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PANIS CUM OVUM - o blog que virou fatos&fotos
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Racista chileno agrediu pessoas no Brasil. Agora está preso temporariamente e perdeu o emprego. Falta ser julgado e puxar uma cadeia merecida.
Tudo por dinheiro. Câmara dos Deputados lança um "Salve" eleitoral que é um convite para uma festa com dinheiro público
Não é um projeto de lei sério. É algo absurdo. Entre outros "salves" cria privilégios, favorece irregularidades, oficializa prêmios para quem transgride a lei, impede juízes de emitir decisões, permite ao candidato disparar robôs na campanha eleitoral, perdoa multas por descumprimento da legislação e abre um convite para uma orgia com dinheiro público. Um incauto até poderia imaginar que o projeto de lei seria um daqueles escrito por um Varcaro da vida e assimilado, por engano, por uma excelência distraída.
Leia a seguir o texto da Agência Câmara de Noticias
Câmara aprova minirreforma eleitoral que prevê mudanças na prestação de contas dos partidos
Alterações também permitem parcelamento de dívidas das legendas; matéria segue para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que limita as multas eleitorais por contas desaprovadas de partidos ou candidatos a R$ 30 mil, impede o penhor de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) por qualquer motivo e permite ao candidato disparar mensagens com propaganda eleitoral de forma automatizada para telefones previamente cadastrados.
De autoria do deputado Pedro Lucas (União-MA) e outros, o Projeto de Lei 4822/25 foi aprovado com um substitutivo do deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP) e será enviado ao Senado.
O projeto permite a partidos políticos, mandatários e candidatos registrar junto à Justiça Eleitoral um número de telefone celular oficial para o envio de mensagens de propaganda eleitoral e partidária aos eleitores.
O texto proíbe o bloqueio desse número pelos provedores de serviços de mensagens eletrônicas (SMS, p. ex.) e instantâneas (Whatsapp, p. ex.), salvo em caso de ordem judicial.
No entanto, os provedores de serviços de mensageria instantânea deverão disponibilizar mecanismos que permitam aos usuários a opção de descadastramento do recebimento dessas mensagens.
As mensagens enviadas por meio desses números cadastrados e destinadas a pessoas previamente cadastradas não serão consideradas como disparo em massa, mesmo se o envio ocorrer por meio de sistemas automatizados ou bots.
Penhora
Segundo o texto, o juiz de ações apresentadas por fornecedores de produtos e serviços a partidos políticos ou candidatos por falta de pagamento não poderá penhorar ou bloquear os recursos desses fundos.
A proibição vale inclusive para ações trabalhistas ou penais, com ressalva para os casos de dinheiro utilizado em fim diverso do permitido quando constatado pela Justiça Eleitoral.
O juiz que decretar essa penhora ou garantia será enquadrado no crime de abuso de autoridade e os atos praticados por órgãos estaduais, distrital, municipais ou zonais não implicam quaisquer punições ao órgão nacional do respectivo partido.
Nesse sentido, em nenhuma hipótese a Justiça Eleitoral, a União ou qualquer órgão da administração pública poderá realizar descontos, bloqueios ou retenções automáticas nos repasses desses fundos destinados aos órgãos nacionais dos partidos políticos para quitar débitos, multas, devoluções ou sanções impostas a órgãos partidários inferiores.
No entanto, a autonomia partidária remete ao diretório nacional a atribuição de decidir como o dinheiro é subdividido entre as estruturas do partido.
Apesar disso, o texto reforça que as despesas realizadas por órgãos partidários estaduais, distrital, municipais ou zonais devem ser assumidas e pagas exclusivamente pela esfera partidária correspondente, nunca recaindo sobre órgãos hierarquicamente superiores, salvo acordo expresso firmado com o diretório nacional.
Essa separação introduz na lei decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 31, concluída em 2021.
Todas as mudanças são feitas na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95) e serão aplicáveis imediatamente, inclusive a processos em curso que ainda não tenham transitado em julgado.
Limite de multa
Atualmente, a lei prevê multa de 20% sobre valores desaprovados na prestação de contas e o projeto limita essa multa a R$ 30 mil.
A forma de pagamento da multa e do valor utilizado irregularmente também muda. Em vez de o valor ser quitado em até 12 meses, com retenção de um máximo de 50% da cota do Fundo Partidário, o débito total passa a ser executado a partir do ano seguinte ao do trânsito em julgado da prestação de contas e parcelado em até 180 meses, isso se este ano não for ano eleitoral.
Já o prazo para julgamento da prestação de contas passa de cinco para três anos e terá caráter administrativo em vez do caráter jurisdicional de hoje. Isso permitirá entrar com nova ação questionando o exame da prestação de contas. Passado o prazo sem julgamento, o processo será extinto por prescrição.
Independentemente de o início do pagamento começar ou não em um semestre eleitoral, nesse período do ano de eleições não haverá, em nenhuma hipótese, sanção de suspensão de repasse de cotas desses fundos citados ou desconto de valores a título de devolução por condenações em exercícios anteriores ou mesmo suspensão de órgãos partidários, ainda que por ausência de prestação de contas.
A reprovação da prestação de contas do partido não poderá implicar sanção que o impeça de participar do pleito eleitoral e uma eventual sanção de suspensão de repasses por reprovação deve ser aplicada somente após o seu trânsito em julgado.
Limite de suspensão
O PL 4482/25 também limita a cinco anos a sanção de suspensão de repasses de recursos do Fundo Partidário ou a sanção de suspensão do órgão partidário, prazo contado da decisão final. Depois desse tempo, o órgão deverá ser automaticamente reativado e estar apto a receber recursos.
Esse prazo valerá inclusive para os casos em andamento.
Em todo caso, quando o partido apresentar prestação de contas pendente que tenha provocado suspensão de repasse de cotas essa sanção será imediatamente suspensa, mesmo antes do julgamento.
Ajuda solidária
Embora deixe claro que a sanção por desaprovação de contas de um determinado órgão do partido não poderá ser descontada dos recursos dos órgãos partidários hierarquicamente superior, o substitutivo permite que estes órgãos assumam o débito parcelando-o em até 180 meses.
Outros débitos em execução pela Advocacia Geral da União (AGU) por prestações de contas já transitadas em julgado também poderão ser parcelados em até 180 meses, independentemente do valor e se já existir parcelamento em curso com prazo menor.
Relação de inaptos
Outra novidade no substitutivo de Gambale é que a Justiça Eleitoral deverá manter lista atualizada em sua página de quais órgãos partidários (estaduais, distrital, municipais e zonais) estão aptos ou não a receber recursos do Fundo Partidário.
Esses dados deverão permitir a emissão de certidão com data e horário e se não houver inaptidão o órgão será considerado apto a receber repasses.
O texto não especifica prazos para o lançamento de informações sobre a passagem de apto para inapto, assim caso seja realizado eventual repasse a diretório ou órgão que se encontrava inapto no momento da transferência, ele não precisará devolver o dinheiro se:
- for comprovada a destinação regular dos recursos às atividades partidárias; e
- as contas relativas aos recursos sejam posteriormente apresentadas pelo órgão destinatário com regularização retroativa do repasse.
Essa regra será aplicada ainda às prestações de contas de exercícios anteriores às mudanças do projeto, mesmo se transitadas em julgado ou em fase de execução.
Despesas regulares
O texto de Rodrigo Gambale considera despesa regular aquela que seja executada e registrada contabilmente pelo partido por meio de comprovação bancária e fiscal.
Além disso, diz que a falta de informação em documento fiscal idôneo, erro material ou falha formal não caracterizam irregularidade grave a ponto de implicar devolução de dinheiro público. Para isso, o partido terá de comprovar a destinação legítima dos recursos às suas atividades partidárias por meio de comprovantes bancários, contratos, atas, relatórios ou registros contábeis.
Finalidades
Quanto às finalidades de uso dos recursos do Fundo Partidário, o substitutivo aprovado permite que eles quitem encargos decorrentes de inadimplência de pagamentos, tais como multa de mora, atualização monetária ou juros, inclusive as relacionadas com contas anteriores e multas eleitorais.
Isso valerá para os partidos, seus dirigentes e seus candidatos, mas os recursos não poderão ser utilizados para quitar multas por atos infracionais, ilícitos penais e administrativos.
Confira outros pontos do PL 4822/25:
- o pagamento de dirigentes partidários poderá ser por meio de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) se compatível com as funções exercidas e registrado contabilmente;
- a prestação de serviços será considerada comprovada quando o dirigente exercer cargo ou função partidária registrado em documento perante a Justiça Eleitoral, dispensando-se prova adicional de execução de tarefas;
- todos os órgãos partidários sem movimentação de recursos, em vez de apenas os órgãos municipais, serão dispensados de enviar declarações de isenção tributária;
- o envio das mídias e arquivos contendo os programas de propaganda partidária e eleitoral para as emissoras de rádio e televisão será sempre gratuito para os partidos políticos, com eventuais custos suportados pelas emissoras.
Debates
Para o relator, deputado Rodrigo Gambale, o projeto traz alterações estruturais e necessárias na Lei dos Partidos Políticos para otimizar a gestão partidária, garantir a segurança jurídica das agremiações e harmonizar as normas de fiscalização com os princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade.

Apenas deputados contrários à proposta discursaram em Plenário. Eles criticaram a ausência de fala dos parlamentares a favor do texto. "Quando não tem ninguém disposto a defender sua posição de forma firme, veemente, coisa boa muito dificilmente é", afirmou o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Ele disse sempre desconfiar de propostas em que não há deputados inscritos a favor. Kataguiri criticou a diferenciação dada a partidos políticos em relação a empresas em quesitos tributários, penais e administrativos. "Se tiver condenação penal, se cometer crime, não vai poder penhorar, bloquear", reclamou.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) afirmou que a proposta tem aberrações como suspensão de dívidas com a fusão de partidos. "O partido se alimenta de dinheiro público, faz irregularidades de todos os tipos, e tem uma fusão e nada do partido podre passa para o novo partido. Ele não assume responsabilidade nenhuma, tudo é suspenso", disse. Para ela, o texto está blindando partidos políticos e fragilizando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Prever que o fundo partidário possa pagar multas, juros e dívidas de partidos é um "pulo do gato" com dinheiro público, segundo a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS). "O cara mal utiliza o dinheiro, é multado e julgado e o dinheiro público vai pagar? Não tem como ser a favor disso", criticou. Ela também criticou o aumento de parcelas em até 15 anos. "O pobre do povo tem cheque especial e precisa pagar senão tem juros, e os partidos terão 15 anos", disse.
Reportagem - Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição - Roberto Seabra.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
terça-feira, 19 de maio de 2026
Neymar é a Royal Straight Flush de Antonelli
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| Foto Rafael Ribeiro, CBF |
por Niko Bolontrin
O experiente treinador não resistiu às pressões e leva Neymar como sua carta de sorte.
O histórico recente de Neymar é de indisciplina, de jogar quando quer, de rotinas nas quais o futebol parece ter espaço secundário em meio a interesses como a exótico Kings League do Cazé, modalidade de "futebol" para quinta série, e o poker.
Na coletiva, Ancelotti se referiu a um filtro técnico nas escalações da seleção na Copa do Mundo. É titular quem conquistar a posição nos treinos e jogos. Se ele achou necessário fazer tal advertência é porque prever eventuais resistências. A convocação de Neymar dividiu os jornalistas e a torcida. Há quem defenda o jogador e aponte Neymar como arma a ser usada em momento precisos. Ou seja, para estes, Neymar deve ser poupado e entrar em campo só quando necessário"resolver o jogo". Ele seria uma espécie de ator principal cercado de dublês e figurantes. Bom lembrar que os adversários não o pouparão. Muitos já sabem que Neymar não guenta entradas rígidas e costuma cair em provocações, além de reclamar em excesso de tanto de árbitros quando de companheiros. Outro ponto destacado em resenhas é que Neymar participou de três copas e não "resolveu" qualquer uma delas. Se não mudar de características, Antonelli terá um problemão.
Um último recado. A ironia que envolve João Pedro. O jogador foi um dos participantes da campanha pela convocação de Neymar, que entra exatamente no lugar de... João Pedro.
Atualização - 20/5/2026 - Começou cedo. Neymar não foi relacionado para o jogo do Santos pela Sul-americana. Motivo: contusão na panturrilha. Sabe-se agora que Neymar foi convocado sem condições de jogo no momento. O fato foi escondido na festa brega armada pela CBF no Museu no Amanhã no Rio de Janeiro. A mídia esportiva cita fontes anônimas que garantem que Neymar se apresentará na Granja Comary no próximo dia 27 apto para ser submetido a avaliações assim como os demais convocados. Um comentarista neymarista provavelmente decepcionado falou agora há pouco que isso e normal. O mesmo jornalista lembrou que a Espanha está disposta a levar o jogador Iamini Yamal, também machucado, para ele se recuperar durante a Copa e entrar em campo mesmo que seja nas etapas finais. Ele insinua que isso pode acontecer com Neymar. Se for assim, Ancelotti vai perder credibilidade.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Prédio da antiga sede da Bloch Editores e TV Manchete, em São Paulo, será finalmente leiloado
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| Imagem da concepção do prédio por Oscar Niemeyer |
por José Carlos Jesus
A antiga sede da Bloch Editores e da TV Manchete em São Paulo irá a leilão em etapas que se iniciarão no próximo dia 12 de junho. A venda será de fato efetuada no dia 28 de julho de 2026. o conjunto, que abrigou as revistas da Bloch Editores e a Rede Manchete, assinado por Oscar Niemeyer, está avaliado em R$&96.374 milhões.
O valor a ser obtido pelo leilão representará a esperança de trabalhadores habilitados nas falências da Massa Falida da Bloch Editores e Massa Falida da TV Manchete, que dividiriam por acordo judicial o saldo do leilão.
Para a TV espera-se que seja o desfecho de longa luta para definir responsabilidades do pagamento da dívida trabalhista. No caso da Bloch Editores, confia-se na oportunidade para concluir pagamentos do valor principal de funcionários que se habilitaram por último e honrar uma dívida com os empregados que já receberam o valor principal. Ocorre que muitos destes fizeram acordos, aceitaram reduzir reivindicações em troca do pagamento de correção monetária. A Massa Falida chegou a quitar três parcelas e, sem explicação convincente, suspendeu há alguns anos os pagamentos das parcelas pendentes, apesar das muitas petições dos credores trabalhistas.
Como presidente da Comissão de Empregados da Bloch Editores, acrescento que é preciso mobilização dos credores trabalhistas. Peço, através deste blog, que os ex-funcionários procurem contato com o escritório do Administrador Judicial da Massa Falida da Bloch Editores para atualização da situação.
Importância de se chamar Ernesto • "O Último Repórter dos Anos de Chumbo lança biografia - Por Roberto Muggiati
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| Luarlindo Ernesto, 82 anos: o contador de histórias tem sua história contada. |
| Luarlindo de costas, camisa branca, na capa da Fatos & Fotos que trouxe a matéria exclusiva da apreensão recorde de heroína. |
Nada a ver com a peça de Oscar Wilde, Ernesto é o sobrenome. O nome é Luarlindo. Nada a ver com os raios românticos do nosso satélite. O próprio desnominado esclarece: “Meus pais me sacanearam. Nasci num 13 de agosto, numa noite de enchente na Praça da Bandeira (que o carioca chama Praça da Banheira, alaga até em dia de garoa.) Não tinha luar lindo nenhum. Só uma chuva dos infernos. Mas eu dei o troco nos sacanas. Sou filho de um banqueiro do jogo do bicho e uma dona de casa. Nunca soube jogar no bicho, só jogo na loteria. Comecei na Última Hora com catorze anos por castigo do meu pai, para não jogar bola de cueca na rua. Toda vez que jogava, acabava na polícia. Aí ele me colocou para trabalhar no jornal, que ficava ao lado de casa. Já me passei por mendigo, camelô, lixeiro e até soldado da PM para fazer boas matérias. Foi assim que ganhei meus três Prêmios Esso. ” Ainda foca, Luarlindo foi iniciado pelo veterano Amado Ribeiro em casos notórios como a Fera da Penha e o assalto ao trem pagador em Japeri, onde caiu nas graças do famoso facínora Tenório Cavalcanti. Trabalhou também nos jornais O Globo, Folha de São Paulo, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Luta Democrática, Gazeta de Notícias, Jornal do Brasil, O Jornal e nas revistas Manchete, Fatos&Fotos e Amiga – muitos destes veículos já se foram, ele continua firme. Em 1964, cobrindo a morte do bandido Cara de Cavalo, Luarlindo foi obrigado, como os demais repórteres, a atirar no corpo do meliante com o revólver do lendário policial Milton LeCoq, que fora assassinado por Cara de Cavalo. Nascia, naquele ato de vingança, o Esquadrão da Morte. Amigo de infância de outro bandido famoso, Lúcio Flávio Vilar Lírio, tinha o relato exclusivo de seus assaltos e fugas espetaculares. Assassinado na prisão aos 30 anos, virou livro e filme. Foi também graças a uma reportagem de Luarlindo que o mafioso italiano Tommaso Buscetta, foragido muito tempo no Brasil, teve sua extradição decretada para a Itália.
Na Bloch, Luarlindo começou na redação da Amiga, mas logo Manchete e Fatos&Fotos o botaram a fuçar as frinchas e frestas de figuras e fatos fedorentos como repórter policial. Mostrou o que valia embarcando como clandestino no navio americano Mormac-Altair, que vinha da Argentina, e cobriu com exclusividade a apreensão no Rio de uma carga recorde de heroína destinada aos EUA. Nos corredores, apadrinhou um contínuo que o admirava, encaixou-o na reportagem do Domingo Ilustrado e o fez trocar o nome de Arcanjo pelo apelido de Tim, por causa da cabeleira à Tim Maia. Foi assim que nasceu um dos maiores repórteres investigativos do país, Tim Lopes.
Por estar sempre na hora certa nos lugares onde as coisas aconteciam, foi até chamado de Forrest Gump. Mauricio Menezes, ex-colega em O Dia, diz: “Não sei o que faz as pessoas levarem a sério um cara como ele, um gênio da ironia, da gozação, da chacota. Um sujeito capaz de nos mostrar o inusitado toda a vez que abre a boca. Luarlindo é o Woody Allen da imprensa brasileira. Se eu tivesse que pagar 10 centavos cada vez que me diverti com ele, deixaria arruinadas as próximas cinco gerações de Menezes!”
Aos 72 anos, Luarlindo se queixava: “Hoje só fico triste em ver os amigos morrendo. Acho uma sacanagem porque ainda temos muito boteco para conhecer. Tenho diverticulite, duas hérnias, catarata e um fígado zangado. E vou morrer na redação porque é o meu lugar. O corpo tem que ir para o IML. De casa seria muito chato. Se eu morrer na redação o enterro sai mais rápido e mais barato. Não sei se vou durar muito. Fiz uma loucura recentemente e isso tem me preocupado: resolvi tomar juízo e larguei a esbórnia. Tô com medo de não aguentar...” Luarlindo vai durar mais do que pensa. Aos 82 anos, em maio de 2026, foi brindado com a biografia Luar: O último repórter dos Anos de Chumbo, 300 páginas de ação (e diversão) assinadas pela jornalista Elenilce Bottari. E segue em frente, mais ativo e furão do que nunca.
*Este perfil é parte do livro de Arnaldo Niskier e Roberto Muggiati O humor na Manchete/Histórias do Grande Circo Adolpho Bloch, a ser lançado em breve.
domingo, 17 de maio de 2026
Lá vem a Globo News descendo a ladeira da credibilidade de braços dados com Juliano Cazarré
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| Julia Dualibi monta cenário para Cazarré mentir sem contestação dos jornalistas. Reprodução YouTube. |
por José Esmeraldo Gonçalves
Dessa vez, como em uma nova temporada de uma série de mau gosto, Julia Dualibi ofereceu espaço ao militante da fake news, o ex-ator em atividade Juliano Cazarré, para difundir uma série de mentiras comprovadamente desclassificadas por sites de checagem de informações. Cazarré desfilou números falsos - um deles "demonstrando" que mulheres matam mais homens do que o inverso. O tipo de argumento que faz parte do seu repertório em campanha de negação do feminicídio e de afirmação do machismo de fé. O ator e virtual "apresentador" recorreu a lendas do Tiktok como se fossem conceitos científicos. É uma espécie de "Antonio Conselheiro" do século 21. Faz pregações por aí, chamando-as de "cursos".
O entrevistado disparou lixo no Debate Globo, comandado por Júlia Dualibi, sem que os telespectadores fossem alertados de que aquelas informações já haviam sido analisadas e desmoralizadas pela própria Globo e por outros veículos que checaram conteúdos. Mesmo assim, a Globo News deu um púlpito para Cazarré e chamou a atenção pela passividade no "debate".
sábado, 16 de maio de 2026
Copa do Mundo ? O que é isso?
por Niko Bolontrin.
Os Estados Unidos chamam de football uma modalidade em que jogadores usam as mãos. E chama o verdadeiro futebol de soccer. Pois na preferência dos estadunidenses o soccer vem atrás do futebol americano, do beisebol, do basquete e do hóquei sobre gelo. Não é surpresa, portanto, que a mídia local dedique tão pouco espaço à Copa do Mundo da FIFA. Na semana passada saiu alguma coisa, mas era sobre os shows de abertura que acontecerão no México, Canadá e no próprio terreiro do Tio Sam. Com o torneio de aproximando, a Time fez uma capa com o jogador Christian Pusilic, da seleção americana. As seções esportivas do New York Times e do Washington Post até aqui deram pouquíssima coisa e geralmente sobre fatos correlatos (venda de ingressos abaixo do esperado, Trump se queixando dos preços das entradas, problemas com vistos, Irã na Copa etc) mas não diretamente às seleções. Já a mídia hispânica, que é forte nos Estados Unidos acompanha a expectativa e cobre a Copa, visita os estádios, faz avaliação técnica das seleções e destaca os craques e alerta para o calor esperado durante os jogos. A FIFA e a MLS, a liga de soccer, esperavam mais. De qualquer forma, é possível que a partir da próxima semana, a mídia americana "descubra" a Copa.
Além disso, hoteleiros estão decepcionados com o baixo índice de reservas e a Anistia Internacional teme que o futebol se torne palco de repressão contra imigrantes. A propósito, há poucas semanas, a delegação do Irã desistiu de participar do Congresso da FIFA alegando humilhações sofridas ao desembarcar no Canadá apesar de estar com vistos concedidos.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
O mistério dos calcanhares de Donald Trump e Xi Jiping
quinta-feira, 14 de maio de 2026
A segunda temporada do filme Dark Horse é caso de polícia. E já está na mídia
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| Não está confirmado que a versão em português da segunda temporada será"Cavalo Paraguaio". Aparentemente é fake news. |
por José Esmeraldo Gonçalves
O filme Dark Horse não estreou ainda (chegará às telas em setembro como peça de campanha do candidato bolsonarista), mas a segunda temporada já está agitando a internet. Se a primeira é a exaltação do inominável, a parte 2 tem conotação policialesca e focaliza o drama do pré-candidato a presidente mais subserviente da história do Brasil. A primeira cena mostra Flávio Bolsonaro à beira de um colapso emocional implorando dinheiro a Daniel Vorcaro, o trambiqueiro do Banco Master. Flávio só falta dizer uma frase que os cariocas costumam ouvir de pedintes nos ônibus: "me ajuda aí, irmão, eu podia estar assaltando, roubando, mas estou aqui me humilhando, pedindo um dinheiro, uns trocados pra comer um croquete". Segundo mensagens em poder da PF, Flávio chora mágoas, alega momentos difíceis e implora um dinheiro graúdo para concluir o filme Dark Horse. É um filho ajudando um pai, justificou ele quando o áudio vergonhoso veio a público. A "ajuda" ao esmoler presidenciável teria somado mais de150 milhões de reais. A marca que fica desse episódio é forte: trata-se de uma cena que pode ganhar o Oscar de pior subserviência já registrada em quem pretende ser presidente. Flávio nem foi eleito mas já é um "pato manco", termo que classifica políticos irrelevantes, sem poder decisório, que capengam em fim de mandato. Em sua defesa impossível Flávio alega que tratou de uma transação de "dinheiro privado, dinheiro privado", repetiu. Não é dinheiro privado. Não há registro confiável de que Vorcaro tenha sequer um centavo de dinheiro privado. Todo o esquema criminoso do Banco Master, segundo as investigações, visou enganar investidores e, o mais sórdido, roubou fundos de aposentados, lavou dinheiro burlando o fisco e manipulou instituições públicas, privadas e autoridades corruptas. Bolsonaristas dizem que o filme sobre a vida de Bolsonaro não recebeu verba pública. A ver. Segundo o G1, o STF está há um mês procurando Mário Frias, produtor executivo do Dark Horse, para explicar emenda parlamentar dirigida a ONG suspeita de ligação com o filme.
terça-feira, 12 de maio de 2026
Memórias da redação - O dia em que o futebol deitou no gramado de uma psicanalista. Por Walterson Sardenberg
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| A psicanalista Betty Milan foi pra galera. Foto de Ruy de Campos |
Era inédito naquele Brasil um psicanalista analisando futebol. Ainda mais alguém como Betty, que escreve de maneira clara, em português escorreito, embora correligionária do sinuoso Jacques Lacan, o filósofo francês capaz de juntar parágrafos e mais parágrafos cifradíssimos, impenetráveis para os não-seguidores de sua seita.
Naqueles idos, havia, de quebra, o fato de ser uma mulher adentrando, sem pedir licença, as machistas quatro linhas do gramado. Hoje, elas pululam na imprensa — e não apenas. Muitas delas utilizam, sem jaça e com pleno domínio, termos como “último terço”, “transição rápida” e “quebra das linhas”.
Feita a entrevista, faltava o principal: uma bela foto de abertura, que permitisse ser sangrada em página dupla. Por sangrada entenda-se o aproveitamento total do papel, sem qualquer moldura.
Celso Arnaldo teve a ideia de levar Betty Milan para o Estádio do Morumbi, em São Paulo, em dia de glória. Nada menos que uma final de Campeonato Brasileiro. No caso, São Paulo contra o Vasco da Gama. O objetivo era fotografar Betty em primeiro plano. Atrás dela, as torcidas lotando o estádio. Clicada com lente grande angular, a foto ficaria ainda mais impressionante.
Celso Arnaldo unira o útil ao agradável. Ao levar Betty para as cabines de imprensa, completava assim a reportagem e, ao mesmo tempo, assistia à final, torcendo para o seu São Paulo. Tricolor assumidíssimo, acreditava na vitória do clube. Punha fé no time onde atuavam Ricardo Rocha, Bobô e Raí, embora o poderoso Vasco de Mazinho, Boiadeiro e Bebeto tivesse feito melhor campanha.
O primeiro tempo foi tenso, com poucas oportunidades de gol. Betty Milan a tudo admirava, com os olhos brilhando. Aos cinco minutos do segundo tempo, veio o baque: o lateral-direito vascaíno Luís Carlos Winck fez uma transição rápida, quebrou as linhas e cruzou para o centroavante Sorato marcar o gol, de cabeça, no último terço.
Embora tivesse 40 minutos para reverter o resultado, o São Paulo não conseguiu, para desespero de Celso Arnaldo. Vasco campeão brasileiro.
Ao caminhar para o carro de reportagem da equipe de Manchete, tão logo acabou a partida, dispensando as comemorações vascaínas, o cabisbaixo jornalista, ouviu de uma impávida Betty Milan:
— Tá bom. Foi zero a zero. E então? Quem ficou com o título?
Das 71.552 pessoas que assistiram à final naquele 16 de novembro de 1989, um sábado, Betty Milan era a única a ter escrito um livro psicanalítico sobre o futebol.
A única, também, a não ter visto o gol de Sorato.
Com a possível exceção dos policiais que acompanharam a partida de costas para o campo, para vigiar as torcidas.
domingo, 10 de maio de 2026
BRASIL na Copa: a crise vai viajar
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| Reprodução Instagram |
por José Esmeraldo Gonçalves
Ainda há dúvida se Carlo Ancelotti vai convocar Neymar, mas uma coisa é certa: em qualquer hipótese, a crise em torno do jogador já está com passaporte carimbado para acompanhar a seleção brasileira.
Se Neymar viajar vai levar seu comportamento polêmico exibido nos últimos meses. Destempero, um certo desprezo pelos companheiros, no caso os demais jogadores do Santos a quem reclama e contra quem gesticula dentro do campo, atritos com árbitros e com torcedores, o episódio de agressão a Robinho Jr., as noites no poker quando ainda em recuperação, a escolha dos jogos em que prefere atuar. No Santos, os pretextos variaram da recusa em jogar no gramado artificial a evitar viagens longas e um suposto "controle de carga". Além disso, no Brasileirão e na Sul-Americana mostrou uma tendência: a de preferir jogar contra adversários fracos e medianos e evitar os clássicos com pesos-pesados. Se Lancelotti levar Neymar, vai lhe dar o direito de escolher a partida que prefere jogar? Vai advertí-lo para não tomar tantos cartões amarelos em função de reclamações? São detalhes não tão pequenos deles dois. Se Neymar for convocado vai se integrar à delegação ou vai preferir se deslocar no Dassault Falcon 900LX particular? E, por fim, Neymar vai conviver com todos ou formará panelinha com Casemiro e Raphinha, seus principais cabos eleitorais da campanha "convoca já" fortemente impulsionada nas redes sociais.
Se Neymar não for convocado, mesmo assim estará onipresente. Até antevejo, diante de qualquer falha o argumento dos parças jornalistas: "esse gol Neymar faria": "essa cobrança de falta era pro Neymar"; "Neymar sim deixaria o ataque na cara do gol".
P.S. Sobre a campanha contra Endrick. É uma vergonha e prova incontestável de mau-caratismo certos jornalistas parças e jogadores da panela engajados na campanha " Neymar na Copa já", extremamente dedicados, aliás, criarem versões sem apresentarem fatos, fontes ou contextos de alegada rejeição no "vestiário". É uma covardia no momento em que Endrick pode ser convocado e, mesmo que não seja, decide seu futuro nesta próxima janela, se fica no Lyon, volta para o Real ou se será negociado para um clube inglês. É uma puxada de tapete indecorosa.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
O que estão colocando na água que os brasileiros de classe média ou milionários bebem?
terça-feira, 5 de maio de 2026
A ÚLTIMA FOTO DE VIC PARISI Por Walterson Sardenberg Sº
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| ... Vic levantou a câmera e fez a última foto, um retrato do neto Lucas e da bisneta. |
Foi na redação da sucursal da Manchete, em 1978, que o fotógrafo Vic Parisi me mostrou um dos seus orgulhos. Era um impressionante retrato, em preto e branco, do então jovem boxeador Eder Jofre em ação, tirado em uma reportagem para o jornal Gazeta Esportiva. Vicente de Paula Parisi, o Vic, flagrara um demolidor soco de Eder em um pobre adversário. O impacto do punho do campeão no rosto do rapaz foi tamanho que tirou do chão os pés do fulminado. Ele estava no ar — ao pé da letra. Parecia voar, entregue inerte, sem forças, à mercê do golpe certeiro.
Ainda mais fascinante: Vic fizera a foto com uma Rolleiflex, muito mais difícil de acionar do que as modernas câmeras reflex. Para complicar ainda mais, funcionava com filmes de apenas 12 chapas, obrigando o fotógrafo ao capricho compulsório de jamais desperdiçar um clique. Claro que à altura da foto de Eder em ação, no início dos anos 60, não havia o motordrive, dispositivo eletrônico que faz a câmera disparar várias fotos em sequência, com um único aperto no obturador. Nem se pensava nisso.
Dias depois, na mesma redação da Manchete, Vic me mostrou outra foto esportiva. Era um retrato de Bjon Borg, feito no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Desta feita, um cromo recente, um
slide colorido. O tenista sueco, em notável trabalho de composição, aparecia, com o rosto expressivo, tenso e o instrumento de trabalho nas mãos. Em primeiríssimo plano cintilava, esplêndida, a bolinha amarela, centralizada bem no meio da tela da raquete, do golpe e do retrato. Encafifado, perguntei ao Vic como fizera o flagra, magnífico. Para sacar aquela foto, o fotógrafo precisaria estar sentado em plena quadra, bem diante do Iceborg — como o gélido sueco era tratado pela imprensa. Algo mais do que improvável — a rigor, impossível durante uma partida. A alternativa seria clicar de longe, com uma potente teleobjetiva. De qualquer maneira, congelar a bolinha no centro do golpe, em movimento, revelava-se uma rara e quase aleatória conquista. Diante da minha estupefação, Vic explicou, gaiato: o clique havia sido feito um dia antes da partida, nos treinos. Na ocasião, Borg achara graça do expediente de fotógrafo brasileiro. Criativo, ilusionista, o senhor de longas barbas com a amada câmera em mãos levara rolos de fita crepe e fita isolante. Com este recurso, “grudara” a bolinha na raquete antes da pose.
Vic Parisi morreu na semana passada, aos 90 anos. Era um exímio fotojornalista, sempre atento aos desdobramentos de uma cena, com o dedo pronto para acionar, como os heróis dos westerns. Mais do isso, foi um criador em tempo integral, com um extraordinário domínio técnico de luz e composição. Um prestidigitador. Era, sem favor nenhum, um dos melhores fotógrafos da Manchete, esquadrão onde atuaram craques como Sérgio Jorge, Frederico Mendes, Carlos Humberto TDC, Indalécio Wanderley, Gervásio Baptista, Ricardo Beliel, Nilton Ricardo, Mituo Shiguihara, Sérgio Zalis, Ed Viggiani e Gil Pinheiro — restrinjo-me a onze nomes para formar um time de fato.
Capaz de eternizar golpes como o de Eder Jofre e forjar outros, como o de Bjon Borg, o intrépido Vic Parisi acabou fulminado, no ano 2000, por um golpe inesperado (ou nem tanto): o fechamento de Bloch Editores, onde trabalhara por mais de 25 anos. Uma porrada e tanto. Já estava com 64 anos. Resignado, recolheu-se à semi aposentadoria, limitando-se ao papel de pastor protestante, função que abraçara, em paralelo, havia décadas. Assim permaneceria não fosse a intervenção de Ronny Hein, à época diretor de redação da então recém-lançada (pela Editora Peixes) Próxima Viagem, revista especializada em viagens, como o nome adianta. Ronny, ótimo jornalista, havia trabalhado com Vic em priscas eras (leia-se final dos anos 1970) e lembrava-se não só da qualidade das fotos como também da satisfação quase infantil do fotógrafo ao mostrar aos colegas de redação o resultado de cada reportagem.
Depois de enquadrar cromo por cromo com denodo, Vic os dispunha com rigor geométrico na mesa de luz — chamávamos de “churrasqueira” — e fazia a convocação, em fingida autoindulgência no seu inesquecível sotaque ítalo-paulistano: “Olhem esta aqui. Até que ficou bonitinha”. Ou: “Pensando bem, esta outra não ficou tão ruim”.
Admirávamos com óbvio prazer. Até cantávamos uma paródia da marchinha ufano-militarista encomendada pelos milicos para o anúncio de TV da Expoex - Exposição do Exército: “Expo Vic, exposição do Vicente/ Leve seus filhos para ver/ Eles vão adorar”.
Tive o privilégio de viajar com Vic para diversos países fazendo matérias para a Próxima Viagem. Pela primeira vez ele atravessava o Atlântico, em visita aos rincões dos antepassados. Também ganhou um prêmio que lhe permitiu irpara a Europa com a mulher, Márcia — irmã do grande dramaturgo Plínio Marcos. Vic parecia melhor a cada viagem. Todos nós, da redação, ficávamos pasmos, em especial, com o seu domínio da técnica ao clicar o fim de tarde, começo de noite, o popular lusco-fusco. Prédios e paisagens ganhavam um sutil tom dourado, de sonho. Lembro-me também de Vic clicando banhistas na praia de Varadero, em Cuba, com o recurso do flash, em dia de muito sol. A mim pareceu inusitado. Ele explicou que era o mais indicado para retratar afrodescendentes.
A volta triunfal já ocorrera com outros grandes artistas. Recordo-me do caricaturista Nássara no Pasquim, redescoberto por Jaguar após longo ostracismo. Também do gênio do cavaquinho Waldir Azevedo, de volta aos palcos e gravações depois de reimplantar a maior parte do dedo anular da mão esquerda, decepada por um prosaico cortador de grama. Tal como eles, Vic Parisi teve esta segunda chance — e brilhou.
Infelizmente, Próxima Viagem fechou as portas, uma década depois. Outro golpe. Vic Parisi já passara dos 75 anos. Ainda estava forte, sacudido. Aos poucos, no entanto, chegaram as notícias de que vinha perdendo a saúde. Alzheimer — bravo. Aqui e ali, fiquei sabendo dele pelas publicações de seu filho no Facebook, o versátil e bom artista plástico André Parisi. Não eram alentadoras.
Ao invés. Por fim, o desfecho.
Dias após sua morte, publiquei um breve texto no Facebook. Foi quando Lucas Parisi, neto de Vic e o único de seus descendentes a abraçar a carreira de fotógrafo, me escreveu agradecendo. Conversamos pelo inbox. “Eu me tornei fotógrafo por causa do meu avô”, contou-me. “Ele me ensinou tudo o que podia. Foi a minha maior inspiração.” Neste papo virtual, Lucas relatou que, dois meses antes da morte, Vic foi contemplado pela família com uma festa íntima pra comemorar seu aniversário de 90 anos. “Meu avô já não falava, e nem esboçava maiores reações;”
Ainda assim, Lucas Parisi teve o insight, a súbita sacada, de colocar uma câmera fotográfica nas mãos daquele que fizera daquele instrumento ganha-pão, profissão e, sobretudo, arte.“Ele ficou horas com a câmera na mão. Acredito que aquela máquina trouxe de volta muitas recordações” Foi então que Lucas parou na frente do avô, com a filha —sim, a bisneta de Vic Parisi. O velho fotógrafo, um ancião com Alzheimer, não fez por menos. Levou a câmera ao olho direito e clicou.
Foi a última foto do grande Vic Parisi.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Para o Santos Neymar tem poder de agredir companheiro ? A lamentável fala de Raphinha defendendo Neymar pode afetar clima da seleção
Durante treino do Santos, o jogador Robinho Júnior driblou Neymar. O craque encrenca já trintão não gostou da "ousadia" e partiu pra cima do jovem Robinho Júnior. Ainda não apareceu vídeo da briga, mas as redes comentam que cheio de ira Neymar - praticamente o dono do time- teria dado um tapa em Robinho. O Santos minimizou o episódio que foi tratado como "coisa normal". O fato é que Neymar promove uma polêmica por semana. Apresenta-se para jogar no Santos quando quer. Falta a jogo da Sul-Americana, decide se ausentar do time quando a grama do estádio é artificial, reage a provocação de torcedores muitos outros motivos. Neymar parece aquele funcionário relapso que mete um atestado por qualquer motivo.
É forte o apoio e o impulsionamento que recebe de dezenas de canais de futebol no YouTube. Patrocinadores também estariam agindo nos bastidores. Estamos a poucos dias da convocação final para a Copa do Mundo. Se o treinador Carlo Ancelotti ceder às pressões e chamar Neymar para o mundial não estará levando uma solução de mas um grande problema. A possivel paz do grupo tem tudo para ir pro brejo.
Uma atitude do Raphinha há pouco demonstra isso. O jogador do Barcelona do nada criou uma polêmica. Falou que" Neymar é a cara do hexa. Provavelmente um recado enviado ao único responsável pela convocação da seleção: Ancelotti. Não consta que Rafinha tenha esse papel. Se defende com tanta ênfase a ida de Neymar, poderia ceder ao "menino Ney" seu lugar na seleção. No Santos Neymar tem poderes, será que pensa fazer o mesmo na seleção? Uma das expectativas dos parças do jogador na mídia era mostrar que Neymar teria "sequência de jogos". Nem isso aconteceu: Neymar se ausentou de diversas partida do Santos.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Memórias da redação: O Príncipe que virou sapo • Por Roberto Muggiati*
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| Roberto Muggiati. Foto Lena Muggiati |
Revelo aqui detalhes de um escândalo duplamente real e de repercussão internacional. Na manhã de 23 de julho de 1986, escapei de virar notícia – eu e os 2000 homens e mulheres mais poderosos do planeta: a lista seleta das cabeças coroadas e dos líderes políticos das principais nações, que assistiam ao casamento do Príncipe Andrew com Sarah Ferguson na Abadia de Westminster. O IRA (Exército Revolucionário Irlandês), no auge de sua campanha terrorista, tinha plantado explosivos meticulosamente ocultos nas fendas da catedral milenar. Informada a tempo, a contraespionagem britânica desativou os explosivos na madrugada do casamento e, para não criar pânico, só informou o fato discretamente uma semana depois. E a Manchete em tudo isso? Como sempre, fez a cobertura completa sem que os Bloch desembolsassem um mísero centavo. Eu e Lena, minha mulher fotógrafa, esticamos até Londres nossas passagens para o Festival de Jazz de Montreux (cortesia da Swissair). Também na base do 0800, o repórter Tarlis Baptista garantiu nossa hospedagem no Hotel Intercontinental de Marble Arch. Para comparecer à cerimônia na Abadia de Westminster, precisei alugar fraque e cartola. Quem pagou as 150 libras foi nossa correspondente em Londres, Marina Wodtke, casada com o diplomata da Embaixada do Brasil em Londres, Ricardo de Carvalho, filho de José Cândido de Carvalho, autor de O coronel e o lobisomem. Marina e Ricardo nos receberam regiamente nos cinco dias que passamos em Londres, até hoje a Bloch não a ressarciu das despesas, inclusive o aluguel do fraque e cartola. No fim da tarde, depois do casamento, fui levar a Marina os trajes para a devolução. Marcou nossa despedida num pub próximo a sua casa, com um grupo de amigos. A alegre reunião foi interrompida por um telefonema do Rio, do chefe de reportagem Raul Giudiccelli – me obrigou a caminhar dez minutos até a casa da Marina para atender. Jubilante, me informou: “Fechamos a Fatos!” Raul e Eduardo Francisco Alves foram os principais sabotadores do projeto da revista de texto capitaneada por Carlos Heitor Cony e malograda pela morte de Tancredo Neves. Eduardo, meu desleal chefe de redação, fez de tudo para me derrubar e assumir o meu cargo. Passava até fins de semana, com a mulher e os filhos, preenchendo a solidão de Adolpho e Anna Bentes em Teresópolis, contando piadas de português em versão politicamente correta: “Era uma vez dois chineses chamados Manuel e Joaquim...” Dois anos depois , Eduardo tornava-se o único caso na história da Bloch de um jornalista demitido por pressão dos próprios companheiros.
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| Família York. Foto BBC/Reprodução |
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| Fergie e as filhas. Foto BBC/Reprodução |
De volta ao casamento em Londres: numa passagem preventiva pelo mictório da Abadia, antes da longa cerimônia, trombei com um serelepe Elton John paramentado num fraque customizado cinza-chumbo. Vaticinei: “Com amigos assim, esse casal não vai longe...” Cinco anos depois, Andrew e Fergie anunciavam sua separação. O divórcio veio no ano seguinte. Andrew acabou indo mais fundo para sujar a sua ficha: filho favorito de Elizabeth II, herói da Guerra das Malvinas pilotando um helicóptero, ele se envolveu – não só a si, mas também a mulher Sarah e as filhas Eugenie e Beatrice – nos escândalos sexuais de Jeffrey Epstein. A participação do Duque e Duquesa e das princesinhas de York nas atividades ilícitas de Epstein foi tão flagrante e incontestável que o Rei Charles III se viu forçado a destituir o irmão de todos os títulos, honrarias, propriedades e benesses. A gravidade foi tamanha que o ex-príncipe chegou a ser preso a certa altura do processo. Como diria Shakespeare, corrigindo-se, para tristeza das comadres de Windsor...
*Este texto é parte do livro O humor na Manchete/Histórias do Grande Circo Adolpho Bloch, de Arnaldo Niskier e Roberto Muggiati, a ser lançado brevemente.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
A cavalaria americana vem aí? Brasil é o próximo alvo de Trump
The Wall Street Journal publica hoje matéria extensa sobre o avanço de organizações criminosas brasileiras na Europa e nos Estados Unidos (acima, reprodução da chamada na primeira página). Isso é música para os ouvidos de Trump. O oligarca americano já ameaçou classificar tais gangues como terroristas. No momento, ele está distraído com a guerra contra o Irã. Provavelmente retomará depois a ameaça. Bolsonaristas condenados pelo 8 de janeiro e atualmente abrigados nos EUA tentam incentivar Washington a enviar tropas para combater o tráfico. O presidenciável Flávio Bolsonaro seria um dos entusiastas da ideia.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Os conservas da extrema direita têm saúde frágil. Principalmente quando são presos. Vorcaro já está pedindo soro
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| Vorcaro: da orgia para a enfermaria. A delação já era? |
Saúde é fator importante. Não quer dizer que os conservas achem isso fundamental para a saúde pública. Flávio Bolsonaro, por exemplo, pela ideologia que adota, sonha em leiloar o SUS.O pai não precisa. Apesar do pouco tempo que ficou do exército, usufrui da saúde 0800 dos ex-fardados. Preocupação em pagar por saúde não deve ser o tema do jantar da família.
Mídia - Só faltou um novo power point...
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| No estilo pp verbal, Sadi dá voz e poder a uma fonte de extrema direita: o neto do ditador Figueiredo. O ano eleitoral promete na Globo.Reprodução |
Andréia Sadi foi promovida pela Globo e será comentarista no Jornal Hoje reformulado. Continuará como âncora do mesmo jornal aos sábados e à frente do Estúdio I.
A julgar pelo tratamento recente que ela deu a uma fonte da extrema direita, o "estilo" power point tem tudo para reaparecer ao longo do ano eleitoral.
Vejamos: Paulo Figueiredo, neto do ditador de podre memória é uma das suas fontes. Em princípio, normal. Jornalista tem mesmo que eventualmente falar com desclassificados. Ocorre que a Sadi em nenhum momento informou ao público a ficha pregressa da figura. Essa é a armadilha oferecida aos incautos. A jornalista que não considera alertar sobre o intestino que o interlocutor carrega no cérebro e de certa forma legitima o extremista e engana o seu público leitor e ouvinte. Algo como informar que sua fonte foi denunciada pela PGR por associação a organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e coação; é acusado de articular militares para aderir a golpe e de coagir autoridades.
Talvez a omissão do perfil da fonte explique porque esse "lapso" guarde semelhanças com o powerpoint. Terão o mesmo DNA? (Da Redação).
O origem e a evolução das 7 pragas lançadas sobre o Rio de Janeiro
A nova edição da Carta Capital analisa a catástrofre política do Rio de Janeiro. Por mais que se ame o Rio não há como negar.
Observação: o ranking abaixo é um mero exercício elaborado pelo blog, sem relação com a revista Carta Capital. São muitos os marcos desastrados que ao longo de décadas sitiaram o Rio de Janeiro.
por Flávio Sépia
1 - A mudança da capital para Brasília (1960). Historiacamente. a antiga Manchete sempre exaltou a iniciativa de JK. O tempo mostrou que o mineiro concebeu um desastre para o Rio. Pior: a história provou que Brasília - e não falo do povo trabalhador, mas de um contexto institucional -, construiu duas vocações: uma tendência sazonal de golpear a democracia; e um apego à corrupção endêmica. Com uma canetada, o Rio perdeu relevância, sedes de instituições e de estatais e verbas. É impossível calcular o custo da transferência incluindo as mordomias cuja prática surgiu com Brasília. O pagamento de viagens aéreas Rio-Brasília-Rio para deputados, ministros , senadores e tribunais. A prática predatória de oferecer apartamentos a custo público para políticos e milhares de servidores surgiu com a nova capital; Ali criou-se a cultura de transferir para os cofres públicos despesas pessoais dos privilegiados. Ao longo do tempo o custo dessa orgia tornou-se pornográfico.
2- A fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro foi obra da ditadura (1975). O general-ditador Ernesto Geisel comandou esse crime contra o Rio, além de outras violências do seu . prontuário. Motivos políticos, ideológicos e de favorecimentos à margem da lei a grotões de clientelismo comandados por aliados e centuriões do regime alimentaram a praga autoritária. O objetivo era reduzir a força oposicionista que a cidade manteve após o golpe de 1964. Em consequência, o Rio perdeu relevância e o antigo Estado do Rio impôs ao novo estado rateado por "coronéis" os corruptos a serviço da ditadura. O Rio paga até hoje o preço de um brutal desgaste econômico fruto da militarização que se transformou em plataforma de tutores despreparados e desonestos.
3- A garfada nos royalties do petróleo do pré-sal e de campos anteriores na Bacia de Campos. Além disso, com a privatização da exploração, a responsabilidade de contabilizar os royalties é das concessionárias que foram beneficiadas com a privatização. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) não tem estrutura para fazer a fiscalização correta dessa contabilidade. Então a raposa cuida do galinheiro.
Além disso, o Rio perde cerca de R$ 90 bilhões por ano em favor de outros estados na tributação do petróleo, segundo estimativa da Firjan.
4) A praga mais atual? É a brutal a queda de qualidade do voto popular no Rio de Janeiro pós-fusão. O nível dos eleitos era melhor quando a cidade era Distrito Federal e Estado da Guanabara. Lembra disso? Com a fusão, essa consciência despencou graças ao clientelismo disseminado. O golpe seguinte foi o peso do voto religioso com as igrejas se transformando em palanques políticos à margem da lei e em desafio ao Estado laico. O controle do voto popular mudou para pior as instituições democráticas que representam os cidadãos. É o que a história escrita no dia a dia tem mostrado fartamente. O poço sem fundo parou de afundar? Nada disso. O caos acima descrito pariu o bolsonarismo. O Rio entrou em um atoleiro surreal difícil de atravessar.
5) As perdas administrativas e econômicas impactaram a origem urbana. As favelas cresceram e se transformaram em fortalezas que abrigam organizações criminosas e oprimem os trabalhadores e suas famílias que ali residem. Atualmente, tais organizações conquistaram enorme força eleitoral. Daí, como a mídia registra frequência, a promiscuidade do crime com a política desonesta, longe dos interesses reais da população.
7) As pragas acima formaram o caldo de cultura para a corrupção desenfreada no Rio de Janeiro. onde governadores fazem rodízio para ver que é mais corrupto. A verdade é que no Rio rouba-se e furta- se tudo, independentemente da classe social.No alto da pirâmide, a corrupção macro que desvia bilhões de recursos públicos; nas faixas intermediárias as infinitas formas de estelionato impulsionadas pela internet. No segmento barra pesada, assaltos a mão armada a qualquer momento e lugar. Existe ainda a folclórica mas nem por isso menos danosa corrupção popular. São os roubos de cabos elétricos de cobre, estátuas e peças de bronze e alumínio, tampas de bueiro, portas de ferro e alumínio dos condomínios. O Rio é uma cidade impedida de ter e manter equipamento urbano. Núcleos de recreação infantil e de lazer instalados em praças duram pouco, desde que tenham peças de valor para os ferro- velhos ilegais que proliferam na capital. Talvez a culpa, além dos quesitos conhecidos, seja do governante que construiu a sede do Congresso e, depois, a sede a Assembléia Legislativa do RJ no lugar onde existiu a Cadeia Velha. A julgar pelos últimos acontecimentos, os fantasmas contra-atacam. Quero dizer, os da velha cadeia.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Casa Bloco debate Olhares da Fotografia no Carnaval - Dia 29 de abril, de 14h às 16h - Museu da Imagem e do Som - Av. Atlântica - Rio de Janeiro
𝑶𝒍𝒉𝒂𝒓𝒆𝒔 𝒅𝒂 𝒇𝒐𝒕𝒐𝒈𝒓𝒂𝒇𝒊𝒂 𝒏𝒐 𝑪𝒂𝒓𝒏𝒂𝒗𝒂𝒍
O debate vai reunir experientes fotógrafos do carnaval do Rio de Janeiro. Blocos de rua, desfiles das escolas de samba no Sambódromo e Intendente Magalhães, múltiplas expressões carnavalescas com registros plurais. Os profissionais que capturam a alma da maior festa popular do planeta e divulgam a folia carioca pelo Brasil e mundo afora.
🗓️ 29/04, quinta-feira
⏰ 14h às 16h
📍 MIS-RJ, Copacabana
🔸 Alex Ferro
🔹 Moskow
🔸 Publius Vergilius
🔹 Luciola Villela
💬 Mediação: Marcela Esteves (Jornalista, escritora e roteirista)
Gratuito com retirada de ingresso via Shotgun gratuitos mas limitados - linktr.ee/casablocooficial
O Fórum "CasaBloco em Debate" faz parte da programação do Festival CasaBloco, realizado desde 2018. O Festival CasaBloco tem o patrocínio oficial da Petrobras.
Patrocínio: @setur_rj @turisrio.oficial @govrj
Apoio: @mis.rio @sececrj
Realização: Tess Ideias e Comunicação
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Muito antes das canetas de emagrecimento, a máquina que "sumia" com quilos extras. Veja nesta publimemória da Manchete
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| Terapia para emagrecer estilo anos 50. Reprodução Revista Manchete.Clique na imagem para ampliar. |
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| Caneta emagrecedora, a onda do momento. Foto Anvisa. |
Este pequeno anúncio foi publicado na Manchete em 1953. A modesta peça publicitária - a revista tinha pouco mais de um ano de existência e ainda não captava patrocínios de prestígio - mostra que a preocupação com excesso de peso é antiga, mas os instrumentos para eliminar quilos a mais mudam com o tempo. Agora só se fala nas canetas emagrecedoras. Inclusive nas seções de polícia da mídias polícias. Com a procura, surgiu o contrabando e a falsificação do medicamento e aumentou a ocorrência de assaltos a farmácia. As autoridades alertam para os riscos de consumo das tais canetas fora da prescrição médica e da compra com receitas em estabelecimentos legais.
O aparelho que a Manchete anunciava como de uso em Paris e Hollywood seria, na época, um " método moderno". Chamava-se Nemectron, prometia ginástica passiva e atacava gorduras, celulite e rugas. A "cabine americana" proporcionava banhos sulfurosos e de espuma de parafina. A usuária deveria ser paciente, pois ficava entalada por horas na geringonça. O equipamento era elétrico, um problema extra para o Rio dos anos 50 onde faltar energia era rotina.
terça-feira, 14 de abril de 2026
Trump é um ditador. Falta um Chaplin para caricaturar o oligarca da Casa Branca
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| O post que Trump fez para provocar o papa. O debochado posa de "Jesus". Ele postou a piada na sua rede, a Ruth. |
por Ed Sá
O papa fez críticas à politica destrambelhada de Trump em exercício nos Estados Unidos. Leão XIV condena o neocolonialismo e, principalmente, o assassinato de milhares de pessoas em guerras fabricadas pelo parceiro de orgias de Jeffreey Epsrtein.
Foi o que bastou para o sociopata da Casa Branca abrir fogo contra o papa. Chamou-o de "fraco". Fez postagens ofensivas dirigidas ao pontífice. Está chamado o papa para a briga de rua.
O Vaticano não tem exército, apenas a Guarda Suíça que usa uniformes nada bélicos.
Dficil saber o que passa na cabeça doente de Trump. Ele se diz um cristão que não segue qualquer denominação. Na prática, foi criado no presbiterianismo. Não se sabe o que os religiosos acham da sua performance sem orgias documentadas.
Quais serão as táticas de Trump contra o Vaticano? Ele será capaz de retaliar com taxas cada Pai Nosso e Ave Maria rezados pelos católicos estadunidenses? Vai criar impostos sobre hóstias, mandar o ICE perseguir padres e freiras? Pode bloquear a Praça de São Pedro, mandar pintar um MAGA sobre a pintura de Michelangelo no teto da Capela Sistina.
Pode tudo. Ao mundo, até aqui, cabe assistir.
Trump é uma caricatura de ditador. O mundo já conheceu uma triste figura semelhante retratada por Charles Chaplin. Hoje nem Chaplin temos para alertar os desavisados.
Fotografia - Encontro marcado com Lee Miller em Paris - A fotógrafa que posou nua na banheira de Hitler
| Lee Miller fotografada por George Hoyningen em 1932. Reprodução Pinterest |


















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