sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Cultura pop: revistas impressas quando morrem vão para o céu. Fica em Londres...

Hyman Archive.: o maior acervo de revistas impressas do mundo.
Foto reproduzida de vídeo do site oficial (link abaixo) 

Ainda em fins dos anos 1980, o inglês James Hyman percebeu que a internet poderia exterminar um dos seus hábitos mais prazerosos: ler revistas impressas. Desde então, passou a colecionar exemplares das mais variadas publicações.

Hoje, o Hyman Archive é, no gênero, um dos maiores do mundo. Conteúdos de revistas podem ser digitalizados e assim eternizados. Todo o acervo está em processo de digitalização, mas o que interessa a Hyman é preservar a experiência sensorial do manuseio e da leitura da revista impressa,

Ele mantém já arquivados e catalogados 160 mil exemplares em um antigo armazém no subúrbio londrino de Wollwich. A cultura pop está toda encadernada alí. Para viabilizar a estrutura, cobra entradas para pesquisadores ou simples curiosos. O Guiness já o reconhece como o maior colecionador privado do mundo. E hoje ele recebe um número crescente de doações de vários países.

Entre os pesquisadores que vão ao Arquivo Hyman, a maioria está interessada em publicações de música e de bandas. Por gosto pessoal, o colecionador tem estantes especializadas, além de raridades em matéria de revistas independentes que registraram o panorama musical das últimas décadas.

O New York Times encontrou um titulo sugestivo para uma matéria que fez sobre o trabalho de James Hyman: "As boas revistas vão para o céu".




VOCÊ PODE ASSISTIR A VÍDEOS SOBRE O FUNCIONAMENTO 
DO HYMAN ARCHIVE CLICANDO AQUI


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Memórias da redação - Watergate? O que Manchete teve a ver com aquilo?

Reprodução cedida pelo jornalista Lincoln Martins, ex-diretor da Ele/Ela

por José Esmeraldo Gonçalves 

Em 1973, Watergate fervia em Washington. O filme The Post, em cartaz 45 anos depois, reaquece o escândalo que derrubou Nixon.

Naqueles dias da tempestade jornalística gerada pela invasão do escritório do Partido Democrata e pela cobertura implacável do Washington Post, a Casa Branca sob pressão consumia quilos de Diazepam, o ansiolítico da moda.

Mas, em um dos escritórios, havia um funcionário que encontrou tempo e calma para enviar à Manchete uma prosaica carta de congratulações, em nome de Nixon, saudando a distribuição da revista brasileira em Nova York, Washington e Boston.

Escrever aquela carta protocolar deve ter sido a atividade mais entediante do jornalista Herbert Klein no dia 17 de janeiro de 1973, principalmente porque ele era Diretor de Comunicação do Poder Executivo na gestão de Richard Nixon.

Nixon e Herbert Klein,
em 1971
Na verdade, o nome era pomposo para um cargo quase decorativo. Klein havia sido secretário de imprensa de Nixon durante várias campanhas eleitorais, incluindo a da primeira eleição para deputado, a corrida presidencial mal sucedida de 1960 (que Kennedy venceu) e, finalmente, a conquista da Casa Branca em 1968. Só que, ao assumir, Nixon escolheu como Secretário de Imprensa Ronald Ziegler, protegido de H.R.Haldeman, que se envolveu até a medula no Caso Watergate. Chefe de gabinete de Nixon, Harry Haldeman foi condenado a 18 meses de prisão por perjúrio, conspiração e obstrução da justiça

A mídia americana registrou que, por ser preterido, Klein ficou magoado com Nixon. O núcleo que cercava o presidente chegou a suspeitar, no auge do escândalo, que ele era o Deep Throat que passava informações aos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein. "Ele não é o nosso cara, é?", duvidou  Nixon. Klein ouviu o próprio presidente falar isso em uma gravação e, logo após, recebeu uma ordem para passar a se reportar a Ronald Ziegler. Sua resposta foi pedir demissão.

Isso lhe aconteceu poucos meses depois de ter escrito a carta reproduzida acima e um ano antes da renúncia de Nixon, em 1974.

A carta foi endereçada a Amilcar Moraes, presidente da M&Z Representatives, que distribuía nos Estados Unidos, além da Manchete, o Jornal do Brasil, o Globo e o Pasquim. Amilcar encaminhou uma cópia da carta a Lincoln Martins, então diretor da EleEla, revista que sua distribuidora também levava a algumas bancas americanas.

Herbert Klein morreu em 2009, aos 91 anos, e nunca foi acusado de participar do escândalo de Watergate. A "traição" de Nixon acabou livrando seu antigo assessor de imprensa do valão a céu aberto do escândalo político.

Quando os repórteres queriam saber do envolvimento de Klein com o caso, ele apenas ironizava: "Se eu tivesse feito aquilo, teria feito melhor".

E, não, ele não era o Deep Throat. Como se sabe, a identidade do informante foi finalmente revelada em 2005 quando Mark Felt, diretor do FBI nos anos 1970, confessou em artigo que escreveu para a Vanity Fair que era o homem que passava informações para o Washington Post.

Deu no Jornalistas & Cia: Gervásio Baptista é hospitalizado em Brasília



terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Memória da publicidade: em 1970, a Bolsa queria que as mulheres tornassem "mais suave" a vida dos seus maridos

Clique na imagem para ampliar


O anúncio acima foi publicado na Manchete em 1970.

Digamos que a Bolsa de Valores de São Paulo tentava alguma sintonia com as mulheres da geração que queimava sutiãs.

O texto, infelizmente, é um desastre machista. A peça publicitária lançava um apelo à mulher para investir na Bolsa e, com isso, "tornar mais suave a vida do seu marido". O que implicava em dizer que elas, sem isso, eram ociosas, além de um fardo doméstico.

E a Bolsa reforçava seus argumentos: "Não há marido que resista aos encantos de uma mulher tão inteligente". A essa altura do texto, o redator percebeu que estava se dirigindo apenas às casadas. E tentou se redimir: "E se as mulheres casadas conseguem tudo isso, imagine uma solteira entrando em ação".

Sabe-se lá o que ele quis insinuar com  o "solteira entrando em ação", mas deve ser o que você está pensando.

Um anúncio desses hoje causaria uma hecatombe nas redes sociais.

Edições impressas de revistas masculinas ganham sobrevida. Pelo menos no uso dos pôsteres


Reprodução

por Jean-Paul Lagarride 

Um fazendeiro indiano descobriu uma nova utilidade para os antigos pôsteres das edições impressas de revistas masculinas hoje abatidas pela internet.

Segundo o Daily Mail, em reprodução de matéria da TV local, o agricultor Chenchu Reddy, de Andhra Pradesh, na Índia, suspeitou que suas plantações de repolho sofriam com o mau-olhado dos vizinhos e a cobiça dos ladrões. Ele expôs à margem da estrada um cartaz da estrela pornô Sunny Leone. O "espantalho" deu certo.

Segundo o agricultor, os invejosos se distraem com as curvas da modelo e deixam de lançar "energias ruins" na plantação e os ladrões religiosos preferem se afastar da tentação.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Alerta de photoshop - Editou celulites? Eliminou gordurinhas? Criou barrigas chapadas? Lei brasileira vai obrigar que leitores sejam avisados sobre fotos retocadas



A Câmara analisa o Projeto de Lei 9077/17, do deputado Francisco Floriano (DEM-RJ), que obriga os veículos a inserir o aviso “fotografia retocada” em imagens de pessoas que passarem por aplicativos de edição em revistas, jornais ou materiais publicitários.

O deputado quer evitar que fotos retocadas sejam vistas como por verdadeiras e induzam as pessoas a adotarem modelos de beleza "ideais". O projeto ainda será analisado pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Defesa do Consumidor e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reprodução

Em outubro do ano passado entrou em vigor na França uma lei aprovada em maio de 2017 determinando que publicações e marcas comerciais avisem obrigatoriamente aos leitores sobre o uso de recursos de edição, do tipo photoshop, em imagens de pessoas.

Como Bozó, Neymar tinha crachá da Globo. As redes sociais já criticaram "excesso" da presença de Neymar em programas da emissora. A Folha descobre agora que ele era celebridade contratada


por Niko Bolontrin

A Rede Globo é líder de audiência, tem uma numerosa equipe de jornalismo, controla os canais SportTV e adquire os direitos das principais competições esportivas. Tudo isso seria insuficiente para conquistar entrevistas exclusivas.

É o que parece, após a Folha de São Paulo revelar que o Grupo Globo manteve um contrato com Neymar para obter preferência em relação aos demais veículos,

Bozó/Divulgação TV Globo
Isso mesmo, como Bozó, o personagem criado por Chico Anysio, o do bordão "eu trabalho na Globo, tá legal?", Neymar foi "funcionário" da emissora . Segundo a Folha, o compromisso não impedia expressamente que o contratado atendesse à concorrência, mas obrigava o jogador a dar informações à Globo, antes de todos, e a conceder entrevistas exclusivas aos repórteres da emissora. Um trecho da matéria da Folha cita pelo menos um episódio em que Neymar participaria do programa da Xuxa, na Record, o que levou seu hoje ex-assessor (Eduardo Musa) a ligar para o pai do jogador fazendo um alerta: "estamos infringindo o contrato com a Globo".

A relação contratual durou até 2015 e incluía a cessão de vídeos feitos pelo atleta. Como se sabe, Neymar é atuante em redes sociais. Videozinhos feitos na concentração e nos treinos não seriam, então, apenas diversão: Neymar estaria "trabalhando" embora os demais jogadores não soubessem. O jogador também fez "participações" nos programas Domingão do Faustão, Caldeirão do Huck e Fantástico.

A Globo raramente libera seus contratados para entrevistas ou participações em atrações de TV da concorrência. Há poucas semanas, Roberto Carlos deu entrevista a Amaury Jr, que estreava seu programa na Band, mas isso é raro. Artistas de novela não são cedidos para jornalísticos ou programas de entretenimento de outras emissoras. Os participantes do BBB Brasil também ficam sob contrato de exclusividade durante um determinado prazo. Já a contratação de um personagem que não tem vínculo trabalhista com o Grupo é, aparentemente, inédita ou é só o primeiro caso a vir a público.

A Globo confirmou a existência do acordo depois que os repórteres da Folha descobriram um documento em meio a processo movido contra empresas do pai de Neymar.

Reprodução/Jornal O Tempo/ 07/72014

Curiosamente, o jornal mineiro O Tempo fez em 2014, época do tal contrato, matéria em que registrou críticas de internautas nas redes sociais ao que consideravam "excesso" da participação de Neymar em programas da emissora. Um deles chamou a Globo de TV Neymarzinho.

ATUALIZAÇÃO EM 20/1/2018 - MATÉRIA DO PORTAL UOL REVELA PORQUE NEYMAR SE AFASTOU DA REDE GLOBO AO FIM DO CONTRATO DE EXCLUSIVIDADE. 


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domingo, 18 de fevereiro de 2018

NOSTALGIA DO CHUMBO – Nos tempos da linotipo


Por Roberto  Muggiati 


li.no.ti.po  s. f. Tip.. Máquina que compõe e funde linhas em bloco, de uma liga de chumbo, estanho e antimônio, com o auxílio de matrizes reunidas mediante operação de um teclado.


Na semana passada, dois colunistas importantes se comoveram com as linotipos que, contracenando com Tom Hanks e Meryl Streep, os protagonistas de The Post, praticamente roubam a cena no filme de Spielberg. Na quinta-feira, 15, Luiz Fernando Veríssimo escreveu, na crônica Amores: “The Post é uma história de amor, o amor de jornalistas pelo jornalismo. Me comovi com os linotipos. A mudança da impressão quente para a fria foi radical.” No sábado, 17, foi a vez de Arnaldo Bloch, no artigo O linotipo de Spielberg: “Em The Post, a bicicleta voadora está no correr dos caracteres nas caixinhas alimentadas pelo linotipista, exibindo as palavras-chave do grande furo.”


Vou aderir à homenagem e evocar, dos meus primeiros tempos de jornalismo, a visão daqueles linotipistas heróicos sentados diante de suas máquinas e tendo ao seu lado um copo de leite, considerado um antídoto seguro contra as inalações do chumbo, em estado permanente de efervescância na gráfica.

Comecei a trabalhar em jornal aos dezesseis anos – precisamente no dia 15 de março de 1954, uma segunda-feira – na Gazeta do Povo de Curitiba, que ficava num casarão da Praça Carlos Gomes.

Cinco meses depois eu vivia as emoções de minha primeira edição extra, com o suicídio de Getúlio Vargas. Eu trabalhava na redação, no primeiro andar. Minha tarefa era colocar em português decente as notícias que chegavam do Rio. Ainda não tínhamos teletipo e os telegramas caíam literalmente do céu: um velho senhor tranca¬fiado num cubículo, a cabeça dobrada ao peso de enormes fones de ouvido, recebia os últimos despachos em código Morse e os traduzia datilografando numa velha Remington. Por coincidência, o telegrafista Vergès era um kardecista convicto e tudo aquilo me parecia uma operação espírita. Uma notícia típica da época podia dizer em bom telegrafês: “DEP FED DIX HUIT ROSADO AVIONOU MOSSOROH PARA ENCONTRO SUAS BASES ELEITORAIS.” Ou seja: “O deputado federal potiguar Dix-Huit Rosado Maia viajou de avião para Mossoró a fim de se encontrar com suas bases eleitorais.”

Num galpão ao lado do casarão, as fotos eram transformadas em clichés por um ex-soldado russo, Konstantin Tchernovaloff, que lutara na Guerra Civil de 1920 — não sei se nos brancos ou nos vermelhos — e parecia um cossaco diabólico em meio aos clarões do seu arco voltaico. Os clichês metálicos eram pregados depois em blocos de madeira da mesma espessura das linhas de tipo vomitadas pela Mergenthaler de 1m75 de altura. Um revisor, com a clássica pala verde na testa, ocupava um mezanino que era um purgatório entre a redação (no primeiro andar) e a oficina (no térreo), versão moderna do Inferno de Dante, envolvendo com seus vapores de chumbo a bateria de linotipistas disposta diante das páginas – que eram parafusadas em molduras de ferro como nos pasquins do Velho Oeste — e da prensa plana obsoleta que imprimia as nossas verdades absolutas de todo dia.

Obrigado, Spielberg, pela lembrança.

Na revista Manchete, o pesadelo nuclear de Rubem Braga - O que os cariocas fariam cinco minutos antes da bomba atômica explodir no Rio?

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por Ed Sá

Recentemente, um alerta de ataque nuclear iminente assustou o Havaí. Era falso, mas até que o alarme fosse desmentido, o pânico se instalou no arquipélago. A nova Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia e as ameaças de duelo de ogivas atômicas entre Donald Trump e Kim Jong-un reaquecem a paranoia de hecatombe nuclear.

Em 1965, tropas americanas chegavam em peso do Vietnã do Sul e os Estados Unidos começaram a bombardear Laos, Camboja e regiões não controladas por Saigon. "Falcões" do Congresso americano defendiam o uso de armas nucleares no Sudeste Asiático. Com a China e a União Soviética apoiando o Vietnã do Norte e os guerrilheiros comunistas, os cowboys do Pentágono não sacaram as armas nucleares, mas o risco de um conflito nuclear aumentou.

Entre os preocupados com o apocalipse nuclear estava o cronista Rybem Braga, da Manchete. Em abril de 1965, a edição N° 678 da revista publicou a crônica reproduzida acima. 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Casa Branca: travesseiros soltos, roupas pelo chão...

por José Esmeraldo Gonçalves
Imagine a Casa Branca como uma personagem. Está mais para madame do Bataclã do que para fazendeira amish. A residência oficial dos presidentes americanos tem 132 gabinetes e quartos e 35 banheiros distribuídos em seis andares. É impossível saber o que se passa atrás das suas 412 portas. Será?

A mídia americana está quase instituindo uma editoria só para divulgar depoimentos de mulheres que foram assediadas ou se relacionaram com Donald Trump nos últimos anos. É uma fila de queixosas.

Por enquanto, os escândalos são datados, ou seja, antecedem à chegada do empresário à Casa Branca. No novo endereço, sabe-se que, oficialmente, ele se recolhe cedo à suite, vê TV em três monitores e dorme sozinho. Contrariando normas do serviço secreto, Trump fecha por dentro as portas do quarto e só volta a circular pelos corredores rumo ao Salão Oval depois do café da manhã. Melania Trump tem sua própria suíte. É vista apenas em ocasiões protocolares. A imprensa americana não faz a menor ideia da reação da primeira-dama aos surtos de infidelidade do Trump.

Nesse item, o empresário-presidente não é muito diferentes de alguns dos seus antecessores, mas leva a desvantagem de viver em tempos alta indiscrição digital.

Se as paredes da Casa Branca tivessem Instagram, Tweeter ou Facebook, muitos casos mais estariam viralizando nas redes sociais. Antes, cabia aos historiadores abrir armários dos presidentes e revelar surpresas, mas isso só acontecia anos ou décadas depois dos fatos.

Lyndon Johnson, por exemplo, tinha imagem de conservador, mas fazia questão de propagandear o apelido do seu pênis: "Jumbo".  O filme LBJ mostrou que ele deixava a porta aberta quando ia ao banheiro da Casa Branca. Não se sabe se despertou a curiosidade de alguma funcionária. Durante uma reunião no Salão Oval, quando alguém lhe perguntou porque os Estados Unidos estavam em guerra contra o Vietnã do Norte, ele teria botado o pau pra fora e exclamado: "Por isto!". Nem o filme "LBJ", lançado no ano passado, esclareceu se o "Jumbo" funcionou na Casa Branca ou se ficou no exibicionismo.

O mesmo Salão Oval foi palco de aparições semelhantes, como testemunhou Monica Lewinski sobre o affair mantido com Bill Clinton. Historiadores registraram que o presidente Grover Cleveland estuprou uma mulher, Maria Halpin, que depois foi despachada para um asilo para doentes mentais. Outro presidente, Warren G. Harding, que era jornalista, transou com a jovem Nancy Britton em uma dependência da Casa Branca.

Em matéria de sexo institucional na presidência, dificilmente Donald Trump baterá John Kennedy, apesar do curto mandato deste último. O escritor Michael O'Brien em seu livro "John F. Kennedy’s Women", lançado em 2011, conta que o marido do mítica Jacqueline comentava que tinha fortes dores de cabeça se passasse três dias sem sexo, não necessariamente com a primeira-dama. Marilyn Monroe foi o seu caso mais notório, mas as atrizes Lee Remick e Jean Simons fizeram parte do elenco presidencial, assim como secretárias, aeromoças, jornalistas, estudantes e prostitutas. "Ele era um namorador patológico e incapaz de ver uma mulher de outra forma senão a de objeto sexual", escreveu O’Brien.

Em vida, Kennedy foi poupado pelos jornais. Washington inteira sabia da sua fama, desde os tempos de deputado, mas seu "linkedin" sexual só se tornou público em autobiografias das envolvidas ou matérias publicadas anos após sua morte.

Donald Trump não tem essa moleza. Os seus escândalos pipocam praticamente on line.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"Referentemente" a Odorico Paraguaçu...

por O.V. Pochê

A assessoria de Temer distribuiu uma curiosa nota oficial, ontem. Talvez por conta do rescaldo do Carnaval, o press release não foi redigido, limitou-se a transcrever a fala do presidente. Literalmente. Parece tradução do Google. Lembra muito a folclórica e tortuosa "fluência" da Dilma, sem falar que o "professor e constitucionalista" manda a concordância por espaço, para dizer o mínimo.  Confiram Temer narrando sua visita às obras da Fonte de Luz Síncrotron de Quarta Geração Sirius, de uma OS contratada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

"Muito bem, olhe aqui, acabamos de conhecer um projeto extraordinário. Uma tecnologia avançadíssima, que é o projeto Sirius, que eu recebi uma explicação, recebemos todos uma explicação muito adequada, muito competente deste projeto. E isto revela as potencialidades do País. Só para dar o exemplo a vocês, a espécie de tomografia, vamos dizer assim, que serão ímpares, praticamente não há no mundo todo. E o Brasil está caminhando para isso.
Ainda eu contava a todos que há poucos dias eu lia um livro em que o autor dizia que, daqui a algum tempo, o homem vai viver 140 anos por causa do avanço tecnológico. E eu disse: acabei de acreditar no que o autor disse referentemente a você viver 130, 140 anos exata e precisamente em função desse avanço tecnológico estupendo que foi revelado a todos nós, a mim, ao governador Geraldo Alckmin, o professor Cerqueira Leite que, na verdade, comanda basicamente este lado. Ao lado dos deputados Celso Russomanno, do Beto Mansur, do Marquezelli, de todos aqueles, do nosso querido ministro Kassab, do nosso prefeito de Campinas, todos eles dedicados e empenhados nesta causa. Isto mostra o que é o Brasil. Acabei até de registrar – e os senhores e as senhoras estavam registrando, não é? – que este fato deve ser divulgado, não só ao Brasil, para que os brasileiros cada vez tenham mais orgulho do seu País, da sua pátria, mas, se possível, transmitido para o exterior. Boa tarde a vocês."

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Viu isso? Anitta zoando com as 'influencers' jabazeiras das redes sociais

VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Patos, palhaços e manifestoches que botaram o Vampirão no poder já têm o que comemorar...


Segundo a Folha de São Paulo, Michel Temer cogita se candidatar a presidente em outubro "para se redimir de um governo tão impopular". A disposição do Vampirão de continuar com a faixa está incomodando Henrique Meireles, ex-consultor de Joesley Batista e também pretendente ao Planalto, mas animando os manifestoches que fizeram a recente Revolução das Panelas.
Melhor a Tuiuti guardar o Vampirão para o desfile do ano que vem...

JB: a volta...


Reprodução Facebook

Tá na hora de pegar um vale-transporte pra Arca de Noé

Reprodução Carta Capital

Carnaval, protesto, a cidade sitiada e o desprezo das autoridades

O povo segue a Beija Flor. Reprodução TV Globo. 

A multidão segue a Beija Flor após o desfile de segunda-feira. A escola de Nilópolis arrastou um bloco impressionante e criou essa imagem significativa.

Performances como a da campeã e da vice, Tuiuti, além do recado da Mangueira, reconciliam o samba com o público. Outras escolas e outros enredos já demonstraram isso em diferentes carnavais em momentos críticos do país, igual a esse desastre que vivemos.

"Todo artista tem que ir aonde o povo está", como canta Milton Nascimento.

Cantar petróleo, iogurte, chocolate, "belezas" dos estados ou subcelebridades é transformar as escolas em meros veículos de merchandising. Claro que um espetáculo tão grandioso precisa de patrocínio, mas não necessariamente deve ser escravizado pelas marcas. 

O povão seguindo a Beija Flor, uma imagem que a Mangueira mostrou anos atrás, deveria ser "quesito" livre para as últimas escolas de cada dia. É quando as milhares de pessoas que não podem desfilar ou são plateia experimentam, por alguns minutos, o palco da festa.

O espetáculo das escolas e a animação dos milhões de cariocas e turistas que saíram nos blocos contrastaram com a ausência das autoridades na cidade e no estado. Não há outra palavra para colar nos traseiros públicos do governador Pezão e do prefeito Crivella. O bloco deles foi o da incompetência e da falta de compromisso que resultou em violência, lixo e descaso em meio ao evento carioca que mais atrai visitantes, com geração de recursos e impostos, ocupação de hotéis, movimentação do comércio e emprego, incluindo milhares de ambulantes que retiram da folia uma renda importante para suas famílias. 

Para um, no fundamentalismo primário e perigoso, o Carnaval é "coisa do diabo". Exorciza! Para o outro, não passa de mais um feriadão. Crivella e Pezão devem achar que os cargos de prefeito e governador são meros "bicos", devem ter ocupações mais importantes. . 

Pezão foi pra Piraí. Crivella inventou um pretexto qualquer e, mais uma vez, foi para a Europa. 



Nesta madrugada, o Rio foi assolado por temporais. O prefeito postou em rede social, direto da Suécia depois de perambular pela Alemanha, um irônico "estou acompanhando". 
Devia ter ilustrado com uma carinha de deboche. A mesma que você deve fazer, em breve, quando ele pedir voto pro filho candidato.
    

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Boff e Leilane: o tititi da Sapucaí...

por Ed Sá
Tudo começou com um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrando a jornalista Leilane Neubarth, da Globo News, mal segurado a irritação ao ouvir, ao fundo, um grupo cantando a música "Vai dar PT".

Ocorre que a canção, de Leo Santana, não tem nada a ver com o partido de Lula. Veja a letra: "Vai Dar PT/Foi pro baile muito louca/Afim de se envolver/Só tem 18 anos/O que vai acontecer?/Foi pro baile muito louca/Afim de se envolver/Ela só tem 18 anos/O que vai acontecer?/Cer, cer, o que vai acontecer?/Vai dar PT, vai dar/Vai dar PT, vai dar/Misturou tequila, whisky, vodka/E a mina vai embrazar/Vai dar PT, vai dar/Vai dar PT, vai dar/Ela vai dar PT, vai dar..."

PT, no caso, é a sigla de "perda total" para o jargão utilizado pelas seguradoras em casos de acidentes de carros.

Mas a jornalista à direita e Boff à esquerda do octógono defendem camisas que estão mais em guerra do que nunca e a leitura feita foi a de "exaltação" ao PT. Leonardo Boff postou no Tweeter sua indignação referindo-se ao episódio e também ao já folclórico e amedrontado "silêncio" dos narradores da Globo, no Sambódromo, diante dos patos da Fiesp e do Vampirão Temer no desfile da Tuiuti.

Boff disse que tem "pena" de Leilane. Ela mandou que ele guardasse sua "pena".

Feliz mesmo ficou só o Leo Santana com a divulgação extra da sua música.

A PROVOCAÇÃO DO BOFF 



A RESPOSTA DE LEILANE NEUBARTH



VEJA O VÍDEO DE LEILANE QUASE SURTANDO AO OUVIR A MÚSICA EM QUESTÃO. CLIQUE AQUI

Facebook avisa às empresas jornalísticas que ninguém é obrigado a permanecer na rede social


por Pedro Juan Bettencourt 

A decisão do Facebook de privilegiar conteúdos pessoas e deixar em segundo plano as empresas de mídia continua rendendo polêmica. Os executivos da rede social não dão sinais de que vão recuar. Durante entrevista coletiva no evento Code Media 2018, na última segunda-feira, dois deles,  Campbell Brown e Adam Mosseri, mandaram um recado para as corporações: "se alguém avaliar que essa não é a plataforma certa para eles, então não deveriam estar no Facebook", disse Brown.

Manter-se como um ponto de encontro digital para famílias e amigos, algo que está no DNA original da página, é a prioridade anunciada. Mas algumas ameaças são registrados. Essa semana a Unilever anunciou que cogita reduzir suas verbas publicitárias para o Face.

Os executivos asseguram que a rede social não está abrindo mão de notícias e essas sempre estarão lá. E que têm se encontrado com editores para construir o melhor modelo comercial para o setor jornalístico e os consumidores, melhor monetização e mais visibilidade para fontes de alta qualidade no News Feed. Mas enfatizou que devem permanecer no aplicativo aqueles que o considerarem bom para seus negócios. A notícia está no Mashable.

Cheerleaders da Coréia do Norte não podem "meter a pata na poça"


A Fórmula 1 proibiu as grid girls que animavam as pistas sob a alegaçaõ de que os "novos tempos" não permitem tal exploração da mulher. As modelos protestaram contra o fim de um ativo mercado de trabalho. Já o manda-chuva Kim Jong-un não está nem aí para a onda do politicamente correto. O chefão da Coréia do Norte mandou para os Jogos Olímpicos de Inverno, na Coréia do Sul, um time de cheerleaders que tem sido atração nos estádios. São 200 jovens vestidas de vermelho que executam coreografias nas arquibancadas. São bonitas, mas, ao contrário das originais americanas, não mostram pernas e curvas e têm comportamento mais formal. Segundo a mídia portuguesa, citando o Daily Mail, elas são vigiadas, ao fim do dia devem contar aos coordenadores o que conversaram e com quem e podem até ser presas caso "metam a pata na poça", isto é, errem a coreografia. ]

VEJA O VÍDEO, 
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Gargantas profundas entregam Donald Trump


O advogado Michael Cohen, que trabalhou para Donald Trump durante anos, confessou ontem ao NY Times que pagou 130 mil dólares à atriz pornô Stephany Clifford, nome de guerra Stormy Daniels, para não revelar durante a campanha presidencial que teve um caso com o atual inquilino da Casa Branca.
De fato, quando vazaram rumores do affair a poucos dias da votação, Stormy (vista aí na capa da Penthouse) negou. Já a modelo Karen Mc Dougal, que foi capa da Playboy, vendeu ao National Enquier um depoimento no qual confirmava que também teve um relacionamento com Trump. O jornal pagou, mas não publicou a história. Durante as escapadas, Trump já estava casado com Melanie, que não comenta os casos.
Não se pode negar que o empresário acabou criando um mercado movimentado no segmento do "cala boca" ou do michê para abrir a dita cuja.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Cleo: a Leila Diniz do Século 21 é "musa do amor" no Camarote da Itaipava... e fez fotos que quebraram a internet

Foto de Cleomir Tavares

Foto de Cleomir Tavares
Foto Cleomir Tavares

O Carnaval do #eusouunicornio • Por Roberto Muggiati

Bloco de unicórnios em São Paulo. Reprodução Facebook

por Roberto Muggiati

O unicórnio – quem diria? – foi o adereço campeão do Carnaval de rua brasileiro em 2018.

Intrigado com a insólita mania, procurei os especialistas para uma explicação. Segundo eles, um dos movimentos que influenciaram mundialmente o surgimento da moda do unicórnio foi o chamado seapunk, de 2011. “É um movimento da internet, do Tumblr, em que os adolescentes passaram a fazer montagens com referências como golfinhos, sereias e também o unicórnio”, explica Lydia Caldana, analista de tendências da Box 1824.

A música "Higway Unicorn" foi a declaração de amor
de Lady Gaga ao animal mitológico 

Kesha "convidou" um unicórnio para participar do clipe Blow. E incluiu nos créditos um
alerta irônico: "nenhuma criatura mitológica foi maltratada na produção deste vídeo". 

Miley Cyrus se rendeu à mitologia em 2015 durante turnê com o Flaming Lips.
Foto Reprodução Instagram

Entre 2011 e 2012, cantoras pop como Azealia Banks, Lady Gaga, Miley Cyrus e Kesha incorporaram o unicórnio e outros elementos do seapunk em seus clipes ou shows. Cores do arco-íris em tons clarinhos, glitter e holografia – a chamada “estética unicórnio” – começaram a aparecer mais.
Com o tempo, o tema do unicórnio foi se tornando mais massificado fora do Brasil, e no ano passado chegou com tudo por aqui.

Causas possíveis do fenômeno? Cito ipsis literis da internet:

Crise econômica e fuga da realidade

Um dos motivos para a mania dos unicórnios ter pegado no Brasil, de acordo com os especialistas em tendências, é a crise econômica e a necessidade de fuga dos jovens para um mundo de fantasia. “O unicórnio, o mundo de fantasia, é um refúgio para o jovem que vive um momento complicado”, afirma Lydia Caldana.

Para Bruno Pompeu, coordenador do curso de coolhunting do Istituto Europeo di Design e sócio da Casa Semio, essa é a chave para entender a tendência de cultuar esses seres mitológicos e toda a estética “algodão doce” que os acompanha.
“Na história, sempre que ocorrem contextos muito críticos, as manifestações de fuga são muito fortes também. O que está por trás da ideia do unicórnio? É esse sentido mais infantil, mais lúdico, de pureza, de fuga, de escapar da realidade”.

Ele lembra que o apego aos símbolos de fuga vem de bastante tempo, mas com outra cara. “Há sete, oito anos, era a saga Crepúsculo, os vampiros, a noite, essa coisa mais sombria. Agora o escapismo tem outra cara, mais leve, mais doce”.

O pesquisador ressalta que, diferentemente de outras tendências, que surgem nos meios de comunicação de massa, o retorno do símbolo do unicórnio é um fenômeno digital, surgido nas redes sociais. “Por isso foi uma surpresa para algumas pessoas sairem na rua e verem tantos unicórnios juntos”.

Pessoalmente, cito três referências essenciais do unicórnio para mim:


• Uma das obras mais famosas da arte medieval francesa: a série de seis tapeçarias La Dame à la Licorne/A dama e o Unicórnio, que mostram uma mulher nobre ao lado de um unicórnio e representam os sentidos. Estima-se que tenham sido tecidas no século 15. Não me cansei de visitá-las no Museu de Cluny (hoje Museu Nacional da Idade Média), na rue de Cluny, uma transversal do Boul’ Mich (Boulevard Saint Michel), em Paris.


• O bom velho Scotch: o unicórnio é o animal oficial da Escócia e está presente no brasão de armas do Reino Unido simbolizando esse país, ao lado do leão, símbolo da Inglaterra. Se Vinícius disse que o uísque é o “cachorro engarrafado”, eu digo que o unicórnio escocês é o melhor amigo do homem.

• Last but not least, o genial miniconto de James Thurber – um clássico da literatura de humor do século 20 – O unicórnio no jardim, que transcrevo a seguir:

O unicórnio no jardim
JAMES THURBER

Numa bela manhã, um homem que tomava seu café olhou para fora da janela e viu - quem dera! - um unicórnio branco, com um chifre dourado, mascando tranquilamente as rosas do seu jardim. Esse senhor foi então acordar sua mulher e disse: "Tem um unicórnio no jardim, comendo nossas rosas". Irritada, ela retrucou: "O unicórnio é um animal mitológico". E, virando-se para o outro lado, voltou a dormir. 

Intrigado, o marido caminhou lentamente até o jardim. O unicórnio estava ali, beliscando suas tulipas. "Pssit, unicórnio", chamou ele, oferecendo um lírio, que o animal comeu solenemente.

Com o coração saltitante - obviamente, porque, afinal de contas, havia um unicórnio em seu jardim - o homem foi novamente despertar sua mulher. "O unicórnio comeu um lírio", anunciou ele. Só que agora ela ficou realmente irritada. "Você é um demente e eu vou te internar no manicômio!" O marido, que nunca apreciou muito a ideia de manicômios - especialmente num dia tão lindo, com um unicórnio em seu jardim - refletiu por um momento e disse: "Isso é o que veremos". Mas, antes de descer as escadas, completou: "E ele tem um chifre dourado no meio da testa".

Ao chegar novamente ao jardim, o unicórnio já tinha ido embora. O homem se sentou em meio às rosas e adormeceu. Sua mulher se vestiu rapidamente. Estava bastante irritada e regozijava-se por ter a chance de pegar seu ridículo marido. Ligou para a polícia e depois para o psiquiatra, instruindo-os para que chegassem logo com uma camisa-de-força. Quando chegaram, ela, já muito agitada, foi logo dizendo: "Meu marido viu um unicórnio hoje de manhã!". O policial e o psiquiatra se entreolharam, descrentes. "Ele me disse que o unicórnio havia comido um lírio", continuou ela. 

De novo, psiquiatra e policial trocaram um olhar desconfiado. "E também disse que o bicho tinha um chifre dourado no meio da testa!", insistiu mais uma vez. Subitamente, o policial e o psiquiatra levantaram de suas poltronas e a agarraram. Ela resistiu violentamente, mas no final eles conseguiram dominá-la e a enfiaram numa camisa-de-força. Foi nesse momento que o marido entrou, chegando do jardim. "Você por acaso disse a sua mulher que viu um unicórnio?", perguntou-lhe ceticamente o policial. "O unicórnio é um animal mitológico", respondeu seriamente o marido. "Isso era tudo o que precisávamos saber", replicou o psiquiatra. "Estamos internando sua mulher, ela surtou de vez." 

Chutando e berrando, ela foi levada ao manicômio para exames. E que fim teve o marido? Viveu feliz para sempre.





Manchete no Carnaval 2018: Segunda noite do Grupo Especial - Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha, Salgueiro. Imperatriz, Beija Flor


 UNIDOS DA TIJUCA- "Um coração urbano - Miguel Falabella, o arcanjo das artes saúda 
o povo e pede passagem"
Foto de Gabriel Monteiro/Riotur

Foto de Gabriel Monteiro/Riotur

PORTELA - "De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá"
Foto Gabriel Monteiro/Riotur

Foto Raphael David/Riotur

Foto Riotur

Foto Gabriel Monteiro/Riotur

Foto de Dhavid Normando/Riotur

Foto Riotur

UNIÃO DA ILHA - "Brasil bom de boca"
Foto de Gabriel Monteiro/Riotur

Foto de Gabriel Monteiro/Riotur
Foto de Raphael David/Riotur

SALGUEIRO - "Senhoras do ventre do mundo"
Foto de Raphael David/Riotur

Foto de Raphael David/Riotur

Foto de Gabriel Nascimento/Riotur
Viviane Araújo. Foto de Raphael David/Riotur 

Foto de Gabriel Monteiro/Riotur 


IMPERATRIZ - "Uma noite real no Museu Nacional"
Foto de Paulo Portilho/Riotur

Foto de Paulo Portilho/Riotur
Foto de Gabriel Nascimento/Riotur

Foto de Paulo Portilho/Riotur
Foto de Gabriel Nascimento/Riotur

Foto de Fernando Grilli/Riotur

Foto Riotur

BEIJA FLOR - "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados 
da pátria que os pariu"

Foto de Fernando Grilli/Riotur

Foto de Dhavid Normando/Riotur

Foto de Gabriel Nascimento/Riotur

Foto de Gabriel Nascimento/Riotur

Foto de Gabriel Nascimento/Riotur
Foto de Fernando Grilli/Riotur
Portela passou forte, com o talento de Rosa Magalhães e a saga dos judeus que saíram do Recife rumo a Nova York, Beija Flor surpreendeu com um enredo social que criticou a desigualdade, Salgueiro brilhou com o tributo às mulheres negras e a Imperatriz foi correta ao homenagear os 200 anos do Museu Nacional. Nessa segunda noite, a crise também não pareceu não ofuscou o luxo.