domingo, 18 de janeiro de 2026

O oligarca Donald Trump acha que todo mundo é otário. O pior é que por enquanto ele está se dando bem.

por Flávio Sépia

Trump exerce a Presidência como se fosse um chefe de facção dos morros do Rio de Janeiro. Esse tipo de diplomacia da chantagem está funcionando para ele. O sujeito criou um Conselho da Paz da Faixa de Gaza. Convidou Lula para fazer parte da coisa. Não foi revelada ainda a posição do presidente do Brasil. Se tiver bom senso, não vai cair nesse golpe. Por dois motivos: Trump vai fazer prevalecer sempre a opinião dele e do aliado Netanyahu. Esse "conselho' é cenográfico e é apenas business, uma dança financeira sobre os mortos da Palestina. Se fosse convidado para qualquer coisa que reunisse Trump, Netanyahu, Marco Rúbio,  Jared Kushner, dizem que Javier Milei e outros, você aceitaria? 

Lula devia dizer "me inclua fora dessa". 

E o golpe que Trump deixou para revelar depois: caso o conselheiro queira cargo perpétuo no empreendimento,  além dos três anos de mandato, desembolsará, no caso de Lula se cair nessa arapuca, R$ 5, 37 bilhões. 

O Conselho da Paz de Trump deveria se chamar Conselho Imobiliário de Gaza. 

É informação reservada nos Estados Unidos o que Trump está fazendo do dinheiro de venda do petróleo da Venezuela e da renda dos tarifaços. Sobre os petrodólares de Caracas há uma pista: o oligarca abriu uma conta em um paraíso fiscal. Ele já disse publicamente que só ele administra esse dinheiro.

Atualização - 20/1/2026 - Convidados para o Conselho suspeito do Trump estão recusando a picaretagem. Entre outros motivos por Trump quer, na verdade, jogar a ONU para escanteio. É um idiota desonesto.

A Palestina que está na mesa de Trump deveria, sem hipocrisia, ter um conselho de empreiteiros, arqutetos, fabricantes de cimento e asfalto, incorporadores, administradores de resorts,  lojas de souvenir, uma orla ao estilo da Riviera. Ele não fala em reconstruir, fala em construir. Sonha com "Palestina Inn Resort, Gaza Symphony Park, Palestina Five Star. Quando tudo isso estiver pronto, os empreendedores vão achar que algo estará errado. Será que o secular povo original da região, na visão dos empreendedores, vai combinar com a eugenia que esperam abrigar nos resorts? Por outro lado, alguém vai frequentar um litoral chique construído sobre restos mortais?

             

Nenhum comentário:

Postar um comentário