PANIS CUM OVUM - o blog que virou fatos&fotos

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Para ouvir antes, durante e depois das urnas

 


Clique no link para ver e ouvir o clipe

https://youtu.be/YOzhMAX2_Hs?is=8YS0PSQd1JZ_Jeoj

E se as urnas forem emprenhadas pelo caos?

Imagem gerada pelo ChatGpt

Está chegando a hora. Talvez seja essa a eleição mais decisiva do futuro da democracia no Brasil. Não estão em jogo apenas tendências políticas. Se o candidato da extrema direita ganhar, o voto implicará em mudanças profundas que afetarão o dia a dia e o bolso dos brasileiros. As opiniões do bolsonarismo são muito conhecidas. Não apenas pelo desastre revelado que foi o governo de Jair Bolsonaro. Um possível mandato do seu representante idelógico multiplicará os efeitos do radicalismo que já demonstraram.   

Vejam um simples resumo, em tópicos, do que estará em disputa baseado em declarações e opiniões já consolidadas pelo ideário bolsonarista.

- Bolsa Família, eles detestam

- Cotas raciais, eles deiam

- Previdência e aposentadorias redimensionadas para pior em nova "reforma". Eles abominam

- SUS e outras iniciativas de saúde pública. No mandato anterior surgiram "balões de ensaio" sobre "privatização" ou ampla  "concessão" de serviços

-Liberação de bets. Naquela fatídica reunião de ministros nos idos de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes pediu a palavra para opinar sobre bets. Disse preferir sistema de apostas sem limites. Alegou que maiores de 18 anos devem fazer o que quiserem, "que se fo4am", pregou em linguagem"educada".

- Internacionalização de reservas de minérios. Até informaram ao papai Trump

- Aumento do desemprego, qual aconteceu na era Jair Bolsonaro.

- Monetização de imóveis da União. Significa bens públicos vendidos baratos na prateleira oferecida aos apoiadores. Eles já admitiram que sonham com a privatização das praias

- Uma virtual intervenção no STF. Isso sem destacar que, se eleito, Flávio poderá nomear no mínimo 5 ministros, certamente terrivelmentre evangélicos, a maioria ou todos. No seu programa, Flávio pretende "rever regras de controle da constitucionalidade". Esta é a principal função do STF, a de guardião da Constituição. O bolsonarismo assume que tal função é incômoda. Significa que preferem fragilizar a missão prioritária do STF.

- Jornada de trabalho 6x1 seáa mantida. Pregam a "prevalência do negociado sobre o legislado". Os trabalhadores e o sindicalismo enfraquecido seriam obrigados a sentar à mesa dos patrões e negociar  horários e direitos. Conta outra.

- A alfabetização adotaria o "método fônico"). Para você ter uma ideia, trata-se de um sistema que surgiu na França em 1719 e foi adotado pouco depois na Alemanha. Talvez eles nem saibam bem o que é isso. Alguém falou para eles que é o oposto do que o método Paulo Freire criou. Freire, como se sabe, é um dos muito "demônios" que atormentam o bolsonarismo. 

- Flávio promete combater as milícias. Seria também o oposto do que sua história pública mostra. 

- Haveria muitos outros itens. O consultora do programa econômico de Flávio, por exemplo, é entusiasta de Miley e sua caótica gestão na Argentina. Na questão de segurança, Flávio é tiete do modelo prisional fascista de Nayib Bukele, presidente de El Salvador. Em assuntos gerais e imprevisíveis, Flávio é seguidor e tem como mentor o oligarca Donald Trump e sua quadrilha de extrema direita. Bom lembrar que o grupo considera a América do Sul seu domínio e pretende torná-la sua ocupação. Flávio seria o síndico de Trump. 



domingo, 27 de setembro de 2026

Na capa da Financial Times: Refugos políticos não recicláveis

 

A revista Financial Times  traz na capa a Família Bolsonaro. E não é para elogiar. Para a FT trata-se de uma grotesca dinastia que se inspira nas piores bandeiras de Donald Trump. No ideário dos Bolsonaros, por trás de uma capa de liberalismo que a família tenta propagar, não há qualquer traço civilizatório. E olha que a FT é  uma espécie de bíblia do liberalismo. No século passado, Londres e Paris promoviam exposições de excentricidades dos  trópicos. Essa onda passou, felizmente, mas a capa dos Bolsonaros mostra que os trópicos ainda espantam a Europa.. Pior para o Brasil que aínda é capaz de gerar esses rejeitos políticos não recicláveis. 

Querem "cancelar": a Padroeira?


Foto CNBB

Evangélicos extremistas interpretam com fanatismo a conhecida e agressiva posição de certos pastores contra imagens  católicas. São frequentes as invasões de igrejas que resultam na destruição de símbolos religiosos, altares, objetos litúrgicos e esculturas de santos.
Esse tipo de intolerância não deveria ser estimulado por lideres religiosos, mas é. É conhecida a explosão de ódio de um"bispo" que chutou uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Há alguns anos um político evangélico ligado à bancada idem apresentou um projeto de lei  para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. O projeto existe, não é  fake news  O Estado Laico está tão infiltrado por símbolos religiosos que a iniciativa do deputado só seria legítima se retirasse  qualquer menção a religiões, crucifixos em ambientes dos poderes executivo, legislativo e do judiciário. São afrontas à laicidade expressa na Constituição. Assim como a expressão "Deus seja Louvado" gravada nas notas de Real a mando de José Sarney. 
O tal projeto que destitui Aparecida foi arquivado, o que não impede  de experimentar uma ressurreição a qualquer momento. As denominações evangélicas  pretendem a supremacia e para isso trabalham a  presença maciça na política. Com  o passar do tempo certamente chegarão lá .Quem sabe implantarão a "religião de Estado" e o dízimo descontado na fonte. 

Nos últimos dias, considerações religiosas ganharam as redes sociais. O candidato bolsonarista a presidente passou a atacar a CNBB. Saiba que está em jogo nesta eleição algo muito acima da liberdade de crer, de não crer, de aderir a qualquer religião, de ser ateu, de ser indiferente a qualquer fé. Está em jogo a Democracia. Está em jogo a liberdade. Vote certo e a extrema direita fascista não passará. 

Repercussão na midia







sábado, 26 de setembro de 2026

Foto memória da redação: do Facebook Rio das Antigas:

 

Foto Vieira de Queiroz/Antiga Revista Manchete 
Por Jorge Michiles

Teatro da Praia, 1969. Brito e Carlos Alberto Torres erguem Elis Regina, na presença do zagueiro Djalma Dias, do Rei Pelé, de Luiz Carlos Miele e de Paulo Cézar Lima (atrás de Miele). O histórico show deu origem ao álbum "Elis -No Teatro da Praia - Com Mieli e Boscoli", lançado em 1970. Foto: Vieira de Queirós. Revista Manchete, nº 900, edição de 19.07.1969. Hemeroteca da Biblioteca Nacional.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Com Zuenir(*) nos banhos turcos de Colônia • Por Roberto Muggiati

 


Conheci Zuenir Carlos Ventura no Rio em maio de 1960 quando fomos agraciados com bolsas do governo francês para estudar no Centre de Formation des Journalistes em Paris. Juenir trabalhava na Tribuna de Imprensa carioca, eu na Gazeta do Povo de Curitiba. Para se aclimatar à língua falada, bolsistas frequentavam aulas de conversação na Alliance Française no Boulevard Raspail., Zuenir conheceu a brasileira Cláudia Struwe; eu, a alemã Marlene Cremer.

Sem muito programa para o primeiro Révéillon que eu passaria longe da família, decidi acompanhar Zuenir até Colônia onde Cláudia passaria o Ano Novo com o irmão, que trabalhava na Deutsch Welle, nas transmissões para o Brasil. Eu seguiria até Frankfurt para os braços de Marlene. Fiquei algumas horas em Colônia, onde, à sombra da Grande Catedral, embarquei numa acirrada discussão teológica com Zuenir: tomar ou não tomar banho? Ele queria apresentar-se pimpão à namorada; eu, na temperatura abaixo de zero, dispensava um banho, ainda mais sem dispormos de um bom chuveiro quente. Cheguei a ponderar: “Mas Zuenir, estamos na capital mundial do bom aroma, a Köllnische Wasser 4711!” Ele não cedeu. Caminhamos léguas, até  encontrar, à beira do Reno, já na periferia, uma placa türkisches Dampfbad. Era um galpão decrépito com chão de cimento molhado. Dois indivíduos saiam do local, aparentemente operários imigrantes.  Recebemos duas barras minúsculas de sabonete e uma toalha média. O calor da ducha era satisfatório, mas, assim que nos afastávamos para botar as roupas no vestiário, éramos golpeados pelo choque térmico do ar glacial.

Deixei Zuenir em Colônia com sua Cláudia e parti para o encontro marcado em Frankfurt com a “minha” Marlene. Hospedei-me na mansarda de um hotel barato e comecei a ligar para Marlene. O telefone não atendia. Depois de várias tentativas, desisti e resolvi visitar a cidade. Museus fechados, tive de me contentar com uma visita ao zoológico. A maioria dos animais estava recolhida por causa do frio de três graus abaixo de zero. Na paisagem branca também poucas pessoas sãs de mente, se entregavam àquele programa de esquimó. Fiz amizade com um grande urso branco, que rolava na neve e dava mergulhos no lago parcialmente congelado aos urros de satisfação. Como o bicho também não falava alemão, mantivemos uma conversa amistosa e gratificante.

De volta ao hotel, recomecei minha maratona telefônica. Nada de Marlene. Minha ceia de Ano Novo foi chucrute com salsichas brancas e cerveja estupidamente gelada numa “Spelunken” quase vazia, o único farol de vida na paisagem hostil. No hotel, insisti nas chamadas, sem sucesso. À meia-noite encarei o meu primeiro Révéillon sozinho na vida, ao som de um discreto repicar de sinos. Nada do nosso ruidoso foguetório, o barulho das bombas ainda estava fresco na memória dos alemães. Em Paris, na Maison du Brésil, encontrei um cartão postal – Fröhliches Neues Jahr! -  enviado da estação de esqui de Garmisch-Partenkirchen por Marlene Cremer.  

Zuenir e eu concluímos o curso no CFJ em julho de 1961 e, sem mais bolsa, esticamos separadamente nossa estada na Europa até onde pudemos. Nos restantes sessenta e quatro anos de carreira, não cruzamos caminho. Em 1965, quando comecei na Manchete, como repórter especial, ele acabara de sair da direção da Fatos&Fotos da mesma empresa, após uma briga homérica com o patrão Adolpho Bloch. Em 1969, editor em São Paulo do caderno de cultura da recém-lançada revista Veja – empolgado pela época fabulosa que vivíamos – sugeri ao editor-chefe Mino Carta uma edição especial sobre a década de 1960. Mino não se sensibilizou pelo projeto. Fiquei decepcionado. A ideia não só era óbvia do ponto de vista jornalístico, mas promissora em receita publicitária. Pouco depois, Roberto Civita, dono da editora Abril, apareceu na redação com Zuenir Ventura e mandou Mino publicar uma edição especial de Veja sobre Os Anos 60. Foi um sucesso colossal.

Zuenir prosseguiu sua carreira brilhante publicando livros marcantes como 1968, O ano que não terminou e Rio, Cidade Partida. Por suas qualidades humanas e pelo talento pedagógico foi apelidado pelas novas gerações de Mestre Zu. Voltei a encontrá-lo, informalmente, nas reuniões anuais de Ceres Freijó, viúva do crítico de arte da revista Manchete, Flávio de Aquino. Os saraus da Ceres se tornaram uma data tão importante no cenário cultura carioca que sugeri serem nomeados Patrimônio Imaterial da República de Ipanema e já chegaram à sua quinta década. Tardiamente, fui batizado de Mestre Mu por Ricardo Linck, do jornal República [Independente de Laranjeiras], do qual sou colaborador regular.

Com muita saudade no coração, saúdo o querido amigo usando o nome musical dos dias felizes de Paris: “Siga em paz, Messiê Vantirrá!”

(*) Zuenir Ventura, jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, morreu hoje, no Rio, aos 95 anos. 

domingo, 20 de setembro de 2026

A Praça dos Quatro Poderes

 



por Flávio Sépia

A imagem acima foi criada pelo ChatGpt. É pura Inteligência Artificial. Mas é sugestiva e se inspira em fatos.  Um dos candidados a presidente não nega suas ligações com a extrema direita dos Estados Unidos. É tiete de Donald Trump e da política dos republicanos radicais. O presidenciável e o grupo que o sustenta tem até um ativo representante nos Estados Unidos. Trata-se de Eduardo Bolsonaro. Nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro circula, caso ele seja eleito,  a  hipótese de que o mano Eduardo seja o escolhido para ministro das Relações Exteriores,  com a missão prioritária de alinhar o Palácio do Planalto com a Casa Branca. Antes, a direita brasileira propagava que o Brasil seria uma Venezuela do tipo chavista. Não aconteceu, mas a história deu voltas e agora há a probabilidade concreta de se tornar, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, uma possessão estadunidense tal qual a Venezuela se tornou, com todas as consequências econômicas e políticas. Teremos Praça dos Quatro Poderes, sendo que o mais poderoso governará por home office, direto do Salão Oval. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Visual radical. O ultra shape virou moda na TV É o visual ozempic/mounjaro

 

Imagem criada por IA (ChatGpt)

por Clara S. Britto

A Globo deve estar distribuindo injeções emagrecedoras para algumas das suas apresentadoras. 

Claro, não existe mais o padrão único que o Boni implantou nos anos 70. Atualmente -  e isso é muito bom - a  TV não rejeita mais a diversidade. 

Mas a onda de injeções parece estar popularizando a silhueta que cancela todas as gorduras e gordurinhas, as saudáveis e as execráveis. Há aquelas que exageraram tanto no culto às divindade mounjaro e ozempic que, vistas assim no vídeo, osa bordo de figurinos as ilustres âncoras lembram uma roupa ao vento no varal.

 Você precisa olhar duas vezes  para entender que dentro dos panos vive uma pessoa. Menos, gente.

Até as lojas Marisa estão no ar com uma campanha publicitária onde a modelo criada por IA é  magérrima. Eu, hein?


Na capa da Carta Capital: Dark Horse no colo e no bolso do irmão Flávio

 

Comentário do blog - Quando atinge todas as camadas do mercado diz-se que uma marca tem capilaridade. Pois o mega esquema de corrupção montado por Vorcado e seus "irmãos de vida" é umw se que que exemplo de grande alcance  da capilaridade do mal. O condomínio de roubo construído por Daniel Vorcaro recebeu seus primeiros pilares no governo de Jair Bolsonaro, sob assinaturas de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, e prosperou com a ajuda de governos estaduais aliados do bolsonarismo e gente do mercado. Não esquecer a inestimável ajuda da mídia corporativa antes do  barco afundar e que foi a mídia independente que puxou o fio do escândalo. Os cardeais dos grandes jornais si entraram  o caso quando não foi mais possível esconder. Antes e até recentemente estavam lá recebendo patrocínio de de Vorcaro em alegres caravanas londrinas e nova iorquinas. E mesmo quando entraram no assunto optaram  por conteúdos ''jornalísticos"  contaminados por tendência política e não raro tão mentirosos quanto a figura da capa da Carta Capital. 

Milei é o diabo. Flávio Bolsonaro quer copiar o argentino

 

O elemento candidato a presidente, Flávio Bolsonaro tem a intenção de, se eleito, instalar no Brasil um arremedo da república mileista. Conselheiros econômicos da sua campanha são abertamente tietes medíocres do anormal Milei que está destruindo a Argentina. Atolada em desemprego e inflamação até caqui só é sustentada por dólares do FMI por pressão de Donald Trump. Enquanto os interesses bolsonaristas pretendem fazer do Brasil um puxadinho de Milei, os argentinos já caíram na real, como mostra a sugestiva capa do Pagina 12.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

André Mendonça quis transformar o STF em uma delegacia de polícia com sala, delegados e plantão . Só faltou a carceragem

 


Os sites jornalísticos se dividem. Os puxadinhos da mídia corporativa estão agitaddos.Na manhã/tarde de hoje, Andréa Sadi, Merval Pereira e Malu Gaspar lideraram na Globo News o "powerpoint" oral do alinhamento com o "delegado" Mendonça e a extrema direita. Tudo fez parte de uma tentativa de golpe. E o perigo ainda não passou. Os zumbis semi enterrados da Lava Jato estão babando nnos microfones e câmeras. Ou o Brasil vai para as ruas e elege Lula no primeiro turno ou a democracia cai pro buraco sequestrada pela canalhada bolsonaristas e suas facções

. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Rose Esquenazi (*) lança "Copacabana e o cheiro de maresia". No livro, o bairro tão cantado em prosa e verso é revisitado sob um ponto de vista inédito: o da menina no seu emblemático cenário de infância e adolescência

 


Copacabana inspirou livros, canções, filmes e crônicas. A jornalista Rose Esquenazi, que acaba de lançar o livro "Copacabana e o cheiro de maresia" (Editora Ipê das Letras) revisita o bairro a partir de uma visão ao mesmo tempo simples e densa, a da menina que viveu aqueles tempos tranquilos como se fosse seu playground. A Copacabana dos anos 1950 e 1960 tinha fama internacional, atraía celebridades como Kirk Douglas, Brigitte Bardot, Rita Hayworth, Ava Gardner e Nat King Cole, enquanto em um apartamento do Leme, o dos pais de Nara Leão, nascia a bossa nova. Nada disso, porém, encantava a infância de Rose Esquenazi. Seu universo estava na rua, onde ainda era possível brincar com as crianças da vizinhança, e nas manhãs de praia na imensa curva de areia de Copacabana, então mais suave e amigável antes da duplicação da Avenida Atlântica.  Sim, o mar, assim como o "cheiro de maresia", não apenas pareciam, mas estavam mais próximos. Tanto que resistem ao tempo e ressurgem nas memórias resgatadas por Rose Esquenazi. 

* A jornalista Rose Esquenazi trabalhou no Globo, O Dia, Jornal do Brasil, Última Hora e nas revistas Fatos & Fotos e Caras.

domingo, 13 de setembro de 2026

O Corvo de Poe: “Sempre mais!” • Por Roberto Muggiati

 

Edgar Alan Poe. Reprodução Facebook



Impressionante a persistência de Edgar Allan Poe e de seu pássaro fatídico em nosso imaginário. Volta e meia, a troco de nada, aí vêm eles se imiscuindo no nosso cotidiano. Há poucas semanas, revi um favorito dos anos 60, Três histórias de Poe, filmadas por Vadim, Malle e Fellini. Eu estava escrevendo uma resenha da biografia de Mário Magalhães sobre Carlos Lacerda e lembrei que Samuel Wainer cravou no mercurial político o apelido O Corvo do Lavradio, com direito a uma cruel caricatura de Lan. Mais: o chefe da guarda pessoal de Getúlio – responsável pelo atentado da Rua Tonelero, que levaria o Presidente ao suicídio – o Anjo Negro, Gregório Fortunato, um afrodescendente gaúcho, ostentava o improvável sobrenome do personagem do conto de Poe O barril de Amontilado, no qual era morto e emparedado numa adega. (E ainda: Fortunato em italiano quer dizer “afortunado”...)



Deu na TV: a NFL, a National Football League norte-americana – a liga esportiva mais rica do planeta – vai programar este ano partidas fora dos Estados Unidos, em Londres, Madri, Melbourne, México, Munique, Paris e Rio de Janeiro. O Maracanã – devidamente adaptado, com as riscas de jardas, o grande gol sem redes em forma de H e a bola oval –  receberá no dia 27 de setembro o duelo entre os Dallas Cowboys e os Baltimore Ravens. Assim que ouvi Ravens (Corvos), pensei logo em Poe, que nasceu e morreu em Baltimore (1809-1849). Acertei: o nome do time foi escolhido por votação popular em homenagem a Poe e tem até um mascote vivo, o corvo Poe, devidamente paramentado nos jogos em casa (não dará o ar de sua graça no Rio, em obediência aos direitos animais, não o  deixam  se estressar em viagens.)


Entre 1949 e 2009, um estranho ritual ocorreu em Baltimore: nas primeiras horas da madrugada de 19 de janeiro, aniversário de nascimento de Poe, uma figura vestida de preto, usando um chapéu de abas largas e um cachecol branco para ocultar o rosto depositava  sobre o túmulo do escritor uma garrafa de conhaque e três rosas vermelhas.

Holden Caulfied diz no Apanhador: “O que realmente me deixa louco é um livro que, quando você termina de ler, a gente fica desejando que o autor fosse um grande amigo seu e que você pudesse telefonar para ele toda vez que dessa vontade”. É exatamente assim que sinto em relação a Poe desde que comecei a ler seus contos na adolescência.

 E os corvos? Interessei-me por esses pássaros desde que informações sobre sua inteligência começaram a extrapolar de revistas cientificas para a grande imprensa. Aqui um resumo do que aprendi:

“Os corvos possuem uma inteligência equiparada à de primatas superiores e crianças de até sete anos, destacando-se pelo uso avançado de ferramentas: conseguem usar gravetos para caçar larvas, dobrar arames em formato de gancho para puxar recipientes e até utilizar múltiplos instrumentos em sequência. Entendem conceitos de causa e efeito, como jogar pedras em recipientes com água para elevar o nível do líquido e alcançar comida. Memorizam rostos humanos por anos, distinguindo pessoas amigáveis daquelas que representam ameaças, além de alertar o bando sobre o perigo. Possuem noções numéricas: estudos da Universidade de Tübingen mostram que eles conseguem compreender conceitos abstratos de quantidade e ‘contar’ até quatro. Seus cérebros são densos e possuem uma grande concentração de neurônios na parte frontal, área ligada ao planejamento e à tomada de decisões, rompendo a ideia de que cérebros pequenos não podem realizar tarefas complexas. A inteligência dos corvos vai muito além da sobrevivência: dotados de uma curiosidade natural, eles pegam atrevidamente o equipamento dos cientistas que os estudam. ”

E o O Corvo de Poe? Com seu ominoso refrão (“Nunca mais! Nunca mais!”) é um dos poemas mais populares do mundo. Os maiores atores já o recitaram e gravaram. Machado de Assis o amava e traduziu já em 1883, Emilio de Menezes em 1917. No Brasil, até em formato de cordel foi traduzido por José Lira. Fernando Pessoa também o verteu para o português em 1924, ouça aqui na voz do músico paulista Carlos Fernando.

OCorvo - Edgar Allan Poe - Tradução: Fernando Pessoa - YouTube

 

 

O cinema costumava mostrar o Brasil como refúgio de bandidos internacionais. Hoje, na real, Estados Unidos é a terra prometida dos fugitivos

Estados Unidos: a terra prometida dos fugitivos brasileiros. Imagem criada por IA (ChatGpt)
segundo instruções do blog Panis cum ovum.

por José Esmeraldo Gonçalves

Houve época de um curioso lugar comum no cinema. Foragidos da justiça invariavelmente se refugiavam no Brasil. Bandidos da vida real, como o assaltante do trem pagador inglês Ronaldo Bigs e o mafioso Tommaso Buscetta deram uma força à criatividade do roteiristas. Na ausência de um desfecho mais original, criou-se o chavão: os protagonistas de roubos milionários no exterior vinham sempre para os trópicos, tal qual aqueles dois,  para usufruir do produto do assalto  

No imaginário de Hollywood e dos estúdios europeus, o destino dos ladrões bem-sucedidos era quase sempre o Rio de Janeiro. Hoje, não mais  Agora, os meliantes se mandam para os Estados Unidos  Na verdade, com Trump, ganham até proteção. Há anos o Brasil pede a extradição de um marginal que montou um "refinaria" cenográfica com o objetivo de lavar dinheiro e sonegar impostos. Permanece livre na Flórida. A investigação do suposto destino final de verbas de algumas emendas parlamentares  e dos muitos milhões de dólares que Daniel Vorcaro entregou ao pedinte Flávio Bolsonaro é dificultada pelas burocracia estadunidense. É difícil apurar se a grana foi parar no bolso de brasileiros homiziados  nos EUA . A PF pediu documentos à produção americana do filme Black Horse e recebeu uma negativa. Tais registros financeiros só serão entregues se a justiça estadunidense ordenar. O que é improvável. 

Por enquanto, então, os nossos bandidos estão sob proteção, tranquilos, confiantes e com a máquina de lavar dinheiro devidamente lubrificada. Se Trump ganhar lá e Flávio Bolsonaro vencer aqui é capaz de Black Horse ganhar até o Oscar.

sábado, 12 de setembro de 2026

A festa das "suíças" reuniu 120 belas mulheres que não sabiam que eram "suborno vivo". Se as fontes privilegiadas da jornalista Malu Gaspar fossem acionadas provavelmente revelariam que Vorcaro era o mais assediado nos salões da boate paulistana. Carentes de testosterona, muitas das autoridades presentes estavam mais interessadas no "amigão de vida"

Segundo a revista Piauí, Daniel Vorcaro recebia os ilustres convidados
 da "Festa das suíças" fantasiado de Drácula. Se lessem Bram Stoker, as autoridades saberiam que a noite não acabaria bem: o príncipe da Transilvânia que inspirou o personagem gostava de empalar pessoas. O escândalo posterior mostrou que o anfitrião e seus convivas acabaram mesmo empalados, pelo menos moralmente.    

por José Esmeraldo Gonçalves

Onde você estava na noite de 31 de outubro de 2023? Era uma terça-feira, o segundo dia da semana de trabalho para os brasileiros honestos. Provavelmente você chegava em casa, no começo da noite, cansado, abraçava filhos e esposa. Um ou outro encontrava amigos para um chope no boteco. Chope, diga-se, pago com dinheiro privado, o seu. Pois naquele momento, em São Paulo, um grupo de 20 canalhas da política estava em uma festança - esta financiada por dinheiro público sacado dos cofres da Previdência - na qual 120 garotas, muitas delas "novinhas" importadas como commodities, cumpriam a penosa missão profissional de servir à pançuda elite brasileira. As jovens provavelmente eram as únicas pessoas decentes no escurinho da boate Madame Underground Club, em São Paulo. Daniel Vorcaro, o ex-magnata do Banco Master, promovia um reunião de suruborno, um tipo de festa que misturava suruba com suborno. Na verdade, mais suborno do que suruba. Muitos daqueles elementos convidados já haviam perdido cabelos e testosterona. O dinheiro e a boca-livre fornecidos por Vorcaro provavelmente eram mais fonte de excitação do que as belas meninas. Ainda mais tratando-se da escala 120/20. Na boate, que também atende pelo nome de Madame Satã, a libido era movida a dólar, não por curvas femininas. Sou capaz de apostar que o banqueiro era a "alma" da festa, não as garotas. Foi o cachê mais fácil já visto pela "suíças". "Obrigado, excelências", elas teriam dito se falassem português. 

Segundo a Piauí (a propósito, não deixem de ler a matéria da revista sobre a noite Vorcaro'in Sampa), o banqueiro estava fantasiado de Drácula. O Brasil gostaria de ver essa foto: as mais ilustres figuras da República rodeando o príncipe Vlad, o empalador. Faz sentido.

O neoliberalismo selvagem do Globo










O grupo Globo odeia historicamente quaisquer dispositivos da legislação trabalhista desde que beneficiem o trabalhador. O Globo foi  contra a instituição do salário mínimo e publicou editoriais contra o instrumento que proporcionava um mínimo de regulação do mercado onde o trabalho escravo era informalmente tolerado. 

O Globo foi visceralmente contra o 13° salário. Sufocar o direito de greve foi outra bandeira do neoliberalismo selvagem propagado pelo grupo, que também fez reportagens sobre uma suposta iniciativa do governo para acabar com a multa de 40% a favor dos trabalhadores nos casos de demissões sem justa causa. Era uma mistura de fake news com adesão a um lobby empresarial para que isso acontecesse.  O Globo luta ferozmente por uma reforma ou sucessivas reformas da Previdência que invariavelmente vão contra a proteção dos trabalhadores. Mais do que afetar os trabalhadores, a campanha permanente do Globo combate iniciativas que contribuam para melhorar a distribuição de renda um fator intimamente ligado ao desenvolvimento e progresso das nação. No mais. O Globo apoia também historicamente golpes de Estado que facilitem a aprovação de pautas dificultem a vida do trabalhador e dos aposentados.

A mais recente investida é a favor da derrubada a PEC da escala 6x1. Em recente editorial o jornal praticamente implora que o Senado enterre o projeto que moderniza o regime horário semanal dos trabalhadores e equipara o Brasil aos países desenvolvidos. 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Como dizem a bíblia e a Folha de hoje, é dando que se recebe.

 


The Beatles: há 60 anos, a última turnê

 



A People lança edição especial sobre a última turnê dos Beatles  Aconteceu em 1966, há 60 anos. Nas páginas da revista, um completo álbum de fotos e fatos da trajetória da banda.  Nem uma referência no Rock'Rio Rio? 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Mídia - quando a tecnologia vicia

 A inteligência artificial contamina os textos jornalísticos. É inevitável. O uso indiscriminado da IA agora ocupa também o lugar de narradores. Observem . 

Antes, quando havia necessidade de um locutor complementar informações nas pautas do repórter em campo, usava-se um profissional no estúdio.  

Pois a Globo, principalmente, começa  a trocar o humano pelo artificial. O sujeito cibernético é esquisito. Tem entonação e ritmo irritantes, e faz pausas anormais. São tão ruins que, se fosse um humano, seria imediatamente demitido como foram agora os altos executivos que pisaram na bola ao entregar a Copa do Mundo de bandeja para a Live Mood, dona da Cazé TV. (Ed Sá )

sábado, 5 de setembro de 2026

Na capa da Carta Capital: o banco do "Tim Tones" está a perigo


 

A mídia corporativa é uma máquina da triturar o jornalismo e o que restou de reputação de alguns dos seus próprios jornalistas. Não que eles se preocupem com isso. Tanto que "ex-combatentes" da Lava Jato estão de volta ao front agora na missão de blindar e eleger Flávio Bolsonaro. O Moro da vez é André Mendonça



Imagem exclusiva formulada por IA a partir de instruções do blog Panis cum ovum.

por José Esmeraldo Gonçalves
 

A Globo e os principais veículos da mídia corporativa mantêm o que já se pode chamar de tradição maligna. A cada eleição trituram as reputações dos seus próprios jornalistas. Em 1989 a edição encomendada do debate entre Collor e Lula jogou no abismo, abraçados, diretores e editores do programa político.

Geralmente, enquanto acontece, a manipulação engana o país. Só depois do jogo sujo efetivar consequências danosas para a democracia os fatos são revelados. 

Em 1982, o jornal O Globo foi parceiro de uma apuração paralela de votos em um esquema que se tornou conhecido como Caso Proconsult. Moreira Franco, então concorrente a governador, seria o beneficiado. O objetivo era impedir a eleição  de Brizola. A Rádio JB desmoralizou o golpe e Brizola foi eleito. 

Em 2018, a turma que surfava na Lava Jato e divulgava as pautas canalhas de Sergio Moro e seus assessores ganhou até prêmios de "reportagem". Um grupo de jornalistas chegou a posar sorridentes e orgulhosos como os arautos da mentira conveniente. O tempo mostrou que não eram reportagens. Eram simulacros que nasciam entre paredes dos banheiros não higienizados de Curitiba frequentados pela força tarefa e  jornalistas de estimação da tropa de Sergio Moro. 

Recentemente, a Globo News queimou a imagem de uma das suas jornalistas no grotesco episódio do powerpoint mentiroso. Ela ainda tenta se recuperar.

O modelo golpista parece reeditado, agora, às vésperas das eleições. Dessa vez, os banheiros estão em Brasília. O mau cheiro é o mesmo. Uma operação nebulosa que usou o Estadão como prancha atinge alvos selecionados e poupa outros.

 Irregularidades e possíveis crimes precisam ser rigorosamente apurados, mas a apuração em si não deve ser criminosa como foi a Lava Jato. Moro interferiu nas eleições de 2018. 

Mendonça é o novo Moro?  

Alguns jornalistas eternizados como zumbis da Lava Jato  não receberam estaca no peito nem banhos de alho e por isso revivem nas sombras da ofensiva midiática do novo golpe. Estão agitados e excitados.  

Conexões estabelecidas com fontes estadunidenses de espionagem usadas na época da Lava Jato podem ter sido  reativadas por uma tecla F5 agora reconfigurada por ordem de Donald Trump. O oligarca da Casa Branca não nega o quanto é estratégica para ele a vitória da extrema direita no Brasil.

Portanto, observem os movimentos dos jornalões, acompanhem editoriais e "vazamentos" . Vejam os passos trôpegos dos zumbis. Pode estar em cartaz a versão atualizada e remixada de um filme conhecido. 



Na capa e no site da Fórum: o que está em jogo


                               Leia na 


   

sábado, 15 de agosto de 2026

O candidato a aspone de Trump

Reprodução de meme de
Flávio Bolosonaro. Instagram

por OV.Pochê

O plano de governo de Flávio Bolsonaro está pronto. Se ele cumprir um centésimo do que promete alcançará um recorde de trabalho ao longo da vida. Em sete anos no Senado, o candidado à presidência pelo PL teve um projeto de lei aprovado pelo Congresso, que mudou as regras sobre o Programa Nacional do Microcrédito, mesmo assim, o texto recebeu vetos presidenciais ainda está sob análise. No total, ele conseguiu redigir 57 PLs desde 2019, a maioria ainda não se efetivou. Entre as propostas que foram aprovadas no plenário do Senado, mas estão paradas na Câmara, uma permite a formação de cadeias e associações de empresas de rádio difusão; outra beneficia a ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação) com parte da renda da loteria esportiva. O plano de campanha divulgado é ambicioso se comparado com sua performance como legislador. E esse é o plano público. O outro, o envergonhado, o escondido, pode ser de lascar. Trata-se de um pacote de governo de governo imposto pelo oligarca Donald Trump e sua gangue. Caso o Brasil resolva eleger o pateta Flávio Bolsonaro, teremos um "presidente" tutelado a receber recados e apostilas, como um aluno obtém do seu mentor. Não é difícil antecipar as características secretas de um governo inspirado na agressiva extrema direita dos Estados Unidos representado por um conhecido núcleo de aloprados supremacistas brancos, proud boys, fascistas, racistas e red pills da constelação trumpista. Na política externa do Itamaraty, nada de ligações com China, Rússia, desconfianças nas aproximações com a União Europeia,  Canadá e México, ajuda à economia claudicante da Argentina governada por um por um bufão. Na área dos "costumes", risco de possível adesão à proposta de um deputado do PL sobre racismo deixar de ser crime. No plano econômico, o "presidente" abrirá as pernas, como em um grand écart,  aos pleitos comerciais dos Estados Unidos - e são muitos e bilionários. Não estará longe o dia em que cederá ao deslumbramento e, vai ver, fará um convênio com Disneyworld para receber crianças brasileiras que conhecerão a cultura americana. Quem sabe emitirá chuvas de decretos que até poderão fazer do 4 de Julho um feriado nacional no Brasil, com o Estado Laico e tornarão o poderoso neopentecostalismo a religião nacional.O STF passará a ter 15 ministros obreiros? Todos os processos que envolvem bolsonaristas serão anulados e queimados em praça pública. Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro acenderão a Pira Dos Heróis. 

Nem tudo é imaginação, o golpe que poderá fazer isso possível está em curso. Sabe-se que uma das estratégias eleitorais do bolsonarismo é criar conflitos constantes com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com o Superior Tribunal Federal (STF. Inscrição falsa de Flávio do partido Missão dá essa pista. Casos como o do suposto jornalista maranhense que usava fontes criminosas para atacar o ministro Flávio Dino, são exemplos da linha de montagem que fabri;cará a série de rixas que visam desmoralizar as instituições democráticas e, principalmente, roubar a credibilidade do voto. Basta observar o "estilo milícia"  da campanha da extrema  direita.          

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Sua Excelência na boquinha da garrafa

 

O juiz sedento. Reprodução You Tube

O juiz Milton Salles, de Minas Gerais, resolveu unir o agradável ao necessário no seu julgamento. Algo como temperar a jurisprudência com um vinho de boa safra. Data vênia cabeça feita Salles usou em seguida um maçarico para acender um cigarro. O juiz pega pesado, seu isqueiro é punk. O bom senso sugere que antes de trabalhar Sua Excelência se submeta sempre à instância  de um  bafômetro . Para efeito de remessa aos arquivos jurídicos: Dr Salles culpou o ministro Alexandre de Morais pelo seu impulso irresitivel de entornar o que provavelmente é  um vinho bão. Sabe-se lá o que o álcool lhe desperta. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Na capa da Carta Capital: eleições correm risco de não ter VAR

 

O poderoso juiz parça do bolsonarismo.

Elon Musk é o maior poluidor do Espaço.

Ferro-velho de Musk na Lua. 

por Ed Sá

Elon Musk é um porcalhão tecnológico. Os milhares de satélites da Star link têm vida limitada e despencam dia céus todos os dias. Seus foguetes costumam falhar e carcaças podem cair em qualquer lugar. Há poucos dias, uma delas caiu na Lua e abriu uma imensa cratera. A geringonça entrou no campo de atração gravitacional do satélite e se espatifou no solo lunar. 

Há lixos vianda vindo do ferro velho de Musk. A rede de satélites da Star link e SoaceX oferecem riscos para outras naves. Especialmente aquelas equipamentos "bêbados" que vagam em órbita antes de serem destruídos quando entram na atmosfera terrestre 

 Lua e Marte apresentam áreas que recebem sucatas ,restos de veículos e dejetos orgânicos. Vários homens que pousaram e andaram na Lua já morreram mas deixaram sacos de cocô perfeitamente conservados pelo ambiente  local. Daqui a séculos, um turista que vagar em cartões postais lunares poderá pisar em monumentos de históricos merda preservados talvez até como patrimônio da humanidade. Poetas, lembrem-se disso quando contemplarem a Lua. 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Os irmãos metralha querem sequestrar o futebol mundial

 

A revista L'Equipe estampou na capa a dupla que pretende sequestrar o futebol mundial. Na chamada principal algo como "Onde eles vão parar?"

Ao se render a Donald Trump e assumir um papel de extrema subserviência durante a Copa do Mundo, Infantino, presidente da FIFA, sabia o que fazia e guardava segredo de uma jogada financeira que só revelou um dia antes da grande final. 

Simplesmente, pretende colocar à venda a própria FIFA. A ideia é transformar a instituição que comanda o futebol mundial em empresa e  negociar ações de propriedade em um obscuro balcão de negócios. Detalhe importante: um dos interessados na negociada seria o irmão do genro de Trump, o mais novo amigo íntimo de Infantino. Ao revelar a tramóia, o chefão da FIFA ganhou uma adversária poderosa. Nada menos do que a UEFA. Com o peso de quem reúne 55 seleções que estão entre as mais importantes do mundo, a instituição europeia botou as armas na mesa. Declarou que se a ideia de vender a FIFA for adiante, a UEFA 
 européias boicotará a Copa do Mundo de 2030 e o próximo Campeonato Mundial de Clubes, ambos torneios promovidos por Infantino. A Concacaf, que representa os países das Américas do Norte, Central e Caribe, deu sinais de que vai apoiar o eventual boicote. A Conmebol, que agrega as seleções da América do Sul ainda não se manifestou, assim como África, Ásia e Oceania. Resta saber se Infantino e Trump, este que sempre está por trás dos negócios da família vão pagar para ver. 

Enquanto a Copa acontecia, Infantino e o clã Trump planejavam um golpe no futebol. O Corriere Della Será divulga o boicote por parte da UEFA caso o roubo de futebol mundial se concretize.
Atualização  em 02/8/2026 - Diante da forte reação da UEFA,  principalmente, o presidente da FIFA recuou da armação, na verdade o golpe de intenções obscuras, que pretendia dar no futebol mundial. Infantino não tem mais condições de permanecer no cargo. Foi vergonhosa a tentativa traiçoeira de assaltar o futebol em conluio com o clã do oligarca Donald Trump. Ele manteve o plano em segredo até revelá-lo na frente de quem lhe interessava: Trump e gangue. Se Infantino não cair agora vai tentar de novo. E terá apoio dos países da África e Ásia e talvez da CBF e da Conmebol, que até agora não se manifestaram. Ao contrário da pequena Concacaf, que tomou posição ao lado da UEFA. 

domingo, 26 de julho de 2026