quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Philae pousou... no cometa que "canta"...


AEE
Philae 67P AEE

Cometa AEE
Durante décadas, a União Soviética e os Estados Unidos detiveram o monopólio espacial. Havia nos terreiros do Tio Sam uma corrente republicana que chegou esboçar uma legislação que tornava o espaço uma extensão do território norte-americano. A ideia não prosperou, até porque do outro lado estava a então poderosa União Soviética. Com o fim da Guerra Fria e dos trilhões de dólares da corrida armamentista que a alimentou, a exploração espacial perdeu forças e a Nasa, verbas. A Rússia foi obrigada a cuidar de graves problemas econômicos após o desmonte da URSS. Manteve seu programa espacial, mas sem grandes investidas, além da participação na Estação Espacial e só recentemente, passou a recompor sua indústria de Defesa. Os Estados Unidos continuam com o bem-sucedido programa de lançamento de sondas rumo a Marte, especialmente, além de conquistas como as do eficiente telescópio Hubble, mas desativaram os ônibus espaciais, sem sem outros lançadores operacionais para pôr no lugar. A saída foi privatizar o setor, mas até agora não se revelou eficiente já que os custos são estratosféricos e empresário quer lucro, de preferência imediato, o que não combina com a pesquisa planetária. E acidentes recentes como o da nave SpaceShip Two e do foguete Antares, ambos privados, não ajudam. Daí, o tabuleiro do espaço abriu-se para outros jogadores, Índia e China, principalmente, além da Agência Espacial Europeia. Essa última, um consórcio, tem tradição e foram suas pesquisas que levaram a França a se tornar uma ativa lançadora de satélites comerciais. Mas o feito da AEE divulgado ontem é impressionante e mostra que sua capacidade tecnológica está muito além do que se imaginava. Os cientistas europeus conseguiram, pela primeira, vez, pousar equipamento em um cometa. Há quem diga que, diante da dificuldade e da precisão de uma missão dessas, pousar na Lua é como estacionar no pátio vazio de um shopping. Liberado pela sonda Rosetta, o módulo Philae se acoplou ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, Formados por poeira, gases e compostos químicos, os cometas podem dar as pistas que faltam para desvendar como se deu a formação dos planetas e como começou a vida na Terra, já que uma das hipóteses é que tenha origem em material bioquímico trazido por cometas. Nos próximos dias, as câmeras da sonda enviarão mais imagens do cometa e seus instrumento analisarão o material. Os cientistas da AEE tentam resolver único imprevisto da operação: os quatro arpões que deveriam fixar o módulo na superfície do cometa ainda não foram acionados. O que significa dizer que Philae está solta, apenas pousada, em um objeto voador desembestado. A outra dificuldade já era prevista: as baterias do módulo devem durar 64 horas. Esse é o tempo que Philae tem para fazer o máximo de tarefas. O robô poderá ser recarregado através de painéis solares, mas só se o movimento natural do cometa permitir que a luz do sol alcance o equipamento. Para os cientistas da AEE, que comemoraram o feito ontem, o suspense ainda não terminou. Depois de dez anos de trabalho, eles dependem agora dos arpões e das baterias. Em tempo, uma dica do google: Philae é o nome de um ilha do Nilo, onde havia muitos templos. Já Rosetta, todo mundo sabe, é o nome da pedra com inscrições que foram a chave para a "tradução" dos hieróglifos egípcios.
Nas primeiras horas, a nave-robô, antes de resolver mistérios, criou um; o "canto" do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, Os cientistas da AEE ficaram surpresos ao captarem um som,
provavelmente produzido pela colisão de partículas neutras com as de alta energia do cometa. O mistério provoca agitação entre os internautas. As "explicações" são as mais variadas: "É um ET pedindo 'me ajudem, estou preso dentro de um cometa'"; "é um ET fazendo pipoca"; "é Lobão protestando contra Dilma"; "é Aécio chorando a derrota"; "é Roberto Carlos cantando"...
OUÇA O ÁUDIO DO "CANTO" DO COMETA, CLIQUE AQUI 


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Duília Fernandes de Mello: revista Manchete inspirou a menina brasileira que hoje é astrofísica da NASA


Reprodução Revista Contigo!







A entrevista com Duília Fernandes de Mello foi publicada na Contigo! e reproduzida na revista da Catholic University of América. O texto abaixo, com extras e informações complementares, é especial para o blog. 
por José Esmeraldo Gonçalves

Pra lá da Via Láctea

Astrofísica brasileira que trabalha na Nasa e pesquisa a origem das galáxias conta como nasceu sua paixão pelas estrelas

A Pioneer 11 foi lançada em 1973. Destinava-se a explorar o espaço muito além de Marte. Os cientistas equiparam a nave com câmeras e instrumentos para mapear elétrons e prótons, medir temperaturas e investigar asteroides. Só esqueceram de instalar no painel um dispositivo capaz de  medir uma função subjetiva da sonda: a capacidade de influenciar pessoas. A milhões de quilômetros de distância, a Pioneer 11 enviava dados e fotos que fizeram avançar a ciência e, por tabela, traçaram o futuro de uma menina brasileira.Duília Fernandes de Mello (50), astrofísica do Goddard Space Flight Center e da Nasa, professora da Universidade Católica da América, pesquisadora da Universidade John Hopkins, ambas em Washington, e analista de imagens do telescópio Hubble, revela à Contigo! que sua paixão pelas estrelas e a motivação para estudar astronomia nasceram na órbita da Pioneer. “Quando eu era criança, admirava a lua cheia. Olhava e pensava, ‘puxa, já pisamos lá’. Mas o que realmente me motivou foi ver em uma revista Manchete, quando deveria ter uns 14 anos, as imagens dos planetas que a Pioneer enviava para a Terra. Eu queria saber como aquilo funcionava, como eram captadas aquelas cenas maravilhosas”, conta Duília, que atualmente mora em Baltimore, nos Estados Unidos. Impressionada com a tecnologia da sonda, a então adolescente - ela nasceu em Jundiaí (SP) e foi criada no subúrbio carioca de Brás de Pina - passou a escrever nos seus cadernos escolares os nomes do ídolo, Peter Frampton, do time, Flamengo, e da Pioneer. Era, certamente, a única menina na escola a ter uma “sonda favorita”. “Sempre adorei ficção científica, cresci vendo Star TrekPerdidos no Espaço eGuerra nas Estrelas”, recorda. A Pioneer 11 mergulhou no espaço profundo e parou de se comunicar com a Terra em 1995, ano em que a trajetória profissional da menina que a nave impulsionou começou a decolar. Já em janeiro de 1997, Duília, que se formou na Universidade Federal do Rio de Janeiro, era astrônoma do Observatório Nacional e estudava galáxias no Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory). E foi no ESO, em La Silla, no Chile, que ela fez sua primeira descoberta. Nada menos do que uma supernova, uma estrela que havia acabado de explodir. “Descobrir uma supernova foi bem emocionante. Principalmente pela forma como a encontrei. Eu estava sozinha, em um telescópio, observando galáxias, quando vi uma estrela que não deveria estar no campo em que estava pesquisando. Fiquei curiosa e tomei a decisão de avaliar o que era. Eu poderia ter simplesmente continuado a fazer o que estava fazendo e não ligar para a estrela intrusa. Mas a minha curiosidade levou à descoberta. Depois vi que a intrusa era uma supernova, que levou o nome 1997D”. Cerca de dez anos depois, Duília fez outra descoberta importante: um fenômeno a que batizou de “Bolhas Azuis”. A partir da sua pesquisa, que encontrou oito “bolhas” a 12 milhões de anos-luz de distância da Terra, cada uma contendo duas mil estrelas, a Nasa implantou um programa especialmente para detectar “bolhas azuis” em outras galáxias. Foi mais uma conquista entre tantas ao longo de uma carreira que neste 2014, em junho, mereceu o Prêmio Diáspora Brasil, na categoria Tecnologia da Informação e Comunicação, concedido aos cientistas que se destacam no exterior. Duília é um exemplo da dispersão de talentos brasileiros. “Em 1997,  tomei a decisão de sair do Brasil porque os investimentos eram muito limitados. Uma situação que não mudaria rapidamente pois o governo, na época, anunciava cortes severos no investimento em pesquisa. Nos últimos 10 anos, isto mudou. Se fosse hoje, eu não teria saído. Sei que agora é possível fazer ciência de primeiro mundo no Brasil. Mas a comunidade científica brasileira precisa se organizar, escolher projetos-chaves e investir nestes projetos para dar impulso à ciência e motivação ao jovem”, opina.
A “diáspora” empreendida por Duília a levou além do êxito científico. Quando ainda estava no Chile, ela não fez contato visual apenas com a supernova. Uma noite, ao tirar o olho do telescópio, “descobriu” o astrônomo sueco Tommy Wiklind (56), com quem está casada há 17 anos.  “O observatório de La Silla reúne astrofísicos e astrônomos de vários países. Foi lá que nos conhecemos. Somos muito felizes e temos muita coisa que nos une. Nossa paixão pela astronomia é uma delas, mas temos também grande paixão por viajar e explorar outras culturas. Não sabemos como seria o nosso relacionamento se não fossemos astrônomos”, constata Duília. Segundo ela, muitas mulheres astrônomas são casadas com astrônomos. “Imagino que temos um pouco mais de tolerância, pois entendemos a dedicação que a carreira requer”. A profissão exige, de fato, um ajuste frequente na sincronia do casal. Conciliar horários, por exemplo, nem sempre é possível. “Eu sou matutina, mas quando é preciso virar a noite, eu viro. Um astrônomo, quando vai observar, precisa passar a noite em claro e dormir durante o dia. E é difícil se desconectar do que se está fazendo”, explica. Recentemente, trabalhando com o Hubble, Duília capturou imagens do “Campo Ultraprofundo”, o que foi avaliado como um passo importante para desvendar a origem das galáxias. Uma pesquisa tão complexa, que tenta identificar imagens geradas há milhões de anos, torna difícil a um leigo imaginar como alguém pode sair de um trabalho como esse, quase uma máquina do tempo, e encarar uma rotina comum. “Não dá para desligar o cérebro, tem sempre alguma coisa no fundo do pensamento. Por exemplo, adoro pensar nos projetos quando acordo e vou tomar banho. Tomo grandes decisões no chuveiro”, conta, rindo. Duília, contudo, não se sente dividida entre “ficção” e realidade. “Eu lido com o universo como se ele fosse o meu laboratório. Estou sempre questionando o ser humano e como ele não se dá conta da vastidão do universo”, diz. Mesmo assim, há, é claro, espaço e tempo para a vida dita “normal”. Para muitos, persiste o estereótipo de que cientistas são seres descabelados como Einstein ou, atualizando a imagem, físicos mega nerds como os personagens Sheldon, Leonard, Howard e Rajeesh, do seriadoThe Big Bang Theory. Duília relata no livro Vivendo com as estrelas (Panda Books), lançado em 2009, um episódio que ilustra o preconceito. “Pensam que vivo no mundo da lua. Certa vez, um estudante universitário brasileiro me perguntou porque eu havia escolhido ser astrônoma, já que era bonitinha e parecia uma pessoa normal”, escreveu. Até hoje, ela acha que é difícil tirar esse rótulo do cientista. “Mas precisamos mostrar que não são todos assim e que todos podem chegar a ser cientistas, basta persistência e vontade”, diz ela, que lista alguns itens da sua porção “normal”. “Sou vaidosa, só não gosto de pintar a unha. Gosto de fotografia aérea. Temos um aviãozinho monomotor e enquanto Tommy pilota, eu tiro fotos da Terra vista de cima, cozinhar é um dos meus hobbies. Dou uma desacelerada no cérebro quando estou cozinhando. Não gosto muito de seguir receitas, vai tudo no improviso. Apenas no Natal sigo a receita da Julia Child (apresentadora já falecida de programas de culinária na TV americana) do prato francês Boeuf Bourguignon que, segundo o meu marido, é o melhor do mundo”, com conclui, bem-humorada. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Belas modelos em calendário de casa funerária

Talvez, em vida, o falecido não tenha chegado tão perto de uma mulher tão bonita. Vaya con Diós... agora bem acompanhado. Reprodução Mirror

Um último chá, antes do paraíso. Reprodução Mirror. 
por Omelete
Deu no jornal Mirror. Uma empresa funerária da Polônia lança seu calendário para 2015. Belas modelos apresentam os caixões mais incrementados. Setores da igreja católica condenam a iniciativa, rotulam de desrespeitosa. Mas o dono da empresa, a Lindner, rebate que caixão não é um objeto sagrado. "É a última cama em que você vai dormir, não é um símbolo religioso". Segundo ele, a ideia foi do filho, mais antenado com as novas gerações de defuntos. As fotos foram tiradas na Cracóvia, um cidade com fortes influências católicas, o que deve ter incrementado ainda mais as reações.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Parem as máquinas: Jesus foi casado e teve dois filhos. É o que dizem escritores ingleses baseados em um pergaminho de 570dC. Na próxima quarta-feira, eles vão revelar os nomes dos filhos de Jesus


Um livro lançado na Inglaterra promete muita polêmica. Baseados em pesquisas e, principalmente, em um antigo manuscrito (que seria o Quinto Evangelho), os autores Simcha Jacobovici e Barrie Wilson relatam em The Lost Gospel que houve um complô para assassinar Jesus quando ele tinha 20 anos e que este foi casado com Maria Madalena, com que teve dois filhos. O Vaticano contesta a autenticidade do manuscrito.  
Os livros "O Código Da Vinci", de Dan Brown, e "Evangelho Perdido", de Niko Kazantzakis, além do filme "A Última Tentação de Cristo", também levantaram a hipótese de Maria Madalena ser a sra. Jesus. 
Jesus e Madalena. Reprodução
Dessa vez, os autores, que já escreveram outra obra do gênero, The Jesus Family, garantem ter evidências e que o livro baseado no pergaminho de 570dC não é de ficção. Maria Madalena é cultuada pelos católicos como a personificação do arrependimento. Já foi descrita como prostituta, freira celibatária e mística. Em Magdala, sua cidade, era vista como uma líder entre os que seguiram Jesus. Não o abandonou, ao contrário de muitos homens que o veneravam, seguiu Jesus até a crucificação e estava presente no túmulo quando da ressurreição (foi a primeira pessoa para quem Jesus apareceu). A intimidade com Jesus lhe dava uma proeminência semelhante à de Pedro. 
Cena do filme A Última Tentação de Cristo.
Alguns relatos dão conta de que os dois foram vistos se beijando. Foi essa suposta sexualidade que levou setores da igreja a criarem a versão de que ela seria uma prostituta, com o objetivo de desacreditar o seu impulso sexual natural. Os próprios Evangelhos ajudam a confundir esse aspecto da vida de Jesus. Há várias Marias, além da  Maria, mãe de Jesus. Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, Maria, mãe de Tiago e de José, e Maria, mulher de Cleofas. E são citadas mais três mulheres não identificadas e que, em algum momento, teria cruzado os caminhos de Jesus. Imprecisões como essas seriam agravadas pelo fato de os evangelhos não serem relatos de testemunhas oculares. Foram escritos entre 35 a 95 anos após a morte de Jesus, baseados em tradição oral. Jesus morreu por volta do ano dC 30. Para muitos arqueólogos e até teólogos, não são documentos frios ou científicos "de história", mas produtos da memória da memória afetada pelo tempo e pela interpretação em cadeia, como acontece com muitos relatos orais recolhidos em tribos seculares.  
A polêmica, mais uma, está lançada. E em entrevista coletiva, nesta quarta-feira, 12/11, os autores de The Lost Gospel garantem que vão revelar os nomes dos filhos de Jesus.

Porto Alegre tira a roupa...


Reprodução Huffpost
por Omelete
Deve ser o sol na cabeça. Ou a cabeça quente, circuitos cerebrais sobrecarregados, em curto, diante das pressões cotidianas. Vale o registro da súbita mania de algumas gaúchas de tirarem a roupa em
público. E de maneira atlética, sempre correndo seja a favor do vento ou contra a brisa primaveril. Devem ter lá suas razões. Melhor respeitá-las. Além dos casos de nudez avulsa e solitária, aconteceu na capital gaúcha uma corrida dos pelados, marcada no Facebook. Quinze pessoas compareceram.

O novo paladino...


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Polícia investiga página de médicos anti-Dilma no Facebook. Chama-se ironicamente "Dignidade Médica" e prega "holocausto" no Nordeste

Reprodução IG

domingo, 9 de novembro de 2014

Diretamente da Europa, Omelete mostra o Brasil que está em alta e faz uma análise política da "base aliada". Nem Aécio, nem Dilma, nem falta d'água, nem pedidos para a volta da ditadura... o Brasil é notícia no exterior por algo menos doentio: um concurso de beleza



Reprodução Daily Sunday: análise política da "base aliada"

por Omelete
O samba virou sertanejo, o carnaval virou Disneylândia, o futebol abriu as pernas para a Alemanha, a política virou piada (o Muro de Berlim caiu há 25 anos e os 'coxinhas' querem combater o "perigo vermelho"), sobrou o quê pra levar a sério? A preferência nacional. Um concurso que nasceu no Brasil é o novo assunto da mídia mundial. A revista The Economist até parou de encher o saco e estampou em página dupla o índice glúteo em alta na Bolsa de São Paulo. Outro conhecido programa estrangeiro, o Manhattan Connection, resolveu designar seus comentaristas para fazer um workshop e um brainstorm para descobrir do que se trata, já que aparentemente o assunto nunca esteve na pauta deles. Pretendem fazer uma reportagem investigativa sobre o tema provando que é uma ofensa à mulher brasileira e o Nordeste é responsável por mais essa baixaria. A Fiesp está reunida para saber o impacto do concurso nas exportações. Comentaristas de economia ainda não sabem se o PIB será 'impactado', mas já disseram que a culpa é do Lula. Revistas semanais preparam denúncias baseadas em documentos achados na mochila de um bolivariano não identificado com transcrição de escutas telefônicas que garantem que  tudo não passa de um complô contra a família brasileira. O PSDB já pediu a abertura de um CPI e, assim que o resultado for anunciado, será requerida a recontagem de votos. O ministro Dias Toffoli já disse que vai atender à solicitação. Eduardo Cunha já avisou que quer a presidência da comissão apuradora do concurso e ameaça desfazer a "base aliada". Arnaldo Jabor quer fazer um filme sobre o tema, relacionado com o medo freudiano e o desejo jungiano, os traumas da formação católico-ocidental no seminário e a compulsão suicida da sociedade capitalista induzida pelo Nordeste. Um jornal inglês avalia que o índice de felicidade está em alta no Brasil, elogia a forma física das meninas bem alimentadas, com bastante proteína, e atribui as curvas erradamente ao sucesso do Fome Zero, do Lula. Um colunista de um grande jornal corrigiu a informação dizendo que, na verdade, o mérito é do programa social Comunidade Solidária, de FHC, onde tudo começou. 
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Um livro revela: como os nazistas levaram os norte-americanos à Lua e porque, anos depois, Reagan impediu que os homens de Hitler fossem investigados


REPORTAGEM PUBLICADA NO HUFFPOST



É comum, até hoje, no cinema e na literatura, além de ter sido um tema muito explorado pela propaganda durante a Segunda Guerra, classificar a América do Sul como um território de refúgio de nazistas. O que, em parte, é verdade, como demonstram muitas reportagens feitas no Brasil, Argentina, Paraguai e Chile, principalmente. Recentemente, um desses documentários na TV a cabo abordou o assunto sob um título exagerado: "América Latina, o continente nazista". Não chegou a tanto e, pelo menos no Brasil e na Argentina, alguns foram capturados. O fato é que, se muitos vieram mesmo para o Sul, muitos mais, seriam milhares, se abrigaram no Norte, nos Estados Unidos, e exercendo importantes funções públicas e privadas. O Huff Post publica interessante matéria sobre o assunto. "Nazistas", segundo o portal de notícias, "serviram como pedras angulares do avanço científico dos Estados Unidos, pós-Segunda Guerra Mundial, trabalharam para a NASA, ajudaram a desenvolver foguetes enquanto calmamente enterravam seu passado sob elogios da comunidade científica local". Especialistas, acadêmicos e pensadores foram empregados pelo governo dos EUA, apesar dos seus currículos de atrocidades. Em livro lançado há poucas semanas, o jornalista Eric Lichtblau revela que Washington trabalhou ativamente para proteger os nazistas de qualquer investigação. "The Nazis Next Door: How America Became a Safe Haven for Hitler’s Men,”, algo como "Os Vizinhos Nazistas: como a América tornou-se um refúgio seguro para os homens de Hitler", mostra como um programa do governo, chamado "Operação Paperclip", importou profissionais nazistas de várias áreas. Werner von Braun, o lendário cientista que comandou o programa espacial americano, tinha na sua ficha anotações sobre sua atuação no importante cargo de supervisor de uma fábrica movida a trabalho escravo. Von Braun era apenas o profissional mais notório da tropa que se abrigou em cidades norte-americanas. Outro nome destacado foi Hubertus Strughold, prestigiado e premiado nos Estados Unidos apesar de ter orquestrado experiências científicas em cobaias humanas no campo de concentração de Dachau. Parte dessa operação de abrigo a nazistas já era conhecida. Outras potências, como a União Soviética, também capturaram, no pós-guerra, alguns cérebros nazistas. Afinal, a tecnologia dos foguetes V-2 e dos primeiros caças a jato eram apenas alguns dos avanços alemães que interessavam aos vencedores. Uma das novidades do livro é que, além de aprofundar a investigação a níveis chocantes, Lichtbau levanta detalhes de um complô inédito e relativamente recente: por pressão da Casa Branca, no governo republicano de Ronald Reagan, o Departamento de Estado congelou e destruiu provas do passado dos nazistas responsáveis por crimes de guerra, impedindo que fossem punidos pela Justiça ou caíssem nas mãos de caçadores de criminosos de guerra. "Assim", diz o Huffpost, "os EUA se tornaram um refúgio para alguns dos mais notórios comparsas de Hitler. Um dos casos emblemáticos é o de Arthur Rudolph, o alemão que ainda é aclamado como o pai do foguete Saturno V, que levou os Estados Unidos para a Lua. Depois de trabalhar no país durante décadas, ele voltou para a Alemanha, onde morreu em 1989, em paz, apesar de ter confessado seus crimes. 
Um detalhe que não está no Huffpost mas este blog ajuda a relembrar: em 1972, durante a ditadura, Werner von Braun esteve no Brasil, onde manteve encontro com os militares, incluindo o ministro da Aeronáutica. O inventor das V-2 foi a São José dos Campos, sede de algumas empresas de pesquisa militar. Na época, um objetivo da ditadura era desenvolver uma forte indústria armamentista. 
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sábado, 8 de novembro de 2014

A mais nova ameaça pública: pistolas impressas em casa agora ganham funcionalidade

Reprodução Mashable
Parece cada vez mais distante o dia em que os Estados Unidos imporão controle de armas. Com terrível frequência repetem-se os tiroteios em escolas, com as estatísticas registram o avanço do número de vítimas fatais, geralmente metralhadas por adolescentes que conseguem facilmente armas de guerra. Se a política não ajuda - agora mesmo os republicanos que majoritariamente defendem o livre comércio e a propriedade de armas passam a dominar o Congresso americano - a tecnologia também não. Tão logo as impressões 3D foram viabilizadas, alguém logo descobriu como fazer pistolas em casa. Mas havia um problema: a estrutura da pistola 3D doméstica que você pode fazer com um clique não suportava o disparo da arma. Esse problema foi agora resolvido. Um mecânico da Pensilvânia acaba de produzir balas que podem ser disparadas pela 3D. As impressoras custam a partir de 400 dólares e tendem a ficar mais baratas no futuro próximo. Algumas instituições civis de direitos humano estão em campanha para que os objetos produzidos por impressões 3D, principalmente armas, tenham obrigatoriamente uma peça em metal para que possam ser detectados em aparelhos de raio-x. Como são produzidos em plásticos, os objetos fabricados nas 3D podem escapar ao monitoramento em aeroportos, portarias de edifícios públicos, estádios e escolas.
LEIA NO MASHABLE, CLIQUE AQUI

Os drones estão chegando (e filmando)...

*
por Omelete
Tava demorando. Acaba de ser lançado o primeiro filme pornô gravado inteiramente com câmera instalada em um drone. O pioneiro é um cineasta de Nova York, Brandon LaGanke. São imagens gravadas em campos e praias. Estavam previstas cenas em zonas urbanas mas foram canceladas devido à hostilidade de alguns moradores, mas nada a ver com o foco das filmagens. É que, nos Estados Unidos, é cada vez maior a reação da população aos drones que sobrevoam suas casas.
Em defesa da privacidade, algumas pessoas estão abatendo drones a tiros. Se quiser, e se for maior de idade, você pode ver o trailer do filme. Chama-se Drone Bonning. Tire as crianças da sala, embora as cenas sejam mostradas de grande altitude, e nada explícitas. Clique AQUI

Só falta assinar a carteira de trabalho e passar no DP das empresas pra pegar o crachá...

Matéria do Estadão de hoje diz que grandes empresas elegeram 70% da atual Câmara dos Deputados.  Não tem Dilma, não tem base aliada, não tem situação nem oposição. Essa é, de longe, a maior e mais poderosa bancada. Agora, raciocine; na hora no 'vâmo' ver, o deputado vai votar como representante do povo ou com o crachá de "funcionário" da empresa na mão?

Crianças presas, fichadas, maltratadas e banidas do Brasil na época da ditadura. Matéria no caderno Prosa & Verso do Globo de hoje e livro sobre o tema deveriam ser leitura obrigatória para os opositores de Dilma Rousseff que pedem a volta do regime militar.

Zuleide Aparecida: presa e fichada pela ditadura, aos 4 anos de idade.
Teve os cabelos cortados à força e foi expulsa do Brasil pelos militares, em 1970.  Reprodução

A matéria no Globo. Clique para ampliar

O Globo conta a história da menina Zuleide Aparecida do Nascimento, que tinha apenas 4 anos quando foi presa por agentes da ditadura, em 1970, e teve os cabelos cortados à força, além de ser fotografada, fichada e expulsa do país. O drama vivido por Zuleide é o mesmo sofrido por outras 39 pessoas, que hoje têm entre 40 e 60 anos. Crianças algemadas, torturadas e obrigadas a assistir ao pais levando choques elétricos ou gritando de dor no pau-de-arara. Era a prática comum na ditadura.
A matéria do Globo, de Mariana Sanchez, ouve Zuleide. "Aquilo foi uma violência muito forte parta mim", diz ela, que teve os documentos cassados, foi alfabetizada em espanhol. Essa e outras histórias estão no livro "Infância Roubada", recém-lançado pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo
Que o pessoal que está indo para as ruas levando faixas em que pede a volta da ditadura leia e reflita. Se é que sabem fazer isso.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Economia: dica de negócio para vencer o pessimismo induzido pelos analistas deprimidos. Ou como esquecer o" armagedon" anunciado e ainda ganhar dinheiro...

por Omelete
Com o patriótico objetivo de injetar otimismo nos empresários brasileiros, este colunista foi buscar um exemplo de bom negócio, um excelente nicho, como os investidores gostam de falar. Um pouco de esperança é necessária, até para atravessar a rua. Como dizia Nelson Rodrigues, o indivíduo tem que ser otimista, isso se quiser chegar vivo à calçada oposta. Os meus colegas colunistas de economia e política na mídia comercial andam muito pra baixo. Não importa se por motivos políticos, ainda eleitorais ou emocionais, eles produzem análises fúnebres, apocalípticas. Hoje mesmo vi uma dessas na TV, meu deus?, que cara triste, macambúzia, olheiras marcadas, sulcos verticais dramáticos no rosto, cenho franzido como um tubo de uti, com cara de quem precisa de ajuda psicológica, um ombro amigo, um chope gelado. 
Dito isso, bola pra frente e vamos à dica de negócio. Segundo o HuffPost, um empresário da Califórnia, assustado com o aquecimento global, montou o Baywash Bikini Car Wash. Vive lotado. A sugestão para empresários brasileiros é inovar ainda mais. Com a falta de água em São Paulo, montar um negócio desses, com poços artesianos próprios, e oferecer um banho completo ao carro e especialmente ao seu proprietário. Não tem como dar errado. 
Baywash - Foto: reprodução HuffPost

VEJA A MATÉRIA NO HUFFPOST, COM DIREITO A VÍDEO. CLIQUE AQUI

Foto exclusiva de Paulo Scheuenstuhl/Manchete gera polêmica entre os leitores do Globo

A famosa foto exclusiva de Paulo Scheuenstuhl, feita para uma reportagem da revista Manchete, em 1967, continua dando o que falar. Agora com o devido crédito ao autor - o colega Paulo Xuxu, como era chamado nas redações da Rua do Russell - a imagem que registra um encontro dos grandes nomes da MPB da época, no terraço da casa de Vinícius de Moraes, levantou uma polêmica. A Manchete publicou a foto, depois reproduzida no livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" (Desiderata), com um "mapa" de identificação dos personagens fotografados. Há, na verdade, três pessoas não identificadas na reportagem original. O colunista Ancelmo Góis, do Globo, chamou atenção para o "mistério", que alguns leitores tentam resolver. O "mapa" da Manchete numerou e identificou 24 pessoas. Na foto, há 27. A polêmica gira em torno do nome da mulher que segura um cachorro. O Globo já publicou duas notas com a repercussão do "mistério". Roberto Muggiati, ex-diretor da Manchete, garante que o nomes aventados até agora não conferem. O "mistério" continua. 


Atualização, dia 8/11/2014, mais uma nota (abaixo) na coluna do Ancelmo Góis sobre o mistério da foto Paulo Scheuenstuhl/ Manchete.

Carlos Leonam, o mineiro-carioca que trabalhou na Fatos & Fotos e inventou o aplauso ao pôr do sol em Ipanema...






Roberto Muggiati, ex-diretor da Manchete,  entrevistou Carlos Leonam para a revista Contigo (reprodução acima). Muggiati lembra que Leonam trabalhou na Bloch, principalmente na Fatos&Fotos, para a
qual fez a cobertura exclusiva do encontro entre Lacerda e Jango no Uruguai, em 1967, para a formação da Frente Ampla.

NOVO COMUNICADO DA CEEBE: A PARTIR DESTA SEGUNDA-FEIRA, DIA 10 DE NOVEMBRO, OS EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (LETRAS K e L) COMEÇAM A RECEBER PARCELAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA DAS INDENIZAÇÕES TRABALHISTAS

A Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE), através de José Carlos Jesus, avisa:

A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA, DIA 10 DE NOVEMBRO, ESTARÃO DISPONÍVEIS NAS AGÊNCIAS DO BANCO DO BRASIL OS PAGAMENTOS DE MAIS UMA PARCELA DA CORREÇÃO MONETÁRIA DOS VALORES REFERENTES AOS DIREITOS TRABALHISTAS DOS EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (CREDORES DA MASSA FALIDA)  CUJOS NOMES COMEÇAM COM AS
LETRAS K e

Os que fazem parte desse grupo de letras já podem procurar as agências do Banco do Brasil munidos de CPF e Carteira de Identidade. É importante que ao chegar à agência informem claramente que ali estão para ‘receber um Mandado de Pagamento da Massa Falida da Bloch Editores’. Isso ajudará a direcionar a solicitação. Se, por acaso, surgir algum obstáculo, o credor deverá ir ao 4° andar do Fórum (Av. Erasmo Braga, 115, Centro, Rio de Janeiro, RJ) e dirigir-se à agência local do Banco do Brasil, que faz a coordenação geral da operação e orienta sobre os procedimentos.
Os demais ex-empregados da Bloch cujos nomes se iniciam pelas letras a partir de M receberão suas atualizações monetárias na medida em que o Cartório for liberando os Mandados dos grupos subsequentes, sempre em ordem alfabética. Os pagamentos estão sendo realizados por ordem da Exma. Sra. Dra. Juíza Titular da 5ª Vara Empresarial da Capital, Maria da Penha Nobre Mauro, aos ex-empregados da Bloch Editores habilitados como principais credores da Massa Falida da empresa. Vale ressaltar, mais uma vez, a determinação da juíza para a liberação de mais este rateio.
A expectativa e a confiança de todos é que essa etapa seja concluída o mais breve possível”.


AOS COLEGAS 
DA EXTINTA BLOCH EDITORES: 
AINDA HÁ MUITO A CONQUISTAR, 
VAMOS MANTER
     A MOBILIZAÇÃO!   

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ruínas esportivas

Estádio de beisebal, Grécia. Foto: Reprodução Huffpost - link abaixo

Raia de canoagem, Grácia. Reprodução Huffpost. Link abaixo

Não é olímpico mas foi abandonada: Pyramid Arena, Memphis, EUA: virou local para feirão de artigos de pesca. Reprodução Huffpóst -link abaixo

Vila Olímpica, Grécia. Reprodução Huffpost. Link abaixo
Deu no Huffington Post. Uma curiosa matéria, com fotos, mostra o abandono de estádios construÍdos para eventos ou não, em vários países. Há instalações olímpicas, piscinas, pistas de esqui, de canoagem, estádios de beisebol, ginásios, vilas olímpicas, etc. Na Grécia, uma vila olímpica abandonada. O que é estranho, comparando-se ao Brasil. A Vila Olímpica do Pan, por exemplo, está ocupada e seus apartamentos foram vendidos antes dos jogos. O mesmo ocorre com a Vila que está sendo construída para 2016. Mas o problema das instalações feitas especialmente para Olimpíadas, é sério. Os Jogos recebem modalidades que não são necessariamente praticadas nos países-sede. Na mesma Grécia, um estádio de beisebol está caindo aos pedaços. Claro, vai achar um grego que pratique aquele estranho esporte.  O Comitê Olímpico prefere que os países construam instalações definitivas já que o objetivo dos Jogos não é o evento em si mas a promoção dos esportes. Em parte, o argumento é aceitável. Mas o próprio COI já não é tão radical. No Rio de Janeiro, algumas instalações para determinadas modalidades serão provisórias. 
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Rihanna na capa da Esquire


Divulgação

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A cantora Rihanna está na capa da Esquire, fotografada pela alemã Ellen Von Unwerth. 

Notas do diário da padaria... Eleições fraudadas, juiz-deus, golpe militar, racismo


* As redes sociais acabam de ganhar um valioso atestado de credibilidade. Oficialmente, segundo o TSE, as últimas eleições presidenciais, no Brasil, estão sob suspeita. Com base apenas na "descrença" que algumas pessoas manifestaram na internet em relação à apuração dos votos, o ministro José Dias Toffoli, do TSE, abriu ao PSDB acesso a programas, documentos, registros, boletins de todas as urnas, relatórios de manutenção etc. Várias perguntas ficam no ar: O PSDB terá acesso ao sigilo dos todos os eleitores, já que receberá o boletim de cada seção com número e voto de cada um? Vamos saber com certeza em quem Sarney votou? No mínimo, o PSDB vai copiar tudo e terá um excelente cadastro eleitoral para entregar aos seus candidatos nas próximas eleições, é isso? A Justiça Eleitoral tem direito de entregar o registro de um cidadão, sem sua autorização, a um partido político?  Um cabo eleitoral do PSDB vai bater na porta da minha casa para conferir meu voto? E se o cadastro for parar no telemarketing, vão encher o nosso saco tentando vender produtos? Se eu começar a receber receber panfletos, propaganda de imobiliária, de academia de ginástica, de igreja, do Caldeirão do Huck, de shows do Lobão, seja lá o que for, posso suspeitar que o PSDB vazou meu endereço? E as últimas perguntas que não querem calar: se o PT tivesse perdido e fosse o autor da   denúncia, hein?, os jornais estariam mancheteando hoje o "golpe bolivariano"? Se as eleições foram fraudadas, os votos de Geraldo Alkmin, Marcondes Perilo, Beto Richa, entre outros do PSDB, também serão reapurados ou só os votos da Dilma? E, se, ao final for constatada a fraude, as eleições serão anuladas, Dilma volta pra casa, Aécio assume, haverá nova eleição com repescagem de Marina Silva ou a oposição a Dilma, como pediu em SP, convocará um general para desempatar o jogo?
* Por falar Alkmin, justa seja feita: foi o primeiro político do PSDB a reagir publica e imediatamente contra a campanha deflagrada por opositores de Dilma Rousseff em São Paulo que pedem um golpe militar. Outros não se manifestaram, uns só abriram a boca só ontem para condenar os golpistas. Marina Silva anda muda, não sei se reagiu contra os arautos da ditadura. 
* Já a justiça do Rio de Janeiro, acaba de decretar que juiz é Deus. Pelo menos, é o que se deduz depois que uma funcionária da Lei Seca foi condenada a indenizar uma sua senhoria que dirigia sem habilitação, o carro sem placa, e "carteirou" ao ser parado na blitz. A funcionária foi condenada a pagar 5 mil reais ao juiz, grana que deve se juntar ao auxílio-paletó, auxílio aluguel, auxílio-gasolina etc. Internautas estão fazendo uma "vaquinha" para ajudar a servidora pública a pagar a multa. E a própria vai recorrer ao STF. Ao condená-la, a justiça alegou que ela teria dito que "juiz não é Deus". Bom, se foi condenada por isso, então juiz passar a ser, por tabela, definitivamente Deus. Pelo menos, no Rio de Janeiro. Amém.
* Obama perdeu ontem a maioria no Congresso americano. Coisa que Dilma não tem há muito tempo, tantas são as votações que já perdeu para a chamada "base aliada" junto com a oposição. A coisa agora está pior. Daí, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Henrique Alves terem se transformado, de repente, nos novos heróis dos paracolunistas da mídia.O Congresso parece querer instituir um autoritarismo legislativo impondo derrotas à presidente e, ao mesmo tempo, embutindo alguns caraminguás nas votações, como a das famosas emendas parlamentares. Além de desqualificar as propostas de plebiscito e consulta popular previstas na Constituição. Suas excelências dizem que isso é desprestigiar o Legislativo. Quem viu ontem imagens da votação nos Estados Unidos deve ter reparado que em alguns estados os eleitores levaram para a cabine um calhamaço de folhas. Eram cédulas de referendos e consultas para o eleitor se manifestar sobre os mais variados projetos e propostas. E o Congresso lá não se sente desprestigiado por isso. Acontece que o Congresso aqui é dominado por um balcão de bancadas disso e daquilo menos do cidadão. O que a maioria não quer é perder a chance de impor seus lobbies. Daí, plebiscitos e referendos e até projetos de iniciativa popular (também previstos na Constituição) são vistos como ameaça. Mas voltando ao Obama, ele pediu a assessores que levantem os meios legais para que ele possa continuar governando e que o país não seja paralisado pela oposição nos dois anos que lhe restam de mandato. Taí uma dica para Dilma: governar com as leis de que dispõe, agindo com uma executiva, e não ceder à chantagem de cargos e ministérios em troca da aprovação de projetos. A barganha, na qual Fernando Henrique, Lula e a própria Dilma já caíram, sai cara para o Brasil, como se sabe. Fica assim; Dilma administra com as leis, e são milhões, que o país tem, e o Congresso legisla e assume a responsabilidade diante do país pela qualidade, ou falta de, do que as tais bancadas aprovam.
* A Agência Brasil informa: "o Banco do Brasil obteve lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um retorno sobre o patrimônio líquido ajustado de 16,1%. O crédito imobiliário teve saldo de R$ 35 bilhões em setembro deste ano, aumento de 73,1% em relação ao mesmo período de 2013. O financiamento às empresascresceu 108,0% em um ano, atingindo saldo de R$ 9,3 bilhões e o financiamento às pessoas físicas evoluiu 63,2% no mesmo período, alcançando um saldo de R$ 25,7 bilhões. A carteira de crédito à pessoa física orgânica, formada por operações com clientes do BB, encerrou o trimestre com saldo de R$ 145,6 bilhões, crescimento de 2,3% no trimestre e de 12,% em 12 meses. As linhas de menor risco, como Crédito Consignado, Crédito Direto ao Consumidor Salário, Financiamento de Veículos e Crédito Imobiliário, alcançaram 76,1% do total da carteira, crescimento de 13,7% em 12 meses. O financiamento ao agronegócio terminou o trimestre com a marca de R$ 158,4 bilhões, montante 21,8% maior que o registrado no mesmo período de 2013. Na safra 2014/2015, o Banco do Brasil desembolsou R$ 20,6 bilhões em operações de crédito rural, evolução de 33,3% em relação à safra anterior. O crédito concedido às empresas encerrou setembro com R$ 342 bilhões, crescimento de 12,8% em 12 meses e 2% em relação ao trimestre anterior. As operações de capital de giro e de investimento, que representam 72,1% do total, obtiveram crescimento de 11,1% e 23,6% em 12 meses, respectivamente.
O saldo da carteira de crédito relacionado ao segmento das micro e pequenas empresas, que têm faturamento bruto anual até R$ 25 milhões, alcançou no trimestre R$ 101,5 bilhões, crescimento de 7,5% em 12 meses. Os índices de inadimplência do BB se mantiveram em patamares menores do que os observados no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Ao fim de setembro, o índice de operações vencidas há mais de 90 dias representou 2,09% da carteira de crédito. No mesmo período, o SFN registrou índice de 3,0%". 
Bom, os manés que venderam ações baratas em uma dessas baixas induzidas da Bolsa devem estar rasgando as pregas. Já os "tubarões" que compraram os papeis na baixa tão intensamente noticiada pela mídia, estão rindo com todos os dentes.
* A Polícia Federal investiga os autores das ofensas racistas a nordestinos após a vitória de Dilma. Para a PF, é fácil chegar aos autores e alguns já estão identificados. Difícil vai ser resistir à pressão de uns e outros que já estão falando que isso é "perseguição" à oposição, que a "rede é assim mesmo", que foi "brincadeirinha".

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Violência em nome do deus...

A mistura de política e religião nunca deu certo, nem no paraíso. Geralmente, esse é um coquetel sangrento, suprime liberdades, vidas, culturas e costumes e não raro são corruptos. São deploráveis. Os exemplos estão aí. E as ameaças vindas de "bancadas religiosas" também. A iraniana Ghocheh Ghavami está presa no Irã. Seu crime foi apenas querer ver um jogo de vôlei. Ela participava de um ato reivindicava que mulheres pudessem entrar no estádio para assistir a uma partida de vôlei entre Irã e Itália.



domingo, 2 de novembro de 2014

CQC: "cabezas" a prêmio por audiência em queda

Com o ibope no chão - pouco mais de 2 pontos - o CQC deve ter a atual bancada, incluindo Marcelo Tas, defenestrada. Os argentinos da empresa Cuatro Cabezas, em momento de humor zero, donos do programa, já estão procurando, segundo o Estadão, novos apresentadores. O surpreendente é que, mesmo em São Paulo, reduto tucano com o qual o Tas se identifica, a audiência despencou. Agora, o que se diz é que "cabezas" vão rolar.
O CQC no "paredón" argentino. Foto Band-Divulgação


Mulher ganha indenização da Google por ter aparecido com decote no Street View

por Omelete
Maria Grillo estava na porta de casa, de biquini, tomando um solzinho, quando passou o carro da Google com sua câmera 360° e fotografou a canadense. A imagem original não mostrou muito mas a Grillo achou que o decote exibia demais suas curvas e invadia sua privacidade. Queria 45 mil dólares de indenização. A corte canadense não aceitou inteiramente a acusação e considerou que Maria Grillo estava em local público, perfeitamente visualizada da rua. Ela alegou que sofreu problemas psicológicos. Embora seu rosto estivesse embaçado, diz ela que foi reconhecida e moralmente atingida. A justiça descartou esse suposto agravante mas condenou a Google a pagar uma multa pela exposição do decote sem autorização: Grillo levou 1.125 dólares por cada peito em um total de 2.250 e o aplicativo Street View distorceu a imagem dela e da casa.