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Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Pelo acordo, o Brasil tem que reduzir 37% das emissões de gases até 2025
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A mesa da Conferência, em Le Bourget, Paris. Foto ONU |
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A brasileira Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente é chefe da delegação brasileira,... |
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...negociou pontos importantes do acordo. Fotos Paulo Araújo/MMA |
O Brasil entrou para a ‘coalizão de alta ambição’, que busca compromissos mais ousados para conter o aumento da temperatura do planeta. Ao lado de potências como os Estados Unidos e a União Europeia, o País aderiu ao grupo que tenta aumentar a firmeza do acordo em pauta na 21ª Conferência das Partes (COP 21). A Cúpula ocorre até este fim de semana, em Paris, e tem o objetivo de selar um pacto capaz de frear o aquecimento global.
A adesão do Brasil ao grupo representa novo suspiro para o Acordo de Paris. Conhecido mundialmente pela eficiência na resolução de embates diplomáticos, o País foi aplaudido na COP 21 quando os integrantes da coalizão fizeram o anúncio. “Esse é um grupo político que tem o papel de diálogo entre aqueles que buscam a ambição”, explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chefe da delegação brasileira. “Acreditamos em transparência.”
CIÊNCIA
A decisão foi alinhavada em reunião de Izabella Teixeira com o ministro de Relações Exteriores das Ilhas Marshall, Tony de Brum. Na questão climática, o País se junta a outras nações insulares como Tuvalu, ambas preocupadas com um possível desaparecimento caso o nível dos oceanos aumente em função do aquecimento global. Também fazem parte da coalizão de alta ambição latinoamericanos em desenvolvimento como México e Colômbia.
O grupo defende, entre outros temas, a relevância de dados técnicos para embasar medidas governamentais relacionadas às mudanças do clima. Para Tony de Brum, a ciência tem de estar traduzida no pacto que 195 países tentam firmar na COP 21. “Não estamos nesta Conferência para chegar a um acordo mínimo”, afirmou o chanceler das Ilhas Marshall. “O texto tem de promover a descarbonização das economias.”
CONSENSO
Signatários da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), os 195 países estão reunidos em Paris com o intuito de encontrar um consenso sobre o que podem fazer para evitar o aquecimento global. Às vésperas do fim das negociações, previstas para terminarem neste fim de semana, as nações fazem análises do texto atual do acordo, que congrega metas de corte de emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo.
A previsão é que o Acordo de Paris comece a valer em 2020. A partir daí, os países que assinarem o protocolo terão de colocar em práticas as ações prometidas para cortar emissões. A meta apresentada pelo Brasil é reduzir 37% das emissões até 2025 e 43%, até 2030 – ambas em comparação aos níveis de 2005. Para isso, o País fará, entre outras coisas, o reflorestamento de 12 milhões de hectares e investirá nas fontes renováveis de energia.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)
Obama, que preside o país campeão mundial de emissão de gases de efeito estufa, fala sobre o acordo ambiental
Após a assinatura do acordo sobre a redução da emissão de gases do efeito estufa, ontem, em Paris, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o compromisso firmado pelos países representa uma “virada” na luta para minimizar os efeitos das mudanças climáticas no planeta.
“O problema não está resolvido por causa do Acordo de Paris, mas agora foi definido um quadro objetivo sobre o que o mundo precisa fazer para resolver a crise climática”, disse Obama em pronunciamento na Casa Branca. Segundo ele, o acordo define o mecanismo e a “arquitetura” para que os países possam lidar com o problema de forma mais eficaz.
O presidente norte-americano definiu o acordo como “ambicioso e imperfeito”, mas disse que a assinatura mostrou que há esperança quando o mundo se une. O acordo vinculativo foi assinado por 195 países. “Hoje podemos estar mais seguros de que o planeta vai estar em melhor forma para a nova geração”, destacou.
Nos meses que antecederam a assinatura do acordo, Obama anunciou várias medidas internas, como a meta de redução em 32% da emissão de gases das usinas termoelétricas dos Estados Unidos até 2030. O tema encontra resistência nos setores empresarial e agrícola, além da oposição da bancada republicana, que hoje compõe a maioria do Congresso norte-americano.
Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar no mundo na emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.
Fonte: Agência Brasil
“O problema não está resolvido por causa do Acordo de Paris, mas agora foi definido um quadro objetivo sobre o que o mundo precisa fazer para resolver a crise climática”, disse Obama em pronunciamento na Casa Branca. Segundo ele, o acordo define o mecanismo e a “arquitetura” para que os países possam lidar com o problema de forma mais eficaz.
O presidente norte-americano definiu o acordo como “ambicioso e imperfeito”, mas disse que a assinatura mostrou que há esperança quando o mundo se une. O acordo vinculativo foi assinado por 195 países. “Hoje podemos estar mais seguros de que o planeta vai estar em melhor forma para a nova geração”, destacou.
Nos meses que antecederam a assinatura do acordo, Obama anunciou várias medidas internas, como a meta de redução em 32% da emissão de gases das usinas termoelétricas dos Estados Unidos até 2030. O tema encontra resistência nos setores empresarial e agrícola, além da oposição da bancada republicana, que hoje compõe a maioria do Congresso norte-americano.
Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar no mundo na emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.
Fonte: Agência Brasil
COP21 incorpora propostas do Brasil
A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o Acordo de Paris, aprovado na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), define uma nova fase da luta contra a mudança do clima. “O acordo é justo e ambicioso, fortalecendo o regime multilateral e atendendo aos legítimos anseios da comunidade internacional”, afirmou, em nota divulgada pelo Palácio do Planalto. Para Dilma, o documento é o resultado de uma mobilização inédita dos governos, com o engajamento ativo da sociedade em todos os países. “Duradouro e juridicamente vinculante, o acordo também é ambicioso por procurar caminhos que limitem o aumento de temperatura neste século em até 2 graus Celsius, buscando atingir 1,5 grau Celsius”, comentou.
Dilma também destacou que os países desenvolvidos deverão financiar as ações de combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. O texto prevê a criação de um fundo anual de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020: “O Acordo de Paris fomenta, também, a possibilidade de apoio voluntário entre países em desenvolvimento, o que permitirá que o Brasil continue a promover a cooperação Sul-Sul”.
O documento incorporou a proposta conjunta do Brasil e da União Europeia de mecanismo que promove investimentos privados em projetos de redução de emissões (MDL+). No conjunto das suas decisões, também incorporou o mecanismo de REDD+, que permite o reconhecimento e o pagamento por resultados das ações de combate ao desmatamento e degradação florestal, sendo fundamental portanto para a implementação das metas brasileiras de combate à mudança do clima, anunciadas em setembro de 2015”, completou.
Fonte Agência Brasil
Dilma também destacou que os países desenvolvidos deverão financiar as ações de combate às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. O texto prevê a criação de um fundo anual de US$ 100 bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020: “O Acordo de Paris fomenta, também, a possibilidade de apoio voluntário entre países em desenvolvimento, o que permitirá que o Brasil continue a promover a cooperação Sul-Sul”.
O documento incorporou a proposta conjunta do Brasil e da União Europeia de mecanismo que promove investimentos privados em projetos de redução de emissões (MDL+). No conjunto das suas decisões, também incorporou o mecanismo de REDD+, que permite o reconhecimento e o pagamento por resultados das ações de combate ao desmatamento e degradação florestal, sendo fundamental portanto para a implementação das metas brasileiras de combate à mudança do clima, anunciadas em setembro de 2015”, completou.
Fonte Agência Brasil
sábado, 12 de dezembro de 2015
Da revista Brasileiros: "Manual do perfeito mideota" - Nas entrelinhas da imprensa
por Luciano Martins Costa (*)
O mundo de repente se tornou muito complexo? Não se preocupe: a maneira menos dolorosa de lidar com a complexidade da existência e com aquela angústia que ela provoca é assumir a condição de midiota. Portanto, é preciso verificar se você se classifica no rol dessas pessoas afortunadas para as quais o mundo é branco ou preto.
Seria maldade perguntar se você leu o livro originalmente intitulado “Being There”, publicado em 1970 pelo escritor Jerzy Kosinski. No ano seguinte, saiu uma edição brasileira que recebeu como título “O Videota”, o que facilita as coisas. Mas, para evitar o sacrifício de ter que ler um livro inteiro, informo que a versão cinematográfica pode ser baixada ou assistida online (dublada, para facilitar), no youtube ou vimeo.com. Busque pelo título: “Muito além do jardim”.
Em resumo, trata da história de um indivíduo maduro, órfão desde o nascimento, que passou a vida cuidando do jardim do homem que o acolheu. Nunca foi à escola, não aprendeu a ler ou escrever. Tudo que sabia era o que havia visto na televisão do seu quarto.
Um dia, o dono da casa morre e ele tem que sair para o mundo. O que se segue chama-se ironia: numa sociedade muito mais complexa do que o jardim que era seu universo, as opiniões simples e reducionistas que ele havia formado ao longo dessa existência alienada soam como explosões de sabedoria. Assim, ele vai subindo na escala social à base de metáforas absolutamente primárias sobre jardinagem e programas televisivos.
Alguma relação com as opiniões que você colhe na imprensa sobre política brasileira, economia e, principalmente, sobre corrupção?
Se a resposta for positiva, você tem grande chance de se identificar como um midiota. Aliás, no romance de Kosinski e no filme, o “videota” chama-se Chance, nome que em inglês, francês ou português pode ser traduzido como “oportunidade”.
Aqui está, portanto, sua chance de reduzir a angústia de viver numa sociedade onde a ascensão social de milhões de pessoas que viviam na pobreza produziu um alto grau de complexidade. Vamos combinar: a vida era muito mais simples quando a empregada usava o elevador de serviço, andava de ônibus, não precisava de férias e conhecia o seu lugar. E a gente nem precisava registrar o emprego dela. Quebrava um vaso, podia trocar o vaso e a empregada, sem maiores danos.
Também sabemos, você e eu, que esse negócio de preto, mulato, aquele povo do norte, fazendo compra no mesmo supermercado, comprando a mesma coisa que a gente, causa um certo desconforto. Esse mal-estar aumenta muito quando os encontramos na fila do aeroporto, ou a bordo daquele navio de cruzeiro, certo?
Tudo isso é causa de angústia e isso é compreensível: você não teve a chance de se preparar para essa mistura, porque passou a vida entre a mídia conservadora e o jardim do lar burguês.
A boa notícia é que você pode reduzir esse sofrimento simplesmente assumindo sua condição de midiota.
O diagnóstico é simples e pode ser feito por você mesmo. Por exemplo, você leu nos jornais que o desemprego de março superou o de fevereiro, e saiu por aí dizendo que o Brasil está à beira do abismo. Nem se pergunta quantos dias úteis tem fevereiro, se esse é um mês em que as pessoas esperam arrumar emprego etc.
Se você assumiu que o Brasil foi para a cucuia, parabéns: você é um midiota quase perfeito.
Mas se você tem um resquício de senso crítico e questiona se esse tipo de indicador é duvidoso, ainda pode comparar o desemprego do primeiro semestre deste ano com o do ano anterior. Pode chegar à mesma conclusão, ou seja, de que o Brasil foi pelo ralo.
No entanto, se passar pela sua cabeça que 2014 foi ano de Copa do Mundo e, portanto, muitos indicadores econômicos ficaram fora da curva, sinto muito: você está deixando o confortável mundo dos midiotas.
Veja bem: não se trata de ler ou não os jornais e as revistas semanais de informação que dominam o mercado, ou de assistir os telejornais todas as noites. Ser um midiota é uma questão de postura – você precisa receber esse noticiário pelo preço de face, ou seja, tem que absorver a mensagem sem aplicar sobre ela qualquer questionamento.
Não pode considerar, por exemplo, que um ano inteiro de noticiário negativo, apocalítico, acaba produzindo o que anuncia, porque afeta o ânimo de investidores, de empresários e dos trabalhadores.
Outra chance de fazer o diagnóstico: você vibrou com a manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para levar a votação a proposta do impeachment da presidente da República? Não se importou com a hipótese de que o solerte parlamentar pudesse estar desviando sua atenção das acusações que pesam sobre ele?
Depois disso, você passou a achar que o vice-presidente Michel Temer é um homem de muitas luzes, porque quase oficializou o rompimento do PMDB com a aliança governista, testando a perspectiva do impeachment?
Se a resposta for positiva em ambos os casos, você está no caminho da libertação: mais um pouco e será dispensado de emitir opiniões inteligentes sobre qualquer coisa.
Mas, se passar pela sua cabeça que até o advogado que assina o pedido de impeachment sabe que dificilmente o Supremo Tribunal Federal iria concordar com a quebra da ordem constitucional se não houve – como não há – denúncia de crime administrativo contra a presidente da República, sinto muito: ainda falta um bocado para você se considerar um perfeito midiota.
Como se vê, o Brasil se tornou muito complexo.
Mas não perca a esperança: continue lendo diariamente os principais jornais do País, não se esqueça de olhar as manchetes nas bancas, e não deixe de assistir aos telejornais e aqueles comentaristas cheio de sabedoria sobre tudo.
Um dia você acorda transformado num enorme inseto, e não vai ter que se preocupar com mais nada.
*Jornalista, mestre em Comunicação, com formação em gestão de qualidade e liderança e especialização em sustentabilidade. Autor dos livros “O Mal-Estar na Globalização”,”Satie”, “As Razões do Lobo”, “Escrever com Criatividade”, “O Diabo na Mídia” e “Histórias sem Salvaguardas
O mundo de repente se tornou muito complexo? Não se preocupe: a maneira menos dolorosa de lidar com a complexidade da existência e com aquela angústia que ela provoca é assumir a condição de midiota. Portanto, é preciso verificar se você se classifica no rol dessas pessoas afortunadas para as quais o mundo é branco ou preto.
Seria maldade perguntar se você leu o livro originalmente intitulado “Being There”, publicado em 1970 pelo escritor Jerzy Kosinski. No ano seguinte, saiu uma edição brasileira que recebeu como título “O Videota”, o que facilita as coisas. Mas, para evitar o sacrifício de ter que ler um livro inteiro, informo que a versão cinematográfica pode ser baixada ou assistida online (dublada, para facilitar), no youtube ou vimeo.com. Busque pelo título: “Muito além do jardim”.
Em resumo, trata da história de um indivíduo maduro, órfão desde o nascimento, que passou a vida cuidando do jardim do homem que o acolheu. Nunca foi à escola, não aprendeu a ler ou escrever. Tudo que sabia era o que havia visto na televisão do seu quarto.
Um dia, o dono da casa morre e ele tem que sair para o mundo. O que se segue chama-se ironia: numa sociedade muito mais complexa do que o jardim que era seu universo, as opiniões simples e reducionistas que ele havia formado ao longo dessa existência alienada soam como explosões de sabedoria. Assim, ele vai subindo na escala social à base de metáforas absolutamente primárias sobre jardinagem e programas televisivos.
Alguma relação com as opiniões que você colhe na imprensa sobre política brasileira, economia e, principalmente, sobre corrupção?
Se a resposta for positiva, você tem grande chance de se identificar como um midiota. Aliás, no romance de Kosinski e no filme, o “videota” chama-se Chance, nome que em inglês, francês ou português pode ser traduzido como “oportunidade”.
Aqui está, portanto, sua chance de reduzir a angústia de viver numa sociedade onde a ascensão social de milhões de pessoas que viviam na pobreza produziu um alto grau de complexidade. Vamos combinar: a vida era muito mais simples quando a empregada usava o elevador de serviço, andava de ônibus, não precisava de férias e conhecia o seu lugar. E a gente nem precisava registrar o emprego dela. Quebrava um vaso, podia trocar o vaso e a empregada, sem maiores danos.
Também sabemos, você e eu, que esse negócio de preto, mulato, aquele povo do norte, fazendo compra no mesmo supermercado, comprando a mesma coisa que a gente, causa um certo desconforto. Esse mal-estar aumenta muito quando os encontramos na fila do aeroporto, ou a bordo daquele navio de cruzeiro, certo?
Tudo isso é causa de angústia e isso é compreensível: você não teve a chance de se preparar para essa mistura, porque passou a vida entre a mídia conservadora e o jardim do lar burguês.
A boa notícia é que você pode reduzir esse sofrimento simplesmente assumindo sua condição de midiota.
O diagnóstico é simples e pode ser feito por você mesmo. Por exemplo, você leu nos jornais que o desemprego de março superou o de fevereiro, e saiu por aí dizendo que o Brasil está à beira do abismo. Nem se pergunta quantos dias úteis tem fevereiro, se esse é um mês em que as pessoas esperam arrumar emprego etc.
Se você assumiu que o Brasil foi para a cucuia, parabéns: você é um midiota quase perfeito.
Mas se você tem um resquício de senso crítico e questiona se esse tipo de indicador é duvidoso, ainda pode comparar o desemprego do primeiro semestre deste ano com o do ano anterior. Pode chegar à mesma conclusão, ou seja, de que o Brasil foi pelo ralo.
No entanto, se passar pela sua cabeça que 2014 foi ano de Copa do Mundo e, portanto, muitos indicadores econômicos ficaram fora da curva, sinto muito: você está deixando o confortável mundo dos midiotas.
Veja bem: não se trata de ler ou não os jornais e as revistas semanais de informação que dominam o mercado, ou de assistir os telejornais todas as noites. Ser um midiota é uma questão de postura – você precisa receber esse noticiário pelo preço de face, ou seja, tem que absorver a mensagem sem aplicar sobre ela qualquer questionamento.
Não pode considerar, por exemplo, que um ano inteiro de noticiário negativo, apocalítico, acaba produzindo o que anuncia, porque afeta o ânimo de investidores, de empresários e dos trabalhadores.
Outra chance de fazer o diagnóstico: você vibrou com a manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para levar a votação a proposta do impeachment da presidente da República? Não se importou com a hipótese de que o solerte parlamentar pudesse estar desviando sua atenção das acusações que pesam sobre ele?
Depois disso, você passou a achar que o vice-presidente Michel Temer é um homem de muitas luzes, porque quase oficializou o rompimento do PMDB com a aliança governista, testando a perspectiva do impeachment?
Se a resposta for positiva em ambos os casos, você está no caminho da libertação: mais um pouco e será dispensado de emitir opiniões inteligentes sobre qualquer coisa.
Mas, se passar pela sua cabeça que até o advogado que assina o pedido de impeachment sabe que dificilmente o Supremo Tribunal Federal iria concordar com a quebra da ordem constitucional se não houve – como não há – denúncia de crime administrativo contra a presidente da República, sinto muito: ainda falta um bocado para você se considerar um perfeito midiota.
Como se vê, o Brasil se tornou muito complexo.
Mas não perca a esperança: continue lendo diariamente os principais jornais do País, não se esqueça de olhar as manchetes nas bancas, e não deixe de assistir aos telejornais e aqueles comentaristas cheio de sabedoria sobre tudo.
Um dia você acorda transformado num enorme inseto, e não vai ter que se preocupar com mais nada.
*Jornalista, mestre em Comunicação, com formação em gestão de qualidade e liderança e especialização em sustentabilidade. Autor dos livros “O Mal-Estar na Globalização”,”Satie”, “As Razões do Lobo”, “Escrever com Criatividade”, “O Diabo na Mídia” e “Histórias sem Salvaguardas
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Esquire mostra como ficarão algumas cidades quando, ou se, a temperatura média do planeta subir entre 2 a 4 graus Celsius
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Como ficará a Candelária, no Rio, quando a temperatura média do planeta subir 2 graus Celsius em relação ao que é hoje. Imagem: Climate Central Org |
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Londres, quando o planeta ficar 2 graus Celsius mais quente. Imagem: Climate Central Org |
Há até falsos estudos científicos "encomendados" que tentam "provar" que o aquecimento global é ficção, apesar dos números e das pesquisas comparativas realizadas por instituições respeitáveis e não ligadas as corporações em dezenas de países.
No site da Esquire, pode-se acessar uma matéria que ilustra que aconteceria em algumas grandes cidades se, ou quando, o aumento da temperatura média ambiente alcançar de 2 a 4 graus Celsius em relação a hoje. Há cidades em regiões baixas - a Holanda é uma dessas - e ilhas que sofrerão os efeitos com apenas mais 1 grau Celsius de aquecimento. Só isso mostra que o tempo para o mundo frear o desastre está acabando. E não significa apenas inundação em certas regiões: nesse nível de aquecimento o homem perderá inteiramente o controle sobre o meio ambiente. Desde o século 19, a temperatura média subiu mais de 1 grau Celsius no planeta. Os cientistas alertam que a progressão é, agora, mais acelerada. O mundo, hoje, registra uma média de 14 graus Celsius. A Esquire demostra o que acontecerá quando a média alcançar entre 16 e 18 graus Celsius.
Veja outras fotos, clique AQUI
ATUALIZAÇÃO - O rascunho do texto final para o acordo climático global chegou há poucos minutos ao delegados de 196 países. O documento, que será votado em poucas horas, confirma a proposta de limitar em até 2 graus Celsius o aumento da temperatura média do planeta. O documento fixa esse teto mas "aspira" que o aquecimento global não avance mais do que 1,5 grau Celsius até 2.099.
Memórias da redação: Em 1953, o cronista Henrique Pongetti descreveu na Manchete o Brasil de hoje. É só trocar os nomes ao gosto do leitor... Tem até síndrome de submissão ao tarado da política...
por Henrique Pongetti (crônica publicada na Manchete N° 50, em 28 de março de 1953)
O TARADO MUNICIPAL
Os políticos ainda não se refizeram do susto. Uns estão mantendo o coração com coramina, outros freiam os nervos com belergal. Todos porém ainda acordam de madrugada gritando: "lá vem o Jânio!" E não dormem mais com medo de sonhar outra vez com o tarado de São Paulo.
Jânio é o tarado político de São Paulo. Roubou o eleitorado de sete partidos e deixou os respectivos chefes porejando importância na sede do PTB, do PSD ou da UDN sem ter um frouxo de riso. Pastores sem rebanho, condutores de almas do outro mundo, malucos com mania de grandeza. O meu barbeiro falou-me nêles às gargalhadas e me fez sangrar o pescoço quando caçava um pêlo, escanhoando. Pensei que fôsse o começo de um Termidor, mas a presteza com que a pedra hume chegou ao poro restitui-me a confiança. Não tive outro remédio senão aderir às gargalhadas pró-Jânio como se adere a uma velha anedota servida de escabeche por um superior hierárquico.
"Lá vem o Jânio"! Eu ligo o fenômeno Jânio ao linchamento de Teófilo Otoni. O povo está começando a se dirigir, cansado de enfiar-se na mão de dirigentes para ser extraviado. Eu aposto que se nas próximas eleições se apresentar um "chauffeur" ou um ciclista de reputação ilibada e de boa "papa" - o povo lhe entregará o volante ou o guidão do Brasil.
Qualquer um serve, menos os que estão. Jânio encarna êsse "slogan" amargo e revelador.
Mais cômica que a descoberta dos chefões nus no capinzal deserto foi a dramaticidade com que êles reapareceram, vestidos, na sede dos seus ex-feudos monogramados... Pareciam querer convocar o povo todo de S. Paulo para obrigá-lo a dar satisfações. Disse-me um repórter dos mais lúcidos: "Conversei com quase todos e fiquei de coração apertado. Os homens riem amarelo como reis depostos sem derramamento de sangue nem "back-ground" histórico - com um simples pontapé na parte mais familiar ao trono. Alguns quiserem demonstrar "fair-play", passada a irritação, e derem recibo da derrota. Mas tudo saiu com um ar suspeito de adesão, de submissão ao tarado municipal. Sobretudo um me comoveu. O inconformável passeava de um lado para o outro na sala cheia de fotografias ampliadas de antigos e gloriosos comícios, gemendo como um marido abandonado: "Como é que êles foram me fazer isso! Oh, meu Deus, como foi?..." E de vez em quando entreabia a janela com cautela e espiava amedrontado o povo na praça como se esperasse receber um tiro, um tomate ou uma cusparada".
- "Lá vem o Jânio!"
Que será de Jânio? No Brasil, o melhor modo de acabar com um ídolo do povo e colocá-lo no govêrno. Se o santo não se corrompe com a safadeza ambiente, mesológica, deixa a auréola nos espinhos do caminho e a articulação das pernas nas cascas de banana. Antes, os morcegos puxam-lhe o sangue, depois as piranhas o devoram.
É só questão de tempo, de pouco tempo, o tempo que João Ninguém espera para ver o feijão descer de preço e a alfândega dos Rio Grande do Sul não receber mais os automóveis que a do Rio de Janeiro deixou de receber por um capricho folclórico do Cexim mais de rancheira do que de samba.
- "Lá vem o Jânio!"
Depois, o Jânio pirará e cairá no esquecimento.
De Jânio em Jânio os povos alcançam sua madureza e seu lugar ao sol.
De Jânio em Jânio, as galinhas enchem o papo.
O TARADO MUNICIPAL
Os políticos ainda não se refizeram do susto. Uns estão mantendo o coração com coramina, outros freiam os nervos com belergal. Todos porém ainda acordam de madrugada gritando: "lá vem o Jânio!" E não dormem mais com medo de sonhar outra vez com o tarado de São Paulo.
Jânio é o tarado político de São Paulo. Roubou o eleitorado de sete partidos e deixou os respectivos chefes porejando importância na sede do PTB, do PSD ou da UDN sem ter um frouxo de riso. Pastores sem rebanho, condutores de almas do outro mundo, malucos com mania de grandeza. O meu barbeiro falou-me nêles às gargalhadas e me fez sangrar o pescoço quando caçava um pêlo, escanhoando. Pensei que fôsse o começo de um Termidor, mas a presteza com que a pedra hume chegou ao poro restitui-me a confiança. Não tive outro remédio senão aderir às gargalhadas pró-Jânio como se adere a uma velha anedota servida de escabeche por um superior hierárquico.
"Lá vem o Jânio"! Eu ligo o fenômeno Jânio ao linchamento de Teófilo Otoni. O povo está começando a se dirigir, cansado de enfiar-se na mão de dirigentes para ser extraviado. Eu aposto que se nas próximas eleições se apresentar um "chauffeur" ou um ciclista de reputação ilibada e de boa "papa" - o povo lhe entregará o volante ou o guidão do Brasil.
Qualquer um serve, menos os que estão. Jânio encarna êsse "slogan" amargo e revelador.
Mais cômica que a descoberta dos chefões nus no capinzal deserto foi a dramaticidade com que êles reapareceram, vestidos, na sede dos seus ex-feudos monogramados... Pareciam querer convocar o povo todo de S. Paulo para obrigá-lo a dar satisfações. Disse-me um repórter dos mais lúcidos: "Conversei com quase todos e fiquei de coração apertado. Os homens riem amarelo como reis depostos sem derramamento de sangue nem "back-ground" histórico - com um simples pontapé na parte mais familiar ao trono. Alguns quiserem demonstrar "fair-play", passada a irritação, e derem recibo da derrota. Mas tudo saiu com um ar suspeito de adesão, de submissão ao tarado municipal. Sobretudo um me comoveu. O inconformável passeava de um lado para o outro na sala cheia de fotografias ampliadas de antigos e gloriosos comícios, gemendo como um marido abandonado: "Como é que êles foram me fazer isso! Oh, meu Deus, como foi?..." E de vez em quando entreabia a janela com cautela e espiava amedrontado o povo na praça como se esperasse receber um tiro, um tomate ou uma cusparada".
- "Lá vem o Jânio!"
Que será de Jânio? No Brasil, o melhor modo de acabar com um ídolo do povo e colocá-lo no govêrno. Se o santo não se corrompe com a safadeza ambiente, mesológica, deixa a auréola nos espinhos do caminho e a articulação das pernas nas cascas de banana. Antes, os morcegos puxam-lhe o sangue, depois as piranhas o devoram.
É só questão de tempo, de pouco tempo, o tempo que João Ninguém espera para ver o feijão descer de preço e a alfândega dos Rio Grande do Sul não receber mais os automóveis que a do Rio de Janeiro deixou de receber por um capricho folclórico do Cexim mais de rancheira do que de samba.
- "Lá vem o Jânio!"
Depois, o Jânio pirará e cairá no esquecimento.
De Jânio em Jânio os povos alcançam sua madureza e seu lugar ao sol.
De Jânio em Jânio, as galinhas enchem o papo.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Pamela Anderson: a última estrela da Playboy americana
por Clara S. Britto
Chegou às bancas, nos Estados Unidos, a última edição da Playboy com nudez. Na capa, a atriz Pamela Anderson. Com isso, fecha-se um ciclo que começou em 1953, com Marilyn Monroe na capa. Em mais de seis décadas, a revista focalizou estrelas de Hollywood como Ursula Andress, Raquel Welch, Denise Richards, Jayne Mansfield, Bo Derek, Kim Basinger, Daryl Hannah, Farrah Fawcett, Sharon Stone e Charlize Theron.
A história faz justiça...
por Clara S. Britto
Ontem, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a UFRJ revogou o título de Doutor Honoris Causa concedido ao ditador Garrastazu Médici em 1972, quando era reitor uma figura chamada Jair Menezes. A cassação foi aprovada pelo Conselho Universitário da entidade e resultou de uma promessa feita pelo atual reitor, Roberto Leher, logo ao assumir o cargo. Para marcar a anulação da homenagem ao ditador, estudantes pintaram rostos de vermelho e preto para lembrar os assassinatos e desaparecimentos de pessoas ligadas à universidade. Entre eles, estão os estudantes Mário Prata, da faculdade de Engenharia; Stuart Angel, da faculdade de Economia; e o professor Lincoln Bicalho Roque, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais. Segundo a relatora da Comissão de Memória e Verdade na UFRJ, a professora Lilia Pougy, pelo menos 26 alunos ou professores morreram ou desapareceram somente sob a gestão de Médici.
Em todo o Brasil, já ocorreram atos semelhantes por iniciativa de estudantes, como mudança de nomes de colégios que homenageavam ditadores. O objetivo não é apagar seus nomes da história, até porque os crimes não devem ser esquecidos, mas cancelar as homenagens em nome e honra das vítimas. Falta muito ainda:os nomes do tais elementos figuram e pontes, ruas, viadutos e até cidades.
Ontem, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a UFRJ revogou o título de Doutor Honoris Causa concedido ao ditador Garrastazu Médici em 1972, quando era reitor uma figura chamada Jair Menezes. A cassação foi aprovada pelo Conselho Universitário da entidade e resultou de uma promessa feita pelo atual reitor, Roberto Leher, logo ao assumir o cargo. Para marcar a anulação da homenagem ao ditador, estudantes pintaram rostos de vermelho e preto para lembrar os assassinatos e desaparecimentos de pessoas ligadas à universidade. Entre eles, estão os estudantes Mário Prata, da faculdade de Engenharia; Stuart Angel, da faculdade de Economia; e o professor Lincoln Bicalho Roque, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais. Segundo a relatora da Comissão de Memória e Verdade na UFRJ, a professora Lilia Pougy, pelo menos 26 alunos ou professores morreram ou desapareceram somente sob a gestão de Médici.
Em todo o Brasil, já ocorreram atos semelhantes por iniciativa de estudantes, como mudança de nomes de colégios que homenageavam ditadores. O objetivo não é apagar seus nomes da história, até porque os crimes não devem ser esquecidos, mas cancelar as homenagens em nome e honra das vítimas. Falta muito ainda:os nomes do tais elementos figuram e pontes, ruas, viadutos e até cidades.
Polícia começa a caçar grupos racistas. Alguns já amarelaram e abriram o bico sobre as quadrilhas que atuam na internet.
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A simpatia de Maju. Foto TV Globo/Divulgação |
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O charme de Taís Araújo. Foto; Reprodução |
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O sorriso de Sheron Menezzes. Foto TV Globo/Divulgação |
O Ministério Público de São Paulo deflagrou operação para recolher computadores, celulares e outras e provas de crimes de racismo contra a jornalista Maria Julia Coutinho, a Maju, do Jornal Nacional.
Em outros estados ocorrem diligências semelhantes. Finalmente, as autoridades acordam e efetivamente partem para engaiolar os racistas. Racismo é crime mas até aqui os racistas levavam boa vida já que, para muitos, os casos de intolerância resultavam apenas em "medidas educativas', que equivalem a impunidade, e, às vezes, nem isso. Alguns suspeitos já levaram um gancho e foram conduzidos para abrir o bico. Após a conclusão dos inquéritos, espera-se que a Justiça leve a sério o crime desses anormais. Durante os depoimentos, alguns desses criminosos, que parecem destemidos no Facebook, amarelaram e, suspeita-se, segundo testemunhas do odor, sujaram as calças. Cachorro latindo, criança chorando, vagabundo vazando, como dizem os homens de preto. Alguns racistas apagaram seus perfis, inclusive as contas falsas que criaram. Além de racistas, são ignorantes: apagar perfil não impede a exata localização do autor. O MP também avalia que há formação de quadrilha entre os racistas já que foram detectados grupos e gangues do gênero. Os últimos e mais notórios casos tiveram como vítimas Maju, Taís Araújo e Sheron Menezzes. Todas as vítimas merecem igual tratamento ao encaminhar suas denúncias. Mas que bom que a fama das três amplia o alcance dessas denúncias. Quando aos criminosos, ponto 1: fica óbvio que os racistas são agressivos, intolerantes e podem ser capazes de atos mais graves para externar o ódio aos negros. Ponto 2: e, é claro, não gostam de mulheres bonitas. Eu, hein?
Formou! A República está virando novela mexicana... Depois da carta de Temer, Kátia Abreu ganha medalha por lançamento de vinho a curta distância
Primeiro, o vice escreve uma carta de desamor e vai discutir a relação com a presidente. Poderiam aproveitar, dar uma passadinha no Mc Donalds, ver um show da Anitta, descer a rampa de skate, mandar uma carinhas alegres no whatsapp como galera jovem e desamadurecida que são. Em seguida, o país mal tinha se recuperado desse capitulo escrito por Glória Magadan e surge a informação de altíssimo nível de que Zé Serra havia vacilado diante de Kátia Abreu, a ministra da Agricultura, e levado uma invertida espetacular na forma de alvo de lançamento de vinho a curta distância. Se Temer se desmanchou em lamúrias por não ter sido convidado para ver Joe Biden de perto e ficou magoado por Dilma ter tirado o salário do chapa Moreira Franco, Serra pagou um mico monumental ao se aproximar da ministra - durante um jantar de confraternização na casa do senador Eunício Oliveira (PMDB) em torno do escrevinhador de cartas Michel Temer - e abrir o momento de beija-mão com uma frase-desastre:
- "O que tenho ouvido falar é que você tem fama de ser muito namoradeira" - mandou o tucano.
Coube ao presidente do Senado, Renan Calheiros, pronunciar uma questão de ordem:
- "Senador, a ministra Kátia casou-se há pouco tempo..."
Não rolou a paz, apesar do esforço de Renan. Kátia subiu nas tamancas ministeriais e fez um aparte não-autorizado:
- "Me respeite que sou uma mulher casada e, mesmo quando solteira, ao contrário de você, nunca traí".
Ato contínuo, como delegados costumam inserir em relatórios sobre cenas de crime, Kátia Abreu jogou vinho nas asas do tucano. Um dia depois da mancada serrista, a ministra ainda estava inconformada e comentava nas redes sociais que as mulheres sabem muito bem o significado da expressão "namoradeira".
Quanto a Serra, o Globo publica hoje fotos de uma reunião de pauta do golpe promovida pelo PSDB e, na imagem, o Zé parece de pilha fraca, com uma expressão de ausência que lembra Mr. Magoo (veja no detalhe reproduzido ao lado). Sei não, o episódio deixou sequelas no tucano. Tanto que ele dá a impressão de que nem mesmo o assunto mais empolgante da reunião, uma espécie de chá-de-panela da derrubada de Dilma, o motiva após a ressaca moral pós-Kátia Abreu. E olha que, aparentemente, não foi servido vinho durante o convescote golpista dos tucanos.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Memórias da redação: um UFO pousou na redação da Manchete...
por José Esmeraldo Gonçalves
A mensagem acima foi enviada hoje ao endereço do blog, mas remete a um outro tempo, rua e número (Anos 70, Rua do Russell 804). No email, João Resende, jornalista que trabalhou na Manchete, avisa da morte de Gastão René Friedman, tradutor de alemão (na época, a Manchete tinha os direitos da semanal Der Spiegel), que viveu os dias ora leves, ora tumultuados, sempre imprevisíveis, na redação da revista carro-chefe da Bloch. A Der Spiegel publicava verdadeiros calhamaços, os textos de capa às vezes chegavam a 50 laudas. Para editar as matérias, os redatores precisavam contar com a colaboração de tradutores de alemão. Cesarion Praxedes, então repórter, indicou um tradutor para trabalhar, fixo, na redação e assim resolver de vez o problema. Só que o novo funcionário chegou, sentou-se à mesa que lhe apontaram, em um discreto canto da sala, sem que o Cesarion lembrasse de apresentá-lo à equipe. O misterioso-suposto-novo-funcionário foi lá ficando, não era de falar muito, lia jornais, revistas, às vezes um livro, meio absorto, não chamava atenção. Até porque a redação não tinha a menor ideia do que ele fazia ali. Talvez o pessoal achasse que era alguém convocado por Adolpho Bloch. Passaram-se algumas semanas e ele lá, firme. Até que um dia, Flavio Costa, chefe de reportagem, não aguentou mais a curiosidade e indagou:
- "O que é que esse UFO está fazendo aqui"?
Assim, Gastão René Friedman ganhou um apelido e deixou a "clandestinidade". O diretor da revista logo lhe passou textos para traduzir e até o DP o procurou para finalmente deslanchar a burocracia da contratação. Alberto Carvalho, secretário de redação, se encarregou de apresentá-lo aos colegas:
- "Este é o UFO, nosso tradutor de alemão", dizia, já incorporando o apelido.
UFO respondia:
- "Prazer, Gastão Friedman", em vão, o pessoal já havia gravado e sacramentado o UFO.
Aquele Friedman passou anos na Bloch e talvez a maioria dos colegas jamais tenha desconfiado de que se chamava, na verdade, Gastão, René e, ainda mais, Friedman. UFO tornou-se o nome dele. Quando Cesarion Praxedes foi convidado para trabalhar na assessoria de imprensa da Nuclebrás não demorou a levar o UFO. O Brasil havia assinado o acordo nuclear com a Alemanha para a construção de Angra 1 e o tradutor da Der Spiegel passou a fazer a dublagem para português da papelada alemã. Dizem - pode ser lenda - que UFO traduziu os manuais da usina. O pessoal da Manchete, ao saber disso - ou criar a versão, sempre melhor do que o fato - brincava: - "Vai dar merda". UFO, que de desligado só tinha o jeitão, era atento e organizadíssimo, como lembra João Resende, se divertia com a história e dizia para a turma não se preocupar porque as máquinas não estavam funcionando... - "Ainda", completava e, como bom UFO, deixava um mistério quanto ao futuro da usina segundo suas traduzidas instruções..
Bom, Angra 1 está aí até hoje, vai que o manual do UFO, o único apelido que deve ser escrito obrigatoriamente em maiúsculas, estava certo. Que ele tenha decolado em paz.
A mensagem acima foi enviada hoje ao endereço do blog, mas remete a um outro tempo, rua e número (Anos 70, Rua do Russell 804). No email, João Resende, jornalista que trabalhou na Manchete, avisa da morte de Gastão René Friedman, tradutor de alemão (na época, a Manchete tinha os direitos da semanal Der Spiegel), que viveu os dias ora leves, ora tumultuados, sempre imprevisíveis, na redação da revista carro-chefe da Bloch. A Der Spiegel publicava verdadeiros calhamaços, os textos de capa às vezes chegavam a 50 laudas. Para editar as matérias, os redatores precisavam contar com a colaboração de tradutores de alemão. Cesarion Praxedes, então repórter, indicou um tradutor para trabalhar, fixo, na redação e assim resolver de vez o problema. Só que o novo funcionário chegou, sentou-se à mesa que lhe apontaram, em um discreto canto da sala, sem que o Cesarion lembrasse de apresentá-lo à equipe. O misterioso-suposto-novo-funcionário foi lá ficando, não era de falar muito, lia jornais, revistas, às vezes um livro, meio absorto, não chamava atenção. Até porque a redação não tinha a menor ideia do que ele fazia ali. Talvez o pessoal achasse que era alguém convocado por Adolpho Bloch. Passaram-se algumas semanas e ele lá, firme. Até que um dia, Flavio Costa, chefe de reportagem, não aguentou mais a curiosidade e indagou:
- "O que é que esse UFO está fazendo aqui"?
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UFO, em foto dos anos 70, em frente ao antigo prédio da Manchete. |
- "Este é o UFO, nosso tradutor de alemão", dizia, já incorporando o apelido.
UFO respondia:
- "Prazer, Gastão Friedman", em vão, o pessoal já havia gravado e sacramentado o UFO.
Aquele Friedman passou anos na Bloch e talvez a maioria dos colegas jamais tenha desconfiado de que se chamava, na verdade, Gastão, René e, ainda mais, Friedman. UFO tornou-se o nome dele. Quando Cesarion Praxedes foi convidado para trabalhar na assessoria de imprensa da Nuclebrás não demorou a levar o UFO. O Brasil havia assinado o acordo nuclear com a Alemanha para a construção de Angra 1 e o tradutor da Der Spiegel passou a fazer a dublagem para português da papelada alemã. Dizem - pode ser lenda - que UFO traduziu os manuais da usina. O pessoal da Manchete, ao saber disso - ou criar a versão, sempre melhor do que o fato - brincava: - "Vai dar merda". UFO, que de desligado só tinha o jeitão, era atento e organizadíssimo, como lembra João Resende, se divertia com a história e dizia para a turma não se preocupar porque as máquinas não estavam funcionando... - "Ainda", completava e, como bom UFO, deixava um mistério quanto ao futuro da usina segundo suas traduzidas instruções..
Bom, Angra 1 está aí até hoje, vai que o manual do UFO, o único apelido que deve ser escrito obrigatoriamente em maiúsculas, estava certo. Que ele tenha decolado em paz.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Deu no Daily News: universitários posam para calendário em benefício de agricultores e animais atingidos pela seca
por Omelete
Já é uma tradição. Alunos do curso de veterinária da universidade de Camden, em Sidney, na Austrália, posam para um calendário beneficente. Nicola Bodle, artista responsável pelo ensaio, disfarça a nudez dos estudantes usando estetoscópios, bolas de tênis e até um cachorro estrategicamente colocado. A renda obtida com a venda do calendário irá para uma ONG que apoia agricultores e animais atingidos por uma devastadora seca que afeta o país.
Jornalismo em crise, em vias de se tornar "decorativo", não manda carta para os leitores que o abandonam mas ganha um livro em que profissionais discutem a crise dos veículos impressos
por Clara S. Britto
Se o jornalismo fosse Michel Temer, já estaria escrevendo uma carta chorosa para os seus leitores e anunciantes. "Por que vocês não me convidam mais para suas casas?" "Por que não anunciam mais nas minhas páginas?" Isso, claro, porque a crise está braba. Com essa ideia na cabeça e o drama nas redações, um grupo de jornalistas de Florianópolis liderados pelo professor Rogério Christofoletti lança pela Editor Insular o livro “Questões para um jornalismo em crise”. São 13 artigos escritos por mestrandos e doutorandos em Pós-Graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina abordando temas como convergência dos meios, redes sociais, novas audiências etc.
O livro é bem-vindo em meio à grande discussão sobre o novo modelo de jornalismo e o fim de veículos impresso. Discussão, aliás, que acontece no mundo inteiro.
No Brasil, o jornalismo está, na verdade, vivendo três crises simultâneas que vão muito além de elaboradas questões sobre a forma: o avanço dos meios digitais frente aos meios impressos; o momento econômico: e, principalmente, uma crise de conteúdo provocada pela politização partidária que compromete ainda mais o já frágil grau de isenção praticado pela mídia comercial brasileira. Como mostram as pesquisas, cerca metade dos leitores dos desconfia do que lê. Tudo indica que a análise de questões como queda nas tiragens dos meios impressos, redução das verbas publicitárias, demissões e fechamento de jornais e revistas deve ser aprofundada. É preciso aferir porque o leitor demonstra um claro alheamento diante do que a grande mídia vem lhe oferecendo. Será o discurso monocórdico, o pensamento único como resultado da concentração empresarial dos meios? Diz-se que o país está dividido, rachado, como mostrou a última eleição presidencial e que a grande mídia estaria "falando" apenas para metade do universo de leitores. Pode ser. Mas o fato é que, mais do que a forma, jornalismo é conteúdo. E conteúdo relevante para quem o consome. Não será esse o elemento em falta?
Se o jornalismo fosse Michel Temer, já estaria escrevendo uma carta chorosa para os seus leitores e anunciantes. "Por que vocês não me convidam mais para suas casas?" "Por que não anunciam mais nas minhas páginas?" Isso, claro, porque a crise está braba. Com essa ideia na cabeça e o drama nas redações, um grupo de jornalistas de Florianópolis liderados pelo professor Rogério Christofoletti lança pela Editor Insular o livro “Questões para um jornalismo em crise”. São 13 artigos escritos por mestrandos e doutorandos em Pós-Graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina abordando temas como convergência dos meios, redes sociais, novas audiências etc.
O livro é bem-vindo em meio à grande discussão sobre o novo modelo de jornalismo e o fim de veículos impresso. Discussão, aliás, que acontece no mundo inteiro.
No Brasil, o jornalismo está, na verdade, vivendo três crises simultâneas que vão muito além de elaboradas questões sobre a forma: o avanço dos meios digitais frente aos meios impressos; o momento econômico: e, principalmente, uma crise de conteúdo provocada pela politização partidária que compromete ainda mais o já frágil grau de isenção praticado pela mídia comercial brasileira. Como mostram as pesquisas, cerca metade dos leitores dos desconfia do que lê. Tudo indica que a análise de questões como queda nas tiragens dos meios impressos, redução das verbas publicitárias, demissões e fechamento de jornais e revistas deve ser aprofundada. É preciso aferir porque o leitor demonstra um claro alheamento diante do que a grande mídia vem lhe oferecendo. Será o discurso monocórdico, o pensamento único como resultado da concentração empresarial dos meios? Diz-se que o país está dividido, rachado, como mostrou a última eleição presidencial e que a grande mídia estaria "falando" apenas para metade do universo de leitores. Pode ser. Mas o fato é que, mais do que a forma, jornalismo é conteúdo. E conteúdo relevante para quem o consome. Não será esse o elemento em falta?
Temer: a carta que entrou para a história... da piada. O vice-presidente que denunciou que sofreu bullying de Dilma agora agora é 'zuado' nas redes sociais.
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Boneco decorativo para o hall do Alvorada |
por Omelete
O vice-presidente Michel Temer escreveu a carta mais piegas da história. Parece desabafo de adolescente que não descolou um par para a festa de formatura ou o funcionário que não foi convidado para o Natal da firma. As redes sociais não perdoaram. Não fica claro porque ele, tão maltratado, não largou o barco antes. Nem perderia o emprego, era só ficar quieto no banco dos reservas. Talvez não tenha chutado o balde porque o PMDB, desde os primórdios, é um partido que não fica em cima do muro: ele bota um pé de um lado e deixa o outro pé do outro. Assim, na hora certa, muda para o lado vencedor. Mas só na hora certa. Entregar os cargos, nem pensar. Desde que Sarney herdou a presidência de Tancredo, o-que-foi-sem-nunca-ter-sido depois de "eleito" pelo colégio eleitoral da ditadura, o PMDB não saiu mais do "puder" embora o povo, no voto, jamais tenha colocado um político do partido no Palácio do Planalto. Mas os seus caciques sabem jogar o jogo. Se Dilma cair, parte do PMDB está apoiando o impeachment; se Dilma não cair, parte do PMDB está apoiando a presidente. Após o desfecho, todos voltam a se juntar no lado certo, com os cargos certos. Simples. Temer deve ter pensado que estava escrevendo uma dramática e histórica carta. Estava. Uma carta para a história do humor. Daí, ele está sofrendo bullying nas redes sociais. Uns acham apenas engraçada a missiva, outros uma trairagem na hora em que a canoa está furando. Temer esqueceu que a galera não perdoa.
A favor dele: se Getúlio Vargas escrevesse hoje a carta-testamento também seria 'zuado' on line em tempo real. Talvez até desistisse de se suicidar e mandasse uns twitters e uns comentários no face antes de dormir mandando Lacerda pra pqp.
E carta? Quem ainda escreve carta? Temer poderia ter mandado apenas um whatsapp: "Dilma, cansei, tô fora". Ou, melhor ainda, apenas bloqueava a presidente no Facebook e deixava de segui-la no Twitter e no Instagram.
Universidade de Cambridge promove concurso de doutorado em beleza....
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Uma das concorrentes na biblioteca da universidade. Foto: Twitter/Tab |
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No restaurante de Cambridge. Foto Twitter/Tab |
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Curvas e neblina em Cambridge. Foto Twitter/Tab |
Depois dizem que a preferência nacional é só nacional. Alunos de Cambridge, na Inglaterra, uma das universidades mais conceituadas do mundo, promovem o concurso "Best Bum". É a segunda vez que Cambridge escolhe a melhor graduada da instituição. O jornal universitário The Tab divulga a votação, audita os votos e publica as fotos das concorrentes. A vencedora do bumbum honoris causa 2015 - que ainda está em fase de votação - reina durante um ano com respeito e admiração dos seus súditos. Melhor uma rainha dessas do que a descadeirada residente do Buckingham.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Passaralho agora tem ninho praticamente fixo no Globo. Segundo Portal Imprensa, nova onda de demissões atinge a redação. O corte de empregos faria parte de um projeto para o fim do Globo impresso...
(do Portal Imprensa)
O jornal carioca O Globo iniciou na tarde da última segunda-feira (7/12) uma série de cortes em seu quadro de funcionários. IMPRENSA apurou que cerca de 30 trabalhadores foram cortados, sendo a redação a área mais atingida, com aproximadamente 18 demitidos. Os repórteres com mais tempo de casa foram o alvo neste passaralho.
Das vagas que foram fechadas atualmente pelo jornal, oito estavam abertas e foram congeladas momentaneamente. A apuração aponta que o veículo não pretende fazer mais cortes no próximo ano. A ideia é fazer arranjos internos para não diminuir a produção de conteúdo. Procurado por IMPRENSA, o jornal não quis comentar o caso.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro também não tinha conseguido contato com a direção do jornal. A diretora da entidade, Paula Máiran não soube precisar o volume de cortes, mas afirma que a nova onda de demissões em O Globo não pode ser confundida com a atual crise econômica do país. “Há uma mudança no modelo de negócios do jornal. Em março de 2014, Ascânio Seleme, diretor de redação do Infoglobo, disse no congresso nacional dos jornalistas de Maceió que há um projeto em andamento para dar fim ao Globo impresso”.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO PORTAL IMPRENSA, CLIQUE AQUI
O jornal carioca O Globo iniciou na tarde da última segunda-feira (7/12) uma série de cortes em seu quadro de funcionários. IMPRENSA apurou que cerca de 30 trabalhadores foram cortados, sendo a redação a área mais atingida, com aproximadamente 18 demitidos. Os repórteres com mais tempo de casa foram o alvo neste passaralho.
Das vagas que foram fechadas atualmente pelo jornal, oito estavam abertas e foram congeladas momentaneamente. A apuração aponta que o veículo não pretende fazer mais cortes no próximo ano. A ideia é fazer arranjos internos para não diminuir a produção de conteúdo. Procurado por IMPRENSA, o jornal não quis comentar o caso.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro também não tinha conseguido contato com a direção do jornal. A diretora da entidade, Paula Máiran não soube precisar o volume de cortes, mas afirma que a nova onda de demissões em O Globo não pode ser confundida com a atual crise econômica do país. “Há uma mudança no modelo de negócios do jornal. Em março de 2014, Ascânio Seleme, diretor de redação do Infoglobo, disse no congresso nacional dos jornalistas de Maceió que há um projeto em andamento para dar fim ao Globo impresso”.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO PORTAL IMPRENSA, CLIQUE AQUI
A torcida do Vasco não foi rebaixada
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A torcida em festa: momentos que o Vasco voltará a viver. Foto Vasco.com.br |
por Nelio Barbosa Horta (de Saquarema)
A TORCIDA DO VASCO FEZ O SEU PAPEL: acompanhou e incentivou o time em todos os lugares onde o Vasco foi jogar, com faixas, hinos e coros. Até quando sua fraca defesa (com exceção do goleiro) levava um gol, dava apoio e reafirmava sua falsa condição de time grande.
A esperança de sua imensa torcida, a maioria composta de jovens vascaínos que, talvez, nunca tenham visto o Vasco disputar um título brasileiro, era de que, em algum momento, a equipe pudesse despertar e ter um final de campeonato digno de sua tradição.Saudade do “Expresso da vitória”, saudade do Ademir Menezes, do Maneca, do Sabará, do Friaça, do Heleno de Freitas, do Danilo, do Bellini, do Orlando, do Roberto Dinamite, do Romário, da equipe que era a própria seleção brasileira, com a cruz de malta no peito.
A TORCIDA DO VASCO ESTÁ DE PARABÉNS PELA BRILHANTE ATUAÇÃO NO CAMPEONATO BRASILEIRO DESTE ANO.
“Não chorem torcedores, a participação de vocês foi extraordinária. A equipe é que não correspondeu e não merecia o incentivo tão espontâneo e tão sincero que recebeu. O Vasco de hoje está carente de “CRAQUES-OPERÁRIOS”, aqueles que vestem a camisa do clube e buscam a vitória o tempo todo. Tomara que, em 2016, a direção invista em jovens do interior, que assumam a responsabilidade de fazer do Vasco, um forte candidato aos primeiros lugares e que possam disputar o título.
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O time em campo precisa corresponder à paixão da sua torcida. Foto: Reprodução Internet |
VASCO É VASCO!
No Carnaval de 1937, o compositor Wilson Baptista compôs uma melodia para os operários e que bem poderia ser usada pelo atual elenco vascaíno: “O bonde São Januário leva mais um operário (sócio-otário), eu que NÃO VOU TRABALHAR”...
sábado, 5 de dezembro de 2015
Deu no Sensacionalista: governador tucano Alckmin suspende fechamento de colégios porque acabou a verba da PM e da tropa de choque...

Leia no Sensacionalista, clique AQUI
Deu no New York Times: indignação contra o supermercado de armas pessoais nos Estados Unidos
(O jornal New York Times condena, em editorial, a facilidade com que americanos podem comprar armas de guerra). Leia, abaixo:
"As pessoas decentes devem sentir tristeza e fúria justas sobre a mais recente matança de inocentes, na Califórnia. Agentes da lei e de inteligência estão à procura de motivações, incluindo a questão vital de como os assassinos poderiam ser ligados ao terrorismo internacional. São pontos corretos e apropriados da investigação.
Mas para os mortos na Califórnia não importam os motivos, nem para as vítimas no Colorado, Oregon, Carolina do Sul, Virgínia, Connecticut e muitos outros lugares. A atenção e indignação dos americanos também devem se voltar para os líderes eleitos, cujo trabalho é nos manter seguros. Que eles se coloquem acima do dinheiro e do poder político de uma indústria dedicada a lucrar com a disseminação irrestrita de armas de fogo cada vez mais poderosas.
É um ultraje moral e uma desgraça nacional que os civis possam, legalmente, comprar armas projetadas especificamente para matar pessoas com velocidade brutal e eficiência. São armas de guerra, superficialmente e deliberadamente modificadas e comercializadas como ferramentas de vigilantismo macho e até mesmo insurreição. Líderes eleitos da América oferecem orações para as vítimas de armas e, em seguida, insensivelmente e sem medo de conseqüências, rejeitam as restrições mais básicas sobre as armas de extermínio em massa, como fizeram na quinta-feira.
Eles nos distraem com argumentos sobre a palavra terrorismo. Vamos ser claros: estes assassinatos em massa são todos, em suas próprias maneiras, atos de terrorismo.
Os opositores do controle de armas estão dizendo, como o fazem depois de cada assassinato, que nenhuma lei pode infalivelmente evitar um criminoso específico. Isso é verdade. Eles estão falando, muitos com sinceridade, sobre os desafios constitucionais à regulamentação eficaz. Existem esses desafios. Eles apontam que determinados assassinos obtiveram armas ilegalmente em lugares como França, Inglaterra e Noruega, que têm leis rigorosas. Sim, eles conseguiram isso. Mas, pelo menos, esses países estão tentando. Os Estados Unidos, não. Pior, certos políticos se aliam, na prática, a pretensos assassinos ao criar mercados de armas para eles, e os eleitores são cúmplices ao permitir que esses políticos mantenham seus empregos. Já passou da hora de parar de falar em travar a propagação de armas de fogo para, em vez de reduzir o seu número drasticamente, eliminar de vez algumas categorias de armas e munições.
Não é necessário debater a formulação peculiar da Segunda Emenda. Nenhum direito é ilimitado e imune a uma regulação razoável.
Certos tipos de armas, como os fuzis de combate ligeiramente modificados usados na Califórnia, e certos tipos de munição, devem ter porte proibido para civis. É possível definir essas armas de forma clara e eficaz e, sim, seria necessário que os americanos que possuem esses tipos de armas a entregassem ao Estado para o bem de seus concidadãos.
Qual melhor momento, senão as próximas eleições presidenciais, para mostrar, finalmente, que a nossa nação mantém seu senso de decência?"
"As pessoas decentes devem sentir tristeza e fúria justas sobre a mais recente matança de inocentes, na Califórnia. Agentes da lei e de inteligência estão à procura de motivações, incluindo a questão vital de como os assassinos poderiam ser ligados ao terrorismo internacional. São pontos corretos e apropriados da investigação.
Mas para os mortos na Califórnia não importam os motivos, nem para as vítimas no Colorado, Oregon, Carolina do Sul, Virgínia, Connecticut e muitos outros lugares. A atenção e indignação dos americanos também devem se voltar para os líderes eleitos, cujo trabalho é nos manter seguros. Que eles se coloquem acima do dinheiro e do poder político de uma indústria dedicada a lucrar com a disseminação irrestrita de armas de fogo cada vez mais poderosas.
É um ultraje moral e uma desgraça nacional que os civis possam, legalmente, comprar armas projetadas especificamente para matar pessoas com velocidade brutal e eficiência. São armas de guerra, superficialmente e deliberadamente modificadas e comercializadas como ferramentas de vigilantismo macho e até mesmo insurreição. Líderes eleitos da América oferecem orações para as vítimas de armas e, em seguida, insensivelmente e sem medo de conseqüências, rejeitam as restrições mais básicas sobre as armas de extermínio em massa, como fizeram na quinta-feira.
Eles nos distraem com argumentos sobre a palavra terrorismo. Vamos ser claros: estes assassinatos em massa são todos, em suas próprias maneiras, atos de terrorismo.
Os opositores do controle de armas estão dizendo, como o fazem depois de cada assassinato, que nenhuma lei pode infalivelmente evitar um criminoso específico. Isso é verdade. Eles estão falando, muitos com sinceridade, sobre os desafios constitucionais à regulamentação eficaz. Existem esses desafios. Eles apontam que determinados assassinos obtiveram armas ilegalmente em lugares como França, Inglaterra e Noruega, que têm leis rigorosas. Sim, eles conseguiram isso. Mas, pelo menos, esses países estão tentando. Os Estados Unidos, não. Pior, certos políticos se aliam, na prática, a pretensos assassinos ao criar mercados de armas para eles, e os eleitores são cúmplices ao permitir que esses políticos mantenham seus empregos. Já passou da hora de parar de falar em travar a propagação de armas de fogo para, em vez de reduzir o seu número drasticamente, eliminar de vez algumas categorias de armas e munições.
Não é necessário debater a formulação peculiar da Segunda Emenda. Nenhum direito é ilimitado e imune a uma regulação razoável.
Certos tipos de armas, como os fuzis de combate ligeiramente modificados usados na Califórnia, e certos tipos de munição, devem ter porte proibido para civis. É possível definir essas armas de forma clara e eficaz e, sim, seria necessário que os americanos que possuem esses tipos de armas a entregassem ao Estado para o bem de seus concidadãos.
Qual melhor momento, senão as próximas eleições presidenciais, para mostrar, finalmente, que a nossa nação mantém seu senso de decência?"
Memórias da redação: a dança dos "possidônios"
(do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou")
No começo, a Manchete tinha um repertório modesto de pseudônimos: Juliano Palha, José Bálsamo, Jean-Paul Lagarride, para as grandes coberturas internacionais, muitas vezes escritas ali mesmo na redação.
Em 1971, a seção Leitura Dinâmica, um "balaio" de pequenas notas, promoveu uma autêntica inflação de pseudônimos: Niko Bolontrim, Marina Francis, John Updown e o mais sucinto de todos, Ed Sá. Ruy Castro usava muito o de Acácio Varejão. Um dia, uma nova repórter, Marilda Varejão, quis saber a origem do pseudônimo. Ruy: "Inventei. Acaso existe algum Acácio Varejão?" Marilda: "Existe, sim. Meu pai".
Ney Bianchi viajava pelo sertão de Pernambuco com o fotógrafo Juvenil de Souza. Um prefeito local implicou com o fotógrafo: "Juvenil, mas que nome esquisito, rapaz!" Ney Bianchi perguntou o nome do alcaide: "Eu me chamo Onotônio". Daí surgiu o pseudônimo Onotônio Baldruegas.
Um dia, sopraram ao ouvido do Adolpho Bloch que pseudônimo não era jornalismo, era uma brincadeira. Havia na firma um funcionário encarregado dos orçamentos gráficos chamado Possidônio. Adolpho, que detestava palavras complicadas como pseudônimo, decretou: "A partir de hoje não quero mais "possidônios" na Manchete!"
No começo, a Manchete tinha um repertório modesto de pseudônimos: Juliano Palha, José Bálsamo, Jean-Paul Lagarride, para as grandes coberturas internacionais, muitas vezes escritas ali mesmo na redação.
Em 1971, a seção Leitura Dinâmica, um "balaio" de pequenas notas, promoveu uma autêntica inflação de pseudônimos: Niko Bolontrim, Marina Francis, John Updown e o mais sucinto de todos, Ed Sá. Ruy Castro usava muito o de Acácio Varejão. Um dia, uma nova repórter, Marilda Varejão, quis saber a origem do pseudônimo. Ruy: "Inventei. Acaso existe algum Acácio Varejão?" Marilda: "Existe, sim. Meu pai".
Ney Bianchi viajava pelo sertão de Pernambuco com o fotógrafo Juvenil de Souza. Um prefeito local implicou com o fotógrafo: "Juvenil, mas que nome esquisito, rapaz!" Ney Bianchi perguntou o nome do alcaide: "Eu me chamo Onotônio". Daí surgiu o pseudônimo Onotônio Baldruegas.
Um dia, sopraram ao ouvido do Adolpho Bloch que pseudônimo não era jornalismo, era uma brincadeira. Havia na firma um funcionário encarregado dos orçamentos gráficos chamado Possidônio. Adolpho, que detestava palavras complicadas como pseudônimo, decretou: "A partir de hoje não quero mais "possidônios" na Manchete!"
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Colômbia: guerrilheira das Farc e policial que a perseguiu fazem as pazes em capa de revista
por Omelete
Se por aqui vai ser difícil ver Dilma e Cunha juntos na mesma capa, na Colômbia, antigas oponentes posaram perfeitamente pacificadas. Uma ex-guerrilheira das Farc e a agente policial que já a perseguiu confraternizaram em ensaio para a revista Soho em comemoração ao avanço das negociações entre governo e guerrilheiros. Isabel Londoño, a da esquerda, é a ex-policial, e Ana Pacheco, ex-combatente das Farc. Na capa, a chamada: "A paz segundo Soho".
Dizem os repórteres que cobrem o área que, se o acordo for assinado e a violência acabar, muitas outras guerrilheiras poderão sair da selva colombiana direto para as revistas masculinas. Beleza para isso, garantem, muitas terão.
Um deles afirma que já se deparou com verdadeiras sósias de Sofia Vergara, a atriz colombiana que brilha em Hollywood, ou de Shakira, a curvilínea cantora que nasceu em Barranquila.
Se por aqui vai ser difícil ver Dilma e Cunha juntos na mesma capa, na Colômbia, antigas oponentes posaram perfeitamente pacificadas. Uma ex-guerrilheira das Farc e a agente policial que já a perseguiu confraternizaram em ensaio para a revista Soho em comemoração ao avanço das negociações entre governo e guerrilheiros. Isabel Londoño, a da esquerda, é a ex-policial, e Ana Pacheco, ex-combatente das Farc. Na capa, a chamada: "A paz segundo Soho".
Dizem os repórteres que cobrem o área que, se o acordo for assinado e a violência acabar, muitas outras guerrilheiras poderão sair da selva colombiana direto para as revistas masculinas. Beleza para isso, garantem, muitas terão.
Um deles afirma que já se deparou com verdadeiras sósias de Sofia Vergara, a atriz colombiana que brilha em Hollywood, ou de Shakira, a curvilínea cantora que nasceu em Barranquila.
Várias: "jogos vorazes" entre Dilma e Cunha, massacre nos Estados Unidos, tropa de choque contra jovens e o exterminador de escolas...
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Cunha versus Dilma, 'meme' que circula nas redes sociais. Reprodução |
* Ontem e hoje, os jornais brasileiros estão temáticos: a notícia é quase que só impeachment. Talvez nem às vésperas da ditadura militar de 1964 tenham sido escritas tantas colunas em apoio à derrubada de um presidente eleito. Os colunistas políticos e de economia também foram mais contidos no episódio Collor de Mello, afinal, a mídia ajudara a eleger o "caçador de marajás". Ontem, soltaram a franga nas "pretinhas", apelido das teclas das máquinas de escrever hoje incorporado aos desktops e assemelhados. O encaminhamento da questão também foi diferente. Em maio de 1992, Pedro Collor acusou PC Farias de chefiar um esquema de corrupção como testa-de-ferro do então presidente. Em junho, a Câmara dos Deputados instalou uma CPI para investigar as denúncias. Em agosto daquele ano, a CPI concluiu que Collor tinha ligações com o Esquema PC. Em setembro, só após o fim das investigações e a aprovação do relatório da CPI, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de um pedido de impeachment contra Collor. Em outubro, o Senado abriu o processo de impeachment e em 30 de dezembro de 1992, aconteceu a votação que destituiu o presidente. Collor, certo da derrota, havia renunciado um dia antes. O rito agora é diferente. Um certo Hélio deu um Bicudo nessa liturgia e já partiu pra cima de Dilma com o pedido de impeachment rascunhado e do tipo fast food, jogo rápido. Foi esse o documento admitido por Cunha. Era um papelucho a mais entre a cesta de pedidos semelhantes que jaziam sob a mesa do presidente da Câmara até que seu próprio rabo começou a pegar fogo. Cunha, que tem estado sob pressão, ontem teve um dia feliz: foi saudado e exaltado por dar andamento ao golpe. Coxinhas e oposição estão andando com seu retrato nas carteiras e sua imagem é proteção de tela nos mais ilustres computadores. Já se dizia que o Brasil está dividido. Agora os times ganham um novo nome; Dilma Futebol Clube x Cunha Futebol e Regatas. Suspeita-se em Brasilia que no momento em que o impeachment for realmente votado no plenário o time de Cunha passará a se chamar Cunha-Temer FR. Façam suas apostas.
* Dilma diz que vai lutar. Teoricamente, teria, hoje, maioria na Câmara e no Senado. Na prática, a teoria pode ser outra. O vice-presidente Michel Temer, por exemplo, não se pronunciou contra o impeachment. Brizola diria que ele está, já há algum tempo, "costeando o alambrado" para pinotar. Temer dá sinais de que está ao lado de Eduardo Cunha e não abre. Talvez abra apenas ao assumir a presidência. Quanto a Cunha, pode acabar ministro do novo governo, por que não?, tudo é possível. Frise-se que os adeptos do impeachment vão precisar dos votos da bancada pessoal do Cunha, que não é desprezível tanto que até aqui tem brecado a denúncia no conselho de ética - sim, existe isso - da Câmara. E já há ministro do PMDB anunciando que vai deixar o governo. A tática do PMDB é essa, desde sempre, pular da canoa para descolar um lugar no barco que vem vindo, mas, ao mesmo tempo, deixar uma tripulação no Titanic para o caso de, vá lá, o governo não cair e partido continuar botando a mão no timão. E na nave do pessoal a favor do golpe cabe de tudo, de Cunha a Bolsonaro, passando pela grande mídia, por empresários, viúvos e viúvas da ditadura, filósofos, cineastas, roqueiros, compositores, humoristas, coxinhas, pastores e bancadas da bala, do caramelo e do sorvete. Daí, a "maioria" de Dilma pode fazer água. Dias movimentados virão.
* Curiosamente, o governo quer votar o impeachment o mais rápido possível. O setor produtivo do país também, já que muitos avaliam que a economia não aguenta esperar, mas a oposição e seus analistas defendem adiar o processo e já se fala abertamente que é melhor esperar a situação piorar, o desemprego aumentar, o endividamento angustiar as pessoas, o país parar de vez, sem orçamento, Congresso obstruído etc. Eles acreditam que o caos favorecerá o golpe. A imprensa inglesa está chamando essa guerra entre Dilma e Cunha "jogos vorazes". Por aqui também é conhecida como briga de foice no escuro.
* A polícia de Geraldo Alckmin botou pra quebrar, literalmente. O PSDB tem aparentemente métodos especiais para lidar com a educação e manifestações divergentes. Nem é surpresa, o figurino é repetido. Os professores de São Paulo já experimentaram o porrete tucano. Professores do Paraná já foram massacrados pela polícia de outro tucano, o Beto Richa. Os protestos de junho de 2013, lembram?, desandaram em mais violência a partir do momento em que a PM paulista baixou o cacete. Agora, as forças tucanas deram porrada em estudantes que protestam contra o fechamento de dezenas de escolas, como parte de uma inacreditável política (des) educacional e elitista. Ontem, o ex-governador Sergio Cabral, sem que isso implique em defesa do próprio, deve ter constatado como foi injustiçado pelo Jornal Nacional. Em 2013, o JN destacava a violência da PM, caprichava na edição dramática, entrevistava manifestantes que levantam a camisa e mostravam marcas de balas de borrachas, mandava ao ar até vídeos feitos por black blocs denunciando a pancadaria. Ontem, o JN foi "fofo" na cobertura das manifestações dos estudantes em São Paulo. Evitou ênfase nas cenas de violência da PM,. não levou ao ar qualquer entrevista com manifestante ferido e privilegiou depoimentos oficiais de pelo menos três secretários de estado que também deram declarações "fofas". A informação mais recente: com a força das manifestações dos jovens, a péssima repercussão entre especialistas em educação e com a Justiça impedindo em várias cidades a "reorganização' pretendida por Alckmin, e especialmente com a brutal queda de popularidade do tucano, segundo o Data Folha, a aprovação ao governador caiu em mais de 20%, resolveu suspender, por enquanto, o desastrado projeto. Os estudantes querem ver para crer e dizem que vão permanecer mobilizados. O Secretário de Educação, Herman Voorwald, pediu demissão, já que não teria concordado com o recuo.
* De um modo geral, a mídia conservadora blindou o governador Geraldo Alckmin. A Folha recebeu a visita do próprio e, coincidentemente, retirou do ar, no site, em seguida, vídeo com cenas da violenta atuação da tropa de choque da PM. Na edição impressa, o jornalão omitiu prisão de estudantes e cacetadas policiais em meninos e meninas.
* Após mais um massacre nos Estados Unidos, Obama tenta reabrir a discussão sobre o controle de armas de fogo no país. Possivelmente, vai perder mais essa batalha. A facilidade com que americanos podem comprar pistolas, rifles, fuzis e munição tem as costas quentes e bem abastecidas do financiamento privado de campanhas eleitorais. A poderosa Associação Nacional do Rifle monta, a cada legislatura, à custa de milionárias doações de empesas, uma poderosa bancada no Congresso formada por republicanos (a grande maioria) e democratas. Até aqui, nenhum presidente conseguiu impor um mínimo de controle à comercialização de armas. Nem as poucas exigências da lei em alguns estados são cumpridas. Segundo matérias na imprensa americana, 40% das armas são vendidas sem qualquer comprovação de identidade. Houve casos em que até indivíduos arrolados em inquéritos do FBI puderam adquirir pistolas e rifles. O próximo massacre não tem data nem hora para acontecer. Só se sabe o que as estatísticas dizem: inevitavelmente, acontecerá em alguma escola, universidade, instituição pública, loja, praça ou rua. Os principais jornais avaliam que passou da hora de mudar a legislação sobre armas. E levantam uma grave questão: os Estados Unidos, que tanto controlam aeroportos, são o país onde um eventual "lobo solitário", o típico terrorista do Estado islâmico, pode adquirir armas como quem compra um big mac. As lojas de vendas de armas pessoais, como se viu na Black Friday, fazem até promoções vantajosas do tipo pague-uma-e-leve-duas. E ainda financiam o pagamento "na parcela"...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Com licença de García Márquez, as putas tristes da Grécia...
por Flávio Sépia
No Brasil, pode-se dizer que a política econômica de manjados "ajustes" e festa dos juros altos é uma espécie de prostituta virtual dos especuladores financeiros e traficantes de dinheiro. Eles deitam e rolam. Já na Grécia, são as prostitutas reais que estão pagando a conta do mercado financeiro descontrolado e despirocado. Com o país extorquido por bancos e instituições especuladoras, metade dos jovens gregos está desempregada. Os salários se desvalorizaram, o endividamento aumentou. Mas há um lado até agora pouco conhecido da crise grega: os índices de prostituição no país cresceram em 150%. A imprensa inglesa se interessou pelo assunto e repórteres do Mail on Line, do Daily Mirror e The Telegraph foram em peso a Atenas.
Na Grécia, o trabalho sexual não é ilegal, embora a prostituição na rua seja considerada crime. Normalmente, as mulheres se cadastram para prestar serviços em "estúdios" com licenças emitidas pelo governo, fiscalização, cartão de saúde etc. Com a crise, muitas mulheres e jovens estudantes estão procurando os "estúdios". Como esses não absorvem a demanda, elas são obrigadas a ir para as ruas, em situação de risco. Ao mesmo tempo, os preços dos programas desabam diante do aumento da oferta. De 50 euros, caíram para apenas 2 euros.
Nas últimas semanas, os prostitutas organizaram protestos nas ruas de Atenas. Não chegaram a chamar a atenção do FMI, do Banco Central Europeu, nem da cafetinagem financeira em geral. Voltando a García Márquez, é o amor em tempo de crise na noite de Atenas
No Brasil, pode-se dizer que a política econômica de manjados "ajustes" e festa dos juros altos é uma espécie de prostituta virtual dos especuladores financeiros e traficantes de dinheiro. Eles deitam e rolam. Já na Grécia, são as prostitutas reais que estão pagando a conta do mercado financeiro descontrolado e despirocado. Com o país extorquido por bancos e instituições especuladoras, metade dos jovens gregos está desempregada. Os salários se desvalorizaram, o endividamento aumentou. Mas há um lado até agora pouco conhecido da crise grega: os índices de prostituição no país cresceram em 150%. A imprensa inglesa se interessou pelo assunto e repórteres do Mail on Line, do Daily Mirror e The Telegraph foram em peso a Atenas.
Na Grécia, o trabalho sexual não é ilegal, embora a prostituição na rua seja considerada crime. Normalmente, as mulheres se cadastram para prestar serviços em "estúdios" com licenças emitidas pelo governo, fiscalização, cartão de saúde etc. Com a crise, muitas mulheres e jovens estudantes estão procurando os "estúdios". Como esses não absorvem a demanda, elas são obrigadas a ir para as ruas, em situação de risco. Ao mesmo tempo, os preços dos programas desabam diante do aumento da oferta. De 50 euros, caíram para apenas 2 euros.
Nas últimas semanas, os prostitutas organizaram protestos nas ruas de Atenas. Não chegaram a chamar a atenção do FMI, do Banco Central Europeu, nem da cafetinagem financeira em geral. Voltando a García Márquez, é o amor em tempo de crise na noite de Atenas
Vandré, a eterna polêmica
Volta de Geraldo Vandré ao Brasil
foi encenada, diz biografia; cantor nega
Tiago Dias
Do UOL, em São Paulo 02/12/201510h41
"Você é jornalista?", pergunta Geraldo Vandré à reportagem do UOL. "Então não vai ser difícil você compreender. A biografia é propriedade do artista, faz parte da comercialização da sua arte. Essas pessoas estão se apropriando indevidamente de direitos da personalidade".
Foi assim que Vandré se manifestou a respeito de "Geraldo Vandré - Uma Canção Interrompida" (Ed. Kuarup), do jornalista Vitor Nuzzi. O livro será lançado na próxima semana como uma das primeiras biografias não autorizadas a ganhar as prateleiras após a decisão unânime do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a necessidade de autorização prévia do biografado.
Louco, revolucionário, traidor. A vida de Vandré sempre foi cercada por nebulosas definições. Autor da canção mais emblemática do período da ditadura militar, "Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei das Flores)", o compositor de 80 anos, completados em setembro, não tem vontade de esclarecer sua história.
Ao pedido de Nuzzi para que participasse do livro, Vandré foi categórico: "Não tenho o menor interesse no que você está fazendo". Já para o UOL, com a voz calma e pausada, descredenciou, como tem feito ao longo dos anos, as histórias que contam sobre ele: "É coisa rasa, está tudo errado. Dados errados, completamente".
A pesquisa de fôlego tenta decifrar a esfinge: um artista recluso, do qual apenas o corpo voltou do exílio. Em suas raras aparições, ele evita falar dos acontecimentos e faz questão de demonstrar uma boa relação com os militares, exibindo boné da força aérea e dedicando um poema às forças armadas. O mistério em torno do paraibano é resquício do truculento regime militar nos anos 1960 e 1970.
São raros os registros de Vandré em vídeo e áudio daquela época. Não há imagens de sua consagração no Festival Internacional da Canção de 1968, quando apresentou "Caminhando", nem o registro da sua controversa volta ao Brasil em 1973, após cinco anos de um auto exílio.
Nuzzi vê indícios de que o regime quis apagar a imagem de Vandré da memória nacional. "Por algum período, Vandré foi proscrito mesmo. Ele virou, para alguns, o inimigo público número um por causa de uma canção", observa o biógrafo, em conversa com o UOL.
Prova disso foi uma suposta reportagem exibida no "Jornal Nacional", da TV Globo, no dia 18 de agosto de 1973. "O cantor e compositor Geraldo Vandré acaba de voltar ao Brasil", dizia a narração. A descrição que consta no livro conta que, cercado de homens engravatados e uma claque com faixas que o saudavam, um cabisbaixo Vandré dizia que suas canções não eram denunciativas, que ele não fazia parte de nenhum partido político e que, por fim, estava "arrependido" pela reação que sua canção despertou no crepúsculo do AI-5, se tornando um hino contra a ditadura.
Teria sido uma encenação: Vandré já estava no Brasil havia um mês. "Ele ficou esse período prestando depoimento, ao mesmo tempo em que circularam recadinhos nas redações orientando para não falar do músico. A 'Veja' e o 'Jornal do Brasil' furaram esse bloqueio e publicaram uma notinha. Graças a isso, sabemos que ele voltou antes", relata Nuzzi.
Sobre o episódio, Vandré é curto e grosso: "Não dei uma entrevista no aeroporto. Cheguei e fui direto para casa".
O livro, no entanto, reforça a tese de que a entrevista forjada teria sido uma condição para a volta de Vandré. Em depoimento ao livro, o cinegrafista Evilásio Carneiro, que teria registrado as imagens, afirma que não havia outros repórteres cobrindo a chegada, apenas Edgard Manoel Erichsen, funcionário da TV Globo e elo da emissora com os militares. Somente as mãos do repórter apareciam no vídeo.
Por um problema na revelação do filme, o "arrependimento" de Vandré também não foi ao ar. Os generais desconfiaram de que o cinegrafista queria sabotar o pedido de desculpas. "Pode até ser que o Vandré não tenha dito nada que não queria realmente dizer. De qualquer forma, ele foi orientado por policiais a falar sobre os assuntos. É uma pena não termos essas imagens, nem texto, áudio, nada. Pedi para a Globo, mas eles dizem que não têm".
O UOL entrou em contato com a TV Globo a respeito da entrevista, mas a emissora não retornou.
foi encenada, diz biografia; cantor nega
Tiago Dias
Do UOL, em São Paulo 02/12/201510h41
"Você é jornalista?", pergunta Geraldo Vandré à reportagem do UOL. "Então não vai ser difícil você compreender. A biografia é propriedade do artista, faz parte da comercialização da sua arte. Essas pessoas estão se apropriando indevidamente de direitos da personalidade".
Foi assim que Vandré se manifestou a respeito de "Geraldo Vandré - Uma Canção Interrompida" (Ed. Kuarup), do jornalista Vitor Nuzzi. O livro será lançado na próxima semana como uma das primeiras biografias não autorizadas a ganhar as prateleiras após a decisão unânime do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a necessidade de autorização prévia do biografado.
Louco, revolucionário, traidor. A vida de Vandré sempre foi cercada por nebulosas definições. Autor da canção mais emblemática do período da ditadura militar, "Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei das Flores)", o compositor de 80 anos, completados em setembro, não tem vontade de esclarecer sua história.
Ao pedido de Nuzzi para que participasse do livro, Vandré foi categórico: "Não tenho o menor interesse no que você está fazendo". Já para o UOL, com a voz calma e pausada, descredenciou, como tem feito ao longo dos anos, as histórias que contam sobre ele: "É coisa rasa, está tudo errado. Dados errados, completamente".
A pesquisa de fôlego tenta decifrar a esfinge: um artista recluso, do qual apenas o corpo voltou do exílio. Em suas raras aparições, ele evita falar dos acontecimentos e faz questão de demonstrar uma boa relação com os militares, exibindo boné da força aérea e dedicando um poema às forças armadas. O mistério em torno do paraibano é resquício do truculento regime militar nos anos 1960 e 1970.
São raros os registros de Vandré em vídeo e áudio daquela época. Não há imagens de sua consagração no Festival Internacional da Canção de 1968, quando apresentou "Caminhando", nem o registro da sua controversa volta ao Brasil em 1973, após cinco anos de um auto exílio.
Nuzzi vê indícios de que o regime quis apagar a imagem de Vandré da memória nacional. "Por algum período, Vandré foi proscrito mesmo. Ele virou, para alguns, o inimigo público número um por causa de uma canção", observa o biógrafo, em conversa com o UOL.
Prova disso foi uma suposta reportagem exibida no "Jornal Nacional", da TV Globo, no dia 18 de agosto de 1973. "O cantor e compositor Geraldo Vandré acaba de voltar ao Brasil", dizia a narração. A descrição que consta no livro conta que, cercado de homens engravatados e uma claque com faixas que o saudavam, um cabisbaixo Vandré dizia que suas canções não eram denunciativas, que ele não fazia parte de nenhum partido político e que, por fim, estava "arrependido" pela reação que sua canção despertou no crepúsculo do AI-5, se tornando um hino contra a ditadura.
Teria sido uma encenação: Vandré já estava no Brasil havia um mês. "Ele ficou esse período prestando depoimento, ao mesmo tempo em que circularam recadinhos nas redações orientando para não falar do músico. A 'Veja' e o 'Jornal do Brasil' furaram esse bloqueio e publicaram uma notinha. Graças a isso, sabemos que ele voltou antes", relata Nuzzi.
Sobre o episódio, Vandré é curto e grosso: "Não dei uma entrevista no aeroporto. Cheguei e fui direto para casa".
O livro, no entanto, reforça a tese de que a entrevista forjada teria sido uma condição para a volta de Vandré. Em depoimento ao livro, o cinegrafista Evilásio Carneiro, que teria registrado as imagens, afirma que não havia outros repórteres cobrindo a chegada, apenas Edgard Manoel Erichsen, funcionário da TV Globo e elo da emissora com os militares. Somente as mãos do repórter apareciam no vídeo.
Por um problema na revelação do filme, o "arrependimento" de Vandré também não foi ao ar. Os generais desconfiaram de que o cinegrafista queria sabotar o pedido de desculpas. "Pode até ser que o Vandré não tenha dito nada que não queria realmente dizer. De qualquer forma, ele foi orientado por policiais a falar sobre os assuntos. É uma pena não termos essas imagens, nem texto, áudio, nada. Pedi para a Globo, mas eles dizem que não têm".
O UOL entrou em contato com a TV Globo a respeito da entrevista, mas a emissora não retornou.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Não chega a quebrar as bancas, mas essa página, no ar desde junho de 2009, acaba de virar o "blog do milhão'"...
O tempo passa. O livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" foi lançado em novembro de 2008. Como parte do projeto, estava prevista uma versão em blog, que finalmente entrou no ar em junho de 2009. Uma simples página de variedades, atualidades, opiniões, mas também um espaço próprio para uma espécie de continuação permanente do "Aconteceu". O próprio livro trazia nas margens das páginas, com design criado por J.A.Barros, uma série de pequenas histórias paralelas as quais denominamos "Blog da Bloch". Era um prenúncio deste Panis Cum Ovum, batizado por Carlos Heitor Cony. Ultrapassar a barreira do milhão não é nenhuma Brastemp. Mas vale registrar o número redondo no contador da barra ao lado, que significa algo em torno de 12 mil mil visitantes por mês, em média. Poderia até ser mais, se tivesse uma redação com dedicação exclusiva, o que é impossível. Mas está de bom tamanho para o que se destina. Uma ponte entre épocas e pessoas. E, o principal, conta com poucos mas dedicados colaboradores. Pelo menos uma batalha foi perdida pelo blog quando tentou, em vão, sensibilizar instituições a adquirirem o arquivo de fotos da Manchete, um patrimônio histórico hoje desaparecido. Por aqui já passaram memórias, fotomemórias, bastidores das redações e do jornalismo, fatos, grandes eventos como Carnaval, Copa, Olimpíada, política, tragédias, entrevistas, alegrias, tristezas, viagens, críticas, variedades, cronistas, personalidades, enfim, partículas de um certo DNA da revista ilustrada inspiradora desta web magazine que já postou mais de dez mil fotos. E que, a propósito, segue em frente. Como dizia o locutor Fiori Giglioti, um lenda do rádio esportivo, o teeemmmpo passsaaaaaaa!. Ou, ainda, no bordão de outra lenda, Waldir Amaral, o relóoooogio maaaaaarca!
Tempo bom: Maju Coutinho chega à capa da revista Claudia
Claro que a "proibição" jamais era assumida. Ficava implícita. "Negro não vende" é, ou foi, uma frase muito repetida em grandes editoras até recentemente. Parte dessa rejeição era reforçada, junto às editoras, pelas agências de publicidade baseadas em supostas pesquisas, em análises do consumidor, o que fosse. No fundo, era apenas a voz do preconceito. A Claudia já pôs na capa Taís Araújo e Camila Pitanga. Foi um avanço, apesar do que parece uma condição: antes, como no caso da Maju, a personagem da capa deve construir sua fama na TV. Se as revistas se abrem aos novos tempos, passarelas de moda, publicidade e mesmo a TV e o cinema ainda resistem à mulher negra ou a condicionam a papeis que imaginam "adequados".
Ao longo de 40 anos, uma trajetória que chega ao fim neste mês, a Playboy brasileira pôs na capa não mais do que cinco ou seis mulheres negras. Assim como foram raríssimas as capas da Manchete com estrelas negras, fora as do futebol e do carnaval. Bebês negros na Pais & Filhos? Modelos negras na Desfile? Difícil ou impossível. Na Veja? Só se estivesse envolvido em algum escândalo.
Por tudo isso, é marcante a capa da Maju, ainda mais com uma chamada que remete aos recentes ataques de intolerância e racismo que ela sofreu através das redes sociais.
Miss dispensa jogador que fez votos de castidade e se recusava a ir aos finalmentes
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Olívia Culpo deu cartão vermelho para o namorado jogador. Ele acho que faltava ação no relacionamento e o rapaz não queria jogo. Reprodução Facebook |
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Ela foi até capa de revista em edição "Noivas". Mas cansou de esperar o namorado carola que fez voto de castidade. |
Tudo bem que uns e outros tenham problema com virgindade. Cada qual com suas ideias. Nem sempre foi assim, na antiguidade os mais espertos descolaram poligamias bíblicas abençoadas, só para eles, claro. De Lucrécia Bórgia a Isabel, a católica, que saia para baladas náuticas com Cristóvão Colombo, a regra era clara: apagou a vela era cada um por sí e Deus por todos. Mas atualmente uns se guardam em nome da fé e outros se explodem para encontrar um monte de virgens no paraíso. Lógico que ambos quebram a cara.
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Tim Tebow no momento em que a namorada comunicou que ia liberar seu FGTS para outro candidato/Instagram |
Daí, acaba de dar um cartão vermelho pro rapaz que está pensando seriamente em virar um "Jim Jones" e se recolher a uma comunidade de meditação nas selvas da Guiana. Perdeu, carola...
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