sexta-feira, 8 de junho de 2018

Gargalhadas na escuridão! Fachin nega quebra de sigilo de Temer

por O.V.Pochê

Brasília está em festa. O clima era de final de Copa com o Brasil hexa goleando a Alemanha por 7 x 1. Mas não se ouvia grito de gol.

A explosão de alegria em gabinetes do Planalto, corredores do Congresso, ministérios, salas de altos executivos de grandes corporações, empreiteiras, doleiros, operadores, diretórios de partidos, igrejas, Ongs, decoradores de mansões, nas salas vip do aeroporto, nas suítes das garotas e garotos de programa, nos caixas de publicidade da velha mídia, no Mercado e no Porto de Santos, entre outros setores, comemorava a decisão do ministro Edson Fachin, do STF, de negar a quebra de sigilo telefônico do ilegítimo Michel Temer, investigado por corrupção.

Foi difícil achar a notícia no Globo de hoje,
na página seis, sem chamada de capa
e com Temer citado em segundo plano.
A Polícia Federal queria a quebra, mas Rachel Dodge, da Procuradoria Geral da República, que comanda o Ministério Público Federal, pediu que fossem abertos apenas os sigilos de Moreira Franco (Minas e Energia) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Para a PGR, não há indícios que liguem Temer aos parças.

Dizem que o trânsito chegou a parar por alguns minutos na avenida em frente ao Planalto. Não, não era manifestação de paneleiros, nem multidões envergando a camisa da CBF. Motoristas se assustaram com barulhos que lembravam tiroteios e balas perdidas. Uma passante avisou que eram apenas rolhas de champanhe estourando alguns andares acima lembrando réveillons inesquecíveis.

Ano novo, vida nova, Brasil novo. Tem que manter isso, viu?

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Diário de Pernambuco: a crise do jornal mais antigo da América Latina

Do Blog Jornalismo nas Américas ( King Center) 

A crise que afeta empresas jornalísticas mundo afora chegou ao mais antigo jornal em circulação na América Latina. Fundado em 1825, o brasileiro Diario de Pernambuco enfrenta uma crise financeira que limou um terço de sua redação e mantém seus funcionários em compasso de espera diante dos atrasos no pagamento dos salários e do suspense sobre o futuro do Diario.
No fim de março, foram demitidos 38 funcionários da redação, entre jornalistas, diagramadores e fotógrafos, conforme relatou ao Centro Knight Jaílson da Paz, que trabalha no jornal há 20 anos e é vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjope).
“As editorias de Esportes, Viver [cultura] e Fotografia foram as que mais tiveram cortes”, disse Jaílson da Paz. “Esportes perdeu o editor, dois subeditores e três repórteres. Na Fotografia ficaram apenas três fotógrafos.”
Segundo nota assinada pelo Sinjope e pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), os profissionais foram demitidos em meio ao fechamento das páginas do jornal.
Trabalhadores do Diario de Pernambuco em mediação no MPT em março (Foto: Júlio Jacobina / Marco Zero)
 
“Enquanto alguns tentavam desatar o nó do travamento da edição, profissionais dispensados deixavam a redação sob aplausos merecidos. Para quem ficava restava a expectativa se teria o nome chamado e a certeza de que o DP se esvaziava de competências enquanto a ineficiência reinava na demolição de uma empresa histórica”, escreveram as entidades em repúdio às demissões.
Essa foi a segunda demissão em massa no DP no período de um ano - em março de 2017, haviam sido dispensados 12 jornalistas. Os profissionais demitidos há um ano e aqueles demitidos recentemente ainda não receberam integralmente as indenizações a que têm direito segundo a legislação trabalhista brasileira, disse o jornalista.
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Revista Veja é condenada por publicar fake news

Do Portal Imprensa 



A decisão foi publicada no Diário Oficial de Justiça do dia 1º de junho e noticiada pelo Blog da Maria Frô, na versão on-line da Revista Fórum.
Em fevereiro de 2015, o jornalista, que atualmente integra a equipe do Antagonista, publicou uma matéria na Veja com o título “farsa no SUS”.
Nela ele fazia referência ao nascimento prematuro de Melissa e a sua internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista, durante 28 dias.
Na reportagem, Brasil falou que o ex-ministro da Saúde teria chamando médicos de sua confiança e de hospitais particulares para realizarem o parto e o cuidado da criança, não se submetendo ao mesmo tipo de atendimento e tratamento que o Sistema Único de Saúde oferece a qualquer usuário.

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Da Revista Fórum


À Fórum, advogado de Alexandre Padilha e Thássia Alves detalhou a ação que acabaram de ganhar na Justiça contra o jornalista Felipe Moura Brasil e a revista Veja por conta de uma fakenews sobre o nascimento da filha do casal, pelo SUS, em 2015

Conforme noticiado pelo Blog da Maria Frô, na Fórum, o casal Alexandre Padilha e Thássia Alves acaba de ganhar uma ação na Justiça por calúnia e difamação contra o jornalista Felipe Moura Brasil e a revista Veja.


Em fevereiro de 2015, um texto de Moura Brasil na publicação da editora Abril chamava de “farsa no SUS” o nascimento de Melissa, filha do casal, no Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista. A reportagem mentirosa  relatava que o ex-ministro da Saúde teria realizado uma espécie de “maquiagem” no hospital público, chamando médicos de sua confiança e de hospitais particulares para realizarem o parto e o cuidado da criança, que nasceu prematuramente por conta de uma pré-eclâmpsia e teve que ficar internada por semanas na unidade. O artigo deixava claro seu objetivo de atacar Alexandre Padilha, como se ele e sua esposa não tivessem se submetido ao mesmo tipo de atendimento e tratamento que o Sistema Único de Saúde oferece a qualquer usuário.

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Russia 2018 - Por enquanto, é só alegria. Brasil quer deixar para trás a "realidade" das três últimas Copas e ficar com a "expectativa" do hexa...



Fotos de Lucas Figueiredo/CBF

Não e só pelos 7 x 1. Nas últimas três Copas do Mundo, o Brasil pisou feio na bola antes mesmo de entrar campo. Vacilou ainda na tumultuada rotina de concentração.

Em 2006, na Alemanha, alguns treinos da seleção pareciam um parque de diversões de celebridades tantas eram as figuras que cercavam os jogadores e com eles dividiam os holofotes. Diretores de veículos e alguns jornalistas foram até bem recebidos em Königstein e Bergisch Gladbach, no Castelo Lerbach, para noite de vinhos e acepipes com cartolas e comissão técnica. Vários programas de TV, e não exatamente esportivos, mas de entretenimento, mobilizavam os jogadores. Patrocinadores, idem. A política de folgas era perigosamente generosa. Weggis, o vilarejo suíço onde a seleção fez os últimos treinos antes de ir para a Alemanha jamais esqueceu a passagem do furacão seleção+torcedores. O que aconteceu nas baladas noturnas não ficou em Weggis - como diz o código não escrito de Las Vegas -, já que agências internacionais contaram em fotos e fatos o que a mídia brasileira, na ocasião, preferiu fingir que não viu, provavelmente para não ter obstáculos imprevistos no acesso aos jogadores. Durante a Copa, algumas folgas de pelo menos três dos mais animados jogadores foram bem aproveitadas em Düsseldorf. Quem viu, viu.

Em 2010, criou-se o fator Dunga. A CBF quis corrigir os excessos registrados na Alemanha e apertou a disciplina. Dunga foi o "xerife" escalado. O temperamento do treinador e as pressões da mídia formaram a tempestade que pairou sobre a seleção. Restrições ao acesso aos jogadores e atrito com jornalista durante uma coletiva abriram uma temporada de caça a Dunga e o clima na África do Sul tornou-se quase insuportável.

Em 2014, Copa no Brasil, não havia mesmo qualquer possibilidade de privacidade para a seleção. Enquanto os alemães se recolheram ao sul da Bahia, os brasileiros se concentraram no point da temporada, a Granja Comary. Se alguém computasse no relógio veria que alguns jogadores gastaram muito mais tempo com selfies, ações de marketing de patrocinadores, participações em programas de TV do que em treino com bola. Deu no que deu.

Rumo à Copa da Rússia, Tite está, por enquanto, segurando a onda externa. Aparentemente, não vai tornar a concentração uma obra aberta nem um bunker intransponível. Um sinal de que procura preservar os jogadores foi sua intervenção em uma ação de marketing do patrocinador Mastercard. A empresa divulgava uma promoção de doação de alimentos para pessoas carentes baseada em gols marcados por Neymar (e Messi). Tite achou que a publicidade não favorecia o espírito de jogo coletivo que ele quer na seleção. Sem falar que podia ter impacto no ambiente e no jogo. A empresa mudou a campanha e doará 1 milhão de refeições independentemente dos gols exclusivos de Neymar.

A atitude do treinador mostra sua atenção ao entorno do campo e a tudo que possa respingar nos jogadores e lhes tirar a concentração na Copa.

Jornalistas que cobrem a seleção notam que a convivência, o ambiente e o foco dos jogadores em nada lembram as três últimas campanhas da seleção. As fotos acima são um bom sinal. 

Só há um elemento que Tite não pode controlar: a intensidade dos jogadores nas suas redes sociais. Como qualquer jovem, eles estão conectados. Concentração ganhou esse nome porque era uma bolha. Afastava o time do mundo exterior com o objetivo de focalizar o treinamento para o jogo seguinte. Não é mais. Críticas, especulações, problemas de família, de namoradas, de empresários, de patrocinadores, de amigos, assédio, tudo está ao alcance de um clique.  Só os jogadores podem administrar isso.

Há bons motivos para confiar que a Rússia 2018 não reeditará Alemanha 2006, África do Sul 2010 e Brasil 2014. 

Recentemente, Luís Fernando Veríssimo deu mais uma razão para a esperança. Em crônica no Globo, o escritor lembrou que a seleção brasileira fez uma péssima Copa em 1966 e foi campeã em 1970; foi mal em 1990 e venceu em 1994; entrou em convulsão em 1998 e ganhou em 2002. A Copa de 2014 é pra esquecer. Que 2018 confirme a numerologia do Veríssimo. 

terça-feira, 5 de junho de 2018

1000 tons de preto • Por Roberto Muggiati

Fabiana Cozza: criticada por ser clara demais para...

...interpretar Dona Ivone Lara em musical. Fotos:Divulgação

“Renuncio por ter dormido negra e, após o anúncio do meu nome como protagonista do musical, acordar ‘branca’ aos olhos de tantos irmãos.”

Reprodução O Globo
Assim a atriz Fabiana Cozza anunciou sua desistência de interpretar o papel principal do musical "Dona Ivone Lara: um sorriso negro", por ser considerada clara demais” para viver o papel da famosa sambista. Filha de pai negro e mãe branca, Fabiana se declara uma mulher negra e se posiciona politicamente como tal. Ela afirmou ainda: “Quero que este episódio sirva para nos unir em torno de uma mesa, cara a cara, para pensarmos juntos espaços de representatividade para todos nós.”




Seu dilema lembra o da cantora de jazz Billie Holiday (1915-59), uma mulata clara, na época em que, nos estados mais reacionários, o público não aceitava a integração racial.


Billie Holiday: discriminada em orquestras "brancas" e "negras'.

Em meu livro de 2008, "Improvisando soluções" (Best Seller), relatei as formas de segregação que ela “viveu na carne quando começou a excursionar com a orquestra de Artie Shaw, formada só por músicos brancos. As plateias dos estados norte-americanos mais conservadores não admitiam mistura racial em grupos musicais. Se Billie negra teve problemas apresentando-se com orquestras brancas, ela não deixou também de ter problemas quando excursionava com a orquestra negra de Count Basie. Seu tom pálido de pele morena, acentuado pelos refletores, induzia o público a acreditar que fosse branca. Muitas vezes Billie teve de passar graxa no rosto para escurecer a pele e ‘passar por negra.’”

Fernando Gabeira e a contradição no tempo. Por Guina Araújo Ramos

1986 - Gabeira, então do PV, em frente ao prédio da Manchete, depois de participar de debate promovido pela TV Manchete no Teatro Adolpho Bloch. Naquelas eleições para governador do Rio de Janeiro, o jornalista dividiu votos com o brizolista Darcy Ribeiro, o que deu a vitória a Moreira Franco. Gabeira nem deve ter percebido que o passado estava logo ali, como uma curiosidade subjetiva que a foto carregava. Em 1969, um dos bilhetes dos sequestradores do embaixador americano Charles Elbirck, do qual ele participou, foi deixado a pouco metros da cena acima, em uma escultura de Bruno Giorgi instalada no pequeno jardim diante da sede da Bloch Editores. Foto de Guina Araújo Ramos

1979 - Gabeira foi fotografado na praça 4 de julho, em frente à Embaixada dos Estados Unidos, no Centro do Rio. Ele voltava do exílio e não quis posar na calçada da representação americana. Como havia participado do sequestro do embaixador Charles Elbrick, o jornalista temia ser "sequestrado". Foto de Guina Araújo Ramos Ramos
 por Guina Araújo Ramos 

Têm me reaparecido amigos e conhecidos com que convivi nos subúrbios cariocas nos anos 1960 e 70, tempos da ditadura do Golpe de 1964, pessoas (a maioria deles brancos, todos da classe média) que, então, agiram como “revolucionárias”, correram risco de serem presas, algumas até o foram... Curioso é que, hoje, se transformaram em ou se apresentam como... bem, talvez o termo mais próprio seja mesmo “reacionários”.

Têm muita dificuldade de entender as necessidades da sociedade brasileira (simplesmente defendem seus relativos privilégios), continuam presos à ideologia da Guerra Fria (têm alta subserviência ideológica aos EUA) e destilam preconceitos de classe e de cor (colocam-se sempre, moralmente, acima do “povão”). Alguns chegam à absoluta contradição de pedirem “intervenção militar”, parece até que apagaram da memória seus próprios sofrimentos na ditadura...

Sentiam basicamente, na época, a necessidade de defender sua liberdade de expressão (muitas vezes, artística) e foram estimuladas por Maio de 1968 na França e as passeatas no Brasil, até sofrerem a repressão da ditadura, que lhes atingiu após o AI-5, final de 1968.

Não mudaram, de lá para cá, num ponto fundamental: apesar de criadas num país marcado pela memória do escravismo, parece que nunca tiveram a pretensão, talvez nem mesmo a ideia, de questionar as injustas estruturas econômicas ou de lutar por igualdade nas relações de classe.

Entre os Bonecos da História, talvez um exemplo muito simbólico, se não prático, seja Fernando Gabeira. Durante o ano de 1979, após a aprovação da anistia, acompanhei a chegada de vários exilados políticos da ditadura do Golpe de 1964, entre eles Fernando Gabeira.

Copio trecho do meu livro “A outra face das fotos”:

Em uma grande matéria para a Manchete, fotografei Fernando Gabeira em entrevista no apartamento de sua prima Leda Nagle, conhecida apresentadora de programas de TV, na Gávea, e circulamos com ele pela cidade, revendo todo o roteiro de sua atuação política clandestina. Tinha, naturalmente, um deslumbramento, pelo Rio e pelas pessoas, mas também era evidente nele uma nostalgia mal digerida.  E alguma preocupação... Tivemos um momento tenso na matéria. Propusemos fazer umas fotos diante do consulado americano, na avenida Pres. Wilson, e, com grande desprendimento, Gabeira aceitou posar sentado junto ao pequeno obelisco da Praça 4 de Julho, em frente ao consulado. No entanto, quando sugeri, recusou-se terminantemente a pisar na calçada à frente do prédio do governo dos EUA: muito justamente, ele, que participara do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, sentia agora um repentino (e compreensível) medo de ser sequestrado...”

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

SEGUNDA-FEIRA, 4 DE JUNHO DE 2018 * Há 50 anos - Bobby Kennedy: a morte na cozinha – Por Roberto Muggiati

Robert Kennedy abatido por três tiros disparados pelo ativista palestino Shiran Bishara Shiran. O fotógrafo Bill Eppridge, da Life, fez uma das mais expressivas fotos do século 20. Uma composição clássica. Ao lado, aparece o taifeiro mexicano Juan Romero, com quem o então candidato a presidente dos Estados Unidos ainda conversou.

Dias depois, o dramático simbolismo da capa da Life: o líder sai de cena. Os tiros que mataram Robert Kennedy
elegeram Richard Nixon, uma das mais tenebrosas figuras da política americana.  A edição especial da revista lançava uma pergunta:  "Quantas vezes mais vamos passar por tiroteios que apertam a garganta, nos enlutam e abafam tambores?"


por Roberto Muggiati 


Caiu-me nas mãos por estes dias um filme espetaculoso de Emilio Estevez, Bobby (2006). A propaganda anuncia: “Vinte e dois destinos, um momento da História que ninguém vai esquecer.” O enredo se passa no Ambassador Hotel de Los Angeles, em 4 de junho de 1968, uma terça-feira, no dia em que Robert Francis Kennedy venceu as eleições primárias da Califórnia para concorrer à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata.

Pouco depois da meia-noite, contrariando sua segurança, o irmão de John Kennedy atravessa a cozinha para chegar mais rapidamente à sala de imprensa do hotel, onde dará uma entrevista coletiva. E, justamente na cozinha cheia e enfumaçada, Bobby é atingido com três tiros de um revólver calibre 22 por um ativista palestino de 24 anos, Sirhan Bishara Sirhan, que feriu ainda cinco pessoas.

Cinquenta anos passaram correndo. Dois meses antes do atentado contra RFK, o paladino dos direitos civis, Martin Luther King, foi assassinado a tiros em Memphis. Um dia antes, a radical feminista Valerie Solanas deu três tiros em Andy Warhol, considerado macho chauvinista.

Entre os atores estelares de Bobby estão Anthony Hopkins, Harry Belafonte, Martin Sheen, William Macy (o marido trapalhão de Fargo que manda sequestrar a própria mulher), Sharon Stone, Lindsay Lohan, Demi Moore, Helen Hunt. Robert Kennedy aparece em flashes de TV e todo o elenco parece aguardá-lo como uma espécie de Godot...

Os defensores dos valores democráticos nos EUA viam uma nova esperança na figura do irmão de John Kennedy: Bobby tinha tudo para ser eleito em 1968, não fosse assassinado. A vaga presidencial sobrou para o republicano Richard Milhous Nixon, uma das figuras mais tenebrosas da política americana, forçado a renunciar em 1974 por causa do Escândalo Watergate.

O encontro de Pelé e Robert Kennedy fez a festa dos fotógrafos que cobriam Brasil 2 X 2 URSS, no Maracanã, no dia 21 de novembro de 1965. Após o jogo, todos correram para o vestiário. Pelé estava nu. Foi providenciada uma toalha para compor as imagens que correram o mundo. (Museu Pelé/Secretaria de Turismo de Santos - SP). 
O senador Robert Kennedy esteve no Brasil em 1965. Àquela altura já se achava envolvido na defesa dos direitos civis em seu país e preocupava-se com as questões sociais no mundo inteiro (ressalve-se uma certa ingenuidade anticomunista e tolerância com a ditadura militar, mas, afinal, era uma cabeça feita ainda na Guerra Fria). No Rio, visitou a favela da Praia do Pinto, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, que seria arrasada por um misterioso incêndio em 1969. Bobby viu também um pinto famoso – o do Rei Pelé – em outra praia, o vestiário do Maracanã. Uma toalha foi providenciada às pressas para a foto oficial. (Quem cobriu a visita para a Manchete foi o repórter especial Sérgio Alberto Cunha, que era casado com uma americana e logo depois foi promovido para chefiar o escritório da Bloch em Nova York. Ficou décadas no posto e ainda mora em NY.)

Bill Eppridge, fotógrafo da revista Life, abandonou um ensaio sobre cavalos selvagens em Montana e se mandou entusiasmado para LA no seu Jeep quando soube que Kennedy seria candidato à Presidência dos EUA. Estava no lugar certo na hora certa para fazer uma das fotos mais expressivas do século 20, uma foto em preto&branco com dramático efeito de chiaroscuro e composição clássica em estilo de Pietà, com o taifeiro mexicano Juan Romero confortando Bobby, que ainda trocou algumas palavras com ele:

RFK: Está todo mundo OK?
Romero: Sim, todo mundo está OK.
RFK: Tudo vai ficar OK.

Socorristas médicos chegaram em poucos minutos e colocaram o senador numa maca, o que o levou a sussurrar.

RFK: Não me levantem.

Foram suas últimas palavras, ele perdeu a consciência logo a seguir. Hospitalizado no Bom Samaritano de Los Angeles, RFK morreu nas primeiras horas do dia 6 de junho.



A revista Time, que saudara a candidatura de Kennedy em 24 de maio com uma ilustração do artista pop Roy Liechtenstein, encomendou outra capa para o artista, a de um revólver fumegando apontado para o leitor, publicada em 21 de junho, uma matéria de reflexão intitulada The Gun in America.


Sirhan Bishara Shirhan, aos 74 anos, continua cumprindo a pena de prisão perpétua na penitenciária de San Diego. Como motivação do atentado, ele alegou o apoio do senador a Israel.

Alguns observadores políticos consideram o assassinato de RFK como o primeiro episódio de violência politica nos EUA decorrente do conflito Israel-Palestina no Oriente Médio.

Cinquenta anos depois, nada mudou. Ao contrário, nunca se venderam tantas armas, com tanta facilidade, nos Estados Unidos – e elas têm sido usadas com frequência cada vez maior, chegando até a banalizar a mortandade em massa.

E as divergências entre israelenses e palestinos estão cada vez mais acirradas, cada vez mais longe de um final pacífico.

domingo, 3 de junho de 2018

Rumo à Copa da Rússia: contra a Croácia deu pro gasto...

Neymar; a volta e a comemoração. Foto Lucas Figueiredo/CBFa

"Bobby" Firmino. Foto Lucas Figueuredo/CBF

A Croácia tem um time forte. Talvez melhor do que os nossos três primeiros adversários da Copa: Suíça, Costa Rica e Sérvia. O Brasil mostrou defeitos e virtudes. Teria sido bom que o time de Tite provasse, no primeiro tempo, que não depende de Neyamr. Infelizmente, precisou o craque entrar, no segundo tempo, para decidir. Mas isso não que dizer que Philippe Coutinho, Marcelo, Firmino, Casemiro e William não tenham mostrado valor.

Entre as virtudes, a segurança da defesa. Entre os defeitos, a timidez para tentar o drible como solução individual de ataque, indispensável às vezes e arma poderosa para jogadores habilidosos. Apenas posse de bola e o às vezes irritante tiki-taka europeu, com prioridade para a troca de passe excessiva. que lembra a nossa "roda de bobo" ou um futebol a la handebol, não basta.

O Brasil trocou centenas de passes no primeiro tempo e não furou a defesa da Croácia. Apenas Philippe Coutinho arriscou um drible por baixo da perna do adversário.

A Neymar, no segundo tempo,  bastou apenas um drible para fazer o esperado e demorado gol.

Jornalismo - O personagem da semana - Dr. Sigmund Jung leva ao divã o colunista neoliberal de economia...

Affiche The Dollar Domain, V.Briskin. 1954.
Reprodução Sergo Grigorian Collection/Contact Culture

por O.V.Pochê

Eles se engajaram no século passado, ainda timidamente. Ganharam força na virada do século, se transformaram em ativistas da grande mídia e foram influentes entre as forças conservadoras que se mobilizaram contra Lula a partir dos anos 1990 e, finalmente, se voluntariaram para a conspiração que levou à queda de Dilma.

Obviamente, conduziram ao poder Temer e o PMDB. Se carregam a culpa de apoiar um governo de investigados, denunciados e indiciados por corrupção, eles apoiam com entusiasmo a política econômica aplicada e até exageram nos elogios aos resultados. Falam, por exemplo, no fim da recessão, o que a realidade das ruas, o desemprego, a falta de investimentos e o caos social não mostram.

Levamos ao divã do Dr.Sigmund Jung  o colunista neoliberal de economia, importante personagem  presente na facção hegemônica da mídia brasileira. É a nossa modesta contribuição à formulação do perfil desse personagem assemelhado a um jornalista-operador do Mercado, que hoje, em um país com um Brasil, é a entidade que se tornou o Primeiro Poder, reclassificando tudo o que vem depois, o Executivo, Legislativo, Judiciário e outros não votados.

Veja um resumo do que foi encontrado nos porões das mentes quase impenetráveis dos espécimes analisados. 

* Colunista neoliberal de economia não compra presente pra mãe. Teme que a irmandade o acuse de dar subsídio.

* Colunista neoliberal mantém fundo em dólar para financiar mesada do filho em real. Assim, ganha algum com a alta da moeda americana.

* Colunista neoliberal faz sexo, ao contrário do que dizem as fofocas dos heterodoxos. Mas estipula a frequência semanal, se duas, três ou quatro vezes, de acordo com a tendência do mercado. Para isso, ele consulta agências de risco.

* Colunista neoliberal prefere que a presidência da República seja exercida por um Banco Central autônomo. Eleição é um tipo de populismo que inibe os investidores.

* Colunista neoliberal acha que voto popular atrapalha o mercado e cria insegurança jurídica para investimentos.

* Colunista neoliberal é contra saúde pública, educação pública, transporte público, empresa pública, praça pública, praia pública e banheiro público.

* Colunista neoliberal mantém altar em casa onde reza todos os dias pedindo ajuste fiscal para a humanidade. As entidades adoradas são, pela ordem, Mercado, FED, Agências de Risco, Milton Friedman, Plano Real, Privatização e Pedro Parente.

* Colunista neoliberal tem uma foto de Fernando Henrique na mesinha de cabeceira inspirando o quarto de casal sempre que falta Viagra.

* Colunista neoliberal sonha com o dia em que o último brasileiro doente contratará o último plano de saúde privado e assim permitirá o fechamento do último SUS.

* Colunista neoliberal tem um método infalível para enquadrar filho desobediente. Fala que "o sem-teto vai ocupar", "o sem-terra vai pegar'.

* Colunista neoliberal não gosta de Justiça do Trabalho. Acha que judicializa relações e acredita que os patrões sabem o que e melhor par seus empregados.

* Colunista neoliberal também não gosta de sindicatos. Representação coletiva é coisa de soviete.

* Colunista neoliberal sofre de gastrite ao ouvir falar em idoso, para ele, o grande vilão da Previdência Social. E, como elefantes moribundos, velhos devem saber sair do sistema quando chegada a hora. Se não a conta não fecha.

* Colunista neoliberal bota Lexotan no caviar quando ouve falar de Previdência Social e aposentadorias.  Para ele, idoso, além de rimar com ocioso, é inimigo do ajuste fiscal.

* Colunista neoliberal não gosta de politicas sociais. Acha que são incentivo fiscal aos pobres. É pobres são ativos populacionais obsoletos e prejudicam a competitividade, além de feios.

* Colunista  neoliberal não gosta de salário mínimo, Para ele, é o máximo da interferência do Estado na vida das empresas.

* Colunista neoliberal não gosta de fake news, só de fake opinion

* Colunista neoliberal não casa, faz fusão ou joint ventures depois de escolher o parceiro ou parceira em empresa de headhunters.

* Colunista neoliberal não gosta do politicamente correto. É patrulha cultural sobre o pensamento individual.

* Colunista neoliberal não descansa no fim de semana. Ele é contratado por instituições neoliberais para fazer palestras neoliberais para plateias neoliberais sobre as vantagens do neoliberalismo e
dos cachês das empresas estatais que patrocinam esses seminários privados neoliberais.

* Colunista neoliberal acha que preservar o meio ambiente, instituir cota raciais, de gênero, impedir que mulheres grávidas trabalhem em ambiente insalubre, fazer reforma agrária, criar reservas indígenas, impor códigos de posturas urbanas são medidas anacrônicas. Mas o colunista neoliberal defende o que resta de imagem própria "apoiando" a preservação do meio ambiente, as cotas, as reservas indígenas...

* Colunista neoliberal até ouve Chico Buarque, mas só A Banda. Atualmente, baixa apenas Roger e Lobão.

* Colunista neoliberal ia ver o filme Aquarius. Desistiu quando soube que o mercado imobiliário se sentiu ofendido com a trama vivida por Sonia Braga...

* Colunista neoliberal viu 20 vezes o filme Plano Real. Chorou de emoção todas as vezes.

* Colunista neoliberal não gosta de ciclovia. Tira vaga de estacionamento para carros, além de eliminar faixas de avenidas.

* Colunista neoliberal não gosta de vacinação de graça. Acha que é concorrência desleal do Estado com a as clínicas privadas.

* Colunista neoliberal acha que governo tem que fazer grandes obras de infraestrutura e depois privatizar baratinho com financiamento do BNDES.

* Colunista neoliberal divulga sempre o Impostômetro. Do Sonegômetro ele não quer ouvir falar.

* Colunista neoliberal evita criticar Bolsonaro.  Não acredita no potencial de Henrique Meireles, mas, e se o Mercado apoiar o mascote da direita? "Vamos nessa", decretarão.

* Colunista neoliberal venderia até a mãe se ela tivesse valor de mercado. Isso é injusto. Ele apenas a colocaria em um aplicativo de locação temporária.

* Colunista neoliberal acha que palavras como cotações da Bolsa, do câmbio, as notas das agências de risco, a privatização da Petrobras, da Eletrobras, o ajuste fiscal, os cortes no orçamento da Saúde e Educação, a venda da Embraer,  o fim da Previdência Social, o sucateamento do SUS, o fim dos programas populares de habitação são dirty talk afrodisíaco se ditas na alcova ao pé do ouvido. 

* Colunista neoliberal não reclama do Refis, o programa de parcelamento por até 100 anos de dívidas fiscais ou sonegadas. Colunista neoliberal é ativista mas não é bobo: as empresas que pagam seus salários estão no Refis.

* Colunista neoliberal não gosta de redes sociais. Elas fazem pensar que eles não são amados e publicam "campanha de ódio" como a desse post.

sábado, 2 de junho de 2018

1958 - A histórica edição da Manchete Esportiva que pode inspirar a seleção de Tite

A histórica capa dupla da Manchete Esportiva em 1958


Uma rara foto do famoso gol de Nilton Santos contra a Áustria, quando ele conduziu a bola de área a área.
Foto de Jáder Neves

A crônica especial de Nelson Rodrigues. Reprodução Manchete Esportiva

Gol de Vavá contra a Rússia. Fotos de Jáder Neves

Reprodução Manchete Esportiva

O gol de Pelé contra País de Gales. Reprodução Manchete Esportiva


Vavá vence Yashin, o lendário goleiro da então URSS. Foto de Jáder Neves

Pelé e Garrincha em Hindas, a concentração da seleção brasileira na Suécia. Foto de Jáder Neves

Nilton Santos e Garrincha. Foto de Jáder Neves

Em contraste com os treinadores engravatados de hoje, a larga informalidade do técnico Vicente Feola.
Reprodução Manchete Esportiva

Didi em missão difícil: falar como Brasil ao telefone usando as conexões de 1958.

Didi no lago de Hindas e... .

... cumprimentando o Rei da Súécia, Gustavo Adolfo, após a conquista da Jules Rimet.. Foto Jáder Neves

A emoção do menino Pelé entre Djalma Santos e Garrincha. Foto Jáder Neves
Gilmar, Orlando, Garrincha, Zito.


O massagista Mário Américo dispara no gramado para tomar a bola do jogo que o juiz queria levar para casa..
Foto de Jáder Neves 

por José Esmeraldo Gonçalves

Não seria má ideia fazer rodar de mão em mão em Sochi, a concentração do Brasil na Rússia, este raro exemplar da Manchete Esportiva. Pode ser o toque final de inspiração para incendiar o talento de Neymar, Philippe Coutinho, Willian, Gabriel Jesus, Casemiro, Marcelo &Cia.

No dia 29 de junho de 1958, a seleção brasileira venceu a Suécia por 5 X 2 e ganhou pela primeira vez a Copa do Mundo. Os enviados especiais Ney Bianchi e Jáder Neves produziram ao longo daquele mundial metros de laudas e centenas de fotos detalhando a campanha histórica.

No Rio, a redação da revista, com Augusto Rodrigues, Nelson Rodrigues, Paulo Rodrigues, Arnaldo Niskier e Ronaldo Bôscoli foi mobilizada para reunir todo o material, incluindo a preparação da seleção em Araxá e Poços de Caldas, cenas de bastidores e o passo a passo da jornada até chegar à Jules Rimet.

Quando a edição inundou as bancas, a euforia da torcida estava no auge. Depois do desastre da Copa de 1950 e da participação tímida na Copa de 1954, o Brasil vivia finalmente a "vertigem do triunfo", nas palavras de Nelson Rodrigues, que assinava duas páginas da revista.

"A partir do momento em que o Rei Gustavo, da Suécia, veio apertar as mãos dos Pelés, dos Didis, todo mundo aqui sofreu uma alfabetização súbita. Sujeitos que não sabiam se gato se escreve com "x" ou não iam ler a vitória no jornal. Sucedeu essas coisa sublime: analfabetos natos e hereditários devoraram matutinos, vespertinos, revistas, e liam tudo com uma ativa, devoradora curiosidade, que iam do lance a lance da partida, até os anúncios de missa. Amigos, nunca se leu e, digo mais, nunca se releu tanto no Brasil", escreveu o cronista. 

E mais adiante, em tom épico, escaneou com precisão o sentimento das ruas.

"Do presidente da República ao apanhador de papel, do ministro do Supremo ao pé-rapado, todos aqui percebem o seguinte: é chato ser brasileiro! Já ninguém tem mais vergonha de sua condição nacional. E as moças na rua, as datilógrafas, as comerciárias, as colegiais, andam pelas calçadas com um charme de Joana d'Arc. O povo já não se julga mais um vira-latas. Sim, amigos, o brasileiro tem de si mesmo uma nova imagem; ele já não se vê, na generosa totalidade das suas virtudes pessoais e humanas. Vejam como tudo mudou. A vitória passará a influir em todas as nossas relações com o mundo. Eu pergunto: que éramos nós? Uns humildes. O brasileiro  fazia-me lembrar aquele personagem de Dickens que vivia batendo no peito: - Eu sou um humilde! Eu sou o sujeito mais humilde do mundo! Ele vivia desfraldando essa humildade e a esfregando na cara de todo mundo. E se alguém punha em dúvida a humildade, eis o Fulano esbravejante e querendo partir caras. Assim era o brasileiro. Servil com a namorada, com a mulher, com os credores. Mal comparando, um S. Francisco de Assis, de camisola e alpercatas". 

Hoje, 60 anos depois, Nelson veria que o Brasil está de novo de alpercatas e camisolas. Agora moralmente mais esfarrapadas.

Não é o futebol que vai mudar a chamada conjuntura dos cafajestes, mas se a TV mostrar menos a seleção titular dos corruptos e mais o time de Tite já melhora o astral.

Nem que seja por alguns dias.

Só um ópio passageiro...

A propósito, repararam que a seleção não foi a Brasília se despedir dos mandatários, como era tradição? E Tite já declarou que se ganhar a Copa não vai subir a rampa do Palácio do Planalto, outra regra do passado.

Decisão saudável essa de não frequentar ambiente insalubre.

Vai evitar contaminação por elementos tóxicos.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Copa 2018 - A superstição está no ar - Entre as companhias aéreas que transportaram a seleção brasileira só Panair e Varig trouxeram taças...

O avião que levou a seleção para Londres, rumo à Copa de 2018: um Airbus A340 fretado à empresa AirX Charter. 
A Varig transportou a seleção para a Copa de 2002 (Japão-Coréia do Sul) em um Boeing 767. Foi o ano do penta, o último título do Brasil. 


Em 2010, a Airbus 330, da Tam, levou a seleção à África do Sul. Não foi pé-quente.

Em 2014, o Boeing  737-800 da Gol foi pintado pelos Gêmeos. Não deu sorte, foi o ano dos 7 X 1...
FOTOS DIVULGAÇÃO 

por Niko Bolontrin

O voo do penta, em 2002, foi em um avião da Varig. O do tetra, em 1994, também. E o do tri, em 1970. O bi de 1962, no Chile, foi a bordo de um DC-7 da Panair, assim como o do primeiro título do Brasil, em 1958, na Suécia..

Em 2006, a seleção escolheu a Varig para ir à Alemanha. Naquele ano, a empresa faliu no ar e o Brasil em campo. Em 2010, coube à Tam levar os craques à África do Sul. Na Copa de 2014, a Gol transportou os jogadores entre as capitais brasileiras. Foi mal. O time dos 7 x 1 fez esses voos.

Para a Copa 2018, se foi superstição ou não, só a CBF pode dizer. Mas o fato é que a seleção que partiu para a Rússia, com escalas para amistosos em Londres e Viena quebrou uma tradição de voar em companhias nacionais. A Tam, agora Latam, e a Gol ficaram na pista e a CBF preferiu alugar um Airbus A340, da companhia maltesa AirX Charter. Com um detalhe, o jato foi configurado especialmente com apenas 100 poltronas de primeira classe.

A justificativa oficial é que a Gol, patrocinadora da seleção, não voa para Londres. A CBF não informou ainda se o mesmo avião fará os voos internos na Rússia durante a Copa.

Se for a AirX, que seja tão pé-quente quanto as campeoníssimas Panair e Varig.

O Boeing 707 da Varig que levou a seleção ao tri no México.

E o anúncio da Panair, na Manchete, com o DC-7 comemorando o primeiro título
do Brasil em 1958, na Suécia. 

Dos arquivos de Guina Ramos - Erasmo Carlos nas esquinas de Ipanema em 1978...


Erasmo Carlos, Ipanema, 1978. Foto de Guina Araújo Ramos.

Reprodução da matéria da Fatos & Fotos. Erasmo lançava a música "Pelas esquinas de Ipanema". 

O blog Bonecos da História, editado pelo fotojornalista e escritor Guina Araújo Ramos, publica hoje antigas fotos de Erasmo Carlos. Em uma delas, o cantor posa na Visconde de Pirajá, em Ipanema.

Seguindo os passos da canção "Pelas Esquinas de Ipanema", com trechos que relatam uma caminhada pelo bairro (Caminhar… caminhar… caminhar/Pelas esquinas/Caminhar… caminhar… caminhar/Pipi-dogs, lanchonetes/Jet-sets e ressacas/ Best sellers, discothéques/Bus-stop e pivetes/Copertone e blue jeans/ Big shots e Jobins etc) Guina retratou o Tremendão para uma matéria da Fatos & Fotos, em 1978, ano de lançamento daquele LP.

Bonecos da História revisitou seus arquivos motivado pela presença de Erasmo Carlos na mídia, hoje, 40 anos depois. O cantor, que comemora 77 anos no dia 6 de junho, está lançando um novo álbum - "Amor é isso". E também está nos cinemas: estreou ontem o filme "Paraíso Perdido", dirigido por Monique Gardenberg, com Marjorie Estiano, Seu Jorge, Humberto Carrão, Hermila Guedes e Júlio Andrade, onde Erasmo faz o papel do dono da boate Paraíso Perdido.

Veja a matéria completa no Bonecos da História, clique AQUI 

Hoje no Netflix: estréia de documentário sobre atentados em Paris

O Netflix lança hoje documentário em três episódios "13 de Novembro - Terror em Paris".
São histórias pessoais em torno dos ataques de terroristas islâmicos ao Bataclan, Stade de France e outros locais da  capital francesa em 2015.