PANIS CUM OVUM - o blog que virou fatos&fotos

sábado, 21 de fevereiro de 2026

A jornada 4x1 impossível na orgia do Vorcaro

A cena do filme "De olhos bem fechados" é meramente ilustrativa. Está no imaginário quando se fala de orgias.  A festança do Master para autoridades e garotas importadas da Europa não foi tão sofisticada. Ao contrário, um print vazado registra
que foi muito brega. 

por José Esmeraldo Gonçalves 

O que vazou até agora. Alguns prints que registram a bagunça dos convidados, reclamação dos vizinhos contra o som alto e poucos detalhes da festança em Trancoso, Bahia. Cabral descobriu o Brasil perto dali. Sob o comando do comandante Vorcaro autoridades e ricaços descobriam uma espécie de paraíso. O anfitrião teria importado garotas da Rússia e Ucrânia para animar os convivas. Ok, até aí, acredito. 

Entre as supostas revelações há, contudo, um número que acho impossível ser verdadeiro. Dizem que vieram da Europa garotas em número suficiente para a jornada 4x1. Quer dizer: quatro mulheres para cada convidado.

Duvido. 

A lista vip não pode ser revelada ainda. Mas a maioria, a julgar pelo excesso de quilogramas, mal daria conta da patroa no dia a dia e de uma acompanhante importada quanto mais quatro beldades da Europa Central, terra de mulheres muito bonitas.

 Claro que havia gente lá com algum preparo físico para jogar malas de dinheiro do décimo andar, mas morre aí a, digamos, chamada motivação. As autoridades suspeitas de envolvimento no departamento de entretenimento do Banco Master já estão, a maioria, em faixa etária rodada. Estão mais para estatuto do idoso do que para legionários que sobem montanha a pé.

Outra coisa quando se fala em orgia muitos devem recordar o filme "De olhos bem fechados" , de Stanley Kubrick com Nicole Kidman e Tom Cruise. Esqueça. A festa em Trancoso não tinha esse nível de sofisticação. Era mais para babação na gravata. Um dos prints vazados registra que nunca houve nada tão brega no sul da Bahia desde que Cabral e Pero Vaz de Caminha caminharam na praia com roupas da nobreza lusitana distribuindo  balangandãs para indígenas.


Vini Jr expõe o racismo estrutural no futebol

Vinícius Jr. A batalha incansável
contra o racismo. Foto reproduzida
  do Facebook do jogador




por José Esmeraldo Gonçalves 

O brasileiro Vini Jr luta há anos contra o racismo. Quase sozinho. Imaginem a resistência psicológica que ele precisa manter a cada vez que entra em campo e recebe todo tipo de ofensa. O jogador já revelou desânimo com o futebol, mas superou o momento difícil. Dizem os racistas que ele é provocador, mas Vini Jr reage com sua arma mais letal: a habilidade e o trato insuperável com a bola. Reparem que geralmente as agressões se radicalizam após o craque do Real Madrid subjugar defesas e fazer gols antológicos. No jogo mais recente, contra o Benfica, após desafiar a física com uma bola de curva que contornou o goleiro e entrou no ângulo esquerdo inalcançável para ele, Vini Jr fez dancinha junto à bandeira do corner. Foi uma comemoração e uma resposta compreensíveis e proporcionais. Ele já vinha sendo xingado antes disso. Querem moderação da vítima de ofensas? Então o futebol que puna seriamente os racistas, sejam torcedores ou jogadores.  

Sem poder responder com futebol o jogador argentino Gianluca Prestianni apelou para a ofensa racista. Que receba pelo menos uma suspensão prolongada. Nada de apenas multas que acabam pagas com facilidade. 

Decepcionante são as reações irresponsáveis de dois treinadores: o português Mourinho, do Benfica, a vítima ressentida do talento de Vini Jr.  e o brasileiro e catarinense Felipe Luís, do Flamengo. O primeiro, cínico, disse durante a coletiva que o argentino não deveria nem pedir perdão . O segundo, alheio, afirmou que a ocorrência de ofensas racistas são "casos isolados". Isoladas também não foram as ofensas racistas de torcedores portugueses e argentinos nas redes sociais. 

Vale ressaltar que muitos jogadores se manifestaram a favor de Vini. Durante o processo que, espera-se, seja aberto, o testemunho de M'bappe será importante. Ele é incisivo a relatar que ouviu a grave ofensa do argentino.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A saga de Chorizo, resgatado da Ucrânia sob bombas - Por Natasha Muggiati

 

Chorizo desafiou fronteiras e logística. Foto: Arquivo pessoal 

Minha companheira Liliya, ucraniana, decidiu que nada expressaria melhor seu amor do que um filhote de dachshund — nosso popular “salsicha”, em alemão “caçador de texugo”, ao qual dei o nome gaiato de Chorizo, um nome que se impôs naturalmente — curto, sonoro e já anunciando que nossa vida jamais voltaria a ser insossa. Seria uma surpresa de Natal, algo delicado, festivo, envolto em laços e boas intenções. Mas Chorizo, sempre avesso a cronogramas e convenções humanas, antecipou sua chegada para outubro. Desembarcou com dois meses de idade, 1,3 kg de puro potencial destrutivo e os olhos estrategicamente treinados para dissolver qualquer acusação.

A travessia até Berlim, onde moramos, foi digna de um documentário narrado em tom grave. Três dias numa van em estado avançado de aposentadoria, saindo da Ucrânia em guerra, cruzando a Polônia — onde obteve um passaporte cuja procedência preferimos classificar como “criativamente interpretada” — e finalmente alcançando território alemão. Veio mal acomodado numa gaiola minúscula, compartilhada com um cocker spaniel igualmente perplexo, ambos a caminho de Berlim e provavelmente questionando sua destinação. Enquanto drones zumbiam no céu e estradas minadas prometiam emoções desnecessárias, os dois viajavam comprimidos como passageiros numa missão que desafiava fronteiras e logística. Tudo isso para transportar 1,3 kg de anarquia com orelhas longas.

Mas, como diria Shakespeare, tudo está bem quando termina bem. Ou quase. Aconchegado no apartamento, protegido do frio europeu, Chorizo rapidamente iniciou sua campanha de ocupação: degustou móveis como quem faz análise sensorial de madeira nórdica, estraçalhou seu coelho de brinquedo com eficiência cirúrgica e declarou guerra aberta aos chinelos das donas — que, ao que parece, simbolizam a autoridade doméstica que ele pretende derrubar.

Na primeira vez que viu neve, decidiu comê-la. Pela expressão, concluiu que a Alemanha ainda não estava pronta para seu refinado paladar. Agora aguardamos a primavera, quando poderá correr pelos parques vizinhos latindo para outros cães e fingindo inocência, enquanto nós fingimos que a casa sempre teve esse estilo “minimalismo pós-conflito”.

Chorizo sobreviveu a bombas, fronteiras, burocracias e transporte internacional alternativo. Enquanto isso, nos adaptamo-nos com elegância à intensidade de sua juventude e à troca de dentes. E assim, entre destruindo chinelos, devorando brinquedos e ensaiando suas primeiras investidas sobre a neve, aprendemos que toda casa precisa de um pequeno general… e nós, de muita paciência para a ocupação permanente.

*Natasha Muggiati, filha de Roberto e Lena Muggiati, é um típico “bebê Bloch”. Sua chegada ao mundo, há 40 anos, foi capa da revista Pais&Filhos.


Em cartaz no Bananão, como dizia Ivan Lessa. Assalto a dados fiscais e paródia de Watergate. A palavra da semana é... Vazamento!.

 

Vazamento negociado? Quem é o "encanador"? Reprodução RS

por José Esmeraldo Gonçalves 

O Caso Watergate ensinou que vazamento você sabe como começa mas não como termina. Aliás, o grupo que invadiu um escritório do Partido Democrata em 1972 era autodenominado "encanadores". Os parças de Richard Nixon eram profissionais em espionagem, queriam canalizar para a Casa Branca o maior número de informações sobre a oposição e filtrar para uso político tudo o que fosse comprometedor. O objetivo era instalar grampos telefônicos, microfones ambientais e fotografar documentos. 

O comando da operação criminosa cometeu uma série de erros banais. Os aloprados de Nixon deixaram pistas. Esqueceram de tirar as fitas adesivas que usaram para impedir fechamento automático de portas; uma das entradas não abriu e acabaram quebrando uma janela; o encarregado de receber um aviso caso alguém desconfiasse do arrombamento e chamasse a polícia baixou o volume do walkie talkie e não percebeu o alerta. Resultado, os criminosos republicanos foram presos em flagrante.  

A palavra mais usada na mídia política brasileira nessa semana pós-carnaval é "vazamento". Há "encanadores" suspeitos  de acessarem dados fiscais de ministros do STF. O caso é investigado pela Polícia Federal a partir da Receita Federal. 

As semelhanças param aí. O escândalo estadunidense foi desvendado por Bob Woodward e Carl Bernstein, jornalistas investigativos do jornal Washington Post após minuciosa apuração. A série de reportagens históricas levou à desmoralização e posterior renúncia de Nixon. 

Já na farsa brasileira  de espionagem política surge a suspeita de que jornalistas e veículos da imprensa corporativa estariam mais para "encanadores" do que para repórteres ou colunistas. Não há comprovação dessa suspeita que também é investigada. 

O assalto digital aos dados dos ministros é mais uma etapa de uma ofensiva aberta contra o STF nas sombras das medidas tomadas contra o ainda poderoso Banco Master, o liquidado mais ativo da paróquia. O ministro Toffoli foi obrigado a deixar a relatoria do caso após uma sucessão de trapalhadas e o ministro André Mendonça assumiu o cargo. 

Enquanto a investigação prossegue, a mídia não dá trégua aos ataques ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, muitos deles baseados em fontes anônmas. Com o "encanadores" em ação, o "watergate" brasileiro, um afluente que deságua no pântano do Master, tem tudo para acabar em paródia de má qualidade.   

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mídia - Se é bom para o trabalhador, O Globo é contra

Hoje como...


...ontem, "fogo" no trabalhador.

por Flávio Sépia 

O Globo esbanja coerência. Para o mal. Nos anos 1950 foi contra o salário minimo. Nos anos 1960, combateu com ferocidade a aprovação do décimo-terceiro salário. No fim dos 80 manipulou o debate Lula-Collor e levou para o Planalto o cara que meteu a mão na poupança do povo. Nos anos 2000 participou do golpe que derrubou injustamente Dilma Rousseff. Apoiou o golpista Michel Temer que tirou direitos dos trabalhadores e fez a reforma desonesta da Previdência que prejudicou os futuros aposentados civis. Apoiou com fanatismo jornalístico a Lava Jato que se revelou uma operação criminosa e corrupta. No desgoverno Bolsonaro, apoiou Paulo Guedes e suas medidas em prejuízo do povo e em favor dos amigos do mercado especulativo. Nada mais natural, portanto, que O Globo esteja em campanha a favor da manutenção do regime 6x1, quando países que não governam apenas para milionários e corporações  corruptas modernizam as relações trabalhistas, se distanciam do trabalho escravo e favorecem a saúde mental e física dos trabalhadores com a aprovação do regime 5-2 que proporciona mais qualidade de vida e lazer para as famílias. Se um projeto não presta para o país, presta para o Grupo Globo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O que Calígula, o Epstein do império romano, tem a ver com os canais de streaming e o modo de ver filmes?




por José Esmeraldo Gonçalves

Kristen Stewart comprou a Highland Theatre. A sala centenária, de 1925, em Los Angeles, corria o risco de ser demolida. A atriz pretende restaurar o local e torná-lo um símbolo de resistência cultural, privilegiando a experiência de exibição de filmes em telas grandes. Não se trata apenas de conservar um prédio. Esse tipo de iniciativa preserva o modo de ver filmes. 

É inevitável o avanço do streaming, não dá para pausar a história, mas é possível respeitá-la. No Brasil há esforços para preservar cinemas de rua, especialmente no Rio, São Paulo, Recife e outras grandes cidades. Apesar disso, muitas salas tradicionais viraram igrejas, supermercados e mega lojas. Nas pequenas localidades, foram praticamente extintas. Salvam-se aquelas instaladas em shopping centers. 

As plataformas de streaming censuram filmes ?

O modo streaming impõe uma grave característica. A censura privada a determinadas cenas de violência, sexo, ideologia etc que as empresas do ramo considerem "impróprias". É aí apelam para as tais tarjas irritantes e cenas desfocadas a interferirem nos filmes, sem falar no chatíssimo "pii, pii, pii" sonoro para encobrir palavrões. 

Os canais de streaming são donos do acervo de grandes produtoras de Hollywood, o que não quer dizer que disponibilizem todos os clássicos de várias épocas ou filmes que foram polêmicos em certos momentos e que representam marcos na história do cinema. Deveriam ser, como nome diz, plataformas de transmissão, mas sem manipular conteúdos por implicações morais ou vá lá o que seja. 

Claro que há canais independentes que dão acesso a cópias piratas muitas vezes sem a íntegra dos filmes ou a qualidade técnica da reprodução.

Em 1976, há 50 anos, o produtor Bob Guccione, criador da revista Penthouse, começou a filmar a história de Caio Augusto César Germânico, mais conhecido como Calígula. O sujeito foi um imperador romano pansexual. Para a geração Z entender: ele era o Jeffrey Epstein de Roma. 

As filmagens foram tumultuadas e interrompidas várias vezes e "Calígula" só chegou aos cinemas em 1980. A vida real de Calígula era uma tarja só. Claro que o filme provocou uma polêmica mundial. Provavelmente sob o pretexto de escrever critícas para L'Osservatore Romano um cardeal teria sido visto no escurinho do Dei Piccoli, da Villa Borghese, um cinema pequeno e discreto que exibiu o filme em sessão especial para autoridades, longe da curiosidade dos paparazzi. 

Lembrando que em 2013,  o Festival de Cannes exibiu a versão restaurada "Calígula: o corte final" , incluindo parte de 96 horas de cenas não aproveitadas no original e encontradas anos depois, mas com cortes de cenas "excessivamente explícitas". A nova versão não causou muita repercussão ao chegar ao circuito brasileiro. Para as novas gerações, o sexo grupal da vida real tripulado por Jeffrey Epstein com participação de Donald Trump, o ex-príncipe Andrew, Bill Clinton e outros poderosos deve fazer Calígula parecer tímido. E olha que as fotos e vídeos do Caso Epstein ainda nem vieram inteiramente a público. 

A propósito, em 1980, "Calígula" mereceu da antiga revista Manchete uma reportagem de cinco páginas assinada pelo jornalista e crítico conceituado Wilson Cunha. Aqui, o filme teve cenas cortadas e enfrentou resistências nas distribuidoras. Nos anos 1990, foi vetado para exibição na TV. Atualmente, "Calígula: o corte final"   pode ser visto na plataforma de streaming Prime. Para saber mais sobre o filme do "Epstein" romano leia abaixo a reportagem de Wilson Cunha. 










1980- Páginas reproduzidas da antiga revista Manchete.

                                                    Clique nas imagens para ampliá-las.

Ou, para melhor leitura você pode acessar a seção de periódicos digitalizados da Biblioteca Nacional (Edição 1446 da antiga Revista Manchete)  




domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Inteligência Artificial está doidona. Do ponto de vista financeiro. A nova bolha da internet vai pegar você?

 

Na capa da Carta Capital. Fim de festa ou paranóia?


Lembra do filme A Bolha Assassina? É  dos anos 1980.
Vem aí uma bolha ainda mais aterrorizante.


por José Esmeraldo Gonçalves 

A capa da Carta Capital dessa semana mexe indiretamente com um antigo drama do mercado jornalístico que vitimou muitos profissionais cariocas e paulistanos.

 Entre 1994 e 2000, os jornalistas do Brasil (na verdade do mundo, mas vamos ficar na nossa paróquia) embarcaram em uma nave tecnológica que parecia abrir novo e bem remunerado mercado. 

No nível de editores, redatores e repórteres, o chamado chão da fábrica, o efeito visivel era o de melhores salários e criação de novas empresas além do tradicional mercado de jornalões e revistas impressas. No Rio, muitos colegas trocaram empregos que pareciam estáveis, apesar da remuneração mediana, por postos na "nova mídia". Para muitos e em curto prazo o salto trouxe bons salários seguidos de uma frustrada esperança. Houve injeção inicial de capital, surgiram veículos como o jornalístico N.O, sites importados, os primeiros portais de e-commerce, o feminino Obsidiana, por exemplo, se instalaram no Brasil. Vieram sites de busca, quem lembra do Aonde? E do Bookmarks?

Em cerca de dois anos ou um pouco mais, o retorno do capital frustrou especuladores. No nível dos investidores, deu-se a fuga.

Naquele tempo o público não interagia intensamente com as redes sociais. A palavra influenciador não tinha ainda o sentido digital avassalador que viria a incorporar. Os algoritmos, essa poderosa mira telescópica que localiza e seleciona leitores e clientes, ainda não estava efetivamente à disposição da publicidade. Os smart phones só ganharam recursos práticos e massificados após a bolha das empresas ponto com como eram então chamadas. 

A briga pelo novo mercado era de cachorros grandes. O problema: o otimismo estava à frente do tempo real do digital.  Ninguém imaginava que só em poucos anos, talvez cinco ou seis, a realidade acelerada abriria de fato mercados mais consistentes. Mas o capital queria resultados imediatos e tirou o time de campo. A bolha se esvaziou e levou pequenas e grandes empresas. No mundo, trilhões foram pelo ralo. Houve quem tomasse decisões certas  em meio ao caos financeiro. O Google, por exemplo, só colocou suas ações na Nasdaq, a bolsa das novas tecnologias, em 2004 quando já era possível ler as lições da tempestade.

A nova e possível bolha é diferente. Provavelmente não atingirá de médias empresas para baixo. O impacto virá de cima. Um míssel financeiro que alguns economistas definem como devastador. A Inteligência Artificial é cara e voraz em energia e água para manter enormes bancos de dados. Ao fazer uma busca simples, você movimenta uma quantidade de eletricidade e água potável suficiente para neutralizar muito do esforço do planeta feito até agora  para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Tudo isso custa dinheiro. 

E que vai pagar a conta? Analistas dizem que os cobradores já estão batendo na porta. O problema da IA é equacionar a enorme despesa com o retorno dos trilhões de dólares investidos. Como e quando a IA vai se pagar se as cotações estão super dimensionadas? Nem a IA é capaz de responder. Pense bem: quem paga toda a movimentação quando você faz um meme engraçadinho ou manipula fotos, áudios e vídeos usando a IA? Tem certeza que apenas a mensalidade de um aplicativo qualquer paga toda a conta?

A Carta Capital, assim como vários veículos de economia, levantam a questão. Procure ler sobre isso. Vai reduzir a voltagem do susto quando o susto vier.

Copa do Mundo da FIFA em risco. Discriminação, racismo e perseguição policial são ameaças no roteiro dos torcedores que conseguirem entrar nos Estados UnidosAlguns países pregam boicote. Melhor seria fazer a Copa apenas no México e Canadá..

A polícia esperando torcedores da Copa
 nos Estados Unidos. Divulgação ICE

por Niko Bolontrin 

Enquanto a Itália realiza a Olimpíada de Inverno 2026 em clima de paz, o próximo grande evento esportivo mundial, a Copa do Mundo de Futebol, está cercado de incertezas. 

Como se sabe, a FIFA planejou para este ano um torneio sediado por três países: Canadá, México e Estados Unidos. A entidade não esperava que o último país se tornasse o pé quebrado do tripé. Estados Unidos mergulhado no regime Trump oferece o caos no fim do túnel. 

As delegações dos países participantes e os milhares de torcedores esperados temem a repressão aos imigrantes que não livra a cara de estrangeiros. Se cidadãos estadunidenses são assassinados pelo ICE, a Gestapo do oligarca da Casa Branca, imaginem o temor das pessoas julgadas e condenadas pelas características étnicas. 

Os meganhas do ICE prendem qualquer um sem mandados ou flagrantes. Há  casos de documentados que são enviados para campos de concentração simplesmente porque os policiais decidem não acreditar na legitimidade de passaportes, carteiras de motorista ou de seguro social. Isso basta para provar a vulnerabilidade dos torcedores. 

,,Há um movimento crescente por parte de países da África e da Ásia que pregam um boicote à Copa. Mesmo potências do futebol como a Alemanha cogitam aderir ao protesto. Durante a Copa, os direitos individuais de grande parcela da população e dos visitantes podem se precarizados. A ameaça já se concretiza na demora ou negação de vistos. 

As autoridades alertam que ingressos, passagens e reservas em hotéis não garantem necessariamente a entrada nos Estados Unidos. Quer dizer, o torcedor só terá garantia de assistir a um jogo se entrar pelo México e Canadá. Se a FIFA tiver um surto de bom senso, deverá transferir para esses dois países um maior número de partidas. 

Na verdade, apesar da grande dificuldade logística, a FIFA deveria sediar a Copa apenas ,,no México, que já recebeu o torneio em 1970 e 1986 e tem infraestrutura esportiva, e no Canadá. Mas coragem não corre nas veias do presidente da FIFA, Giovanni Infantino. Ele até concedeu até Trump um vergonhoso " prêmio da paz". 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Congresso não quer apenas dinheiro. Quer comida, gasolina, diversão, jatinho, iPhone, camarote no carnaval, umas passagens pra Copa do Mundo...

por Flávio Sépia 

O Congresso quer mandar no Brasil. Pretende impor uma espécie  de autoritarismo legislativo. Em parte , está quase lá. Com poderes e muito dinheiro do orçamento federal. 

É "parlamentarismo" só com o lado bom, pra eles, desse tipo de regime. O Executivo não pode nem impedir a festança. 

Os parlamentares costumam argumentar que são a "casa do povo". Na prática, isso é falso. Geralmente, a Casa funciona em causa própria. 

Além disso, no regime parlamentarista o presidente pode pedir a dissolução do Congresso e convocar novas eleições parlamentares. O que ajudaria a equilibrar forças. 
No momento em que o governo federal tenta alcançar um equilíbrio fiscal, o Congresso cria despesas e concede subsídios a setores influentes e assim minam a arrecadação. Uma conta que não fecha. Agora mesmo, a Câmara aprovou um trem bala da alegria, aumentando salários e duplicando e até triplicando os "penduricalhos", uma maneira "izperta" que suas excelências encontraram para furar o teto legal de proventos e benefícios.

Brazucas ou zucas: termos impróprios. Em Portugal é xingamento racista

 

Reprodução Cazé TV

Vale alertar. A expressão brazuca ou zuca provavelmente surgiu como uma forma amigável de apelidar brasileiros. Era muito adotada para se referir aos torcedores que acompanharam a seleção brasileira Copas do Mundo de futebol. Mas isso mudou. Com o avanço da rejeição a imigrantes e o grande número de brasileiros que chegaram a Portugal e, em menor proporção, à Espanha, brazuca e a contração zuca viraram.ofensa racista nos dois países. A reprodução acima é de uma imagem da Caze TV. Antes que interpretem mal, claro que não houve essa intenção no gerador de caracteres da emissora, mas soa desagradável para imigrantes brasileiros na Europa. Como a Live Mode, empresa que controla a Caze TV, estará presente em Portugal na transmissão da Copa do Mundo 2026, o toque é válido. Já nos Estados Unidos o termo brazuca é menos difundido. E aparentemente menos pejorativo. Há até uma lanchonete especializada em coxinhas que adotou o nome Brazucas. Isso não quer dizer que não haverá racismo na Copa principalmente sob o regime de Trump e a violência do ICE.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O Banco Master saúda a imprensa e pede passagem. Enquanto o povo está na folia eles ganham notas 10 dos jurados e já sonham com o Sábado das Campeãs. Evolução e harmonia com dinheiro público é com eles. Nos Blocos, os cariocas satirizam o escândalo

Veja no link a foto da fotógrafa Luiza Souto no UOL. A crítica ao escândalo de corrupção do Banco Master chegou aos blocos. A cena é do desfile do Boitatá no Rio de Janeiro. https://www.uol.com.br/carnaval/noticias/redacao/2026/02/08/fantasia-casal.htm



Enquanto os blocos desfilam nas ruas, um carnaval milionário evolui nos bastidores da política e da justiça. 

A Escola de Samba Unidos do Master consegue notas 10 em importantes quesitos como sigilo rigoroso e revenda de ativos podres. Na comissão de frente a ala do BRB acha que o pior já passou. A bordo de incríveis carros alegóricos, os fundos de previdência que perderam bilhões se entregam à fantasia porque a realidade já está perdida. Os aposentados que dependem desses fundos para receber seus proventos se dirigem à concentração dos blocos dos sujos para receber suas fantasias de trapos. A turma do Master ainda confia no seu network de autoridades. Ainda sonham em desfilar no sábado dos campeãs. Na ala dos baluartes, recebem aplausos o benemérito Daniel Vorcaro, o coreógrafo Toffoli, o mestre de bateria, as "fontes" da repórter Malu Gaspar e vários jornalistas kid pretos da ala dos puxadores do samba.

A propósito, neste carnaval de 2026, a Renascer de Jacarepaguá vem com um enredo inspirado na obra de Dante. A adaptação chama-se "Comédia Brasileira” e tem recados assim,: "Eu tenho medo desse mundo de trapaça” e “Vá pro inferno aquele que já se vendeu”.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A foto que faz pensar

Reprodução/The New York Times (10/2/2026)


por José Esmeraldo Gonçalves 

Veja essa primeira página do New York Times de hoje. 

A leitura da imagem remete a sentimentos. 

A destruição provocada por dois anos de bombardeios israelenses. O gramado recuperado após a guerra. Os torcedores à margem do campo. O espectador solitário vê o jogo na sala do que foi, talvez, sua residência. Teria sido sua própria casa agora sem outros moradores? Quase se ouve o testemunho presente das vítimas que um dia viveram no entorno do estádio.  A foto é do fotógrafo palestino Mahmoud Isso para a Reuters. O New York Times deu à legenda o título "O jogo continua". Não apenas o do futebol. Principalmente o das vidas e da vida em Gaza após milhares de mortes".

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Bilionários californianos vão às ruas contra imposição de taxas às suas mega fortunas. Bobagem. Os gringos precisam conhecer Brasília. Aqui basta uma passadinha para um café nos gabinetes certos


The Wall Street Journal noticiou a "Marcha dos Bilionários" da Califórnia contra impostos.


O bilionário Derik Kauffman reuniu seus colegas "caixa alta" da Califórnia em um protesto contra taxas estaduais sobre megafortunas. Isso mostra que o cinismo adotado por Donald Trump - quando ele "denuncia", por exemplo, que os brancos da África do Sul são as verdadeiras vítimas do racismo - se espalha. Kauffman chama o movimento de "Marcha para os Bilionários". 

A notícia está no Wall Street Journal do último sábado. 

Os bilionários estadundenses teriam muito a aprender com seus colegas brasileiros. Aqui, os pares são extremamente sensíveis a lobbies e pedidos de gente boa. Os parlamentares "patriotas" se negaram a regulamentar impostos sobre grandes fortunas. No momento cabe ao presidente Lula vetar ou não a bondade esperta para agradar os super-ricos. Mesmo se Lula vetar a jogada, a turma no lobby gordo da Câmta pode derrubar o veto. 

O bilionários de São Francisco estão a anos-luz dos brazucas. Precisam contratar um mentor em Brasíla. Vão descobrir que não é preciso passeata, basta um tour aos gabinetes certos...      (José Esmeraldo Gonçalves)

domingo, 8 de fevereiro de 2026

"Ele entregou tudo". ""Ela entregou tudo". Conheça o chavão mais ouvido nas transmissões brasileiras da Olimpíada de Milão/Cortina d'Ampezzo

Reprodução You Tube

por Ed Sá

Até o fim da Olimpíada de Inverno 2026 você ainda vai ouvir muito essa expressão. Não importa se ligado na CazéTV ou no SporTV. Ela surgiu especialmente do merchandising e das promoções patrocinadas quanto o contratado se obriga a entregar ao contratante uma série de ações previamente combinadas. A expressão foi absorvida por comentaristas e âncoras. Todo mundo entrega alguma coisa. Patinadores artísticos, galera do esqui, do hockey, do cross country, do curling... Estão entregando até a nossa paciência.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O demente Donald Trump publica vídeo racista retratando Barack e Michelle Obama

 

Reprodução Internet 

Na mídia,acima a primeira página do New York Times, Trump foi detonado pela espantosa mas não surpreendente demonstração de racismo contra um ex-presidente.


Assumidamente racista, Trump divulgou um vídeo que mostra o "rei da selva", ele, dominando os animais. O ex- presidente Obama e a ex-primeira dama Michelle são retratados em montagem sobre corpo de macacos. O vídeo repercute nos Estados Unidos. O oligarca da Casa Branca se assustou com a intensidade das críticas e passou a dizer que a publicação foi um "erro de um funcionário". Antes, tentou defender a vídeo afirmando que era uma paródia sobre o seu poder republicano  diante dos democratas retratados como animais da selva. A publicação foi retirada após passar 12 horas no ar. Também nessa semana Trump mandou investigar a Nike a quem acusa de discriminar brancos. Isso porque a empresa mantém uma política de reservar 30% do seu quadro para pessoas de outras etnias. Obama não se pronunciou. O Panis evita publicar o vídeo racista.

"Papai, o que é penduricalho?"



Imagem: Banco Central Divulgação 

Pedro Álvares Cabral engambelou os índios com bugigangas e quinquilharias. Hoje os nativos de Pindorama são ludibriados pelos penduricalhos. Não se trata daqueles adornos antigamente pendurados no corpo ou nas vestes das pessoas, a palavra já é bem explicada por seu sentido real na internet:  

“Penduricalhos”, no contexto jurídico brasileiro, referem-se a verbas indenizatórias, gratificações, auxílios e adicionais pagos a servidores públicos, que se somam ao salário-base, frequentemente elevando a remuneração total. São valores que, por serem considerados indenizatórios, muitas vezes não sofrem incidência de imposto de renda ou contribuição previdenciária, agindo como forma de aumentar a renda líquida. Figuram entre os mais comuns: auxílio-moradia, auxílio-transporte, licença compensatória (venda de dias de folga), acúmulo de funções, gratificações por encargos de curso ou concurso, e auxílio-livro. Não pensem que é galhofa (e passem a farofa), existem, sim, o “auxílio-peru”, o “auxílio panetone” e a “ajuda-paletó”.

Uma vez mais, no quesito safadeza, o Brasil deixa no chinelo as demais nações do mundo. Roberto Muggiati

PS • O blog está pensando em criar para seus funcionários o “auxílio pão-com-ovo”. E sugere a troca do nome do Jornal Nacional para Me engana que eu gosto!

Há 70 anos, meu primeiro peixebanana • Por Roberto Muggiati

 



Comecei a estudar inglês aos dez anos. O primeiro livro que encarei, com a ajuda do dicionário, foi um bangue-bangue de bolso chamado On the Dodge. Dodge para mim era a marca daqueles carrões americanos estilosos que rodavam pelas ruas brasileiras. Aprendi então que o inglês está cheio de expressões idiomáticas e o título do livro queria dizer Em fuga. Em 1956, aos denenove anos, eu me encantava com a descoberta das Nines Stories de J.D. Salinger, um mundo novo, já a partir da epígrafe, uma charada zen (Todos conhecemos o som de duas mãos batendo palmas, mas qual é o som de uma mão batendo palma?). Empolguei-me em particular com o conto de abertura, “Um dia perfeito para peixebanana”, em que o personagem principal de Salinger, Seymour Gass, surge pela primeira vez e – desculpem o spoiler – morre, mas acaba voltando depois para toda uma saga com a família Glass. Como direitos autorais na época praticamente não existiam abaixo do Equador, traduzi o conto e o
publiquei em julho de 1962 na revista Senhor, embora Paulo Francis esquecesse de me dar o crédito. O editor da revista, Reinaldo Jardim, endireitou as coisas, numa errata, e publicando como bônus um ensaio meu, devidamente creditado, na edição de outubro, “Os Moralistas corruptores”. Antecipo-me assim, modestamente, a “O apanhador nocampo de centeio”(1965), considerada a primeira obra de Salinger traduzida no país.

Salinger só cedeu um único texto seu para adaptação cinematográfica e abominou a versão de “Uncle Wiggily in Connecticut”. O filme exibido no Brasil como "Meu maior amor" (" MY Foolish Heart), dirigido por Mark Robson, com Dana Andrews e Susan Hayward, lançou a música homônima, um grande sucesso em 1949. 

Panis cum ovum apresenta uma versão recente, feita por universitários, que ignorou a questão dos direitos, mas fez uma adaptação fidelíssima aos diálogos e ao espírito de “Um dia perfeito para peixebanana”. Veja no link abaixo. 

https://www.google.com/search?q=a+perfect+day+for+bananafish+full+movie&oq=&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqCQgAECMYJxjqAjIJCAAQIxgnGOoCMgkIARAjGCcY6gIyCQgCECMYJxj#fpstate=ive&vld=cid:9955e381,vid:DCkJnZWTy18,st:0


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Manchete e Fatos & Fotos - Memórias ainda reconhecidas. Portal dos Jornalistas divulga lista dos veículos mais premiados na História


 



 



O Portal dos Jornalistas acaba de divulgar o ranking dos veículos mais premiados da História.  Confira as reproduções acima. As duas revistas semanais da antiga Bloch Editores figuram na lista. Sob o selo da Bloch, a Fatos & Fotos saiu das bancas em 1985; a antiga Manchete foi extinta em 2000.O ranking mostra que as duas publicações permanecem na memória do jornalismo. Existem instituições como o Instituto Geográfico Brasileiro, que mantêm coleções da Manchete. A Associação Brasileira de Imprensa também a revista no seu acervo. Atualmente, o principal acesso às antigas edições de Manchete e Fatos & Fotos está na Biblioteca Nacional, onde ambas têm suas coleções digitalizadas. A antiga Manchete pode ser agendada no site da BN. A Fatos & Fotos, também digitalizada, pode ser consultada apenas presencialmente na biblioteca. Nos últimos anos, as duas publicações têm servido de fontes para documentários no streaming, para livros e pesquisadores universitários.

P. S - Você pode ver a matéria e o ranking completo na barra vertical do blog, à esquerda, no campo do Portal dos Jornalistas.

Na capa da New York: a liberdade baleada

 


Os Estados Unidos já podem ser classificados como uma democracia em vertigem. Ocupadas pela autocracia de Donald Trump, as instituições não estão funcionando. Uma polícia política ao estilo da Gestapo prende e mata pessoas nas ruas, um Congresso rendido ao magnata e seus oligarcas, uma corte superior passiva, uma"diplomacia" expansionista em desafio à regulação internacional, uma ofensiva contra a legislação eleitoral. São muitos os sintomas da doença fascista que acomete o país. A liberdade é sempre a principal vítima.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Votaram em Trump, ganharam algemas

 

É fácil você identificar imigrantes brasileiros trumpistas e bolsonaristas. Prestem atenção nas entrevistas que eles dão. Eles só se referem aos Estados Unidos como "América". Alguns se sentem tão íntimos do magnata que o chamam de "Donald".  Imagino como se sentem frustrados ao serem jogados em um avião, pés e mãos no aço, de volta ao Brasil. Recentemente foi preso um brasileiro assumidamente fiel a Donald Trump. O sujeito é influenciador. Ele já acusou imigrantes brasileiros deportados de terem feito "coisa errada". Diz que quem estiver agindo corretamente não será perseguido. Pelo jeito, o ICE não gostou da pronúncia dele para a "América"

MÍDIA - Os jornalões estadunidenses demoraram a destacar as cenas mais chocantes dos ataques da Gestapo de Trump nas ruas do país

 




A mídia hegemônica dos Estados Unidos despertou para uma cobertura mais intensa a partir dos dois assassinatos de cidadão do país. Antes, já eram frequentes mortes de imigrantes nos campos de concentração montados em vários estados cuja divulgação não passava de pé de página. 
A escalada de violência acordou editores sonolentos. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Esquecimento é melhor do que vingança. Por Roberto Muggiati

 

Resenha do livro "A arte da sabedoria mundana", de Baltazar Gracián. Por Roberto Muggiati. Reproduzida do jornal Valor. Clique na imagem para ampliar.

Vai começar a Olimpíada de Inverno na Itália. Brasil participa. Só tem um problema: os uniformes da nossa delegação exibem a marca ICE Brasil. Vamos esperar que a torcida local não confunda os atletas com a Gestapo de Donald Trump. Entenda o risco

 


por José Esmeraldo Gonçalves

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina D'Ampezzo 2026 começam amanhã com a modalidade curling. A cerimônia de abertura oficial acontecerá na sexta-feira, dia 6 de fevereiro.

A intensidade do inverno europeu afastou qualquer risco de insuficiência de neve. Duas polêmicas ainda ocupam espaço na mídia: a revolta dos moradores locais contra a derrubada de árvores para ampliação de pistas e a inclusão na delegação estadunidense de elementos da Gestapo de Trump, a famigerada ICE, a pretexto de reforço na segurança dos atletas. Parece provocação do lunático Trump. Se a medida inoportuna se confirmar são esperadas manifestações contra os gringos meganhas da direita trumpista. 

O Brasil vai participar das competições com o maior número de atletas já enviados ao gelo.Eles disputarão 

as modalidades bobsled, esqui alpino, esqui cross country, skeleton e snowboard.






Por falar em gelo, uma curiosidade: os uniformes da delegação brasileira exibem em destaque o logotipo ICE BRASIL. É uma coincidência, claro, mas espero que a torcida não confunda de alguma forma os brasileiros com a brutal polícia política de Donald Trump. Se policiais estadunidenses de imigração desembarcarem na Itália pode haver protestos. Em todo caso, para os brasileiros, é bom ter sempre à mão uma bandeira do Brasil.

Atualização - Apesar do otimismo dos organizadores, há locais de competição que receberam reforço de neve artificial. Um sinal preocupante para o esporte olímpico de inverno.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Papudinha Home Office - Bolsonaro e o novo escritório do golpe

Papudinha - O novo gabinete do golpe.
Reprodução STF

por José Esmeraldo Gonçalves 

Alexandre de Moraes está vacilando. Na cadeia mais socializada do mundo, Bolsonaro  deve estar precisando até de uma secretária tão movimentada é a agenda de visitas. Por enquanto essa agenda  é organizada e liberada pelo ministro do STF. Moraes chega ao seu gabinete e, antes de abrir a pasta de um dos milhares de processos que cuida, deve verificar se há algum pedido do preso para receber alguém. 

E sempre há. 

Carente, o condenado tem mandado listinha de convidados. Quer ver amigos do peito. É a tal da saudade. Em mal traçadas linhas, os bilhetinhos são escritos no verso de cópias da minuta do golpe que Bolsonaro ainda tem esperança de usar. O homem está animado. Outro dia caiu da cama porque sonhou que estava subindo a rampa.

Dá pra imaginar o teor dos bilhetinhos.

 "Nikolas, meu pimpolho, vem me ver, tenho uma coisa pra te contar, Você tem futuro. Vai ser ministro em 2027. Michelle gostou de você". "Tarcísio, dá uma passadinha aqui, vâmo comer um leite condensado juntos". "Roberto Jefferson, pede ao Moraes pra deixar você vir aqui, traz o trabuco, vâmo dar uns tiros  no pátio". "Regina Duarte, quero te abraçar. Me conta das fofocas antigas da Globo. Você vai cuidar do cineminha do Alvorada". "Veio da Havan querido do paletó verde, estou cheio de melancolia. Vâmo montar uma loja no lugar do prédio do STF, é um bom ponto que vai ficar vago".  "Moro, não tenho mágoas, vem despachar aqui. Quero ouvir tua voz de pato, não liga, me faz falta". 

O meliante não tem tempo nem de cuidar das perebas diante do congestionamento de cúmplices à porta da Papudinha. Aliás, entendi a razão do apelido carinhoso: é devido à boa vida que privilegiado leva lá dentro. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Na capa do Charlie Hebdo, a temporada de sangue no gelo patrocinada pelo psicopata Donald Trump

 


A tática da Gestapo de Donald Trump é a dos chacais. O bando de criminosos do ICE, às vezes até dez sádicos, caem sobre manifestantes, sufocam homens e apalpam mulheres, as vítimas desesperadas pedem socorro, gritam que têm documentos ou são cidadãos estadunidenses, não conseguem respirar. A resposta é um jato de gás na cara. Ou tiros, como já aconteceu em duas ocasiões gravadas em vídeos. Não há informações sobre o destinos dos que sobrevivem aos espancamentos e são levados para campos de concentração. Apenas números de mortos por maus tratos. E assassinos impunes considerados heróis por Donald Trump.