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| Santander Cultural/Divulgação |
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| "Eu e Tu", de Lígia Clark, 1967, uma das obras exibidas em Porto Alegre |
Após o golpe que os levou ao poder e à ditadura de um único pensamento, os nazistas estruturaram o Ministério da Propaganda com o objetivo de "conquistar todos os alemães". O MP de Joseph Goebbels passou a controlar todas as formas de manifestação, desde jornais, revistas, filmes, livros, músicas, a rádio, reuniões públicas e exposições artísticas.
Mas antes disso, parte da sociedade, através de organizações já identificadas com as ideias nazistas, divulgava listas de obras que consideravam "impróprias". Grupos invadiam galerias e editoras, recolhiam livros e obras de arte e promoviam fogueiras em praças públicas.
Desde o dia 8 de agosto estava em cartaz no Santander Cultural, em Porto Alegre, a exposição "Queermuseu - Cartografias da diferença na América Latina", sobre diversidades étnicas e de gênero.
São quase 300 obras, entre pinturas, gravuras, fotografias, serigrafias, colagens, esculturas e vídeo que abordam a diversidade e são assinadas por artistas como Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Clóvis Graciano, Fabio Del Re, Flávio Cerqueira, Gilberto Perin, Ligia Clark, Sandro Ka, Yuri Firmesa e Leonilson.
Após ataques verbais a frequentadores por parte de religiosos e tropas de choque da direita radical, de campanha nas redes sociais e pichações de frases nas imediações do espaço cultural, o Santander, acusado de promover "pornografia" e "blasfêmia", cancelou a exposição.
Segundo o Zero Hora, "dada a natureza específica do tema proposto, com de ampla divulgação da imprensa, a equipe de monitores estava orientada a alertar grupos acompanhados por crianças e menores de idade sobre obras com cenas de nudez ou com referências a sexo passíveis de provocar algum desconforto. A abordagem desses monitores indicava a localização dos trabalhos com essas características".
Em protesto contra o encerramento da exposição, acontece amanhã, 12, em frente ao Santander Cultural, em Porto Alegre, o Ato pela Liberdade de Expressão Artística e Contra a LGBTTFobia, "em defesa da liberdade de expressão artística e das liberdades democráticas".
Para entender o nível de violência dos "comandos" da direita, veja o relato abaixo que circulou em redes sociais antes da censura à mostra:
VEJA VÍDEO SOBRE A EXPOSIÇÃO CENSURADA, CLIQUE AQUI


















































