língua inglesa tão bem, mas o fato é que desempenhou
seu apoio a essas duas estrela de primeira grandeza de Hollywood, Bo Derek e seu marido. A habilidade de anfitrião de repórter da Manchete se repetiu por ocasião do show que Frank Sinatra fez no Estádio do Maracanã, na sua turnê ao Brasil em 1980. Na primeira noite em Frank Sinatra saiu do hotel para ir para o Maracanã, Tarlis sai acompanhado pelo nosso o Frank Sinatra com uma das mãos sobre os seus ombros. Ninguém sabe, pelo menos até hoje, como o Tarlis conseguiu se infiltrar no hotel e criar essa amizade com um dos mais famosos cantores do mundo. O inglês do Tarlis deveria ser muito afiado para encarar o inglês perfeito do Frank Sinatra, o que se identifica nas suas canções.
O que meu carro tem a ver com o Concorde. Por J. A. Barros
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O Concorde (*) na garagem. Reprodução |
Você quando entrega seu carro para conserto numa oficina mecânica para que seja vistoriado, o mecânico-chefe, no primeiro dia, o coloca no pátio, na primeira fila. No dia seguinte, ao passar na oficina, você verá seu carro na última fila depois de 10 ou 12 carros na sua frente, todo empoeirado, escondido, e você começa a duvidar se escolheu a oficina certa, apesar do mecânico-chefe ser um de seus amigos de há muito anos. No quinto dia, prazo em que foi dado para a entrega do carro prontinho e sem o defeito que gerou a sua internação naquela "clínica", o amigo, o mecânico-chefe, cheio de desculpas, lhe diz que ia haver um atraso e o carro só ficaria pronto na semana seguinte. E, fui ver, o carro tinha voltado, agora, para o canto mais escuro da oficina. Mas o Marcinho era um grande mecânico de carros e por isso é que lhe confiava os consertos de meu carro, mas o que me deixava impressionado era como ele movimentava o carro para todos os lugares da oficina mesmo que para isso tivesse de mover quase todos os outros carros depositados na oficina, para colocar o meu carros em lugares mais improváveis que podia imaginar.
Foi vendo essa foto de um avião comercial, o famoso Concorde (*), estacionado num quintal, espremido entre muros matos e com um pedaço de sua asa colocado entre sua casas. Como esse Concorde chegou ali, será para mim um mistério e me fez lembrar o processo que meu carro passava quando tinha que ser levado para a oficina do Marquinhos. Algum mecânico de oficina deve ter estacionado o Concorde naquele espaço tão reduzido.
* Não foi possível comprovar a autenticidade da foto. Mesmo assim, é a ilustração perfeita para a crônica. Dos 20 Concordes construídos, 18 estão expostos em museus aeroespaciais e aeroportos, um está na fábrica da Airbus, em Toulouse, na França, outro, que pertenceu à British, está em Filton, Inglaterra. Não há registros do supersônico em poder de particulares. O Concorde voou pela última vez no dia 26 de novembro de 2033. Pousou em Filton, Inglaterra e desligou para sempre os motores encerrando uma era da aviação.
sábado, 5 de outubro de 2019
Fotomemória da redação: Bo Derek visita Manchete e Tarlis Batista foi mais do que anfitrião
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Rio, 1980: John Derek, Tarlis Batista e Bo Derek |
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Governo não sabe mais o que fazer para pingar algum na bacia do Congresso
por O. V. Pochê
Liberação de emendas, ministérios, cargos, aparentemente a mão aberta do governo não tem sido suficiente para garantir aprovação plena do confisco da Previdência entre outras reformas. Agora é a vez do pré-sal entrar na dança. Se não der certo, a solução será apelar para a criatividade. Entre as ideias estão a rifa de um helicóptero entre congressistas; legalização da prática da "rachadinha" dos assessores; para os ruralistas, cotas generosas para queimadas na Amazônia sem o Ibama encher o saco; passagens para um cruzeiro rumo à terra plana; pistolas Glock para os parlamentares; convite para passar fim de semana na nova mansão da família Bolsonaro, a embaixada do Brasil em Washington; matricula grátis para curso do astrólogo Olavo de Carvalho; cuecas de Donald Trump autografadas; e dvd de cortesia com o filme "O Triunfo da Vontade"; um fim de semana com Paulo Guedes e Sergio Moro na Ilha de Caras; e uma benção especial do "bispo" Macedo.
Se nada disso funcionar, o Brasil pode fechar a loja e passar o ponto
Copa do Catar - Faltam três anos, mas a polêmica já chegou: o que o VAR vai aprontar e como ingleses e alemães vão sobreviver sem poder beber cerveja nas ruas...
Na Copa do Mundo do Catar em 2022 o VAR estará em campo. Estreou na Copa da Rússia e foi bem avaliado, mas aí era a Fifa no controle. Quem está detonando a imagem do VAR é a CBF no atual Brasileirão. No recente Corinthians 1 X 0 Vasco, o primeiro tempo foi a 53 minutos. O segundo a 58 minutos. Os nerds do VAR levaram 21 minutos para analisar lances e mesmo assim conseguiram prejudicar o Vasco.
Espera-se que a Fifa não convide o VAR da CBF para atuar na próxima copa, que será disputada entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022. Quer dizer, a previsão de encerramento é essa. Como o nosso VAR costuma demorar demais em cada checagem, além das lambanças que faz, se for convocado para o Catar o dia do encerramento pode ser uma incógnita. Vai ver a taça será entregue pelo Papai Noel.
Outra questão imprevisível na Copa é a venda de birita. Catar é um teocracia rígida, a população local é enquadrada no alcorão. O governo estuda um liberação parcial para turistas em locais determinados. O problema é sair às ruas. Torcedor que andar trôpego nas ruas pode ser detido.
O Catar não sabe ainda o que fazer com ingleses e alemães cujo habitat é normalmente um engradado de cerveja.
Resta torcer para que em 2022 o VAR não fique bêbado e os torcedores não fiquem sóbrios.
Espera-se que a Fifa não convide o VAR da CBF para atuar na próxima copa, que será disputada entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022. Quer dizer, a previsão de encerramento é essa. Como o nosso VAR costuma demorar demais em cada checagem, além das lambanças que faz, se for convocado para o Catar o dia do encerramento pode ser uma incógnita. Vai ver a taça será entregue pelo Papai Noel.
Outra questão imprevisível na Copa é a venda de birita. Catar é um teocracia rígida, a população local é enquadrada no alcorão. O governo estuda um liberação parcial para turistas em locais determinados. O problema é sair às ruas. Torcedor que andar trôpego nas ruas pode ser detido.
O Catar não sabe ainda o que fazer com ingleses e alemães cujo habitat é normalmente um engradado de cerveja.
Resta torcer para que em 2022 o VAR não fique bêbado e os torcedores não fiquem sóbrios.
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Dark Culture: o lado escuro da cultura urbana virou colecionável
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Casa onde a Família Manson assassinou o casal Leno e Rosemary LaBianca, em 1969, foi disputada recentemente por compradores. O ator Zak Bagans, do seriado Ghost Adventures, comprou a mansão. |
por Pedro Juan Bettencourt
Dark culture é um termo que vem do final dos anos 1980, tempos da darkwave impulsionada pelos pós-punks e góticos. Algo como transitar pelo lado negro da subcultura urbana.
É o que acaba de fazer o ator e escritor, Zak Bagans, do seriado Ghost Adventures. Ele comprou a casa que pertenceu a Leno e Rosemary LaBianca, o casal assassinado brutalmente por membros da Família Manson em agosto de 1969. O crime aconteceu em Los Angeles um dia depois da morte da atriz Sharon Tate pelo mesmo grupo. Rosemary foi esfaqueado 41 vezes e Leno 12 vezes. Ao saber que a casa que foi cenário do crime e mantém tudo original no interior e estava à venda por cerca de 2 milhões de dólares ele fechou negócio, mas antes teve que disputar com dezenas de interessados. Zak é um colecionador de peças dark culture. Não sabe ainda o que vai fazer da casa, mas acha que é local ideal para experiências paranormais.
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Local exato onde Lennon foi assassinado é atração turística. Reprodução |
No Brasil a onda dark não é tão publicamente difundida, mas tem grande potencial. Colecionar recuerdos de crimes não é muito diferente de ir ao Museu da República, no Rio, ver o pijama com furo de bala e o revólver Colt com o qual Getúlio Vargas se suicidou. Tudo é curiosidade dark. Noticia-se que a faca usada contra o então candidato Jair Bolsonaro irá para o Museu Criminal da Polícia Federal, em Brasília. Certamente atrairá bolsomions fanáticos. A casa em São Paulo onde Suzane von Richthofen, o então namorado Daniel Carvinhos e o irmão deste, Cristian Cravinhos, mataram os pais da jovem, Manfred e Marísia von Richthofen é um referência da dark culture à brasileira. No Rio, o costão da Avenida Niemeyer onde foi encontrado o corpo de um jovem assassinada pelo playboy Michel Frank entrou para a história policial da cidade, assim como a escola em Realengo onde 12 crianças foram mortas a tiro por um aluno, e a calçada de um prédio próximo à Igreja da Candelária, cenário da chacina que vitimou oito menores. Na Ilha Grande (RJ), uma atração são as ruínas do antigo presídio onde ao longo de décadas centenas de presos foram assassinados. Para os visitantes, é impossível circular no que resta de celas e corredores sem pensar no sangue que correu ali. Em Salvador, durante décadas, cabeças decapitadas dos cangaceiros mortos pelas volantes entravam no roteiro dos visitantes. Colocadas em tubos de vidro com formol eram expostas no Museu do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues até que o bom senso prevaleceu e foram entregues às famílias de Lampião, Maria Bonita e demais integrantes do bando.
O compartilhamento de fotos e vídeos de assassinatos é a mais recente a tenebrosa manifestação da dark culture.
Com tanta violência, o Brasil tem tudo para ser a pátria amada da dark culture. Se já não for.
ATUALIZAÇÃO em 7/10 - Mais dark culture. O presidente da Ucrânia, Vladimir Volydymyr, acaba de abrir a sala de controle do reator nº 4 de Chernobyl para os turistas, desde que eles usem traje especial, luvas e capacete. Volydymyr também decretou que a região de Chernobyl, que recebe visitantes não oficiais há anos, é agora formalmente uma área turística. A decisão se deve ao aumento da curiosidade impulsionada pela minissérie do mesmo nome que fez sucesso mundial na HBO. A sala do reator 4 foi onde começou a tragédia de Chernobyl.
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Na capa da Piauí de outubro: procura-se...
Fernando Pessoa, Bussunda, Ringo, Paul, Drummond, Chico Mendes, Mart'nália, Einstein, Groucho Marx, Martin Luther, King, Laerte, Noel Rosa, Carmen Miranda, Marx, Trotsky...
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
Carnaval 2020: Globo renova por seis anos contrato de transmissão dos desfiles do Grupo Especial no Sambódromo carioca
A Globo divulgou na última sexta-feira nota à imprensa confirmando a renovação do contrato de direitos de transmissão do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O acordo envolve G1 e Globoplay, além da Rede Globo. Os desfiles da Série A, na sexta e sábado de carnaval, também será exibidos para o Rio de Janeiro, enquanto os demais estados verão as escolas do Grupo especial de São Paulo.
Mão boba na coxa! Jornalista acusa Boris Johnson de apalpá-la "sem acordo".
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Reprodução The Sun |
por Jean-Paul Lagarride
A jornalista Charlotte Edwardes revela que o atual primeiro-ministro britânico Boris Johnson apalpava assessoras. Ela mesma foi vítima quando trabalhava no Spectator, revista política da qual ele era editor.
Em sua coluna de estreia no Sunday Times, Edwardes contou que durante um almoço sentou-se ao lado de BJ e sentiu sua mão agitada apertando-lhe a coxa por baixo da mesa. “Eu estava sentada à direita de Johnson e à sua esquerda estava uma jovem que eu conheço. Debaixo da mesa, senti a mão de Johnson apertando minha coxa. Após a refeição, em conversa com a outra mulher, esta me disse: 'Meu Deus, ele fez exatamente o mesmo comigo”, descreve Edwardes, que tinha na época 26 anos.
O fato aconteceu há 20 anos. O acusado nega o assédio. Mas Charrlotte Edwardes twittou: "Se o primeiro-ministro não se lembra do incidente, é evidente que tenho uma memória melhor do que ele".
Políticos dizem que não se surpreendem com nada que as mãos do imprevisível BJ possam fazer. Assim como quer fechar o Brexit sem acordo, nada impede que tenha apalpado funcionárias sem pedir licença.
A notícia está no The Sun e em todos os jornais do Reino Unido.
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Jennifer Arcuri. Reprodução Twitter |
Ela teria recebido verba pública para isso quando Johnson era presidente da Câmara de Londres. Arcuri, segundo o Sunday Times, não cumpria os requisitos para tais missões comerciais.
Documentário do Financial Times focaliza a destruição da Amazônia
Após o impacto das queimadas na Amazônia e a cobertura factual da tragédia, a mídia internacional entra na fase dois, a das matérias mais analíticas, aprofundadas, e os documentários jornalísticos como esse, do Financial Times, lançado há poucos dias.
Você pode ver "How crime drives deforestation in Brazil's Amazon (Como o crime impulsiona o desmatamento na Amazônia brasileira) AQUI
O Portal Imprensa publica matéria sobre o assunto AQUI
domingo, 29 de setembro de 2019
A história secreta do castelinho que virou Manchete
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As duas primeiras casas foram ao chão em nome da expansão do conjunto de prédios da Manchete. A última, tombada, resistiu. Foto/D.A |
A ponta final da Rua do Russell, no sentido do antigo Hotel Glória ao também extinto Hotel Novo Mundo, sofreu abalos arquitetônicos no anos 1970-1980. E coube à Manchete passar o trator em algumas construções da área.
O blog teve acesso a uma rara foto da configuração original da rua. A imagem foi feita no dia 17 de maio de 1972, uma terça-feira pós-fechamento da revista, a partir do terraço do primeiro prédio da Bloch, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado no fim dos anos 1960.
Disposto a expandir a sede, Adolpho Bloch comprou o castelinho. Curiosamente, a casa tinha um pé direito na mídia. Pertencia a José Soares Maciel Filho, que foi ligado a Getúlio Vargas (fundou o jornal A Nação destinado a defender o governo do amigo e também foi dono do O Imparcial). Ele faleceu em 1975. Adolpho adquiriu dos herdeiros a casa que cedeu lugar ao segundo prédio do conjunto inaugurado em 1980, também projetado por Niemeyer.
Anos depois, ao receber do governo federal a concessão dos canais da Rede Manchete, a Bloch quis construir um terceiro prédio. A negociação foi um pouco mais demorada. A proprietária residente não queria inicialmente deixar a casa, a segunda na foto, de torres menores. Por incrível que pareça, coube a um contínuo da revista Manchete, apelidado de Sammy Davis pela semelhança com o ator e cantor americano. convencê-la a vender. Sammy, que soube na redação da pretensão da Bloch, se ofereceu para resolver o impasse e passou meses argumentando como bom carioca. Contam os corredores que coube a ele o êxito da negociação. Se é verdade ou não, a casa foi abaixo para o terceiro edifício assinado por Niemeyer.
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A Casa Villino: a única a resistir à expansão do conjunto de prédios da Manchete. Reprodução Instagram |
Ainda bem que o último imóvel daquele trecho da rua resistiu. Trata-se da Casa Villino Silveira, de 1915, projetada pelo arquiteto italiano Antônio Virzi. Ali morou o fabricante do Elixir de Nogueira, Gervásio Renault da Silveira. A casa é um exemplo do estilo art nouveau e, ainda com a Manchete funcionando, abrigou um restaurante. Restaurante caro e obviamente não frequentado pelo proletariado da Rua do Russell, que continuou fiel ao Color Bar, point etílico situado no térreo do prédio de apartamentos que fecha a foto histórica e cheia de histórias.
Publimemória: cadê o sabonete que estava aqui?
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Pascale Petit cuidando do seu banho |
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Romy Schneider esfregando suas costas |
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Jane Fonda garantindo sua beleza |
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Antonella Lualdi apanhando o sabonete para você |
por Clara S. Britto
Você viu anúncios de sabonete por aí? Pois é, sumiram.
Sabonetes como Lux, Lifebouy, Palmolive e Phebo já foram grandes anunciantes de revistas no anos 1950/1960. A Lux, por exemplo, ostentava: gastava altas verbas para usar a imagem das grandes estrelas de cinema de Hollywood. Suas campanhas estavam obrigatoriamente nas páginas de O Cruzeiro e Manchete.
Talvez fossem de uma época em que o Brasil se industrializava rapidamente e grande parte da população abandonava o velho sabão em barra ou o reservava apenas para lavar roupa e aderia à espuma suave da modernidade. O mercado, portanto, explodia.
As marcas ainda existem firmes e fortes, mas não se destacam em campanhas publicitárias. O fato é que as revistas ilustradas de formato maior que tornavam mais vistosas as propagandas também desapareceram.
Era o tempo em que as mulheres iam ao chuveiro como se fossem uma entre dez estrelas e os homens sonhavam com Hollywood esfregando suas costas. Só que acabou. Os sabonetes estão aí, mas provavelmente perderam a aura do estrelato.
São simples e frugais... sabonetes.
sábado, 28 de setembro de 2019
O bode que deu vou te contar...
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Para a Manchete, o julgamento de Charles Manson foi a sentença dos hippies. |
por José Esmeraldo Gonçalves
Na gíria atual, 'bode' é o apelido que a periferia dá às motos. Na origem, significava tristeza, depressão. Também era usado como sinônimo de bad trip, a viagem lisérgica de quinta classe sem direito a bagagem de mão nem lanche a bordo.
A mídia americana reavivou recentemente cenas e memórias de Woodstock. A revisita datada manteve o tom nostálgico da euforia do rock e dos hippies que marcou aquele festival com repercussão global.
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Sharon Tate. Reprodução |
Três anos antes, ao deixar a prisão onde cumprira pena por roubo e estelionato, Manson se aproximou dos hippies de São Francisco e Los Angeles. Apropriou-se de alguns estereótipos do movimento dos jovens - roupas, cabelos, inspiração budista, a postura anti-sistema - e formou seu próprio grupo. Tornou-se um guru para muitas meninas de classe média que moravam nas ruas por opção filosófica e comportamental. Logo promovidos a seita, eles viviam de pequenos roubos, pegavam comida em abrigos e portas de restaurantes. Manson convenceu seus seguidores de que logo haveria uma grande guerra entre negros e brancos. Como parte da estratégia de antecipar o conflito planejou assassinar celebridades de Hollywood. Imaginava que negros seriam apontados como culpados, o que desencadearia repressão policial violenta. A consequente resposta dos guetos se tornaria o gatilho da guerra mansoniana.
Não é exagero dizer que centenas de outras teorias surgiram sobre a motivação da Família Manson ao assassinar Sharon Tate. Ele mesmo "viajou " até a morte (em 2017) em versões sobre os propósitos da ação.
O certo é que o impacto emocional causado pelo crime brutal tornou-se - junto com o concerto dos Rolling Stones em Altmont, Califórnia, em dezembro de 1969, quando um garoto foi assassinado a facada na plateia - um marco do começo da estigmatização e decadência do movimento hippie. A morte da atriz não provocou a "guerra" imaginada por Manson. Quem lubrificou as armas e lustrou as botas foi a repressão do governo americano que viu ali a oportunidade para uma ofensiva política contra o pacifismo, uma das bandeiras dos jovens. A Casa Branca - então de Richard Nixon - estimulou a formação de organizações de jovens conservadores ao mesmo tempo em que o FBI atacou "células" (o nome sinistro dado às comunidades) que organizavam protestos contra a guerra do Vietnã. Foi também nessa época que surgiu a política oficial de "guerra às drogas" então com um alvo único e preferencial: os jovens hippies.
Em todo o mundo, a mídia conservadora espelhou a estratégia de Nixon. A Manchete (capa acima) é um mero exemplo da repercussão política do fato explorado pela direita. Afinal, o Brasil em plena ditadura também estava em guerra contra os jovens "subversivos". A propósito, com o "olho rútilo" da direita, Nelson Rodrigues, colunista da revista, escreveu uma crônica sobre os hippies. Título? "A revolução dos idiotas".
Voltando ao "bode" agora em versão cinematográfica atualizada: as produções que "viajam" de alguma forma em torno da tragédia de Sharon Tate são: "Era Uma Vez em… Hollywood", de Quentin Tarantino, em exibição nos cinemas brasileiros, e a nova temporada do seriado "Mindhunter", do Netflix.
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
"Terrorismo" digital moralista ataca duas fotos nas redes sociais. Veja porque...
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Naomi Campbell/ Reprodução Twitter |
A claque das redes sociais atacou nos últimos dias duas fotos em especial.
Uma de Naomi Campbell postada no Twitter mostra a modelo na Semana da Moda de Londres usando um vestido branco que à altura da cintura simula uma marca de tiro. Seria um protesto imaginado pelo designer Mowalola Ogunlesi. Naomi que quis levantar o assunto como forma de denúncia da violência que atinge os negros, principalmente nos Estados Unidos. As redes sociais não entenderam assim e até grupos que combatem as armas interpretaram o gesto da modelo como inadequado por supostamente glamurizar um problema grave. Outros viram como provocação, já que o vestido teria sido usado em uma festa de uma empresa que fabrica armas.
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Aline Riscado/ Reprodução Instagram |
Foto dos Beatles na Abbey Road é alterada pela Volkswagen. Motivo: Fusca que aparece na famosa imagem comete infração de trânsito
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O Fusca com duas rodas sobre a calçada e a "correção": estacionado segundo o código de trânsito. Reprodução/Design Taxi (link abaixo) |
por Flávio Sépia
Meio século depois, o politicamente correto e o oportunismo publicitário alcançam uma foto lendária dos Beatles. O famoso Fusca branco que aparece na imagem estacionado com duas rodas sobre a calçada da Abbey Road, em infração às leis do trânsito, foi manobrado para obedecer ao código. A correção foi feita pela Volkswagen que produziu uma campanha comemorativa dos 50 anos do álbum para divulgar o "Park Assist", a tecnologia que presta assistência eletrônica aos motoristas na hora de estacionar.
A dica é do Blue Bus e você pode ver a matéria original completa no Design Taxi AQUI
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
Operação "Lava Hollywood" : Jennifer Lopez agita mercado financeiro
por Ed Sá
Os novos escândalos financeiros brasileiros andam carentes de musas que tornam o noticiário da corrupção mais palatável. Na falta delas , o cinema concorre para quebrar o tédio. Mais precisamente, Jennifer Lopez agita o mercado. No filme "As Golpistas", que deverá chegar ao Brasil antes do fim do anos, a atriz e cantora lidera um grupo de strippers que arma um golpe contra investidores de Wall Street. Também fazem parte da gangue Julia Stiles, Lili Reinhart e as cantoras Lizzo e Card B.
Nem tudo foi ódio - Deu match: "I love you!" (declaração de Bolsonaro para Trump)
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Reprodução You Tube |
por O.V.Pochê
Segundo revelação de diplomatas brasileiros registrada pelo colunista Lauro Jardim (O Globo), Bolsonaro finalmente se comunicou em inglês ao encontrar Trump. "I love you", teria dito o brasileiro ao americano, que respondeu apressadamente com um casual "bom te ver por aqui". O Bozo escolheu uma frase cinematográfica. "I love you" é provavelmente a mais ouvida nas telas desde o fim do cinema mudo. Claro que o brasileiro poderia ter escolhido declaração mais complexa, mas precisaria de um teleprompter. Por exemplo," I would rather share one lifetime with you than face all the ages of this world alone (algo como "eu prefiro compartilhar uma vida inteira com você a encarar todas as eras deste mundo sozinho". A frase é do filme "O Senhor dos Anéis". Ou copiar Forest Gump: "I'm not a smart man, but I know what love is" ("Eu não sou um homem inteligente, mas eu sei o que é o amor"). Ou, ainda, "você me enfeitiçou, corpo e alma, e eu te amo. A partir deste momento, eu nunca mais quero me separar de você" (do filme "Orgulho e Preconceito"). "O amor é uma palavra muito fraca para descrever o que sinto", de "Noivo neurótico, Noiva Nervosa", também serviria. E finalmente, a frase “eu prometo que voltarei para te buscar. Eu prometo que nunca te vou deixar.”, do filme "O Paciente Inglês', diplomaticamente inspiradora, poderia ajudar a estreitar as relações Brasil-Estados Unidos. Bolsonaro teria esperado cerca de uma hora para dizer a frase ao Trump. Para os adoradores do "mito", valeu o esforço.
"Bispo" Macedo é o novo redator do Globo?
Tudo indica que o estilo "bispo" Macedo fez a cabeça do jornalista (a) do Globo que escreveu a notícia acima.
Para ele (a), Isis Valverde devia ficar em casa cuidando de fraldas e papinhas.
Como a atriz ousa viajar para um compromisso profissional em Paris e "deixa" o filho? Isso deixou o autor (a) da nota nervoso (a).
Isis explicou que tinha agenda rápida e atribulada na França e preferiu não alterar a rotina do bebê Rael, que fará um ano em novembro e ficou aos cuidados de ninguém menos do que o pai, André Resende.
As redes sociais ficaram chocadas com o machismo do jornal.
Essa semana, Macedo revelou que não deixou as filhas fazerem faculdade porque não poderiam, "segundo a vontade de Deus", serem superiores aos maridos caso se casassem com um simples portador de diploma de ensino médio. O "bispo" já pode se candidatar a redator do Globo.
Banqueiro falando "papo reto"?
por Ed Sá
A nova campanha publicitária da Febraban na internet foi buscar inspiração nas gírias do tráfico carioca. "Papo reto" quer dizer "conversa franca", "direta", "séria". Quase invariavelmente, a expressão aparece em gravações telefônicas interceptadas entre criminosos e policiais corruptos durante 'acertos' de propina.
As gírias do tráfico, assim como aquelas que vêm do funk, costumam ser assimiladas rapidamente pelos cariocas de todas as classes. Muitas captadas a partir de letras de músicas que fazem a crônica das comunidades. Chegar a slogan de campanha de uma instituição conservadora como a Febraban é mais raro. No caso, com o "papo reto", os banqueiros tentam vender empréstimos para pequenas e médias empresas. Na cabeça do publicitário que foi buscar o slogan é a linguagem que a audiência entende. Então, tá.
A nova campanha publicitária da Febraban na internet foi buscar inspiração nas gírias do tráfico carioca. "Papo reto" quer dizer "conversa franca", "direta", "séria". Quase invariavelmente, a expressão aparece em gravações telefônicas interceptadas entre criminosos e policiais corruptos durante 'acertos' de propina.
As gírias do tráfico, assim como aquelas que vêm do funk, costumam ser assimiladas rapidamente pelos cariocas de todas as classes. Muitas captadas a partir de letras de músicas que fazem a crônica das comunidades. Chegar a slogan de campanha de uma instituição conservadora como a Febraban é mais raro. No caso, com o "papo reto", os banqueiros tentam vender empréstimos para pequenas e médias empresas. Na cabeça do publicitário que foi buscar o slogan é a linguagem que a audiência entende. Então, tá.
Trump, Boris, Macri e Netanyahu: o inferno astral dos "parças" de Bolsonaro
Depois de Macri (Argentina) e Netanyahu (Israel), Trump (EUA) e Boris (Reino Unido) veste saia justa política. A ultra direita amiga de Bolsonaro anda nervosa. O argentino tem pela frente uma reeleição difícil, o israelense não surfou nas urnas como esperava e vê o cerco se apertar no processo por corrupção que responde há anos e vinha conseguindo travar na justiça local. Boris Johnson tem sofrido seguidas derrotas no Parlamento, o que abalou sua arrogância. Donald Trump é agora alvo de pedido de impeachment por ter telefonado ao presidente da Ucrânia para investigar Joe Biden, pré-candidato democrata à Casa Branca, e seu filho que é do conselho de uma empresa de gás ucraniana. Não há evidência de corrupção dos Biden no caso.
Em troca de um possível dossiê para uso eleitoral Trump prometeu favores à Ucrânia, provavelmente em forma de ajuda militar.
Se ficar provado que Trump pressionou um governo estrangeiro para obter vantagem na campanha para reeleição, o escândalo pode evoluir e caracterizar conspiração eleitoral, algo semelhante à interferência de Nixon no Caso Watergate, quando mandou invadir um escritório dos democratas em busca de documentos que pudesse usar nas eleições.
No El País: o neofascismo do governo brasileiro
Em entrevista publicada hoje no El País, com chamada na primeira página, Dilma Rousseff, a presidente deposta pelo golpe jurídico-parlamentar de 2016, reforça um rótulo que cada vez mais a mídia global associa ao governo Bolsonaro: é neofascista.
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Ágatha: assassinato social
O assassinato da menina Ágatha, no Rio de Janeiro, domina a mídia social, principalmente, e os demais veículos. A clima é de indignação. Um sentimento que se repete a cada morte de crianças por balas perdidas ou perfeitamente direcionadas. 2019 já contabiliza milhares de mortes durante operações em favelas. Inocentes, suspeitos e PMs são os alvos que avolumam as listas de baixas na política de guerra. O tráfico mesmo pouco se abala, mantém-se, como é público em numerosos inquéritos, à base da sua própria política, a intimidação de moradores e a cooptação de agentes corruptos.
O Rio tem escolhido para todos os níveis uma maioria de políticos afinados com essa guerra sem trincheiras. Contraditoriamente, esses são bem votados nas comunidades pobres. Um fenômeno que é, em si, uma tragédia à parte. Traficantes, milícias, elementos que utilizam a religião como palanque eleitoral e currais políticos assimilados por essas forças controlam eleitoralmente milhões de votos no estado. Esse tipo de voto é o dedo invisível a apertar o gatilho que dispara contra inocentes.
sábado, 21 de setembro de 2019
A internet é folgada. Veja 5 exemplos...
por O. V. Pochê
Você está no smartphone, clica em um link que interessa e do nada seres digitais se metem onde não foram chamados. Veja alguns exemplos:
* Você clica no X e deleta um anúncio. E aí o Google quer saber porque você não gostou do tal anúncio.
* Em um dia de calor você pesquisa preços de ventilador. Pra quê? Você vai passar uma semana recebendo mensagens sobre ventiladores em oferta.
* Você acaba de almoçar em um restaurante, tranquilão, e o celular dá sinal. Claro, você verifica, pode ser sua mãe reclamando que quase foi atropelada por uma patinete. Que nada. É o restaurante perguntando se você gostou e porque não posta uma foto sobre aquele momento inesquecível.
* Você sai do restaurante depois de finalizar o café com quatro Cointreau, já bambo, chega em casa e dorme no meio da série da Netflix. No dia seguinte, o localizador do Google te diz que você foi a tais e tais lugares, passou na rua tal... Não se pode ter mais amnésia alcoólica em paz.
* Você está conversando, fala a palavra "futebol" e, de repente, o Google Assistente ouve o que você diz e começa a desenrolar a lista de jogos do dia, inclusive os da terceira divisão.
Você está no smartphone, clica em um link que interessa e do nada seres digitais se metem onde não foram chamados. Veja alguns exemplos:
* Você clica no X e deleta um anúncio. E aí o Google quer saber porque você não gostou do tal anúncio.
* Em um dia de calor você pesquisa preços de ventilador. Pra quê? Você vai passar uma semana recebendo mensagens sobre ventiladores em oferta.
* Você acaba de almoçar em um restaurante, tranquilão, e o celular dá sinal. Claro, você verifica, pode ser sua mãe reclamando que quase foi atropelada por uma patinete. Que nada. É o restaurante perguntando se você gostou e porque não posta uma foto sobre aquele momento inesquecível.
* Você sai do restaurante depois de finalizar o café com quatro Cointreau, já bambo, chega em casa e dorme no meio da série da Netflix. No dia seguinte, o localizador do Google te diz que você foi a tais e tais lugares, passou na rua tal... Não se pode ter mais amnésia alcoólica em paz.
* Você está conversando, fala a palavra "futebol" e, de repente, o Google Assistente ouve o que você diz e começa a desenrolar a lista de jogos do dia, inclusive os da terceira divisão.
CNN Brasil: o que tem dentro dessa caixa preta jornalística?
O canal CNN Brasil está em construção desde o ano passado. A data de estreia ainda é um mistério. Fala-se em novembro próximo, outros rumores marcam o lançamento para o começo de 2020. Estará na TV paga e em plataforma digital.
Por enquanto, o que chama atenção são as contratações de apresentadores. Na lista estão Monalisa Perrone, Evaristo Costa, Reinaldo Gottino e William Waack. Este último, assumidamente alinhando com a direita, pode ser a pista de um segundo mistério que envolve a chegada do canal: é neoliberal, é ultradireita, é bolsonarista? É isentão?
A CNN americana vende a licença de uso da marca mas aparentemente não se preocupa muito com o que o adquirente fará dela em termos de linha editorial. Isso significa que o jornalismo da CNN original não necessariamente será espelhado pela franqueada. A CNN turca, por exemplo, é chapa branca e apoia o polêmico Tayyip Erdogan.
Há alguns meses, a Agência Pública publicou uma matéria razoavelmente esclarecedora sobre o dono da CNN Brasil e suas conexões políticas. O DNA está lá à vista. Pode ser um pista. Infelizmente os controladores da CNN Brasil não costumam dar entrevistas. E desde a reportagem da Pública nada mais aprofundado foi publicado sobre o novo canal.
Seu jornalismo é caixa preta ainda.
Veja a reportagem da Pública AQUI
Por enquanto, o que chama atenção são as contratações de apresentadores. Na lista estão Monalisa Perrone, Evaristo Costa, Reinaldo Gottino e William Waack. Este último, assumidamente alinhando com a direita, pode ser a pista de um segundo mistério que envolve a chegada do canal: é neoliberal, é ultradireita, é bolsonarista? É isentão?
A CNN americana vende a licença de uso da marca mas aparentemente não se preocupa muito com o que o adquirente fará dela em termos de linha editorial. Isso significa que o jornalismo da CNN original não necessariamente será espelhado pela franqueada. A CNN turca, por exemplo, é chapa branca e apoia o polêmico Tayyip Erdogan.
Há alguns meses, a Agência Pública publicou uma matéria razoavelmente esclarecedora sobre o dono da CNN Brasil e suas conexões políticas. O DNA está lá à vista. Pode ser um pista. Infelizmente os controladores da CNN Brasil não costumam dar entrevistas. E desde a reportagem da Pública nada mais aprofundado foi publicado sobre o novo canal.
Seu jornalismo é caixa preta ainda.
Veja a reportagem da Pública AQUI
O som ao redor. Olha o nível...
Nada contra todos os gêneros musicais. Mas é osso a predominância de um só. Também na música popular, a crise está ligada. O quadro acima foi reproduzido de uma matéria do Globo de hoje sobre "as novas medidas do sucesso". À parte o novo mercado, é o som ao redor desses dias. Conclusão? O Brasil precisa de um divã urgente. (Ed Sá)
Profissões em alta no Brasil. Depois não digam que o governo não está criando empregos...
por O.V. Pochê
Especialistas em RH avisam que o Brasil precisa se preparar para o mercado de trabalho do futuro e as novas funções que surgirão. que nada, o Brasil já saiu na frente e abriu novos posto de trabalho. Veja alguns:
* Miliciano - um mercado em alta e que se espalha de norte a sul. Rende muito, é isento de impostos e não é muito incomodado pelas autoridades.
* Criador de fake news - políticos estão contratando turmas de olho nas eleições do ano que vem.
* Robôs da internet - Ainda no campo promissor de redes sociais, cresce a procura por pessoas que se dedicam a retuitarr fake news ganhando por produção em regime de home office.
* Delator premiado - profissão muito rentável e o mercado tem previsão de alta. Há cases de sucesso. Fala-se que o MPF pode abrir concurso para vagas permanentes.
* Pastor evangélico - outro mercado em expansão. O problema é a concorrência. Em muitas cidades há ruas com cinco franquias de igrejas. A atividade é livre de impostos e não sujeita a Procon, Anvisa e Coaf.
* "Uber" do agrotóxico - Com o governo liberando centenas de novos venenos por mês, a demanda cresce exponencialmente. Aplicativos especializados abrirão milhares de vagas para entregador de defensivos agrícolas aos ruralistas. Fique de olho.
* Filósofo-guia para excursões à Terra Plana - O que começou como uma piada virou um negócio. Incentivados por autoridades do novo governo, brasileiros procuram fazer turismo em locais que provam a teoria. Há excursões marítimas e terrestres, sendo que essas serão feitas de bicicleta obviamente em regiões planas que comprovam a tese. Os guias são filósofos credenciados pelo ministério da Educação.
* Gerente de "rachadinha" - Outro posto de trabalho requisitado. Com a popularização e impunidade do sistema usado por políticos para ficar com parte dos salários dos funcionários dos seus gabinetes há alta demanda por coordenadores do fluxo de dinheiro vivo gerado pelo esquema de baixo risco e grande rentabilidade. Não exige experiência nem curso superior.
* Analista de sexo e gênero - O governo está precisando de observadores culturais focados em ocorrências de casos de gênero LGTB, de livros obscenos, objetos suspeitos (caso da mamadeira de piroca), peças teatrais de sacanagem, filmes e exposições de putaria, mulheres com roupas curtas demais provocando estupradores, safadeza em baile funk etc. Será recrutado pessoal para denunciar tais ocorrências. Vagas ilimitadas. Denúncias serão premiadas em dinheiro.
* Desenvolvedor de xingamento - O ministério do Exterior está convocando profissionais criativos para criar memes e redigir ofensas espirituosas ou apenas grosseiras a chefes de Estado, suas mulheres, diretores da ONU, da União Europeia, institutos de clima e meio ambiente, China, críticos de armas para todos, direitos humanos etc.
Especialistas em RH avisam que o Brasil precisa se preparar para o mercado de trabalho do futuro e as novas funções que surgirão. que nada, o Brasil já saiu na frente e abriu novos posto de trabalho. Veja alguns:
* Miliciano - um mercado em alta e que se espalha de norte a sul. Rende muito, é isento de impostos e não é muito incomodado pelas autoridades.
* Criador de fake news - políticos estão contratando turmas de olho nas eleições do ano que vem.
* Robôs da internet - Ainda no campo promissor de redes sociais, cresce a procura por pessoas que se dedicam a retuitarr fake news ganhando por produção em regime de home office.
* Delator premiado - profissão muito rentável e o mercado tem previsão de alta. Há cases de sucesso. Fala-se que o MPF pode abrir concurso para vagas permanentes.
* Pastor evangélico - outro mercado em expansão. O problema é a concorrência. Em muitas cidades há ruas com cinco franquias de igrejas. A atividade é livre de impostos e não sujeita a Procon, Anvisa e Coaf.
* "Uber" do agrotóxico - Com o governo liberando centenas de novos venenos por mês, a demanda cresce exponencialmente. Aplicativos especializados abrirão milhares de vagas para entregador de defensivos agrícolas aos ruralistas. Fique de olho.
* Filósofo-guia para excursões à Terra Plana - O que começou como uma piada virou um negócio. Incentivados por autoridades do novo governo, brasileiros procuram fazer turismo em locais que provam a teoria. Há excursões marítimas e terrestres, sendo que essas serão feitas de bicicleta obviamente em regiões planas que comprovam a tese. Os guias são filósofos credenciados pelo ministério da Educação.
* Gerente de "rachadinha" - Outro posto de trabalho requisitado. Com a popularização e impunidade do sistema usado por políticos para ficar com parte dos salários dos funcionários dos seus gabinetes há alta demanda por coordenadores do fluxo de dinheiro vivo gerado pelo esquema de baixo risco e grande rentabilidade. Não exige experiência nem curso superior.
* Analista de sexo e gênero - O governo está precisando de observadores culturais focados em ocorrências de casos de gênero LGTB, de livros obscenos, objetos suspeitos (caso da mamadeira de piroca), peças teatrais de sacanagem, filmes e exposições de putaria, mulheres com roupas curtas demais provocando estupradores, safadeza em baile funk etc. Será recrutado pessoal para denunciar tais ocorrências. Vagas ilimitadas. Denúncias serão premiadas em dinheiro.
* Desenvolvedor de xingamento - O ministério do Exterior está convocando profissionais criativos para criar memes e redigir ofensas espirituosas ou apenas grosseiras a chefes de Estado, suas mulheres, diretores da ONU, da União Europeia, institutos de clima e meio ambiente, China, críticos de armas para todos, direitos humanos etc.
O Congresso não é deste planeta...
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Reprodução/O Globo, 20/9/2019. Clique 2x na imagem para ampliar |
A jornalista Ruth de Aquino (*) comentou no Globo, o projeto que em tempo de crise, e quando se exige dos brasileiros sacrifícios diários, turbina à estratosfera as verbas públicas para os partidos. Pior: "legaliza" o Caixa 2 e abre uma avenida para a lavagem de dinheiro.
O Congresso brasileiro está em plena jornada para as estrelas.
* Ruth de Aquino foi repórter da Manchete nos anos 1970
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