domingo, 23 de junho de 2013

Um curiosidade da "Revolução do Vinagre": comerciais que viraram hinos e slogans

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por JJcomunic
Há muitas lições a extrair da "Revolução do Vinagre", a onda de manifestações que se espalhou pelo Brasil. As bandeiras são muitas, certamente faltou foco em outras (para citar apenas uma, um jovem lembrou que é preciso denunciar os corruptores, um poderoso elo da cadeia de desonestidade que infelizmente permeia administrações federal, estadual e municipal nas mãos de todo e qualquer partido).
É curioso que os jovens tenham adotado como lemas slogans publicitários popularizados através de comercias de duas multinacionais. Algo inimaginável, por exemplo, nas passeatas dos anos 60 e 70. Coisas da era ainda a ser avaliada em que o Facebook é o motor das convocações.
Do ponto de vista da organização de futuros protestos, é impossível prever o que vai acontecer. Um caminho talvez fosse, agora, a realização de encontros e debates em universidades, colégios, associações de classe, sindicatos, partidos e outras instituições. O  "monstro" é apenas o meio que pode receber qualquer mensagem. Se não for decifrado poderá ser usado para atos democráticos ou anti-democráticas. As multidões que foram às ruas formavam uma massa tudo-junto-e-misturado. Ao lado de um cartaz exaltando a liberdade, havia outro pedindo a volta dos militares. Um cartaz contra a "cura gay" estava em par com outro que, a pretexto de combater cotas raciais, era nitidamente racista. Ao lado dos manifestantes legítimos, havia a ala da turma que depredou prédios e equipamentos públicos. Alguns desses jovens - como a TV mostrou - usavam camisetas onde se lia a frase "100% Ódio". Que o Brasil tire das ruas e leve para as urnas as lições que que realmente interessem ao povo e não apenas a aproveitadores ou parcelas mais altas da pirâmide social. Brasília, por exemplo, foi palco de esperançosos protestos, descontado o quebra-quebra. Mas você sabe quem lidera as pesquisas eleitorais lá, no momento? Isso mesmo, Wilson Roriz. E no Rio? Acertou: Garotinho.

3 comentários:

Troy disse...

Tô fora. Pra mim já está claro que é manifestação da direita, elite, sem povão

debarros disse...

É verdade. No Rio o Garotinho aparece com 24 % na frente de Lindbherg e o Pezão em último não atingindo 2 dígitos.

Anônimo disse...

Que voltem os militares ao poder , é isso que o Brasil precisa