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| Eufemismo na mídia: "retirados" (assinalada nos caracteres) em vez de "sequestrados". |
por Flávio Sépia
A situação de Maduro há muito é insustentável. A economia da Venezuela entrou em colapso e exigia uma transição democrática. A "revolução bolivariana" teria apoio popular se botasse alimentos nas mesas da população, controlasse a inflação e desenvolvesse o país. Houve tempo para isso muito antes da sanções estadunidenses.
O desfecho, contudo, passou longe de democrático. Foi uma prova da arrogância e imperialismo do regime Trump. Não sabemos detalhes, mas aparentemente Maduro surpreendeu pela docilidade. O Maduro "valente" dos palanques afinou na madrugada ao sair da cama. Só precisou de 47 segundos para desistir.
Há muitos interesses em jogo, petróleo principalmente. A questão da droga é pretexto. A Venezuela não é o maior fornecedor de cocaína do voraz mercado estadunidense. Não há notícia de crise nesse mercado. A cocaína continua chegando na Flórida, ali na vizinhança de Mar-a-Lago, e em outros centros de consumo da droga. Trump inaugura a política de fake news. Ele cria a mentira e transforma a ficção em questão de Estado e estopim de guerra. Qualquer país está sujeito a um ataque desses. Maduro e esposa foram sequestrados. Os Estados Unidos ainda não deram provas de vida do casal. Assim como não há notícias confiáveis sobre possíveis vítimas dos bombardeios. A mídia em geral está repetindo a versão do Departamento de Estado. A Globo News, por exemplo, deve ter orientado seus âncora e analistas a não chamar de sequestro a apreensão de Maduro. O canal tem repetido desde hoje cedo que Maduro e esposa foram "retirados".
Imagino a força especial Delta chegando ao encontro do casal e dando a ordem gentil, " por favor troquem o pijama e a camisola e se retirem. Nós precisamos conduzi-los respeitosamente. Desculpem, não se trata de um sequestro".
Em entrevista, Trump anunciou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela até quando necessário.
O principal problema dos Estados Unidos atualmente são as drogas químicas, opióides etc, que foram lançadas pelas farmacêuticas do país e embora contidas na indústria formal continua sendo produzidas em centenas de fabriquetas de quintal operadas por estadunidenses.

Bolívar tão cultuado por Maduro estaria envergonhado da redicao de Maduro sem luta.
ResponderExcluirA Globo e a mídia comercial brasileira é porta voz do governo Rumo. Sai rastejsntes
ResponderExcluirA Globo e a mídia comercial brasileira é porta voz do governo Rumo. Sai rastejsntes
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