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| Imagem gerada pelo ChatGpt |
Vejam um simples resumo, em tópicos, do que estará em disputa baseado em declarações e opiniões já consolidadas pelo ideário bolsonarista.
- Bolsa Família, eles detestam
- Cotas raciais, eles deiam
- Previdência e aposentadorias redimensionadas para pior em nova "reforma". Eles abominam
- SUS e outras iniciativas de saúde pública. No mandato anterior surgiram "balões de ensaio" sobre "privatização" ou ampla "concessão" de serviços
-Liberação de bets. Naquela fatídica reunião de ministros nos idos de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes pediu a palavra para opinar sobre bets. Disse preferir sistema de apostas sem limites. Alegou que maiores de 18 anos devem fazer o que quiserem, "que se fo4am", pregou em linguagem"educada".
- Internacionalização de reservas de minérios. Até informaram ao papai Trump
- Aumento do desemprego, qual aconteceu na era Jair Bolsonaro.
- Monetização de imóveis da União. Significa bens públicos vendidos baratos na prateleira oferecida aos apoiadores. Eles já admitiram que sonham com a privatização das praias
- Uma virtual intervenção no STF. Isso sem destacar que, se eleito, Flávio poderá nomear no mínimo 5 ministros, certamente terrivelmentre evangélicos, a maioria ou todos. No seu programa, Flávio pretende "rever regras de controle da constitucionalidade". Esta é a principal função do STF, a de guardião da Constituição. O bolsonarismo assume que tal função é incômoda. Significa que preferem fragilizar a missão prioritária do STF.
- Jornada de trabalho 6x1 seáa mantida. Pregam a "prevalência do negociado sobre o legislado". Os trabalhadores e o sindicalismo enfraquecido seriam obrigados a sentar à mesa dos patrões e negociar horários e direitos. Conta outra.
- A alfabetização adotaria o "método fônico"). Para você ter uma ideia, trata-se de um sistema que surgiu na França em 1719 e foi adotado pouco depois na Alemanha. Talvez eles nem saibam bem o que é isso. Alguém falou para eles que é o oposto do que o método Paulo Freire criou. Freire, como se sabe, é um dos muito "demônios" que atormentam o bolsonarismo.
- Flávio promete combater as milícias. Seria também o oposto do que sua história pública mostra.
- Haveria muitos outros itens. O consultora do programa econômico de Flávio, por exemplo, é entusiasta de Miley e sua caótica gestão na Argentina. Na questão de segurança, Flávio é tiete do modelo prisional fascista de Nayib Bukele, presidente de El Salvador. Em assuntos gerais e imprevisíveis, Flávio é seguidor e tem como mentor o oligarca Donald Trump e sua quadrilha de extrema direita. Bom lembrar que o grupo considera a América do Sul seu domínio e pretende torná-la sua ocupação. Flávio seria o síndico de Trump.
A revista Financial Times traz na capa a Família Bolsonaro. E não é para elogiar. Para a FT trata-se de uma grotesca dinastia que se inspira nas piores bandeiras de Donald Trump. No ideário dos Bolsonaros, por trás de uma capa de liberalismo que a família tenta propagar, não há qualquer traço civilizatório. E olha que a FT é uma espécie de bíblia do liberalismo. No século passado, Londres e Paris promoviam exposições de excentricidades dos trópicos. Essa onda passou, felizmente, mas a capa dos Bolsonaros mostra que os trópicos ainda espantam a Europa.. Pior para o Brasil que aínda é capaz de gerar esses rejeitos políticos não recicláveis.
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| Foto CNBB |
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| Foto Vieira de Queiroz/Antiga Revista Manchete |
Sem muito programa para o primeiro Révéillon que eu passaria
longe da família, decidi acompanhar Zuenir até Colônia onde Cláudia passaria o
Ano Novo com o irmão, que trabalhava na Deutsch Welle, nas transmissões para o
Brasil. Eu seguiria até Frankfurt para os braços de Marlene. Fiquei algumas
horas em Colônia, onde, à sombra da Grande Catedral, embarquei numa acirrada
discussão teológica com Zuenir: tomar ou não tomar banho? Ele queria
apresentar-se pimpão à namorada; eu, na temperatura abaixo de zero, dispensava
um banho, ainda mais sem dispormos de um bom chuveiro quente. Cheguei a
ponderar: “Mas Zuenir, estamos na capital mundial do bom aroma, a Köllnische Wasser 4711!” Ele não cedeu.
Caminhamos léguas, até encontrar, à
beira do Reno, já na periferia, uma placa türkisches
Dampfbad. Era um galpão decrépito com chão de cimento molhado. Dois
indivíduos saiam do local, aparentemente operários imigrantes. Recebemos duas barras minúsculas de sabonete
e uma toalha média. O calor da ducha era satisfatório, mas, assim que nos
afastávamos para botar as roupas no vestiário, éramos golpeados pelo choque
térmico do ar glacial.
Deixei Zuenir em Colônia com sua Cláudia e parti para o
encontro marcado em Frankfurt com a “minha” Marlene. Hospedei-me na mansarda de
um hotel barato e comecei a ligar para Marlene. O telefone não atendia. Depois
de várias tentativas, desisti e resolvi visitar a cidade. Museus fechados, tive
de me contentar com uma visita ao zoológico. A maioria dos animais estava
recolhida por causa do frio de três graus abaixo de zero. Na paisagem branca
também poucas pessoas sãs de mente, se entregavam àquele programa de esquimó.
Fiz amizade com um grande urso branco, que rolava na neve e dava mergulhos no lago
parcialmente congelado aos urros de satisfação. Como o bicho também não falava
alemão, mantivemos uma conversa amistosa e gratificante.
De volta ao hotel, recomecei minha
maratona telefônica. Nada de Marlene. Minha ceia de Ano Novo foi chucrute com
salsichas brancas e cerveja estupidamente gelada numa “Spelunken” quase vazia,
o único farol de vida na paisagem hostil. No hotel, insisti nas chamadas, sem
sucesso. À meia-noite encarei o meu primeiro Révéillon sozinho na vida, ao som
de um discreto repicar de sinos. Nada do nosso ruidoso foguetório, o barulho
das bombas ainda estava fresco na memória dos alemães. Em Paris, na Maison du
Brésil, encontrei um cartão postal – Fröhliches
Neues Jahr! - enviado da estação de
esqui de Garmisch-Partenkirchen por Marlene Cremer.
Zuenir e eu concluímos o curso no CFJ em julho de 1961 e, sem
mais bolsa, esticamos separadamente nossa estada na Europa até onde pudemos.
Nos restantes sessenta e quatro anos de carreira, não cruzamos caminho. Em 1965,
quando comecei na Manchete, como
repórter especial, ele acabara de sair da direção da Fatos&Fotos da mesma empresa, após uma briga homérica com o
patrão Adolpho Bloch. Em 1969, editor em São Paulo do caderno de cultura da
recém-lançada revista Veja –
empolgado pela época fabulosa que vivíamos – sugeri ao editor-chefe Mino Carta
uma edição especial sobre a década de 1960. Mino não se sensibilizou pelo
projeto. Fiquei decepcionado. A ideia não só era óbvia do ponto de vista
jornalístico, mas promissora em receita publicitária. Pouco depois, Roberto
Civita, dono da editora Abril, apareceu na redação com Zuenir Ventura e mandou
Mino publicar uma edição especial de Veja sobre
Os Anos 60. Foi um sucesso colossal.
Zuenir prosseguiu sua carreira brilhante publicando livros
marcantes como 1968, O ano que não terminou e Rio, Cidade Partida.
Por suas qualidades humanas e pelo talento pedagógico foi apelidado pelas
novas gerações de Mestre Zu. Voltei a encontrá-lo, informalmente, nas reuniões
anuais de Ceres Freijó, viúva do crítico de arte da revista Manchete, Flávio de
Aquino. Os saraus da Ceres se tornaram uma data tão importante no cenário
cultura carioca que sugeri serem nomeados Patrimônio Imaterial da República de
Ipanema e já chegaram à sua quinta década. Tardiamente, fui batizado de Mestre
Mu por Ricardo Linck, do jornal República [Independente de Laranjeiras], do qual sou colaborador regular.
Com muita saudade no coração, saúdo o
querido amigo usando o nome musical dos dias felizes de Paris: “Siga em paz, Messiê
Vantirrá!”
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| Imagem criada por IA (ChatGpt) |
por Clara S. Britto
A Globo deve estar distribuindo injeções emagrecedoras para algumas das suas apresentadoras.
Claro, não existe mais o padrão único que o Boni implantou nos anos 70. Atualmente - e isso é muito bom - a TV não rejeita mais a diversidade.
Mas a onda de injeções parece estar popularizando a silhueta que cancela todas as gorduras e gordurinhas, as saudáveis e as execráveis. Há aquelas que exageraram tanto no culto às divindade mounjaro e ozempic que, vistas assim no vídeo, osa bordo de figurinos as ilustres âncoras lembram uma roupa ao vento no varal.
Você precisa olhar duas vezes para entender que dentro dos panos vive uma pessoa. Menos, gente.
Até as lojas Marisa estão no ar com uma campanha publicitária onde a modelo criada por IA é magérrima. Eu, hein?
Comentário do blog - Quando atinge todas as camadas do mercado diz-se que uma marca tem capilaridade. Pois o mega esquema de corrupção montado por Vorcado e seus "irmãos de vida" é umw se que que exemplo de grande alcance da capilaridade do mal. O condomínio de roubo construído por Daniel Vorcaro recebeu seus primeiros pilares no governo de Jair Bolsonaro, sob assinaturas de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, e prosperou com a ajuda de governos estaduais aliados do bolsonarismo e gente do mercado. Não esquecer a inestimável ajuda da mídia corporativa antes do barco afundar e que foi a mídia independente que puxou o fio do escândalo. Os cardeais dos grandes jornais si entraram o caso quando não foi mais possível esconder. Antes e até recentemente estavam lá recebendo patrocínio de de Vorcaro em alegres caravanas londrinas e nova iorquinas. E mesmo quando entraram no assunto optaram por conteúdos ''jornalísticos" contaminados por tendência política e não raro tão mentirosos quanto a figura da capa da Carta Capital.
O elemento candidato a presidente, Flávio Bolsonaro tem a intenção de, se eleito, instalar no Brasil um arremedo da república mileista. Conselheiros econômicos da sua campanha são abertamente tietes medíocres do anormal Milei que está destruindo a Argentina. Atolada em desemprego e inflamação até caqui só é sustentada por dólares do FMI por pressão de Donald Trump. Enquanto os interesses bolsonaristas pretendem fazer do Brasil um puxadinho de Milei, os argentinos já caíram na real, como mostra a sugestiva capa do Pagina 12.
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Copacabana inspirou livros, canções, filmes e crônicas. A jornalista Rose Esquenazi, que acaba de lançar o livro "Copacabana e o cheiro de maresia" (Editora Ipê das Letras) revisita o bairro a partir de uma visão ao mesmo tempo simples e densa, a da menina que viveu aqueles tempos tranquilos como se fosse seu playground. A Copacabana dos anos 1950 e 1960 tinha fama internacional, atraía celebridades como Kirk Douglas, Brigitte Bardot, Rita Hayworth, Ava Gardner e Nat King Cole, enquanto em um apartamento do Leme, o dos pais de Nara Leão, nascia a bossa nova. Nada disso, porém, encantava a infância de Rose Esquenazi. Seu universo estava na rua, onde ainda era possível brincar com as crianças da vizinhança, e nas manhãs de praia na imensa curva de areia de Copacabana, então mais suave e amigável antes da duplicação da Avenida Atlântica. Sim, o mar, assim como o "cheiro de maresia", não apenas pareciam, mas estavam mais próximos. Tanto que resistem ao tempo e ressurgem nas memórias resgatadas por Rose Esquenazi.
* A jornalista Rose Esquenazi trabalhou no Globo, O Dia, Jornal do Brasil, Última Hora e nas revistas Fatos & Fotos e Caras.

Edgar Alan Poe. Reprodução Facebook
Entre 1949 e
2009, um estranho ritual ocorreu em Baltimore: nas primeiras horas da madrugada
de 19 de janeiro, aniversário de nascimento de Poe, uma figura vestida de
preto, usando um chapéu de abas largas e um cachecol branco para ocultar o
rosto depositava sobre o túmulo do
escritor uma garrafa de conhaque e três rosas vermelhas.
Holden Caulfied
diz no Apanhador: “O que realmente me
deixa louco é um livro que, quando você termina de ler, a gente fica desejando
que o autor fosse um grande amigo seu e que você pudesse telefonar para ele
toda vez que dessa vontade”. É exatamente assim que sinto em relação a Poe
desde que comecei a ler seus contos na adolescência.
E os corvos? Interessei-me por esses pássaros
desde que informações sobre sua inteligência começaram a extrapolar de revistas
cientificas para a grande imprensa. Aqui um resumo do que aprendi:
“Os corvos possuem uma inteligência equiparada
à de primatas superiores e crianças de até sete anos, destacando-se pelo uso
avançado de ferramentas: conseguem usar gravetos para caçar larvas, dobrar
arames em formato de gancho para puxar recipientes e até utilizar múltiplos
instrumentos em sequência. Entendem conceitos de causa e efeito, como jogar
pedras em recipientes com água para elevar o nível do líquido e alcançar
comida. Memorizam rostos humanos por anos, distinguindo pessoas amigáveis
daquelas que representam ameaças, além de alertar o bando sobre o perigo.
Possuem noções numéricas: estudos da Universidade de Tübingen mostram que eles
conseguem compreender conceitos abstratos de quantidade e ‘contar’ até quatro.
Seus cérebros são densos e possuem uma grande concentração de neurônios na
parte frontal, área ligada ao planejamento e à tomada de decisões, rompendo a
ideia de que cérebros pequenos não podem realizar tarefas complexas. A
inteligência dos corvos vai muito além da sobrevivência: dotados de uma
curiosidade natural, eles pegam atrevidamente o equipamento dos cientistas que
os estudam. ”
E o O Corvo de Poe? Com seu ominoso refrão
(“Nunca mais! Nunca mais!”) é um dos poemas mais populares do mundo. Os maiores
atores já o recitaram e gravaram. Machado de Assis o amava e traduziu já em 1883,
Emilio de Menezes em 1917. No Brasil, até em formato de cordel foi traduzido
por José Lira. Fernando Pessoa também o verteu para o português em 1924, ouça
aqui na voz do músico paulista Carlos Fernando.
OCorvo - Edgar Allan Poe - Tradução: Fernando Pessoa - YouTube
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| Estados Unidos: a terra prometida dos fugitivos brasileiros. Imagem criada por IA (ChatGpt) segundo instruções do blog Panis cum ovum. |
por José Esmeraldo Gonçalves
Houve época de um curioso lugar comum no cinema. Foragidos da justiça invariavelmente se refugiavam no Brasil. Bandidos da vida real, como o assaltante do trem pagador inglês Ronaldo Bigs e o mafioso Tommaso Buscetta deram uma força à criatividade do roteiristas. Na ausência de um desfecho mais original, criou-se o chavão: os protagonistas de roubos milionários no exterior vinham sempre para os trópicos, tal qual aqueles dois, para usufruir do produto do assalto
No imaginário de Hollywood e dos estúdios europeus, o destino dos ladrões bem-sucedidos era quase sempre o Rio de Janeiro. Hoje, não mais Agora, os meliantes se mandam para os Estados Unidos Na verdade, com Trump, ganham até proteção. Há anos o Brasil pede a extradição de um marginal que montou um "refinaria" cenográfica com o objetivo de lavar dinheiro e sonegar impostos. Permanece livre na Flórida. A investigação do suposto destino final de verbas de algumas emendas parlamentares e dos muitos milhões de dólares que Daniel Vorcaro entregou ao pedinte Flávio Bolsonaro é dificultada pelas burocracia estadunidense. É difícil apurar se a grana foi parar no bolso de brasileiros homiziados nos EUA . A PF pediu documentos à produção americana do filme Black Horse e recebeu uma negativa. Tais registros financeiros só serão entregues se a justiça estadunidense ordenar. O que é improvável.
Por enquanto, então, os nossos bandidos estão sob proteção, tranquilos, confiantes e com a máquina de lavar dinheiro devidamente lubrificada. Se Trump ganhar lá e Flávio Bolsonaro vencer aqui é capaz de Black Horse ganhar até o Oscar.
| Segundo a revista Piauí, Daniel Vorcaro recebia os ilustres convidados |
por José Esmeraldo Gonçalves
Onde você estava na noite de 31 de outubro de 2023? Era uma terça-feira, o segundo dia da semana de trabalho para os brasileiros honestos. Provavelmente você chegava em casa, no começo da noite, cansado, abraçava filhos e esposa. Um ou outro encontrava amigos para um chope no boteco. Chope, diga-se, pago com dinheiro privado, o seu. Pois naquele momento, em São Paulo, um grupo de 20 canalhas da política estava em uma festança - esta financiada por dinheiro público sacado dos cofres da Previdência - na qual 120 garotas, muitas delas "novinhas" importadas como commodities, cumpriam a penosa missão profissional de servir à pançuda elite brasileira. As jovens provavelmente eram as únicas pessoas decentes no escurinho da boate Madame Underground Club, em São Paulo. Daniel Vorcaro, o ex-magnata do Banco Master, promovia um reunião de suruborno, um tipo de festa que misturava suruba com suborno. Na verdade, mais suborno do que suruba. Muitos daqueles elementos convidados já haviam perdido cabelos e testosterona. O dinheiro e a boca-livre fornecidos por Vorcaro provavelmente eram mais fonte de excitação do que as belas meninas. Ainda mais tratando-se da escala 120/20. Na boate, que também atende pelo nome de Madame Satã, a libido era movida a dólar, não por curvas femininas. Sou capaz de apostar que o banqueiro era a "alma" da festa, não as garotas. Foi o cachê mais fácil já visto pela "suíças". "Obrigado, excelências", elas teriam dito se falassem português.
Segundo a Piauí (a propósito, não deixem de ler a matéria da revista sobre a noite Vorcaro'in Sampa), o banqueiro estava fantasiado de Drácula. O Brasil gostaria de ver essa foto: as mais ilustres figuras da República rodeando o príncipe Vlad, o empalador. Faz sentido.
O Globo foi visceralmente contra o 13° salário. Sufocar o direito de greve foi outra bandeira do neoliberalismo selvagem propagado pelo grupo, que também fez reportagens sobre uma suposta iniciativa do governo para acabar com a multa de 40% a favor dos trabalhadores nos casos de demissões sem justa causa. Era uma mistura de fake news com adesão a um lobby empresarial para que isso acontecesse. O Globo luta ferozmente por uma reforma ou sucessivas reformas da Previdência que invariavelmente vão contra a proteção dos trabalhadores. Mais do que afetar os trabalhadores, a campanha permanente do Globo combate iniciativas que contribuam para melhorar a distribuição de renda um fator intimamente ligado ao desenvolvimento e progresso das nação. No mais. O Globo apoia também historicamente golpes de Estado que facilitem a aprovação de pautas dificultem a vida do trabalhador e dos aposentados.
A mais recente investida é a favor da derrubada a PEC da escala 6x1. Em recente editorial o jornal praticamente implora que o Senado enterre o projeto que moderniza o regime horário semanal dos trabalhadores e equipara o Brasil aos países desenvolvidos.
A inteligência artificial contamina os textos jornalísticos. É inevitável. O uso indiscriminado da IA agora ocupa também o lugar de narradores. Observem .
Antes, quando havia necessidade de um locutor complementar informações nas pautas do repórter em campo, usava-se um profissional no estúdio.
Pois a Globo, principalmente, começa a trocar o humano pelo artificial. O sujeito cibernético é esquisito. Tem entonação e ritmo irritantes, e faz pausas anormais. São tão ruins que, se fosse um humano, seria imediatamente demitido como foram agora os altos executivos que pisaram na bola ao entregar a Copa do Mundo de bandeja para a Live Mood, dona da Cazé TV. (Ed Sá )
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| Imagem exclusiva formulada por IA a partir de instruções do blog Panis cum ovum. |
A Globo e os principais veículos da mídia corporativa mantêm o que já se pode chamar de tradição maligna. A cada eleição trituram as reputações dos seus próprios jornalistas. Em 1989 a edição encomendada do debate entre Collor e Lula jogou no abismo, abraçados, diretores e editores do programa político.
Geralmente, enquanto acontece, a manipulação engana o país. Só depois do jogo sujo efetivar consequências danosas para a democracia os fatos são revelados.
Em 1982, o jornal O Globo foi parceiro de uma apuração paralela de votos em um esquema que se tornou conhecido como Caso Proconsult. Moreira Franco, então concorrente a governador, seria o beneficiado. O objetivo era impedir a eleição de Brizola. A Rádio JB desmoralizou o golpe e Brizola foi eleito.
Em 2018, a turma que surfava na Lava Jato e divulgava as pautas canalhas de Sergio Moro e seus assessores ganhou até prêmios de "reportagem". Um grupo de jornalistas chegou a posar sorridentes e orgulhosos como os arautos da mentira conveniente. O tempo mostrou que não eram reportagens. Eram simulacros que nasciam entre paredes dos banheiros não higienizados de Curitiba frequentados pela força tarefa e jornalistas de estimação da tropa de Sergio Moro.
Recentemente, a Globo News queimou a imagem de uma das suas jornalistas no grotesco episódio do powerpoint mentiroso. Ela ainda tenta se recuperar.
O modelo golpista parece reeditado, agora, às vésperas das eleições. Dessa vez, os banheiros estão em Brasília. O mau cheiro é o mesmo. Uma operação nebulosa que usou o Estadão como prancha atinge alvos selecionados e poupa outros.
Irregularidades e possíveis crimes precisam ser rigorosamente apurados, mas a apuração em si não deve ser criminosa como foi a Lava Jato. Moro interferiu nas eleições de 2018.
Mendonça é o novo Moro?
Alguns jornalistas eternizados como zumbis da Lava Jato não receberam estaca no peito nem banhos de alho e por isso revivem nas sombras da ofensiva midiática do novo golpe. Estão agitados e excitados.
Conexões estabelecidas com fontes estadunidenses de espionagem usadas na época da Lava Jato podem ter sido reativadas por uma tecla F5 agora reconfigurada por ordem de Donald Trump. O oligarca da Casa Branca não nega o quanto é estratégica para ele a vitória da extrema direita no Brasil.
Portanto, observem os movimentos dos jornalões, acompanhem editoriais e "vazamentos" . Vejam os passos trôpegos dos zumbis. Pode estar em cartaz a versão atualizada e remixada de um filme conhecido.
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| Reprodução de meme de Flávio Bolosonaro. Instagram |
O plano de governo de Flávio Bolsonaro está pronto. Se ele cumprir um centésimo do que promete alcançará um recorde de trabalho ao longo da vida. Em sete anos no Senado, o candidado à presidência pelo PL teve um projeto de lei aprovado pelo Congresso, que mudou as regras sobre o Programa Nacional do Microcrédito, mesmo assim, o texto recebeu vetos presidenciais ainda está sob análise. No total, ele conseguiu redigir 57 PLs desde 2019, a maioria ainda não se efetivou. Entre as propostas que foram aprovadas no plenário do Senado, mas estão paradas na Câmara, uma permite a formação de cadeias e associações de empresas de rádio difusão; outra beneficia a ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação) com parte da renda da loteria esportiva. O plano de campanha divulgado é ambicioso se comparado com sua performance como legislador. E esse é o plano público. O outro, o envergonhado, o escondido, pode ser de lascar. Trata-se de um pacote de governo de governo imposto pelo oligarca Donald Trump e sua gangue. Caso o Brasil resolva eleger o pateta Flávio Bolsonaro, teremos um "presidente" tutelado a receber recados e apostilas, como um aluno obtém do seu mentor. Não é difícil antecipar as características secretas de um governo inspirado na agressiva extrema direita dos Estados Unidos representado por um conhecido núcleo de aloprados supremacistas brancos, proud boys, fascistas, racistas e red pills da constelação trumpista. Na política externa do Itamaraty, nada de ligações com China, Rússia, desconfianças nas aproximações com a União Europeia, Canadá e México, ajuda à economia claudicante da Argentina governada por um por um bufão. Na área dos "costumes", risco de possível adesão à proposta de um deputado do PL sobre racismo deixar de ser crime. No plano econômico, o "presidente" abrirá as pernas, como em um grand écart, aos pleitos comerciais dos Estados Unidos - e são muitos e bilionários. Não estará longe o dia em que cederá ao deslumbramento e, vai ver, fará um convênio com Disneyworld para receber crianças brasileiras que conhecerão a cultura americana. Quem sabe emitirá chuvas de decretos que até poderão fazer do 4 de Julho um feriado nacional no Brasil, com o Estado Laico e tornarão o poderoso neopentecostalismo a religião nacional.O STF passará a ter 15 ministros obreiros? Todos os processos que envolvem bolsonaristas serão anulados e queimados em praça pública. Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro acenderão a Pira Dos Heróis.
Nem tudo é imaginação, o golpe que poderá fazer isso possível está em curso. Sabe-se que uma das estratégias eleitorais do bolsonarismo é criar conflitos constantes com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com o Superior Tribunal Federal (STF. Inscrição falsa de Flávio do partido Missão dá essa pista. Casos como o do suposto jornalista maranhense que usava fontes criminosas para atacar o ministro Flávio Dino, são exemplos da linha de montagem que fabri;cará a série de rixas que visam desmoralizar as instituições democráticas e, principalmente, roubar a credibilidade do voto. Basta observar o "estilo milícia" da campanha da extrema direita.
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| O juiz sedento. Reprodução You Tube |
O juiz Milton Salles, de Minas Gerais, resolveu unir o agradável ao necessário no seu julgamento. Algo como temperar a jurisprudência com um vinho de boa safra. Data vênia cabeça feita Salles usou em seguida um maçarico para acender um cigarro. O juiz pega pesado, seu isqueiro é punk. O bom senso sugere que antes de trabalhar Sua Excelência se submeta sempre à instância de um bafômetro . Para efeito de remessa aos arquivos jurídicos: Dr Salles culpou o ministro Alexandre de Morais pelo seu impulso irresitivel de entornar o que provavelmente é um vinho bão. Sabe-se lá o que o álcool lhe desperta.
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| Ferro-velho de Musk na Lua. |
Elon Musk é um porcalhão tecnológico. Os milhares de satélites da Star link têm vida limitada e despencam dia céus todos os dias. Seus foguetes costumam falhar e carcaças podem cair em qualquer lugar. Há poucos dias, uma delas caiu na Lua e abriu uma imensa cratera. A geringonça entrou no campo de atração gravitacional do satélite e se espatifou no solo lunar.
Há lixos vianda vindo do ferro velho de Musk. A rede de satélites da Star link e SoaceX oferecem riscos para outras naves. Especialmente aquelas equipamentos "bêbados" que vagam em órbita antes de serem destruídos quando entram na atmosfera terrestre
Lua e Marte apresentam áreas que recebem sucatas ,restos de veículos e dejetos orgânicos. Vários homens que pousaram e andaram na Lua já morreram mas deixaram sacos de cocô perfeitamente conservados pelo ambiente local. Daqui a séculos, um turista que vagar em cartões postais lunares poderá pisar em monumentos de históricos merda preservados talvez até como patrimônio da humanidade. Poetas, lembrem-se disso quando contemplarem a Lua.
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| A revista L'Equipe estampou na capa a dupla que pretende sequestrar o futebol mundial. Na chamada principal algo como "Onde eles vão parar?" |
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| Enquanto a Copa acontecia, Infantino e o clã Trump planejavam um golpe no futebol. O Corriere Della Será divulga o boicote por parte da UEFA caso o roubo de futebol mundial se concretize. |
Anitta abre a turnê Ensaios por Portugal e é destaque na imprensa local. (Revista Entrerios, julho). A cantora acaba de lançar um novo álbum: Equilibrium.