
Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
O ogro leva tudo
sábado, 1 de junho de 2024
Condenado pela justiça, Trump é assombrado pelo seu maior medo caso seja preso: ter que raspar a cabeleira padrão "fanta"
Imagem reproduzida do YouTube/Oxycontent |
por José Esmeraldo Gonçalves
O maior pavor de Donald Trump, agora condenado pela justiça dos Estados Unidos, não é simplesmente puxar uma cadeia ou, caso seja eleito em novembro, ser obrigado a governar usando uma tornozeleira eletrônica. Não. O que o deixa apavorado é ter que raspar a cabeleira ao entrar no presídio.
Desde que o espelho mostrou as primeiras clareiras abertas pela calvicie, o magnata fez implantes nas zonas descabeladas, algumas plantações vingaram outras murcharam como videiras no calor do deserto. Daí, ele passou a gastar horas no banheiro para coreografar cuidadosamente todos os fios de maneira a ocultar o descampado.
Entre os segredos que o jornalista Michael Wolf revelou em 2018 no livro Fire and Fury: Inside the Trump White House estão detalhes estéticos e cosméticos da polêmica e ridícula cabeleira. Trump usa um técnica comum a muitos carecas: pentear os cabelos das laterais, além de alguns tufos sobreviventes atrás e no topo, para cobrir a região devastada. Em seguida, aplica uma quantidade quase industrial de cremes e laquê. O homem é não só uma bomba química ambulante como não pode se aproximar de velas, isqueiros ou fogos de artifício do 4 de julho, por exemplo. Entre outros componentes, laquê contém álcool e gases butano e propano. Talvez fosse tarefa do serviço secreto mantê-lo afastado de ignições ou o presidente correria o risco de se transformar em uma tocha como aquelas da Ku Klux Klan.
A cor da cabeleira padrão "fanta" também teria um explicação: seria consequência da pressa. Deveria ser mais clara, mas Trump não espera a tinta secar e costuma retocar a obra várias vezes por semana, daí o tom alaranjado que virou sua marca.
Careca à parte, entenda os fios políticos e criminais
Donald Trump foi condenado por fraude contábil ao ocultar uma propina de US$ 130 mil para calar a atriz pornô Stormy Daniels, com quem se relacionou. O juri considerou que o suborno configurou interferência no processo eleitoral durante a campanha da eleição de 2016 quando o republicano derrotou a democrata Hillary Clinton. A sentença será anunciada em julho. Pela lei estadunidense, Trump, mesmo se for preso, poderá concorrer à Casa Branca e governar. O ex-presidente ainda responde a processos que não chegaram na fase de julgamento, entre os quais apropriação de documentos sigilosos (ele levou pra casa pastas top secret), por tentar interferir na soma de votos das eleições, por incentivar seus apoiadores a invadirem o Capitólio, sede do Congresso, em Washington, para impedirem a posse de Joe Biden em 2021. Se avançarem, essas acusações poderão amarelar seu destino político.
domingo, 14 de fevereiro de 2021
Como Trump foi derrotado e as lições que o Brasil pode tirar do autoritarismo miliciano que pôs em risco a democracia americana
Ler essa reportagem da Time deveria ser dever de casa da esquerda brasileira e de quem prefere viver em um país democrático.
Sob o título "A história secreta da campanha nas sombras que salvou as eleições de 2020", a revista escaneia o movimento social que deteve Trump. Não era segredo que, havia meses, as milícias de direita estavam se preparando para a batalha, enquanto Donald Trump desacreditava o processo eleitoral. Tudo era parte de uma conspiração que, após o fechamento das urnas, se intensificou. Entre 3 de novembro de 20 de janeiro, o candidato derrotado passou a abrir processos, fazer pressão sobre autoridades estaduais e, finalmente, a convocar suas gangues de apoiadores, muitos armados, para o comício que incentivou a invasão do Capitólio.
O golpe contra a democracia planejado por Trump, com apoio da direita radical do Partido Republicano e da massa de trumpistas e dos proud boys, entre os quais supremacistas brancos e neofascistas, foi vencido com uma união de forças difíceis de se juntarem, mas que se tornou necessária, formadas por empresários liberais (lembrando que, nos Estados Unidos, o liberalismo contemporâneo defende a justiça social, as liberdades civis, a igualdade e a economia mista. Não é a aglomeração de selvagens concentradores de renda que, no Brasil, a mídia comumente chama de "liberais") e trabalhadores. "O aperto de mão entre as empresas e os trabalhadores" - diz a Time - "foi apenas um componente de uma vasta campanha interpartidária para proteger a eleição - um extraordinário esforço paralelo dedicado não a ganhar o voto, mas a garantir que fosse livre e justo, confiável e não corrompido. Por mais de um ano, uma coalizão de militantes vagamente organizados lutou para apoiar as instituições dos Estados Unidos à medida que estas eram atacadas simultaneamente por uma pandemia implacável e um presidente com inclinação autocrática". Juntos, segundo a revista, buscaram financiamento público e privado, se defenderam de ações judiciais de supressão de eleitores, recrutaram exércitos de voluntários eleitorais, fizeram milhões de pessoas votarem pelo correio pela primeira vez e pressionaram com sucesso as empresas de mídia social a adotar uma postura mais dura contra a desinformação. Com um detalhe: muitos republicanos perceberam o risco que Trump representava para a democracia e participaram da campanha-cidadã.
A revista destaca um personagem especial e decisivo: Mike Podhorzer, um experiente conselheiro político da maior confederação sindical do país. Em fins de 2019, ele se convenceu de que as eleição sob Trump seria um desastre e decidiu protegê-la. Ao sair em campo, descobriu que não era o único a pensar nesses termos. Conversou com centenas de lideranças em vários setores. "O que ele queria saber" - escreve a Time - "não era como a democracia americana estava morrendo, mas como poderia ser mantida viva".
Se você perceber na longa reportagem da Time muitos pontos de contato entre o assalto ao poder planejado por Trump - um protótipo de ditador que conseguiu chegar à Casa Branca -, e as ações organizadas de Jair Bolsonaro à frente dos seus militares, milicianos, magistrados e políticos adquiridos no balcão do Congresso, não será mera coincidência.
Mas há uma diferença crucial: Bolsonaro chegará às eleições de 2022 com maior sustentação do que Trump teve para tentar impor um segundo mandato do seu regime autoritário.
Leia a reportagem da Time, AQUI
quinta-feira, 7 de janeiro de 2021
Putsch fascista em Washington
Reprodução Twitter
As cenas do ataque ao Capitólio pela tropa fascista de Donald Trump foram impressionante mesmo. Uma invasão anunciada. Há dez dias, Trump convocou publicamente o protesto e pontou que seria "selvagem" e "feroz". Poucos minutos antes da invasão, o republicano insuflou manifestantes a se dirigirem ao prédio do Congresso. Há dois dias, apoiadores de Trump avisaram nas redes sociais que tentariam ocupar o Capitólio. "Nós, o povo, devemos ir ao gramado e degraus do Capitólio dos Estados Unidos e dizer ao Congresso #DoNotCertify (#NãoCertifique)", postou um certo StopTheSteal .sexta-feira, 12 de julho de 2019
"Me Eduardo, you Trump": um embaixador à altura do Ministério das Relações Inferiores...
* O Brasil se absteve de votar uma resolução que determinou a abertura de uma investigação sobre milhares de execuções extrajudiciais por parte da polícia das Filipinas. O atual e bizarro presidente do país é um dos queridinhos do governo Bolsonaro.
* Em votação de uma resolução contra o casamento infantil forçado, o Brasil preferiu ficar a favor de ditaduras islâmicas, como a do Egito, para excluir do texto "o direito à saúde sexual e reprodutora".
* A embaixadora brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo votou a favor de uma proposta de ditaduras islâmicas, no caso Arábia Saudita e Bahrein, contra recomendação de educação sexual de crianças e adolescentes. E também apoiou proposta do Paquistão sobre o mesmo tema excluindo direito de acesso universal à educação sexual.
Felizmente, por se aliar à opressão e ao atraso, o Brasil perdeu todas essas votações. Mas a percepção no exterior é que o país é um antro de fanáticos.
Ainda no campo diplomático não há sinais de menos fundamentalismo político e religioso. Bolsonaro anuncia que pretende nomear seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, como embaixador do Estados Unidos.
Um dia após o anúncio, Eduardo foi ao Itamaraty pedir apoio à indicação, que deverá ser submetida a aprovação no Senado. Ao tentar mostrar competência para o cargo, ele citou que fala inglês, fez intercâmbio e até fritou hambúrguer nos Estados Unidos. Em consequência da nomeação do filho de Bolsonaro para Washington, Trump retribuiria enviando para Brasília, como embaixador dos Estados Unidos, o filho Eric Trump.
A notícia de que Eduardo Bolsonaro vai virar embaixador circula na internet desde ontem. Memes, críticas e até quem não acredite e ache que é piada predominam na rede. Um dos conteúdos mais acessados é um vídeo que comenta o inglês do futuro embaixador a partir de uma entrevista que ele deu para a Fox News. Embora aparente ler as respostas em um teleprompter, ele tropeça no idioma da Trump. O inglês básico serve para quem vai fazer compras em Miami, atender a um pedido de hambúrguer ou mandar likes para a ultradireita americana, mas não ajuda a um embaixador que discutirá propostas e complexos acordos diplomáticos.
Veja o vídeo AQUI
sábado, 9 de fevereiro de 2019
Barraco na mídia: jornal tenta chantagear executivo
por Flávio Sépia
O jornal National Enquirer, tabloide popular que circula nos Estados Unidos desde o fim do anos 20 do século passado, nunca teve boa fama. Antes da Segunda Guerra chegou a assumir uma linha pró-fascista. Especializou-se, depois, com mais ênfase, em cobertura de crimes, acontecimentos sobrenaturais, discos voadores e celebridades. Nos anos 1970, era a bíblia da fofoca e um fenômeno nas bancas. Enquanto a revista People, na mesma década, focalizava os famosos de uma maneira, digamos, mais amistosa, o National Enquirer investia na baixaria sem medo de ser feliz.
A Fatos & Fotos fez acordo de utilização de matérias no Brasil com as duas publicações, não ao mesmo tempo: a People, entre 1975 e 1978; Enquirer de 1979 até 1981, talvez. A parceria com a People funcionou, havia naturalmente forte interesse do leitor brasileiro na "intimidade" dos astros e estrelas de Hollywood. Já a dobradinha com o National Enquirer não decolou, embora o absurdo às vezes fosse cômico e divertisse os redatores que traduziam as matérias. Era baixíssimo o nível de gossips e escândalos dos famosos e dos personagens freaks que eles adoravam "investigar": algo do tipo a mulher com duas vaginas do Kentucky ou o pastor abduzido que pregou para extraterrestres em uma galáxia distante.
Precisou Donald Trump chegar ao poder para o National Enquirer, quem diria, entrar no radar da luta política que divide os Estados Unidos e virar assunto sério do Globo de hoje.
O National Enquirer, que é da American Media que, por sua vez, pertence a David Pecker, antigo parça de Trump, colocou repórteres e fotógrafos para acompanhar Jeff Bezos, dono da Amazon e do Washington Post, com o objetivo de flagrá-lo ao lado de uma suposta amante: a jornalista Lauren Sanchez, ex-apresentadora de TV.
Bezos denuncia que, de posse de "fotos íntimas", o National Enquirer ameaçou publicá-las caso ele não desmentisse publicamente que via "motivação política" na obstinação do tabloide em torno da sua vida pessoal.
Trump é crítico da Amazon e se incomoda profundamente com a cobertura política do Washington Post. Por isso, Bezos vê na relação entre o presidente e o Pecker a motivação do tabloide para segui-lo por cinco estados em busca das tais fotos íntimas. Em artigo publicado no seu blog, Bezos explica porque apesar de ameaçado pelo Enquirer decidiu não ceder à chantagem. "Se eu, na minha posição, não posso enfrentar esse tipo de extorsão, quantas pessoas poderiam?", escreveu ele, negando-se a entrar no jogo do amigo de Trump.
A American Media de Pecker já foi utilizada por Trump como "laranja" na intermediação dos pagamentos com que tentou comprar o silêncio da ex-modelo da playboy Karen Mc Dougal e da atriz pornô Stephanie Clifford, que supostamente tiveram casos com o atual inquilino da Casa Branca. Clifford acabou revelando em livro, como prova de que sabe do que está falando, que Trump tem um pau abaixo do tamanho médio, nada que possa ser chamado de "Trump Tower" e em um estranho formato de cogumelo. Depois de classificar como "nada impressionante" o sexo com o magnata, ela insinuou que Trump tem déficit de atenção durante a trepada e às vezes parece se desligar do que está fazendo. Trump e Pecker agiram para impedir que essas revelações cogumelianas contaminassem a campanha eleitoral.
Os escândalos políticos em Washington costumam ter esses detalhes fálicos, são bem produzidos e roteirizados, quase hollywoodianos. Remember a estagiária Monica Lewisky, que também teria vazado uma característica do pênis de Bill Clinton: seria torto e desgovernado, a ponto de tornar difícil uma performance do tipo "garganta profunda".
E pensar que Itamar Franco pagou caro por se envolver em um tosco escândalo carnavalesco por simplesmente posar ao lado de uma vagina esfuziante que até fora do seu campo de visão estava: só os fotógrafos viam a desejada comissão de frente enquanto Itamar sorria inocente.
Ô coitado!
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Capa da Time: a besta encara sua pequena presa
![]() |
Matéria da Time lança uma pergunta sobre os Estados Unidos: "que tipo de país nós somos? |
![]() |
Para compor a montagem da capa, a Time usou o detalhe de uma foto dramática de autoria do fotojornalista John Moore, da Getty Images. O fotógrafo flagrou o instante em que uma menina chorava desesperadamente ao ser separada da mãe na fronteira do Texas com o México. A foto foi reproduzida em centenas de países e se tornou o símbolo da crueldade da política imigratória de Donald Trump. |
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Trump pede emprestado para a Casa Branca quadro de Van Gogh e museu oferece outra obra de arte: uma privada em ouro maciço
![]() |
Reprodução Washington Post |
![]() |
Reprodução You Tube |
Essa é de deixar Sérgio Cabral e seu banheiro hi tech com inveja.
A Casa Branca pediu emprestado ao Guggenheim uma obra de Van Gogh provavelmente para enfeitar o quarto do Tio Trump. O museu negou o pedido. Alegou que o quadro "Landscape with Snow", do pintor holandês, seguiria para uma exposição na Europa. A notícia está no Washington Post.
A conclusão possível é que os curadores da instituição acharam que uma privada em ouro maciço combinava muito mais com a sensibilidade artística de Donald Trump.
A privada é também uma obra de arte, chama-se "Estados Unidos", e foi criada pelo artista plástico iconoclasta Maurizio Cattelan. Foi exposta no Guggenheim, em Nova York, no ano passado, e foi utilizada, e não apenas vista, por mais de 100 mil pessoas. Fazia parte da simbologia imaginada pelo artista os visitantes depositarem seus fluidos e sólidos nos "Estados Unidos".
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Virou Coréia do Norte, Turquia, Arábia Saudita, China, Irã? Promotores americanos exigem que site entregue endereços e dados de opositores de Donald Trump. E governo brasileiro também quer atacar a web
A ofensiva autoritária está surpreendendo grupos de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos. Será considerado um perigoso precedente caso os promotores tenham êxito na demanda presidencial. Por enquanto, a empresa está resistindo e tem desafiado o mandato do Departamento de Justiça sob o argumento de que a pretensão fere a Primeira Emenda da Constituição. A iniciativa faz parte de uma ofensiva do governo Trump para processar opositores, segundo o site i24News, com informações da AFP.
Desde o atentado às Torres Gêmeas, a legislação americana ganhou dispositivos dignos de estados policiais, em nome do combate ao terrorismo. Limites foram ultrapassados interna e externamente em operações de espionagem generalizadas. Mas tentar capturar dados pessoais de cidadãos pelo simples motivo de protestarem contra um presidente nivela os Estados Unidos, em termos de repressão na internet, a países como Turquia, Arábia Saudita, China, Coréia do Norte. Irã etc que constantemente investe contra a web.
A internet costuma incomodar governos e políticos com altos índices de rejeição. Se você acha que não tem nada a ver com isso, saiba que no Congresso brasileiro há vários projetos em andamento que ameaçam amordaçar redes sociais, blogs e páginas independentes. você pode obter informações sobre essa ameaça do sub-Trump, o ilegítimo Temer, no site Coalizão Direitos na Rede
quinta-feira, 25 de maio de 2017
"Sai da frente, mané"; Donald Trump empurra primeiro-ministro de Montenegro
![]() |
Trump atropela primeiro-ministro de Montenegro e ainda dá um esporro na mulher da vítima, que reclama educadamente. Reprodução |
por Ed Sá
Donald Trump é o seguinte: um elefante em loja de louças, um hipopótamo solto no chá dos imortais da ABL, um rinoceronte em templo budista. Ele geralmente se espalha. O Papa Francisco se arriscou ao dar ao presidente americano, como uma crítica sutil, um livro sobre aquecimento global, coisa em que inquilino da Casa Branca não acredita a abomina. O homem expulsa jornalista de coletiva e deixa primeira-ministra da Alemanha com a mão no vácuo. Dessa vez, a vítima foi o premier de Montenegro. Foi agora mesmo, o cara ainda está tentando entender o que aconteceu.
Veja o vídeo, Trump empurra o sujeito e abre caminho na marra. AQUI
sábado, 25 de março de 2017
A revista Time pergunta: a verdade morreu?
por José Esmeraldo Gonçalves
Em 1966, Time fez uma provocação em uma famosa capa. Em letras vermelhas sobre fundo preto, a revista lançou a questão Deus está morto? Era um convite a uma reflexão religiosa, mas chamava atenção para elementos urbanos e ideológicos como criminalidade em alta, racismo, Vietnã em guerra, ditaduras esmagando democracias, até a contracultura e a revolução de costumes eram vistas por muitos como a 'demonização' do planeta.
Quase 50 anos depois, Time repete o design da capa. A falecida, agora, seria a verdade. E Donald Trump o seu algoz, ou a maior símbolo da caça à verdade em vigor no clube dos mandatários.
Um chefe do Executivo munido de smartphone está dando à mentira uma potência quase nuclear. Trump opera redes sociais como se fosse adolescente em uma tarde sem aula. Escreve o que querem. E o Pinóquio americano tem sido imitado por outros presidentes até prefeitos.
A Time lembra que cientistas sociais têm mostrado que a repetição de uma declaração falsa muitas vezes aumenta o número de pessoas que acreditam nela. A revista diz, ainda, que "para Donald Trump, a desonestidade não é apenas uma força, é uma estratégia". Como exemplo, é citado o encontro dele com Angela Merkel. "Depois de uma reunião visivelmente embaraçosa, quando as câmeras o flagraram recusando-se a cumprimentar a visitante alemã, Trump tuitou: "Apesar do que você ouviu falar em 'fake news', eu tive uma grande reunião com a chanceler alemã Angela Merkel.".
A Time revela que, durante a campanha, 70% das declarações de Trump checadas pela PolitiFact eram falsas, 4% eram inteiramente verdadeiras, 11% na maior parte verdadeiras.
Conclusão: se Trump fosse presidente do país da "proteína" podre ele não vacilaria em declarar que a "carne não é fraca, é a melhor do mundo".
domingo, 19 de março de 2017
Trumpolini ou Mussolump?
![]() |
Mussolini e Hitler em Berlim, 1937. |
![]() |
Os dois ditadores em cena do filme de Chaplin |
![]() |
Temer 'curtiu' telefonema de Trumpolini e Angela Merkel levou uma humilhante esnobada do americano. |
![]() |
Trumpolini vira a cara ao ouvir um pedido de aperto de mãos formal para fotos. |
![]() |
Os fotógrafos insistem e ele fecha a cara. |
![]() |
Com um misto de delicadeza e submissão - que vai lhe custar alguns votos na Alemanha - Merkel fala baixinho: "eles querem um aperto de mãos". Trumpolini não está nem aí. |
quarta-feira, 1 de março de 2017
Assessora de Trump faz do Salão Oval seu cantinho e irrita as redes sociais americanas. Casa Branca virou Mother Joan's House?
Não que o Salão Oval da Casa Branca já não tenha sido palco de momentos bem mais descontraídos. Bill Clinton e Monica Lewinski são testemunhas orais. John Kennedy também teria batizado o sofá da sala com Marilyn Monroe e outras convidadas das festas na piscina que costumava dar nas ausências de Jackie Kennedy.
Mas nada disso veio a público em forma de fotos. Talvez por isso, as redes sociais tenham ficado indignadas com a atitude de uma assessora de Donald Trump, Kellyanne Conway.
De vestidinho caseiro, pagando pernas, um jeitão de que vê TV no quarto, ela põe os pés sobre o sofá. Isso com a sala cheia. Imaginem o que ela não apronta quado está sozinha no seu cantinho preferido da Casa Branca.
![]() |
Foto de Stanley /tretick/Look/Reprodução |
Nessa linha de descontração, a foto mais famosa de um presidente no Salão Oval foi feita por Stanley Tretick, um ex-fotógrafo da revista Look: mostrava John F. Kennedy Jr., o John John, fazendo de casinha a mesa presidencial. Na época, a irreverência infantil foi considerada "fofa".
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Sí Senõr, muchachos del gobierno brasileño contratam "coiote" para entrar na terra do Tio Trump...
É famosa a historia do ministro do PSDB que apesar de estar em viagem oficial submeteu-se a tirar os sapatos, curvar docilmente a coluna e erguer as ilhargas ao entrar nos Estados Unidos. E isso é dos idos de 90, quando Trump pediu falência por três vezes e nem sonhava com a Casa Branca.
Mas não é que o tal burocrata fez escola?
Veja isso: o atual presidente americano atirou no que viu e acabou acertando no que não viu: duas meras insignificâncias brasileiras que atendem pelo nome de Joseph Mountain e Max Beltron. Tio Trump acaba de deixar 'los muchachos brasileños' penduradas na broxa. No momento em que ambos, um como Ministry of Foreign Affairs e outro como Ministry of Tourism, tentavam exercer todos os poderes das suas subserviências a Washington, Tio Trump tirou a escada e deu-lhes uma rasteira de cowboy.
![]() |
Representante do governo brasileiro tenta entrar nos Estados Unidos para negociar exportações e convidar americanos a visitarem o Brasil. Foto Internet |
Tio Trump fechou a entrada de serviço.
Beltron pretendia abrir aeroportos, portos e cancelas da estrada Pan-Americana a todo e qualquer americano que quisesse vir ao Brasil livre e descontrolado.
Não importa se, para conseguir visto para a terra do Tio Trump, um brasileiro tenha que se ajoelhar em milho, beber óleo de rícino, jurar que não conhece a mãe black bloc e fazer blow job no Uncle Sam.
Tio Trump botou uma tranca nos aeroportos.
Mr. Mountein e Mr. Beltron têm viagens agendadas para os Estados Unidos. A data do embarque ainda não foi marcada. O "coite" já contratado ficou de avisar o dia da travessia e se a entrada ilegal será feita pela fronteira mexicana ou no bote levará os dois até a Flórida.
Diz-se em Brasília D.F que o Brasil pretende enviar seus altos representantes a Washington antes que Trump construa o novo megamuro na fronteira.
Note: All characters appearing in this work are fictitious. Any resemblance to real persons, living or dead, is purely coincidental.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Trump interrompe a montagem do seu governo e vai ao twitter responder a críticas de Meryl Streep no Globo de Ouro. Primeiro disse que ela é "superestimada", depois, que é "Hillary lover"
por Ed Sá
Durante a premiação do Globo de Ouro, Meryl Streep fez um pequeno discurso no qual não citou Donald Trump mas se referiu à expulsão de imigrantes, uma das políticas anunciadas do presidente eleito.
Criticou a retórica de desunião, "que convida ao desrespeito e incita à violência".
No palco do Globo de Ouro - prêmio que é dado pelos jornalistas estrangeiros que atuam em Hollywood - ela perguntou: "O que é Hollywood"? E emendou a resposta: "Um monte de pessoas de outros países. Hollywood está cheia de forasteiros”. E ainda brincou: "Se expulsarmos os estrangeiros você não terão nada para ver, só futebol e MMA".
Donald Trump logo foi ao twitter para rebater a atriz. Tuitou que ela é "superestimada", não o conhece e o criticou. Mais tarde, ele a chamou de "Hillary lover".
Internautas brasileiros criticaram Trump, mesma atitude de milhares outros em vários países.
Trump, como ex-apresentador de reality show, é leitor de revistas de celebridades - com certeza sabe mais da People, OK!, Us Weekly, In Touch e Star and Life & Style do que da Constituição -, gosta de zapear na TV e adora programas de fofocas. A dúvida é se ele vai permanecer conectado a isso tudo quando estiver na Casa Branca.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Palácio do Planalto nas redes sociais: os "Temer Boys" da comunicação adotam modelo Trump e partem pra briga: "Não estamos nem aí", responde o funcionário a um internauta...
MODELITO TRUMP DE POSTAR
´
Provavelmente inspirados por Donald Trump, os "boys" do Team Temer dão um tom mais agressivo às páginas do Palácio do Planalto nas redes sociais. O americano notabiliza-se por chutar na canela quem o incomoda no Face ou no Twitter. No exemplos acima - há muitos outros e uma revista chegou
![]() |
Reprodução |
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Supremacia branca desembarca em Washington
![]() |
Reprodução Twitter |
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Saul Leblon: "Trump, Temer e o parto de uma nova esperança"
por: Saul Leblon (para a Carta Maior)
O anúncio de um fim de ciclo histórico nem sempre assume a forma de um alvorecer virtuoso.
É mais comum o oposto.
Até que uma nova ordem se imponha, a desordem é senhora.
A passagem da era colonial para a primeira crise capitalista do início do século XX foi marcada pela carnificina da Guerra de 1914-1918, cujo término completa 96 anos neste mês de novembro.
Dez milhões de pessoas morreram; 20 milhões ficaram feridas.
Assim se desenhou o mundo das novas potências.
Ao acerto de contas colonial sobreveio um ciclo de brutal rivalidade capitalista.
A paz nascida dessa transição tumultuada impôs à Alemanha custos e reparações a tal ponto extorsivos que permitiram aos partidários de Adolf Hitler fazer campanha eleitoral apenas lendo o Tratado de Versalhes no rádio.
A instabilidade foi suficiente para alçar Hitler ao posto de chanceler em 1933, mesmo com frágil maioria parlamentar.
O resto é sabido.
A Segunda Guerra mundial matou 50 milhões de pessoas.
Desse cemitério brotaria a ordem negociada em Bretton Woods.
O chamado período de ouro do capitalismo, feito de crescimento e ampliação de direitos, estendeu-se até meados dos anos 70, quando a revanche neoliberal começou a tomar de volta tudo o que havia alicerçado o edifício da democracia social.
A eleição de Trump, oito anos após o colapso sistêmico de 2008, demarca um novo recorte sísmico
O acerto de contas com a desordem neoliberal irrompe de dentro de suas próprias fileiras, a partir de uma visão fascista da sociedade e do desenvolvimento.
Como foi a dos nacional-socialistas nos anos 30.
A diferença no Brasil é que o terremoto então abriu espaço à ascensão de Vargas e à consolidação do Estado nacional brasileiro.
Hoje, em meio a uma crise sistêmica como a de 1929, o golpe se empenha na tentativa anacrônica de engatar o país à ordem econômica que se despede.
A desmentida ilusão de que, derrubando Dilma, as 'expectativas revigoradas dos livres mercados' fariam o resto, mostra a inconsistência dessa escolha.
‘Fosse assim, a virada já teria ocorrido’, admitiu em entrevista lúgubre ao Estadão, o ex-presidente do Banco central de FHC, Armínio Fraga.
Sem o endosso da realidade, o que era difícil ficou definitivamente para trás após a eleição de Trump.
Por variadas razões.
O republicano pretende, por exemplo, gastar US$ 1 trilhão em infraestrutura esfarelando duplamente o chão do golpe.
O gasto pressionará a taxa de juro nos EUA dificultando o corte da Selic aqui, um requisito à retomada do investimento e à redução do aperto fiscal.
O que sobra?
O país gasta hoje cerca de 8% do PIB com juros da dívida pública.
Um despautério imexível pela coalizão golpista, que evidencia assim seu deslocamento num mundo em que cerca de US$ 13 trilhões estão ancorados em títulos a juros negativos...
Segundo o economista Amir Khair, da FGV, o serviço dessa dívida indexada às maiores taxas de juros do planeta consome em 45 dias toda a tributação adicional (R$50,9 bilhões) obtida com a repatriação do dinheiro mantido no exterior.
É um garrote maiúsculo, mas o golpe e seus jornalistas privilegiam o peso do salário mínimo no rombo da previdência, que tem na aposentadoria integral dos militares 50% de sua raiz.
Não para aí.
Dos anos 30 aos anos 50, Getúlio fez do Brasil um canteiro de obras e de instituições de desenvolvimento.
Hoje o golpe se abala no desmonte das ferramentas de preservação do investimento público e privado.
O que sobra?
Com a fartura de recursos e obras no governo Trump, quem vai se interessar por concessões num Brasil institucionalmente instável, sem financiamento público, com mercado interno minguante e juros siderais?
Pior que isso.
A participação privada na infraestrutura brasileira já capturou o filé mignon em quase todos os setores.
Isso a torna muito mais seletiva e arredia a partir de agora.
Sem a participação ativa do Estado, nada se fará.
Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) mostra que no setor de transportes, por exemplo, 50% de todo o investimento registrado entre 2003 e 2015, foi feito pelo capital privado –o mesmo que a mídia dizia arredio pela desconfiança nas regras dos governos petistas.
Nos EUA esse fatia não chega a 9%; nos BRICS (exceto África) a média é de 3%.
Nos EUA, apenas 0,3% dos 6,5 milhões de kms de rodovias do país estão sob controle privado.
No Brasil são 15,5% de uma malha total de 64 mil kms...
O caso dos aeroportos é ainda mais expressivo.
Com as quatro unidades a serem concedidas em 2017, quase 70% do fluxo de passageiros do país estará sob gestão privada.
Restará apenas o aeroporto de Curitiba com escala atraente ao interesse privado, avisa o estudo do Ipea.
A revoada de investidores prevista pelo golpismo, num cálculo muito mais ideológico do que realista, não ocorrerá.
Desse descompasso entre a propaganda da mídia e a realidade dos tempos emerge a radiografia de uma assustadora bancarrota.
As novas referências geopolíticas trazidas pelo vento protecionista dos EUA só farão agravar a agonia da agenda golpista.
A ilusória intenção de engatar o destino do país a tratados de livre comércio, por exemplo.
Dotados de tribunais de exceção com soberania jurídica e legislativa para punir Estados e governos em defesa das corporações, eles compunham o corolário ideológico do neoliberalismo tardio brasileiro.
Com Trump trancando a maçaneta do maior mercado mundial, essa porta se fechou.
Sobra a dura realidade de indicadores descendo a ladeira sem freio.
As projeções apontam um tombo do PIB entre 3,6% a 4% este ano.
Para 2017 previa-se uma expansão medíocre de 1% e mesmo ela, feita pré-eleição americana, tornou-se irreal.
O desemprego continuará a crescer para atingir 13% da PEA, com fechamento médio de 100 mil vagas mensais.
O poder de compra das famílias brasileiras, depois de crescer continuamente de 2003 a 2014 , acumulará um mergulho de 10% no biênio 2015/2016.
Com a massa de famílias assalariadas sem renda e sem crédito o horizonte aqui também é estreito.
A boutade golpista –‘sem consumo, é hora de crescer pelo investimento’— soa como aquele estágio no deserto em que o comprometimento biológico desencadeia alucinações.
Com juros de 14,25%, sem investimento público, sem crédito do BNDES e com elevada capacidade ociosa no setor produtivo, quem vai investir no Brasil?
Um olhar mais detido enxergará obstáculos de complexidade adicional.
O colapso econômico brasileiro encerra desafios históricos inéditos.
O principal deles remete à perda de dinamismo industrial na estrutura de crescimento do país.
Não é uma questão técnica.
O esgarçamento das cadeias industriais corrói o núcleo duro de produtividade em uma sociedade.
Reduz seu ‘budget’ para investir em obras, direitos e cidadania.
O setor capaz de bombear saltos de eficiência e de receita --e de ampliar a oferta de empregos de qualidade, por conta de seu poder irradiador--- é o manufatureiro.
Segundo o IBGE , a fatia da industrial no valor adicionado ao PIB brasileiro era de 17,4% em 2005.
Recuou para 10,9% este ano.
Fruto em grande medida da sistemática valorização do Real desde os anos 90 –e consequente vazamento de demanda interna para importações chinesas.
A reversão desse processo em nosso tempo tornou-se bem mais complexa do que imagina o próprio Trump.
Como já disse a professora Maria da Conceição à Carta Maior, o que os chineses tonaram não tem volta.
O que está em disputa agora é a 4ª revolução industrial.
Ela inclui a digitalização dos processos, a robotização de linhas, a precisão e a integração de etapas, cadeias e áreas de conhecimento aplicados à manufatura.
O Brasil tem dois trunfos com escala e densidade suficientes para ocupar um espaço nesse ciclo: a ecoagricultura e o impulso industrializante contido na cadeia do pre-sal.
O requisito capaz de interligar esse potencial a um novo ciclo de desenvolvimento é a soberania na sua condução.
Sem ela, o leme cai nas mãos das grandes corporações
Como está caindo, graças ao projeto de liberação de terras aos estrangeiros e do desmonte do modelo soberano de partilha do pre-sal.
Retomar os espaços de soberania e planejamento democrático constitui, assim, o requisito de vida ou morte para o futuro da industrialização e do país no século XXI.
Subestimar a envergadura das respostas c0bradas pelo esgotamento neoliberal não é, infelizmente, um apanágio golpista.
Isso explica também os erros e omissões cometidos por governos petistas, que apostaram em uma regeneração das condições de mercado anteriores à crise de 2008, como se vivêssemos um evento transitório, e não um colapso terminal.
O erro de cálculo histórico levou a dois outros, interligados.
Insistir apenas na prorrogação de estímulos ao consumo, quando medidas estruturais de autoproteção do desenvolvimento –controle da conta de capitais, por exemplo, indispensável à redução dos juros, sem fuga de dólares-- deveriam ter sido tomadas, é um deles.
O outro, render-se ao ‘consenso do ajuste ortodoxo’ no momento em que os desequilíbrios explodiam e uma repactuação política do desenvolvimento figurava como a única alternativa real ao descontrole.
Na verdade, ainda figura. Esse é o ponto.
Há quem considere ilusório o resgate dessa bandeira nas mãos de uma frente ampla
Mais ilusório é supor que a roda da democracia social poderá girar de novo no país sem esse repto.
É certo que o corredor histórico se estreitou.
Alargá-lo, porém, não é uma questão de fé.
Quem pode desobstruí-lo é a aglutinação pactuada dos inúmeros interesses, setores sociais e produtivos atingidos pelo arrocho neoliberal.
Na história das lutas sociais o indispensável só é impossível até ganhar nervos e musculatura das forças que dependem dele para respirar e progredir.
O golpe destruiu tudo ao mesmo tempo: as bases da economia, as da política e as do diálogo democrático.
Dissolveu o chão firme da nação e não dispõe de liderança, nem de projeto, tampouco de legitimidade para reconstruí-lo.
Num tempo que estrebucha e ameaça levar de roldão as nações há duas alternativas.
Tirar a economia do altar sagrado da ortodoxia e expô-la a uma repactuação democrática do desenvolvimento – a opção de uma frente ampla progressista.
Ou aguardar a chegada de um correlato fascistóide à moda ‘Trump’
O jogo é pesado.
A roleta gira nervosamente.
Entre a escuridão e o parto de uma nova esperança define-se o destino do Brasil.
LEIA NA CARTA MAIOR, CLIQUE AQUI
domingo, 13 de novembro de 2016
Um dedo de mensagem de Robert De Niro para Donald Trump...
por Jean-Paul Lagardere
Logo após a confirmação da vitória de Donald Trump, Robert De Niro, que participou ativamente da campanha de Hillary Clinton, postou no Instragam a imagem acima, que vale por mil dedos.
De Niro vai além do gesto e define Trumpo como "um porco, um idiota, um desastre".
Disse, ainda, que gostaria de ser eleito para dar um soco na cara dele. "Mas não posso, evidentemente, ele é o presidente agora e tenho que respeitar o seu papel. Vamos ver o que ele vai fazer. Como vemos em muitas cidades americanas, milhares de pessoas estão protestando contr Trump", completou.
Robert De Niro lembrou em entrevista que tem cidadania italiana e pode considerar mudar-se para Roma. Boa escolha.
i