PANIS CUM OVUM - o blog que virou fatos&fotos

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Os conservas da extrema direita têm saúde frágil. Principalmente quando são presos. Vorcaro já está pedindo soro

 

Vorcaro: da orgia para a enfermaria. A delação já era?

Saúde é fator importante. Não quer dizer que os conservas achem isso fundamental para a saúde pública. Flávio Bolsonaro, por exemplo, pela ideologia que adota, sonha em leiloar o SUS.O pai não precisa. Apesar do pouco tempo que ficou do exército, usufrui da saúde 0800 dos ex-fardados. Preocupação em pagar por saúde  não deve ser o tema do jantar da família.
Os conservas em geral parecem ter saúde frágil. Pagar plano de saúde não é tarefa dos bolsonaros juniores. O Bolsonaro pai, por sua vez, já sucumbiu à natureza.  Surpreendente na direita conserva é a decadência física de Carlo Vorcaro, o chefão. Com poucos dias de cadeia, ele entregou os pontos. Já pediu vaga em hospital. Já cogitou entregar tudo. Agora não sei não. Vorcaro participou de tantas festas bombadas, mas já está sem fôlego. Saiu de reuniões no BRB e de seminários do Valor e tinha energia para  pegar 
 jatinho a tempo de confraternizar com gladiadores, garotas de aplicativo e influenciadores em cenografia romana na Itália para turista ricos e otários. O rei Brasília começa a ratear? Pintou um crise nervosa? Recebeu proposta melhor do que delação premiada? Quais são os planos de Varcaro? Malu Gaspar deve saber. A GloboNews já prepara o powerpoint?

Só faltou um novo power point...

No estilo pp, Sadi dá voz e poder a uma fonte de extrema direita: o neto do ditador Figueiredo. O ano eleitoral promete na Globo.Reprodução 

Andréia Sadi foi promovida pela Globo e será comentarista no Jornal Hoje reformulado. Continuará como âncora do mesmo jornal aos sábados e à frente do Estúdio I. 

A julgar pelo tratamento recente que ela deu a uma fonte da extrema direita, o "estilo" power point tem tudo para reaparecer ao longo do ano eleitoral. 

Vejamos: Paulo Figueiredo, neto do ditador de podre memória é uma das suas fontes. Em princípio, normal. Jornalista tem mesmo que eventualmente falar com desclassificados. Ocorre que a Sadi em nenhum momento informou ao público a ficha pregressa da figura. Essa é a armadilha oferecida aos incautos. A jornalista que não considera alertar sobre o intestino que o interlocutor carrega no cérebro e de certa forma legitima o extremista e engana o seu público leitor e ouvinte. Algo como informar que sua fonte foi denunciada pela PGR por associação a organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e coação; é acusado de articular militares para aderir a golpe e de coagir autoridades.

Talvez a omissão do perfil da fonte explique porque esse "lapso" guarde semelhanças com o powerpoint. Terão o mesmo DNA? (Da Redação).

O origem e a evolução das 7 pragas lançadas sobre o Rio de Janeiro

 


A nova edição da Carta Capital analisa a catástrofre política do Rio de Janeiro. Por mais que se ame o Rio não há como negar.

Observação: o ranking abaixo é um mero exercício elaborado pelo blog, sem relação com a revista Carta Capital. São muitos os marcos desastrados que ao longo de décadas sitiaram o Rio de Janeiro.  

por Flávio Sépia 

1 - A mudança da capital para Brasília (1960). Historiacamente. a antiga Manchete sempre exaltou a iniciativa de JK. O tempo mostrou que o mineiro concebeu um desastre para o Rio. Pior: a história provou que Brasília - e não falo do povo trabalhador, mas de um contexto institucional -, construiu duas vocações: uma tendência sazonal de golpear a democracia; e um apego à corrupção endêmica. Com uma canetada, o Rio perdeu relevância, sedes de instituições e de estatais e verbas. É impossível calcular o custo da transferência incluindo as mordomias cuja prática surgiu com Brasília. O pagamento de viagens aéreas Rio-Brasília-Rio para deputados, ministros , senadores e tribunais. A  prática predatória de oferecer apartamentos a custo público para políticos e milhares de servidores surgiu com a nova capital; Ali criou-se a cultura de transferir para os cofres públicos despesas pessoais dos privilegiados.  Ao longo do tempo o custo dessa orgia tornou-se pornográfico.

2- A fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro foi obra da ditadura (1975). O general-ditador Ernesto Geisel comandou esse crime contra o Rio, além de outras violências do seu . prontuário. Motivos políticos, ideológicos e de favorecimentos à margem da lei a grotões de clientelismo comandados por aliados e centuriões do regime alimentaram a praga autoritária. O objetivo era reduzir a força oposicionista que a cidade manteve após o golpe de 1964. Em consequência, o Rio perdeu relevância e o antigo Estado do Rio impôs ao novo estado rateado por "coronéis" os corruptos a serviço  da ditadura. O Rio paga até hoje o preço de um brutal desgaste econômico fruto da militarização que se transformou em plataforma de tutores despreparados e desonestos.  

3- A garfada nos royalties do petróleo do pré-sal e de campos anteriores na Bacia de Campos. Além disso, com a privatização da exploração, a responsabilidade de contabilizar os royalties é das concessionárias que foram beneficiadas com a privatização. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) não tem estrutura para fazer a fiscalização correta dessa contabilidade. Então a raposa cuida do galinheiro. 

Além disso, o Rio perde cerca de R$ 90 bilhões por ano em favor de outros estados na tributação do petróleo, segundo estimativa da Firjan.

4) A praga mais atual? É a brutal a queda de qualidade do voto popular no Rio de Janeiro pós-fusão. O nível dos eleitos era melhor quando a cidade era Distrito Federal e Estado da Guanabara. Lembra disso? Com a fusão, essa consciência despencou graças ao clientelismo disseminado. O golpe seguinte foi o peso do voto religioso com as igrejas se transformando em palanques políticos à margem da lei e em desafio ao Estado laico. O controle do voto popular mudou para pior as instituições democráticas que representam os cidadãos. É o que a história escrita no dia a dia tem mostrado fartamente. O poço sem fundo parou de afundar? Nada disso. O caos acima descrito pariu o bolsonarismo. O Rio entrou em um atoleiro surreal difícil de atravessar.

5) As perdas administrativas e econômicas impactaram a origem urbana. As favelas cresceram e se transformaram em fortalezas que abrigam organizações criminosas e oprimem os trabalhadores e suas famílias que ali residem. Atualmente, tais organizações conquistaram enorme força eleitoral. Daí, como a mídia registra frequência, a promiscuidade do crime com a política desonesta, longe dos interesses reais da população.

7) As pragas acima formaram o caldo de cultura para a corrupção desenfreada no Rio de Janeiro. onde governadores fazem rodízio para ver que é mais corrupto. A verdade é que no Rio rouba-se e furta- se tudo, independentemente da classe social.No alto da pirâmide, a corrupção macro que desvia bilhões de recursos públicos; nas faixas intermediárias as infinitas formas de estelionato impulsionadas pela internet. No segmento barra pesada, assaltos a mão armada a qualquer momento e lugar. Existe ainda a folclórica mas nem por isso menos danosa corrupção popular. São os roubos de cabos elétricos de cobre, estátuas e peças de bronze e alumínio, tampas de bueiro, portas de ferro e alumínio dos condomínios. O Rio é uma cidade impedida de ter e manter equipamento urbano. Núcleos de recreação infantil e de lazer instalados em praças duram pouco, desde que tenham peças de valor para os ferro- velhos ilegais que proliferam na capital. Talvez a culpa, além dos quesitos conhecidos, seja do governante que construiu a sede do Congresso e, depois, a sede a Assembléia Legislativa do RJ no lugar onde existiu a Cadeia Velha. A julgar pelos últimos acontecimentos, os fantasmas contra-atacam. Quero dizer, os da velha cadeia.   

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Casa Bloco debate Olhares da Fotografia no Carnaval - Dia 29 de abril, de 14h às 16h - Museu da Imagem e do Som - Av. Atlântica - Rio de Janeiro






 𝑶𝒍𝒉𝒂𝒓𝒆𝒔 𝒅𝒂 𝒇𝒐𝒕𝒐𝒈𝒓𝒂𝒇𝒊𝒂 𝒏𝒐 𝑪𝒂𝒓𝒏𝒂𝒗𝒂𝒍 

O debate vai reunir experientes fotógrafos do carnaval do Rio de Janeiro. Blocos de rua, desfiles das escolas de samba no Sambódromo e Intendente Magalhães, múltiplas expressões carnavalescas com registros plurais. Os profissionais que capturam a alma da maior festa popular do planeta e divulgam a folia carioca pelo Brasil e mundo afora.

🗓️ 29/04, quinta-feira

⏰ 14h às 16h

📍 MIS-RJ, Copacabana

🔸 Alex Ferro

🔹 Moskow

🔸 Publius Vergilius 

🔹 Luciola Villela

💬 Mediação: Marcela Esteves (Jornalista, escritora e roteirista)

Gratuito com retirada de ingresso via Shotgun gratuitos mas limitados  - linktr.ee/casablocooficial

O Fórum "CasaBloco em Debate" faz parte da programação do Festival CasaBloco, realizado desde 2018. O Festival CasaBloco tem o patrocínio oficial da Petrobras.

Patrocínio: @setur_rj @turisrio.oficial @govrj

Apoio: @mis.rio @sececrj

Realização: Tess Ideias e Comunicação 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Muito antes das canetas de emagrecimento, a máquina que "sumia" com quilos extras. Veja nesta publimemória da Manchete

 



Terapia para emagrecer estilo anos 50. Reprodução Revista Manchete.Clique na imagem
para ampliar.  


Caneta emagrecedora, a onda do momento. Foto Anvisa.

Este pequeno anúncio foi publicado na Manchete em 1953. A modesta peça publicitária - a revista tinha pouco mais de um ano de existência e ainda não captava patrocínios de prestígio - mostra que a preocupação com excesso de peso é antiga, mas os instrumentos para eliminar quilos a mais mudam com o tempo. Agora só se fala nas canetas emagrecedoras. Inclusive nas seções de polícia da mídias polícias. Com a procura, surgiu o contrabando e a falsificação do medicamento e aumentou a ocorrência de assaltos a farmácia. As autoridades alertam para os riscos de consumo das tais canetas fora da prescrição médica e da compra com receitas em estabelecimentos legais.  

O aparelho que a Manchete anunciava como de uso em Paris e Hollywood seria, na época, um " método moderno". Chamava-se Nemectron, prometia ginástica passiva e atacava gorduras, celulite e rugas. A "cabine americana" proporcionava banhos sulfurosos e de espuma de parafina. A usuária deveria ser paciente, pois ficava entalada por horas na geringonça. O equipamento era elétrico, um problema extra para o Rio dos anos 50 onde faltar energia era rotina. 


terça-feira, 14 de abril de 2026

Trump é um ditador. Falta um Chaplin para caricaturar o oligarca da Casa Branca

O post que Trump fez para provocar o papa. O debochado posa de "Jesus". Ele postou a piada na sua rede, a Ruth.

por Ed Sá 
Donald Trump é um demente em tempo integral, mas deve ser levado a sério. Funcionários da Casa Branca têm feito apostas sobre as crises em série que ele produz. Dificilmente alguém acertou esse recente ataque do oligarca contra o Vaticano. 

O papa fez críticas à politica destrambelhada de Trump em exercício nos Estados Unidos. Leão XIV condena o neocolonialismo e, principalmente, o assassinato de milhares de pessoas em guerras fabricadas pelo parceiro de orgias de Jeffreey Epsrtein.  

Foi o que  bastou para o sociopata da Casa Branca abrir fogo contra o papa. Chamou-o de "fraco". Fez postagens ofensivas dirigidas ao pontífice. Está chamado o papa para a briga de rua.

O Vaticano não tem exército, apenas a Guarda Suíça que usa uniformes nada bélicos. 

Dficil saber o que passa na cabeça doente de Trump. Ele se diz um cristão que não segue qualquer denominação. Na prática, foi criado no presbiterianismo. Não se sabe o que os religiosos acham da sua performance sem orgias documentadas. 

Quais serão as táticas de Trump contra o Vaticano? Ele será capaz de retaliar com taxas cada Pai Nosso e Ave Maria rezados pelos católicos estadunidenses? Vai criar impostos sobre hóstias, mandar o ICE perseguir padres e freiras? Pode bloquear  a Praça de São Pedro, mandar pintar um MAGA sobre a pintura de Michelangelo no teto da Capela Sistina. 

Pode tudo. Ao mundo, até aqui, cabe assistir. 

Trump é uma caricatura de ditador. O mundo já conheceu uma triste figura semelhante retratada por  Charles Chaplin. Hoje nem Chaplin temos para alertar os desavisados.

Fotografia - Encontro marcado com Lee Miller em Paris - A fotógrafa que posou nua na banheira de Hitler

 

Lee Miller fotografada por George Hoyningen em 1932. Reprodução Pinterest 

Le Parisien anuncia a exposição de Lee Miller


por José Esmeraldo Gonçalves 
No Museu de Arte Moderna de Paris está em exibição uma mostra de fotografia excepcional. São 248 imagens do acervo de Lee Miller (1907-1977). modelo, fotógrafa de moda e artista surrealista que se consagrou como uma das primeiras correspondentes de guerra. Suas imagens capturadas durante a Segunda Guerra Mundial, especialmente após a queda de Berlim são históricas. 
A trajetória artística de Lee Miller é, em si, uma reconstrução pessoal após vencer um terrível trauma que carregou durante parte da vida. Ela foi violada por um parente quando tinha apenas 7 anos. Quando se fala em superação pessoal, a resposta está na vida intensa da bela Lee Miller, musa do surrealismo, amante de Man Ray, sensação em Paris dos anos 1930. Uma marca da ousadia de Miller. Em 1945, ao chegar em Munique no pós-guerra, ela driblou a segurança, mostrou a residência de Adolf Hitler e  posou nua na banheira do führer. Foi seu troféu de guerra.
Se você não está na capital francesa nesta primavera, há três caminhos para conhecer a fotógrafa Lee Miller e seu trabalho. O filme "Lee Miller", de 2014, com Kate Winslet (disponível no streaming da Apple e no You Tube); uma visita ao site da fotojornalista.   (http://www.leemiller.co.uk/app/WebObjects/LeeMillerShop.woa/wo/32.0.7.3.21.1.0.3.4.1.1); uma matéria sobre a fotógrafa publicada no Panis em 2017) (https://paniscumovum.blogspot.com/search?q=Lee+Miller)     




sábado, 11 de abril de 2026

Na capa da revista Fórum, os devotos Vorcaristas e a procissão dos milhões de reais (o que o power point da GloboNews "esqueceu" de mostrar)

 


Comentário do blog - A revista Fórum mostra tudo o que os barbantes do  suspeito power point do programa Estúdio I, de Andréia Sadi, esconderam. Cada um dos devotos de Daniel Vorcaro e do banco Master afirma ter prestado "consultoria" em troca de milhões de reais. Cifras que, em muitos casos, ultrapassaram valores de mercado para consultorias formais. Vorcaro era generoso com os seus fiéis. O evento do Grupo Globo em Nova York mostrou o quanto o banqueiro era adorado pelos seus apóstolos. Foi saudado no palco quase como o líder de uma seita. Os envolvidos se defendem. Apenas davam consultorias ou vendiam publicidade. O termo "consultoria" já concorre a palavra do ano de tão usado ultimamente. O risco é que passe a ser usado por meliantes para justificar rachadinhas, emendas parlamentares picaretas, lavagem de dinheiro, gastos com orgias corporativas, desvios de dízimos, apropriação de verbas públicas, golpes contra investidores etc (José Esmeraldo Gonçalves)

quinta-feira, 9 de abril de 2026

E se Vorcaro dedurar sua tropa de algoritmos?

 

O "benemérito" Daniel Vorcaro chefiou um sistema de distribuição de altos valores. Aparentemente, um tsunami de dinheiro sob rótulos de consultorias, eventos corporativos, publicidade, apoio de influenciadores e até pagamento por transmissão de jogos do campeonato Brasileirão Série D. 

Curiosamente, o montante pago por tais serviços, foi sempre acima das tabelas de mercado usuais para os setores mencionados. 

Depois de um período de quase silêncio em relação ao papel de jornais tradicionais, portais e colunistas ao abrigo direto ou indireto do guarda-chuva do Banco Master, o tema voltou ao palco dos horrores.

Nos últimos dias o Estadão publicou matérias sobre os "bolsistas" do Master. Trata-se de um tema sensível para a press. Já foi divulgado que influenciadores assinavam contratos de "publicidade" como fachada para atacar o Banco Central e o STF. 

O portal Metrópole  admite que recebeu mais de 20 milhões de Vorcaro. Oficialmente, afirma que o valor pagou transmissão de jogos da Série D do Brasileirão. Um  canal de fofocas foi premiado com mais de 30 milhões e alega que, em troca, veiculou propaganda do Nu Bank. Houve casos de outros canais caracterizados como de fofocas que de repente começaram a falar de economia e criticar o BC. O Grupo Globo tinha fortes relações comerciais com o fraudador. Os alvos preferências da mídia corporativa pareciam tão ao gosto de Vorcaro que poderiam ter sido selecionados por ele. Com certeza, o fraudador, além da ligação pública com o principal suspeito de vazar informações para jornalistas, talvez até fizesse um power point mais sofisticado. Por uns tempos felizes pra ele, Vorcaro foi um comprador de algoritmos contra o BC e o STF. Se virar delator tem muito a entregar.

 Atacar o BC era coincidentemente uma das estratégias de comunicação do Vorcaro para politizar o caso do Master e, quem sabe, criar um ambiente para reverter a liquidação do banco, desqualificar a investigação, tornar politicamente aceitável o salvamento do Master pelo BRB. 

Só não está claro porque ele precisaria pagar influenciadores para encurralar o BC e o STF. A mídia corporativa já estava fazendo isso supostamente de graça ou em troca de contratos publicitários de fato existentes mas não formalmente vinculados aos objetivos do liquidado Master. Resta saber se a delação premiada do Vorcaro esclarecerá esta e outras pontas soltas de um caso de  estelionato de proporções gigantescas.

Foto - Outono carioca, nuvens tipo "power point" nos céus do Rio

 

Tijuca, manhã de 9 de abril de 2026. Nuvens gráficas. Foto de Jussara Razzé. 

terça-feira, 7 de abril de 2026

GloboNews: depois do terremoto os abalos internos. Como um zumbi, o power point se recusa a morrer

Os efeitos de terremotos em redações custam a passar. Depois do tremor principal seguem-se os secundários, igualmente danosos.

A equipe do Estúdio I ainda não se recuperou do "erro" do power point. Ontem o elenco parecia ter  sobrevivido a uma batida contra uma carreta sem placa. Já vimos velórios muito mais animados.

A crise nos bastidores não está contida. Isso ficou visível no ritmo do programa. Para usar uma expressão popularizada pela situação também crítica de Neymar, os jornalistas estão fazendo "controle de carga", pesando cada palavra, evitando distender um músculo, machucar os meniscos já abalados por terem ficado de joelhos nos últimos dias. 

Daí, achei exagerados os segundos de silêncio entre uma fala e outra dos participantes. Malu Gaspar e Otávio Guedes eram os mais atuantes, mas evitaram choques de opinião como vinha acontecendo antes do desastre da cartolina da vergonha. O decano Merval era ouvido com atenção pelos restantes. Ninguém ousa interromper Merval. Arthur Dapieve, como sempre, dava opinião elaborada e parecia detestar discussões, é  do tipo que não concede apartes. diz o que pensa e desliga o ponto. Andréia estava  assustada. Normal, ela foi o alvo maior que da crise Conferia sempre o telão talvez  para verificar se o power point não reaparecia como um zumbi que se recusa a morrer.

domingo, 5 de abril de 2026

Hello, Nasa, we have a problem. Chamem um desentupidor de privada aí, urgente!. Nave Ártemis leva à Lua quatro astronautas e um vaso sanitário em pane

O vilão do voo à Lua. Foto Nasa.


por Ed Sá 

Azar é você treinar para ser astronauta, embarcar em uma nave rumo à Lua e, durante a jornada que deveria ser heróica, gastar horas tentando fazer funcionar a privada. Enquanto isso, já que bexigas e intestinos permaneceram em ação, a tripulação passou a usar saquinhos. A privada foi temporariamente consertada mas o gatilho não deu certo e o problema voltou a cheirar mal. 

Há 57 anos, a Apollo 11 foi à lua em condições bem mais favoráveis. Houve uma única critica quanto ao trato de resíduos humanos: Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin largaram seus respectivos cocôs no até então romântico satélite da terra. A NASA alegou que era muito peso para trazer de volta.

 Dessa vez, a nave que partiu para um voo orbital na lua levou quatro astronautas que gerarão mais resíduos. Talvez tenha a ver com a ausência de gravidade. Os astronautas não comem feijoada mas comida desidratada supostamente mais leve. Como então entupiram o vaso? Se fossem cosmonautas russos até daria pra entender, eles adoram uma dieta à base de batatas. Comem, por exemplo, draniki, prato de batata ralada com ovo, farinha frita em oleo e creme azedo. É do tipo bateu saiu. A duração do voo, 10 dias, agrava as consequências da pane na privada. Em princípio eles terão os saquinhos de volta. Uma ideia seria presentear Trump com o conteúdo.

A Ártemis, nave assim batizada em homenagem às mulheres por ser uma deusa gêmea de Apollo, também deu outro problema simplório. Os dois programas Microsoft Outlook a bordo pararam de funcionar. Os astronautas pediram à terra novas cópias do programa. A tripulação é formada por Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, e os especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen



A revista oferecia um disco compacto 
com os diálogos dos astronautas.

Em julho de 1969, a Fatos & Fotos lançou uma edição especial sobre o pouso da Apollo 11 na lua com direito a um disco compacto com gravações dos diálogos dos astronautas. A propósito, a revista foi patrocinada pela IBM. Tudo funcionou embora os computadores de bordo tivessem então menos memória e capacidade operacional do que um celular atual, de última geração. A Fatos Fotos & Fotos não precisou lidar com cocô espacial.

Dessa vez, pelo menos, a Ártemis não deixará cocô na lua. A nave não pousará, apenas vai girar na órbita lunar. Em breve, outros vôos, inclusive de chineses, tentarão pousar na Lua. Espera-se que recolham e tragam para a terra os dejetos humanos que a Apollo 11 deixou na superfície lunar. Até hoje a NASA não informou se o trio Armstrong, Collins e Aldrin enterrou o pacote ou apenas largou lá. 

Lembrem-se disso quando contemplarem a lua cheia.

Globo News tem vaga de diarista para faxinar a imagem. Dados para o novo power point

Dia de faxina. Reprodução Instagram 


A Globo News está fazendo um esforço gigante para limpar a imagem. Até agora nada funcionou. Coquetel de detergente, litros de água sanitária, quilos de sapólio, sprays poderosos de WD-40, palha de aço, Mr. Músculo e Lysoform foram inúteis. 

O jeito foi reduzir a exposição de algumas figuras. Há quem sugira a tática do SBT quando tinha crise na programação: botar o Chaves e o Chapolin Colorado em vários horários. 

Outros acham que um power point com os seus jornalistas mais radicais com imagem e som (um espécie de jogral de um pedido de desculpas) faria sentido em meio ao caos de gestão. 

As ilustrações, linhas e setas devem.destacar Malu Gaspar e Andreia Sadi. No centro da arte, Merval Pereira e o logotipo do canal. No alto à direita,  Demétrio Magnoli e Fernando Gabeira. No plano inferior um extrema direita emergente: Joel Pinheiro. Nas margens, Gerson Camarotti, de um lado e de outro Malu Gaspar trocando no ar risos afetuosos com Flávio Bolsonaro. 

O terrível power point do Estúdio I de Andréia Sadi não teve a ver com jornalismo. Foi apenas a cena final de um processo político,  ideológico e, claro, eleitoral que já  estava em curso. As redações da Globo News foram vítimas do Efeito Malu Gaspar. Gabeira pedindo o fechamento do STF foi um ápice. Malu e suas fontes que emitiram mais ectoplasma do que informações foram outros. O Efeito Malu instalou-se uma competição rumo ao pódio mais extremista e agressivo. Um tipo de prova do líder do BBB. O jornalista que alcançasse a extrema mais à direita teria sua foto de funcionário do mês logo atrás da mesa do diretor. 
Pedimos desculpas caso haja algum erro na escolha dos personagens do novo power point. 

Tá aí o registro.  


sábado, 4 de abril de 2026

Nos anos 1980, Brasília já saboreava o cardápio da corrupção que Vorcaro "industrializou" décadas depois

A corte de Brasília já sonhou com os jantares
de Luiz 14. Imagem Pinterest Reprodução 

por José Esmeraldo Gonçalves 

Parece original, mas não é. No esquema de corrupção e do roubo de dinheiro público montado por Daniel Vorcaro há um padrão muito comum em Brasília: os jantares e festas que aproximam autoridades, políticos e corruptos que se preparam para dar algum golpe financeiro nos cofres públicos

Nos anos 1980, havia mais de um anfitrião bem frequentado. Seus rega-bofes saíam em colunas sociais. Políticos e empresários só faltavam implorar por um convite. Anos depois um conviva vazou que por trás do cardápio dos eventos brasilienses havia business. Coincidência ou não, os tais jantares aproximavam empresários com interesses em projetos na Câmara com o político certo que tinha poderes para fazer a coisa andar. Isso não quer dizer que os anfitriões levavam alguma vantagem, talvez ganhassem apenas prestígio e acesso a informações preciosas para a mídia. Não era convidado para frequentar resorts, nem viajava em jatinho amigo. OK, descolava um tráfico de influência light regado a uísque, acepipes e convidados certos. 

Décadas depois, Vorcaro apenas industrializou esse método de dar match entre pessoas com interesses mútuos. Funciona até hoje. 

 Isso em Brasília é mais velho do que a profecia de Anchieta sobre a lenda da cruz que marcava a futura capital do Brasil.

Já a realidade, todo mundo em Brasília conhece.  

P.S - Luiz 14 era um glutão que governava à mesa. É atribuída a ele a frase L'État c'est moi, pronunciada diante do parlamento. Pensando bem, durante um bom período Daniel Vorcaro incorporou essa sentença.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Neymar e seus impulsionamentos podem desestabilizar a seleção?

 





Abrir canais de esporte no You Tube é flagrar uma ofensiva contra o treinador e a seleção brasileira. Uma tremenda orquestração que tem o objetivo de levar um jogador fora de forma física e técnica como pretenso titular para a copa. 

Os participantes dessa campanha não demonstram conhecer futebol, mas entendem de mensagens impulsionadas. É uma caça aos algorítmos cercada de asneiras. A turba com certeza terá disposição para encher o saco até o treinador anunciar a convocação final. Se Ancelotti ceder à campanha, será una sinalização ruim.

 Há também pressões comerciais, essas complicam mais o jogo sujo. O importante é que a cúpula da CBF dê sustentação a Ancelotti e mantenha uma proteção aos convocados nos treinamentos. Em maio, a seleção se reunirá na Granja Comari. A lista final sairá dias antes. Se Neymar não estiver na relação é possível que parças e jornalistas da campanha subam a serra e façam manifestação na concentração. 
A torcida contra a seleção se Neymar não for convocado inclui alguns ex-jogadores que a essa altura já estão pedindo visto para aporrinhar os escolhidos de Ancelotti nos Estados Unidos.

Sexo, verdades e prints no escurinho da Casa Branca.


por José Esmeraldo Gonçalves 

Figuras ligadas à Casa Branca historicamente surpreendem quando o assunto é sexo ou assemelhados. Dessa vez, segundo revela o Daily Mail, foram vazadas fotos de Bryan Noem, marido de ex-secretária para segurança interna dos Estados Unidos, Kristy Noem - uma das mais importantes assessoras de Donald Trump - em poses do tipo cross-dressing.

Kristy Noem não tá nem aí. Foto Instagram

O escândalo é duplo porque Kristy seria amante de Corey Lewandovski, outro importante assessor de Trump. 

Como a direita brasileira gosta de imitar a direita americana, é de se supor que a corrida eleitoral, aqui, pode trazer revelações do tipo. No mínimo, a esperada liberação sem censura dos vídeos da festas de arromba promovidas por Daniel Varcaro. Aguardemos.        

Por equanto, vale constatar que direta ou indiretamente corredores, porões e suítes da Casa Branca já testemunharam travessuras sexuais as mais variadas. Muitas talvez nem tenham vindo a público em antigas épocas sem mídias insaciáveis. Pelo menos dois escândalos chegaram a vazar durante o governo de Andrew Jackson (1829-31).  O secretário de guerra de Jackson, John Eaton, manteve um romance clandestino com Margaret Peggy, mulher de John Timberlake, comissário da marinha. O escândalo perdeu força porque Timberkale morreu e apenas nove meses depois Eaton e Peggy se casaram. A fofoca se espalhou na Casa Branca, mas Andrew Jackson apoiou seu secretário de guerra. O próprio presidente Jackson tinha um segredo: ele também viveu um caso com Rachel Jackson, com quem casou, após a esposa se divorciar do primeiro marido. 

Em assuntos de cama, ninguém bate John Kennedy. Casado desde 1953 com Jackie Kennedy, ele retratava o  típico chefe de família americana. JK encontrava tempo para uma extensa agenda sexual com atrizes, secretárias, estagiária, prostitutas e ex-esposas de mafiosos e até mulher de um agente da CIA. As amantes mais conhecidas foram Marilyn Monroe e Anitta Ekberg, mas Kennedy buscava parceiras e não exatamente celebridades. Em dez anos de casamento, ele contou com a discrição dos agentes do serviço secreto para receber na Casa Branca dezenas de visitas, outros encontros aconteciam em viagens regionais e internacionais. 

Bill Clinton, coitado, aparentemente teve apenas episódios de sexo oral com uma estagiária. Parece ter sido algo sempre às pressas, entre uma audiência e outra. As escapadas interrompidas acabaram em escândalo político e em um processo de impeachment no qual foi absolvido. O senado considerou, na prática, que as performances precárias de Clinton não afetaram a segurança da democracia americana. De geração muito posterior a Kennedy, faltou a Clinton aprender algumas lições com o mestre dos mestres. 

Os escandalosos sexuais, e atuais da Casa Branca já não se preocupam com discrição. Vivem a era dos vídeos e das fotos compartilhadas nas redes sociais. O caso Epstein talvez tenha gerado mais dados do que a guerra civil americanas. São milhares de prints, depoimentos, testemunhos de garotas de programa, arquivos de áudio e de imagem. O ponto de contato com a Casa Branca é um ativo participante das festas organizadas pelo empresário:ninguém menos do que Donald Trump. Atualmente ele aparenta não ter mais disposição para atender Melania, quanto mais viver experiências exóticas. De qualquer forma, além das surubas by Epstein, Trump se envolveu há alguns anos em um caso com uma modelo a quem tentou comprar o silêncio. Não deu certo, a modelo não ficou calada e até revelou detalhes anatômicos de Trump nada relevantes. O presidente é tido como alguém de autoestima e ego inflados. mas o mesmo não acontece com o desempenho presidencial na cama que, segundo a jovem, era inoperante na maioria das vezes. 

Está explicado porque Trump acha mais excitantes fazer guerras.                              

Na capa da Carta Capital - Flávio de tal, o pré-candidato travestido

 

 
O comentário sobre a capa da Carta Capital, a seguir,  é do blog - A palavra travestido significa significa disfarçado, camuflado, mascarado e encoberto. A palavra gênero, por sua vez, também pode significar tipo, espécie. Até o fim da campanha eleitoral não é possível prever quantas mutações de gênero sairão do armário político de Flávio Bolsonaro. No momento, ele brinca de esconde-esconde com sua identidade. O marketing tenta sumir, por exemplo, com o sobrenome "Bolsonaro". Adota apenas o "Flávio". Provavelmente por achar que o sobrenome tem algumas sujeiras. Remete ao pai imitando vítimas da covid morrendo sufocadas; remete a relógios e peças de ouro sauditas contrabandeadas; a tentava de golpe; a planejamento por parte de aliados dos assassinatos de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes; lavagem de dinheiro, compras suspeitas de imóveis com dinheiro vivo. O clã Bolsonaro é ainda atingido por casos de "rachadinha; de funcionários fantasmas; superfaturamento na compra de vacinas etc.Vão faltar bigodes, óculos, narizes e caras de pau para disfançar tantos parasitas da árvore-pai. 
     

terça-feira, 31 de março de 2026

A escritora e jornalista Leneide Duarte-Plon lança, em Paris a edição francesa do livro “La torture comme arme de guerre-De l’Algérie au Brésil” (Éditions L’Harmattan). O livro contém relatórios secretos que demonstram a origem francesa das técnicas de tortura aplicadas pela ditadura brasileira

 


A jornalista escritora brasileira Leneide Duarte-Plon lançou em 2016 "A tortura como arma de guerra - Da Argélia ao Brasil" (Civilização Brasileira). Foi o primeiro livro publicado no Brasil sobre técnicas brutais de interrogatórios reunindo a chamada "doutrina francesa" que foi implantada nas ditaduras latino-americanas. O general francês Paul Aussaresses comandou setores de informação e repressão durante a guerra da Argélia. Seus metódos incluiam sequestros, assassinatos, tortura, lançamento opositores do alto de prédios e desaparecimentos dos corpos dos inimigos mortos. Com o fim do conflito e a independência da Argélia, Aussaresses encontrou quem se interessasse pelos seus métodos. Nos anos 1970, ele atuou no Brasil como adido militar da França e teve papel importante como uma espécie de coach de técnicas de tortura para a ditadura brasileira (1964-1965).. 

Em 2025, o livro de Leneide foi publicado na Argélia, e, neste 2 de abril de 2026, é lançada a edição francesa. Segundo a autora, as edições em árabe e francês, "fecham, de certa forma, a história triangular do livro envolvendo três países: França, Argélia e Brasil.          


Você pode ler no link abaixo matéria de Leneide Duarte-Plon publicada no Forum 21 - Portal das Esquerdas. Em um trecho, é citada a atuação dos franceses na Operação Condor, a participação pessoal de Figueiredo na tortura de uma mulher, acusada de ser agente da KGB, enviada ao Brasil para matar Aussaresses e o envio pelo Brasil (por Orlando Geisel) de aviões e armas para o golpe chileno de 1973.

Aussaresses conta, também, a atuação dos franceses na Operação Condor.  "Ele detalha a participação pessoal de João Figueiredo na tortura de uma mulher, acusada de ser agente do KGB enviada para matar Aussaresses.  O general confirma o controle total dos exilados brasileiros (e depois chilenos e argentinos) pela polícia francesa, em colaboração com as ditaduras e afirma que os franceses pagavam comissões aos militares brasileiros na venda de armas. Além disso, informa o envio pelo Brasil (por Orlando Geisel) de aviões e armas para o golpe chileno em 1973".

No link abaixo você pode acessar a matéria de Leneide Duarte-Plon publicada no Fórum 21- Portal das Esquerdas.

https://forum21br.com.br/politica/edicao-francesa-do-livro-a-tortura-como-arma-de-guerra-da-argelia-ao-brasil-sai-em-paris-em-abril/

Mídia - Globo News nunca desliga... a mentira?



por José Esmeraldo Gonçalves 
Após a exibição de um power point criminoso e mentiroso, com objetivos eleitorais, o programa Estúdio I, de Andréia Sadi, provocou um passaralho seletivo na Globo News. Dois a cinco funcionários teriam sido demitidos como responsáveis por falsificar informações para confecção da cartolina da vergonha exibida no canal. 

Talvez essas demissões no andar de baixo representem mais uma mentira. 

A Globo teria a intenção de "preservar" a Sadi a qualquer custo. Agora circula a versão de que ela só viu o power point vagabundo quando este foi ao ar. Sadi concordou com tudo que estava exposto na cartolina, descreveu a mentira, não criticou em qualquer momento as alegações falsas, outros comentaristas presentes também validaram "notícia" Coube a ela verbalizar todo o conteúdo da falsificação. Deu seu aval ao power point da vergonha com conhecimento de causa. 

A Globo News deveria ser criminalmente responsabilizada. Embora a audiência dos canais por assinatura em geral não seja proporcionalmente expressiva em comparação  com as TVs abertas, deve-se levar em conta a repercussão proposital na mídia corporativa, além do compartilhamento nos canais do YouTube e nas redes sociais de extrema direita. Não foi um simples "erro" como o canal alega candidamente. Não punir a fake news é sinal de que a mentira vai correr solta como peça de propaganda eleitoral da direita radical. Importante ressaltar: Sadi não é criticada aqui por ser mulher. É sim por ajudar a propagar uma mentira e, em seguida, por fazer um perdido de desculpas tão insuficiente e mal intencionado quanto a fake news original. A única verdade nisso tudo: a Globo News ainda não desligou a mentira do complô do power point.



sábado, 28 de março de 2026

O fantasma contra-ataca a seleção

Em vez do ridículo Vai, Brasa, melhor torcer
por um Vai, Bola. É vó que a seleção precisa.

Muito antes das redes sociais, o futebol da seleção brasileira ocupava as páginas esportivas e também batia uma bola com as colunas de fofoca. Nos anos 1950, estrelas da Rádio Nacional eram vistas nas imediações da concentração. A "Candinha" se encarregada de divulgar. Uma dessas colunas vazou a informação de que, em 1959, durante uma excursão do Botafogo, conheceu melhor uma sueca.  O tempo se encarregou de confirmar: a loura engravidou do ponta direita. Outra grande bomba, também envolvendo o genial  Garrincha, surgiu começo da década de 1960, quando o Brasil se preparava para a Copa do Chile. Dessa vez, a fofoca mobilizou toda a imprensa. Garrincha se separou da esposa para viver um romance tórrido com a cantora Elza Soares. O"caso" resultou no segundo casamento do jogador. 

No anos 1970, a seleção foi militarizada pela ditadura.  Mesmo assim, os craques davam um jeito de escapar para festas mexicanas. Mal não fez, o time trouxe o Tri. Em 1998, na Copa da França,  o charme da romântica Paris aqueceu corações. Alguns jogadores alugaram casas para mulheres e namoradas. O problema é que não dispunham de muito tempo para acompanhá-las. Daí surgiram especulações sobre supostos acompanhantes não futebolísticos. A fofoca chegou à imprensa.

A Copa de 2006, na Alemanha, foi a primeira com a presença embora ainda restrita das redes sociais e sites jornalísticos. A informação passou a circular com maior rapidez, incluindo fotos de baladas quentíssimas em boites na Suiça, onde a seleção fez uma preparação antes de ir para a Alemanha e, depois, durante as folgas generosas que os treinadores concederam, a turma se mandava para Dusseldorf para confraternização com louras da Baviera.

Essa Copa dos Estados Unidos, México e Canadá promete. O treinador Ancelotti vai precisar de toda a autoridade para lidar com um fator externo difícil de controlar. 

Se há uma coisa que as redes sociais gostam é de polêmicas, quaisquer polêmicas, as falsas e verdadeiras. A seleção já convive com uma poderosa chatice: a pressão para levar Neymar. 

Há um lobby poderoso que tenta impor a convocação de um jogador fora de forma física e técnica. Alguns jornalistas defendem uma tese esdrúxula. A de que Neymar deve ser convocado nem que seja para jogar 30 ou 40 minutos e "resolver" uma partida. Isso é desprezar a potência de seleções como as da França, Croácia, Espanha, Marrocos, Senegal e Inglaterra. Achar que o Brasil pode se dar ao luxo de levar um Neymar para jogar minutos é irresponsabilidade ou motivação impulsionada, muito impulsionada. A campanha por Neymar só traz instabilidade à seleção. Ainda por cima apareceu a polêmica do slogan idiota, a tal do Vai, Brasa.

Ancelotti não esperava que o principal adversário a enfrentar nesse período final de preparação seria um fantasma, Neymar, que não atua em sequência profissional de alto nível há cerca de três anos. O jogador é apoiado por uma tropa de bajuladores montados em uma campanha pesada nas redes sociais. Triste ver que há ex-jogadores torcendo pela desgraça, algo como a seleção voltar cedo para casa. É uma tremenda falta de respeito com os atletas que se preparam para a Copa. Copa, aliás, onde Neymar, em três edições, ainda não foi capaz de "resolver" em minutos como prometem seus defensores. Em 2014 jogou cinco partidas, em 2018 outras cinco, em 2022, apenas três. Lesionou-se durante os três mundiais.


quarta-feira, 25 de março de 2026

A própria Sadi explica o objetivo eleitoral da cartolina da vergonha

 


O powerpoint manipulado pela GloboNews foi produzido com um claro objetivo eleitoral. Isso todo mundo sabe. As informações falsas são exploradas pela extrema direita nas redes sociais, não importa o pedido de desculpas  igualmente manipulado. O material falso exposto por Andréia Sadi continua circulando na internet. Como se fosse surpresa, a âncora do Estúdio I usa uma pesquisa para constatar que o escândalo Master terá impacto entre os eleitores. Está explicada então a motivação que levou a Globo a exibir um material falso atribuindo à esquerda ligações forjadas com o banqueiro fraudador omitindo a vasta lista de nomes bolsonaristas e do Centrão implicados no caso Master A Globo mais uma vez presta serviço coordenado à extrema direita falsificando informações. Ao longo do mês de março isso tem sido discutido nos canais do You Tube e detectado por pesquisas. A âncora da cartolina requenta o tema para tentar dar um sentido "jornalístico" à própria fraude do powerpoint. É de se supor que o setor de arte da Globo continuará produzindo cartolinas falsas ao longo da campanha eleitoral.

terça-feira, 24 de março de 2026

Na capa da Carta Capital - a direita brasileira sob o controle remoto de Trump

 

A extrema direita brasileira sob o comando de Trump

Mídia - A cartolina sem-vergonha

 

O powerpoint vergonhoso e...

...o pedido de desculpas que não corrige a grave
fake news de Andrea Sadi (Globo News).
Imagens Reprodução You Tube


por José Esmeraldo Gonçalves

O grupo Globo tem um histórico de manipulação dos fatos em interesse próprio e do seu espectro ideológico. Um padrão que se repete ao longo das tramas políticas do país. Apesar disso, há espaço para
 surpresas em nível ainda mais baixo. A desonestidade jornalística aparece nos momentos críticos e deixa marcos no caminho: participação em golpes, manipulação de debate presidencial, juiz de força-tarefa ilegal como pauteiro, abuso e uso dirigido de fontes anônimas...    

Nos últimos meses, a Globo News tem passado por aparentes reformulações e trocas de nomes orientadas por uma correção de rota ditada pelo horizonte eleitoral. A bússola corporativa aponta para clara trajetória à extrema direita. A Globo sinaliza proximidade com a direita bolsonarista radical. Com o avanço da campanha eleitoral a estratégia se tornará gradualmente mais evidente, assim como ficará provado que não existe a direita "moderada" que os comentaristas do canal evocam. Um deles já declarou que a "terceira via" não tem espaço.  

O tosco powerpoint apresentado pela âncora Andrea Sadi já se coloca como um dos mais baixos recursos da mídia hegemônica já levados a público e sem que ninguém ficasse ruborizado. A explicação: o jornalismo da Globo busca uma Lava Jato parte 2 para pontuar a campanha eleitoral. O escândalo do Banco Master é a oportunidade ideal. Mas há um problema, a direita está atolada até o pescoço no mega esquema de corrupção montado por Daniel Vorcaro. Perante a opinião pública, a Globo achou necessário lipoaspirar do escândalo os principais nomes do bolsonarismo e do Centrão. Todos os potenciais candidatos vistos com simpatia pelo canal surgem dessa mancha política. Daí o objetivo do grotesco powerpoint do programa Estúdio I. O troço é rudimentar, há trabalhos escolares de concepção bem mais elaborada, mas cumpriu a função de desenhar a mentira conveniente. 

Existe sala de "estado maior" na ABI para jornalistas que produzem fake news "investigativa" com objetivos eleitorais? Profissional que faz isso não deveria ser submetido a um controle de carga temporário para aprender a cumprir os princípios básicos do jornalismo? Deveria. Infelizmente, outras cartolinas surgirão no ano eleitoral atropelado por uma legislação fragilizada e lenta  
diante da voracidade dos canais e das redes sociais.

A decisão de expor o powerpoint não foi apenas da Sadi, ela não tem patente para tal, mas a Globo optou por retirar a escada e deixar a âncora pendurada na broxa do desmentido patético. Em todo caso, não demora muito alguém contribui com a memória jornalística e vaza as circunstâncias da construção eleitoreira da fake news da cartolina. 

sábado, 21 de março de 2026

Frase do Dia:havia um zagueirão no caminho de Neymar. Aguerd não gosta de fazer carinho

Neymar tem dois problemas: não ir ou ir à Copa. Se for vai enfrentar Aguerd, zagueiro de 1.90, do Marrocos, conhecido pela força física. Esse último obstáculo é muito pior do que Ancelotti" 

(Do editor, Aguerd passou por cirurgia recente mas deverá se recuperar antes da Copa)

A guerra das resenhas contra Ancelotti. A quem interessa?

Vampeta, Dunga e Galvão Bueno, Renato Gaúcho, Romário e Vanderlei Luxemburgo são os novos comentaristas com DNA de parças do Neymar. O alvo deles é obviamente Carlos Ancelotti. Falta pouco para a Copa. Na resenha que vi só escapava o Casa Grande. Em outras, o Mauro Cesar e o Juca Kfouri (este diz que Neymar envenenará o ambiente, eu diria que já está envenenando). Os parças da imprensa parecem dispostos a infernizar Ancelotti até no avião rumo à Copa. 

O tema de uma das resenhas era meio ridículo a essa altura com a bola quase rolando. Queriam um treinador tupiniquim para trazer de volta a " identidade do futebol brasileiro", seja lá o que isso signifique para o futebol moderno. Há muito tempo essa "identidade" ganha e vive no euro. E mesmo ganhando em euro,  muitos jogadores sofrem pressão  dos treinadores para manter suas características individuais, ou, no mínimo, torná-las mais efetivas para o jogo coletivo.  Não só isso, o futebol evoluiu. Os treinadores europeus levam vantagem porque estão na beira do campo e das novidades táticas. Os daqui estão a milhares de quilômetros. Até um Romário, que alugava um airbnb na grande área quando jogou na Europa, deveria, hoje, mostrar mais mobilidade. É o que os jovens brasileiros aprendem ao chegar na Espanha e Inglaterra aos 18 ou 19 anos. Aconteceu com Vini Jr, com Rodrygo, está acontecendo com Hendrick e Estêvão. Por isso, treinadores brasileiros não emplacaram na Europa, não deixaram marcas. O próximo a ir deverá ser o Felipe Luís. A ver.

Vanderlei Luxemburgo passou rapidamente pelo Real Madrid;Felipão pelo Chelsea; Ricardo Gomes pelo PSG, Bordeaux e Monaco; Leonardo pelo Milan e Inter de Milão, Zico no Fenerbahçe,  CSKA e Olympiacos; Parreira pelo Valencia e por aí vai. Nenhum deles esquentou cadeira.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Adolpho e o Peixe-Diabo • Por Roberto Muggiati

 


Em outubro de 1995, um Adolpho Bloch trôpego me pediu para lhe dar o braço e ajuda-lo a descer a perigosa escada sem corrimão do restaurante até o elevador. Murmurou: “Você não queria ter a minha vida. ‘Tô fudido...” Parecia que ele estava sentindo se aproximar a morte, que chegaria na madrugada de domingo, 19 de novembro. Tocaia grande, a nova novela, inspirada em Jorge Amado, não tinha começado bem e não dava sinais de melhora. Àquela altura, as revistas também não iam bem e a Manchete sofria o mesmo sintoma de obsolescência que afetava as ilustradas semanais no resto do mundo. Dois meses antes, Adolpho interferiu diretamente na escolha da capa, contrariando a opinião geral de que um tema científico jamais esgotaria uma edição.

Um detalhe ignorado não só dos leigos, mas até dos próprios jornalistas, foi o de que Manchete detinha – desde os anos 1960 até sua falência em 2000 – os direitos exclusivos de publicar no Brasil os textos da Time, a maior revista de opinião do mundo. Nem as ofertas tentadoras da Abril, quando lançou Veja em 1968, demoveram Time do seu pacto de fidelidade com a Manchete. Um dos grandes problemas era que as provas da revista chegavam segunda-feira de manhã pelo malote do voo Nova York-Rio, ficando sujeitas a eventuais atrasos e aos engarrafamentos entre o aeroporto e a redação. Havia também uma exigência da Time: as traduções não podiam sofrer cortes. Não só Manchete era uma revista ilustrada com textos mais curtos, como a cobertura da Time em crises como o Caso Watergate e a Guerra do Vietnã comportava textos extensíssimos. E, além da ótica americana, havia o trabalho físico da tradução. Um texto de 30 laudas tinha de ser dividido por três ou quatro redatores, praticamente a metade da nossa equipe. 


Adolpho fez pé firme. Ele queria porque queria aquele peixe da Time na capa. Principalmente depois de saber que o monstro era vulgarmente conhecido pelo nome de Peixe-Diabo. Se ele, Adolpho, estava morrendo e sofrendo, que sofrêssemos junto! E todos nós tivemos nossa cota de sofrimento naquele longo fechamento. Os títulos prometiam OS MISTÉRIOS DO FUNDO DO MAR/Cientistas partem para a conquista da última fronteira: as profundezas do oceano – e o fato de ser uma matéria científica tornava as coisas mais complicadas. No meio daquela confusão, correr atrás de um oceanógrafo seria mais um problema do que uma solução.  Como editor da revista, eu tinha de ler as provas finais, antes de serem mandadas para a gráfica e elas só ficariam prontas depois de atravessar um lento e laborioso processo na fotocomposição, alta madrugada. Por uma questão de racionalidade, para me poupar física e mentalmente, eu ia para casa jantar, ficar com a família, ler um livro ou ver um filme, ou até mesmo dormir um pouco. As provas daquela matéria bateram o recorde, só chegaram às seis da manhã. Levei mais de uma hora, corrigindo e fazendo ajustes.

Tomei o café da manhã com a família, as crianças partiram para a escola. Depois de um bom banho, segui com a Lena para começar tudo de novo na Manchete. Longe de mim a ideia de dormir àquela hora: o Peixe-Diabo viria atrás de mim no pesadelo com aquela bocarra pavorosa...

Três toques: Neymar não vai pra Copa; Neymar assombra a seleção; patrocinador vai levar Neymar pra Copa?

A marca da Jordan na camisa 2 da seleção: basquete no futebol. Foto Divulgação Jordan 


Neymar e Michael Jordan. Foto Instagram 


por José Esmeraldo Gonçalves 

A coletiva de Carlos Ancelotti recebeu uma plateia majoritária de jornalistas de veículos digitais. Pelo menos entre aqueles que se apresentaram para fazer perguntas. Como diria Glória Pires, não sou capaz de opinar sobre isso, mas sei que os ausentes experientes fizeram falta. Tanto que ao se manifestarem em vários veículos após a coletiva deram outra relevância ao debate. 

Sobre Neymar, por exemplo, PVC mostrou que a eventual convocação do jogador terá forte impacto na estrutura tática já elaborada por Ancelotti. Impacto pra pior. O comentarista Mauro Cezar avalia que Neymar não tem condição física para disputar a Copa e, consequentemente, não mostra preparo técnico adequado. Ele discorda de Ancelotti nesse ponto. Para Mauro, se está mal fisicamente não tem condições de render tecnicamente. São dois fatores que andam juntos. Diplomático, Ancelotti avalia que técnica Neymar sempre terá, falta perna. Outro risco é o comportamento de Neymar no grupo. A atitude dele no vestiário, como demostrou por onde passou, tem picos de egoísmo e prepotência.

Infelizmente, Neymar é o elemento  conflituoso que assombra a seleção antes, durante e depois da Copa do Mundo, seja convocado ou não.

Existe até um movimento de celebridades, todas certamente experts em futebol,  para forçar a convocação do jogador. Nos bastidores, a pressão é maior e tem com implicações comerciais. Contra a França, o Brasil jogará com a camisa 2, que estampa a marca da Jordan. A seleção de futebol vai exaltar no peito o basquetebol. O logotipo da Jordan em parceria com a Nike simboliza Michael Jordan lançando a bola para a cesta. Segundo  o ex-jogador e atual apresentador Neto,  Neymar pai, que ele chama de " o maior executivo do mundo", teria articulado a ação comercial na seleção. É de se esperar, claro, que a Jordan ficará feliz com a convocação de Neymar filho, patrocinado pela Nike/Jordan. Juntas as marcas criaram uma chuteira especial para o jogador usar em gramado nobre e torneio idem como a Copa. Nem seria o caso de calçá-la em um evento quinta série como a Kings League. 

Até maio haverá fogo no parquinho da seleção.  Tumultos políticos e comerciais nunca combinaram com preparação para a Copa. Ancelotti tem um exemplo a seguir. Antes do mundial de 2002, aconteceu uma campanha irritante para levar Romário à Coréia do Sul/Japão. O treinador Felipão resistiu e trouxe o Penta. Sem Romário. No ano passado, em entrevista à ESPN, Felipão revelou por que não levou Romário. "Eu teria de mudar radicalmente a forma do time jogar. E não sei se combinaria com os demais jogadores", disse ele. É basicamente o argumento que PVC aplica a Neymar. Se depender de Ancelotti, tudo indica que não haverá carteirada. Ou melhor, favoreggiamento.


terça-feira, 17 de março de 2026

Mídia, Carlo Ancelotti e o backup da seleção

Carlos Ancelotti: olho na Copa. Foto Rafael Ribeiro/ Divulgação CBF

por José Esmeraldo Gonçalves 

Quem acompanha o futebol sabe que pelo menos seis jogadores presentes nas convocações anteriores de Carlo Ancelotti enfrentam lesões em grau variado de gravidade. Bruno Guimarães, Militão, Caio Henrique, Vanderson,Estêvão e Rodrygo. Outros, como Marquinhos, voltaram a jogar após recuperação.

Mesmo diante disso, jornalistas quiseram saber de Ancelotti porque ele chamou nomes novos na penúltima convocação antes da lista definitiva para a Copa do Mundo. 

 Queriam dizer, talvez, que o treinador aínda não tem time completo na cabeça. Por três vezes, diante de perguntas repetitivas, Ancelotti deu seus motivos. Quer ver novas opções nos treinos, nos dois amistosos contra Croácia e França, e no ambiente da seleção. A sequência de lesões dos brasileiros que atuam na Europa preocupa. Ancelotti quer testar um backup para a hora da verdade.

A pergunta mais irritante e repetitiva dos jornalistas  foi sobre Neymar. Neymar estará na lista final de maio? É a fixação dos coleguinhas nas coletivas. O grupo já  ganhou o apelido de Neymarzette. É possível que a seleção suba a escada do avião rumo à Copa do Mundo ouvindo a pergunta de um milhão de notas de três dólares: "mister, Neymar tem chance ainda"? Ancelotti está cansado de dizer que Neymar, como qualquer outro jogador, só entrará na última lista se estiver 100% em forma. "No momento não está", disse o treinador. Vai precisar provar isso a cada jogo até lá. Pra variar, não parece disposto ao esforço.

 Neymar gostaria de acordar em maio na lista de Ancelotti como se tivesse lugar cativo mesmo que resfolegando após cada pique de dez metros, como a TV mostrou no jogo do Santos contra o Corinthians. 

Um dia depois do jogo, ele bateu pênalti na Kings League. Tudo a ver. Não sei se Neymar vai pra Copa do Mundo. Pensando bem, nunca foi muito a praia dele, mas o lobby e o impulsionamento em parte dos canais esportivos é intenso. 

domingo, 15 de março de 2026

Na capa da Time: Trump vai ao assalto a mão armada

 

O Brasil está no alvo de Trump e seus oligarcas. Ele acaba de mandar um representante ao Brasil para conversar com os Bozos. Os Estados Unidos jogarão todas as fichas na eleição para presidente do Brasil. Nem precisava enviar um espião. Os Bozos já estão dispostos a entregar tudo 

Em 1954, eu comi um Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná. Foi na Confeitaria das Famílias, em Curitiba - Por Roberto Muggiati



Bolo Martha Rocha, polegadas de sabores em... 



       ... casa histórica no centro de Curitiba. Fotos Instagram Confeitaria das Famílias.


Estou me referindo respeitosamente à torta em homenagem a  Martha Rocha, a brasileira vice-campeã no concurso de Miss Universo daquele ano. Foi criada pela confeiteira Dair Terzadopara a Confeitaria das Famílias, que ainda funciona na via principal de Curitiba, a Rua XV. Uma mistura de pão-de-ló com creme de gemas, suspiro, crocante de nozes e frutas como ameixa, e damasco, continua encantando o paladar de curitibanos e turistas, a tal ponto que acaba de ser tombada como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná. 


A eterna Miss Brasil inspirou o Bolo Martha Rocha,
agora Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná - Foto Gervásio Baptista/Manchete

O reconhecimento foi celebrado num Festival do Bolo Martha Rocha de 4 a 15 de março. As 15 confeitarias participantes, a R$ 19,50 a fatia, ofereceram releituras do acepipe, sem frutas, com pêssego, incluindo brigadeiro ou chocolate. Os glutões não reclamaram das duas polegadas a mais, ao contrário...