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| A explosão demográfica do verão carioca. Foto: Agência Brasil |
A Terra tinha 2 bilhões de habitantes quando eu nasci em 1937. Quando eu fizer 90 anos, terá 8,4 bilhões – ou seja, estará a caminho de um crescimento de quatro vezes e meia. Não é um dado alarmante, mas otimista: esta bolinha de gude abarrotada de formiguinhas navegando pelo espaço sideral ainda funciona... Mal, mas funciona!
Orgulha-me ter formulado o conceito (“poluição demográfica”), se fosse sociólogo estaria consagrado, mas sou apenas um jornalista, um mero curioso profissional. Atrevo-me a ir além, fundindo as teorias de Thomas Robert Malthus (1766-1834) e Charles Robert Darwin (1809-1882) – meus dois semixarás!
Sim, as teorias do aumento exponencial da população e da seleção natural das espécies continuam de pé. Já vimos ingerindo há décadas raspas metálicas e micropartículas de plástico que nosso organismo se habituou a eles, às custas do câncer de alguns ancestrais.
Diante disso, seguiremos enchendo o planeta de filhos e de lixo, perpetuando a espécie até que alguma catástrofe natural nos varra da galáxia honrando-nos com um destino digno igual ao dos irmãos dinossauros.

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