terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A história se repete

deBarros
Amigos, os jornais de hoje, estão noticiando que em Munique está sendo julgado, John Demjanjunk, um ucraniano de 89 anos, acusado de contribuir na morte de quase 30 mil pessoas em Sobibor, um campo de extermínio de judeus, na Polonia. Isso quer dizer, que na Europa, mesmo que se passe tantos anos, 64 anos depois do término da segunda guerra em 1945, criminoso tem que ser preso julgado e condenado, se for o caso. Crime nenhum pode ficar impune. Mas, no Brasil, não é assim o procedimento. Só são punidos pobres e os infelizes desprotegidos da sorte, que são presos por roubarem uma banana para matarem a sua fome.
Estamos lembrados do primeiro caso de corrupção identificado como mensalão, em MInas Gerais, com o seu governador na ocasião. O escândalo foi abafado, o governador não sofreu nenhuma punição e hoje ele é Senador. Mesmo porque o seu Partido, o PSDB, que deveria expulsá-lo de suas fileiras, até pelo contrário o acobertou e continuou acobertando logo depois do novo escândalo de mensalões, dessa vez envolvendo políticos do PT, seus deputados e senadores. Nesse escândalo alguns deputados renunciaram aos seus mandatos para não serem cassados e hoje se reelegeram. Nenhuma punição sofreram. Se o político e governador de Minas fosse punido severamente na ocasião e expulso do Partido, o PSDB, acredito que nova fraude desse tipo não aconteceria. O homem diante de uma punição grave passa a ter medo e não repete mais o crime, pelo qual foi punido.
Hoje, mais um escândalo se repete no cenário político de Brasilia. escândalo esse que tem as suas origens no primeiro ocorrido em Minas com o governador, na época. Mais uma vez a falta de punição desencadeia uma série de fraudes e atos de corrupções no governo de Brasilia envolvendo o seu governador. O seu Partido que ameaçou expusá-lo de suas fileiras, já está voltando atrás. E nada mesmo, vai acontecer a esses políticos até porque, de uma maneira ou de outra, estão todos envolvidos em falcatruas, fraudes e se puxar a linha esse carretel não vai acabar nunca.
Mas, na verdade o grande corruptor fica se apresentando como a grande vítima, que é o Empresário e algumas Estatais. Eles é que subornam, que financiam as fraudes, os atos corruptos. Eles é que deveriam ser os primeiros a sofrerem uma punição bem severa para servirem de exemplo para outros agentes corruptores.
Esse será mais um caso de corrupção nos mais altos escalões administrativos do país que ficará tudo por isso mesmo e a vida continua como se nada tivesse acontecido.
Isso é a cara do Brasil!



Um comentário:

  1. debarros, tem razão. A falta de punição leva outros a cometerem novos crimes. Isso vale para tudo, mata-se, rouba-se, sequestra-se, lava-se dinheiro, por que não se tem notícia de punição à altura para os crimes cometidos. Assassino passa dois a três anos preso, quando passa, e solto por um juiz por "bom comportamento". Na questão do mensalão, é a mesma coisa. Cadê o político preso, cadê o empresário corruptor preso? cadê o dirigente de estatal preso? E nem acho que o ex-governador de Minas inventou o mensalão, isso aí é prática corriqueira há muito anos. Para a aprovação da emenda da reeleição houve distribuição de dinheiro, rádios, concessões de TV etc, crimes levantados pelo Ministério Público e engravetados. Você fala que todos os políticos estão envolvidos de uma maneira ou de outra. Acredito que haja políticos honestos, infelizmente poucos, mas mesmo estes pecam por omissão, conivência, falta de ação ou ficam calados por conveniência partidária ou corporativismo. Se não estão envolvidos diretamente, são responsáveis por não fiscalizar e denunciar.

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