Alvaro Costa e Silva, o Marechal, jornalista que atualmente escreve na Folha de São Paulo, é um profundo conhecedor de um certo estado de espírito, um jeito de viver, de um ser popularmente conhecido como carioca. Daí, Marechal, que trabalhou na EleEla e Manchete, lança neste sábado, dia 7, às 13h, na Livraria Folha Seca, "Dicionário Amoroso do Rio de Janeiro" (Editora Casarão do Verbo). O livro mostra em verbetes os personagens, o comportamento e as curiosidades do Rio. Uma excelente pedida. Você vai descobrir se o meio ambiente formou o carioca, se o carioca moldou o seu meio ambiente ou se o Rio e o seu ilustre morador são nascidos e criados juntos.
Não por acaso leia, abaixo, um verbete bem típico do Rio: B de balcão...
B de balcão
Hemingway escrevia de pé e nu. Guillermo Cabrera Infante, apenas nu. O carioca muitas vezes come de pé, embora vestido. Em especial na hora do almoço e na correria e no formigueiro do Centro da cidade. E não come, necessariamente, mal. Em certos botecos, a arte de roçar cotovelos no balcão, enquanto se mastiga um sanduíche de pernil com molho de cebola — sem sujar a camisa — é um prazer.
O melhor pernil está no Opus, pequeno bar na sassaricante Rua Gonçalves Dias, depois da Colombo e à esquerda de quem vai ao Mercado das Flores. Um bar estreito e comprido, com tamboretes que, ao freguês tomar assento, deixa a metade da bunda de fora. Daí a preferência pela parte da frente, quase se misturando ao movimento da rua. Cuidado: no teto, abacaxis e laranjas pendurados.
Peça o sanduíche de pernil “molhado” no pão canoa. O segredo, dizem, é o molho, cuja receita é segredo. É, sem favor, um dos melhores do Rio. Há as opções com queijo ou abacaxi. A iguaria será preparada — modo de dizer, cortado o pão, fatiada a carne — a sua frente. Essa é uma das vantagens do balcão, total transparência. Para beber, sucos de frutas; o chope, claro ou escuro, é honesto. Evite o xixi por ali: o banheiro fica no sótão, ao qual se chega por uma escada mui íngreme, mais adequada a um submarino.
O cachorro-quente de linguiça no pão francês com molho — uns 600 são vendidos por dia — é a especialidade do Café Gaúcho, desde 1935 na Rua São José, com vista para o Buraco do Lume (que a prefeitura insiste em chamar de Praça Mário Lago). De bobeira no Rio de Janeiro, o escritor Reinaldo Moraes (que é o mais paulista dos seres humanos) gostou tanto do sanduíche e das imediações, que resolveu conhecer todos os buracos da cidade. “Com lume ou sem lume”, decretou ele.
Outra pedida no Café Gaúcho é o bolinho de carne (que fica melhor com pimenta) servido pelo mais popular atendente da casa, o Sorriso. É um dos poucos locais no Centro que ainda mantém a tradição do cafezinho na xícara de louça e pires de alumínio. Tudo no balcão, naturalmente.
O cartunista Jaguar, um campeão dos balcões cariocas, dono de calos no cotovelo de tanto debruçar-se em legítimos mármores dos mais memoráveis botequins, ensina as vantagens do exercício de beber e comer em pé: você é servido mais depressa, fica mais fácil driblar os chatos, pode-se escolher o tira-gosto de melhor aparência, filar uma lasquinha da porção de presunto de perna e fiscalizar, num espichão de pescoço, se o cara está tirando direito o chope. E, não por último, conservar a silhueta sem barriga.
(O texto em destaque está no livro "Dicionário Amoroso do Rio de Janeiro")
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Crimes contra jornalistas: um zoom na impunidade...
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| Reprodução sitoe ONUBr |
(do site ONUBr - Nações Unidas no Brasil)
Marcando o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas – lembrado anualmente no em 2 de novembro –, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lembrou os jornalistas e trabalhadores da mídia que foram mortos no cumprimento do dever por simplesmente “relatarem a verdade”. Em uma mensagem especial para a data, ele enfatizou a importância de proteger os seus direitos e garantir que eles possam dar informações à sociedade livremente.
“Mais de 700 jornalistas foram mortos na última década – um a cada cinco dias – simplesmente por trazer notícias e informação ao público. Muitos perecem nos conflitos que cobrem tão destemidamente. Muitos têm sido deliberadamente silenciados por tentar relatar a verdade”, disse Ban na mensagem para o Dia, que é marcado pela segunda vez.
Observando que apenas 7% dos casos que envolvem crimes contra jornalistas são solucionados e menos de um crime a cada 10 é plenamente investigado, o chefe da ONU ressaltou que essa impunidade aprofunda o medo entre os jornalistas e permite que os governos promovam a censura.
“Devemos fazer mais para combater esta tendência e se certificar de que os jornalistas possam informar livremente. Os jornalistas não deveriam se autocensurar por temerem por suas vidas”, disse o chefe da ONU.
Ban Ki-moon pediu uma ação coletiva para acabar com o ciclo de impunidade e proteger o direito dos jornalistas de “falar a verdade ao poder”.
A diretora-geral da UNESCO também marcou a data. Irina Bokova, que chefia a agência da ONU responsável pelo tema da liberdade de expressão, lembrou que tem condenado pública e inequivocamente os mais de 540 casos de assassinatos de jornalistas, profissionais de mídia e produtores de redes sociais que produzem quantidades significativas de matérias jornalísticas.
“A impunidade quase completa dos autores de crimes contra jornalistas vai contra tudo o que defendemos, os nossos valores comuns, os nossos objetivos comuns”, acrescentou.
Bokova disse que, toda vez que se permite que o autor de um crime escape da punição, encorajam-se outros criminosos e cria-se um ciclo vicioso de violência. “Isso deve acabar”, disse.
Com o aumento de ataques a jornalistas, a UNESCO liderou o Plano de Ação da ONU sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, para acabar com a impunidade por meio da promoção de ações coordenadas entre as agências das Nações Unidas, trabalhando em todo o mundo com governos, sociedade civil, universidades e a própria mídia. No Brasil, a UNESCO trabalho com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) no tema.
“Este trabalho está dando resultados. Há um crescente reconhecimento internacional acerca da importância de se melhorar a segurança dos jornalistas e acabar com a impunidade”, afirmou Bokova.
Ela lembrou que a Assembleia Geral das Nações Unidas, o Conselho de Direitos Humanos e o Conselho de Segurança aprovaram resoluções de referência que tratam especificamente desses obstáculos – assim como fez o Conselho da Europa, em âmbito regional. “Mais e mais Estados estão estabelecendo novas leis e mecanismos para combater a impunidade e melhorar a segurança dos jornalistas. Sistemas judiciários e forças de segurança têm aumentado seu envolvimento nessas questões”, comemorou.
No entanto, a chefe da UNESCO destacou que o desafio continua grande. “Neste momento de grandes mudanças, quando todas as sociedades estão em processo de transformação, devemos redobrar os esforços para acabar com a impunidade pelos ataques a jornalistas, a fim de fazer avançar o direito ‘de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras’, consagrado no Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, acrescentou.
“Isso é vital para se alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16.10, que apela a todos nós para garantir o acesso público à informação e proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e os acordos internacionais.”
O Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas para destacar a necessidade urgente de proteger os jornalistas. Celebrado todo dia 2 de novembro, a data também marca o assassinato de dois jornalistas franceses no Mali, neste mesmo dia de 2013.
Fonte: ONUBr
Confira o site especial sobre o tema, produzido pela UNESCO e pelo UNIC Rio, em http://nacoesunidas.org/segurancadejornalistas
Fotógrafos do Rio e de Lisboa traduzem em imagens a relação das duas cidades com a água. Um dos fotógrafos-autores do livro "Rio Mar Lisboa Rio" é Frederico Mendes, ex-integrante da equipe da revista Manchete
Como parte do Ano Oficial de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal, o livro "Rio Mar Lisboa Rio" reúne fotos de doze profissionais, seis de cada país, que buscaram captar a relação de cariocas e lisboetas com a água, uma característica que banha as duas cidades. O mar, no Rio, e o rio Tejo, em Lisboa, são o traço poético que une os habitantes das duas belas cidades, expresso nas fotos dos brasileiros Bruno Veiga, Claudia Jaguaribe, Frederico Mendes (fotógrafo que atuou na Manchete), Kitty Paranaguá, Leonardo Ramadinha e Rogério Reis; e dos portugueses Ana Brígida, Clara Azevedo, Luisa Ferreira, Rodrigo Cabrita, Tomaz Curvo e Valter Vinagre. O lançamento está marcado para terça-feira, 10 de novembro, às 18h, no Palácio São Clemente (Consulado de Portugal).
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Credibilidade a perigo. Só duas instituições brasileiras - as Forças Armadas e a Igreja Católica - escapam da desconfiança geral
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi a campo para saber em quais instituições os brasileiros acreditam. A pesquisa foi realizada em oito estados e no Distrito Federal e ouviu 3 mil e 300 pessoas. O detalhe é que o estudo avalia a confiança da população em determinadas instituições com base no Índice de Percepção do Cumprimento das Leis. Ou seja: quis saber se são confiáveis e também se respeitam as leis. A maioria não se sai bem. Apenas as Forças Armadas e a Igreja Católica merecem a confiança de mais da metade dos entrevistados. As FA com 67% e os católicos com 58%.
O resto é alvo da desconfiança de mais da metade dos cidadãos. Cerca de 53% da população não acredita em jornais e revistas; 66% tem um pé atrás com TV; 60% não acreditam nas grandes empresas; 95% atravessam a calçada quando vêm um partido político; 57% desconfiam do Ministério Público e 83% não confiam no Governo Federal.
Esses últimos são os percentuais negativos. Agora veja, abaixo, o ranking de confiança:
Forças Armadas 67%
Igreja Católica 58%
Mídia Impressa 47%
Ministério Público 43%
Grandes Empresas 40%
Emissoras de TV 34%
Polícia 33%
Poder Judiciário 31%
Governo Federal 17%
Congresso Nacional 15%
Partidos Políticos 5%
O resto é alvo da desconfiança de mais da metade dos cidadãos. Cerca de 53% da população não acredita em jornais e revistas; 66% tem um pé atrás com TV; 60% não acreditam nas grandes empresas; 95% atravessam a calçada quando vêm um partido político; 57% desconfiam do Ministério Público e 83% não confiam no Governo Federal.
Esses últimos são os percentuais negativos. Agora veja, abaixo, o ranking de confiança:
Forças Armadas 67%
Igreja Católica 58%
Mídia Impressa 47%
Ministério Público 43%
Grandes Empresas 40%
Emissoras de TV 34%
Polícia 33%
Poder Judiciário 31%
Governo Federal 17%
Congresso Nacional 15%
Partidos Políticos 5%
Taís Araújo depõe na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática sobre agressões racistas que sofreu na internet. Polícia parte agora para localizar os marginais
Taís Araújo dá um bom exemplo de cidadã ao levar adiante a denúncia sobre as ofensas racistas que sofreu na sua página na internet. A atriz foi à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, no Rio, hoje, prestar depoimento. Em nota à imprensa, Taís ressalta que pede a abertura de processo por esperar que autores de injúria racial possam ser punidos. Agora, com a denúncia formalizada, vai começar a investigação. Alguns dos marginais racistas apagaram suas páginas, embora isso não impeça a polícia de localizá-los e identificá-los. Os crimes de racismo ou de injúria racial dependem de representação. Ou seja, se a vítima não fizer um B.O, os criminosos não serão punidos. Vale acompanhar o caso porque a impunidade é grande nesse tipo de crime. Mas Taís Araújo fez a sua parte, ao contrário de várias vítimas recentes de agressões semelhantes cuja indignação não ultrapassou a mídia e não se configurou em queixa-crime.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
#mandanudes abala o Vaticano
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| Francesca no Vaticano. Reprodução |
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| Reprodução Facebook |
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| Reprodução |
Vergonha na cara? Duvida-se...
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| Fotos: Reproduções Greenpeace España |
VEJA O VÍDEO DOS BASTIDORES DA CAMPANHA. CLIQUE AQUI
Jardim Botânico... onde o tempo para
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| Revitalizado, o Cactário é uma das atrações do Jardim Botânico. |
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| São mais de 400 espécies, |
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| Há espaços com cactos brasileiros, cactos exóticos, na parte externa do espaço, e cactos em estufas. distribuidos segundo critérios científicos e ornamentais. |
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| Um residente emplumado no Chafariz das Musas. |
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| Lago Frei Leandro |
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| Trilha das... |
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| ...Árvores Nobres |
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| Fonte Wallace, das fundições do Vale D'Osne, França. |
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| Essa imensa Sumaúma, ao lado do Chafariz das Musas, era a árvore que inspirava Tom Jobim no seus passeios no JB. |
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| O objeto é "exótico" mas a causa é boa: sustentabilidade no painel solar para lâmpadas led e repetidor de wifi. Fotos de J.E.Gonçalves |
domingo, 1 de novembro de 2015
Mais uma vítima de racismo: Taís Araújo. E a justiça, ao não punir os criminosos, alia-se, na prática, aos racistas
Dessa vez, a vítima foi a atriz Taís Araújo. Outras vítimas, virão. Até porque, embora seja crime, o racismo não é punido no Brasil. A maioria dos casos não passa do B.O, isso quando as delegacias de polícia não desqualificam a crime de racismo para "ofensa" sujeita a penas menores. Os casos que chegam à Justiça recebem, em geral, quando recebem, penas "bem-humoradas" do tipo visita à delegacia uma vez por mês, doação de cestas básicas, prestação de serviço em instituição etc. Não se sabe nem se tais penas hilárias são cumpridas já que não há fiscalização.
Então, é isso: os racistas devem ser alvo de repúdio mas é preciso que a Justiça seja cobrada e pare de ver no racismo um "crime menor". No fundo, não levar a sério o racismo é desprezar a lei que foi votada no Congresso Nacional. A escalada de casos de racismo mostra que apenas campanhas educativas não têm sido suficiente. A impunidade é mais poderosa, e dá mais confianças ao racistas, do que qualquer campanha. A contrário da justiça, internautas agem e fazem o que podem: foi criada a hastag #SomosTodosTaís Araujo em apoio à atriz e contra os internautas que fizeram os comentários racistas nas sua página. Espera-se que a polícia identifique e prenda esse idiotas.
"Não vou me intimidar", foi o que Taís Araújo postou na rede.
sábado, 31 de outubro de 2015
Luta pelos direitos trabalhistas: Ex-funcionários da Bloch em mobilização permanente
Com o auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro lotado, mais uma vez, foi realizada na última sexta-feira, 30, uma assembleia conduzida pela Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (Ceebe). A categoria foi atualizada sobre a movimentação da Massa Falida da extinta empresa e as gestões empreendidas por José Carlos Jesus, presidente da Ceebe, em torno das reivindicações mais urgentes. Foram discutidas posições do grupo frente a questões de alto interesse em pauta, no momento, quando torna-se ainda mais importante o acompanhamento de decisões cruciais para os direitos dos trabalhadores, principais credores da Massa Falida.
Mulheres protestam contra Cunha
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| A Cinelândia, no Rio: defesa da democracia e das liberdades individuais. Foto de Vladimir Plantonow/AG Brasil |
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| Foto de Vladimir Plantonow. AG Brasil |
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| Direitos sobre o próprio corpo: uma bandeira contra o fundamentalismo de Eduardo Cunha. Foto de Vladimir Plantonow.AG Brasil |
Cunha vai passar, Dilma também, o baixo interesse político imediato igualmente, mas, enquanto isso, a Câmara aprova leis "talibãs" que interferem nas liberdades individuais. Este é o entulho conservador que ameaça os avanços que o Brasil experimentou em termos de direitos e liberdades nas últimas décadas. Contra isso, as mulheres estão nas ruas. É pouco. Falta a indignação de intelectuais, de líderes de classe, de instituições e até a reação de muitos jovens manifestantes que foram às ruas em nome de direitos legítimos e que estão sumidos agora que existe uma ameaça concreta representada pela coalizão que colocou Cunha no poder e legisla de olho no retrovisor. As mulheres estão dando o exemplo de como não deixar barato a ameaça aos direitos individuais e à liberdade.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
A palavra é: controle editorial. Pesquisa quer saber o que os jornalistas pensam de quem pensa que pode pensar por eles...
Promovida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), com sindicatos, e realizada pela Universidade Federal do Paraná, uma pesquisa quer saber como os profissionais de mídia reagem às interferências na sua atividade por parte de grupos políticos e econômicos. A ideia de ampliar o alcance de uma enquete sobre o tema surgiu após um pesquisa local, realizada em 2013, também no Paraná, que revelou a submissão da grande maioria dos jornalistas a critérios não-éticos como forma de preservar o emprego. De um modo geral, jornalistas se sentem desprotegidos e com as relações de trabalho em risco no mercado quando tentam rejeitar, por exemplo, "matérias recomendadas" (no jargão das redações, matérias obrigatoriamente feitas em alinhamento irrestrito com os interesses políticos, comerciais, religiosos ou ideológicos da empresa proprietária do meio de comunicação). O mesmo temor leva um número expressivo de profissionais, segundo a pesquisa local, a praticar autocensura a fim de "adaptar" a matéria, omitindo, no caso, informação que "pode dar merda" (no jargão interno, qualquer coisa que vá contra a linha empresarial, política e até pessoal, do veículo e de seus dirigentes, proprietários ou concessionários). No momento em que os grandes veículos engajam redações em uma intensa campanha política, com ênfase na derrubada do governo, enquanto a crise, por outro lado, elimina empregos, vale saber até onde vão o stress profissional e os questionamentos individuais sobre o atual momento.
É para entender a amplitude dessa questão que atinge diretamente a liberdade de expressão que os promotores da pesquisa, agora nacional, estão em campo.
ACESSE O LINK DA PESQUISA "LIBERDADE JORNALÍSTICA", CLIQUE AQUI
É para entender a amplitude dessa questão que atinge diretamente a liberdade de expressão que os promotores da pesquisa, agora nacional, estão em campo.
ACESSE O LINK DA PESQUISA "LIBERDADE JORNALÍSTICA", CLIQUE AQUI
Ao estilo "Pernambuco falando para o mundo", VIP escolhe a "mulher mais sexy do mundo"...
"Pernambuco falando para o mundo". Este era o antigo slogan da Rádio Jornal do Commércio. A emissora mudou de nome, mas a frase bem-humorada entrou para o folclore nacional. A revista VIP leva a sério, reedita o ufanismo e também "fala para o mundo". Embora tropeçando na circulação - de resto, como o meio impresso em geral - e com uma tiragem não lhe permite chegar nem a todos os municípios brasileiros, a revista garante na capa eleger "a mulher mais sexy do mundo". É a cantora Anitta. Bom, não deu no New York Times, a notícia não vai ultrapassar o ABC, ecoará na Baixada Fluminense mas não será o assunto do dia no bairro São Francisco, de Curitiba, nem no Savassi de BH, ou no Marco Zero, de Recife, mas vá lá que seja. O que a VIP não explica - e o site Pure People está zoando - é porque "a brasileira mais sexy do mundo" teve que importar uma pose sexy de uma certa americana que quase ninguém conhece e, coitada, não chegou nem perto de ganhar o "oscar" mundial da sensualidade entregue na Marginal Pinheiros?
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| A da esquerda é a Anitta. A outra, a VIP não sabe quem é. Reproduzido do Pure People (clique AQUI) |
Meio Ambiente: armas químicas usadas na guerra contra as drogas na Colômbia podem contaminar a Amazônia... Alguém já contou isso a você?
Le Monde aborda esse semana um tema que nunca encontrou muito espaço na mídia conservadora da América do Sul e nem na agenda ambiental do governo brasileiro. Trata-se de uma tragédia ambiental silenciosa que abateu a Colômbia por mais de 20 anos. A omissão das autoridades e da mídia se explica, em parte, porque o país é uma espécie de queridinho dos colunistas de economia neoliberais. A maioria aponta a terra de Pablo Escobar como um oráculo para a região. Sabe-se que, entre outras concessões, a Colômbia abriu mão da soberania em várias áreas de governo. Medidas na área econômica e de defesa interna são implantadas no país após decisões tomadas a milhares de quilômetros de distância.
Uma delas pode atingir o Brasil. E nem o governo brasileiro, agora acossado por tentativa de golpe, está atento ao problema. Pelo menos, não se tem conhecimento de qualquer iniciativa ou consulta à Colômbia sobre o fato. Durante anos, na guerra contra as drogas, a a Colômbia lançou de aviões militares toneladas de glifosato. O objetivo era destruir plantações de coca. Ocorre que a contaminação pode ter ido parar em rios que formam a Bacia Amazônica. Resumindo: trechos brasileiros de cursos d'água podem estar envenenados. Depois de protestos e denúncias de organizações internacionais, a pulverização foi suspensa só há poucos dias. Suspensa, não encerrada definitivamente. Estudos indicam que o herbicida permanece ativo na água durante um ano, segundo pesquisadores. Mas nem essa informação é confiável. Na verdade, cientistas da Universidade de Colúmbia admitem desconhecer os efeitos da substância a longo prazo. OMS aponta o glifosato como um cancerígeno poderoso. É o mesmo ingrediente presente no "agente laranja" com o qual os Estados Unidos bombardearam durante dez anos as florestas e plantações do Vietnã. Cerca de 600 mil soldados americanos foram afetados pelo desfolhante, já que combateram em áreas envenenadas pela própria Força Aérea.
Não há estatísticas conhecidas quanto aos danos humanos provocados na Colômbia. Os efeitos vão de câncer a malformações cerebrais de bebês.
Assim como não se tem notícia de qualquer monitoramento feito pelo governo brasileiro nas águas da fronteira da região amazônica.
A falta de ação não surpreende: o Brasil - onde os fabricantes de agrotóxicos ostentam bancadas ativas no Congresso - é uma espécie de campeão mundial no uso de glifosato na agroindústria. Além dos problemas ambientais e de saúde, o descontrole causa até prejuízo a exportações, já que alguns países boicotam entrada de produtos brasileiros por contaminação química.
Se não cuida do seu próprio veneno, porque o Brasil procuraria investigar se vazou, ou o quanto vazou, "agente laranja" colombiano nos rios da Amazônia?
O jornalismo investigativo que vive de "vazamentos" poderia correr atrás dessa pauta.
Uma delas pode atingir o Brasil. E nem o governo brasileiro, agora acossado por tentativa de golpe, está atento ao problema. Pelo menos, não se tem conhecimento de qualquer iniciativa ou consulta à Colômbia sobre o fato. Durante anos, na guerra contra as drogas, a a Colômbia lançou de aviões militares toneladas de glifosato. O objetivo era destruir plantações de coca. Ocorre que a contaminação pode ter ido parar em rios que formam a Bacia Amazônica. Resumindo: trechos brasileiros de cursos d'água podem estar envenenados. Depois de protestos e denúncias de organizações internacionais, a pulverização foi suspensa só há poucos dias. Suspensa, não encerrada definitivamente. Estudos indicam que o herbicida permanece ativo na água durante um ano, segundo pesquisadores. Mas nem essa informação é confiável. Na verdade, cientistas da Universidade de Colúmbia admitem desconhecer os efeitos da substância a longo prazo. OMS aponta o glifosato como um cancerígeno poderoso. É o mesmo ingrediente presente no "agente laranja" com o qual os Estados Unidos bombardearam durante dez anos as florestas e plantações do Vietnã. Cerca de 600 mil soldados americanos foram afetados pelo desfolhante, já que combateram em áreas envenenadas pela própria Força Aérea.
Não há estatísticas conhecidas quanto aos danos humanos provocados na Colômbia. Os efeitos vão de câncer a malformações cerebrais de bebês.
Assim como não se tem notícia de qualquer monitoramento feito pelo governo brasileiro nas águas da fronteira da região amazônica.
A falta de ação não surpreende: o Brasil - onde os fabricantes de agrotóxicos ostentam bancadas ativas no Congresso - é uma espécie de campeão mundial no uso de glifosato na agroindústria. Além dos problemas ambientais e de saúde, o descontrole causa até prejuízo a exportações, já que alguns países boicotam entrada de produtos brasileiros por contaminação química.
Se não cuida do seu próprio veneno, porque o Brasil procuraria investigar se vazou, ou o quanto vazou, "agente laranja" colombiano nos rios da Amazônia?
O jornalismo investigativo que vive de "vazamentos" poderia correr atrás dessa pauta.
Os intocáveis
por Luís Nassif (para o GGN)
No Judiciário há três linhas de conduta em relação aos crimes do colarinho branco.
Existe a linha dos garantistas, que privilegiam os direitos individuais em relação à mão pesada do Estado. Existe a linha-dura, para quem o Estado - através dos códigos de processos - criou barreiras para impedir a aplicação das penas. E existe a corrupção, que se vale do suborno para obter sentenças favoráveis. Acima deles, uma legislação que permite postergar o máximo possível a punição.
O resultado final é um modelo em que o pobre é penalizado e o rico beneficiado.
Nesse lusco-fusco, cria-se um clima de animosidade entre linhas duras e garantistas. Respeitar direitos individuais significa se curvar a um modelo criado para impedir a punição dos culpados.
Este é o cenário a ser considerado quando se analisam os episódios recentes. Para a maioria dos procuradores envolvidos com essas operações, a briga central é contra a impunidade.
A maneira encontrada para contornar o poder dos tribunais superiores foi recorrer a outro poder de fato, a mídia.
As novas estratégias
Há muito tempo, procuradores e PF montam parcerias com repórteres policiais. Em vez do contraditório e de um juiz mediando a disputa, muitas vezes dificultando a apuração dos crimes, há apenas um repórter recebendo as informações de forma passiva e um editor buscando a manchete mais apelativa. É como disputar um jogo sem adversário.
O que era uma tática individual transformou-se em política de Estado na Lava Jato com a estratégia Sérgio Moro endossada pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot.
Em documento de 2004 – já analisado aqui no GGN – Moro expõe de forma magistral a estratégia, a partir das lições da Operação Mãos Limpas, da Itália. O foco central funda-se em três pontos:
1. Assumir o protagonismo no noticiário, para criar o clamor das ruas e, através desse trabalho, superar as resistências políticas.
2. Definir a delação premiada como peça central das investigações.
3. Valer-se da cooperação internacional.
Depois da Lava Jato, todo vazamento deixa de ser coibido. Pelo contrário, passa a ser peça central na estratégia de cada investigação.
Os pontos obscuros
No entanto, há pontos obscuros nessa estratégia que, provavelmente, ainda não foram objetos de reflexão interna tanto no MPF quanto na Polícia Federal.
O primeiro, os limites entre cooperação internacional e interesse nacional. Até agora o MPF e, especialmente, o PGR não explicaram adequadamente a troca de informações com autoridades norte-americanas, visando alimentar inquéritos contra a Petrobras – que é um braço do estado brasileiro – em tribunais estrangeiros.
O segundo, os limites dos pactos tácitos com os grupos de mídia.
Grupos jornalísticos são empresas, com interesses comerciais e políticos. A extrema concentração do mercado jornalístico brasileiro transformou os grandes grupos de mídia em um dos poderes de fato, com privilégios, blindagens e práticas comerciais em nada diferentes de outros setores empresariais que mexem com o poder político.
O MPF montou uma estratégia eficaz para se valer dessa parceria, mas nenhuma estratégia para garantir autonomia em relação aos grupos de mídia.
As relações conflituosas com a mídia
A Satiagraha e a Castelo de Areia foram anuladas por pressões políticas. A Castelo de Areia respeitou o sigilo e morreu mesmo sendo juridicamente perfeita. A Monte Carlo caminhou sigilosamente e só recebeu ampla divulgação devido à CPMI de Carlinhos Cachoeira. Mesmo com a profusão de provas levantadas, acabou abafada.
Por seu lado, a Lava Jato conseguiu amplo sucesso, recorrendo a métodos profissionais de vazamento de informações. Seu poder foi amplificado pela descoberta de valores inacreditáveis da corrupção na Petrobras.
O que a Lava Jato tem de diferente de todas as demais não é ter recorrido a uma comunicação profissional, mas a circunstância de se adequar aos interesses dos grupos de mídia.
A Satiagraha não interessava à mídia e morreu. A Castelo de Areia menos ainda, e acabou. A Monte Carlo incriminava diretamente a Editora Abril, como parceira de Cachoeira. Não gerou um indiciamento sequer de jornalistas ou executivos do grupo.
A Zelotes investiga a quadrilha que atuava na CARF (o conselhinho que analisa as multas fiscais) que beneficiou as maiores empresas nacionais e alguns grandes grupos jornalísticos. Nas fases iniciais não despertou nenhuma curiosidade da imprensa e houve a resistência do juiz em autorizar pedidos de detenção provisória e busca e apreensão.
De repente, os procuradores e delegados fogem do script e passam a vazar informações sobre a tal Medida Provisória supostamente comprada que nada tinha a ver com o objeto inicial da Zelotes. Interrompem uma operação que envolve somas bilionárias para centrar fogo em um suposto suborno no qual, segundo as próprias informações do inquérito, os financiadores haviam interrompido os pagamentos ao suposto subornador, pelo fato do dinheiro não ter chegado ao seu destino.
Deixam de lado provas robustas de anistias fraudulentas envolvendo centenas de milhões de reais e vão atrás do indício de crime apontado em um e-mail do tal escritório, mencionando duas bonecas de plástico dadas de presente para filhas de Gilberto Carvalho. “Bonecas” pode ser senha para suborno, alegam procuradores e delegados. Assim como “café”. Basta isso – e muita reportagem prévia - para serem autorizados a avançar sobre o sigilo fiscal dos suspeitos, deixando os grandes grupos incólumes.
Se alguém considerar que essas discrepâncias são naturais nos inquéritos, que se apresente.
O resultado final foi esse: a mídia não deu aval para que a força tarefa da Zelotes invadisse grandes grupos, e ela não invadiu; autorizou que avançasse sobre as bonecas das filhas de Gilberto Carvalho e ela avançou.
Essa é a nova era da justiça, sem blindagens e com independência de atuação de procuradores e delegados?
Quando o promotor, o delegado e o editor tornam-se juiz
A exposição de qualquer pessoa à mídia é uma condenação em si. Não se trata de um ato indolor que poderá ser corrigido nas instâncias superiores. Mesmo que, no final do processo, a vítima seja inocentada, que a soma de indícios não permita sequer que seja indiciada, mesmo assim ela e seus familiares conviverão por anos com a marca da suspeita.
Além disso, quando esse festival de vazamentos atinge só um dos lados do jogo, tem repercussões políticas.
Mais que isso, a nova justiça confere um poder absurdo ao procurador e ao delegado para definir o alvo, impor o castigo público e até exercitar suas preferências partidárias.
Por que razão, tendo indícios de que Aécio Neves recebeu de Furnas e tendo informações concretas sobre o número de sua conta em Liechtenstein, o PGR brecou uma investigação e sentou em cima da outra? É evidente que o filho de Lula deve explicações sobre sua renda, sim. Mas qual a razão para blindar Aécio?
Fizeram bem procuradores e delegados de investir contra a impunidade. Mas devem satisfações à opinião pública mais esclarecida, cujo grau de compreensão não se limita à leitura de jornais: a Lava
Jato veio para romper com toda forma de blindagem dos culpados, ou para criar uma nova casta de protegidos?
A prova dos nove será a delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez.
Além das obras em Minas, a Andrade raspou o caixa da Cemig, obrigada por seu controlador – o governo de Minas – a adquirir debêntures da construtora, enrolada com os problemas da usina de Belo Monte.
Se Aécio sair ileso desses depoimentos, não haverá como a Lava Jato se livrar do julgamento da história.
Para ir ao GGN, clique AQUI
No Judiciário há três linhas de conduta em relação aos crimes do colarinho branco.
Existe a linha dos garantistas, que privilegiam os direitos individuais em relação à mão pesada do Estado. Existe a linha-dura, para quem o Estado - através dos códigos de processos - criou barreiras para impedir a aplicação das penas. E existe a corrupção, que se vale do suborno para obter sentenças favoráveis. Acima deles, uma legislação que permite postergar o máximo possível a punição.
O resultado final é um modelo em que o pobre é penalizado e o rico beneficiado.
Nesse lusco-fusco, cria-se um clima de animosidade entre linhas duras e garantistas. Respeitar direitos individuais significa se curvar a um modelo criado para impedir a punição dos culpados.
Este é o cenário a ser considerado quando se analisam os episódios recentes. Para a maioria dos procuradores envolvidos com essas operações, a briga central é contra a impunidade.
A maneira encontrada para contornar o poder dos tribunais superiores foi recorrer a outro poder de fato, a mídia.
As novas estratégias
Há muito tempo, procuradores e PF montam parcerias com repórteres policiais. Em vez do contraditório e de um juiz mediando a disputa, muitas vezes dificultando a apuração dos crimes, há apenas um repórter recebendo as informações de forma passiva e um editor buscando a manchete mais apelativa. É como disputar um jogo sem adversário.
O que era uma tática individual transformou-se em política de Estado na Lava Jato com a estratégia Sérgio Moro endossada pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot.
Em documento de 2004 – já analisado aqui no GGN – Moro expõe de forma magistral a estratégia, a partir das lições da Operação Mãos Limpas, da Itália. O foco central funda-se em três pontos:
1. Assumir o protagonismo no noticiário, para criar o clamor das ruas e, através desse trabalho, superar as resistências políticas.
2. Definir a delação premiada como peça central das investigações.
3. Valer-se da cooperação internacional.
Depois da Lava Jato, todo vazamento deixa de ser coibido. Pelo contrário, passa a ser peça central na estratégia de cada investigação.
Os pontos obscuros
No entanto, há pontos obscuros nessa estratégia que, provavelmente, ainda não foram objetos de reflexão interna tanto no MPF quanto na Polícia Federal.
O primeiro, os limites entre cooperação internacional e interesse nacional. Até agora o MPF e, especialmente, o PGR não explicaram adequadamente a troca de informações com autoridades norte-americanas, visando alimentar inquéritos contra a Petrobras – que é um braço do estado brasileiro – em tribunais estrangeiros.
O segundo, os limites dos pactos tácitos com os grupos de mídia.
Grupos jornalísticos são empresas, com interesses comerciais e políticos. A extrema concentração do mercado jornalístico brasileiro transformou os grandes grupos de mídia em um dos poderes de fato, com privilégios, blindagens e práticas comerciais em nada diferentes de outros setores empresariais que mexem com o poder político.
O MPF montou uma estratégia eficaz para se valer dessa parceria, mas nenhuma estratégia para garantir autonomia em relação aos grupos de mídia.
As relações conflituosas com a mídia
A Satiagraha e a Castelo de Areia foram anuladas por pressões políticas. A Castelo de Areia respeitou o sigilo e morreu mesmo sendo juridicamente perfeita. A Monte Carlo caminhou sigilosamente e só recebeu ampla divulgação devido à CPMI de Carlinhos Cachoeira. Mesmo com a profusão de provas levantadas, acabou abafada.
Por seu lado, a Lava Jato conseguiu amplo sucesso, recorrendo a métodos profissionais de vazamento de informações. Seu poder foi amplificado pela descoberta de valores inacreditáveis da corrupção na Petrobras.
O que a Lava Jato tem de diferente de todas as demais não é ter recorrido a uma comunicação profissional, mas a circunstância de se adequar aos interesses dos grupos de mídia.
A Satiagraha não interessava à mídia e morreu. A Castelo de Areia menos ainda, e acabou. A Monte Carlo incriminava diretamente a Editora Abril, como parceira de Cachoeira. Não gerou um indiciamento sequer de jornalistas ou executivos do grupo.
A Zelotes investiga a quadrilha que atuava na CARF (o conselhinho que analisa as multas fiscais) que beneficiou as maiores empresas nacionais e alguns grandes grupos jornalísticos. Nas fases iniciais não despertou nenhuma curiosidade da imprensa e houve a resistência do juiz em autorizar pedidos de detenção provisória e busca e apreensão.
De repente, os procuradores e delegados fogem do script e passam a vazar informações sobre a tal Medida Provisória supostamente comprada que nada tinha a ver com o objeto inicial da Zelotes. Interrompem uma operação que envolve somas bilionárias para centrar fogo em um suposto suborno no qual, segundo as próprias informações do inquérito, os financiadores haviam interrompido os pagamentos ao suposto subornador, pelo fato do dinheiro não ter chegado ao seu destino.
Deixam de lado provas robustas de anistias fraudulentas envolvendo centenas de milhões de reais e vão atrás do indício de crime apontado em um e-mail do tal escritório, mencionando duas bonecas de plástico dadas de presente para filhas de Gilberto Carvalho. “Bonecas” pode ser senha para suborno, alegam procuradores e delegados. Assim como “café”. Basta isso – e muita reportagem prévia - para serem autorizados a avançar sobre o sigilo fiscal dos suspeitos, deixando os grandes grupos incólumes.
Se alguém considerar que essas discrepâncias são naturais nos inquéritos, que se apresente.
O resultado final foi esse: a mídia não deu aval para que a força tarefa da Zelotes invadisse grandes grupos, e ela não invadiu; autorizou que avançasse sobre as bonecas das filhas de Gilberto Carvalho e ela avançou.
Essa é a nova era da justiça, sem blindagens e com independência de atuação de procuradores e delegados?
Quando o promotor, o delegado e o editor tornam-se juiz
A exposição de qualquer pessoa à mídia é uma condenação em si. Não se trata de um ato indolor que poderá ser corrigido nas instâncias superiores. Mesmo que, no final do processo, a vítima seja inocentada, que a soma de indícios não permita sequer que seja indiciada, mesmo assim ela e seus familiares conviverão por anos com a marca da suspeita.
Além disso, quando esse festival de vazamentos atinge só um dos lados do jogo, tem repercussões políticas.
Mais que isso, a nova justiça confere um poder absurdo ao procurador e ao delegado para definir o alvo, impor o castigo público e até exercitar suas preferências partidárias.
Por que razão, tendo indícios de que Aécio Neves recebeu de Furnas e tendo informações concretas sobre o número de sua conta em Liechtenstein, o PGR brecou uma investigação e sentou em cima da outra? É evidente que o filho de Lula deve explicações sobre sua renda, sim. Mas qual a razão para blindar Aécio?
Fizeram bem procuradores e delegados de investir contra a impunidade. Mas devem satisfações à opinião pública mais esclarecida, cujo grau de compreensão não se limita à leitura de jornais: a Lava
Jato veio para romper com toda forma de blindagem dos culpados, ou para criar uma nova casta de protegidos?
A prova dos nove será a delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez.
Além das obras em Minas, a Andrade raspou o caixa da Cemig, obrigada por seu controlador – o governo de Minas – a adquirir debêntures da construtora, enrolada com os problemas da usina de Belo Monte.
Se Aécio sair ileso desses depoimentos, não haverá como a Lava Jato se livrar do julgamento da história.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
A jornalista Heloísa Marra lança hoje, na Livraria da Travessa (Botafogo), o livro "Padre Marcelo Rossi: uma vida dedicada a Deus"
Muito além do fenômeno de comunicação que sobe ao púlpito e eletriza multidões, há paixões, conflitos, dramas, traumas, polêmicas e a capacidade de superar tudo isso junto e misturado. É o que conta a jornalista Heloísa Marra - que, no início da carreira, trabalhou nas revistas Fatos & Fotos e Manchete, antes de passar pela Editora Globo e pelo jornal O Globo -, em "Padre Marcelo Rossi: uma vida dedicada a Deus", biografia não-autorizada de um religioso carismático cuja atuação impulsiona o catolicismo no Brasil. O livro de Heloísa Marra já está nas livrarias e será lançado oficialmente, hoje, às 19 horas, na Livraria da Travessa, em Botafogo.
Um prefeito “street blocker”...
por Nelio Barbosa Horta (de Saquarema)
Não sei exatamente o que ele pretende: notoriedade, placa, colocar seu nome na história como o prefeito que revolucionou a Zona Portuária, também chamada de Porto Maravilha (alguns dizem que ele vai se lançar candidato à Presidência da República); ou se é, simplesmente, para, influenciado pelo prefeito Francisco Pereira Passos, infernizar a vida do carica e dos moradores dessa outrora Cidade Maravilhosa.
Se o motivo são as Olimpíadas de 2016, podem esperar que ano que vem o Rio vai ficar intransitável, “parado”, porque não haverá tempo hábil para finalizar tanta obra. Será preciso um “guia” para andar pelas ruas. Até os GPS dos carros vão enlouquecer, levando as pessoas a “sabe Deus para onde”, se não houver um mapa interativo, com informações atualizadas diariamente e com “ajuda divina”.
O fato é que a quantidade de obras que estão sendo realizadas, (Zona Portuária, Centro da cidade, Avenida Brasil), com mudanças quase que diárias dos trajetos dos ônibus, fazem com que todas as pessoas (e os motoristas) que dependem de transportes para ir e vir para suas casas depois de um dia estressante de trabalho, ou de alguma consulta médica, passem o maior “sufoco”, “presas” em engarrafamentos e levem horas e horas para chegar aos seus destinos.
Foi o que aconteceu comigo e, tenho certeza, com muitas pessoas que têm horário para cumprir em seus trabalhos ou outros compromissos inadiáveis.
Depois de fazer vários exames na Policlínica de Bacaxá, ultra-sonografias e tomografias computadorizadas, fiquei por dois anos aguardando uma chamada para a operação de próstata e hérnia que preciso fazer. Recebi o aviso que deveria me apresentar no Hospital dos Servidores do Estado, localizado na Rua Sacadura Cabral. Para chegar lá, peguei um ônibus às 5.30 horas da manhã em São Gonçalo, que, soube, me deixaria na porta do hospital. Consegui chegar às 8 horas, num trajeto de mais de duas horas. Até aí, nada demais...
Feitos os exames, que eram apenas de avaliação, o médico me disse que eu não precisaria operar agora e me receitou um medicamento bom, mas apenas paliativo. O pior estava para acontecer: saí do hospital um tanto decepcionado com a consulta e fui em busca de condução para voltar para Niterói ou São Gonçalo. Que condução? Andei pela Praça Mauá, Rua do Acre, Marechal Floriano, Presidente Vargas, Avenida Passos, Praça Tiradentes, Rua da Carioca,
Cinelândia e ninguém sabia onde eu poderia pegar o ônibus para atravessar a ponte. Pessoas, jornaleiros, bares, lojas, camelôs, até um fiscal de uma empresa de transportes. Ninguém, ninguém sabia como eu poderia embarcar em um ônibus para Niterói. Lembrei-me das barcas, mas já estava muito longe para voltar. Nesta busca infernal levei mais de três horas, até conseguir um, na Cinelândia, cujo motorista me disse que, no dia seguinte, o trajeto seria outro. UFA!
Pessoalmente, acho que o prefeito Eduardo Paes é bem intencionado. Mas bem que ele poderia fazer as obras um pouco mais devagar, ter começado antes, com planejamento, sem atropelos e sem tantas alterações nas linhas de ônibus.
Quem pega a Avenida Brasil todos os dias sabe do que estou falando... Tenho certeza, que, se o prefeito se aventurar nesta viagem, vai mudar, completamente, seu projeto urbanístico.
Não sei exatamente o que ele pretende: notoriedade, placa, colocar seu nome na história como o prefeito que revolucionou a Zona Portuária, também chamada de Porto Maravilha (alguns dizem que ele vai se lançar candidato à Presidência da República); ou se é, simplesmente, para, influenciado pelo prefeito Francisco Pereira Passos, infernizar a vida do carica e dos moradores dessa outrora Cidade Maravilhosa.
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| Foto de Fernando Frazão AG Brasil |
O fato é que a quantidade de obras que estão sendo realizadas, (Zona Portuária, Centro da cidade, Avenida Brasil), com mudanças quase que diárias dos trajetos dos ônibus, fazem com que todas as pessoas (e os motoristas) que dependem de transportes para ir e vir para suas casas depois de um dia estressante de trabalho, ou de alguma consulta médica, passem o maior “sufoco”, “presas” em engarrafamentos e levem horas e horas para chegar aos seus destinos.
Foi o que aconteceu comigo e, tenho certeza, com muitas pessoas que têm horário para cumprir em seus trabalhos ou outros compromissos inadiáveis.
Depois de fazer vários exames na Policlínica de Bacaxá, ultra-sonografias e tomografias computadorizadas, fiquei por dois anos aguardando uma chamada para a operação de próstata e hérnia que preciso fazer. Recebi o aviso que deveria me apresentar no Hospital dos Servidores do Estado, localizado na Rua Sacadura Cabral. Para chegar lá, peguei um ônibus às 5.30 horas da manhã em São Gonçalo, que, soube, me deixaria na porta do hospital. Consegui chegar às 8 horas, num trajeto de mais de duas horas. Até aí, nada demais...
Feitos os exames, que eram apenas de avaliação, o médico me disse que eu não precisaria operar agora e me receitou um medicamento bom, mas apenas paliativo. O pior estava para acontecer: saí do hospital um tanto decepcionado com a consulta e fui em busca de condução para voltar para Niterói ou São Gonçalo. Que condução? Andei pela Praça Mauá, Rua do Acre, Marechal Floriano, Presidente Vargas, Avenida Passos, Praça Tiradentes, Rua da Carioca,
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| Foto de Fernando Frazão AG. Brasil |
Pessoalmente, acho que o prefeito Eduardo Paes é bem intencionado. Mas bem que ele poderia fazer as obras um pouco mais devagar, ter começado antes, com planejamento, sem atropelos e sem tantas alterações nas linhas de ônibus.
Quem pega a Avenida Brasil todos os dias sabe do que estou falando... Tenho certeza, que, se o prefeito se aventurar nesta viagem, vai mudar, completamente, seu projeto urbanístico.
Livro "O Brasil e as Nações Unidas: 70 anos" pode ser baixado gratuitamente do site da Funag...
A ONU completou 70 anos no último dia 24 de outubro, data que marca a entrada em vigor, em 1945, da Carta da ONU.
O Ministério das Relações Exteriores e a Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), em parceria com o Sistema ONU no Brasil, realizarão também o lançamento do livro “O Brasil e as Nações Unidas: 70 anos”. Dentro da coleção ‘História Diplomática’ da FUNAG, o livro foi organizado por Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, Maria Luisa Escorel de Moraes e Eduardo Eziel, e pode ser acessado gratuitamente em http://goo.gl/VEH3Vq
A FUNAG editou, na coleção História Diplomática, o livro “O Brasil e as Nações Unidas: 70 anos”, organizado por Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, Maria Luisa Escorel de Moraes e Eduardo Uziel.
O livro reproduz as instruções para a delegação do Brasil à Conferência de São Francisco (1945) e seu relatório, além de reunir textos inéditos de cinco Representantes Permanentes do Brasil junto às Nações Unidas.
O livro está disponível para download gratuito no site da FUNAG. AQUI
(Fonte: ONUBr)
Campanha salarial: patrões de jornais e revistas não apresentam nova proposta salarial e jornalistas ficam com salários congelados
(do site do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro)
Passados quase 30 dias, e apesar das cobranças do Sindicato, as empresas de jornais e revistas ainda não apresentaram uma nova proposta salarial para os jornalistas deste segmento. A promessa foi feita na última rodada de negociação, realizada em 30 de setembro. Na ocasião, as empresas trouxeram proposta com valor de piso bastante inferior ao da lei: R$ 1.660. A Lei do Piso Regional prevê pagamento de R$ 2.432,72 para jornadas de cinco horas. A proposta foi recusada pela diretoria do Sindicato, que não está autorizada a negociar piso salarial abaixo do que manda a legislação.
O desrespeito patronal ao piso da lei estadual tem sido o grande entrave ao fechamento das negociações desta campanha salarial, que completa um ano no próximo mês. O impasse criado pelas empresas tem provocado, na prática, o congelamento dos salários dos jornalistas. A data base da categoria é em 1º de fevereiro. Os patrões insistem em apresentar propostas de piso rebaixado mesmo cientes de parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT) que alerta para a anulação imediata de uma convenção coletiva que desrespeite a lei.
Já no segmento de rádio e TV, o Sindicato segue à espera do julgamento do dissídio na Tribunal Regional do Trabalho. A campanha salarial de radiodifusão foi parar na Justiça por conta de polêmica a respeito do piso salarial, que os patrões pressionam para que seja inferior ao da lei. No fim de agosto, parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT) entregue à Justiça recomenda decisão pelo piso da lei estadual e a concessão de reajuste inflacionário (7,13%) com 1% de aumento real.
Sindicato entra com ação contra a Infoglobo exigindo cumprimento imediato do piso
O Sindicato ajuizou ação trabalhista na 40º Vara do Trabalho do Rio contra a Infoglobo – que edita os jornais ‘O Globo’ e ‘Extra’ – para exigir o cumprimento imediato do piso salarial previsto em lei aprovada em maio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj): R$ 2.432,72 para jornadas de cinco horas. A Infogolobo, ao contrário de diversas empresas, não adequou os salários dos jornalistas após recebimento de ofício do Sindicato sobre a vigência da lei – e, por isso, é a primeira a ser processada por não cumprir o piso. O Sindicato pretende ingressar com ações semelhantes contra outras empresas que desrespeitam esse direitos dos jornalistas. Se a sua empresa paga salários inferiores ao da legislação estadual, denuncie para denuncia@jornalistas.org.br.
Os jornalistas do Rio foram às ruas nesta terça-feira (20/10) denunciar à população os problemas enfrentados pela categoria na cidade. Demissões, precarização dos postos de trabalho, salário rebaixados – quando não atrasados – e diversas irregularidades foram expostas ao público durante uma hora e meia nas escadaria da Câmara Municipal, na Cinelândia. Foi distribuído durante o ato um manifesto que reivindica aos governos federal, estaduais e municipais o fim do repasse de verbas de publicidades para empresas que desrespeitam os direitos de seus trabalhadores. A manifestação fez parte da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação.
LEIA MAIS NO SITE DO SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, CLIQUE AQUI
Passados quase 30 dias, e apesar das cobranças do Sindicato, as empresas de jornais e revistas ainda não apresentaram uma nova proposta salarial para os jornalistas deste segmento. A promessa foi feita na última rodada de negociação, realizada em 30 de setembro. Na ocasião, as empresas trouxeram proposta com valor de piso bastante inferior ao da lei: R$ 1.660. A Lei do Piso Regional prevê pagamento de R$ 2.432,72 para jornadas de cinco horas. A proposta foi recusada pela diretoria do Sindicato, que não está autorizada a negociar piso salarial abaixo do que manda a legislação.
O desrespeito patronal ao piso da lei estadual tem sido o grande entrave ao fechamento das negociações desta campanha salarial, que completa um ano no próximo mês. O impasse criado pelas empresas tem provocado, na prática, o congelamento dos salários dos jornalistas. A data base da categoria é em 1º de fevereiro. Os patrões insistem em apresentar propostas de piso rebaixado mesmo cientes de parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT) que alerta para a anulação imediata de uma convenção coletiva que desrespeite a lei.
Já no segmento de rádio e TV, o Sindicato segue à espera do julgamento do dissídio na Tribunal Regional do Trabalho. A campanha salarial de radiodifusão foi parar na Justiça por conta de polêmica a respeito do piso salarial, que os patrões pressionam para que seja inferior ao da lei. No fim de agosto, parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT) entregue à Justiça recomenda decisão pelo piso da lei estadual e a concessão de reajuste inflacionário (7,13%) com 1% de aumento real.
Sindicato entra com ação contra a Infoglobo exigindo cumprimento imediato do piso
O Sindicato ajuizou ação trabalhista na 40º Vara do Trabalho do Rio contra a Infoglobo – que edita os jornais ‘O Globo’ e ‘Extra’ – para exigir o cumprimento imediato do piso salarial previsto em lei aprovada em maio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj): R$ 2.432,72 para jornadas de cinco horas. A Infogolobo, ao contrário de diversas empresas, não adequou os salários dos jornalistas após recebimento de ofício do Sindicato sobre a vigência da lei – e, por isso, é a primeira a ser processada por não cumprir o piso. O Sindicato pretende ingressar com ações semelhantes contra outras empresas que desrespeitam esse direitos dos jornalistas. Se a sua empresa paga salários inferiores ao da legislação estadual, denuncie para denuncia@jornalistas.org.br.
Ato público denuncia demissões, exploração e desrespeito aos jornalistas do Rio
Os jornalistas do Rio foram às ruas nesta terça-feira (20/10) denunciar à população os problemas enfrentados pela categoria na cidade. Demissões, precarização dos postos de trabalho, salário rebaixados – quando não atrasados – e diversas irregularidades foram expostas ao público durante uma hora e meia nas escadaria da Câmara Municipal, na Cinelândia. Foi distribuído durante o ato um manifesto que reivindica aos governos federal, estaduais e municipais o fim do repasse de verbas de publicidades para empresas que desrespeitam os direitos de seus trabalhadores. A manifestação fez parte da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação.
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A Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores convida para assembleia amanhã, às 11h, no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro. Na pauta, questões decisivas na luta pelos direitos trabalhistas da categoria
Os ex-funcionários da Bloch Editores realizam assembléia, a partir das 11 horas desta sexta-feira (30/10), no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, 16/17. Cinelândia). Os profissionais que trabalharam na extinta empresa de Adolpho Bloch vão atualizar informações sobre o andamento dos processos da Massa Falida. A Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (Ceebe) conta com o comparecimento de todos e alerta que há questões críticas a discutir e posições a tomar diante de dificuldades que se apresentam à frente de reivindicações encaminhadas. Nesses momentos, o comparecimento é ainda mais importante por demonstrar a união dos trabalhadores da extinta Bloch na luta pelos seus direitos.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
"Liberdade relativa" e "controle da mídia" em regulamento de concurso de fotografia...
A revista National Geographic promove um concurso de fotos livres. Livres? Mais ou menos. A própria revista mostra no regulamento (veja reprodução acima) que é obrigada a seguir legislação de censura do governo americano e avisa que fotógrafos que moram na Crimeia, Cuba. Irã, Coreia do Norte, Sudão e Síria não podem participar, mesmo que eventualmente não concordem com os governos desses países ou regiões. Já as "ditaduras do bem", como a da Arábia Saudita, feroz regime cortejado pelo Ocidente e acusada de apoiar grupos terroristas como Al Qaeda, não sofrem restrições. Os governos autoritários do Golfo, idem. Notórias ditaduras africanas, igualmente. O Estado Islâmico, tido pelo Ocidente (mais pelos Estados Unidos do que pela Europa, que sofre mais diretamente as consequências) como algo com alguma "utilidade"na disputa do poder em foco na Sírio, poderia, se quisesse, concorrer com uma imagem de decapitação coletiva.
ONU está preocupada com projeto de lei que define conceito de família
Proposta legislativa que institui o Estatuto da Família (PL 6583/2013) foi aprovada por uma comissão da Câmara dos Deputados no final de setembro. Negar a existência de composições familiares diversas viola tratados internacionais e representa uma “involução legislativa”, disse a Organização em um comunicado.
A ONU no Brasil disse estar acompanhando “com preocupação” a tramitação, no Congresso Nacional, da Proposição Legislativa que institui o Estatuto da Família (PL 6583/2013), especialmente quanto ao conceito de família e “seus impactos para o exercício dos direitos humanos”.
Citando tratados internacionais, a ONU disse por meio de uma nota ser importante assegurar que outros arranjos familiares, além do formado por casal heteroafetivo, também sejam igualmente protegidos como parte dos esforços para eliminar a discriminação. Entre os demais arranjos, a Organização citou o unipessoal, casal com filhos, casal sem filhos, mulher/homem sem cônjuge e com filhos, casais homoafetivos com ou sem filhos.
“Negar a existência destas composições familiares diversas, para além de violar os tratados internacionais, representa uma involução legislativa”, disse a ONU por meio do comunicado.
O Projeto de Lei 6583/2013 define família como a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou união estável, e exclui a união homoafetiva. O texto também considera família o arranjo formado por apenas um dos pais e os filhos. O projeto está em tramitação desde 2013 na Câmara dos Deputados, onde está sendo analisado.
O Sistema ONU afirmou, por meio da nota, que tem avaliado positivamente decisões do Estado brasileiro, que têm “buscado acompanhar transformações sociais, ao incorporar em seu ordenamento jurídico a garantia de direitos das/dos integrantes dos diversos arranjos familiares”.
A ONU destacou positivamente a decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união contínua, pública e duradoura entre duas pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, estendendo a esta as mesmas regras e consequências da união estável heteroafetiva. Além disso, lembrou ainda que uma resolução do Conselho Nacional de Justiça proibiu recentemente as autoridades competentes de se recusarem a habilitar ou celebrar o casamento civil ou a converter em casamento a união estável entre pessoas do mesmo sexo.
“Decisões como estas se alinham à jurisprudência de órgãos de tratados das Nações Unidas, que têm reiterado serem a orientação sexual e a identidade de gênero motivos de discriminação proibidos pelo Direito Internacional”, disse a ONU no comunicado.
Acesse o posicionamento do Sistema ONU no Brasil em http://bit.ly/onu_familia
Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio)
A ONU no Brasil disse estar acompanhando “com preocupação” a tramitação, no Congresso Nacional, da Proposição Legislativa que institui o Estatuto da Família (PL 6583/2013), especialmente quanto ao conceito de família e “seus impactos para o exercício dos direitos humanos”.
Citando tratados internacionais, a ONU disse por meio de uma nota ser importante assegurar que outros arranjos familiares, além do formado por casal heteroafetivo, também sejam igualmente protegidos como parte dos esforços para eliminar a discriminação. Entre os demais arranjos, a Organização citou o unipessoal, casal com filhos, casal sem filhos, mulher/homem sem cônjuge e com filhos, casais homoafetivos com ou sem filhos.
“Negar a existência destas composições familiares diversas, para além de violar os tratados internacionais, representa uma involução legislativa”, disse a ONU por meio do comunicado.
O Projeto de Lei 6583/2013 define família como a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou união estável, e exclui a união homoafetiva. O texto também considera família o arranjo formado por apenas um dos pais e os filhos. O projeto está em tramitação desde 2013 na Câmara dos Deputados, onde está sendo analisado.
O Sistema ONU afirmou, por meio da nota, que tem avaliado positivamente decisões do Estado brasileiro, que têm “buscado acompanhar transformações sociais, ao incorporar em seu ordenamento jurídico a garantia de direitos das/dos integrantes dos diversos arranjos familiares”.
A ONU destacou positivamente a decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união contínua, pública e duradoura entre duas pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, estendendo a esta as mesmas regras e consequências da união estável heteroafetiva. Além disso, lembrou ainda que uma resolução do Conselho Nacional de Justiça proibiu recentemente as autoridades competentes de se recusarem a habilitar ou celebrar o casamento civil ou a converter em casamento a união estável entre pessoas do mesmo sexo.
“Decisões como estas se alinham à jurisprudência de órgãos de tratados das Nações Unidas, que têm reiterado serem a orientação sexual e a identidade de gênero motivos de discriminação proibidos pelo Direito Internacional”, disse a ONU no comunicado.
Acesse o posicionamento do Sistema ONU no Brasil em http://bit.ly/onu_familia
Fonte: Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio)
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Inscrições para o Prêmio Petrobras de Jornalismo 2015 começam hoje
Edição deste ano premiará também reportagens da área de Transparência
e Governança Corporativa.
O Prêmio Petrobras de Jornalismo entra em sua terceira edição a partir de hoje, 26 de outubro, quando são abertas oficialmente as inscrições. A novidade da edição 2015 é que será dado um prêmio especial para a melhor reportagem no tema de Transparência e Governança Corporativa.Profissionais de todo o país podem inscrever reportagens que tenham sido publicadas ou veiculadas entre 10 de abril de 2014 e 9 de julho de 2015 em jornais/revistas, emissoras de rádio e de televisão e portais de notícias na internet. As matérias podem ser enquadradas como Nacional, para veículos de qualquer cidade do país com abrangência e repercussão nacional, e Regional, em que a sede esteja localizada nas regiões descritas abaixo. As áreas englobadas são Petróleo, Gás e Energia; Responsabilidade Socioambiental; Esporte; Cultura e Fotojornalismo. Também será premiada a melhor matéria internacional feita por correspondente residente no Brasil. As inscrições vão até o dia 26 de janeiro de 2016 por meio do site www.premiopetrobras.com.br.
Ao todo, serão distribuídos 34 prêmios, 17 da categoria Regional, 14 da categoria Nacional, um da categoria Internacional, um para a categoria Especial (Transparência e Governança Corporativa), além do Grande Prêmio Petrobras de Jornalismo, para a melhor matéria inscrita entre todas as categorias e veículos.
Na edição 2015 será dado um único prêmio para reportagens veiculadas em emissoras de rádio, dentre as quatro diferentes áreas da categoria Nacional.
Cada jornalista pode inscrever até seis diferentes reportagens, entre regional, nacional, especial e internacional. No entanto, a mesma reportagem não pode ser inscrita em diferentes categorias – regional, nacional, especial e internacional. Os participantes de Fotojornalismo podem inscrever um trabalho para cada tema, sendo também proibida a participação simultânea em regional e nacional. Cada trabalho deverá ser inscrito separadamente no sistema.
O Prêmio Petrobras de Jornalismo foi criado para reconhecer a importância dos meios de comunicação e, sobretudo, dos jornalistas que participam do processo de democratização e de disseminação de informações relevantes para o país.
Avaliação
Os trabalhos serão avaliados em duas etapas. Na primeira, uma Comissão de Pré-Seleção, supervisionada pela coordenação do prêmio e composta por oito jornalistas com experiência comprovada, realizará a primeira triagem selecionando 10 finalistas de cada categoria e tema. Na segunda etapa os trabalhos finalistas serão avaliados pela Comissão Julgadora, composta por seis profissionais renomados da imprensa, com vasta experiência jornalística. Os trabalhos vencedores em cada um dos temas e seus respectivos autores serão conhecidos no primeiro semestre de 2016.
Áreas:
- REPORTAGEM PETRÓLEO, GÁS E ENERGIA: matérias relacionadas aos processos de exploração, produção e distribuição de energia sob diversas formas, como combustíveis fósseis, eólica, biomassa, elétrica, nuclear e outras fontes alternativas e que destaquem a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico.- REPORTAGEM DE TRANSPARÊNCIA E GOVERNANÇA CORPORATIVA: matérias referentes ao processo de governança de empresas e/ou entidades, para a obtenção de maior transparência e melhoria da gestão como um todo.
- REPORTAGEM RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL: matérias sobre ações sociais e de preservação ambiental, desenvolvidas em todo o Brasil, incluindo as promovidas a partir do apoio do setor público e/ou empresarial, como projetos direcionados à educação, à geração de renda, aos direitos humanos, ao reflorestamento, à preservação de ecossistemas e da biodiversidade brasileira.
- REPORTAGEM ESPORTIVA: matérias que abordem o incentivo às atividades esportivas profissionais ou amadoras, individuais ou coletivas, incluindo as promovidas a partir do apoio público e/ou empresarial, como projetos de formação de novos atletas e de esporte educacional.
- REPORTAGEM CULTURAL: matérias que abordem manifestações culturais e artísticas do país, ou o incentivo em áreas como música, cinema, teatro, artes plásticas, dança e literatura, incluindo as promovidas a partir do apoio público e/ou empresarial, com o objetivo de promover a democratização e a disseminação da cultura brasileira.
- FOTOJORNALISMO: coberturas fotográficas sobre qualquer um dos temas acima relacionados que, sozinhas ou como parte integrante das reportagens, foram capazes de transmitir o impacto de cenas do dia a dia ou de acontecimentos marcantes, cumprindo o papel disseminador da informação. Não serão aceitas fotografias que apresentem manipulação digital que altere seu conteúdo.
Divisões da categoria Regional
- Norte, Centro-Oeste e Minas Gerais: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais;- Nordeste: Sergipe, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão;
- São Paulo e Sul: interior do Estado de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
- Rio de Janeiro e Espírito Santo: interior do Estado do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Fonte: Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional da Petrobras
domingo, 25 de outubro de 2015
"Yes, yes". Aeroporto de Lisboa exibe acidentalmente filme pornô.
Foi mal, pá. O monitor do setor de bagagem do Aeroporto de Lisboa exibiu nessa semana, acidentalmente, um filme pornô. Não foram registradas queixas. Apenas alguns passageiros teriam levado um pouco mais de tempo para recolher malas e mochilas. Os administradores do aeroporto tiraram o filme do ar assim que alertados. E informaram que o vídeo estava sem som, o que poupou os viajantes de ouvirem os "ohs", "my god", ""yes". O vídeo não está disponível neste post. Alguns passageiros levaram na gozação e mandaram o vídeo para o You Tube. E o que se ouve, ao fundo, são apenas risadas nada chocadas.
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