sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Unesco declara o Rio como Capital Mundial da Arquitetura para 2020


por Ed Sá

O Rio de Janeiro é uma das grandes cidades com arquitetura que exibe maior diversidade de estilos, como colonial, art déco, neoclássico, eclético e moderno, emoldurados pelo mar e pela montanha. A cidade acaba de ser apontada pela Unesco como a Capital Mundial da Arquitetura para 2020. O Rio vai sediar no próximo ano o Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos. A notícia está no site ONUBR Nações Unidas no Brasil. 

Filme "Bird Box" faz Netflix bombar...

A Netflix, que informa ter 139 milhões de assinantes, acaba de revelar alguns dados de audiência.

Como exemplo, o filme "Bird Box", estrelado por Sandra Bullock, foi visto por 80 milhões de pessoas até agora com base no número dos detentores de senhas, sem a malandragem dos assinantes que repassam seus códigos para parentes e amigos, o chamado gatoflix.

"You" e "Sex Education", também até agora, alcançaram 40 milhões de espectadores.
A notícia está no site Tecmundo.

Queirozgate: pé no freio no escândalo do motorista é destaque nacional







O liquidificador assassino vai exigir documento de posse? Isqueiros já tiveram isso...

Reprodução Pinterest

por O.V. Pochê 

Vamos esperar que Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil da "nova era", não veja este post nem pesquise em arquivos portugueses.

Depois que ele comparou liquidificador a arma de fogo, os brasileiros correm o risco da exigência de "posse de liquidificador". Absurdo? Nem tanto. Há precedentes. Na década de 1930, em Portugal, o cidadão era obrigado a tirar uma licença anual para portar acendedores e isqueiros.

Lorenzoni talvez acabe em Hollywood. O cinema, que já usou motosserra, furadeiras, sacarrolha, prótese de perna, triturador de pias e cortador de grama como armas de serial killers pode gostar de experimentar o liquidificador assassino sugerido pelo ministro.

Editora Escala anuncia a volta da revista Tititi em versão impressa

Uma boa notícia para o combalido mercado de trabalho. A Escala volta a produzir a Tititi em versão impressa.
Especializada em cobertura de TV e celebridades, a revista, que permanecia apenas em digital desde agosto de 2018, sempre manteve forte apelo em bancas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Quem diria... George Orwell já sabia do caso Coaf...

George Orwell (1903-50) e o Brasil de hoje:
 

“Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que outros.”

A revolução dos animais(1945)

Exposição em Brasília celebra Gervásio Baptista, fotógrafo que fez história na Manchete

Em cartaz na Galeria Olho de Águia, uma exposição celebra a trajetória de Gervásio Baptista, fotojornalista que fez história na Revista Manchete.

Exposição Gervásio Baptista
Data: até 30 de janeiro
Hora: de terça a sábado, das 18h à 00h
Local: galeria Olho de Águia – CNF 01, Edifício Praiamar, Loja 12, Taguatinga Norte
Entrada gratuita


Segura aí! - Dr. Fux, do STF, manda e MPRJ obedece... Investigação sobre Fabrício Queiroz é suspensa. Decisão é provisória

Nota de esclarecimento do MPRJ

Publicado em 17/01/2019 12:27 - Atualizado em 17/01/2019 12:24

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que em razão de decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989, ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinada a suspensão do procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas de Fabricio Queiroz e outros, “até que o Relator da Reclamação se pronuncie”.

Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão.

Fotojornalista é alvo de bala de borracha durante manifestação em São Paulo contra aumento da tarifa de transporte público.


O repórter fotográfico Daniel Arroyo, do site Ponte Jornalismo, foi atingido por bala de borracha durante cobertura da manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), ontem, em São Paulo, contra aumento da tarifa do transporte público de 4 reais para 4,30. VEJA AQUI

Em outro incidente, o fotógrafo Taba Benedicto registrou o momento mais dramático em que um PM atira bala de borracha a queima roupa contra um manifestante. Protocolo da própria PM paulista recomenda que tiros de bala de borracha só podem ser disparados a uma distância de pelo menos 20 metros.

Reprodução Folha de São Paulo (link abaixo)
A imagem impressiona. A reprodução acima é de matéria da Folha de São Paulo digital. Veja neste link.


Fotografia - Segunda Guerra Mundial - Batalha de Monte Cassino completa 75 anos. Veja a cobertura de Robert Capa

Foto de Robert Capa/International Center of  Photography
Há 75 anos, a Batalha de Monte Cassino, na região de Nápoles, entre janeiro e fevereiro de 1944, foi decisiva para a conquista de Roma. Envolveu tropas americanas, francesas, inglesas, neozelandesas e canadenses. A investida final contra o alemães ficou a cargo dos Gurkhas da Quarta Divisão Indiana dos Britânicos. Robert Capa cobriu a batalha integrado à Terceira Divisão de Infantaria dos Estados Unidos.

A Abadia de Monte Cassino destruída. Foto National Archives/US

Uma das maiores perdas culturais deu-se nessa batalha. Com a cidade já conquistada, mas por suspeitar que a Abadia de Monte Cassino era utilizada pelos nazistas como ponto de observação, aviões americano lançaram toneladas de bombas sobre o mosteiro construído em no ano de 524. O bombardeio destruiu o tesouro histórico, apesar de os monges declararem por escrito que os alemães haviam abandonado o local 20 dias antes. Nos anos seguintes, a Abadia foi reconstruída segundo o projeto original.

VEJA NO SITE DA MAGNUM GALERIA DE FOTOS DE ROBERT CAPA E DAVID SEYMUR, AQUI  

Nexo Jornal destaca digitalização da coleção da Revista Manchete pela Biblioteca Nacional


LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO NEXO JORNAL, AQUI

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A dupla de ouro de Vertigo e As diabólicas • Por Roberto Muggiati


Vocês conhecem Boileau-Narcejac? Talvez não estejam ligando os nomes às pessoas, porque são na verdade dois cidadãos distintos. Pierre Boileau e Thomas Narcejac (verdadeiro nome: Pierre Ayrad) escreveram em parceria por quatro décadas (desde 1952) romances noir que se tornariam sucessos de bilheteria mundiais.

Um deles foi Vertigo: Um corpo que cai de Alfred Hitchcock que, a partir de 2012, substituiu Cidadão Kane como o melhor filme de todos os tempos na pesquisa feita com críticos da revista Sight & Sound, do Instituto Britânico de Cinema.

Vertigo foi feita a partir da trama de D’entre les morts. Na verdade, Hitchcock queria outro livro da dupla, Celle qui n’était plus, mas Henri-Georges Clouzot foi mais rápido e o transformou em Les diaboliques/As diabólicas (1955), um filme de grande sucesso estrelado por sua mulher, Vera Amado Clouzot, Simone Signoret e Paul Meurisse.

Na história, Vera interpreta uma cardiopata que é morta a susto pelo marido. A própria Vera, morreria precocemente de uma parada cardíaca em 1960, aos 46 anos. Morando em Paris na época, tive um envolvimento pessoal com suas pompas fúnebres, episódio que relato depois de despachar a dupla dinâmica.

Cerca de vinte livros de Boileau-Narcejac foram levados às telas – só Celle qui n’était plus teve dois remakes. Uma noite destas, vi pelo YouTube outro filme baseado num livro deles, Meurtre en 45 tours, com Danielle Darrieux e Jean Servais fazendo o casal que quer matar um ao outro. Uma trama intrincada com mortos que reaparecem para ameaçar os vivos. Também revi há pouco tempo Vertigo e fiquei muito curioso para comparar a versão de Hitchcock com o livro original de Boileau-Narcejac.

Encontrei, baratíssima, na Estante Virtual, uma edição em livro de bolso de 1967, com o título do filme em francês, Sueurs froides.

No original, a história se passa em Paris; pelo pouco que li, o cerne da trama subsiste.

Mas Hitchcock teve o lance genial de escolher como cenário San Francisco, que passa a ser também personagem da história. Enfim, ainda Boileau e Narcejac, vamos ao PS de luxo desta história.




PARIS, 1960


Na missa de corpo presente 
de Vera Amado, 
Clouzot chorou nos meus braços

Eu morava na Maison du Brésil, na Cité Universitaire de Paris. Outros jornalistas moravam no mesmo andar: Zuenir Ventura, meu colega bolsista no Centre de Formation des Journalistes, e Luís Edgar de Andrade, correspondente do Jornal do Brasil. Ativíssimo nas pautas e coberturas – sempre que passávamos pela porta do seu quarto ouvíamos o metralhar da Olivetti portátil – o Edgar nos dava dicas do que acontecia em Paris.

No café da manhã da sexta-feira 16 de dezembro de 1960, ele nos avisou: “Às onze horas, missa de corpo presente de Vera Amado Clouzot, na igreja Saint-Pierre-de-Chaillot.” Imediatamente peguei o metrô para a Avenue Marceau, uma daquelas vias monumentais que se irradiam do Arco do Triunfo, na Étoile.

Vera e Henri Georges Clouzot com Yves Montand e Charles Vanel. Na estréia de O salário do medo, dirigido por Clouzot e estrelado por Vera, Montand e Vanel. (Publicado em Noir et Blanc) 

Curiosa história a de Vera Gibson Amado, nascida no Rio em 30 de dezembro de 1913. Filha do diplomata Gilberto Amado, conheceu no Rio aos 27 anos o comediante Léo Lapara, da companhia de Louis Jouvet, em turnê pelo Brasil. Casou com ele, incorporou-se à trupe e chegou a Paris em 1944, no momento em que a cidade  era libertada pelas tropas americanas. Em 1947, conheceu Henri-Georges Clouzot, que dirigia seu marido no filme Quai des Orfèvres/Crime em Paris. Amor à primeira vista – coup de foudre em francês. Casaram e, sob a direção de Clouzot, Vera fez três filmes, os dois primeiros beirando a obra-prima: O salário do medo (1953), As diabólicas (1955) e Os espiões (1957). Nos dois primeiros ela morre, no terceiro faz o papel de uma muda – a escolha dos papeis não chegava a parecer uma declaração de amor do marido. Pouco antes de completar 47 anos, o coração de Vera explodiu. Quando o cardiologista anunciou que Vera tinha os dias contados, Clouzot chegou a propor-lhe um pacto suicida.

A igreja estava repleta de celebridades do cinema francês. Num matutino do dia seguinte, eu saí na foto a poucos metros de Brigitte Bardot e de Françoise Arnoul, minhas musas dos filmes franceses no Cine Marabá, em Curitiba. O semanário ilustrado Noir et Blanc publicou uma página inteira: “AUX OBSÈQUES DE VERA CLOUZOT LES COMÉDIENS NE JOUAINT PLUS.” Numa das seis fotos, eu apareço atrás de Daniel Gelin, o grande ator que, depois do Último Tango, ficaria conhecido como “o pai da Maria Schneider.”

O corpo de Vera ficou no alto de um catafalco em lugar de destaque perto do altar, coberto por uma montanha de coroas de flores. (O corretor ortográfico substitui “catafalco” por “cadafalso”. Verifico no dicionário e vejo: “Catafalco: essa aparatosa em que se coloca o féretro.) Depois, o corpo de Vera seria sepultado numa cripta provisória na igreja, antes de ser enterrado no Cemitério de Montmartre. Típica dos anos 1930, a igreja se inspirou nas arquiteturas bizantina e românica, mas com uma geometria e massa próprias à era do cimento armado.


As setas apontam para Roberto Muggiati, Brigitte Bardot e Françoise Arnoul.
Reprodução Arquivo Pessoal. Clique nas imagens para ampliar
Enquanto, naquele ambiente sacro e solene, estou respirando o mesmo metro cúbico de minhas musas, tudo bem... Mas, de repente, me vejo empurrado pela turba ao longo da nave da igreja, sem a menor chance de voltar atrás. E, de súbito, estou cara a cara com o monstro sagrado do cinema, Henri-Georges Clouzot, que estapeava seus atores para arrancar-lhes a melhor interpretação – naquele momento um homem em profundo sofrimento pela perda da mulher. Com os olhos marejados, Clouzot coloca em minha mão um aspersor de água benta, com o qual devo lançar algumas gotas sobre o corpo da defunta, eu repito o que vi fazer Charles Vanel, colocado à minha frente na fila dos cumprimentos. Clouzot agradece minha solidariedade, aperta-me num abraço forte, como se eu fosse seu amigo há décadas. Olho então bem fundo nos seus olhos e vejo ali uma culpa transcendental. Lembro o enredo de Les diaboliques: o marido trama com a amante um ardil para levar a mulher – cardiopata, como Vera – a sofrer uma pressão que seu coração não conseguirá suportar. O crime perfeito, por causas naturais. Na minha visão subversiva, invento que Clouzot foi o culpado pela morte de Vera. Coitado dele, se arrastaria por mais 17 anos até morrer aos 69, depois de vários ataques do coração.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Dúvida no meio jornalístico: o Brasil terá a CNN Brasil ou a CNN do B?

Um grupo de empresários brasileiros obtém licenciamento para usar no Brasil a marca CNN. O canal deverá operar a partir do segundo semestre desse ano, com sede em São Paulo, equipes em Brasília e no Rio de Janeiro, além de correspondentes do exterior, segundo comunicado que circula na web assinado pela assessoria Spokesman Comunicação.

Não é possível ainda assegurar a linha editorial e a independência da futura CNN Brasil, que terá um canal por assinatura 24 horas no ar e estará na rede digital. Só o conteúdo no ar definirá a qualidade dos dois quesitos. Os empresários acenam com a contratação de 400 jornalistas.

Os perfis de um dos sócios e do jornalista que assumirá a presidência do canal enviam sinais ao mercado de comunicação. O responsável por trazer o canal de noticias para o Brasil é Rubens Menin, da construtora MRV,  que em recentes declarações ao Correio Braziliense assinalou que os empresários estão "eufóricos com o futuro do Brasil". Em 2013, a MRV já foi incluindo na lista de trabalho escravo do Ministério do Trabalho. Em entrevista ao Brasil 247, Menin atribuiu o fato a "perseguição" e classificou esse tipo de ação ao "risco Brasil". Nas eleições de 2018, ele figurou em segundo lugar no ranking de empresários que fizeram doações,  pingando mais de 2 milhões de reais no caixa dos partidos, segundo dados do TSE.

O presidente da CNN Brasil será Douglas Tavolaro, com um histórico de 13 anos no jornalismo da Rede Record. Tavolaro é o biógráfo do notório "Bispo" Macedo.

Sites especializados sugerem possível ligação do projeto com apoiadores do governo Bolsonaro

A CNN International e CNN em Espanhol, que são de responsabilidade da matriz, continuam a ser retransmitidas no Brasil, sem vínculos com a CNN Brasil. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Partiu! Reserve seu camarote no navio cruzeiro que vai provar que a Terra é plana...

O site da  Conferência Internacional da Terra Plana (FEIC, da sigla em inglês) já anuncia o cruzeiro rumo ao fim da Terra. 

por O. V. Pochê

As bizarrices estão em alta. Dizem que o astrólogo Olavo de Carvalho, guru da "nova era", duvida que a Terra orbite em torno do Sol e prega que o planeta é plano.

Não se sabe se essas teorias farão parte das novas cartilhas do Ministério da Educação, embora o guru tenha poderes para tal.

E Olavo não está sozinho. O fato é que o mundo, e não apenas o Brasil, assiste ao avanço das mais diversas teses, muitas elas de inspiração mística, categoria onde cabe praticamente tudo.

The Guardian noticia que a Conferência Internacional da Terra Plana, sim, já existe essa instituição, fretará um navio de cruzeiro para levar os terraplanistas aos limites da Terra. Para esses crentes, o planeta acaba em um muro de gelo. Fotos da Terra tiradas por astronautas, as bases científicas dos sistemas de navegação, nada disso os convence de que vivemos em uma esfera. Nem mesmo o GPS. Um especialista ouvido pelo Guardian argumenta que são necessários 24 satélites orbitando a Terra para fornecer os dados de geo-orientação. "Se a Terra fosse plana, bastariam três satélites", completa ele.

O navio cruzeiro partirá com a excursão de terraplanistas ano que vem. Não há informação confiável sobre o envio de uma delegação oficial do Palácio do Planalto, mas o tour é aberto para qualquer um. O site da FEIC (sigla para o nome em inglês - Flat Earth International Conference) tem informações para os interessados. Os organizadores ainda não informam os preços dos camarotes.

Para quem acredita, certamente valerá o esforço.

Na Idade Média, milhares de pessoas enfrentavam dias e dias de dura caminhada rumo a  um morro no litoral da Galícia para avistar o fim da Terra. O cabo de onde se via o que seria o horizonte final ganhou o nome de Finisterra. Os primeiros navegadores temiam que, ultrapassado aquele ponto fatídico, a embarcação despencasse em uma cachoeira mortal. Aparentemente mais cautelosos, os terraplanistas atuais dizem que uma parede de gelo represa o oceano. Depois dessa barreira, sabe-se lá o que há. Talvez um buraco negro, talvez o paraíso.

Se você é um terraplanista da "nova era", reserve já seu camarote.

Fotografia: Você tem até 5 de fevereiro para salvar seus arquivos do Flickr, caso tenha mais de mil imagens... Depois disso, bye, bye fotos...

por Ed Sá

Como amplamente noticiado no ano passado, o Flickr, que era uma plataforma do Yahoo, foi comprado pela SmugMug.

Os sites especializados alertam que os novos proprietários anunciam mudanças no manejo da plataforma.

Quem precisar manter arquivadas mais de mil fotos precisará fazer um plano pago. Se optar por não assinar terá deletadas as fotos excedentes do novo limite.

Calma! A SmugMug dá aos usuários a chance de fazer um backup de todas as imagens. Mas isso só até 5 de fevereiro próximo. Depois disso, bye, bye fotos.

Então, a quem interessar:

* Acesse sua conta, clique na imagem de perfil, entre em Configurações.

* Selecione a opção Solicitar Meus Dados do Flickr.

* A SmugMug enviará para o email informado na conta um link onde você deverá escolher a opção Baixar Arquivo Zip.

* Em seguida, poderá salvá-lo em plataforma gratuita ilimitada, DVD ou HD.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Memórias da redação: há 50 anos, em janeiro de 1969, Chico Buarque e Marieta Severo partiram para o exílio. Três meses depois, Fatos & Fotos documentou com exclusividade a rotina em Roma e o nascimento da primeira filha do casal. Os autores da matéria? O próprio Chico e o fotógrafo Alécio de Andrade





O Brasil estava sob o impacto do AI-5 decretado em dezembro de 1968. Para muitos brasileiros oficialmente considerados "inimigos", a barra pesou.

Em janeiro de 1969, Gilberto Gil e Caetano Veloso estavam presos na Bahia. Chico Buarque participava de uma feira musical em Cannes, iria para Roma e voltaria para o Brasil.

Voltaria.

O compositor - que viajava com Marieta Severo, grávida - recebeu um alerta para não retornar ao Rio de Janeiro, onde os órgãos de segurança da ditadura o esperavam para levá-lo direto para a prisão.

Chico e Marieta optaram pelo exílio na Itália.

Os arquivos da Fatos & Fotos guardam inúmeras reportagens exclusivas sobre a temporada forçada de Gil e Caetano em Londres e de Chico na Itália. Essa matéria que mostramos aqui é especial: o autor do texto é ninguém menos do que o próprio Chico; as fotos são de Alécio de Andrade, um dos fotógrafos brasileiros mais celebrados internacionalmente. Alécio, que trabalhava na sucursal da Bloch Editores, em Paris, viajou para  Roma em abril daquele ano e formou com Chico uma dupla de luxo para fazer a matéria de capa da Fatos & Fotos que registrava a rotina do compositor na cidade e o nascimento da sua filha Sílvia.


Capa da Veja - a foto faz a história ou a história faz a foto?


A capa da Veja  faz a clonagem de Jair Bolsonaro com a confusa expressão corporal de Jânio Quadros gravada para a história pelo fotógrafo Erno Schneider.
Foto reproduzida do
site senado.leg.br

Com a famosa foto, o fotógrafo do Jornal do Brasil ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo de 1962.

Schneider revelou ao Fantástico, em 2002, as circunstâncias do curioso flagrante na Ponte Internacional Uruguaiana-Paso de Los Libres, durante encontro de Jânio com o presidente da Argentina Arturo Frondizi.

- "Eu tava andando, acompanhando ele do lado. De repente, deu um tumulto. Um tumulto muito grande. O Jânio levou um susto e se virou. Na hora eu vi que ele tava todo estranho, todo torto. Eu senti que tinha uma foto diferente. Aí eu fiz o click. Foi um só também”.

Aquela imagem simbólica prenunciou o desgoverno. Meses depois, Jânio renunciou. Mas a renúncia, como o próprio ex-presidente revelou no livro ’Jânio Quadros: Memorial à Historia do Brasil’’, escrito por Jânio Quadros Neto e Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, foi uma jogada política que não deu certo. Com o gesto Jânio achou que conquistaria a governabilidade apoiada pelo povo, governadores e militares que, na visão dele, não dariam posse ao vice João Goulart. Planejou que a renúncia seria vista como um pedido de "voto de confiança" e, como parte da estratégia, mandou Goulart pra bem longe, mais precisamente para a China.

Não deu certo.

A Veja usa a cena para ilustrar as confusões do governo estreante, para quem a governabilidade é igualmente importante. Não fica claro se faz jornalismo astrológico com o que pode vir a acontecer na órbita do planeta "Nova Era". 

Na capa da New Yorker: arte em movimento...


Pensando bem, faz muito sentido reproduzir capas de revistas impressas em gif. É o que fez The New York nesse semana. O recurso que valoriza capas gráficas na internet é pouco utilizado.

A ilustração "A New Leaf" é de Anna Parini que cria capas para a revista desde 2005.

O gif foi animado por Jose Lorenzo. "Eu frequentemente colaboro com ele - eu amo o jeito que ele traz minhas imagens para a vida. Nós não queremos que a imagem seja muito frenética. Para mim, era importante manter esse sentimento de paz e intemporalidade que acontece quando você está lendo. Eu também queria mostrar como é fácil encontrar seu lugar tranquilo na cidade sem ter que sair do seu caminho", diz a ilustradora.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Na capa da Time, o duelo de Trump contra Nancy Pelosi, a democrata que é presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos

Na capa da Carta Capital: o sharknado no Planalto Central

Editora Europa lança o livro O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro. Uma das fotos, de Danilo Ferreira, mostra que a Justiça é esvoaçante



Uma das fotos do livro O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro mostra Alexandre de Moraes no dia da sua posse. Ao flutuar sobre a toga, a figura do ministro do STF remete a um contorno comum às vestes exuberantes das imagens sacras em estilo barroco, geralmente teatral, dramático, esvoçante
Foto de Danilo Ferreira/ Metropoles . 

A Editora Europa e a revista fotografe Melhor acabam de lançar o O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro, em sua décima edição.

Foram selecionadas 185 imagens feitas por fotógrafos dos principais veículos brasileiros. O livro tem 193 páginas.

Deu na Folha de São Paulo: Globo Livros compra direitos de obra sobre escândalo no futebol, mas 'esquece' de lançar o livro





Reprodução
Folha de São Paulo
A Folha de São Paulo publica hoje uma matéria sobre o livro “Red Card: How the U.S. Blew the Whistle on the World’s Biggest Sports Scandal” – “Cartão Vermelho: Como os EUA revelaram o maior escândalo esportivo mundial”).

Segundo o autor, o jornalista Kim Bensinger, a Globo Livros adquiriu, os direitos para publicação no Brasil mas não lançou o livro. A reportagem da Folha informa que a Rede Globo, que há décadas é dona dos direitos de TV nos torneios da Fifa, é citada quatro vezes. A Folha registra que procurou a Globo Livros para comentar a matéria, mas a editora não se manifestou.

Livros sobre grandes escândalos do futebol não parecem dar muita sorte no Brasil. Em 1998, a Editora Record lançou "Como Eles Roubaram o Jogo", de David Yallop. Boa parte do que foi objeto da investigação aberta nos Estados Unidos já estava em campo. O brasileiro João Havelange, ex- presidente da Fifa, era apontado como um centro-avante responsável por polêmicas jogadas, bem antes das recentes investigações das autoridades suíças e do FBI.

Yallop mostrou como os interesses financeiros da Fifa se confundiram, várias vezes, com placares suspeitos ou, no mínimo, duvidosos em campo.

Coincidência ou não, com Havelange e outros citados ainda poderosos na época, o livro de David Yallop passou quase despercebido na mídia brasileira e não sensibilizou debates nas mesas-redondas esportivas. Mas estava quase tudo lá: ISL, Traffic, contratos suspeitos com patrocinadores, como pressões políticas e corporativas contaminaram torneios e um forte relato das circunstâncias da inacreditável escalação de Ronaldo Fenômeno para o jogo contra a França na final da Copa de 1998, com o jogador brasileiro tendo saído do hospital apenas 75 minutos antes de jogo.

São discutíveis algumas opiniões de Yallop, mas não há qualquer dúvida que ele foi o primeiro a abrir os subterrâneos de Fifa e suas ramificações no futebol brasileiro e mundial.

A quem interessar:

* "Red Card: How the U.S Blew the World's Biggest Sports Scandal" está à venda na Amazon, edição em inglês. Segundo a Folha, circula em Portugal uma versão em português..

* "Como Eles Roubaram o Jogo", edição em português, pode ser encontrado na internet em sites especializados como o Estante Virtual.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Fotomemória da redação: quando uma equipe de fotógrafos da Manchete teve seu dia de modelo...




Clique nas imagens para ampliar


A matéria acima, de Marilena Costa com fotos de Hélio Santos, foi publicada na Manchete em 1966 e focalizava a moda do figurinista Gérson.

A curiosidade fica por conta dos modelos utilizados por Hélio Santos.

Devidamente produzidos em smokings, câmeras e flashes a postos, os fotógrafos da equipe Manchete, Thomas Scheler, Sebastião Barbosa, Antônio Rudge, Juvenil de Souza, Antonio Trindade, Orlando Abrunhosa, Nicolau Drei, Domingos Cavalcanti e Pedro Braga, na foto do alto, e Orlando Abrunhosa, o figurinista Gérson e Juvenil de Souza, na foto acima, contracenam com a modelo identificada apenas como Paola.

A reprodução é da Hemeroteca Digital Brasileira, da Biblioteca Nacional, que agora disponibiliza para consulta on line a coleção da Revista Manchete

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

A coadjuvante que virou estrela do Globo de Ouro 2019 - Vai água aí? E a moça da Fiji dominou a premiação...

Reprodução Twitter

Reprodução Instagram

por Ed Sá 

Mais do que as celebridades de Hollywood, quem brilhou no Globo de Ouro 2019 foi a "moça da água", como as redes sociais logo curtiram.

Contratada pela Fiji, que engarrafa a água colhida em poços artesianos na ilha homônima e que promete melhorar o tônus muscular, a modelo canadense Kelleth Cuthbert deu conta do seu papel e se infiltrou na maioria das fotos.

Ao posar no backdrop, atores e atrizes faziam caras de paisagem sem saber que participavam de um merchan de oportunidade. O Oscar vem aí, certamente muitos deles vão olhar para trás para conferir se estão embarcando no meio de uma ação de marketing involuntária.

A água Fiji é artigo de luxo e, no Brasil, custa quase 20 reais a garrafinha. A caixa com seis está em torno de 100 reais.

A moça obviamente não tem preço.

Quem são as pessoas mais influentes no Twitter mundial em 2018? Muita gente, menos figurinhas manjadas da "pátria amada Brasil"...

por Ed Sá 

O Brandwatch, instituto que analisa a movimentação global do Twitter acaba de liberar a relação dos Homens e Mulheres Mais Influentes no Twitter em 2018.

Embora o Brasil tem grande parcela no total do índice mundial de acessos em redes sociais e até emplaca com alguma frequência certas bizarrices em trending topics mundiais. Mas o mundo parece não dar muito bola para o que pensam os brasileiros que se destacam no Twitter caboclo como Neymar, Bruna Marquezine, Ivete Sangalo, Tatá Werneck, Daniel Alves, Whindersson Nunes etc.

Essa turminha não figura na relação das personalidades que influenciam pessoas no mundo. Seus alcances são, digamos, paroquiais e se limitam a repercutir apenas nesse pobre país que acelera para o subdesenvolvimento, já voltou aos índices de 2016, tem um abismo financeiro crescente entre ricos e pobres, e onde 60% da população sobrevive com menos de um salário mínimo por mês. Ou seja, a audiência verde-amarela está mais influenciada mesmo é pela pobreza e pelo sufoco, nessa triste ordem.

Dito isso, veja os quadros que mostram as pessoas realmente influentes no mundo em 2018. Entre os homens, o líder é Lyam Payne, cantor e compositor inglês. Entre as mulheres, a cantora Taylor Swift.




segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Memória da redação: as eternas assombrações do Verão

por José Esmeraldo Gonçalves

Em dezembro de 1989, a revista AZ me pediu que escrevesse sobre o último Verão (89/90) de José Sarney, que entregou o cargo em 15 de março de 1990 ao recém-eleito Fernando Collor.

Aquele Verão foi praticamente todo do Sarney. Michel Temer, personagem da recente saideira, ao contrário, não curtiu a última estação integralmente - a data oficial da posse foi antecipada para 1° de janeiro - mas as entressafras presidenciais, datas à parte, mostram mais semelhanças do que diferenças na temporada mais quente do ano.

Uma dessas diferenças: Sarney mandou no país durante inacreditáveis cinco anos, que era o tempo do mandato hoje fixado em quatro. Com toda razão, o Brasil estava de saco cheio do bigodudo. Uma semelhança em relação à atual transição: Collor havia sido eleito por um partido pequeno, o que a realidade política mostra que não é problema, tanto que os jornais publicavam a cada dia a relação crescente de deputados que acabavam de aderir ao novo presidente.

Abaixo do Planalto, o país queria saber "quem matou Odete Lara", Marisa Monte pregava a ejaculação precoce ("vem depressa, dentro de mim, me beija, me faz esquecer, bem que se quis), Senna, Xuxa eram notícia. O fetiche nacional era um colarinho branco. O novo presidente anunciava o fim das barreiras à importação, a desestatização, redução da máquina administrativa e a demissão de funcionários públicos. O que não anunciou antes, mas logo chegou após e posse, foi o confisco da poupança e dos depósitos bancários superiores a Cr$ 50.000,00 (cinquenta mil cruzeiros).

Na Nova República de Sarney o figurino que se despedia era o jaquetão de seis botões. Não foram poucos os empresários pedintes que o vestiram antes de audiências no Planalto. O governo Collor ainda não tinha um nome, alguns jornais diziam que a Era Collor ia começar, outros já anteviam a República das Alagoas. Sem jaquetõesCollor iria popularizar as camisetas com frases.

Dizem que presidente que deixa o cargo sai com a sensação de que não passou de ano, que os amigos somem, que ninguém telefona, que o cafezinho vem frio, têm saudade da roupa lavada e da comida boa, das viagens pagas e dos presentes. Para fechar a matéria, recorri a uma "fake news", o "diário" em que Sarney relatava seu "drama" e se queixava dos últimos dias. O homem estava triste. Mas a política não o abandonaria nem vice-versa.

Uma cena recente deu até a impressão de que aquele Verão 1989/1990 não passou: Sarney e Collor estavam no Congresso, neste 1° de janeiro de 2019, como convidados da posse de Jair Bolsonaro.

Resistentes, eles permanecem, de um jeito ou de outro, assombrando a vida pública quase trinta anos depois. O que mostra que Verão o Brasil tem de sobra. O que nos falta é Primavera.




Reproduções Revista AZ. Clique nas imagens para ampliar.