quinta-feira, 6 de maio de 2021

Foi-se a Época...

A primeira capa da Época, em 25 de maio de 1998, prometia um "futuro melhor". Não rolou. As chamadas desemprego e devastação de floresta. são atuais, parece que é hoje. O Brasil recuou 23 anos?  

Desde 2019, o meio jornalístico já convivia com rumores frequentes sobre o encerramento da edição impressa da revista Época. Os boatos viraram fato. A publicação do grupo Globo acaba de jogar a toalha. 

É "descontinuada", segundo o ridículo jargão dos executivos. Vai virar uma seção no impresso e digital do jornal O Globo. 

A Época impressa sai de cena após 23 anos. Foi criada para disputar espaço com a Veja, mas não teve a relevância da concorrente, que, hoje, também não mais exibe, quanto a edição impressa, a carteira de assinantes e muito menos os números de venda avulsa dos anos de glória. A Veja investe no digital.  

O fenômeno é mundial. O meio revista foi atropelado por uma carreta e nem pegou a placa. A velocidade e o alcance dos veículos digitais dizimaram as publicações semanais impressas. 

A partir de 28 deste mês, o título passa a ser uma seção no jornal O Globo. Nos dias da semana, o espaço apresentará matérias analíticas reflexivas do noticiário. Aos sábados, virá com  reportagens de fôlego. Assinantes de O Globo terão acesso ao conteúdo da redação da Época. Já os assinantes da revista poderão migrar suas assinaturas para O Globo digital sem custos adicionais.

A última edição da Época impressa será lançada no dia 28 de maio.

Assinantes de O Globo terão acesso ao conteúdo da redação da Época. Já os assinantes da revista poderão migrar suas assinaturas para O Globo digital sem custos adicionais. Atenção, é a informação que circula no mercado. Quem se encaixar nessas condições, certifique-se com o Globo, claro.

Vale dizer que revistas digitais bem sucedidas podem atingir milhões de leitores. Bem acima do público das versões impressas geralmente medido em milhares.

Venda de patrimônio público: o gerente ficou maluco, aproveitem o precinho...

O Edifício A Noite foi construído nos anos 1920. Em estilo art déco, o prédio teve como inquilino mais famoso a Rádio Nacional, no seu auge. Foto de Alexandre Macieira/Riotur/Divulgação

Como parte do programa de Paulo Guedes de torrar patrimônio público em uma black friday permanente, aconteceu o leilão do prédio de A Noite, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro.  Ninguém fez oferta. O lance mínimo era de R$ 98 milhões. O governo vai tentar vender mais uma vez, agora com lance mínimo de R$ 73 milhões. E vai continuar baixando até, quem sabe, vender "na parcela no cartão ou no boleto".

A venda poderia ajudar a revitalizar o Centro do Rio. O prédio histórico está lá se degradando. Só que bater o martelo em plena Covid-19 e crise econômica galopante é tudo que o mercado quer. Os possíveis interessado têm todos os pretextos para forçar uma liquidação do tipo "o gerente ficou maluco e está queimando tudo".

A crise é pretexto para rebaixar preços. Aconteceu o mesmo com áreas do Pré-Sal. Sem interessados em determinadas, os valores foram revistos para baixo. Com a privatização da Cedae ocorreu algo parecido na concessão dos serviços na Zona Oeste do Rio. Seguindo o modelito de facilitação, haverá novo leilão com precinho camarada. 

O prédio de A Noite fica em uma bela e restaurada região do Rio, com VLT na porta e a boa infraestrutura do centro da cidade. 

Vem, foguete! A "ameaça chinesa" que o 007 do Planalto não denunciou (além da "guerra química e biológica")

Longa Marcha V: a seção que
vai cair a dos propulsores. 
por O. V. Pochê

Bolsonaro acusa a China de promover "guerra química" contra o mundo. Uma das armas, segundo as informações que o elemento diz ter, é o vírus da Covid-19. O acusador detalha supostas armas "biológicas" e "radiológicas". Para revelar algo de impacto mundial, ele deve ter informações levantadas talvez pelo general Heleno, responsável pelo setor de Segurança Institucional. Quem sabe nesse momento Biden está no Salão Oval discutindo a ameaça revelada pelo 007 de Brasília e estudando transferir para a Ásia tropas  especializadas em guerra química.  

Apesar de "bem informado", o serviço de espionagem internacional de Bolsonaro não identificou uma ameaça bem mais próxima. Um "ataque" que pode acontecer no próximo domingo, dia 9. 

Algo que pode assustar as mães precisamente no seu dia. 

O foguete chinês CZ-5B, que cumpriu a missão de levar ao espaço com sucesso um dos segmentos da futura estação especial chinesa, pode cair no Brasil. A caminho da reentrada na atmosfera, a sucata espacial pesa 21 toneladas. Para evitar pânico, é bom informar que as maiores possibilidade são de que os destroços caiam no mar ao largo dos Estados Unidos. A chance de cair no Brasil é de apenas 1,86%, segundo o site Space News. Mas desde 1° de janeiro de 2019 o país anda com tanta urucubaca que não está descartado que a pátria-amada será o alvo. 

A carcaça vai despencar na madrugada de domingo.  

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Revelações, nervosismo, falsificação de bula, perda de memória, senadores robôs, mentiras, brigas. É um novo seriado em cartaz: "O Mecanismo da CPI do Genocida"

A CPI do Genocida em cartaz no Senado promete ser um bom seriado. Só nos primeiros dois dias trouxe várias surpresas no roteiro. O atrapalhado general Pazuello, ex-ministro da Saúde, escalado para depor, descolou um atestado para "comprovar" que supostamente teve contato com pessoas infectadas pela Convid-19. Agiu como um aluno do fundamental.  Alíás, ele é hoje um mero estudante. É obrigado a participar de aulas no Planalto onde tutores não identificados têm a missão de prepará-lo para depor na CPI. Seria uma espécie de treinamento para mentir? 

Há uma preocupação do governo com o desempenho do militar da ativa que tende a desenvolver performance de um tanto bronco em situações de alta exposição. Dizem que anda nervoso. Sendo um negacionista, o general surpreendeu ao subitamente se declarar necessitado de isolamento, distanciamento, essas coisas que são novidade para quem até passeia em shopping sem usar máscara. Bom, deu certo pra ele, o depoimento do sujeito foi adiado. 

Outro fato inusitado: o senador bolsonarista Ciro Nogueira vacilou ao fazer uma pergunta - que na verdade era uma acusação - ao ex-ministro depoente Mandetta. Nogueira lia a pergunta como se jamais a tivesse visto na vida. E, de fato, segundo flagrante delito, ele recebera a pergunta do bolsonarista  Fábio Faria, cujo posto mais alto, embora seja ministro da Comunicações, é o de genro de Silvio Santos.  Fábio se entregou ao mandar na véspera, via What's App, por engano, para o próprio Mandetta, a tal pergunta. Mandetta avisou ao Ciro que já sabia da questão e de onde ela vinha. Fábio tinha apagado rapidamente a mensagem, que foi lida pelo ex-ministro da saúde a tempo. O incidente desmascarou uma das taticas do governo: fazer dos senadores bolsonaristas robôs guiados à distância para interferis na CPI.

O depoente desta quarta-feira é o ex-ministro Nelson Teich. O problema desse ex-condutor da desastrada política de Bolsonaro na pandemia é a memória. Diante de algumas perguntas dos senadores Teich é acometido de lapsos de memória. "Esqueci", repetia o indigitado.

Antes, coube a Mandetta revelar um fato quase inacreditável. Alguém do Planalto preparou um documento para uma norma ou decreto para reformulação da bula do remédio Cloroquina. O tal medicamento, que a ciência provou que é inútil para tratamento da Covid-19, é, como se sabe, uma aposta de Bolsonaro, entusiasmada e quase fanática, para vencer a pandemia.  Pois o Planalto queria incluir na bula da Cloroquina uma indicação para tratamento dos infectados pela Covid-19. A manobra foi abortada, mas a minuta do decreto existiu, segundo Mandetta.

Médicos, Teich e Mandetta confirmaram que deixaram o ministério por não concordar com o método Bolsonaro de combater a pandemia. Não quiseram compactuar com a linha de montagem de mortos instalada pelo governo federal.

Não percam essa House of Cards a brasileira.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Joyce Hasselmann mostra que a direita também pode ter musa apresentável. E aí Damares e Janaína, vão encarar?

Reprodução Instagram

Joyce Hasselmann botou pra jogo as curvas no plenário da internet. A jornalista e deputada, que perdeu 24 quilos com dieta e malhação, posou de maiô para um ensaio que postou no instagram. As fotos viralizam hoje na rede. Joyce criou um perfil no Instagram (@bemestarcomjoice) para mostrar sua nova plataforma fitness. 

Fotomemória da redação: craques no lançamento da Manchete Esportiva...

 

Cláudio Coutinho, Rivelino, Jose Carlos Araújo e Denis Menezes, que folheia o número 1 da  Manchete Esportiva, lançada em fins de outubro de 1977.  A foto que registra o coquetel comemorativo foi feita na sede da Manchete, na Rua do Russell.

por José Esmeraldo Gonçalves
Em 1977, a Bloch Editores lançou a nova Manchete Esportiva. Nova porque a publicação retomava um tradição do jornalismo esportivo brasileiro. Na primeira faze, de 1955 até 1958, a Manchete Esportiva registrou um das épocas mais brilhantes do futebol brasileiro. A foto acima foi publicada no Facebook de um craque do rádio, o locutor José Carlos Araújo, atualmente na Rádio Tupi. Um colega da Manchete, Nilton Muniz enviou ao blog a imagem que reproduzimos. Era outubro de 1977 quando os grandes nomes do futebol compareceram à Rua do Russel para conhecer o número 1 da Manchete Esportiva. 
Ao lado, a capa inaugural. Na reprodução abaixo, o primeiro expediente da Manchete Esportiva, editada por Zevi Ghivelder e Ney Bianchi, com Renato Sérgio como editor de texto, Tarlis Batista era o editor de Rreportagem e Frederico Mendes, de Fotografia. J.A.Barros e Luiz Roberto de Oliveira cuidavam da Arte da revista.  



segunda-feira, 3 de maio de 2021

Um general de Napoleão vai à guerra no Crato...

Se não fosse o passaporte de "párias", um bom programa para brasileiros em Paris seria visitar uma série de exposições sobre Napoleão Bonaparte. Para os interessados no assunto, claro. O corso é multimídia na França. Neste dia 5 de maio completam-se 200 anos da sua morte no exílio, em 1821, na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, para onde foi levado pelos ingleses logo após a derrota dos franceses em Waterloo, seis anos antes.  

Napoleão foi vítima de câncer no estômago, segundo relato médico ou envenenado (hipótese que surgiu no século passado após cientistas detectarem arsênico em fios de cabelos do ex-imperador).  Paris promove exposições, programas especiais na TV, espetáculos de música ao vivo, conferências on line, passeios temáticos, lançamentos de livros etc. Destacam-se exposições como “Napoléon”, no Grande Halle de La Villette, “Dessiner pour Napoléon”, nos Archives Nationales, “Napoléon n’est plus” no Musée de L’Armée, “Joséphine & Napoléon, une histoire (extra)ordinaire” na Maison Chaumet.  

É mais comum relacionar a influência de Napoleão no Brasil apenas à chegada de Dom João VI, que fugiu de Portugal por temer os avanços dos exércitos franceses. Isso até os bancos escolares sabem. 

O que é menos conhecido - e provavelmente não estará em eventuais matérias na mídia sobre o bicentenário da morte de Napoleão - é o que a história registra: o Ceará também teve disso. Mais precisamente o Cariri e a então Vila Real do Crato sofreram um certo efeito corso no sertão. 

General Labatut

O general francês Pedro Labatut, que participou das campanhas napoleônicas entre 1807 e 1814, foi ganhar a vida após a morte do ex-imperador como uma espécie de autônomo. Um mercenário que hoje seria apelidado de "empreendedor bélico". Nessa condição lutou na Guerra da Independência dos Estados Unidos e combateu ao lado de Simón Bolívar. E foi como free lancer que D. Pedro I o contratou para ir à luta, na Bahia, contra as tropas portuguesas que não aceitavam a Independência do Brasil. 

Labatut cumpriu a missão e foi ficando por aqui. 

Àquela altura, o Crato tornara-se uma região visada pelo Império do Brasil por ter aderido, em 1817, à Revolução Pernambucana, movimento separatista e republicano. Em 1824, se aliaria à Confederação do Equador, de igual objetivo revolucionário. Mas foi depois disso, em julho de 1832, com o Brasil já sob a Regência, que Labatut e sua tropa foram enviados ao Cariri para acabar com uma revolta chefiada por Joaquim Pinto Madeira, um caudilho monarquista da região, que invadiu o Crato e queria levantar todo o Ceará por não aceitar a abdicação de D. Pedro I. 

Quando Labatut chegou ao "teatro de guerra" no sul do estado, os revoltosos já estavam cercados pelas forças da Província. Coube ao francês agir para forçar a rendição do inimigo. Pinto Madeira se entregou e foi julgado e condenado à morte por enforcamento por um júri do Crato. Recorreu à capital da Província, Fortaleza, e tão somente o tipo de pena mudou. Acabou diante de um pelotão de fuzilamento no Crato. 

Embora fosse um adversário da cidade, até hoje uma cruz marca o local da morte do revoltoso para lembrar o desfecho de um episódio histórico que teve a participação coadjuvante de um general de Napoleão. 

sábado, 1 de maio de 2021

Na capa da Veja: é dando que não se recebe...

 

Os caras da Veja acham que a filantropia vai acabar com a desigualdade. É um discurso típico do neoliberalismo selvagem. Imposto sobre grandes fortunas, taxar bancos e dividendos, um país criador de empregos em vez de estimulador do rentismo enlouquecido nem pensar, não é jornalistas? Preferem distribuição de quentinhas em vez de renda. 

Hitchcock avisou... "Os Pássaros" voam da tela para a vida real

O ataque de pássaros na Austrália. Do Twitter.


E a invasão semelhante na Califórnia. Do Twitter

por Ed Sá 

Um dos ataques foi na Austrália. Pássaros invadiram a cidade de Jindalee Crescent. Fios, telhados e monumentos exibiam o "exército" voador pouco antes de, como se obedecessem a um comando, invadissem dezenas de casas expulsando moradores.  

O outro ataque, no dia seguinte, em Montecito, Califórnia. Uma casa foi invadida por centenas de pássaros. Ao voltar de um jantar a família encontrou sala de quartos ocupados. Os pássaros não aceitaram ordem de despejo. Mãe e filhos passaram a noite em um hotel enquanto o pobre pai cumpriu a tarefa de abrir as janelas e expulsar os pássaros um por um até o dia amanhecer. A invasão se deu em Montecito, perto de Los Angeles. Descendo o litoral, já perto de São Francisco, fica Bodega Bay. Liga o nome à pessoa? Pois é, foi lá que Alfred Hitchcock filmou Os Pássaros. Na trama, aves aterrorizam a pequena cidade.

A história que inspirou o velho Hitch se passa na Inglaterra, é um conto de Daphne du Maurier, a autora de Rebecca. Para quem lembra do filme de 1963, que constantemente é reprisado na NET,  a certa altura uma ornitóloga entra num café e diz: “Por que vocês estão surpresos? O ser humano não vai durar muito na Terra, mas os pássaros o sobreviverão, em quantidades cada vez maiores...” Hitchcock era obcecado por pássaros: o psicopata de Psicose, Norman Bates, era empalhador de aves... 

Fête de la pandémie - Le roi insensé et ses amies futiles

 

Palácio Tangará, São Paulo (Foto Alan Santos/PR)

A corte de Luiz XIV (Charles Le Brun)

por José Esmeraldo Gonçalves 

No dia em que o Brasil registrou 400 mil mortos pela Covid-19, o regime se reuniu em São Paulo. Madames sem máscara cercaram o soberano no Palácio Tangará, em São Paulo. 

O Tangará é um hotel da Oetker Collection, dona, entre outros, do Hôtel du Cap-Eden-Roc, em Antibes, na Riviera Francesa, além do Le Bristol, em Paris.

O encontro em São Paulo lembrou a corte de Luiz XIV, em Versalhes, docemente alheia ao que se passava em torno. 

No Tangará como em Versalhes havia algo de podre no ar. 

O luxo de Versalhes e os figurinos das peruas da época contrastavam com a realidade por baixo dos panos. Banhos faziam mal à saúde, segundo os médicos palacianos. A sujeira que os corpos reais acumulavam era recomendada pelos negacionistas da higiene como uma crosta que barrava infecções. Todos seguiam o exemplo do rei que em cerca de 70 anos tomou não muito mais do que dez banhos. 

Honestamente, ele sabia que exalava um fedor razoável. Mas quem ligava para isso? Era o rei. E não era o único a cheirar mal. Haja perfume e trocas de roupa várias vezes ao dia para aliviar a fedentina. Mesmo assim, sabendo que a barra era pesada, o próprio rei recomendava aos serviçais que abrissem as janelas dos salões reais. Quem sabe a brisa que vinha dos jardins de André Le Nôtre fizesse circular o futum.

A mídia não informa se janelas foram abertas em São Paulo.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Âncora da TV encontrada nua em carro

 

Reprodução
Instagram
Feven Kay, apresentadora da Fox 5, Las Vegas, foi detida pela polícia por direção imprudente. Par surpresa dos agentes, a jornalista estava nua e alcoolizada. Kay dava sinais de desorientação e disse não saber porque estava sem roupas nem tinha a menor ideia de como foi parar na rua onde a polícia a encontrou. 

Ela foi multada em mil dólares e liberada. Uma hipótese é que tenha sido dopada durante uma festa, mas ela não quis fazer exame de sangue. 

O incidente aconteceu há algumas semanas, mas vazou ontem. Ao voltar ao programa que apresenta, ela  disse aos telespectadores que "aprendeu com a experiência". 

A notícia está no NY Post

O casal que viveu 205 anos...

 


Reprodução ABC News

Morreu hoje em Beverly Hills, aos 102 anos, Anne Douglas, viúva de Kirk Douglas. O ator morreu no ano passado aos 103 anos. Na reprodução acima o casal, em 1963, quando posou para a Manchete. Na ocasião visitavam o Rio de Janeiro para o lançamento do filme Spartacus.  Bela vida!

O estagiário do IG Último Segundo vacilou. E isso não foi uma improbabilidade

 


Reprodução Twitter

Na capa do EXTRA...

 


10 situações que fazem Paulo Guedes surtar...

O pobre já foi embora? 

1 - Empregada domestica, que é metida a viajar para a Disney. "Vai passear no Nordeste".

2 - Filho de porteiro, que ousa querer fazer faculdade

3 - Idosos, que têm a péssima mania de querer viver 100 anos

4 - Livro, merece ser taxado porque é coisa de rico

5 - Servidor público, que é parasita

6 - Pobres, que são os maiores destruidores do meio ambiente

7 - Pobres, que não sabem poupar e só pensam em consumir

8 - IBGE, porque gastar dinheiro com Censo é um risco: "quem muito pergunta ouve o que não quer.

9 - Democracia, "não se assustem se alguém pedir o AI-5

10-Auxílio Emergencial, porque "se falarmos que vai ter mais três meses ninguém trabalha, ninguém sai de casa e o isolamento social vai ser oito anos porque a vida tá boa, tá tudo tranquilo".

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Bombas do Riocentro - 40 anos - "É saber da viola, da violência"...

 


por José Esmeraldo Gonçalves 

No dia 30 de abril de 1981 o anúncio acima foi publicado nos jornais do Rio. Convidava os cariocas para o Show de 1° de Maio, "o maior acontecimento musical de todos os anos". De fato, o elenco era excepcional. Estariam no palco do Riocentro 30 atrações. A MPB em peso. Entre outros A Cor do Som, Alceu Valença, Frenéticas, Beth Carvalho, Clara Nunes, Elba, Chico Buarque, Djavan, Francis Hime, Gal Costa, Gonzaguinha e Paulinho da Viola fariam o espetáculo realizado pelo Centro Brasil Democrático, com roteiro de Chico Buarque e direção de Fernando Peixoto. 

Na madrugada anterior, homens não identificados percorreram as vias de acesso ao Riocentro, na Barra da Tijuca, pichando placas de trânsito e muros com a sigla VPR. Dentro do Centro de Convenções também havia paredes pichadas com as três letras. Pouca gente entendeu a referência à Vanguarda Popular Revolucionária, uma organização que lutou contra a ditadura até 1971 quando, após a morte em ação do seu último comandante, optou pelo encerramento das atividades.  Os mais informados podem ter até estranhado o "ressurgimento" da VPR, que naquele começo de década era apenas história.. 

No mesmo momento em que o público  - o show recebeu 28 mil pessoas - se dirigia ao Riocentro pelo menos dois carros, um deles o esportivo Puma, enfrentavam o trânsito na estrada Grajaú-Jacarepaguá rumo á Barra. Ninguém naquele engarrafamento poderia imaginar que os ocupantes daqueles veículos não estavam nem aí para música. Eles transportavam bombas. 

Ao acessar o estacionamento do Riocentro, o pequeno comboio se separou. Um dos carros , o Puma, foi para a área reservada aos veículos dos artistas e da produção do evento  O outro parou perto da casa de força. Posicionados, aguardaram o começo do show. 

Foto de Frederico Mendes publicada pela Manchete na edição que foi para as bancas na quarta-feira seguinte ao atentado.

A bordo do Puma, os dois militares devem ter ouvido Elba Ramalho, uma das primeiras a se apresentar, cantando Banquete dos Signos, de Zé Ramalho. Versos como "discutir o cangaço com liberdade/É saber da viola, da violência/Descobrir nos cabelos inocência/ É saber da fatal fertilidade" foram provavelmente a última coisa que ouviram. Fora do planejamento do atentado, uma das bombas explodiu no colo de um dos ocupantes do Puma, o sargento Guilherme Rosário, que morreu no local. Ao lado, o capitão Wilson Machado foi gravemente ferido, mas sobreviveu. Pouco depois, uma bomba lançada pelos ocupantes do outro carro explodiu próximo à caixa de força, mas sem atingi-la. Outras duas bombas que não explodiram foram encontradas no Puma. Investigações posteriores desvendaram o que seria o desdobramento do atentado que falhou logo nessa etapa inicial. A destruição da casa de força cortaria a energia e, em seguida, a "equipe" do Puma armaria os três petardos para serem detonados no interior do Riocentro. Os terroristas contavam com um número considerável de mortos vítimas das explosões ou do pânico que se instalaria na multidão. Como parte do planejamento,  23 dos 28 portões estavam fechados. O atentado seria atribuído à esquerda. A pichação da sigla VAR deveria induzir à armação burlesca. O país ficaria chocado com a ação dos "comunistas" e condenaria a abertura política, algo que o grupo linha dura, a ultradireita do regime, não aceitava. Uma força-tarefa foi montada pelo Exército para apurar o atentado frustrado. 


A conclusão: o sargento morto e o capitão ferido estavam "a serviço" no local e foram vítimas de um atentado. A mídia censurada não pode avançar na apuração. O caso foi arquivado. Em 1999, a investigação foi reaberta, desvendou todo o mecanismo, fechou pontas soltas e o nomeou o grupo responsável pelo atentado. O capitão Wilson foi condenado por homicídio culposo, outros participantes foram indiciados, mas o caso foi mais uma vez arquivado. Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade concluiu que o ato terrorista foi um ação articulada pelo Estado brasileiro. 

Ninguém jamais foi punido. 


Já despontava a madrugada do dia 1° quando show chegou ao fim. A plateia do Riocentro não percebeu o que aconteceu no lado de fora. Só quando Gonzaguinha subiu ao palco e informou ao microfone que  "pessoas contra a democracia jogaram bombas lá fora para nos amedrontar" o público tomou conhecimento do atendado que, felizmente, havia falhado. 

Nos dias seguintes, com as primeiras revelações que os jornais e revistas publicaram, antes do cerco da censura, aquelas milhares de pessoas souberam que escaparam da morte.  

OUÇA BANQUETE DOS SIGNOS AQUI

Atualização em 30 de abril de 2021
Por sugestão de um leitor, postamos links para vídeos do local e do show Riocentro AQUI

Voz do Gonzaguinha no palco do Riocentro AQUI

VTC - Baixaria no Manhattan CUnnection

Despejado da Globo News, o Manhattan Connection está abrigado na emissora pública TV Cultura, de São Paulo.  O programa tem uma linha política clara, de direita. E isso é legítimo. Mas sob esse ângulo costuma levar a agressividade ao volume máximo quando se trata de convidados que não necessariamente de esquerda tenha ideias um pouco mais arejadas. O alvo da vez foi o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.  No encerramento do programa, Diogo Mainardi, sem argumentos e em modo surto, mandou o entrevistado tomar no cu. O convidado insultado não teve tempo de responder. Mais tarde, comentou: “Não serei eu, em nenhuma circunstância, que irei censurar a fala de um ‘humorista’ – como o Mainardi – que abusou do direito de ser indelicado e agressivo no programa”, disse Kakay. a TV Cultura divulgou nota afirmando que não concorda com o ocorrido "e já tomou providências junto à empresa que produz o programa", mas não informou que medidas atingem o Manhattan Connection.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA E VEJA O VÍDEO NO DCM AQUI

ATUALIZAÇÃO EM 05/5/2021 - Diogo Mainardi se demitiu ontem do Manhattan Connection. Diz ele que quis preservar o programa após a reação da TV Cultura que pediu à produtora da atração um atitude face ao comportamento do jornalista, que mandou um entrevistado "tomar no cu". Em note, Mainardi repetiu a ofensa ao advogado. Há 17 anos do Manhattan Connection, o polêmico jornalista fazia um papel semelhante ao de Paulo Francis, ocupando uma espécie de "cadeira do ódio' na bancada do programa identificado com o neoliberalismo.  Por lá já passaram Nelson Motta e Arnaldo Jabor. A TV Cultura informou através da assessoria de imprensa que o pedido de demissão foi assunto interno da produtora do programa

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Política - O drama de quem tomou vacina às escondidas...

 por O.V.Pochê

O general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Casa Civil, confessou que tomou vacina escondido. A essa altura deve estar de castigo. Deu "barro" e levou "chumbreca" na gíria militar para punição e esporro. Bolsonaro deve ter considerado alta traição. No Palácio do Planalto, que tem a mais alta concentração de puxa-saco por metro quadrado, suspeita-se que tem gente ligando às pressas para a família tirar do Facebook a selfie tomando o imunizante. O gabinete do ódio estaria desde hoje cedo vasculhando as redes sociais em busca dos funcionários vacinados. Aparentemente, haveria um posto de vacinação secreto, uma espécie de "aparelho", onde na calada da noite um bando de encapuzados se esgueirava para levar um pico de Coronavac (além de tudo, a vacina disponível era comunista). Há quem diga que o DOI-CODI, agora rebatizado de DOI-COVID, será refundado para caçar e fichar que insistir em se vacinar. Um pau-de- arara já foi montado no quarto andar do palácio. Veteranos torturadores já foram convocados para prestar serviço nas instalações. Tem gente até pensando em partir para o exílio na Hungria. Há rumores de que quem se vacinou será detido por tempo indeterminado para que não receba a segunda dose. No Congresso, a pedido de um general que tem trânsito na casa, estaria correndo um projeto de lei para anistiar todos os que se vacinaram às escondidas. Mas a PGR ameaça indiciar todo mundo por prevaricação e subversão.  Aguarda-se o desfecho da mais recente crise nacional.  

Escândalo literário: as "lolitas" de Blake Bailey, biógrafo de Philip Roth...

Caryn Blair e Elisha Diamond
acusam Blake Bailey. Reprodução
por Pedro Juan Bettencourt

Após antigas alunas denunciarem Blake Bailey, biógrafo do escritor Philip Roth, por assédio sexual e estupro, a editora WW Norton retirou o livro das livrarias e cancelou reimpressões. 

Além disso, se comprometeu a doar a quantia do adiantamento do livro de Bailey (Philip Roth: The Biography) para organizações que lutam contra a agressão sexual. A biografia de Roth, que morreu em 2018, era muito aguardada e foi lançada no início de abril. Recebeu boas críticas e entrou na lista de best sellers do NYTime.

O escândalo estourou quando ex-alunas de Blake Bailey em uma escola de Nova Orleans, denunciaram o professor por assédio, violência e estupro. As meninas  tinham entre12 e 13 anos. Quando a acusação veio a público, uma executiva de uma editora também revelou que foi estuprada pelo biógrafo. A Companhia das Letras, que editaria o livro no Brasil cancelou o projeto. 

Solidariedade às vítimas à parte, o caso levanta um temor entre editores. Se a moda pega, poderá haver um tsunami no mercado capaz de arrastar milhares de escritores com histórico de assédio sexual.  

A ironia no caso é que o próprio Philip Roth (autor de livros como O Complexo de Portnoy, Os  Fatos, Operação Shylock, O Teatro de Sabbath, Pastoral Americana e O Animal Agonizante) já foi acusado de misoginia, embora não tenha, aparentemente, cruzado a linha das ideias para a ação. E Blake Bailey, que nega as acusações, costumava recomendar às alunas a leitura de Lolita, de Vladimir Nabokov. 

O gênio do mal

 



terça-feira, 27 de abril de 2021

sábado, 24 de abril de 2021

Essa revista de crimes e suspense sobrevive há 65 anos. E esse é o último mistério de Hitchcock...





Em meio ao tsunami que varre revistas impressas há publicações resistentes. Algumas, curiosamente resilientes nos seus nichos. 

Em 1956, provavelmente sob o impacto de Janela Indiscreta (Rear Window, filme lançado em 1954, a  HSD Publications pediu a Alfred Hitchcock para usar o seu nome como título de uma revista especializada em ficção policial, crimes, suspense e mistério. O diretor não apenas cedeu sua griffe como topou apresentar as histórias e, eventualmente, até escrever. Muitos contos publicadas pela revista foram adaptadas pelos produtores dos programas de televisão Alfred Hitchcock Presents e The Alfred Hitchcock Hour. 




Durante anos, o editor da revista não teve problema na escolha das capas. Era sempre Hitchcock.

A Alfred Hitchcock's Mystery Magazine, publicação mensal, acaba de completar 65 anos fiel à pauta original: lançar novos autores ao lado de talentos do gênero; 

Hitchcock morreu em 1980, o título saiu da HSD, passou por várias editoras, e hoje é da Dell Magazines, que também é dona da Ellery Queen's Mystery Magazine, outra publicação duradoura.

Em 2006, a revista celebrou seu 50º aniversário com o lançamento da antologia Alfred Hitchcock’s Mystery Magazine Presents Fifty Years of Crime and Suspense, com reprints de antigas edições.

Apesar da avassaladora produção de séries policiais pela Netflix e outras plataformas de streaming,  essa revista de mistério sobrevive. E esse é um mistério. 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

As aparências não enganam...

Do Twitter

A "Fera da Penha", o "Caso Henry" e anjos sem guarda

A morte de Henry, 4 anos, choca o Brasil. A polícia aponta como suspeitos de assassinato o vereador Jairo de Souza Santos Júnior, vulgo Dr. Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva, a mãe do menino. 

Para a mídia é o "Caso Henry". 

Em 1960, Tânia, 4 anos, foi sequestrada e assassinada pela amante enciumada do pai da menina. Na época, jornais e revistas costumavam criar uma marca passional para crimes de grande repercussão. A assassina foi logo presa. Ela havia atirado na nuca da criança e, em seguida, incendiado o corpo. Confessou a autoria, relatou a brutalidade. O público, revoltado, acompanhou como em um folhetim os detalhes do crime da "Fera da Penha". 

Essa foi a marca adotada pelo noticiário policial. 

O assassinato da menina Tânia permaneceu em foco durante anos. Em 1963, a "Fera da Penha" foi julgada e condenada por sequestro e homicídio a 33 anos de prisão. 

Em 1966, um novo júri confirmou a pena. Naquela época, o Código Penal não previa a agravante por "crime hediondo". A assassina obteve depois um indulto que reduziu a sentença para 21 anos, dos quais ela cumpriu 15. Hoje, aos 84 anos, vive reclusa no Rio, a pouco mais de doze quilômetros do local do crime.  Provavelmente sem que os vizinhos sequer desconfiem que ao lado mora a "Fera da Penha", uma ex-celebridade fatal dos anos 1960. A pequena Tânia foi enterrada no Cemitério de Inhaúma. Seu túmulo até hoje atrai pessoas que a consideram milagrosa. Não há muita informação sobre o destino dos pais da vítima. Apenas que se refugiaram na dor, continuaram juntos e tiveram dois filhos.  

O crime aconteceu no dia 30 de junho de 1960, uma quinta-feira. Com a enorme repercussão do caso no fim de semana, Manchete incluiu uma reportagem especial com a cobertura do caso. 

Na capa da edição, três misses e chamadas sobre "A coroação de JK em Bananal", seja lá o que tenha sido isso,  e o "Crime da Penha", no canto inferior direito da imagem ao lado, que a reprodução precária não permite ler.  

Adolpho Bloch, nos fins de tarde da redação, costumava contar que aquela edição com tiragem ampliada se esgotou rapidamente nas bancas do Rio de Janeiro.  

Não se sabe ainda qual será o desfecho do Caso Henry. O casal Jairo e Monique foi indiciado por tortura e homicídio duplamente qualificado. Os dois estão sujeitos a penas de até 30 anos. Se serão julgados culpados e quanto cumprirão da pena que a Justiça vier a estabelecer, só o tempo dirá...

Fala de Bolsonaro na Cúpula do Clima não valeu um pequi roído

A saidinha de Biden com Bolsonaro na telinha. Reprodução RT-Instagram

por José Esmeraldo Gonçalves 

O pronunciamento de Bolsonaro na Cúpula do Clima foi falso. Ao estilo robô de sempre quando está diante do teleprompter, ele leu o que não escreveu e o que não corresponde aos fatos e muito menos às suas ideias. 

A Amazônia bate recordes em desmatamento e isso não é o acaso, é política de governo que retirou os limites e a fiscalização sobre madeireiros, garimpeiros, posseiros e grileiros, pecuaristas, caçadores, invasores de reservas etc. 

Bolsonaro teria ficado irritado por ter sua vez de falar estabelecida para o fim da reunião, na hora da xepa, digamos. 

Obviamente, os demais líderes não esperavam muito do brasileiro, afinal ele propaga há muito tempo e publicamente sua visão torta de meio ambiente e sua falta de respeito à sustentabilidade. Bolsonaro não percebeu que ecologia não é coisa de bicho-grilo. É negócio, é política de governos sérios, é sobrevivência.

Por isso, Joe Biden deve ter pedido para ir ao bandeiro e não voltou para ouvir a farsa.  

Provavelmente vai esperar que o Brasil passe a agir em vez de mentir.  

quinta-feira, 22 de abril de 2021

A Síndrome (e a sombra) do Vice

por O.V.Pochê 

É conhecida a carta lamurienta que Michel Temer escreveu para Dilma Rouseff garantindo sua "lealdade" mas queixando-se de que no primeiro mandato da presidente foi um vice "decorativo". A tal carta tinha uma verdade - ele era realmente um inútil bibelô palaciano - e uma mentira: de "leal" Temer nada teve. Foi um conspirador,  um dos artífices do golpe que derrubou Dilma e lhe deu as trinta moedas do assento no Planalto

E a CPI do Genocídio e a movimentação para o suposto impeachment de Bolsonaro agitam o DF. O segundo é improvável porque as dezenas de pedidos se transformaram em almofadas alcochoadas para as nádegas de Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, e do atual, Arthur Lira.  Se acontecesse, o herdeiro do trono seria o vice Hamilton Mourão. Deve estar ansioso e não sem motivo. A história registra que vários vices chegaram lá. 

Após o fim do Estado Novo, pelo menos seis presidentes foram pinos caídos do boliche político. Siga o fio: 

- Com a morte de Getúlio Vargas, assumiu Café Filho. Não durou muito. Um enfarto o tirou do Catete e ele saiu da história sem sequer ter entrado. Carlos Luz, presidente da Câmara, foi acomodado na cadeira presidencial. Também por pouco tempo. Lott liderou o movimento militar em defesa da Constituição e Luz foi declarado impedido. Nereu Ramos, presidente do Senado assumiu o cargo até a posse do presidente eleito, JK, garantida por Lott.  

- Jânio Quadros surtou e João Goulart virou presidente até o golpe que impôs a longa ditadura militar.

- O general Costa e Silva, o segundo "presidente' da ditadura teve um AVC. O vice era o civil Pedro Aleixo. A linha dura impediu que o político mineiro botasse a faixa presidencial. Em um golpe dentro do golpe quem assumiu foi uma Junta Militar formada pelo almirante Augusto Rademaker, ministro da Marinha, general Aurélio de Lira Tavares, ministro do Exército e o brigadeiro Márcio de Sousa Melo, ministro da Aeronáutica. 

- Tancredo Neves foi "eleito" presidente pelo Colégio Eleitoral da ditadura. Seu vice era o notório José Sarney. O Brasil foi mal mas o autor de "Marimbondos de Fogo" se deu bem em um mandato de cinco anos.

- Collor de Mello foi 'impichado' e Itamar Franco virou titular da República do Pão de Queijo.

- Dilma Rousseff foi eleita para um segundo mandato carregando  o seu vice, Michel Temer, na frasqueira. Dilma foi apeada do cargo e o tieteense 'sequestrou' a faixa presidencial. 

Ou seja, cinco mandatos presidenciais terminaram com os vices assumindo. 

Só três presidentes eleitos democraticamente cumpriram o mandato pleno: JK, FHC e Lula.

Observadores do Planalto Central constatam que Bolsonaro e Hamilton Mourão já não calçam o mesmo coturno. Divergem. Tanto que o sociopata procura outro vice para ser seu par nas eleições de 2022. E, além disso, excluiu Mourão, que é o presidente do Conselho da Amazônia, das conversas sobre a participação do Brasil na Cúpula do Clima. Humilhou e magoou o vice. 

A história mostra que no BBB da política, indicar vice para o paredão dá azar. 

quarta-feira, 21 de abril de 2021

por Prof. Honor
Para a Globo News, "pressão sob o Brasil..."
O gerador de caracteres quis dizer "pressão sobre o Brasil". Erro do corretor, claro. Meninos, no caso a pressão não vem de baixo. Seria "sob" se fosse "Brasil sob pressão". Combinado? Joe Biden fará pressão "sobre". E sai de baixo...

Na capa da New Yorker, reconstruir...

 


The New Yorker, na capa dessa semana, levanta uma questão pós-pandemia; reconstruir famílias, economias, o show business, a arte, o esporte, os postos de trabalho, a vida... 

Ligue o rádio...

por Ed Sá

Em 1971, há 50 anos, Roberto Carlos (que festeja os 80) emplacava Detalhes, Debaixo dos caracóis dos seus cabelos e Amada amante. Mas o que mais tocava nas rádios naquele ano? Lembra? Algumas dicas da Rádio Panis:

Ê Baiana, Clara Nunes; Maggie May, Rod Stewart; Never Can Say Goodbye, Jackson 5; You've got a Friend, James Taylor; My Sweet Lord. George Harrison; Me & Bobby McGee, Janis Joplin; Não Quero Dinheiro, Tim Maia; Lonely Days, Bee Gees; Mother, John Lennon/Plasctic Ono Band; Desacato, Antonio Carlos e Jocafi; Fire And Rain, James Taylor; Construção, Chico Buarque; Brown sugar, Rolling Stones.

OUÇA JAMES TAYLOR AQUI

OUÇA GEORGE HARRISON AQUI

OUÇA TIM MAIA AQUI

OUÇA JANIS JOPLIN AQUI

OUÇA ROLLING STONES AQUI

Superliga Europeia: cartel norte-americano tentou implodir futebol europeu. Torcida reagiu e o ataque foi neutralizado. Mas a cavalaria ianque vai voltar a atacar

Do Twitter
por Niko Bolontrin

Um cartel formado por empresários norte-americanos aliciou dirigentes de clubes e tentou sequestrar o futebol europeu. O grupo anunciou a criação de uma Superliga fora dos calendários da UEFA e FIFA e seduziu cartolas com a promessa de milhões de euros a mais de faturamento do que, por exemplo, na Champions. Alguns clubes recusaram a proposta, mas 12 dos principais times toparam participar da liga pirata: Milan, Arsenal, Atlético de Madrid, Chelsea, Barcelona, Inter Milão, Juventus, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Real Madrid e Tottenham. 

As torcidas, principalmente a dos times ingleses, reagiram com manifestações nas ruas e protestos nas redes sociais. O clamor foi tamanho que a Superliga ruiu. Impressionados com a forte rejeição ao projeto oito times desistiram da empreitada. Até essa manhã sobraram apenas Barcelona, Real Madrid, Juventus e Milan. 

Havia muito de estranho na tal Superliga. Como anomalia no lado esportivo, os doze "fundadores" teriam vagas cativas, ou seja, mesmo que perdessem todos os jogos não seriam desclassificados para o torneio do ano seguinte. Outros participantes seriam "convidados" para completar o grupo de 20 clubes, sendo que esses estariam sujeitos à desclassificação. Assim, a Superliga seria uma espécie de "camarote vip" do futebol europeu. 

Nitidamente, é uma jogada financeira. Não por acaso, um dos animadores da pirataria é ex-diretor do Morgan, um dos bancos envolvidos e fraudes e manobras ilícitas na venda de créditos hipotecários durante a crise  de 2008, que foi condenado em vários países. Pois a grana que foi o fator que deslumbrou  cartolas europeus vinha do Morgan. 

A Superliga desmoronou mas os aliciadores já avisaram que voltarão a atacar. 

O episódio deixa duas lições em uma elogiável constatação. Primeiro, o chamado "mercado" formado por especuladores quer abocanhar o futebol mesmo que implodam regras; segundo, para eles o esporte não interessa, mas o lucro que pode auferir dele, tanto que o regulamento despreza parâmetros esportivos, como classificação decidida em campo; terceiro, não por acaso, coube aos torcedores do país que criou o futebol e o transformou em paixão mundial defendê-lo do ataque do cartel norte-americano.  

30 anos depois: o filme "Instinto Selvagem" volta em versão restaurada com direito a extras e cruzada de pernas em 4K

 




por Ed Sá 

No verão de 1991, o diretor Paul Verhoeven. filmava em São Francisco um dos grandes blockbusters dos anos 1990. O filme chegou aos cinemas no ano seguinte com Sharon Stone, aos 32 anos, capaz de acordar o monge mais devoto e a noviça menos rebelde.  No auge da beleza e sensualidade, a atriz, no papel da escritora Catherine Tramell, uma verdadeira arma de destruição em massa do tédio mais agudo. 

Basic Instinct (Instinto Selvagem, no Brasil) tem ainda no elenco Michael Douglas, George Dzundza, Jeanne Tripplehorn, entre outros. Douglas podia opinar sobre a escolha da atriz que viveria Tramell. Na lista de estrelas que o ator não aprovou ou que recusaram o papel constava metade de Hollywood. Kim Basinger, Julia Roberts, Greta Scacchi, Meg Ryan, Michelle Pfeiffer, Kathleen Turner, Ellen Barkin,  Mariel Hemingway e Demi Moore foram cogitadas. Um agente ofereceu Sharons Stone. Douglas entendeu que ela era pouco conhecida, Determinada - como contou em entrevista - Sharon Stone escolheu um vestido justo, decotado, um figurino que imaginou ser próprio de Catherine Tramell, e foi conversar com Verhoeven. Saiu da entrevista com o papel.

Trinta anos depois, a tecnologia a devolve aos cinemas e plataformas de streaming. Sem data para chegar ao Brasil, Instinto Selvagem será relançado na França, Alemanha e Austrália em junho e julho em resolução 4K. Como os negativos sumiram, segundo a gerente do projeto Sophie Boyer, o filme foi recuperado graças ao fortuito achado de uma cópia da cópia em rolos esquecidos de internegativos em 35mm. Mas não se preocupe: a famosa cruzada de pernas de Sharon Stone vem aí mais nítida do que nunca. 

A restauração foi supervisionada por Paul Verhoeven, com direito a bônus. No pacote, cenas não aproveitadas na época, em parte por causa da censura, e um documentário sobre os bastidores da produção e entrevistas recente do elenco e equipe técnica. 

terça-feira, 20 de abril de 2021

Cadê Queiroz? Está no Palácio Guanabara... (o Rio sendo o Rio)

 

do Twitter

O flagra está na coluna de Juliana Del Piva no UOL - AQUI

PANIS EXCLUSIVO A FOTO DO FATO: Palmípede foge do mentecapto

 

BRASÍLIA, despacho do setorista Sarmento • As emas do Palácio do Planalto já tiveram melhores senhorios. Elas reclamam de serem perseguidas pelo atual mandatário, que as alinha entre os integrantes da mídia inimiga. Em 23 de julho de 2020, uma destas inocentes aves foi perseguida pelo Presidente, que tentava convencê-la a todo custo das virtudes da cloroquina. Agora, com a abertura da CPI da Covid, o animal pretende arrolar ao processo o flagrante do fotógrafo Adriano Machado, da agência Reuters. Segundo seus advogados, o preito do palmípede está amparado pelo recente gesto de cientistas e pesquisadores, incluindo três ganhadores do prêmio Nobel, que se uniram por meio de uma carta para defender o exercício da ciência no Brasil e criticar a atuação do governo durante a pandemia.

É preciso levar a sério o bicho. Como consignou Jackson do Pandeiro em O canto da ema:

A ema gemeu

No tronco do juremá […]

[…] Você bem sabe

Que a ema quando canta

Vem trazendo no seu canto

Um bucado de azar […]

Ouçam o forró arretado do velho Jackson 

https://www.youtube.com/watch?v=MlXPAWo9Sb0

 PS – O jornalista francês Pierre Accoce abalou o mundo em 1976 com a publicação (em colaboração com Pierre Rentchnick) do livro Ces Malades Qui Nous Gouvernent/Estes doentes que nos governam (ou seria “Estes dementes que nos desgovernam”?). Accoce preparava uma edição atualizada do livro, mas morreu no ano passado. Em agosto. De desgosto.

A Ciência encurrala Bolsonaro (mensagem para a CPI do Genocídio)

 



Continua repercutindo na mídia mundial, a reação de 200 cientistas e pesquisadores - incluindo três ganhadores do prêmio Nobel - aos ataques do regime Bolsonaro à Ciência, especialmente no que se refere ao combate à pandemia. O documento é assinado por cientistas e pesquisadores, incluindo três ganhadores do prêmio Nobel (Michel Mayor, Física, Peter Ratcliffe e Charles Rice, ambos de Medicina. Brasileiros, franceses, O grupo afirma que a área está sob ataque do governo do presidente Jair Bolsonaro. Até ontem, o documento recebeu mais de 200 assinaturas de cientistas brasileiros, franceses, canadenses, suecos, norte-americanos, ingleses, portugueses, italianos, alemães, holandeses, argentinos e espanhóis. 

Carta Aberta em solidariedade à ciência no Brasil

"Terça-feira, 6 de abril de 2021: o Brasil contabilizou 4.195 mortes ligadas à Covid-19. Ao todo, mais de 340 mil brasileiros já morreram desde o começo da pandemia. Se o coronavirus atinge todos os países do mundo, a amplitude da crise sanitária no Brasil não pode ser dissociada da gestão catastrófica do presidente Jair Bolsonaro. Ele deve ser denunciado por suas ações, que não apenas fez explodir o número de vítimas, mas acentuou a desigualdade no país.

Em várias ocasiões, o presidente da república do Brasil qualificou a Covid-19 como “uma gripezinha”, minimizando a gravidade da doença. Criticou as medidas preventivas, como o isolamento físico e a utilização de máscaras, e provocou inúmeras vezes aglomerações populares. Defendeu pessoalmente o uso da cloroquina, apesar de cientistas terem advertido sobre os efeitos tóxicos de sua utilização. Os pesquisadores que publicaram estudos científicos demonstrando que a utilização do medicamento aumentava o risco de morte de pacientes com Covid foram ameaçados no Brasil. Bolsonaro igualmente desencorajou a vacinação, chegando a sugerir, por exemplo, que as pessoas poderiam se transformar em “jacaré”. Entre o negacionismo, a proliferação de informações falsas e os ataques contra a ciência em plena crise sanitária, Bolsonaro mudou quatro vezes de ministro da Saúde.


A ciência no Brasil está sob fogo cruzado. De um lado, cortes orçamentários que golpeiam a pesquisa e ameaçam o trabalho de cientistas; de outro, a instrumentalização da ciência para fins eleitorais, como mostram as declarações do presidente. Não é possível esquecer também os ataques de Bolsonaro ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), num contexto alarmante de altos níveis de desmatamento na Amazônia.

Negando a ciência, Bolsonaro não apenas atinge a comunidade científica, mas a sociedade brasileira em sua totalidade. Os números da devastação desde o início da pandemia só faz aumentar; de acordo com os dados da Fiocruz, quase 92 novas cepas de coronavirus foram identificadas, transformando o país numa verdadeira usina de variantes, e a estas estatísticas deve-se acrescentar os impactos sobre o meio-ambiente, sobre povos tradicionais da Amazônia e sobre o clima em todo o mundo.

Neste contexto de crise sanitária, agravamento da desigualdade e mudança climática, este tipo de comportamento é inaceitável e o presidente deve ser responsabilizado por seus atos. Estamos preocupados com o agravamento da crise no Brasil e os ataques à ciência. Nesta carta aberta, queremos manifestar nossa solidariedade com nossos colegas no Brasil, cuja liberdade está ameaçada. Manifestamos igualmente nossa solidariedade com a população brasileira, que vem sendo diariamente afetada por esta política destruidora."

As novas "cajazeiras"......

 


A notícia Nagle da Leda Fake: jornalista divulga "denúncia" mentirosa de "plano" de Lula e do STF para matar Bolsonaro

 










Leda Nagle não pode negar que provou o "sucesso" na internet. Ontem, ela estourou na web com uma mentira galopante. Foi a líder em citações negativas. Acima alguns poucos exemplos entre  milhares. A jornalista bolsonarista, com ar solene e dramático, anunciou que a PF havia descoberto um plano arquitetado por Lula para matar o Bozoroca.  

Era fake news explícita e ela participou da rede de divulgação. 

Como se sabe. a CPI das Fake News está parada. Em 2022, ano eleitoral, se nada for feito a ultradireita que deitou e rolou em 2018 terá seu principal palanque no crime até aqui impune de difundir difamação, mentiras, falsas montagens, farsas e fraudes.

Parabéns aos envolvidos.