quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Lixo vip? As câmeras não perdoam...



LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO JORNAL O DIA, AQUI

Folha de São Paulo atualiza seu Manual de Redação e inclui, pela primeira vez, normas para os meios digitais

A Folha de São Paulo prepara nova versão do seu Manual de Redação.

Criado  em 1984, o livro foi atualizado pela última vez em 2001. A  previsão é que a edição 2018 seja lançada até o mês que vem.

Como se pode constatar, os meios digitais exigem mudanças de padrões e favorecem estilos específicos de textos.

As novas rotinas jornalísticas introduzidas pela internet serão finalmente adicionadas ao manual.

A informação é do Comunique-se.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

"Confesso que perdi", o livro de memórias de Juca Kfouri vai muito além da bola...


por José Esmeraldo Gonçalves 

Juca Kfouri acaba de resumir 50 anos de carreira em pouco menos de 250 páginas.

Resumiu? Eu diria que ampliou.

Em "Confesso que perdi" (Companhia das Letras), livro de memórias do jornalista que dirigiu Placar, Playboy,  passou pelo Globo, Lance, TV Globo, SBT e é colunista da Folha de São Paulo, a paixão pelo futebol, a luta contra a ditadura, a pressão e os interesses da mídia, a Democracia Corintiana, a campanha pelas Diretas Já, as denúncias de jogadas corruptas da cartolagem e os escândalos - como o da máfia da Loteria Esportiva - trocam passes com o sonho de uma geração por um Brasil melhor e mais justo, mais ético, no campo e fora dele.

O título, que remete ao "Confesso que vivi", de Pablo Neruda, e à célebre frase de Darcy Ribeiro ("Na verdade, somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas"), certamente reflete a frustração do autor, compartilhada por muitos jornalistas que atravessaram esses mesmos 50 anos de profissão, mas não é um gol contra. Juca se considera derrotado e conclui: "porque nem o Brasil, nem o futebol brasileiro, nem o jornalismo tupiniquim são hoje a coroação dos meus sonhos de juventude". Contudo, diz-se um "derrotado feliz". No livro, contrapõe a tristeza do cidadão à carreira brilhante no jornalismo.

"Apesar de profissionalmente vitorioso, por jamais ter transigido nos meus princípios e de ter um padrão de vida que nem sequer sonhei ao começar a carreira de jornalista, e de vitorioso pessoalmente, por causa das pessoas que me cercam, vivo num país infeliz e injusto e que, no que se refere ao futebol, poderia ser a NBA desse esporte mas é apenas exportador de pé de obra" .

Ao fim da leitura de "Confesso que perdi" você concordará com o título. Ok, Juca perdeu. Mas verá que o jornalismo esportivo teria perdido muito mais se, nesse meio século, ele tivesse vestido a camisa dos vencedores.

Duvida? Faça uma boa ação: envie alguns exemplares para José Maria Marin, Ricardo Teixeira, João Havelange (in memoriam), deputados da "bancada da bola", J. Hawilla etc, entre outras figurinhas carimbadas do álbum de terror que Juca Kfouri há muito tempo ajudou a desmontar.

Sabia disso? Em 2018, Mickey Mouse original cairá em domínio público. Em janeiro de 2019 será a vez de Monteiro Lobato

Clique AQUI para ver o vídeo
por Ed Sá 
A versão antiga de Mickey Mouse, personagem lançado no desenho animado Steamboat Willie, em 18 de novembro de 1928, deveria ter caído em domínio público em 1998. Isso, segundo a lei de Direitos Autoriais nos Estados Unidos, que protege copyrights por 70 anos. Só que, naquele ano, um lobby da Disney conseguiu que o Congresso americano aprovasse uma prorrogação casuística por mais 20 anos - não por acaso passou a ser chamada de "Lei Mickey' - que beneficiava "obras que não tivessem ainda sob domínio domínio público", "coincidentemente", o caso do desenho de Walt Disney. Então é isso, em 18 de novembro de 2018, Mickey em versão original será de domínio público.

A lei brasileira de proteção aos direitos autoriais é diferente. Uma obra só cai em domínio público 70 anos após a morte do autor. O prazo começa a contar a partir do mês de janeiro subsequente ao falecimento do autor. Monteiro Lobato, por exemplo,. morreu em julho de 1948. Em janeiro de 2019 sua obra  será pública. Narizinho, Emília. Dona Benta, Cuca e Saci, entre outros, estarão soltos nas ruas.

Neste ano que está quase acabando foram liberadas as obras de H.G.Wells, André Breton e Gertrude Stein.

Se pretende usar uma dessas obras, consulte antes a legislação brasileira (Lei Federal 9.610/98).

Um serviço: há vários sites de organizações sem fins lucrativos que disponibilizam obras sem direitos autorais. Existem diversos sites onde você pode obter conteúdo já livre. Em vermelho, seguem-se alguns links. Experimente o Internet Archive. Lá você encontrará e-book, músicas e filmes à vontade. Project Gutenberg é outro portal útil. No Brasil, o Domíniopúblico.gov.br relaciona a  obra completa de Machado de Assis, entre outros clássicos brasileiros e lista milhares de fotos já liberadas.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vítima de chantagem, cantora se antecipa ao criminoso e posta foto pirateada...

Reprodução Twitter


Vítima de fotos hackeadas, como tem acontecido com muitas celebridades, a cantora Sia adotou tática diferente. Ao saber que alguém estaria vendendo imagens suas aos fãs, ela se antecipou e divulgou no Twitter foto em que aparece nua. Um presente público. Na mensagem, ela alerta os fãs para não gastarem dinheiro: "aqui está a foto, de graça". A legenda "Everyday is Christmas" é uma irônica referência ao título do último álbum da cantora.

Reprodução
Sia é rigorosa quanto à própria privacidade e esconde o rosto ao se apresentar em shows e clipes. "Prefiro ser uma voz e não um rosto", já disse entrevista.

A cantora recebeu apoio dos fãs e sua mensagem já foi compartilhada milhares de vezes.

Mas houve quem deduzisse que um close do rosto de Sia talvez tivesse mais valor para o chantagista.


Memória da publicidade: Quando Lambretta ainda não era nome de drible...


Para as novas gerações, a palavra "lambreta" talvez seja conhecida apenas como o nome que se dá a um tipo de drible (quando o jogador puxa a bola com um calcanhar, levanta com o outro e faz a "gorduchinha" passar por cima da "vítima" adversária).

Mas Lambretta, a marca italiana que concorria com a Vespa, foi sonho de consumo de muitos jovens nas anos 1950/1960. Por aqui, virou até sinônimo de "motorino", como os romanos chamam as scooters que ainda agitam o trânsito já caótico da capital da "Bota".

A primeira Lambretta foi produzida em 1947, há 70 anos, na Itália. No Brasil, começou a ser montada em 1955. O anúncio acima foi publicado na Manchete, edição 369, de 1959.

Revista Estilo fora das bancas. Abril encerra edição impressa da publicação

Estilo acaba em dezembro.
Espelhada na americana In Style, a revista Estilo, da Abril, encerra sua edição impressa no mês que vem.

Na reprodução ao lado, a capa da edição atual, de outubro.

A empresa não confirmou ao Comunique-se se o site da publicação será mantido.

Demissões à vista.

Quando foi lançada, em outubro de 2002, a Estilo trazia na capa a beleza sofisticada de Carolina Ferraz. Naquele ano, a atriz atuava em "Quinto dos Infernos" e "Sabor da Paixão.

Carolina Ferraz na capa
número da Estilo, em 2002. 
No mesmo momento em que a revista anuncia seu fim, a estrela da capa número 1 também vive mudanças.

Demitida após 25 anos de Globo, Carolina (que estreou na antiga Rede Manchete em 1987, como apresentadora do Programa de Domingo e teve na novela Pantanal sua primeira participação com atriz) está processando a Rede Globo.

Motivo (segundo a coluna Radar, de Maurício Lima, na Veja): era contratada como "pessoa jurídica" e exige direitos trabalhistas não quitados.

Com Eduardo Cunha, a Lava Jato ganhou seu modelo fashion. Paletó, gravata, colarinho branco e sem japonês da Federal. É o preso yuppie

Eduardo Cunha rumo a um interrogatório em Brasília. Reprodução O Globo

Cunha desembarca para depor em Brasília. Foto Ag.Brasil. 

por O.V.Pochê

Está na memória dos brasileiros: presos antes poderosos e bem vestidos ganhavam visuais mais dramáticos ao passar pelos porões da Lava Jato. Cabeças raspadas, t-shirts dos estabelecimentos penais, mais magros graças à dieta menos calórica do xilindró, e peles mais claras em função do banho de sol regulado. Parecia um padrão estético comum aos alvos da força-tarefa do MPF.

Parecia.

Vários deles já estão em casa e recuperaram os respectivos visuais citadinos, principalmente os delatores premidíssimos como Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa, para os quais os dias de prisão já se desvanecem na memória.

Mas entre os presos, Eduardo Cunha é a exceção fashion desse modelito prisional que o Brasil se acostumou a ver no Jornal Nacional e na Globo News.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados já tem uma condenação em primeira instância, além de toneladas de acusações nas costas, mas parece um alto executivo ao circular entre celas e salas, quando convocado para depor. Em outubro passado, completou um ano de cadeia. A Folha de São Paulo publicou em julho último uma matéria sobre a rotina de Cunha na prisão em Curitiba. Ele é o encarregado de distribuir marmitas aos demais presos. Cumprida a tarefa, senta-se em uma cadeira à saída da ala. Embora não seja advogado, Cunha, tido com inteligente e estrategista, é procurado por outros detentos para conversas ao pé do ouvido sobre andamento de processos. Ainda segundo a Folha, é tratado com reverência e mantém a formalidade. Com ele, nada de tapinhas nas costas. Um empreiteiro também preso tentou abraçá-lo cordialmente e foi afastado com um gesto brusco.

Eduardo Cunha, que já foi o terceiro na linha da sucessão presidencial tem sido fotografado a caminho de uma série de interrogatórios em Brasília, que o hospeda provisoriamente.

A foto do alto, publicada no Globo de hoje, foi feita no dia 27 de outubro último. Lembra uma autoridade conduzida por seu motorista para uma reunião no Palácio do Planalto.

Na outra imagem, da Agência Brasil, Cunha desembarca do avião da PF, em Brasília. Visto à distância, nem parece que está puxando cadeia: pode sr confundido com um CEO de uma multinacional chegando de ponte-aérea para negociar com Temer a compra de uma estatal.

A imaginação fértil das redes sociais chega a perguntar se Cunha está mesmo preso.

É a mais nova lenda urbana do país.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Humor Negro na Manchete

por Roberto Muggiati

A gente acaba lembrando sempre mais os bons momentos e esquecendo aquelas horas de crise aguda: os longos fechamentos por conta de acontecimentos externos (morte de JK, Ayrton Senna, Mamonas, impeachments, golpes de estado etc); as crises de venda e as pressões dos patrões para esgotarmos uma edição cada semana nas bancas (o Jaquito perguntava: “Onde é que está aquela matéria que vai me levar de madrugada ao Mercadinho Azul para comprar a revista?”); as sacanagens e punhaladas pelas costas de algum ‘coleguinha’ mau caráter (existiam, sim, mas, uma vez expostos, não escapavam à sanha justiceira da Turma do Bem; as revoadas cíclicas dos passaralhos; e mil outras situações de ameaça e conflito que fazem parte da vida de um jornalista e, às vezes, pareciam mais agudas na Bloch, no contraste com aquele belo décor de vidro e jacarandá com vista para a Baía, em que trabalhávamos e praticamente vivíamos.

Nestas horas, o humor surgia como a salvação.

Quero lembrar hoje uma peça que o Alberto de Carvalho (sempre ele) pregou num colega já entrado em anos, que antecipava já os corriqueiros oitentões e noventões imbatíveis dos nossos dias. Alberto distribuiu na redação um documento com toda a aparência oficial de coisa pública, mas com um texto fino e irônico que nenhum burrocrata dos nossos tempos seria capaz de reproduzir.

Publico esta peça em nome do humor redentor da Manchete – no caso uma especialíssima amostra de humor negro, que lembra Uma Modesta Proposta, de Jonathan Swift, em 1729, sugerindo que os irlandeses pobres amenizassem seus problemas de dinheiro vendendo suas criancinhas como comida para os ricos incluindo até receitas de como preparar a carne especialíssima. Mas publico esta peça com uma grande preocupação. E se de repente algum de nossos governantes (eles são capazes de tudo!) decidisse por em prática a brilhante ideia? Enfim, posso perder até a vida, mas não perco a piada. Vamos à convocação assinada pelo Subchefe Adjunto Substituto do Departamento de Controle de População.


domingo, 5 de novembro de 2017

Alunos de escola de elite provocam estudantes de instituição pública: "sua mãe é empregada da minha; "o meu pai come a sua mãe".

Na última terça-feira (31), durante jogo de basquete juvenil entre alunos do Instituto Federal de Educação e do Colégio Marista de Natal, torcida e parentes do jogadores deste último, que conquistou medalha de ouro, invadiram a quadra cantando gritos de guerra como: “1, 2, 3, 4, 5 mil. Queremos Bolsonaro presidente do Brasil”, “O meu pai come a sua mãe” e “Sua mãe é minha empregada”. O fato foi denunciado nas redes sociais. Sem comentários. Viu isso, Carmen Lúcia? (Pedro Juan Bettencourt)

Direitos humanos: o alvo da temporada...

por Pedro Juan Bettencourt
Bater em Direitos Humanos é o novo esporte nacional. Investidas contra a fiscalização do trabalho escravo, assassinatos de índios e de pequenos agricultores, demonstrações de racismo e preconceito, gangues invadindo exposições e teatros, ofensiva fundamentalista contra religiões afro-brasileiras, asA lista é longa e a cada semana um novo item é acrescentado.

A ministra Carmen Lúcia, do SFT, foi indicada por Lula, em 2006. Inicialmente discreta, pelo menos até assumir a presidência do tribunal, chamou a atenção durante o processo do Mensalão ao absolver 13 acusados de formação de quadrilha. Na época, foi criticada pelo ministro Joaquim Barbosa. Foi dela o voto contrário à censura de biografias.

Votou pela prisão de Delcídio do Amaral, algo inédito na história do Brasil, tratando-se de um senador, mas deu o voto que desempatou a favor de Aécio Neves, o que liberou o Senado para travar a investigação de corrupção que cercava o político mineiro  e criou uma lambança institucional. Na interpretação de Carmen Lúcia, só o Poder Legislativo pode autorizar a investigação ou prisão dos seus membros. O resultado era esperado: Aécio foi liberado e Assembleias e Câmara de Vereadores do país também adotaram a interpretação e já estão soltado algumas das suas excelências que estavam no xilindró.

Depois de liberar o ensino religioso confessional em escolas públicas, Carmen Lúcia deu há poucos dias outro voto polêmico. Ela negou pedido da PGR e da AGU para zerar nota em redação ou questão que fira os Direitos Humanos. A ministra manteve liminar nesses sentido obtida pelo movimento "Escola sem partido". Na prática, a decisão impede a nota zero para alunos que fizerem apologia de racismo, violência contra minorias, contra gêneros, intolerância religiosa, apoio ao neonazismo, condenação à Lei Maria da Penha etc.

De decisão em decisão, Carmen Lúcia, que chegou a ser cantada como presidenciável, saiu do mundo encantado da exaltação para o território da crítica. Ainda tem apoiadores, como colunista Merval Pereira, mas é apontada como omissa em questão imporantes como lembra o também colunista Elio Gaspari, no mesmo dia, hoje, e no mesmo jornal, O Globo.
Carmen Lúcia em pauta: enquanto Elio Gaspari critica...

Merval Pereira exalta. Para ele, agredir direitos humanos em redações do Enem
é "valorizar o pluralismo democrático". Reproduções O Globo


Fotografia: arte 2.0

No campo, a expressão de Marcos Jr e, na...

reprodução, o detalhe da pintura, "O Grito", de Edvard Munch

por Niko Bolontrin
O Globo de hoje destaca uma foto de Delmiro Junior/Raw Image. A cena é do jogo de ontem, Fluminense 2 X1 Botafogo, no instante em que o tricolor Marcos Jr. lamenta um passe errado ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, ele faria um gol. Mas a imagem do jogo acabou sendo essa, publicada sob o título "O grito saiu". Arte em dobro.

sábado, 4 de novembro de 2017

Adolpho Bloch por Otto Lara Resende...



A Folha de São Paulo publica hoje uma matéria sobre o livro "O príncipe e o sabiá - e outros perfis", de Otto Lara Resende, agora relançado pela Companhia das Letras. O texto inclui um box sobre Adolpho Bloch. Na foto, que mostra "Abraxas" e o Pão de Açúcar a partir do prédio da Bloch, na Rua do Russell, o 'legendário' errando, acertou: a Manchete era a casa do Adolpho.

Virou fantasia de terror..

"Gilmau Mendes" em noite de Halloween. Reprodução
Entrou para a cena do terror. O ministro do STF Gilmar Mendes foi a fantasia escolhida por "uma parente" (segundo os organizadores) de um participante de um congresso da Associação de Procuradores (ANPR, em Porto de Galinhas (PE). A programação incluía uma festa de Halloween e "Gilmau Mendes" virou atração aterrorizante da noite de horror. A informação é da Folha de São Paulo. (Ed Sá)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Fotomemória: no dia de hoje, há nove anos...

Os autores na Travessa, do Leblon: Jussara, Muggiati, Cony, Esmeraldo, Angela, Maria Alice e Barros. Sentados: Lincoln, Renato Sérgio, José Rodolpho e Daisy Prétola. 

O grupo revê o hall do antigo prédio da Manchete, então fechado após a falência. Foto. J.Egberto


Alberto, Lenira, Jussara, Bia, Daisy, Alice, Cony, Muggiati, Esmeraldo, José Rodolpho e, à frente, Barros. Foto: J.Egberto

No dia 3 de novembro de 2008, um grupo de ex-funcionários da Bloch lançou a coletânea "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" (Desiderata), ao qual este blog dá uma sequência virtual.

O livro ainda pode ser encontrado em sites e sebos virtuais na Internet.

As fotos abaixo, recuperadas do baú do Panis, relembram os co-autores e uma visita que a turma fez no dia seguinte ao prédio da Manchete, então fechado, oito anos após a falência da empresa. A curiosidade se justificava.

A maioria voltava pela primeira vez ao local onde viveu parte da vida profissional.

Reality show "Arte na Fotografia" estréia hoje no canal Arte 1

Os fotógrafos que participam do reality show. Divulgação/Arte1
Estréia hoje, às 20h30, o primeiro reality show sobre fotografia. É  o "Arte na Fotografia", no canal por assinatura Arte 1.
Serão oito episódios apresentados pela atriz Thalma de Freitas onde seis fotógrafos amadores serão desafiados a realizar trabalhos autorais de esporte, retratos, dança, moda e fotojornalismo em geral.

Eder Chiodetto, curador de fotografia, Cláudio Feijó, fotógrafo e professor da Escola de Fotografia Imagem-Ação, além de nomes como Bob Wolfenson, Gal Oppido, Willian Aguiar Zé Takahashi e Juan Esteves avaliarão ou comentarão os trabalhos. O vencedor entre os participantes - Camila Kinker, Daniela Ometto, Luan Batista, Rafael Aguiar, Yve Louise e Julio Cesar (foto) - ganhará um conjunto de equipamentos fotográficos. O programa é produzido pelo Arte 1 em parceria com a produtora CineGroup.

Silvio Santos confessa que espionava bailarinas trocando de roupa...

por Clara S. Britto 
Ao ser entrevistado no SBT pelo you tuber Mateus Massafera, o apresentador Silvio Santos fez uma confissão: costumava espionar bailarinas do programa trocando de roupa.

Segundo ele, a diversão acabou porque elas descobriram a botaram um quadro no buraco onde o "patrão" podia exercer sua porção voyeur.

Mesmo no momento em que alguns poderosos são acusados de assédio no meio artístico, SS não se preocupou com as consequências da sua  polêmica revelação.  Alguém reclamou?
VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Namoro de Fátima Bernardes quebra a Internet











por Clara S. Britto 

Esqueça a TV de Sergio Cabral, o entupimento de Temer, a ministra vítima de "trabalho escravo" e o "por fora" de Aloisio Nunes.
As redes sociais estão agitadas é desde que vazou uma foto de Fátima Bernardes, 54, com o seu novo namorado, o recifense Túlio Gadelha de Mello, 29, um professor de História que foi candidato não-eleito a deputado pelo PDT pernambucano.

Logo internautas vasculharam Facebook, Instagram e Twitter e estão se divertindo desde então.

Descobriram que Túlio costuma criticar a Globo e até William Bonner, ex-marido de Fátima Bernardes. A notícia, que uma leitora chama de "o verdadeiro Encontro de Fátima Bernardes", está gerando memes na web.

Capa da Piauí: a festinha da firma...


A capa da bêbada equilibrista...

por Flávio Sépia 

2018 está aí, quase na boca da urna. Será um ano rico de interpretações para os analistas da mídia. A corrida eleitoral é imprevisível, muitas variáveis estão em jogo.

No momento, para falar apenas dos ponteiros na última pesquisa do Ibope, Lula tem 35% e Bolsonaro 15%. São esses os contendores que ilustram a capa da Veja.

A mídia conservadora e seus principais colunistas já saíram do armário ao se engajarem na campanha que derrubou Dilma Rouseff e levou ao poder o PMDB de Michel Temer e parte do PSDB de Aécio.
À medida em que o governo Temer mostrou cara, voz, malas e bolsos em gravações de negociação de propinas e com a Palácio do Planalto mais parecendo a antessala de um presídio, de tantos investigados que abriga, chega a ser comovente ver o esforço de alguns desses colunistas para embutir críticas, por mínimas que sejam, em textos-exaltação sobre a "recuperação" da economia, que supervalorizam até beirar a fake news. O Grupo Globo chegou a abrir baterias contra Temer, por ocasião da primeira denúncia, seus colunistas idem, mas agora uns e outros recolheram as armas. Que fique claro: os apoiadores de Temer também são responsáveis pela institucionalização do trabalho escravo, pela imposição anticonstitucional do proselitismo religioso em escolas públicas, pelas ofensiva de milícias da direita contra a liberdade de expressão, pelo enterro das políticas do meio ambiente, pelo derretimento dos poderes, pela compra aberta de votos parlamentares, pelos lobbies setoriais à solta em Brasília, pelo fim das políticas sociais, pelo desmonte da saúde pública etc. Não dá para fingir que não têm nada a ver com as consequências. Por tudo isso, se deram os anéis ao subirem no trem da alegria do PMDB, poderão perder o que restou, os dedos, a depender das escolhas em 2018.

Por enquanto os mais prováveis candidatos da grande mídia estão no piso inferior das pesquisas. Sabe-se que Geraldo Alckmin, João Dória, Luciano Huck e Henrique Meirelles são opções à vista. Joaquim Barbosa, o "herói do Mensalão" e Carmen Lúcia, do STF, foram cogitados mas aparentemente perderam gás. Aécio, o "menino de ouro" da mídia nas eleições passadas foi moído nos processadores da JBS.

A capa da Veja já dá o sinal do play off político do ano que vem. A revista admite que ambos são assustadores e aponta, a menos de um ano do primeiro turno das eleições presidenciais, para uma terceira via. Bolsonaro estará com o seu nome no visor da maquininha do TSE. Lula é incógnita, e depende da Justiça. Mas, digamos que os dois sejam o confronto final de 2018? Em quem a mídia vai teclar? Para quem o poderoso mercado daria seu aval? Em quem apostaria? Na prorrogação do mandato de Michel Temer? Não seria inédito para o PMDB. Sarney, da mesma facção, esticou seu mandato em um ano até que o mídia encontrasse seu golden boy: Collor de Mello.

Fotomemória da redação: paparazzo de uma reunião de pauta...

Reunião de pauta na redação da Manchete. Foto; Acervo bqvMANCHETE
A redação da Manchete em 1972-73. Até 1980, só existia o prédio 804, da Rua do Russell. A sala que aparece ao fundo (ala leste) era do Adolpho; à direita, junto da janela, dá pra ver o Murilo Mello Filho, quase um reflexo, batucando o livro "Milagre Brasileiro"...  Acima da cabeça do contínuo Sammy Davis Junior, se não me engano, no canto direito da foto, ao fundo. Na ala oeste, que não aparece, ficava a sala do Arnaldo Niskier e do Jaquito.)
Pela ordem, a partir da esquerda, diante da mesa L: Alberto Carvalho, secretário de redação, o crítico de cinema Miguel Ângelo Alves (se não me engano); de pé, Maurício Gomes Leite (chefe de redação, seu apelido era Maurício Gomes Leiaute); Claus Meyer, Cícero Sandroni, Narceu de Almeida; junto ao telefone, Wilson Cunha. Dentro da mesa L: eu, Irineu Guimarães e Justino. Roberto Muggiati recorda outros fatos que orbitavam a famosa mesa "L" da Manchete.
"Em 1972 o Justino me guindou da redação do EleEla (onde eu era chefe de redação do Cony) para ser o "segundo" dele na Manchete. Quando Justino viajava em maio e se tornava o Cidadão Cannes eu editava a revista; assim foi em 1972, 1973, 1974 e 1975. Adolpho sentiu então que podia contar comigo na edição da Manchete e despachou o "Índio" com uma megafeijoada em 1975. O grande sonho dele sempre foi tirar o Justino da direção da "melhor da galáxia". Essa foto foi feita há 45 anos, que coisa! O mundo gira e a Lusitana roda!"

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Vencedores do Prêmio Jabuti. Quer ver?


Prêmio Jabuti. Vencedores e relação das obras premiadas 
Processo auditado por:

Adaptação
1º Lugar - Título: Romeu e Julieta – Autor(a): Walcyr Carrasco – Editora: Editora Moderna

2º Lugar - Título: A Ilha do Tesouro – Autor(a): Rodrigo Machado – Editora: FTD Educação

3º Lugar - Título: Samba de uma noite de Verão – Autor(a): Renato Forin Jr. – Editora: KAN Editora

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia
1º Lugar - Título: A Modernidade Impressa: Artistas Ilustradores da Livraria do Globo - Porto Alegre – Autor(a): Paula Ramos – Editora: Editora da UFRGS

2º Lugar - Título: Millôr: obra gráfica – Autor(a): Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires – Editora: IMS

3º Lugar - Título: Lentes da Memória: A descoberta da fotografia de Alberto de Sampaio (1888-1930) – Autor(a): Adriana Martins Pereira – Editora: Bazar do Tempo

Biografia
1º Lugar - Título: Caio Prado Júnior: Uma biografia política – Autor(a): Luiz Bernardo Pericás – Editora: Boitempo

2º Lugar - Título: Xica da Silva: a Cinderela Negra – Autor(a): Ana Miranda – Editora: Record

3º Lugar - Título: Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral – Autor(a): Joaquim Ferreira dos Santos – Editora: Intrínseca

Capa
1º Lugar - Título: História da Teoria da Arquitetura – Capista: Casa Rex / Gustavo Piqueira – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

2º Lugar - Título: Millôr: obra gráfica – Capista: Celso Longo e Daniel Trench – Editora: IMS

3º Lugar - Título: Diário de Francisco Brennand: O Nome do Livro e o Nome do Outro – Capista: Flavio Flock – Editora: Inquietude Brennand Fortes Produções Culturais

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática
1º Lugar - Título: A espiral da morte – Autor(a): Claudio Angelo – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar - Título: A simples beleza do inesperado – Autor(a): Marcelo Gleiser – Editora: Record

3º Lugar - Título: Os cientistas da minha formação – Autor(a): Mario Novello – Editora: Editora Livraria da Física

Ciências da Saúde
1º Lugar - Título: Zika: do Sertão nordestino à ameaça global – Autor(a): Debora Diniz – Editora: Civilização Brasileira

2º Lugar - Título: Medicina Cardiovascular - Reduzindo o impacto das doenças – Autor(a): Roberto Kalil Filho, Valentin Fuster e Cícero Piva de Albuquerque – Editora: Atheneu

3º Lugar - Título: Neurofisiologia básica para profissionais da área de saúde – Autor(a): Márcia Radanovic, Eliane Mayumi Kato-narita – Editora: Atheneu

Ciências Humanas
1º Lugar - Título: A Nervura do Real II – Autor(a): Marilena Chaui – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar - Título: A radiografia do golpe: entenda como e por que você foi enganado – Autor(a): Jessé Souza – Editora: Leya

3º Lugar - Título: A Tentação Fascista no Brasil: Imaginário de Dirigentes e Militantes Integralistas – Autor(a): Hélgio Trindade – Editora: Editora da UFRGS

Comunicação
1º Lugar - Título: Manual de Editoração e Estilo – Autor(a): Plinio Martins Filho – Editora: Editora da Unicamp

2º Lugar - Título: Bota o retrato do velho outra vez: a campanha presidencial de 1950 na imprensa do Rio de Janeiro – Autor(a): Luís Ricardo Araujo da Costa – Editora: Paco Editorial

3º Lugar - Título: Todos os Monstros da Terra. Bestiários do Cinema e da Literatura – Autor(a): Adriano Messias – Editora: EDUC - Editora da PUC-SP / FAPESP

Contos e Crônicas
1º Lugar - Título: Sul – Autor(a): Veronica Stigger – Editora: Editora 34

2º Lugar - Título: Se for pra chorar que seja de alegria – Autor(a): Ignácio de Loyola Brandão – Editora: Global

3º Lugar - Título: Caixa Rubem Braga - Crônicas – Autor(a): Rubem Braga (autor), André Seffrin, Bernardo Buarque de Hollanda, Carlos Didier (organização) – Editora: Autêntica

Didático e Paradidático
1º Lugar - Título: África e Brasil História e Cultura – Autor(a): Eduardo D'Amorim – Editora: FTD Educação

2º Lugar - Título: Com os pés na África – Autor(a): Sérgio Túlio Caldas – Editora: Editora Moderna

3º Lugar - Título: Terra de Cabinha: Pequeno inventário da vida de meninos e meninas do Sertão – Autor(a): Gabriela Romeu – Editora: Editora Peirópolis

Direito
1º Lugar - Título: Comentários ao Código de Processo Civil - Coleção Completa 17 Volumes – Autor(a): Diretor: Luiz Guilherme Marinoni, Coords.: Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero – Editora: Revista dos Tribunais

2º Lugar - Título: A "tradução" de Lombroso na Obra de Nina Rodrigues: O racismo como base estruturante da Criminologia Brasileira – Autor(a): Luciano Góes – Editora: Revan

3º Lugar - Título: Os Direitos da Mulher e da Cidadã por Olímpia de Gouges – Autor(a): Dalmo de Abreu Dallari – Editora: Saraiva

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer
1º Lugar - Título: Finanças Públicas – Autor(a): Felipe Salto e Mansueto Almeida – Editora: Editora Record

2º Lugar - Título: A crise fiscal e monetária Brasileira – Autor(a): Edmar Bacha – Editora: Civilização Brasileira

3º Lugar - Título: Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial – Autor(a): Pedro Jaime – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

Educação e Pedagogia
1º Lugar - Título: Alfabetização: A questão dos métodos – Autor(a): Magda Soares – Editora: Editora Contexto

2º Lugar - Título: A Instrução Pública nas Vozes dos Portadores de Futuros (Brasil - Séculos XIX e XX) – Autor(a): Carlos Monarcha – Editora: EDUFU

3º Lugar - Título: Currículos Integrados no Ensino Médio e na Educação Profissional: Desafios, Experiências e Propostas – Autor(a): Francisco de Moraes e José Antonio Küller – Editora: Editora Senac São Paulo

Engenharias, Tecnologias e Informática
1º Lugar - Título: Nanotecnologia Experimental – Autor(a): Henrique Eisi Toma, Delmárcio Gomes da Silva e Ulisses Condomitti – Editora: Editora Blucher

2º Lugar - Título: Acústica de Salas - Projeto e Modelagem – Autor(a): Eric Brandão – Editora: Editora Blucher

3º Lugar - Título: Introdução à Engenharia de Produção — Conceitos e Casos Práticos – Autor(a): Orlando Roque da Silva e Délvio Venanzi – Editora: LTC

Gastronomia
1º Lugar - Título: Enciclopédia dos Alimentos Yanomami (Sanöma): Cogumelos. – Autor(a): Moreno Saraiva Martins – Editora: Instituto Socioambiental

2º Lugar - Título: Todas as Sextas – Autor(a): Paola Carosella – Editora: Editora Melhoramentos

3º Lugar - Título: Mari Hirata Sensei Por Haydée Belda – Autor(a): Haydée Belda – Editora: Bei Editora

Histórias em Quadrinhos
1º Lugar - Título: Castanha do Pará – Autor(a): Gidalti Oliveira Moura Júnior – Editora: Publicação Independente

2º Lugar - Título: Hinário Nacional – Autor(a): Marcello Quintanilha – Editora: Veneta

3º Lugar - Título: Quadrinhos dos Anos 10 – Autor(a): André Dahmer – Editora: Companhia das Letras

Ilustração
1º Lugar - Título: Knispel: Retrospectiva 1950-2015 – Ilustrador(a): Gershon Knispel – Editora: Editora Maayanot

2º Lugar - Título: Outras Meninas – Ilustrador(a): Manu Cunhas – Editora: Independente

3º Lugar - Título: Rio Sketchbook – Ilustrador(a): Eduardo Bajzek – Editora: Marte Cultura e Educação

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º Lugar - Título: Adélia – Ilustrador(a): Jean-Claude Alphen – Editora: Editora Pulo do Gato

2º Lugar - Título: Teleco, o Coelhinho – Ilustrador(a): Odilon Moraes – Editora: Editora Positivo

3º Lugar - Título: Nuno e as Coisas Incríveis – Ilustrador(a): Andre Neves – Editora: Jujuba Editora

Infantil
1º Lugar - Título: Drufs – Autor(a): Eva Furnari – Editora: Editora Moderna

2º Lugar - Título: Se Eu Fosse... Um bicho, uma planta ou até um objeto, minha vida seria muito diferente. – Autor(a): Luisa Massarani – Editora: Publifolha Editora: Selo Publifolhinha

3º Lugar - Título: A Boca da Noite – Autor(a): Cristino Wapichana – Editora: Zit Editora (Meneghetti's Gráfica e Editora)

Infantil Digital
1º Lugar - Título: Kidsbook Itaú Criança – Autor(a): Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Luis Fernando Verissimo e Willian Santiago, Fernanda Takai e Ina Carolina, Adriana Carranca e Brunna Mancuso, Antonio Prata e Caio Bucaretchi – Editora: Agência Africa

2º Lugar - Título: Nautilus - Baseado na Obra Original de Jules Verne: Vinte Mil Léguas Submarinas – Autor(a): Maurício Boff e Fernando Tangi (ilustrador) – Editora: Storymax

3º Lugar - Título: Quanto Bumbum! – Autor(a): Isabel Malzoni (texto) e Cecilia Esteves (arte) – Editora: Editora Caixote/Webcore

Juvenil
1º Lugar - Título: Dentro de Mim Ninguém Entra – Autor(a): José Castello – Editora: Berlendis & Vertechia

2º Lugar - Título: Vozes Ancestrais – Autor(a): Daniel Munduruku – Editora: FTD Educação

3º Lugar - Título: O Caderno da Avó Clara – Autor(a): Susana Ventura – Editora: SESI-SP Editora

Livro Brasileiro Publicado no Exterior
1º Lugar - Título: A Cup Of Rage – Autor(a): Raduan Nassar – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: Penguin Random House Uk

2º Lugar - Título: Enigmas of Spring – Autor(a): João Almino – Editora: Dalkey Archive Press – Editora Internacional: Dalkey Archive Press

3º Lugar - Título: Mijn Duitse Broer – Autor(a): Chico Buarque – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: De Bezige Bij

Poesia
1º Lugar - Título: Quase Todas as Noites – Autor(a): Simone Brantes – Editora: 7letras

2º Lugar - Título: A Palavra Algo – Autor(a): Luci Collin – Editora: Iluminuras

3º Lugar - Título: Identidade – Autor(a): Daniel Francoy – Editora: Urutau

Projeto Gráfico
1º Lugar - Título: Estórias da rua que foi balsa: Trilhas e Intuições na Educação Popular em Saúde – Responsável pelo projeto gráfico: Patrícia Rezende e Valquíria Rabelo – Editora: Guayabo Edições

2º Lugar - Título: História da Teoria da Arquitetura – Responsável pelo projeto gráfico: Casa Rex / Gustavo Piqueira – Editora: Editora da Universidade de São Paulo

3º Lugar - Título: Aniki Bóbó – Responsável pelo projeto gráfico: Beatriz Lamego – Editora: Verso Brasil Editora

Psicologia, Psicanálise e Comportamento
1º Lugar - Título: A Clínica Psicanalítica em Face da Dimensão Sociopolítica do Sofrimento – Autor(a): Miriam Debieux Rosa – Editora: Editora Escuta

2º Lugar - Título: O Adolescente e a Internet: Laços e Embaraços no Mundo Virtual – Autor(a): Cláudia Prioste – Editora: Editora da Universidade de São Paulo / FAPESP

3º Lugar - Título: De que Cor Será Sentir? : Método Psicanalítico na Psicose – Autor(a): Marina de Oliveira Costa – Editora: Manole Editora

Reportagem e Documentário

1º Lugar - Título: Petrobras: Uma história de Orgulho e Vergonha – Autor(a): Roberta Paduan – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar - Título: Nazistas entre nós: A trajetória dos oficiais de Hitler depois da guerra – Autor(a): Marcos Guterman – Editora: Editora Contexto

3º Lugar - Título: O Livro dos Bichos – Autor(a): Roberto Kaz – Editora: Companhia das Letras

Romance
1º Lugar - Título: Machado – Autor(a): Silviano Santiago – Editora: Companhia das Letras

2º Lugar - Título: A Tradutora – Autor(a): Cristovão Tezza – Editora: Record

3º Lugar - Título: Outros Cantos – Autor(a): Maria Valéria Rezende – Editora: Companhia das Letras

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas

1º Lugar - Título: Machado de Assis e o Cânone Ocidental: Itinerários de Leitura – Autor(a): Sonia Netto Salomão – Editora: EDUERJ

2º Lugar - Título: O Mundo Sitiado: A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial – Autor(a): Murilo Marcondes de Moura – Editora: Editora 34

3º Lugar - Título: De Volta ao Fim: O "Fim das Vanguardas" Como Questão da Poesia Contemporânea – Autor(a): Marcos Siscar – Editora: 7letras

Tradução
1º Lugar - Título: Conversações com Goethe nos Últimos Anos de Sua Vida: 1823-1832 – Tradutor(a): Mário Luiz Frungillo – Editora: Unesp

2º Lugar - Título: Romeu e Julieta – Tradutor(a): José Francisco Botelho – Editora: Companhia das Letras

3º Lugar - Título: Ouça a Canção do Vento / Pinball, 1973 – Tradutor(a): Rita Kohl – Editora: Companhia das Letras

Fonte: site oficial do Prêmio Jabuti

Paolla Oliveira na capa da VIP. Ela é também a editora-contribuinte da edição



Paola Oliveira na VIP em foto de Alê de Souza. Você pode ver mais imagens no site da revista, AQUI
por Clara S. Britto

Depois do sucesso na novela A Força do Querer, a atriz Paolla Oliveira está na capa na VIP como "a mulher mais sexy do mundo", escolhida em votação pelos leitores da revista. Além disso, a edição da VIP tem a atriz como editora contribuinte. O ensaio fotográfico é assinado por Alê de Souza.

Snoop Dogg leva Trump para o necrotério...


Donald Trump na mesa de autópsia. É a capa do novo álbum do rapper Snoop Dogg. No título acima do "presunto" presidencial etiquetado, “Make America Crip Again”. Com "crip", de "cripple (aleijado) no lugar do "great" do slogan ufanista de Trump. "Crip" é também o nome de uma das maiores gangues de Los Angeles. Com a capa do presidente já a caminho de um resort eterno, Snoop Dogg, que na foto registra a cena no celular, conseguiu o que queria: polêmica.

Fotomemória da redação: na "sala de crise" da Fatos & Fotos

Redação da Fatos & Fotos em 1982. Ney Bianchi, Daisy Prétola, José Esmeraldo e Aldo Wandersman,
quatro entre centenas de jornalistas que cumpriram um tempo de serviço na Fatos & Fotos
ao longo dos 25 anos de existência da revista.  Foto: Acervo bqvMANCHETE

A Fatos & Fotos foi lançada em fins de 1960. A edição regular, semanal, durou 25 anos. Na segunda metade dos anos 1980 e ainda na década de 1990 ia para as bancas em edições esporádicas, especiais. 

A revista tinha uma curiosa característica: entrava em crise quando estava bem feita e vendendo nas bancas e criava problema quando encalhava ou publicava alguma matéria que desagradava os padrões da Bloch.

A crise por vender bem se explicava: a semanal F&F, por manter uma tabela de anúncios mais baixa e preço de capa idem, não podia concorrer ou ameaçar o carro-chefe da editora, a Manchete. Estabelecia-se um teto não verbalizado de "sucesso". A crise por publicar reportagens "fora do padrão" da empresa também tinha uma explicação: havia mais liberdade de pautas, a revista estava um pouco mais distante do radar da direção, que acompanhava muito de perto a principal semanal da casa, a Manchete.

Era essa liberdade casual que, às vezes, surpreendia a Bloch. Valia a pena aquele tipo de "crise. Quase sempre, o que dava merda eram as matérias de bom conteúdo jornalístico, fora da caixa e menos "comportadas".

Talvez por isso, muitos ex-F&F admitem que, apesar de tudo, restaram bons momentos a recordar naquela redação. Para os muitos editores que por lá passaram, era vital a habilidade de gerenciar crises e principalmente sair delas sem baixas, o que, obviamente, nem sempre era possível. A rotatividade era alta naquelas mesas. Mas, com o tempo, a equipe aprendia a enfrentar o caos sem sentar no meio fio e chorar lágrimas de crocodilo, como dizia Nelson Rodrigues.

Fotomemória da redação: uma tarde qualquer na sala de reportagem da revista Manchete...

Foto: Acervo bqvMANCHETE

Foto: Acervo bqvMANCHETE


Sala da reportagem da revista Manchete. Em 1988, aproximadamente. Na foto do alto, Zé Carlos, Alberto e Tânia. No meio, os três e, à direita, o repórter Geraldo Lopes. Acima, na mesma sala, o fotógrafo José Egberto e a repórter Patrícia Oliveira. As máquinas de escrever ainda estavam na ativa. Nessa época, a Bloch começava a instalar os computadores, 
mas o sistema ainda não estava operando em todas os departamentos.  Foto: Acervo bqvMANCHETE

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Nos 100 anos da Revolução de Outubro, o marketing da nostalgia ainda resiste na antiga URSS...


por José Esmeraldo Gonçalves 

Assim como os bolcheviques não apagaram da história os símbolos, a arte e os palácios da Rússia czarista, o Rússia atual não deletou a memória da União Soviética nas ruas e praças das grandes cidades. Razões históricas explicam: a URSS e o Exército Vermelho ainda são lembrados pela vitória na Grande Guerra Patriótica, como eles denominam a Segunda Guerra Mundial. E os russos, independentemente do regime em voga, guardam motivos para celebrar a defesa da Россия-Матушка (a Mãe Rússia) e desconfiar do Ocidente.

De Napoleão à agressão militar de 1918 por parte de tropas inglesas, holandesas e americanas com o envolvimento dos japoneses, da invasão nazista à Guerra Fria, de Churchill a Eisenhower, de Kennedy a Ronald Reagan, de Nixon a Trump, as ameaças vieram em ondas.

Em 1918, o primeiro-ministro francês, George Clemenceau, aliou-se à Inglaterra para a impor o "Cordão Sanitário" contra a Revolução. Era uma tentativa isolar a Rússia economicamente. Não por acaso, algo semelhante às atuais e vigentes sanções impostas ao país pelos Estados Unidos e seus aliados europeus.

Está nos livros, a Rússia acossada costuma se unir.

O governo Putin não programou qualquer comemoração, mas os 100 anos da Revolução de Outubro são pauta de veículos e tema de debates acadêmicos.


O símbolo preservado nas paredes do metrô
O povo se divide ao avaliar a União Soviética. Pesquisa do Centro Levada - o maior instituto de opinião pública, privado, do país -  constatou que 48% dos entrevistados tinham uma visão muito positiva da Revolução de Outubro e  31% uma opinião muito negativa. Cerca de 21% admitiram ter dificuldade em opinar. Os números foram colhidos em abril deste ano.

Talvez isso, junto com um interesse cult dos turistas, mantenha uma certa memória da União Soviética nas ruas e esquinas de grandes centros como Moscou e São Petersburgo, onde ambulantes fazem a festa.
Moedas, cigarreira, quepe: a memorabilia comunista
Lênin: moeda comemorativa

Cartazes revolucionários do começo do século passado

Camiseta: é o figurino da URSS nas lojas e barracas.

Diante do Encouraçado Aurora, atração
turística em São Petersburgo. 
A impressão que dá é que Alex, o jovem personagem do filme "Adeus, Lênin", teria menos dificuldade para reconstruir um ambiente socialista em Moscou e São Petersburgo do que na Berlim Oriental pós-queda do Muro, tema e set do filme.

Alex, lembra?, recria um mundo soviético paralelo para poupar a mãe - uma comunista de carteirinha que ficou fora do ar por causa de um coma - do choque ideológico que sofreria ao saber do fim da Alemanha Oriental e da inacreditável dissolução da União Soviética.

Na Rússia, ainda é possível fazer um tour Back in the URSS, como cantaram os Beatles.