domingo, 16 de julho de 2017

CINEMA: “Sempre teremos Paris”


"Perdidos em Paris": Emanuelle Riva na Torre Eiffel entre os atores-diretores Dominique Abel e Fiona Gordon.

por Roberto Muggiati

Uma curiosa coincidência – ou nem chega a ser tanta coincidência assim: estão no momento em cartaz no Rio três filmes com Paris no nome: Perdidos em Paris, Paris pode esperar e Amor, Paris e cinema. (A cidade aparece ainda em Frantz, À sombra de duas mulheres e Monsieur & Madame Adelman.)


Não vou me meter a fazer um catálogo sobre a presença de Paris no cinema. Lembro, apenas, que os primeiros filmes do inventor da – vá lá... – “sétima arte”, os documentários de Louis Lumière, foram rodados em Paris.

E cito poucos outros punti luminosi, para usar uma expressão grata ao nosso Carlos Heitor Cony: o flashback romântico regado a champanhe e ao som de As Time Goes By em Casablanca; o maravilhoso musical Sinfonia em Paris; o melodrama da MGM A última vez que vi Paris; o hino da Nouvelle Vague Paris Nous Appartient; o emblemático-problemático O último tango em Paris; e o mais recente “queridinho” Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, que já homenageou a cidade em outros filmes.

E não vai parar por aí, podem ter certeza.

Sempre teremos Paris – em nossas telas, pelo menos.


Alô Patrimônio Carioca, alô Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro: Paysandú Hotel, jóia art déco, está à venda e pode correr risco de descaracterização...

Reprodução Facebook
por Ed Sá 

Deu no site Conexão Jornalismo: o Paysandú Hotel, no Flamengo, está à venda.

O edifício em art déco não aparece na lista de bens tomados do Patrimônio Carioca.

Pode ser demolido ou ter a fachada modificada?

Além do estilo, tem história.

Ali ficou hospedada a seleção uruguaia na noite anterior à história derrota que impôs ao Brasil, em 1950. Uma placa registra o fato. Em 2014, durante a Copa do Mundo, os uruguaios voltaram ao Maracanã para jogar contra a Colômbia, na oitavas de final, e se hospedaram no Payssandú. O mesmo fizeram vários dos seus torcedores. A jogada supersticiosa não resistiu ao goleador James Rodriguez, que fez os dois gols da Colômbia que eliminaram a Celeste.

Há duas referências ao Maracanazzo no hotel. Uma, a placa que mostra em recorte e descreve em diagrama o gol que fez do Brasil o vice de 50. A outra, uma janela onde os uruguaios colocaram a Jules Rimet, por algumas horas, para deleite dos seus torcedores reunidos na rua Paissandu.

Pelé também é uma das lembranças ligadas do hotel. Ali ele dormiu na noite anterior ao seu 1000° gol contra o argentino Andrada, do Vasco, no Maracanã.

O Paysandú, era, ao lado do Hotel Novo Mundo, este no bairro próximo, o Catete, um dos preferidos pelos políticos de outros estados que vinham ao Palácio do Catete, sede do governo federal até o vacilão JK transferir a capital do Rio para Brasília. Deu no que deu.

Voltando ao assunto. Depois que a picareta de Eike Batista destruiu o Hotel Glória, o Payssandú, embora mais modesto, é um dos tesouros arquitetônicos de época naquela região. A fachada e o hall pouco se modificaram desde os anos 50.

A venda por 14 milhões de reais está a cargo da Sérgio Castro Imóveis.

Leia no Comunique-se: jornalismo PJ


por Pedro Zambarda

Eu sou trabalhador terceirizado há alguns anos. Terceirizado full desde 2014, quando fui demitido do meu último emprego CLT. O patrão que me demitiu na ocasião estava certo no diagnóstico, mas sabia que estava “me jogando aos leões”: “Infelizmente assessoria de imprensa não é pra você, Pedro. Você é repórter”. Peguei minhas coisas, fiquei triste e fui procurar empregos no dia seguinte. Felizmente, tinha experiência como freelancer e uma vantagem muito boa no mercado de jornalismo: 25 anos, uma carta de recomendação de emprego anterior, já tinha passado por um site da maior rede de TV do Brasil e tinha mais dois anos nas costas na maior editora de revistas da América Latina. Desde o meu primeiro estágio, aprendi a fazer currículo e usar minha lábia tanto em entrevistas quanto em fazer redes profissionais. Apesar de encarar alguns embates profissionais muito sérios, em geral eu sempre saí dos empregos com um laço de amizade com a chefia e, sobretudo, com meus pares.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO COMUNIQUE-SE, CLIQUE AQUI

sábado, 15 de julho de 2017

O fotógrafo Lula Marques capturou o "monstro" que aterroriza o Brasil

Foto de Lula Marques/Reprodução Twitter

Estudante de jornalismo produz reportagem investigativa e prova que com um gasto de menos de 10 reais qualquer um pode fundar uma "igreja". O paraíso pode ser a isenção tributária...

O pôster da igreja, segundo arte de Mateus Mognon, autor da reportagem
sobre como fundar facilmente uma organização religiosa.
Desde 2010, segundo reportagem do Globo, surge uma igreja a cada hora no Brasil.  Não exatamente por uma explosão de fé. É business.

Igrejas têm isenções de tributos (IPTU, IPVA e imposto de renda) e, com frequência apocalíptica, a cada dia um vereador ou deputado apresenta projetos - e são muitas ideias que aparecem em todo o país - que, na prática, buscam extrair mais dinheiro público para uma atividade privada. Isso, sem falar em convênios que muitas organizações religiosas descolam em administrações dos três níveis - municipal, estadual e federal - para "trabalho social" à base de verbas públicas nem sempre fiscalizado e comprovado nas áreas de educação e saúde, especialmente.

Matéria publicada no Comunique-se relata que o estudante de jornalismo Mateus Mognon, da Universidade Federal de Santa Catarina, recebeu a tarefa de produzir uma reportagem investigativa. Ele escolheu focalizar a proliferação de igrejas e seitas no país. Como base para o trabalho, resolveu criar e registrar uma "religião". Constatou que é mamão-com-açúcar tornar oficial uma instituição do tipo. Não há nem a exigência de que o estatuto da igreja obedeça à Constituição brasileira.

Este é Hanzo, o herói do game Overwatch, a divindade da igreja "fundada" pelo
estudante jornalismo, autor de um reportagem que provou como é moleza se tornar "líder máximo" de uma "igreja".
Foto: Reprodução Facebook

Mateus cumpriu as formalidades, elaborou estatuto, ouviu religiosos, advogados e foi ao cartório para fundar a Igreja Nacionais de Hanzo, que tem como divindade o próprio, Hanzo, um herói do game Overwatch.

O custo foi uma merreca. O mais novo "líder religioso" do Brasil não chegou a gastar nem 10 reais. Apresentou comprovante de residência de um amigo e já poderia correr pro abraço e pro púlpito e coletar dízimo, se quisesse.

Como o estatuto da Igreja de Hanzo, incluía de propósito "ilegalidades" fictícias, do tipo aprovar o consumo de produtos e a propagação de produtos falsificados, isso para testar o processo, ele deixou de cumprir a última e facílima etapa: pegar a assinatura de mais cinco "fiéis" além dele.

O estudante contou ao Comunique-se que, "se fosse mal intencionado", poderia ter botado pra funcionar uma religião reconhecida pela lei e que defenderia como um dos seus dogmas a pirataria.

A Igreja Nacionais de Hanzo - que só não existe porque o "pastor Mateus" não quer -, como provou a reportagem investigativa, elaborou seis mandamentos com a palavra da sua divindade.

1) Os membros da Igreja devem cultivar bons costumes, disseminar a paz, em ambientes virtuais e reais, e incentivar debates e devoção a uma vida honrada e de perdão, assim como Hanzo.

2) Para aprofundar discussões e proliferar a crença de paz e perdão de Hanzo, os membros devem estudar, espontaneamente, os meios onde a palavra do herói e suas inspirações estão disponíveis.

3) Como Overwatch, a casa do herói Hanzo, ganhou vida no dia 24 de março de 2016, uma terça-feira, os membros devem guardar esse dia para meditação e estudos filosóficos pelo menos uma vez ao mês. Caso hajam impedimentos para exercer a fé, o presidente tem poder de emitir um atestado, assinado pelo mesmo, que libera o membro da Igreja de suas atividades diárias para dedicação aos estudos.

4) Durante os seminários presenciais, os membros devem ser receptivos aos novos integrantes. O consumo de alimentos e guloseimas durante os encontros é recomendado, visando deixar os ingressantes à vontade para participarem das discussões.

5) Os membros da diretoria também são os pastores, ou ministros da palavra de Hanzo, e cabe a eles organizarem os encontros da Igreja.

6) Caso o culto não possa ser realizado presencialmente, os membros da Igreja podem se reunir remotamente pela internet. A organização também deve ser feita pelos ministros da palavra de Hanzo.

E pensar que figuras como Pedro, Lutero, Moisés, Maomé, Gautama, Kardec e tantos outros comeram poeira literalmente para difundir suas respectivas crenças.

Glória a Hanzo, portanto.

Aprenda a verificar notícias falsas e a se defender da manipulação da informação tanto na grande mídia quanto nas redes sociais


O quadro acima foi publicado no twitter pela jornalista Géssica Brandão. Foi desenvolvido pela International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA).

"Como Identificar Notícias Falsas" é um guia rápido que deve ser aplicado a qualquer meio de comunicação, das grandes corporações de mídia aos alternativos da rede social inclusive a este blog, caso você tenha alguma dúvida ou desconfiança.

O Brasil já possui várias agências de checagem de notícias e cursos têm sido ministrados a jornalistas sobre os antídotos contra as fake news da mídia corporativa e da internet. São cursos cada vez mais abertos a leitores não jornalistas.

Além disso, a sociedade já tem à disposição sites de verificação de notícias e o Google oferece no Brasil, desde fevereiro de 2017, um serviço de checagem para o qual contratou as agências "Lupa", "Aos Fatos" e "Pública". No site news.google.com.br e no aplicatico Google Notícias é possível verificar a veracidade dos fatos que você pesquisa na seção identificada como "Verificação de Fatos".

Vendaval em Brasília: dinheiro na mão é solução...

Propaganda de impressora, anos 50/Reprodução


Os bandidos chamavam de "guitarra" a prensa para imprimir dinheiro falso. Hoje, as tecnologias digitais aposentaram essa gíria. Fabricar dinheiro falso ainda é crime grave, mas os métodos de fazer dinheiro foram ampliados e diversificados.

Até se "faz dinheiro" com dinheiro legal.

Temer, por exemplo, vem usando a mágica de "fazer dinheiro". E as leis brasileiras são como coração de mãe, sempre cabe mais uma, no caso, mais uma interpretação. Com as reformas da Previdência e Trabalhista, o governo já vinha acionando uma "guitarra" simbólica  e liberando emendas para deputados e senadores. Desde que foi denunciado, ele autorizou repasses de quase 2 bilhões de reais. No que o processo chegou à Comissão de Constituição e Justiça, a "guitarra" institucional soltou 136 milhões de reais para 36 para emendas dos 40 deputados que votaram a favor de Temer, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. E essa "guitarra" não e criminosa, segunda a lei. No máximo, a ética sai borrada. 

Mas ao buscar apoio o governo não mirou apenas nos parlamentares. No último ano, segundo dados da Secom, as verbas publicitárias destinadas à velha mídia cresceram mais do que bolo fermentado. São todos medalhistas, mas se fosse uma corrida de 100 metros rasos, a Istoé seria o Usain Bolt. Veja o quadro abaixo publicado no blog O Cafezinho.

Agora é oficial: em processo juíza define a revista Istoé como veículo de mau jornalismo, tendencioso e machista

A Editora Três foi condenada a ceder direito de resposta a Dilma Rousseff. Em julho de 2016, sob o título "Mordomias" a Istoé acusou a presidente de "práticas ilegais" (utilização de veículos oficiais) que, na verdade, eram legais.

A juíza Karla Aveline de Oliveira, da Vara Cível do Foro Regional Tristeza, em Porto Alegre, ordenou que a revista publique a resposta no mesmo espaço e com igual destaque. Segundo a autoridade, a a reportagem publicada em data próxima ao impeachment foi tendenciosa. A Istoé pagará multa de 20 mil reais caso descumpra a sentença.

A juíza escreveu: "A revista que já esteve sob comando de respeitados jornalistas e diretores em seu passado, atualmente, trilha o caminho de um mau jornalismo, ao apresentar, no mínimo, duas interpretações distintas para o mesmo tipo de episódio, divulgar chamadas apelativas e demonstrar conotação tendenciosa, quiçá machista, ao se referir à ora autora, ultrapassando o caráter meramente informativo e crítico em sua reportagem”.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

"Reforma trabalhista": PJ, a gente se liga em você...

Leia a matéria completa no jornal O Dia, clique AQUI

É isso mesmo? O diferencial da cobertura do jornal Extra... o jornalismo-meme investigativo...


Nas redes sociais...





Carta Capital lança edição especial

Ca

Para se livrar de processo, Temer só precisou adicionar alguns deputados como "amigos" e bloquear outros

por O.V. Pochê 
Na série House of Cards, o político Francis Underwood tem colado na parede da sua sala um mapa com a previsão de votos dos deputados e senadores. É como se fosse a sala de controle e de manipulação de uma usina de energias suspeitas. Na trama do seriado, o mural funciona.

Na vida real, pelo menos a de Brasília, parece um recurso analógico demais, inocente demais.

Repare nas fotos abaixo. A primeira mostra o plenário dos deputados americanos, na Câmara dos Representantes, no Capitólio, em Washington. Coisa mais antiga, de país pobre. Veja que, ao contrário da nossa rica Câmara, eles não têm, cada um, um laptop novinho à disposição no plenário. Isso sem falar que os nossos representantes ainda dispõem de poderosos desktops nos seus gabinetes e nos plenários das Comissões. Claro que nossos deputados ganham bem mais do que os seus colegas americanos, mas os gringos podiam ser mais antenados, pôxa, painel de cartolina para controlar votos?!.

Plenário da Câmara dos Representantes, no Capitólio: deputados sem-computador
usam anotações em papel. Foto: Reprodução Facebook

Deputados brasileiros informatizados na sala das Comissões. Foto: Câmara dos Deputados

Underwood vive se estressando diante do seu tosco painel para saber como votam os deputados e o que poderá oferecer para adquirir suas consciências.

Aqui, praticamente on line, Temer logo descobriu as intenções de voto dos seus aliados hesitantes e, com uma velocidade de computador da Nasa, fez um acelerado troca-troca de deputados até garantir folgada maioria na Comissão de Constituição e Justiça. Claro que out of line a sedução presidencial não estava apenas no "homem até bonito", como já definiu um jornalista participante de uma famosa coletiva festiva com o ilegítimo. Mas os operadores de Temer mostraram agilidade para enquadrar votos, sem estresse, e com espantoso poder de convencimento. Dizem até que formaram dois grupos no what's app: o "É nóis" e  o "Aqui é Temer".

Para falar com seus deputados, Temer só precisa mandar um zap diretamente ao plenário principal, gabinete ou salas das Comissões e adicioná-los como amigos no Facebook e curtir seus votos. Os infiéis podem ser impiedosamente bloqueados.

Francis Underwood invejaria.

Eduardo Cunha: querem apagar o pavio do homem-bomba?

Há indícios, em Brasília, de que a delação de Eduardo Cunha não será homologada. Uma suposta e oficiosa "explicação" é repassada por analistas políticos: Cunha e o doleiro Lúcio Funaro dariam "informações parecidas". Só um dos dois, portanto, poderia fazer a caguetagem premiada.

O rumor começou a circular desde que vazou a informação de que o  ex-presidente da Câmara tinha resolvido entregar o jogo e ao abrir o bico comprometeria centenas de políticos.

Sentiu o cheiro de pizza?

Vamos combinar que Funaro era o operador, Cunha o estrategista. Funaro entregava as malas de dinheiro, era um importante intermediário, amigo de Temer etc. Mas o chamado espectro político da atuação de Cunha, conhecidíssimo pelos cariocas desde os anos 90, é mil vezes mais amplo. E muito maior do que as valises e mochilas de Lúcio Funaro.

Há oito anos, um livro pôs um ovo...

Panis Cum Ovum, o Blog que Virou Manchete, estreou há oito anos, não por acaso poucos meses depois do lançamento do livro Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou

A ideia era dar um suporte digital ao livro e tornar permanente o propósito que motivou aquela coletânea: reunir aqui uma memória jornalística, desde os bastidores de reportagens históricas ou rotineiras aos causos das redações, de reproduções de fotos marcantes à trajetória das diversas revistas editadas pela extinta Bloch.

Sem maiores pretensões, o blog incorporou uma dinâmica atual com foco especial no jornalismo, especialmente o dos meios de comunicação das redes sociais, aqueles inovadores, independentes e diversificados.

Da revista Manchete, que inspira o título da página, foi reciclada a essência do jornalismo ilustrado e de variedades, algumas seções e um certo espírito - saudável, aliás - de quem não se leva muito a sério. Carlos Heitor Cony, que lançou a EleEla e a Desfile e dirigiu Fatos & Fotos e edições especiais da Manchete, se inspirou no poeta latino Virgílio e criou um lema para Adolpho Bloch, Dementia Omnia Vincit, algo como "a loucura vence todas as coisas", em versão livre. O que explica tudo, inclusive a ascensão, apogeu e queda do seu império. Em tempo de "jornalismo de guerra", vale lembrar que a Manchete, como alguns outros importantes veículos da época, tinha suas claras preferências políticas e empresariais, de direita e com variações cromáticas antes, durante e depois da ditadura, mas não eram inquisitoriais, Torquemada não era colunista, e nem tinham a pretensão de apresentar cada edição que chegava às bancas como um "auto de fé", nem de ditar à sociedade odiosas bulas da moral, "bons costumes" e da exaltação do rentismo a todo custo.

Já no primeiro mês, junho de 2009, o blog precisou atender à curiosidade do leitor sobre o nome Panis Cum Ovum, sugerido por Cony, um dos autores do livro Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou. O nome de batismo é, em si, fruto de uma das historinhas de bastidores. Roberto Muggiati, ex-diretor da Manchete e da Fatos & Fotos, escreveu o texto explicativo O Poder do Pão Com Ovo, que virou item permanente da página, na barra à direita.

E é por falar em ovo que este post se justifica.

Um leitor sugeriu anexar à página algumas frases antológicas sobre ovos.

Taí, gostamos da ideia, como você pode conferir na barra ao lado.

A propósito, os romanos comiam no jentaculum, a primeira refeição do dia, nada menos do que panis cum ovum. A diferença é que o pão deles era embebido em vinho aquecido ou azeite.

Sabiam das coisas, os "filhos da loba".

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Flagra: primeira negociação livre de trabalhador com o patrão após a Reforma Trabalhista


Renata Longaray se vê por aqui: repórter da Globo é capa da Playboy



por Clara S. Britto
A repórter e ruiva Renata Longaray, 28 anos, é a capa da Playboy que chega às bancas. Foi fotografada em Campos do Jordão por Gustavo Arrais, ex-Abril e que já venceu por duas vezes o prêmio "Black and White Spiders Awards" nas categorias Fashion, Still Life e Arquitetura. Renata é atualmente repórter do "Domingão do Faustão" e, antes, foi âncora no telejornalismo da Band. A entrevista principal da edição é com Ricardo Boachet, o atual âncora da Band.
Renata Longaray no Domingão do Faustão. Foto Carol Caminha / Gshow)- Divulgação
Renata Longaray quando apresentadora da Band. Reprodução



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Alô revista, vai encarar? Difícil competir: celebridades são editoras dos seus próprios conteúdos exclusivos

Luciana Gimenez posta foto de viagem à Grécia. Reprodução

Bruna Marquezine em Ibiza.


Grazi Massafera na Itália.

por Ed Sá

Milhões de leitores continuam ligados nas notícias de celebridades. E o apetite por esse tipo de informação nunca foi tão forte.

O que mudou, nos últimos anos, foi a distribuição desse conteúdo e a forma como o público passou a acessá-lo.

Em um primeiro momento, as revistas impressas dedicadas ao segmento perderam espaço. Muitas imaginaram que matérias de qualidade bastariam para segurar os leitores e os anunciantes. Quando reagiram, não conseguiram conectar a marca - várias delas tradicionais no mercado -, com a audiência na internet. Com a crise econômica e de modelo de negócios, as publicações impressas reduziram equipes e investimentos, perderam consistência, o que tornou impossível uma recuperação. Tão rápido quanto o tsunami de inovações tecnológicas, o meio impresso perdeu espaço para o digital e para a agilidade natural dos sites concorrentes.

Outros fatores, logo à frente, complicariam ainda mais a vida da mídia de entretenimento.   Com o avanço das redes sociais, as celebridades assumiram o papel de editores do seu próprio conteúdo, com a enorme vantagem, claro, de postar material exclusivo, íntimo, às vezes até na cama ou no banheiro. Os próprios sites especializados sentiram o golpe. No Brasil, por exemplo, há dezenas de "famosos" com mais de dez milhões de seguidores nas redes sociais. Apenas como exemplos, Neymar tem quase 50 milhões; Bruna Marquezine passou dos vinte, Anitta idem, Ronaldinho passou dos trinta. Eles postam fotos em primeira mão, e a internet em geral é obrigada a requentar o material. As revistas impressas e sites de celebridades ainda sofreriam outro mata-leão: portais "nobres" e de grande audiência, como Folha de Sâo Paulo, Veja, G1, UOL, IG e R7 etc, abriram espaços importantes para o segmento de celebridades por um motivo muito racional: potencializam consideravelmente - muitas vezes são decisivos - o número de cliques nas suas respectivas páginas. Isso apesar da resistência de muitos editores ao "jornalismo de fofocas". E não apenas no Brasil. O site de um jornal inglês se rendeu às celebridades e, em nome da audiência, colocou na primeira página há dois anos uma barra com chamadas de "gossips", que os jornalistas da redação apelidaram de "barra da vergonha". Está lá até hoje, para ajudar a pagar os salários das editorias ditas "sérias". Vale lembrar que a "barra da vergonha" fez sucesso, mas roubou leitores da revista impressa especializada do mesmo grupo editorial.

Com audiências como as citadas acima, as celebridades não apenas compartilham fotos originais, sensuais ou divertidas com o seu imenso público, ela se tornaram efetivamente meios de comunicação. E o que faz um meio de comunicação? Isso, vende publicidade e marketing. Seus perfis estão à disposição para recomendação de produtos, virais publicitários etc.

Audiência, identificação com a marca, conteúdo original, rentabilidade. Fecha-se o ciclo do formato que abala o emprego de Dona Candinha.

Tudo ao alcance de um smartphone.

Vacilão: Bruno de Lucca faz esculacho preconceituoso contra recepcionista de hotel...



(do Huff Post)

Pedir para baixar o som alto no meio da madrugada.

Foi isso que um recepcionista do Hotel Majestic, em Florianópolis, fez que irritou o ator Bruno de Luca.

Em resposta, o ator e apresentador Bruno de Luca não mediu suas palavras. Xingou o recepcionista de "favelado", "filho da puta" e "vagabundo". O agrediu física e verbalmente.

Resultado: o ator foi condenado na última quinta-feira (6) pela Primeira Câmara de Direito Civil do Tribunal de Santa Catarina a pagar R$ 15 mil de indenização. Cabe recurso ao ator.

PARA LER A MATÉRIA COMPLETA, CLIQUE AQUI

Sagrado Mercado: a nova "religião", seu beatos, crentes e o que o jornalismo tem a ver com isso

por Flávio Sépia

É uma espécie de seita. Tem dogmas, tem sacerdotes, tem fiéis, tem templos e tem até beatos, beatas e semideuses. É o Mercado. Nos últimos anos, mais do que os eleitores, é essa entidade sombria que dirige os destinos de muitas nações e influencia políticos.

Alguns países, com instituições mais fortes e legítimas, impõem um certo controle à turba financeira, mesmo que esses controles tenham decaído na última década. Basta dizer que apesar da grande crise dos mercados em 2008 não foram aperfeiçoados os mecanismos de fiscalização dos sistemas financeiros globais.

Países desenvolvidos, dotados de uma grande mídia capitalista, como a brasileira, mas de pensamento variado e não manobrado em bloco corporativo como temos aqui, são mais críticos em relação à autonomia e a influência político-administrativa do Mercado. Aqui, a grande mídia reza ao lado do rentismo

Com instituições influenciáveis, o Brasil é campo aberto para a nova e lucrativa "religião". Se antes, o tráfico de dinheiro já se dava tranquilo e favorável para as diversas facções financeiras, com o golpe e o Mercado efetivamente no poder o terreno tornou-se ainda mais favorável.

A "religião" tem adoradores entre os economistas e porta-vozes entre os jornalistas. Depois de colocarem Temer no Planalto os interesses do Mercado e seus crentes parecem estar reavaliando o processo. Dizem que o ilegítimo só faria sentido se aprovasse as reformas. Se não tem condições para isso, o Mercado bate o martelo,  mas, pregam os porta-vozes, Henrique Meireles e a equipe econômica que a seita botou lá têm que ficar, caso Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, assuma o poder.

Há rumores de que Maia "não gosta" de Meireles. Isso fez tocar o alarme dos jornalistas porta-vozes do Mercado. Hoje mesmo já batem tambores pela permanência de Meireles, ex-executivo da JBS e dileto funcionário de Joesley Batista.  Títulos em primeira página informam que o Mercado pode retirar apoio a Temer. E fica claro que só nessa condição Temer cairá. Com Meireles e a equipe do Mercado no governo mantidos em seus postos. Em estado de úmida fé orgásmica, colunistas concordam.

Charge de Duke/Facebook
O Mercado, também com apoio dos seus áulicos, está por trás do maior arrocho fiscal da história do Brasil e um dos mais pesados em vigor no mundo. Um arrocho que, aliás, está custando vidas, desde a vítima de assalto na rua por corte de verbas para a polícia ao posto de saúde e hospital funcionando aquém da meia-bomba e todas as demais consequências dos desmonte público em nome do ajuste fiscal que drena verbas para o Mercado.

O Mercado é governo e, com o forte apoio da velha mídia, interfere diretamente na administração. Pressiona, por exemplo, para o fim do BNDES como banco de fomento e defende que a instituição pratique juros de mercado para não configurar "concorrências desleal" com os gigantes financeiros. Os jornalistas porta-vozes na grande mídia concordam e fazem campanha para isso em suas colunas diárias. Com o pretexto de combater o suposto favorecimento político a grandes corporações, as forças do Mercado agem para decretar o fim do papel social do BNDES no apoio a médias e pequenas empresas.

A oração do Mercado que os seus fiéis mais rezam, descabelados e com vozes roucas de fanatismo, é o desmonte de toda e qualquer estrutura pública de interesse social e uma maior concentração de renda que se era inaceitável agora passa ao nível criminoso.

O Brasil certamente sairia ganhando se, um dia, os crentes e beatos da "religião" do Mercado obedecessem cegamente a um líder carismático e se reunissem em congresso na Guiana. Com Jim Jones.

domingo, 9 de julho de 2017

Um zumbi em Hamburgo...


por O.V.Pochê 

Alguém confisque o passaporte de Michel Temer, bote o Airbus presidencial no hangar, feche a porta do Jaburu. O que não pode é o ilegítimo sair por aí "representando" o Brasil. Aí já é esculacho.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Temer como um zumbi andando em meio aos líderes mundiais. Quando passa na frente de Donald Trump, o americano até dá uma olhadinha tensa - achou que ele ia parar pra bater papo, cacete! - mas Temer vai em frente tipo aquele cara que vai parar em uma festa errada, não conhece ninguém e disfarça comendo uns croquetes andando à toa na vida pelo salão. Trump fecha os olhos, angustiado,  - "meu Deus, lá vem o lame duck, ele não vai parar, ele não vai parar, ele não vai parar"... - e só respira aliviado quando vê o pato manco sumir na muvuca de chefes de Estado e seus aspones.

Tá explicado porque Temer ficou apenas 30 horas em Hamburgo, pouco mais do que o tempo de voo de ida e volta até lá. Posou pra foto oficial, não conseguiu marcar nenhuma reunião bilateral, dizem que o hotel não tinha sachê de xampu no banheiro, o vaso entupiu, o chuveiro só pingava, a arrumadeira não deu um travesseiro extra e quando desceu pro café da manhã só tinha refugo de fruta e resto de ovos mexidos.

Bem que ele hesitou em ir, mandou Henrique Meireles no lugar (também não deu muito ibope), mas foi aconselhado por algum desnorteado e se mandou às pressas para Hamburgo.

Missão: sofrer bullying diplomático.

Duro é depois de todo esse vexame voltar ao Brasil e ser recebido por Rodrigo Maia.

VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

A mídia europeia está até agora tentando entender o que Ivanka Trump fazia à mesa do G20...


por Jean-Paul Lagarride 

Michel Temer não foi o único ovni a pousar em Hamburgo para a conferência do G20.

A imprensa europeia estranhou a presença de Ivanka Trump em alguns eventos, mesmo que o cerimonial não esperasse a presença de "conselheira", cargo que não existe na formalidade do encontro de chefes de Estado. Embora ignorada pela maioria, pelo menos durante os encontros protocolares, a loura estava sempre lá. O jornal britânico The Independent tentou saber porque junto à delegação americana mas não obteve resposta.

Como expressa o post, a mídia europeia se surpreendeu ao ver Ivanka Trump à mesa.

Só Angela Merkel, que passa batida, parece não ter visto a primeira filha dos Estados Unidos

Futebol: facções, e não torcidas, tocam o terror nos estádios

O Vasco vai comemorar em 2018, 120 anos.

O mínimo que o torcedor pode esperar é que o clube festeje a data na primeira divisão do futebol brasileiro.

Em um século de existência, talvez os anos mais difíceis do Vasco sejam esses últimos 20. Embora nesse período tenha sido campeão brasileiro e do Mercosul, em 2000, da Copa do Brasil de 2011 e Carioca de 2015 e 2016, além da Série B de 2009, o clube e o time nunca foram tão instáveis.

O maior adversário do Vasco na luta pela permanência na elite do futebol brasileiro não está no campo, mas nos corredores, nas salas e nas arquibancadas de São Januário. Com o fim da era do presidentes realmente beneméritos como Manuel Joaquim Lopes, João Silva, Agathyrno da Silva Gomes e Antônio Soares Calçada, a política interna do clube tornou-se predatória.

As eleições vascaínas acontecerão em novembro desse ano, mas a campanha já incendeia São Januário. Ontem, o briga de torcidas, que pode custar ao Vasco a interdição do estádio, com enorme prejuízo para a equipe que luta em campo, tem por trás essa disputa eleitoral. Um fato que se evidencia nos últimos conflitos. E é difícil encontrar puros nessa guerra suja. Situação e oposição vão lutar corpo a corpo até jogar o Vasco de volta à Série B.

A consequência será acelerar a corrida do Vasco rumo ao triste destino de outro querido clube carioca, o America?  Possivelmente. Nos últimos anos, sucessivas diretorias e a ação da oposição estão arrastando o Gigante da Colina ladeira abaixo, tal qual aconteceu com o tijucano America.

São vários os problemas que afetam os clubes, hoje. Dos financeiros aos morais e éticos. Sem administradores competentes, que deixem de lado interesses e vaidades pessoais, fica difícil. E, digamos, o mundo corporativo do futebol atual não ajuda.

Quando se fragilizam, os times ficam ainda mais expostos às pressões e interesses do empresários. Muitos jogadores já nem pertencem aos clubes, estão ali na vitrine enquanto aguardam uma "janela" para pular fora, com intermediários e atravessadores pegando carona nos valores.

E há questões ainda mais críticas. Tradicionalmente, entre os grandes clubes, dirigentes, de oposição e situação, não importa, apoiam e são apoiadas por algumas torcidas organizadas. Facilidades como ingressos, passagens etc entram no pacote de bondades. Acontece que, atualmente, o quadro de violência e de criminalidade urbanas se reflete em certas facções (a maioria nem merece mais o nome de torcidas). Grupos oriundos de comunidades dominadas pelo tráfico brigam não pelo futebol mas pela rivalidade entre as quadrilhas organizadas, veem no "inimigo" uniformizado o "alemão" vinculado a um sigla criminosa adversária. Caso ainda fossem controladas, em tese, pelos dirigentes que as apadrinham, até mesmo essa mínima porção "ordem" foi pro brejo. As facções estão desembestadas. O torcedor autêntico, aquele que leva o filho ao estádio, cada vez mais, e com razão, foge das arquibancadas transformadas em arenas de conflitos. Em dia de jogos, até vestir a camisa para ir ao botequim da esquina, mesmo longe dos estádios, é ato de coragem, e se "uz alemão" passarem em um ônibus lotado e descerem pro pau? Já aconteceram vários casos assim, recentes, envolvendo torcedores dos grandes clubes do Rio, de São Paulo, de Coritiba, de Porto Alegre etc. Por  isso, facções de um mesmo clube brigam entre si.

O poder publico geralmente se omite e atua apenas em momentos críticos. Investigar, identificar, prevenir e punir os integrantes das facções que aterrorizam estádios e ruas seria pedir demais?

O conflito de ontem, que começou nas arquibancadas de São Januário entre supostos vascaínos e continuou nas ruas próximas, fez mais uma vítima fatal.

Para encerrar esse post deprê, um pequeno detalhe histórico: ironicamente, as torcidas organizadas surgiram nos anos 1950, sob a inspiração do jornalista Mário Filho, como um instrumento de paz nos estádios. Com instalações maiores construídas, ampliadas ou reformadas para a Copa do Mundo de 1950, como Maracanã, Pacaembu, Durival de Brito, em Curitiba, Ilha do Retiro, em Recife, o Eucaliptos, em Porto Alegre, o Independência, em Belo Horizonte, este, como o Maracanã, erguido especialmente para o Mundial, imaginou-se que torcidas organizadas, com líderes carismáticos, ajudariam a conter os excessos dos demais torcedores, além de ilustrar a festa com charangas e bandeiras. Afinal, estádios como o Maracanã e o Pacaembu, podiam receber, respectivamente, 200 mil e 50 mil espectadores. Eram torcidas únicas, só nos anos 70 começaram a se desmembrar e surgiram as organizadas de bairros, cidades etc.

Dulce Rosalinda, a torcedora-símbolo do Vasco

Jaime de Carvalho, o chefe da Charanga do Flamengo
No Rio, havia uma exigência para um torcedor liderar uma torcida: ter ficha limpa na chefia de polícia do então Distrito Federal.

Dois dos mais famosos foram Jaime de Carvalho, da organizada do Flamengo, e  Dulce Rosalinda, do Vasco.

Pode ser lenda urbana, mas contavam antigos cronistas que foram as organizadas, especialmente as do Vasco e do Flamengo, que evitaram um quebra-quebra no Maracanã e contiveram torcedores revoltados em um certo e trágico domingo, 16 de julho de 1950.

Aquele mesmo, o dia em que o Brasil perdeu a Copa para o Uruguai.

sábado, 8 de julho de 2017

Doria é o "Minion" de Donald Trump. Ele clona do americano a tática de agredir jornalistas...



Sob polêmica de conflitos de interesse, o prefeito de São Paulo, João Doria, institucionalizou a prática de doações de empresas privadas para vários setores da administração. A prática tem gerado controvérsias.

Em um dos casos, o de doações de remédios, uma reportagem da CBN constatou que os lotes cedidos eram de medicamentos próximos da data de vencimento (os fabricantes não podem vender remédios com validade de menos de doze meses) que se acumularam nas prateleiras dos postos de saúde, com as empresas se livrando dos custos do posterior descarte de produtos inutilizados.

Doria diz que as doações são "desinteressadas". Em termos: as empresas doadoras têm descontos consideráveis no ICMS.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, apenas 8% das doações que Doria anunciou até agora de concretizaram. E mais, segundo a Folha: algumas doações anunciadas não são do conhecimento das empresas envolvidas.

A matéria da Folha, do repórter Arthur Rodrigues, irritou o prefeito que, ao estilo de Donald Trump, postou um vídeo agressivo com um tom de intimidação ao jornal e ao jornalista.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo publicou nota de repúdio à atitude do prefeito.

Leia a nota, a seguir.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) repudia uma manifestação agressiva e descritiva do prefeito de São Paulo, João Doria, contra uma reportagem "Doações prometidas por Doria empacam", publicada na edição de sexta (7) do jornal Folha De S.Paulo, e seu autor, o repórter Artur Rodrigues.

Uma reportagem, correta e bem apurada, mostra que, de um total de R $ 626,5 milhões em doações de empresas anunciadas pela Prefeitura de São Paulo para uma cidade, neste ano, apenas R $ 47,7 milhões foram de fato realizados até o momento. Do restante, R $ 352,1 milhões estariam "em tramitação", R $ 225,3 milhões sem receita de uma "proposta oficial", além de R $ 1,4 milhão sem informação.

O texto expõe um conjunto de dados mostrando detalhes aos leitores, exemplifica diversas situações (como empresas que dizem não ter conhecimento de doações atribuídas a elas) e dedica uma parte considerável do espaço às afirmações da própria Prefeitura a respeito da questão (o chamado “outro lado”). Sua base são os números divulgados pelos órgãos oficiais.

A matéria confirma a justeza das preocupações com a falta de transparência nas doações à Prefeitura, questão já levantada em reportagem da Rádio CBN mostrando que as doações de laboratórios farmacêuticos incluíam remédios perto da data de vencimento – inviáveis, portanto, para a comercialização.

Lamentavelmente, em resposta à reportagem, o prefeito João Doria posta em rede social um depoimento destemperado, que não contesta diretamente nenhum dado apresentado, e busca simplesmente, com base no poder que emana de seu cargo, desqualificar o repórter e a reportagem.

O SJSP considera que os governantes têm como obrigação primeira prestar todas as informações de relevância pública que envolvem a sua gestão. A agressão a um repórter, que fez com diligência o seu trabalho de divulgar fatos de amplo interesse, mostra um governante avesso a uma análise séria de seus procedimentos, e que acredita que com base no ativismo em mídia social e na agressividade consegue calar qualquer abordagem crítica.

Da próxima vez, senhor prefeito, responda à reportagem com fatos e dados, e não com falatório no Facebook.

Expressões nossa solidariedade ao repórter Artur Rodrigues, bem como uma defesa da liberdade de imprensa, essencial para superarmos o difícil momento que vivemos no nosso país.

São Paulo, 7 de julho de 2017.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Olha a fila! Próximo! : #FORAMAIA


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lá vem o Brasil descendo a ladeira...


Jornalismo: tem vaga pra robô...


por O.V.Pochê

A notícia saiu no Portal Imprensa.

Impressão minha ou a velha mídia brasileira já inventou isso há muito tempo?

De qualquer forma, a nova modalidade levanta questões: robôs poderão ser processados por injúria?  Robôs serão convidados para coletivas amistosas do Temer? Escreverão colunas de política e economia? Terão programas na Globo News? Serão sócios da ABI? Farão copidesque de editoriais do patrão? Ganharão pauta de vazamentos seletivos?

'Parças' de Temer chegam ao Jaburu



Novo cinema brasileiro fracassa nas bilheterias. Espectadores poderão ser conduzidos coercitivamente às salas de exibição

por O.V.Pochê

O público não embarcou na onda do filme-panfleto tucano “Real: o plano por trás da História”. Em um mês de exibição, o longa já deu bye  bye da maioria das salas e não atraiu nem 50 mil espectadores, segundo a FilmeB, portal de mercado de cinema.

Com o alto índice de rejeição do atual governo do PMDB-PSDB+Temer+Moreira+Geddel-Eduardo Cunha+Eliseu Padilha+Aécio etc, a produção, que teria custado 8 milhões, não arrecadou nem 10% do total.

Provavelmente será relançado às vésperas das eleições de 2018.

Tudo indica que nem Aécio Neves viu o filme, já que o presidente do PSDB estava enclausurado em casa até a semana passada, antes do STF dizer que tudo bem quanto à acusação de Joesley sobre propinodutos de alta potência.

O filme-exaltação dos tucanos faz parte do movimento cultural-cinematográfico a que se tem dado o nome de Neocoxismo Brasileiro. Em breve chegará às salas de exibição o filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, sobre os bastidores da Operação Lava Jato. O diretor José Padilha fará uma série sobre a Lava Jato. Moro e Dalagnol estariam na fila de roteiros, além do documentário "Em meu coração bate uma panela" em fase de pré-captação sobre o engajamento político da classe média na "revolução" que levou Temer ao poder. O "Jardim das Aflições" sobre o guru da direita Olavo de Carvalho é outra peça do Neocoxismo, movimento já reconhecido pelo Cine PE, que premiou a história do ideólogo das multidões que foram às pedir "Dentro Temer". O doc teria emocionado o ilustre júri formado por Manoel Freitas (ator, diretor artístico, gestor e produtor de eventos), Indaiá Freire (jornalista, produtora cultural, mestra em literatura e cinema), Tony Tramell (jornalista, ativista cultural e assistente de direção), Caio Julio Cesano (Secretário Municipal de Cultura de Londrina, doutor em multimeios, mestre em Comunicação e Mercado), Naura Schneider (atriz, produtora e jornalista) e Vladimir Carvalho (documentarista, cineasta e escritor). A premiação foi praticamente um aval acadêmico ao Neocoxismo, tendência que marcará culturalmente a Era Temer.

A expectativa do mercado é que em 2018, ano de eleições presidenciais, longas sobre João Dória e Bolsonaro fiquem prontos a tempo. Caso o STF conclua pela inocência de Temer, Aécio, Geddel e outros, haveria uma ideia de juntá-los em um documentário sobre os dias de injustiça que terão vivido. Seus apoiadores veem semelhanças entre o drama experimentado por eles e o célebre Caso Dreyfus, que condenou um inocente e, provou-se depois, as acusações haviam sido forjadas pelo exército francês.

A má performance do filme tucano nas bilheterias decepcionou a cúpula cultural do movimento. Mas providências já estão sendo tomadas para que o mesmo não aconteça com "Polícia Federal - A Lei é Para Todos". Segundo o colunista de TV Flávio Ricco, um mega campanha de lançamento está sendo preparada para evitar o fiasco.

Deve ser exagero, mas corre o boato de que caso as bilheterias não sejam excelentes nos primeiros dias de exibição, espectadores poderão ser conduzidos coercitivamente às salas de exibição.

Aê, Brasil ! Recado da atleta Joana Maranhão para os otários da nação...


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Governo quer permitir que empresa poluidora destrua Corais da Amazônia. Greenpeace pede ajuda a Bob Esponja para denunciar o crime em potencial







por Flávio Sépia

Além de corrupto, quer passar à história como destruidor do Meio Ambiente?

O governo brasileiro ameaça o recém descoberto sistema de Corais da Amazônia, no Norte do Brasil, ao permitir que uma empresa poluidora, como a BP, explore petróleo na região.

A britânica BP, que devastou o Golfo do México e foi multada em bilhões de dólares por operar com negligência e desprezo pela natureza uma plataforma de petróleo, deixando vazar quase cinco milhões de barris, além de provocar a morte de 11 pessoas, quer extrair óleo em locais que ameaçam um sistema ecológico recém descoberto. Os Corais já têm sua importância científica reconhecida mas ainda nem foram completamente estudados.  Os recifes na foz do Amazonas foram descobertos no ano passado, se estendem por cerca de mil quilômetros e abrigam centenas de espécies, incluindo mais de 60 variedades de esponjas. Os primeiros estudos indicam a existência de um ecossistema único no planeta.

Além da BP, a francesa Total e a brasileira Queiroz Galvão também pretendem explorar petróleo na região.

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) pediu ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que suspenda os estudos para a exploração nas proximidades da foz do rio Amazonas. O MPF pede ainda que seja interrompido o processo em andamento de licenciamento ambiental para perfuração no local.

O Greenpeace Brasil lança campanha mundial que pode pressionar as empresas a desistirem dos seus planos e influenciar bancos financiadores dos projetos.

Assine a petição no site do Greenpeace e fique de olho se o BNDES do Temer vai financiar esse crime ambiental.

Como esponja-do-mar, o personagem Bob Esponja protagoniza o vídeo da campanha.
CLIQUE AQUI 



PARA ASSINAR A PETIÇÃO, CLIQUE AQUI



Garotada engana repórter da Globo, que pede música de Ariana Grande, e manda um "Fora Temer" ao vivo...


CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO

Professor da USP propõe em livro jornalismo inspirado nas ideias de Paulo Freire

por Diego C. Smine (para o Jornal da USP)

A obra do educador brasileiro Paulo Freire (1921-1997) é fonte de inspiração para acadêmicos de múltiplas áreas ao redor do mundo. O novo livro do professor Dennis de Oliveira, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, é mais um exemplo disso. Em Jornalismo e Emancipação: Uma prática jornalística baseada em Paulo Freire (Appris Editora), fruto de sua tese de livre-docência defendida em 2014, o professor aplica as ideias de educação libertadora do intelectual para conceber uma maneira de fazer jornalismo diferente desta dos dias atuais.
A partir de uma análise histórica desde os primórdios do jornalismo até a contemporaneidade, Oliveira faz um diagnóstico de como a prática foi desvirtuada e incorporada pelo capital. “O jornalismo é uma atividade filha do modelo de sociedade liberal, portanto é produto do capitalismo. No momento em que esta perspectiva societária era revolucionária, o jornalismo também tinha este caráter transformador. À medida que a civilização capitalista entra em decadência, o jornalismo também se afasta totalmente das suas funções originárias”, explica.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO JORNAL DA USP, CLIQUE AQUI