quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Video-cacetada

Clique no link abaixo e veja o bate-boca entre Tasso Jereissati e Renan Calheiros. Imagens da TV Senado.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u606052.shtml

Repaginada

Susan Boyle produzida, reeditada, copidescada... Veja na reprodução do site Harper's Bazaar



Photo by Hugh Stewart - Reprodução Susan Boyle Fashion Photos - Site Harper's Bazaar -
watch the video.

Penúltimo capítulo

O ministro da Justiça da Inglaterra autorizou a libertação do inglês Ronald Bigg, que participou do lendário assalto ao trem postal de Glasgow, Escócia, em 1963, e morou no Brasil por muitos anos. Biggs, que completa 80 anos neste sábado, foi libertado em razão do seu precário estado de saúde, uma grave pneumonia, segundo o boletim médico da prisão. Michael, filho de Biggs e que nos anos 1980 participou do programa infantil Balão Mágico, comentou a edecisão ("Espero que meu pai sobreviva o suficiente para comemorar seus 80 anos no sábado", disse). O roubo entrou para a história. Com 15 comparsas, Biggs arrecadou 2,6 milhões de libras. No ano seguinte, foi preso e condenado. Em 1965, escapou da penitenciária. Os jornais ingleses consideram difícil que Biggs realize seu último desejo: entrar em um pub, como um inglês, e pedir uma caneca de cerveja.  


Panis sideral


Um suposto objeto voador não identificado "invade" telejornal da BBC. Novos tempos, novas tecnologias, você podem acessar o vídeo (link abaixo) e ver a cena. Isso me faz lembrar o célebre ovni da revista O Cruzeiro, quando o repórter João Martins (que também trabalhou na Manchete, fazia uma reportagem sobre um andarilho que circulava na Barra, então quase deserta, e deparou-se com um suposto disco voador. Ed Keffel, fotógrafo da revista, que o acompanhava, flagrou o tal objeto prateado em cinco fotos. A coisa passou por cima da dupla, silenciosamente, e sumiu ali pela altura da Pedra da Gávea. O Cruzeiro publicou a história em 17 de março de 1952. O curioso é que João Martins foi à Barra para tentar comprovar um boato de que o andarilho solitário, que falava alemão, seria, na verdade, Hitler. Encontrou o tal sujeito, que era holândês e pesquisador de botânica. Preparava-se para voltar à redação, sem matéria, quando, ao parar para tomar uma cervejinha, viu o tal objeto voador. O caso rendeu muito polêmica, provocou a publicação de um "extra' (reprodução acima) e vendeu revista. Nas semanas seguintes, houve que denunciasse uma "armação", a FAB investigou e peritos examinaram as fotos. O mistério jamais foi desvendado e a reportagem, em todo caso, entrou para a história do jornalismo, no seu gênero. Veja o Ufo que voou sobre Londres, ontem.


http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2009/08/emp/090806_tvufo_video.emp.xml

Re: Parabéns Amaaaaaaada!!!!!

Meus queridos amigos Jussara Razzé e José Esmeraldo, vocês quase mataram a velha do coração!!! Acho que nem o Roberto Carlos, na festa dos seus 50 anos de carreira, teve tantas emoções como eu tive, quando lí a homenagem que a turma do Panis Cum Ovum me fez no dia do meu aniversário. Amo muito vocês, obrigado de coração!!! Agradeço também as mensagens carinhosas que recebi dos amados amigos, DeBarros, Lourival de Caxias, Boa Idéia, Patrícia Oliveira, Marcos Maynart, Alex Ferro, Marília Campos, André Leite, Eliane Furtado, Lenire Alcure e a todos os panis atrasados, rs. Vocês realmente me proporcionaram um Festão Virtual!!! Are Emoção!!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Parabéns, amaaaaaaaaaaaaaada!!!!!

Vou aproveitar a oportunidade de ter este espaço privilegiado no Panis e anunciar que hoje é aniversário da Maria Alice. Preciso dizer mais alguma coisa? Poucas pessoas merecem ocupar este lugar. Ela é uma delas. Amo essa guria de paixão. Espero que ela saiba disso. Que a minha querida "Irmã Zoé" seja muito feliz pois ela merece. E que conte comigo para o que der e vier.

A força do amor


Quem não acredita no amor? Quem não viveu uma história de amor?Quem não tem uma história de amor para contar? Acho que todos nós acreditamos, já vivemos e temos muitas histórias de amor para contar. Como diz a jornalista e escritora Eliane Furtado todos nós somos “Atraídos pelo Amor”, título do seu mais recente livro, da Hama Editora que chega à segunda edição. Foi inspirada no livro de Eliane, minha amiga eterna que resolvi falar desse sentimento que tem múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia ou ainda, inclinação, apetite, paixão, querer bem, conquista e por aí vai. Mas o amor que quero falar aqui é aquele que sinto pela minha família, pelos meus amigos (que no chopp do sábado à tarde me fazem rir e renovam minhas energias), pelo meu trabalho, pela minha religião, pela gastronomia, pela natureza, pela arte. É aquela energia que nos dá força para levantar todos os dias e começar de novo. Os que não acreditam nesse estado de espírito podem até me chamar de cafona, não faz mal, porque até os animais acreditam. Prova disto, são as imagens de um vídeo publicado pelo “Telegraph” que mostram o leão ‘Júpiter’, que foi resgatado de um circo pela dona de um abrigo de animais na Colômbia, dando um grande abraço em sua proprietária. O animal tinha ganho uma festa em seu aniversário de dez anos. (Foto reprodução Telegraph)
A propósito, Atraídos pelo Amor, edição 2, revisada e renovada, será lançado em Sampa, no dia 7 de Agosto, sexta à noite, na livraria Saravaiva Mega Store, Higienópolis, Avenida Higienópolis, 618, terceiro piso.

domingo, 2 de agosto de 2009

Boa notícia-3


Deu no Comunique-se, Portal da Comunicação: "A juíza Maria da Penha Nobre Mauro Victorino, da 5ª Vara Empresarial, autorizou nesta quinta-feira (30/07) o pagamento integral dos créditos trabalhistas a cerca de 2,5 mil ex-funcionários da falida Bloch Editores com processos já habilitados. Faltam apenas a publicação da decisão e a definição da logística.
“Além de vários ex-empregados que morreram, que estão doentes, que não conseguem mais emprego por causa da idade, existem os que estão mendigando nas ruas. A juíza conseguiu resolver, ao menos em parte, a situação de muitas famílias”, diz o presidente da Comissão de Ex-Funcionários da empresa, José Carlos Jesus.
O dinheiro para saldar as dívidas virá dos R$ 64,5 milhões obtidos com o leilão do prédio da Bloch, em maio deste ano. Cerca de R$ 35 milhões serão utilizados no pagamento dos processos já habilitados e outros R$ 25 milhões ficarão retidos até que sejam julgados todos os recursos contra a decisão que dá prioridade à Fazenda no recebimento. Existem outros 500 ex-funcionários que ainda esperam habilitação, mas a verba restante deve ser suficiente para o pagamento dos créditos. Satisfeito com a decisão e com o possível final para um processo que se arrasta há quase dez anos, Jesus agradece ao empenho da juíza Maria da Penha, do promotor de Luiz Roldão de Freitas Gomes Filho e da advogada da Massa Falida Luciana Trindade".
Leia no Comunique-se.

Boa notícia 2

Deu no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro: "A juíza Maria da Penha Nobre Mauro Victorino, da 5ª Vara Empresarial, autorizou nesta quinta-feira o pagamento dos créditos trabalhistas a cerca de 2.500 ex-empregados de Bloch Editores com seus processos habilitados pela justiça. O dinheiro será liberado assim que a autorização for publicada no Diário Oficial. O valor dos créditos é de aproximadamente R$ 35 milhões e se refere a uma parte dos R$ 64, 5 milhões que a massa falida da empresa obteve com a venda do prédio da Manchete em leilão realizado em maio."
Leia mais na página do Sindicato.

Boa notícia - 1

Vejam a ótima mensagem, aqui transcrita, que o Panis recebe de José Carlos Jesus, presidente da Comissão de Ex-Empregados das Bloch Editores. "Saindo do sufoco - Após nove anos de luta e sofrimento, 2.500 trabalhadores sobreviventes de uma falência catastrófica acabam de conseguir uma grande vitória. A juíza Maria da Penha Nobre Mauro Victorino, da 5ª. Vara Empresarial, autorizou agora o pagamento dos créditos trabalhistas dos ex-funcionários da Bloch Editores já habilitados. Foi uma atitude corajosa e que denota uma enorme sensibilidade social, uma vez que as vítimas da falência vinham sofrendo dificuldades extremas, devido à idade, que torna quase impossível conseguir emprego diante dos preconceitos".
Este blog, que reúne, entre outros amigos, alguns ex-funcionários da Manchete, destaca a luta dos colegas da extinta Bloch para receber seus direitos e, especialmente, nesse longo processo, a liderança e o empenho do caríssimo Zé Carlos.

Atraídos pelo Amor, segunda edição



A jornalista e escritora Eliane Furtado, que colabora com este blog, manda uma ótima notícia. Seu mais recente livro (Atraídos pelo Amor, Hama Editora) chega à segunda edição. Repórter de primeira linha, a autora transformou o amor em pauta e reuniu no livro histórias reais de encontros, superações, relações, caminhos, descaminhos e mistérios dessa palavrinha de quatro letras tão complexa que nos dicionários ocupa um dos mais longos verbetes. Confiram o Houaiss, por exemplo. Transcrevo a mensagem da Eliane. "Quero convidar todos os amigos daqui e especialmente os que moram em Sampa para o lançamento de Atraídos pelo Amor, edição 2, revisada e renovada, no dia 7 de agosto, sexta à noite, na livraria Saraiva MegaStore, Higienópolis, Avenida Higienópolis, 618, terceiro piso. Existem amores indissolúveis. Laços indissolúveis. Pensamentos interligados que através do tempo resistem e unem e unem e unem... Assim como os nossos e a nossa Manchete vivida e revivida no Panis! beijos em todos".
A propósito, visitem o blog da nossa amiga Eliane

Fiscais do Sarney



Essa é prá quem tem mais de 30 anos. A revista Fatos que foi para as bancas no dia 17 de março de 1986, dirigida por Carlos Heitor Cony e diagramada pelo amigo e diretor de arte J.A.Barros, atuante neste blog, mostrava na capa Dilson Funaro, João Sayad e Almir Pazzianotto: a trinca do Plano Cruzado. Mas quero falar aqui de um pequeno detalhe que a mesma capa trazia. No canto direito, embaixo, estava lá um adesivo para os brasileiros colarem no peito. Em letras pretas, com uma tarja verde e amarela, o selo apregoava: Fiscal do Sarney. Eram tempos do Plano Cruzado e dias de euforia e tensão. Repórteres da revista, como Maria Alice Mariano, também do Panis, corriam às ruas para cobrir a reação do povo que obviamente apoioava um plano que pretendia combater a inflação. Pesquisa indicavam 90% de apoio às decisões adotadas. Era Sarney, como Hosana, nas alturas. Mas adiante, as prateleiras ficaram vazias, a euforia passou e ficou claro que os salários dos trabalhadores seriam ainda mais achatados. Mas enquanto o "sonho" da inflação zero não virou pesadelo, o bigodudo Sarney surfou na popularidade. E tinha os seus fiscais, vigilantes, ameaçando quebrar supermercados e lanchonetes que tentavam burlar o congelamento de preços. Pouco mais de 23 anos depois, chegou a hora de tirar da gaveta o adesivo, o termo e a função de Fiscal do Sarney, como sugere a revista Época desta semana. Taí o adesivo. Na época, muitos eram Fiscais do Sarney, pena que não fiscalizaram o Sarney.
É isso aí, fique de olho no do bigode mas preste muita atenção no Lula, no Serra, no Aécio, na Dilma, no Arthur Virgilio, no Agripino Maia, no Jereissati, no FHC, no ACM Neto, no Ciro, no Jarbas Vasconcelos, no Cesar Maia etc etc, esses e tantos de uma longa lista que pedirão votos ou pretendem ser votados nas próximas eleições. Nas reproduções das páginas da revista Fatos, os aumentos de preços que em pleno congelamento do Plano Cruzado viram caso de polícia e o selo de fiscal do Sarney.

sábado, 1 de agosto de 2009

Utilidade pública



Cortesia do flickr da Jussara Razzé e do blog da Van'Or...

Brasil sob censura. De novo.

Pelo menos para alguns juízes Brasil a fora, a censura persiste. Jornais são impedidos de divulgar fatos. Claro que todo cidadão deve ter direito de resposta. Mas censura prévia para favorecer meia-dúzia de envolvidos em escândalos, geralmente figuras já indiciadas em investigações legais, é um absurdo. Coisa de republiqueta.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bebês voadores: are baba!

Não deu na novela: é bom que as mães e as grávidas de Caminho das Índias cuidem dos seus bebês. Segundo as agências de notícias, centenas de crianças foram jogadas do telhado de uma mesquita, no santuário de Baba Umer Durga,  na última quinta-feira. A queda dos bebês, lançados de uma altura de 15 metros, foi amortecida por lençóis mas ativistas de direitos das crianças protestaram contra esse "ritual de prosperidade" de 700 anos seguido muçulmanos e hinduístas.

o Papa é pop

Deu no Corriere Della Sera: o Papa Bento XVI vai gravar um CD com canções natalinas. Uma gravadora britânica, a UK Universal, produzirá o álbum. A informação vem da San Paolo Multimedia (empresa do Vaticano, tem isso lá?). O Papa vai cantar em vários idiomas. O que dizer? Sei lá... Deus nos ajude.

A guerra virou turismo, melhor assim

Ho Chi Minh, o estrategista que ganhou três guerras no Vietnã (botou pra correr japoneses, franceses e americanos), não viveu para ver que seus segredos de guerra se transformaram em uma curiosa atração turística no seu sofrido país. Faz sucesso no Sudeste Asiático um programa inusitado. Em vez de visitar museus, os turistas podem ir direto aos lugares onde os fatos aconteceram. Uma autêntica reality trip. Em Cuchi, os visitantes podem ver de perto como viviam os guerrilheiros, percorrer túneis e subterrâneos onde funcionavam hospitais, salas de aula, quartéis e depósitos. Para escapar dos pesados bombardeios americanos, os guerrilheiros construíram verdadeiras cidades no subsolo. Na superfície, em um museu a céu aberto, os turistas podem apreciar carcaças de tanques de guerra, aviões, restos de bombas, uniformes dos derrotados, capacetes de pilotos abatidos, equipamentos de comunicação, fuzis AK-47 e M-16, helicópteros, enfim, toda a parafernália da guerra. Detalhe masoquista: os visitantes são na maioria... americanos. 
 





.

Let it be

Quem viu, viu. Paul McCartney anuncia que 2010 é o ano da sua última turnê. Aos 67 anos, o ex-beatle fará uma série de apresentações em vários países, incluindo a China. Depois disso, guitarra em off, pelo menos, em público. 
 

 

Retratos da Vida

Um bom programa para esses dias sem sol. Uma exposição na Caixa Cultural (Rio), mostra 196 imagens captadas por fotojornalistas de todo o mundo. Organizada pela Word Press Photo, reúne trabalhos premiados publicados em jornais e revistas em 2008. Das 10h às 21h, até 23 de agosto. A foto apontada como a melhor do ano mostra um policial, de arma em punho, checando se uma casa havia sido esvaziada em cumprimento a uma ordem de despejo. Cena da crise imobiliária nos Estados Unidos. Entre os premiados, estão três brasileiros: Luiz Vasconcelos, Eraldo Peres e e André Vieira.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Indiferença...

Será? Deu no New York Times: George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como revisor numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários. Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana.. O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse: 'O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho.' A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.

Beatles

Em 1969, os Beatles escalaram o terraço do prédio da Apple, em Londres, com som, luz e instrumentos, para apresentar o último show do grupo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cuidado com as "boas causas"

Liguem o alerta. A Copa do Mundo 2014 vem aí e tomara que o Rio seja sede da Olimpíada 2016, mas fiquemos atentos à turma oportunista que quer "ajudar". Lembrem-se do Pan 2007. Em nome da "boa causa", gabaritos foram liberados, estádios caríssimos foram construidos com dinheiro público e depois cedidos a particulares a preço de banana. A muito custo, o Ministério Público conseguiu evitar que os concessionários da Marina da Glória - aqueles que transformaram parte do Aterro de Burle Marx em um "circo" de tendas, cercas e muros - , invadissem o espelho d'água da baía para construir um monstrengo - uma imensa garagem de barcos - sob o "bom" pretexto de melhorar as instalações para o Pan. Agora, o empresário Sávio Neves, que controla o trenzinho do Corcovado, sugere à Prefeitura que monte uma roda-gigante no Aterro, em frente ao restaurante Rio's, no Jardim de Alah ou no cais do porto. É piada? No cais, vá lá, ajudaria à revitalização da área. Mas no Aterro??? Obstruindo a visão do Pão de Açúcar e transformando mais um trecho do parque em pardieiro? Ou no Jardim de Alah, um local que merece ser recuperado e não destruido com uma roda-gigante e a tralha que a acompanha, lanchonetes, bares, lojinhas de lembranças, estacionamento etc? Que o Ministério Público e as associações de moradores locais fiquem atentos. Quem não recorda a batalha que foi tirar da Lagoa o Tivoli Park? Durante anos, os moradores lutaram por isso. E não foi fácil. O parque era uma "boa causa". Alegava-se que as crianças adoravam. E isso era verdade, levei lá, muitas vezes, os meus dois filhos. Mas nem por isso o parque deixava de ser uma ocupação privilegiada do espaço público em troca de aluguel barato. Hoje, com certeza, o local - Parque dos Patins - é muito bem aproveitado pela população. A própria Lagoa atura a Estação do Corpo, helipontos privado e público, garagens de barcos do Flamengo e do Botafogo (a "boa causa" é esportiva mas as tais garagens ganharam ampliações, promovem até festas, no caso da área cedida ao Flamengo, e viraram estacionamentos. É só passar lá e ver). Ou o complexo de restaurantes que pertenceu a Ricardo Amaral. O pretexto era agitar a " noite carioca", a consequência, galpões terríveis a impedir a circulação e enfeiar as margens da Lagoa. Que, um dia, sejam derrubados. Falo isso porque a Copa e a Olimpíada citadas acima serão os fortes pretextos para novas investidas sobre áreas públicas, dinheiro público e atropelos dos códigos de posturas municipais. Alguém duvida? Se for para a cidade hoje, ao entrar no Aterro, dê uma olhada naquela horrenda caravela de concreto do Botafogo construida na praia, logo no início da bela enseada. Aquele mostrengo está ali plantado até hoje por uma "boa causa": o treinamento de atletas. Na verdade, é principalmente local de escolinhas de natação, festas, etc. O próprio Iate Clube, entidade privada que tira a visão do mar de uma das mais bela avenidas do Rio, a Pasteur, também foi plantado no local e ampliado ao longo dos anos por uma "boa causa". Torçam pelo Brasil na Copa e na Olimpíada mas torçam também para que empresários "criativos" não sugiram construir pelo "bem" da cidade uma boate no braço direito do Cristo Redentor, restaurantes e motéis flutuantes na Lagoa Rodrigo de Freitas, boliche e pista de esqui na Praça Paris, um funkódromo na Avenida Atlântica, piscinões no Jardim Botânico, espaços para escaladas no Arcos da Lapa, pistas de skate no Paço, shopping center no alto da Pedra da Gávea, áreas para megashows na Floresta da Tijuca, claro, vai ter que desmatar, mas em nome da "cultura", sempre vale. Uma pergunta: por que esses emprendedores não fazem como a maiorias das pessoas que monta negócio? Compra terreno em local adequado, constroi de acordo com a legislação, usa seu próprio capital, paga seus impostos e que viva feliz e bem-sucedido com o seu empreendimento. O Rio agradece

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sobre os sem-diploma

Pedimos a devida licença ao autor para a transcrição de artigo da revista Caros Amigos. O texto abaixo pode ajudar a entender um pouco mais o debate sobre a validade ou não do diploma de jornalista e a atual falta de regulamentação da profissão.



Sobre o diploma de Jornalismo

Segue texto do jornalista Hamilton Octávio de Souza, editor da revista Caros Amigos, chefe do Departamento de Jornalismo da PUC-SP e candidato na ultima eleição do do Sindicato dos Jornalistas pela oposição, sobre a derrubada do diploma de jornalismo pelo STF. Vale para a reflexão que a Enecos deve fazer sobre a regulamentação profissional e a defesa dos direitos dos trabalhadores.

Prezados (as),
Saudações.
O Supremo Tribunal Federal decidiu retirar da regulamentação da profissão de JORNALISTA a exigência de diploma específico de curso superior de JORNALISMO. Essa exigência existe desde a regulamentação de 1969. Passou a vigorar em 1971. Nunca foi limitação para a liberdade de expressão e nunca impediu ninguém de colaborar e participar das atividades jornalísticas e dos meios de comunicação. Os jornais e as revistas estão cheios de articulistas não-jornalistas. É só ver os colaboradores da página 2 da Folha de S. Paulo: Antonio Ermírio de Moraes, Delfim Netto, Emílio Odebrecht, Marina Silva, Cesar Maia etc...

A exigência tem servido para definir o perfil da categoria profissional, quem vive do trabalho jornalístico, quem tem no jornalismo a sua atividade principal, quem tem vínculo empregatício como jornalistas. Para essa categoria, a exigência do diploma foi uma conquista importante - na medida em que estabeleceu área específica de estudo, reflexão e pesquisa, aperfeiçoamento técnico e comprometimento ético e político.

Contribuiu para elevar o nível intelectual e cultural da categoria - de maneira geral, apesar dos cursos ruins e picaretas (como em todas as áreas do ensino superior público e privado).

Há anos que as empresas jornalísticas fazem campanha contra a exigência do diploma, basicamente pelos seguintes motivos: 1) Ficam liberadas para contratar quem bem entenderem no grande exército de reserva (desemprego de mais de 30% entre os jovens de 18 e 25 anos); 2) Aumentam a pressão para rebaixar ainda mais os salários, sem o menor respeito aos pisos salariais conquistados pela categoria profissional; 3) Podem ampliar o esquema de super-exploração dos trabalhadores do jornalismo (sem vínculo, PJ, frila fixo, produção para vários veículos, não pagamento de direitos autorais etc), enfim, podem fazer no setor da comunicação o que fazem com a terceirização da mão de obra nos call center da vida; 4) Podem aumentar o controle ideológico de seus trabalhadores jornalistas sem conflitos éticos e compromissos sociais (os jornalistas, queiram ou não, têm uma noção mais próxima do jornalismo como serviço de interesse
público - do que interesse privado dos grupos econômicos).

Portanto, a derrubada do diploma é antes de mais nada uma vitória do capital.

O que fazer?

O jornalismo brasileiro tem mais de 200 anos de história. A categoria profissional se reconhece como tal há mais de 80 anos. O sindicato dos jornalistas de São Paulo foi fundado em 1937. Antes da exigência do diploma, a categoria já havia conquistado a jornada de trabalho (5 horas + 2 horas extras = 7 horas), o piso salarial (que já foi de seis salários mínimos) e outros benefícios profissionais. Isso foi feito com luta.

A exigência do diploma durou 40 anos. Contribuiu para consolidar o profissionalismo da categoria, mas também foi um grande estímulo ao aparecimento dos cursos de picaretagem - as verdadeiras arapucas do ensino superior - que se aproveitaram dessa "reserva de mercado de trabalho" para ganhar dinheiro (lucro) e inundar a profissão de pessoas despreparadas e não comprometidas com o papel transformador do jornalismo.

A não exigência do diploma coloca um novo desafio para os cursos de Jornalismo: conquistar o seu próprio espaço na sociedade e a sua própria inserção no mercado de trabalho profissional. As boas escolas, os bons cursos continuarão como referência do JORNALISMO e continuarão formando bons jornalistas para a sociedade brasileira.

Ainda é preciso ver qual será a exigência para o registro da profissão, se haverá ou não registro profissional. Mas, de qualquer maneira, mais do que nunca, agora, o curso de JORNALISMO DA PUC-SP precisa deixar claro a que veio, quais são as suas virtudes na formação de jornalistas, qual é a sua visão de mundo e do jornalismo que a sociedade brasileira realmente necessita.
O debate está aberto. Não dá para fugir dele...

Abraços.
Hamilton Octavio de Souza.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Deu na novela


Escrever novela não deve ser fácil. Mas, em compensação, também não é fácil assisti-las. Caminho das Indias, por exemplo, taí pipocando de audiência. Glória Perez tem méritos, domina o ramo. E deve estar certíssima. Só que é duro engolir algumas tramas e situações. Aí vão coisinhas que perturbam as lamparinas de qualquer um.


1) Raul (Alexandre Borges), um trambiqueiro, arma a própria "morte", deixa a filha prá lá, leva um cano da amante, resolve voltar para o Brasil e escolhe a Lapa para se esconder. Logo na Lapa? Onde dez entre dez personagens da novela se encontram? E ainda chora ao rever a filha? A mesma que deixou prá lá ao montar seu plano mirabolante e fracassado?


2) Raul vive como catador de papel e mora em uma hospedaria para cavalheiros? É ruim, hein. A não ser que o bigodudo Gopal (André Gonçalves) esteja bancando pensão, alimentação etc. Raul só faturaria o suficiente para morar embaixo de um viaduto e olhe lá. Um quilo de papel, equivalente mais ou menos a dez revistas, é vendido a cerca de 15 centavos; um quilo de vidro, uns 10 copos de requeijão, por exemplo, a 12 centavos; um quilo de plástico a 35 centavos, e isso é plástico pra burro. Um quilo de papelão alcança uns 15 centavos. Ele precisaria encher vários burro-sem-rabo e contar com muita sorte para descolar uns 20 reais reais por dia.


3) Essa alguém já escreveu por aí. A novela está se lixando para fuso horário. Neguinho liga do Brasil para a India, no celular, é de manhã na Barra, é de manhã na Lapa, é de manhã na India, é de manhã em Dubai. Bom, isso na telinha, porque na vida real, quando o relógio badala 10 da noite no Brasil, são pouco mais de 6 horas da manhã na India e cinco e pouco nos Emirados Árabes. O relógio da Globo pirou.


4) Gopal é um Guia Rex ambulante ou GPs humano. O cara não conhece o Rio e anda por aí que é uma beleza. Não se perde, descobre as mansões dos Cadore em qualquer buraco. É largado por Raul na casa da mãe joana e mesmo sem dinheiro encontra o caminho de volta para a hospedaria...


5) Shankar (Lima Duarte) é um livro de auto-ajuda portátil. Não pronuncia uma só frase que não seja tirada diretamente de um livrinho de "pílulas da sabedoria".


6) Se aquela turma de playboizinhos do Zeca aprontasse na vida real o que apronta na Lapa da novela... Ainda mais, voltam sempre ao local do crime, sei não... já teriam encontrado uma galera barra-pesada mesmo, da área, e dançado há muito tempo


7) Alguém precisa avisar à secretária do empresa Cadore, aquela que vive na Second Life ou algo parecido, que montar mundos e personagens de ficção na internet foi moda que não pegou. Ainda conhece alguém que está na Second Life? Seu vizinho passa os sábados circulando em festas e clubes da Second Life? Não? Pois é. Mas, dá para entender, a Second Life, no começo, atraiu grandes empresas e até algumas revistas criaram seu "mundo". A própria Globo chegou a fazer "festas" virtuais de lançamento de novelas. Mico tecnológico pra todo mundo.
8) Qual é mesmo o ramo da Cadore? Raj vive de que? E Bahuan? Vagamente, sabemos que atuam ou pelo menos se associam a empresas ligadas à internet, algo como soft para celulares, televendas por celulares... não será videopoker? Vai ver lavam dinheiro no Ganges...


9) A turma do mercado é tão ligada em computadores que bastava uma pesquisada no google para descobrir que Namit (Chico Anysio) é marajá de araque e Radesh (Marcos Melhem) não tem nada de grande empresário ou milionário. E Namit, mesmo sendo cineasta de Bollywood, é tão desconhecido assim? E como circular no high society carioca com o Barretão e falar que ele é herdeiro da Coroa Britânica.


10) Afinal, que raio significa are baba? Já li que equivale a "pôxa", "ô Deus", "não brinca", "ah, não". Pra mim parece mais "caraca".


Tudo bem, não quero mais chato do que estou sendo. Pode-se pode argumentar que novela é assim mesmo, é fantasia, ilusão, nada de coerência ou racionalidades triviais. Mas o Bráulio Pedroso não fez tudo isso em uma novela genial chamada O Rebu? Mesmo assim foi tão original que a história se passava em uma noite, em torno de um crime, só que de cara você, telespectador, já sabia quem morreu e quem matou. Mesmo assim, ficava siderado, como se dizia na época, anos 70, até o fim da trama. Mas isso aí é outra história.

Agora, melhor apelar para o Deus Brahma. Bem gelado e com dois dedos de espuma.


Esporte no Brasil: uma contradição física.

Hoje, estava assistindo a um jogo de futebol, através da televisão, por sinal era o meu time, Flamengo, que jogava contra o Santos, a quem acabou vencendo por 2x1. Fato considerado inédito na história do futebol, porque o Flamengo nunca havia vencido o time do Santos, no seu Estádio, lá em Vila Belmiro.
Logo depois, a televisão passou a transmitir a vitória do time de Vôlei do Brasil contra a Sérvia, por 3 sets a 2, tornando-se campeão da Liga Mundial pela oitava vez, igualando-se à Itália no número de campeonatos. Apareceram, então, na tela, os jovens brasileiros, jogadores de vôlei, recebendo no pódio as medalhas de ouro conquistadas na quadra. Foi então, que percebi a grande diferença existente entre os atletas brasileiros nas modalidades esportivas aqui no Brasil.
O choque visual, nesse caso, foi abissal. Confesso que fiquei chocado ao perceber essa diferença tão gritante. Enquanto no jogo de futebol, que tinha acabado de ver os seus atletas, tanto do Flamengo como os do Santos, que eram jovens, aparentemente, mas de pequena estatura, não chegando a serem mirrados, mas de pouca musculatura a não ser pelos músculos de suas cochas, grossas e deformadas pelos músculos agigantados, muito exigidos pela prática do futebol, que constrastam com os seus tóraxes estreitos e pequenos. Atletas na sua maioria negros e mulatos vindos de uma classe mais pobre, moradores de favelas ou de subúrbios afastados dos grandes centros mais nobres das cidades. Muitos sem escolaridade minima, esses jovens, poucos é verdade, conseguem, através de sua arte, enquanto futebol seja arte, ficar até ricos, com os euros dos clubes europeus que os contratam a peso de muito ouro.
Conquistam a Velha Europa, mas não conquistam na sociedade o pódio dos vencedores. Continuam para ela o favelado de onde vieram ou mesmo o suburbano tímido e franzino, que apenas teve sorte na vida.
Passei a ver, então, os mais novos heróis do vôlei, no pódio dos vencedores, chorando emocionados ao ouvirem o hino nacional do seu país: o Brasil.
Meu Deus!, esses campeões, parecia que eram de outro País e não do Brasil. Todos muito altos, acima de 1.90m, isso o mais baixo. Quase todos, senão todos, brancos, alguns de olhos bem claros e cabelos louros uns poucos. Bem proporcionados, diria até simetricamente, com os músculos todos certinhos, fortes e bonitos esbanjando saúde e força. Tinham acabado de jogar, não sei quantas horas, cinco sets seguidos e não aparentavam estar exaustos ou mesmo superaquecidos.
Todos, posso afirmar, com rara exceção, vieram dos segmentos sociais mais elevados de uma classe média mais rica, de nível escolar superior, alguns já bacharéis na carreira escolhida mas sem grandes contratos ricos na Europa e muito menos no Brasil. Mas, nem por isso menos afortunados.
Esse País, diante desse contraste, não está dividido somente em classes sociais, que vão das elites privilegiadas às mais pobres confinadas às favelas ou mesmo nos guetos da última escala social para onde foram empurradas. Está dividido, tambem, fisicamente, fazendo-se sentir essa diferenciação nos esportes como no futebol, o esporte do pobre e favelado e no vôlei, basquete, natação, o esporte das classes mais ricas.
Inverno, julho de 2009
deBarros

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Twitter grampeado: o que os "famosos" estão fazendo

- José Sarney diz que não sabe quem é, nunca viu, nem nunca telefonou para Fernando Sarney
- Romário distribui jipe Hummer de graça pra quem achar pirâmide escondida na Barra
- Procura-se Michael Jackson morto... ou morto
- Lula e Sarney estão "ficando"
- Roberto Carlos faz o 1500º show de comemoração dos 50 anos de carreira
- A churrascaria Porcão fecha por causa da gripe suína
- Mulher do Kaká pisa na cabeça do diabo e torce o tornozelo
- Quem sabe faz ao vivo: cirurgião se vira nos 30' e retira pedra da vesícula Faustão
- Angelina Jolie está no Iraque pata adotar menino-bomba
- Madonna diz que a fila anda e troca Jesus por Jeová
- O bebê do Roberto Justus já nasce com topete e faz escova
- Inglaterra está em recessão e exporta lixo pra Alexandre Borges catar na Lapa
- Sarney entra na zona de rebaixamento junto com Fluminense e Botafogo
- Raj se separa ao descobrir que Maya dalit pra todo mundo
- Ronaldo diz que não está gordo, está widescreen

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Torben Grael, o campeão dos sete mares

É dificil acreditar, mas a imprensa esportiva brasileira marcou a maior bobeira de todos os tempos, isso do meu ponto de vista do que seja uma notícia sensacional no esporte mundial.
Ora, aconteceu que, na última regata oceânica mundial a Volvo Ocean Race, a regata de barcos à vela de maior repercussão no mundo, quando os barcos percorrem uma distância de 57 mil quilômetros, onde concorrem países como a França, Suécia, Inglaterra, Dinamarca, EUA – o Brasil já participou desse campeonato, com barco próprio, há dois anos atrás – competição que ocorre de dois em dois anos, fazendo um percurso através de quase todos os mares conhecidos do mundo.
Esse ano, sagrou-se campeão mundial, comandando o barco Ericcson 4, o velejador, de nome dinamarquês, Torben Grael, mas brasileiro nascido em Niterói de uma família de homens dedicados as coisas dos mares. Apesar desse marinheiro, ser um iatista de maior número de medalhas Olímpicas já conquistadas, ter vários campeonatos mundiais, sulamericanos e brasileiros em diversas categorias, foi quase ignorado pela imprensa esportiva brasileira que se limitou a registrar essa vitória em uma simples nota de pé de página.
É uma pena, porque essa vitória ficará registrada, para sempre, no livro dos grandes heróis esportivos mundiais.
Inverno, julho de 2009
deBarros

terça-feira, 21 de julho de 2009

Filmes dublados: a tragédia da televisão

Por informação de terceiros, a TV brasileira está colocada entre as melhores do mundo. Digo de terceiros, porque nunca tive a oportunidade de assistir a programas de TV nos EUA e muito menos na Europa, por nunca ter viajado para o exterior.
A cobertura que a TV brasileira faz de eventos esportivos, para mim, é fora de série. Haja visto os jogos de futebol. Esses jogos são transmitidos, de todo o Brasil, com imagens de primeira qualidade, além de ótimos apresentadores e comentaristas esportivos. As novelas, para quem gosta, são de excelente qualidade com níveis de audiência acima do comum. Os jornais noticiosos estão sempre atualizados, tanto na cobertura dos fatos nacionais como internacionais dando as últimas notícias a qualquer hora do dia ou da noite.
Os programas de auditório vem ganhando audiência a cada apresentação, sendo uma das razões, além da sua qualidade, o número de prêmios que são oferecidos.
Mas, como nada é perfeito nesse mundo, quero tecer uma crítica à TV, que para muitos, acredito, seria inexistente. Quero me referir à dublagem nos filmes estrangeiros. Sinceramente, como posso assistir a um filme em que contracenam atores do porte de Al Pacino e Robert de NIro, que falam um inglês com sotaque italiano, dublados por brasileiros, que se já falam o português com sotaque regionalista, imagina dublar feras como esses dois artista, que usam, inclusive, o seu sotaque para representar os seus personagens nos filmes que atuam.
As mulheres dubladoras , então, são as piores. A impressão que dão é que nem abrem a boca para falar. O som sai tão baixo e por demais inexpressivo, que muitas vezes se torna inaudível. O filme, para mim, perde o seu sentido. Porque a voz, para o artista que representa, é a sua maior expressão. É na voz que ele coloca todo o sentimento que a cena exige no momento que está atuando. Ele vive a cena como se fosse uma reallidade e o som da sua voz é que vai dar credibilidade àquele momento.
Será, gente, que o dublador consegue emprestar à cena a expressão vocal que ela precisa? Até hoje, nos filmes dublados a que assisti nenhum deles conseguiu me sensibilizar. Ocorre, então. que sou obrigado a mudar de canal e desistir de ver o filme que queria assistir.
Por mim, os filmes dublados deveriam acabar e acho que ninguém sentiria a sua falta.
Inverno, julho de 2009
deBarros

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ernani d' Almeida lança livro

O fotógrafo Ernani d'Almeida, que atuou nas revistas Manchete e Desfile, convida para o lançamento do livro A França do Brasil, com suas fotos e texto de Luiz Edmundo de Andrade. Na livraria Argumento, Leblon, nesta terça-feira, 21, às 19h30.

Chico falou


Chico Buarque, o ermitão do Alto Leblon, lançou um livro (Leite Derramado) e não deu entrevistas. Pelo menos, eu não vi. Fez uma foto para o Globo, no Jardim Botânico, que ilustrou uma resenha, e falou na Flip, em Paraty. Curiosamente, privilegiou um blog. Recebeu em casa a jornalista portuguesa Isabel Coutinho, para quem fez até cafezinho. Detalhe: a entrevista foi para o Ciberescritas, da Isabel (abaixo, link para o blog da jornalista).
Entrevista exclusiva para Isabel Coutinho

domingo, 19 de julho de 2009

Muggiati em Floripa

Os blogueiros do Panis estão convidados. Mas dessa vez Roberto Muggiati, um dos autores do Aconteceu na Manchete, vai a Floripa onde lança o livro Improvisando Soluções - o jazz como exemplo para alcançar o sucesso. E faz palestra, com direito a Hermeto Pascoal na preliminar. Explica-se: na mesma programação, o bruxo dará uma oficina para os sortudos catarineses.

Lunáticas







Amanhã, 20 de julho, é a data: há 40 anos, o homem pousou na Lua. A segunda foto, no alto, mostra Neil Armstrong, o deserto lunar e a "pata" da Águia, a nave. A terceira, foto tirada pelo comandante da nave, Armstrong, mostra Aldrin, o simógrafo, em primeiro plano, a bandeira dos Estados Unidos, ao fundo, a Águia, e, mais ao fundo, a câmera de TV sobre um tripé. Até aí, tudo bem, história pura. Duro é aturar a placa que os astronautas deixaram lá em nome da humanidade. É assinada por Richard Nixon, vejam na reprodução. O texto avisa a um eventual ET que homens do planeta Terra foram à Lua em missão de paz. Será verdade? Humm, tenho dúvidas. E Nixon era lá homem de palavra? Uma das suas características mais marcantes era mentir prá caramba. Mentiu sobre Watergate, mentiu sobre o Vietnã... Alguém avise aos Ets que aqui na Terra o jamegão do ex-presidente tem credibilidade zero. E era pinóquio bem antes da ida da Apolo à Lua. Em 1960, os publicitários de John Kennedy usaram na campanha a fama de mentiroso do candidato republicano. O anúncio, reproduzido no alto, ficou famoso. A frase Você Compraria um Carro Usado deste Homem? grudou em Nixon como superbonder até o fim da vida. É mentira, Terta?



Domingo é dia de futebol... duas frases de craques (do Museu do Maracanã)



É dia de futebol mas não necessariamente dia de craques. Os candidatos a craques de hoje deveriam obrigatoriamente dar uma passadinha no Museu do Maracanã antes de entrar no gramado. Assim como quem não quer nada, pisar no cimento onde estão as marcas dos pés de Garrincha, Pelé, Didi e Nilton Santos. Disfarçar e espiar de leve as fotos dos gols de Zico, Roberto Dinamite, Quarentinha, observar com o canto do olho, muito justamente envergonhados e levemente ruborizados, as fotos de times com Brito, Belini, Barbosa, Almir e Vavá. Só então, assim inspirados, sairiam de mansinho e seriam autorizados a entrar no vestiário que essas lendas de chuteira frequentaram.

sábado, 18 de julho de 2009

O passado continua presente

O passado continua presente, apesar de acharem que o passado está morto. Não, não é bem assim. Nos idos da "Guerra Fria, entre os EUA e a UNIÃO SOVIËTICA, os "esquerdistas e "progressistas"dos paises do Terceiro Mundo, mantinham 24 horas por dia, terriveis campanhas políticas contra o "Grande Satã", como era chamado o EUA pelos ativistas leninistas-marxistas.
Nessas campanhas, o grande mote era a frase já por demais explorada e conhecida: "O capital colonizador americano", ou "O capital espoliador americano", mais "Fora FMI" ou a que soou mais nova: "A evasão de capitais brasileiros para o exterior". Essas frases apareciam pintadas nos muros das Universidades, nas Avenidas, emfim em todas as cidades metropolitanas do país, isso sem falar nos pequenos comícios, em praças públicas, realizados pela extrema esquerda, ou nos jornais editados pelos partidos comunistas.
O "Grande Satã" demonizava o mundo na visão dos agentes de esquerda. Mas, o tempo passou, a "Guerra Fria" acabou, Os dois grandes países passaram a se entender e através do diálogo, ensarilharam as armas e o mundo passou a respirar aliviado. Os dois gigantes mundiais resolveram as suas dúvidas e o caminho da paz foi encontrado.
Ora, diante da paz consertada, como ficaram os nervosos e virulentos "progressistas" e "esquerdistas", ferrenhos inimigos de morte do "Grande Satã"?
Descobriu-se mais tarde, que alguns escolheram Nova Iorque para morar. Outros foram encontrar em Paris a sua nova residência de paz, enquanto para alguns Londres foi o lar ideal para viver.
Uns dois ou três idealistas foram buscar em Moscou o seu espaço. Afinal, não era Moscou o centro do socialismo real?
Se era ou não, o importante é que, irônicamente, os EUA, hoje, se preocupam em implantar uma política de governo mais voltada para os problemas sociais do que quando era chamado pela esquerda mundial de o "Grande Satã". Esse avanço é tão grande que esse país, hoje presidido por um negro, Barak Obama, consegue passar, no Congresso americano, uma Lei, que cria um Plano de Saúde Pública, que irá beneficiar mais de 40 milhões de americanos que nunca gozaram desse benefício.

Inverno, julho de 2009
deBarros

A bolha

O Brasil vai bem, obrigado - garantem economistas, políticos da grande aliança do Governo e ainda nossos interlocutores internacionais. Divulgados no último dia 14, os números do IBGE são mesmo auspiciosos : a expansão do comércio varejista em 20 dos 27 setores analisados e a queda da inadimplência (22%, em junho) fazem prever uma retomada otimista da economia. Parece que estava certo o Cara, quando previu aqui apenas uma marolinha!!

Enquanto os de cima comemoram, os do meio compram. Nunca antes na história desse país se viu tanta gente nas filas por um carro Zero. Com o IPI sentado no banco de reserva, juros mais baixos (há anúncios até de taxa zero) e financiamentos que podem chegar a 80 meses, a festa parece garantida. As montadoras não perderam tempo: no dia seguinte, o presidente da Renault-Nissan para a América Latina anunciava que vai dobrar sua participação aqui, enquanto a GM promete investir 2 bilhões de reais na fábrica brasileira.

Sem querer bancar Cassandra, dá medo pensar num modelo de crescimento alicerçado na indústria automobilística. São milhares de empregos, é verdade, famílias cujas rendas precisam ser preservadas. Mas precisa ser automóvel?? Depois de São Paulo, o Rio corre o risco de virar um engarrafamento permanente. Poluição recorde. E os carros usados que ninguém mais quer ? Vão virar sucata onde, na Lua? Quem não puder agüentar os financiamentos, devolve o carro, e fica com a dívida impagável?

Nos Estados Unidos, a bolha imobiliária criou a ilusão de falsa riqueza. Até estourar. Aqui, corremos o risco de, uma vez vencidas as próximas eleições, sermos apanhados pela rolha automobilística. Bem, talvez eu diga tudo isso por despeito. Afinal, comprei meu carro Zerinho, em setembro, um mês antes da farra dos incentivos!! Bem feito, para mim que não pensei no Planeta, nem no Brasil.

Lenira, a jurássica


Mais Billie Holiday

Caros blogueiros do Panis, Roberto Muggiati indica, abaixo, outros links para vídeos selecionados da miss Holiday. Aproveitem:

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Exclusivo: o jornalista Roberto Muggiati é flagrado ao lado de Billie Holiday no Telezoom, Leblon



Essa as revistas de celebridades perderam. Billie Holiday foi vista ontem à noite no Leblon. Mais precisamente, no Espaço Telezoom, na rua Dias Ferreira. A cena chamou a atenção de cerca de 50 pessoas. E causou muita supresa. Imaginava-se que a cantora tivesse falecido no Hospital Metropolitano de Nova York, na manhã de 17 de julho de 1959, há exatos 50 anos. Mas foi Billie Holiday, em som e alma, que chegou ao Telezoom por volta das oito horas da noite, levada pelo jornalista, escritor e músico Roberto Muggiati, com quem tem um visível caso de amor - os amigos dizem que é paixão bem resolvida - há décadas. Billie quase não falou, preferiu cantar. Muggiati foi seu competente porta-voz. Leblon é território de paparazzi, mas a única fotógrafa a registrar essa noite de blues e do jazz foi Jussara Razzé. O Panis pagou caro pela exclusividade, mas valeu o investimento. Veja as fotos. E Jussara ainda cedeu à TV Panis, que pode ser acessada no campo à direita, um clipe emocionante que registra a noite em que Billie Holiday reinou no bairro que já foi do Cazuza.
Durante duas horas, Muggiati falou sobre a vida e carreira da amiga, seus dramas, suas fraquezas, sua incomparável voz. "Não diria que Billie é a maior cantora do mundo. Não sei bem o que significa ser a maior. Diria que ela é única", situou o jornalista, com maior precisão. Billie, ao lado, nada comentava, apenas, para deleite da plateia, ilustrava a palestra do amigo com algumas das canções que ele citava. E emocionou. Como quando soltou a voz em Lover Man, balada escrita para ela sobre uma mulher que não conheceu o amor. Muggiati falava sobre os amigos da cantora, enquanto Valéria Martins jogava no telão trechos de filmes e raras gravações de show. Em um dos filmes, de 1947, Billie aparece ao lado de Louis Armstrong. A platéia viu em Muggiati uma ponta de ciúme quando ele chamou a atenção sobre olhares nada musicais, mas de admiração e cobiça, que Armstrong dirigia à cantora. Um amigo jornalista, cansado do chavão "imperdível" para definir espetáculo idem, passou a adotar nos seus textos o adjetivo inexplicável, que considerava vários degraus acima do reles imperdível. Pois a presença da Billie Holiday no Telezoom foi inexplicável. Os jornais de hoje devem estar falando dos tais 50 anos da morte de Billie. Esqueçam. Perguntem a Renato Sérgio, Lenira Alcure, João Luiz Albuquerque, Maria Alice Mariano, Dalce Maria, Ana Lúcia Bizinover, Ana Beatriz, Jussara Razzé, Regina Lins e Silva, Valéria Martins...
Billie vive, eles viram.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Billie Holliday por Muggiati

"É nóis, intera aqui gente boa"

Ontem ao sair de casa fui abordado duas vezes antes da esquina. Em ambas, ouvi alguém conjugando o verbo inteirar. Na primeira, um garoto me pediu um trocado para "interar" um pão com manteiga. Dei lá um real. Na segunda, uma senhora me pediu algum para "interar" a passagem, nessa passei. A minha cota para "interar" já estava passada. A governo não "intera" a chamada dívida social mas nós não fazemos outra coisa a não ser "interar" plano de saúde, condomínio, supermercado, farmácia. Os políticos "interam" o salário com gratificações, mordomias e tudo pago e nós "interamos" impostos. Enquanto "interam" comissões e jabás, nós "interamos" taxas bancárias. Eles "interam" o dinheirinho que falta para para o tour na Europa e nós "interamos" o vale-transporte. A turma lá "intera" a grana para terminar o castelo, a mansão no lago ou a casa de praia e nós aqui "interamos" o alugel ou a prestação da casa própria. Se o cartão de crédito estoura, eles pedem ao Agaciel para "interar" e nós "interamos" os juros do empréstimo para "interar" as contas. É nóis! Tá beleza!

Negócios da China

Quer um emprego mole? Monte uma agência de risco ou de acompanhamento da economia global, faça previsões, projeções ou seja comentarista. Você só tem que pesquisar alguns números, conversar com o "mercado", tomar uns uísques com uns especuladores, papear com alguns ex-ministros que geralmente fracassaram quando estavam no comando da economia, tirar conclusões ou várias para, se errar no varejo, acertar no atacado. Depois disso, rabisque uma futurologia qualquer e mande divulgar no jornal ou na TV. Ohhhhhh! Ahhhh! Você será paparicado, convidado para participar de debates, entrevistas e palestras para investidores minoritários de grandes corporações, justamente aqueles que geralmente são os primeiros a dançar na fusões ou crises, sejam as fabricadas ou as verdadeiras. Algumas semanas ou meses depois a realidade mostra que suas previsões estavam furadas? Não tem problema, a imprensa já esqueceu, você já estará em outra montando novas projeçoes que também terão prazo de validade precário e credibilidade mutante. Sem problemas. Se alguém reclamar, apele para o chavão: "minhas análises são uma fotografia do momento". Ninguém, nem o "mercado", a palavrinha que é empregada para explicar tudo, vai lhe cobrar nada ou lembrar que você manipulou números e tirou conclusões apressadas ou intencionalmente erradas. Muita gente já usou suas previsões para especular e faturar em cima de investidores crédulos. Já reparou como o "mercado" desaba diante de uma "notícia ruim" divulgada hoje e amanhã, embora persistam os efeitos "terríveis" da mesma "notícia ruim" bolsas e bolsos se recuperam sensacionalmente?
Pois é, estou falando tudo isso porque acabo de ler no jornal que o PIB da China cresceu mais de 7% no último trimestre. Ué? Não falaram que os chineses, "motor do planeta", estavam tirando o cavalo da chuva e andando pra trás? Ah, entendi, foi mal, aquela era a "fotografia de um momento". A fila dos otários já andou.