quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O teclado do estagiário perdeu o "V". Sobrou pra repórter Bianka Carvalho...


por Niko Bolontrin

Deu no Blasting News. A repórter Bianka Carvalho, da TV Globo de Recife, fazia uma matéria de "Cidade", que já é aquela dureza de mostrar rua sem asfalto, bueiro vazando e poste caído (no caso, era até uma reportagem sobre um bebê que se engasgava e que um bombeiro salvou ao dar instruções à mãe, por telefone), quando o responsável pelo gerador de caracteres esqueceu de teclar o "V" do sobrenome da jornalista, Carvalho. Deu no que deu. Culpa, certamente, do estagiário. Ainda bem que é de Pernambuco. No Rio, ele poderia errar um nome que já está pedindo para virar gafe: o da rua Bulhões de Carvalho.

Masterchef: a noite em que o merchandising do Carrefour azedou...



(da RedaçãoAdnews) 

Ontem (22) foi a final do Masterchef, o programa de culinária de maior audiência e repercussão da televisão brasileira. Se geralmente a atração é líder de comentários no Twitter daqui, ontem ficou no topo dos Trending Topics mundial. Certamente os patrocinadores do reality show ficaram radiantes com tamanha exposição, certo? Menos o Carrefour.

Tudo porque a vitória da participante Michele Crispim quase ficou comprometida por conta de um coco estragado. A competidora sentiu um cheiro estranho no item de sua sobremesa e, ao provar, concluiu que a fruta estava azeda. O problema? O supermercado oficial do programa, onde os cozinheiros “compram” seus produtos, é o Carrefour.

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Alta tensão: Anitta de fita isolante repercutiu no Reino Unido...




por Ed Sá
A cantora Anitta faz seu próprio marketing. Aliás, foi ao postar um vídeo no You Tube, em 2010, que ela foi procurada por uma gravadora e deu início à carreira. Foi empresariada, desistiu, e criou sua própria agência.
Nos últimos meses, sua carreira ganhou um gás extra com alcance internacional. Em função dessa repercussão, sua empresa, a Rodamoinho, tem sido procurada para administrar carreiras de outros cantores. O primeiro cliente é o ator e cantor pop Micael Borges.
Cada rolo desses (10 metros) dá para fazer
de três a quatro biquínis. 

Nessa semana, a brasileira tornou-se mais uma vez assunto internacional. Entre outras publicações, o jornal Daily Mail destacou a gravação do clipe de uma nova música, "Vai Malandra", no Morro do Vidigal, no Rio.

Na reprodução acima, Anitta e seu biquíni de fita isolante colado diretamente no corpo. Isso mesmo, a peça, sucesso nas comunidades do Rio e que agora é globalizada, foi criada por Erika Bronze como uma técnica de "bronzeamento natural" para cariocas que fazem questão de exibir "marca de biquini".

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Não tá fácil pra ninguém...

Foto: Divulgação

por Vitar Giacomezzi 

O Bar do Seu Domingos, na Vila Madalena, em São Paulo, foi o local escolhido por Placar e Quatro Rodas para lançar na semana passada seu mais novo produto: camisetas temáticas. Em parceria com a grife Quatro Linhas, as revistas pretendem estimular os leitores a se transformarem em fãs das marcas. Estampas de carros, peças, referências à Fórmula-1, bolas, expressões do futebol, campo etc. Esse tipo de iniciativa tem sido comum em publicações impressas em busca de fontes alternativas de recursos. A imaginação é o limite do marketing. Tem editora vendendo até chocolate. E há jornais onde o departamento de eventos patrocinados - seminários sobre os mais diversos temas, palestras, prêmios, festas etc - está mais ativo e criativo do que as redações. Faz parte dos novos tempos.

Em parceria com a empresa Quatro Linhas, as revistas Placar e Quatro Rodas lançaram linhas de camisetas descoladas para os fãs das publicações. A novidade dos veículos do Grupo Abril foram anunciadas na terça-feira, 15, e os produtos foram desenvolvidos conforme a temática dos veículos, fazendo referência ao futebol e ao automobilismo.

As camisetas podem ser adquiridas nos sites da Quatro Linhas, da Placar e da Quatro Rodas.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quer ir para Harvard? Fundação Nieman oferece bolsa para pesquisa em jornalismo...

Um programa de bolsas de pesquisa em jornalismo da Fundação Nieman proporciona salário e alojamento para o candidato que enviar um projeto - que pode ser de pesquisa, design, programação, modelos de negócios etc - que ofereça novas perspectivas para o futuro do jornalismo. Caso seu projeto seja selecionado, estarão abertas as portas de Harvard e acesso às bibliotecas e centros de pesquisa.

As inscrições vão até o dia 29 de setembro de 2017.

O site do programa relaciona sugestões para melhor focalização e clareza dos projetos.

Para mais detalhes, clique AQUI

 

Gol de letra: jornalista Paulo Cezar Guimarães lança amanhã, na sede do Botafogo, a biografia de Sandro Moreyra


por José Esmeraldo Gonçalves

O jornalista, escritor e professor Paulo Cezar Guimarães, que foi competente repórter do Globo, da Manchete, e se destacou também na Comunicação Empresarial, lança na amanhã, 22 de agosto, a partir das 19h, o livro “Sandro Moreyra – Um autor à procura de um personagem”, da Editora Gryphus.

Uma obra que fazia falta. Sandro Moreyra foi uma representação completa de uma era luminosa do jornalismo esportivo, aquela com um toque de classe romântico que fazia embaixadinhas com a crônica. Passou pelo Diário da Noite, Placar, foi comentarista da Rede Manchete e cronista da revista Fatos, mas se tornou referência para gerações de jornalistas quando atuou no dream team da editoria de Esporte do Jornal do Brasil, uma espécie de academia da crônica esportiva. Ali, assinou por três décadas a coluna Bola Dividida.


O autor é botafoguense como Sandro e muitos dos cerca de 100 entrevistados que o conheceram e compartilham histórias e momentos ao lado do biografado.

O livro do PC Guimarães será lançado na sede social do Botafogo.

Bem ali atrás ficava o antigo estádio, épico local de trabalho de Heleno, Paulinho Valentim, Garrincha, Nilton Santos, Amarildo, Didi, Quarentinha, Manga e tantos outros craques.

Do gramado, bom que se diga.

Porque na tribuna de imprensa brilhava uma escalação de jornalistas que por baixo do crachá guardava no peito, com a discrição possível e uma sofrida isenção, a Estrela Solitário: além do próprio Sandro, João Saldanha, Armando Nogueira, Maneco Muller, Claudio Mello e Souza, Oldemário Touguinhó, Roberto Porto...

Serão presenças virtuais na fila de autógrafos do PC Guimarães.

sábado, 19 de agosto de 2017

Dia Mundial da Fotografia: encarte especial da Manchete homenageou fotojornalistas


Hoje é o Dia Mundial da Fotografia. A data remete a 19 de agosto de 1839, quando a Academia Francesa de Artes e Ciência anunciou oficialmente a invenção do daguerrótipo, o sistema que antecedeu as câmeras fotográficas, criado por Louis Daguerre a partir da héliografia desenvolvida por Joseph Niepce poucos anos antes.

O Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR) inaugura hoje uma exposição "Feito poeira ao vento. Fotografia na Coleção do MAR", com 359 obras de Marc Ferrez, Kurt Klagsbrunn, Pierre Verger, Evandro Teixeira, Gustavo Malheiros, Bruno Veiga e outros. A mostra pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 17h, na Praça Mauá.

A falência da Bloch e a extinção da revista Manchete levaram ao descaminho milhares de fotos acumuladas em 48 anos de existência da Bloch. O acervo foi leiloado e encontra-se virtualmente desaparecido e são desconhecidas as condições de armazenamento e preservação de milhares de negativos, cromos e ampliações.

Em suas várias gerações, a equipe de Fotografia da Manchete e demais revistas da editora reuniu brilhantes fotojornalistas. A maioria perdeu o acesso ao resultado de anos de trabalho. Hoje, eles detêm os direitos autorais de uma miragem. Alguns desses fotógrafos têm projetos de livros. São irrealizáveis até quando, e se, o acervo for localizado. Mas, para centenas de repórteres fotográficos que atuaram na Manchete, a perda se reflete no reconhecimento de talentos que marcaram época nas revistas ilustradas. Muitos deles, com absoluta certeza, poderiam ter sua arte hoje vista em museus e exposições, reconhecida e eternizada.

Ao contrário, suas fotos jazem em um galpão sem nome.

Em 1969, quando a Fotografia celebrava 130 anos, a Manchete publicou um encarte especial de 32 páginas com 60 fotos sobre a história, os pioneiros, artistas de várias épocas, como um seleção extraordinária de imagens de Cartier Bresson, e destaques da equipe de fotografia da própria Manchete que, à época, somava 25 profissionais.

Justino Martins, então diretor da Manchete, escreveu na abertura do caderno especial:

"Cada semana escolhemos centenas de fotos dentre as milhares que nos chegam para a realização da Manchete. São fotos enviadas pelas grandes agências e pelos melhores repórteres internacionais, entre os que cobrem a atualidade do mundo inteiro. São fotos operadas pela nossa própria equipe de vinte e cinco profissionais que também perseguem os fatos, as pessoas e coisas sem olhar fronteiras. Foi durante esse trabalho de seleção que decidimos dedicar uma reportagem especial à Fotografia, tal como a vemos: uma arte aparentemente simples mas que exige poderes de concentração combinados com entusiasmo e disciplina mental. Sem a participação da intuição, da sensibilidade e da inteligência, a fotografia não é nada. Todas essas faculdade podem ser encontradas em uma só pessoa. E, quando isso acontece, pode-se dizer que o fotógrafo realiza obras-primas tão válidas quanto as de um pintor, de um escultor e mesmo de um grande músico ou poeta".

Reproduzimos aqui alguns trabalhos de fotojornalistas da Manchete presentes nesse encarte histórico. Tecnicamente, as reproduções não fazem jus à precisão da luz e matizes de cores das fotos publicadas. Mas é válido fazer o registro neste dia de homenagens à Fotografia. As legendas de cada foto são do encarte da revista.

"A freira é um tema favorito dos fotógrafos: a santidade unida à fragilidade.
Foto de Antonio Trindade.

"A criança dentro da solidão do infinito, em significativo ensaio de Juvenil de Souza."


"Orlando Abrunhosa, um apaixonado pela natureza, contemplou as abelhas em sua breve passagem pela bica de água". 


"Um gesto de vergonha diante da loucura dos homens é o que parece dizer a foto de Sebastião Barbosa".

"A nostalgia da simplicidade e da doçura provinciana é revelada por Zulema Rida. 

"Na praça, a carcaça de um bonde inspira ao mesmo tempo o senso lúdico da menina e o devaneio
dos namorados segundo Sebastião Barbosa".
"A solidão do homem em face do perigo é simbolizada por
Walter Firmo nesta esplêndida fotografia feita em uma arena do México. O grande espaço vazio contribui para o impacto dramático".

No Rio Grande do Sul, o fotógrafo Wilson Lima captou no ar a violência da queda, durante um rodeio em que o
domador levou a pior. Um segundo antes ou depois, a foto não teria o mesmo valor."


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Terror na aldeia global. E o que o jornalismo e as redes sociais têm a ver com isso

O Daily News resumiu a tragédia em um infográfico.

Barcelona: pauta obrigatória da imprensa mundial. 


Enquanto o mundo faz o seu dramático aprendizado de como enfrentar o terror promovido por "lobos solitários", a mídia começa a discutir o seu próprio desafio: como cobrir esse tipo de ato terrorista.

Ao noticiar os fatos e suas circunstâncias, como é o seu papel, a mídia realiza involuntariamente um dos objetivos dos assassinos: o "marketing" do terror junto ao seu público-alvo, o jovem a ser aliciado. E não só a mídia. Com a divulgação espontânea e inevitável nas redes sociais fecha-se a "ativação da campanha"", para usar a linguagem especializada dos marqueteiros. Cada ato passa a funcionar como uma sangrenta "peça de propaganda" do terror fundamentalista

Nos minutos que se seguiram ao atentado em Barcelona, a maior parte do material utilizado pela emissoras de TV foi produzida por anônimos e recolhida do twitter, instagram, what's app e facebook. Se não é possível impedir o compartilhamento do "marketing", a mídia pode contextualizar implacavelmente o terror, a ameaça ao estilo de vida e à cultura ocidental, a crueldade, o fanatismo, identificar e combater os sinais de intolerância que podem estar à vista na esquina, bem antes, ainda como sementes do crime. Um dos analistas, ontem, na TV, argumentou que é preciso "relativizar" o impacto do terror, "no Rio de Janeiro mais pessoas foram assassinadas no ultimo ano do que em todos os atos terroristas desde as torres gêmeas". O que ele quis dizer com isso, sabe-se lá...

Há alguns meses, o Daesh (autodenominado Estado Islâmico), lançou uma cartilha de "autoajuda" para ensinar a um fanático religioso cooptado a lançar sozinho um ataque terrorista. O manual tem 64 páginas e 12 capítulos, segundo a Europol. Países como a Bélgica, França, Alemanha, Inglaterra e a Espanha, o alvo mais recente, ampliaram as investigações e detenções preventivas. Na maioria, são operações secretas, fora do alcance da mídia. Isso dá para fazer, difícil é imaginar que um ato assassino em locais de grande visibilidade turística não alcance uma divulgação mundial.

Inovações tecnológicas, a internet e as redes sociais individualizaram o terror por tornar mais acessível a um elemento que já tenha a cabeça feita pelo seu núcleo social ou religioso se relacionar com células terroristas a partir de um simples smartphone conectado ao wi-fi da sua sala suburbana.

Não foi McLuhan que antecipou a "aldeia global", quando processos de comunicação iriam retribalizar pessoas, quebrando barreiras geográficas e culturais? Aconteceu, infelizmente o terror chegou junto.

Com o EI perdendo terreno militar e receita de petróleo e de impostos das áreas que ocupava na Síria e no Iraque, conforme analisou Brett H. McGurk, assessor que o ex-presidente Barack Obama manteve junto à Coalizão, a expectativa era de que o terror tentasse intensificar ataques dos "lobos".

Por fim, leia o que escreveu Alberto Dines no Observatório da Imprensa, em 11 de setembro de 2006, quando a mídia focalizava os cinco anos do atentado que destruiu o World Trade Center.

"11 de Setembro é para o mundo contemporâneo o que foi o 8 de Maio de 1945 para a geração anterior. A diferença é que esta última data foi festiva, marcou o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. Já a catástrofe que destruiu as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York marcou o início, senão de uma guerra, pelo menos de um novo tipo de confronto – intenso, contínuo e globalizado.

A mídia nacional e a mídia internacional estão lembrando de forma extensiva e intensiva o quinto aniversário da maior ação terrorista de todos os tempos. Mas o que sobrará desta cobertura amanhã, depois, ou na próxima semana?

Além dos intensos combates no Afeganistão, mudou a percepção do leitor com relação ao mundo em que agora vive? O telespectador tem noção do corte abrupto que aconteceu naquela terça-feira, 11 de Setembro de 2001? Além das dificuldades nos aeroportos e nas viagens aéreas está clara a idéia de que o mundo mudou e ainda pode mudar muito, mas muito mais? Ou será que só o agravamento da situação levará as pessoas a compreender as dimensões verdadeiras da Era do Terror?

Uma coisa é certa: os terrorismos precisam da mídia para aterrorizar. Mas a mídia não pode submeter-se ao terrorismo. Basta ter isso em mente."

De Pedro Dória, no Globo; "O vale se mostra político". Uma análise oportuna sobre a resposta da internet aos grupos racistas que usam as redes sociais e aplicativos de empresas para difundir o ódio e a intolerância



por Pedro Dória (O Globo

Empresas, grandes e pequenas, se uniram contra grupos racistas, em ações que vão além de gestos simbólicos

Não é à toa que a Costa Oeste americana tem, por vezes, o apelido “the left coast”. A costa à esquerda. Califórnia, Oregon e Washington, os três estados banhados pelo Pacífico, são todos solidamente democratas, e mesmo os republicanos por lá são favoráveis ao casamento gay, flexíveis com legislação sobre drogas e investem em fontes alternativas de energia. E nenhuma grande cidade americana está à esquerda de São Francisco. Poucas misturam com tanta fluidez sotaques, tons de pele e tipos religiosos, do Zen beatnik ao Islã, passando por muitos tons de cristianismo e ateísmo. O Vale do Silício, grudado em São Francisco, é uma amálgama entre esta esquerda e o liberalismo, que termina num resultado muito atípico nos EUA. Por isso mesmo, não costuma se meter em política. Faz mal para os negócios. Mas, esta semana, mudou.

Primeiro, ainda no sábado, foi o Airbnb, que começou a identificar os ativistas da ultradireita racista que usaram o serviço para se hospedar em Charlottesville, Virgínia. E começou a cancelar suas contas. Na sequência, o serviço de domínios — os endereços da internet — GoDaddy informou que não ia mais gerenciar a localização de alguns sites dos supremacistas brancos. O Google, que também presta esse tipo de serviço, imediatamente informou que tomara a mesma decisão. O PayPal, com os quais muitos dos ativistas contam para facilitar doações para sua causa, também tirou o corpo fora. Traçou uma linha clara: com este tipo de política não lhe interessa fazer negócios.

Não ficou só aí. O complexo de blogs WordPress cancelou um site de notícias. O Twitter fechou algumas contas. E, sem ter muito o que fazer, o Uber aproveitou que uma motorista expulsou um grupo de racistas de seu carro e a congratulou publicamente. A Apple cortou acesso ao sistema de pagamentos ApplePay de sites que vendem parafernália neonazista. O serviço de financiamento coletivo GoFundMe cancelou campanhas, enquanto o Kickstarter anunciou que estarão proibidas se aparecerem por lá.

O Vale, uma empresa após a outra, grandes e pequenas, se uniu. Mesmo o Facebook, que foi mais tímido em seus esforços, impediu que alguns links racistas com notícias falsas se espalhassem.

É justo dizer que os CEOs de inúmeros negócios americanos se moveram esta semana. Da farmacêutica Merck à companhia de moda esportiva UnderArmour, passando pela PepsiCo. Os executivos deixaram os conselhos consultivos formados pelo presidente Donald Trump em protesto por seus acenos aos extremistas. Mas as ações das empresas do Vale foram além de gestos simbólicos — por importantes que sejam tais gestos.

Do ponto de vista político, as ações são coerentes. O neonazismo é diametralmente oposto tanto ao liberalismo quanto à esquerda, pela compreensão fundamental por ambas as correntes de que todos os homens são iguais. Mas não só isso moveu o Vale do Silício. As empresas foram muito criticadas por não interferir no espalhamento de notícias falsas durante o Brexit britânico e as eleições americanas. É difícil dizer o quanto este livre fluxo de informação mentirosa interferiu no voto. Não falta, porém, quem construa este argumento.

Em tempos de polarização, a neutralidade é uma tomada de posição. Desta vez, o Vale achou por bem deixar claro onde fica. É um gesto, também, de propaganda. Quer mostrar-se bom cidadão de democracias. Pois, na Europa, está para vir muito questionamento sobre a formação de trustes. O Vale entrou em franca campanha para mudar sua imagem.

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Capas: Charlottesville repercute nas semanais





Roman Polanski: a libido e antigas ninfetas batem à porta do diretor...

por Ed Sá

Roman Polanski está com 83 anos, mas não consegue se livrar do passado. Ele ainda responde por um caso de estupro de uma menina de 13 anos, Samantha Geimer, na Califórnia, em 1977. Por isso, já esteve preso na Europa, não pode entrar nos Estados Unidos e nem dar mole em países que tenham tratados de extradição com o Tio Sam. Ontem, segundo divulgou o USA Today, a advogada Gloria Allred convocou uma coletiva para denunciar que sua cliente, identificada apenas como Robin M,  foi abusada sexualmente pelo diretor em 1973, quando tinha 16 anos.

Robin, atualmente com 60 anos, rompeu um silêncio de 44 anos. Ela alega que resolveu falar agora porque ficou "furiosa" com Geimer que recentemente apoiou o diretor no tribunal, disse que o entendia, e declarou que o caso já devia ter sido ser encerrado e esquecido.

Robin M denuncia Polanski. Reprodução You Tube

Robin M. aos 16 anos, quando alega que foi molestada pelo diretor.


Charlotte Lewis também denunciou Polanski.
Ela fez uma ponta em "Pirates" do diretor. Na foto, os dois, em Cannes, em 1986
no lançamento do filme, quatro anos depois do suposto episódio de abuso sexual
Foto Divulgação
Em 2010, a atriz britânica Charlotte Lewis também acusou Polanski de abuso sexual, em 1982, em Paris, quando ela mal havia completado 16 anos.

Robin M., a denunciante da vez, não pode mais processar Polanski. Pelas leis da Califórnia, seu caso prescreveu. Mas está disposta a testemunhar contra o diretor no processo de Samantha Geimer, ainda pendente após longa batalha judicial.

Samantha Geimer perdoou Polanski. Reprodução NBC

Samantha Geimer, ao 13 anos, durante ensaio fotográfico feito por Polanski na casa de Jack Nicholson.
A foto faz parte do processo que corre até hoje. Reprodução

Jack Nicholson e Polanski no Teatro Adolpho Bloch, em 1973.
Foto: Frederico Mendes/Reprodução Manchete 

Em 1973, o mesmo ano em que teria abusado de Robin M., Roman Polanski visitou a Manchete. Ele foi fotografado no Teatro Adolpho Bloch, ao lado de Jack Nicholson que o dirigiu em "Chinatown". Foi na casa de Nicholson que Polanski arrumou, quatro anos depois, a encrenca com Samantha Geimer.

Não há notícia, pelo menos até hoje, que o diretor tenha assediado alguma "cocota" brasileira, as "novinhas" da época, durante aquela visita ao Rio de Janeiro.

Procura-se um livro...

Além de levar embora milhares de empregos, a falência da Bloch Editores e a venda da Rede Manchete praticamente vaporizaram itens importantes da memória jornalística e cultural, entre os quais acervos fotográfico, de vídeos e editorial.

O livro editado pela Bloch
A professora Odile Cisneros, da Faculdade de Artes da Universidade de Alberta, no Canadá, tem feito contatos no Brasil em busca de informações sobre o livro "Inferno em Sobibor", de Stanislaw Szmajzner, lançado há décadas pela Editora Bloch. Trata-se de uma rara narrativa em primeira pessoa de um sobrevivente do campo de concentração de Sobibor, na Polônia ocupada pelos nazistas.

O jornalista Zevi Ghivelder, que dirigiu Manchete e Fatos&Fotos, contou há alguns anos - em artigo que escreveu para a revista Morashá - como Szmajzner foi parar um dia na redação levando um original que, logo se constatou, era um documento de enorme importância histórica.

"Há mais de 40 anos" - escreveu Zevi - "fui procurado na redação da revista Manchete por um judeu baixinho, careca, bigode fino, um tanto nervoso. Chamava-se Stanislaw Szmajzner, vindo de Goiás onde era fazendeiro. Trazia um calhamaço de papéis, o manuscrito de um livro que acabara de escrever. Queria saber se a Editora Bloch poderia editá-lo. Por falta de tempo imediato para ler, encaminhei o manuscrito ao jornalista Macedo Miranda, na época diretor do Departamento de Livros da empresa. Decorrido algum tempo, ele me disse: 'Do jeito que está, é impossível publicar. O livro está cheio de erros de português, mas o conteúdo é fascinante, principalmente por causa da revolta dos judeus confinados no campo de concentração de Sobibor'”.

Dias depois, Zevi voltou a falar com o autor, a quem perguntou se autorizava que o livro fosse reescrito. Não houve objeção e o manuscrito foi revisado e finalmente editado.

 "Assim nasceu 'Inferno em Sobibor', lançado em 1968 e que obteve fraca repercussão tanto de crítica como de público, embora ainda seja um documento histórico da maior importância e se trate, de fato, de um trabalho extraordinário no segmento universal das obras memorialistas", contou o jornalista à Morashá.

Stanislaw Szmajzner
Existem algumas obras sobre Sobibor que relatam a dramática experiência de Stanislaw Szmajzner. Ele foi entrevistado por Richard Rashke, autor de "Escape from Sobibor", lançado em 1982 e que foi levado ao cinema em 1987. Mas "Inferno em Sobibor" tem a intensidade da narrativa pessoal e intransferível, como um diário do horror e da crueldade sem nuances literárias. Sobibor tem uma particularidade, como o filme abordou: foi onde aconteceu a maior revolta registrada em um campo de concentração. Cerca de 300 prisioneiros conseguiram escapar. Muitos foram caçados e assassinados pelas tropas nazistas. Sobibor funcionou durante 18 meses e nesse período cerca de 260 mil pessoas foram mortas nas câmaras de gás do campo.  Ao fim da guerra, apenas 50 entre os 600 prisioneiros, que era a capacidade máxima do local, sobreviveram. Incluindo aquele judeu que entrou no dia na redação da Manchete carregando sua história embaixo do braço.

Se o livro, como contou Zevi, não repercutiu muito, Stanislaw Szmajzner foi notícia no rastro de dois acontecimentos impressionantes e de repercussão mundial. Dois dos oficiais alemães que atuavam como carrascos em Sobibor, Franz Stangl e Gustav Wagner, foram localizados e presos no Brasil.  O famoso caçador de nazistas, Simon Wiesenthal, detectou a presença de Franz Stangl em São Paulo, trabalhando como funcionário da Volkswagen. Stangl foi preso em 1967 e extraditado para a Alemanha Ocidental.

"O poder judiciário alemão discutiu o assunto durante três anos até concluir que Stangl fora responsável pelo assassinato de 1 milhão e 200 mil pessoas e, assim, os crimes contra a humanidade se sobrepunham à questão da jurisdição. O julgamento de Stangl teve início em Dusseldorf, no dia 13 de maio de 1970. O livro "Inferno em Sobibor" foi traduzido para o alemão e serviu como um dos principais itens da promotoria, e Stanislaw foi convocado como testemunha.

Stanislaw Szmajzner: a vítima confronta o carrasco. Foto Manchete/Reprodução

"Enviei um repórter e um fotógrafo da sucursal da Manchete em Paris para cobrirem o julgamento. Numa das sessões do tribunal, o inquieto Stanislaw saiu de seu lugar, caminhou até o banco dos réus e ofereceu um cigarro a Stangl, dizendo: 'Você nunca me deu nada, mas deixe eu lhe dar alguma coisa'. O cigarro foi recusado e o fotógrafo captou aquele exato momento, mostrando o Stanislaw com o braço estendido", recordou Zevi..

Ao depor, Stangl confessou que Gustav Wagner também morava no Brasil. A polícia paulista e o Mossad localizaram o nazista na região de Atibaia, em 1978.

Gustav Wagner não chegou a sr extraditado. Morreu de infarto na prisão em outubro de 1980.

Stangl morreu na prisão,  em 1970, seis meses depois do julgamento.

Stanislaw Szmajzner morreu em 1989.

A professora da Universidade de Alberta quer saber a quem procurar para obter os direitos e a autorização para reeditar o livro "Inferno em Sobibor". A Bloch, que faliu em 2000, era a detentora desses direitos. O interesse de Odile Cisneros é ainda maior porque o livro de Stanislaw Szmajzner foi editado somente em português - a Bloch teria lançado duas edições e a versão para o alemão foi peça processual -, e seria pela primeira vez traduzido para o inglês e levado a um público muitas vezes maior.

Que a professora consiga resolver o impasse e, nesses dias de neonazistas à vista, reedite o livro.

Donald Trump está precisando de um exemplar na cabeceira da sua cama na Casa Branca.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Virou Coréia do Norte, Turquia, Arábia Saudita, China, Irã? Promotores americanos exigem que site entregue endereços e dados de opositores de Donald Trump. E governo brasileiro também quer atacar a web

Promotores acionados por Donald Trump estão pressionando a empresa de hospedagem de sites DreamHost a entregar cerca de 1 milhão e 300 mil endereços de IP, além de emails e outros dados de visitantes do site DisruptJ20, que organizou protestos durante a cerimônia de posse do empresário-presidente.

A ofensiva autoritária está surpreendendo grupos de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos. Será considerado um perigoso precedente caso os promotores tenham êxito na demanda presidencial. Por enquanto, a empresa está resistindo e tem desafiado o mandato do Departamento de Justiça sob o argumento de que a pretensão fere a Primeira Emenda da Constituição. A iniciativa faz parte de uma ofensiva do governo Trump para processar opositores, segundo o site i24News, com informações da AFP.

Desde o atentado às Torres Gêmeas, a legislação americana ganhou dispositivos dignos de estados policiais, em nome do combate ao terrorismo. Limites foram ultrapassados interna e externamente em operações de espionagem generalizadas. Mas tentar capturar dados pessoais de cidadãos pelo simples motivo de protestarem contra um presidente nivela os Estados Unidos, em termos de repressão na internet, a países como Turquia, Arábia Saudita, China, Coréia do Norte. Irã etc que constantemente investe contra a web.

A internet costuma incomodar governos e políticos com altos índices de rejeição. Se você acha que não tem nada a ver com isso, saiba que no Congresso brasileiro há vários projetos em andamento que ameaçam amordaçar redes sociais, blogs e páginas independentes. você pode obter informações sobre essa ameaça do sub-Trump, o ilegítimo Temer, no site Coalizão Direitos na Rede


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"Meu paipai era da Ku Klux Klan"


Charge publicada no Guardian, ontem. A Casa Branca sob nova administração, a do capuz da vergonha.

Trump, cujo pai foi "sócio-atleta" da Ku Klux Klan" e chegou a ser preso durante manifestação racista em 1927, só condenou os supremacistas brancos de Charlottesville quando foi pressionado e alertado sobre o efeitos políticos da sua reiterada condescendência aos racistas.

Vem do berço. O Washington Post revelou a militância racista do pai do presidente na Ku Klux Klan. em 1927.

Veja é condenada a pagar 100 mil reais por reportagem que acusou ex-diretor da Petrobras de corrupção.


por Joaquim de Carvalho (DCM)

O geólogo Guilherme Estrella, que foi diretor de Exploração e Produção da Petrobras nos governos Lula e Dilma e um dos pioneiros na pesquisa que levou à descoberta de petróleo no pré-sal no mar territorial do Brasil, venceu uma disputa judicial que travava com a revista Veja por causa de duas reportagens publicadas em abril de 2014, quando era intenso o noticiário em torno da Petrobras e a Lava Jato.

Ele foi acusado de receber “propina paga por uma fornecedora holandesa da Petrobras”. A fonte da informação era um suposto depoimento do publicitário Marcos Valério — depoimento que nunca apareceu — e uma sindicância da empresa, que existiu, mas que não tinha nenhuma relação com Estrella.

Na época, ele notificou a Veja com um pedido de direito de resposta, mas não conseguiu publicar sua versão. O escritório do advogado Wadih Damus, que é deputado federal pelo PT, entrou com a ação na Justiça do Rio de Janeiro e a decisão saiu no último dia 9, assinada pela juíza Maria Cristina Barros Gutierrez Slaibi, da 3a. Vara Cível do Rio de Janeiro.

Veja foi condenada a indenizar Estrella em 100 mil reais e terá de lhe conceder o direito de resposta.

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

América do Sul: Tropas de Trump estão chegando... Brasil pode participar da operação "Tempestade em Caracas"

Parnamirim Field, Natal, 1942

Os rapazes do Tio Sam no Rio Grande do Norte. 

A notícia no New York Times em 1942 e...

...a ameaça de Trump na semana passada. 



por O.V.Pochê

Tropas americanas acamparam aqui, pela primeira vez, nos anos 1940. Natal foi a cidade escolhida para o Parnamirim Field, base aérea estratégica na Segunda Guerra Mundial.
Em 1964, uma frota de Tio Sam ficou de sobreaviso para garantir o golpe que instalou a ditadura militar. Não houve resistência e os marines não precisaram desembarcar.

Baseball no Nordeste e...

...a Coca Cola chegando ao sertão. 

Enquanto estiveram em Natal, os americanos introduziram algumas novidades consumistas. A Coca-Cola, por exemplo, desembarcou no Brasil, pela primeira vez, na capital do Rio Grande do Norte, geladeiras Frigidaire, jipe Willys, chiclete Addams, calças jeans idem.

Temer e seu ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira parecem saudosos desses tempos. Querem uns marines para chamar de seus. Estão em negociações para ceder a Donald Trump a Base de Alcântara, no Maranhão, convidaram tropas americanas para fazer manobras na Amazônia e, agora, aguardam ansiosamente o desembarque dos gringos na Venezuela.

Em 1965, os Estados Unidos invadiram a República Dominicana. O ditador Trujilo, aliado da Casa Branca, havia sido assassinado em 1961, Juan Bosch, que foi eleito depois, era considerado de esquerda e foi logo derrubado. Uma junta civil assumiu o poder. Em 1965, jovens oficiais se rebelaram e pediram o retorno de Bosch. Temendo uma "segunda Cuba", os Estados Unidos desembarcaram em Santo Domingo. Para dar uma aparência de legalidade, os americanos convocaram a OEA para formar uma força "interamericana". O Brasil subserviente aderiu e ofereceu mil e tantos soldados para reforçar a tropa invasora.  É provável que, caso envie tropas para Caracas, Trump use a mesma estratégia e inclua a OEA no pacote. O atual chanceler do Brasil é, na América do Sul, um dos mais aguerridos opositores da Venezuela e deve ser seguidor do twitter e do facebook de Donald Trump.

Se o empresário-presidente pedir para as Forças Armadas brasileiras participarem da "Tempestade em Caracas", ele claro que vai dar um "like".

Com o mundo globalizado, não se sabe se os americanos dessa vez trarão novidades ou gadgets que vão virar moda.

Mas quando a Venezuela for ocupada, logo ali na fronteira com o Brasil, Temer e Aloysio sempre poderão descolar cremes para o rosto e manchas senis bem mais baratos do que vendidos no mercado brasileiros, iPhones último tipo mesmo de segunda mão, mas valerá a pena, jaquetas dos Seals para tirar uma onda, suplementos à base de glucosamina, condroitina ou BCA, para ganhar energias para ficar no poder até o fim de 2018, poster de Justin Bieber, cuecas moderninhas Calvin Klein para impressionar às patroas a precinho camarada e pacotes de ração desidratada boa pra comer altas horas no Palácio do Planalto quando o cozinheiro já tiver ido embora e Temer estiver recebendo visitas secretas.

E ainda vão poder cantar em coro com Trump... "make America great again, USA, USA"...

Taí o vídeo pra eles ensaiarem a coreografia no Jaburu.



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Publicidade: conheça o computador do vovô...


por Niko Bolontrin

Essa é para você que navega, baixa aplicativos, roda programas, fotografa e filma no seu smartphone.
Acredite: esse anúncio de 1972 mostra um computador de última geração. Apresentava uma grande novidade, a geringonça era modular. Ou seja, caso você quisesse aumentar a capacidade de processamento ou de memória de dados era só adquirir mais uma unidade "compacta" , algo semelhante em tamanho a um frigobar.

A velocidade e a memória dessas máquinas eram medidas em megahertz e kilobytes. Qualquer iPhone, hoje, tem seus poderes medidos em gigahertz e gigabytes.

Um celular nem tão sofisticado é quase 1.500 vezes mais rápido do que um desses computadores de "sala".

domingo, 13 de agosto de 2017

Trump acende as tochas nazistas... E a direita brasileira já prepara "minions" de Trump para a eleições de 2018


Reproduções Washington Post 

por Flávio Sépia

Não apenas nas ditaduras, mas nos países democráticos, líderes, os bons e os péssimos, dão o ritmo como mestres de bateria da geleia geral.

Donald Trump não pode ser acusado de ter escondido o jogo na campanha eleitoral. Muitas das suas palavras de ordem nos palanques começam a se transformar em ações.

Mais do que isso, seus recados ao percorrer o país em busca de votos e sua intensa presença no Twitter dão as ordens no terreiro. Acionam o apito e acendem a tochas. Pau nos imigrantes e nas minorias, trator por cima das políticas sociais, ameaças e promessas de escalada bélica, inclusive rumo à América do Sul, para alimentar o complexo industrial-militar, fogo nas ações de preservação do meio ambiente, todo o poder ao mercado especulativo, o capital acima das pessoas, "a América para os americanos". Um receituário da direita radical.

Tudo isso está nos manuais das milicias nazistas que ontem provocaram mortes, espancaram pessoas, em um autêntico  "putsch" hitlerista em Charlottesville, na Virgínia. Um Trump típico apenas ensaiou uma condenação e, mesmo assim, criticando levemente os carrascos e culpando as vítimas.

Tudo indica que é apenas o início.

Trump criminaliza os imigrantes e atribui a eles o tráfico de drogas. Ironicamente, nessa mesma semana, teve que reconhecer que a maior praga nos Estados Unidos, classificada de epidemia, é o consumo de opioides, remédios legais vendidos nas melhores farmácias acima do Rio Grande. Nem a construção do muro vai abalar tais laboratórios. O muro que quer construir na fronteira mexicana não tem nada a ver com drogas: é uma parede racial. O poderoso e bilionário mercado de consumo americano vai comprar a droga onde ele estiver à venda.

O Brasil rumo às eleições de 2018 começa a gestar 'minions' de Donald Trump. São figuras que adotam o mesmo estilo e a tática de comunicação do americano nas redes sociais para difundir comandos direitistas. Não estão brincando. Já produzem vítimas.É só acompanhar o noticiário. Nos meios urbanos e rurais já há quem faça uma sangrenta leitura da palavra de ordem desses líderes.

Pelo jeito, só vai piorar.