quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Philae pousou... no cometa que "canta"...


AEE
Philae 67P AEE

Cometa AEE
Durante décadas, a União Soviética e os Estados Unidos detiveram o monopólio espacial. Havia nos terreiros do Tio Sam uma corrente republicana que chegou esboçar uma legislação que tornava o espaço uma extensão do território norte-americano. A ideia não prosperou, até porque do outro lado estava a então poderosa União Soviética. Com o fim da Guerra Fria e dos trilhões de dólares da corrida armamentista que a alimentou, a exploração espacial perdeu forças e a Nasa, verbas. A Rússia foi obrigada a cuidar de graves problemas econômicos após o desmonte da URSS. Manteve seu programa espacial, mas sem grandes investidas, além da participação na Estação Espacial e só recentemente, passou a recompor sua indústria de Defesa. Os Estados Unidos continuam com o bem-sucedido programa de lançamento de sondas rumo a Marte, especialmente, além de conquistas como as do eficiente telescópio Hubble, mas desativaram os ônibus espaciais, sem sem outros lançadores operacionais para pôr no lugar. A saída foi privatizar o setor, mas até agora não se revelou eficiente já que os custos são estratosféricos e empresário quer lucro, de preferência imediato, o que não combina com a pesquisa planetária. E acidentes recentes como o da nave SpaceShip Two e do foguete Antares, ambos privados, não ajudam. Daí, o tabuleiro do espaço abriu-se para outros jogadores, Índia e China, principalmente, além da Agência Espacial Europeia. Essa última, um consórcio, tem tradição e foram suas pesquisas que levaram a França a se tornar uma ativa lançadora de satélites comerciais. Mas o feito da AEE divulgado ontem é impressionante e mostra que sua capacidade tecnológica está muito além do que se imaginava. Os cientistas europeus conseguiram, pela primeira, vez, pousar equipamento em um cometa. Há quem diga que, diante da dificuldade e da precisão de uma missão dessas, pousar na Lua é como estacionar no pátio vazio de um shopping. Liberado pela sonda Rosetta, o módulo Philae se acoplou ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, Formados por poeira, gases e compostos químicos, os cometas podem dar as pistas que faltam para desvendar como se deu a formação dos planetas e como começou a vida na Terra, já que uma das hipóteses é que tenha origem em material bioquímico trazido por cometas. Nos próximos dias, as câmeras da sonda enviarão mais imagens do cometa e seus instrumento analisarão o material. Os cientistas da AEE tentam resolver único imprevisto da operação: os quatro arpões que deveriam fixar o módulo na superfície do cometa ainda não foram acionados. O que significa dizer que Philae está solta, apenas pousada, em um objeto voador desembestado. A outra dificuldade já era prevista: as baterias do módulo devem durar 64 horas. Esse é o tempo que Philae tem para fazer o máximo de tarefas. O robô poderá ser recarregado através de painéis solares, mas só se o movimento natural do cometa permitir que a luz do sol alcance o equipamento. Para os cientistas da AEE, que comemoraram o feito ontem, o suspense ainda não terminou. Depois de dez anos de trabalho, eles dependem agora dos arpões e das baterias. Em tempo, uma dica do google: Philae é o nome de um ilha do Nilo, onde havia muitos templos. Já Rosetta, todo mundo sabe, é o nome da pedra com inscrições que foram a chave para a "tradução" dos hieróglifos egípcios.
Nas primeiras horas, a nave-robô, antes de resolver mistérios, criou um; o "canto" do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, Os cientistas da AEE ficaram surpresos ao captarem um som,
provavelmente produzido pela colisão de partículas neutras com as de alta energia do cometa. O mistério provoca agitação entre os internautas. As "explicações" são as mais variadas: "É um ET pedindo 'me ajudem, estou preso dentro de um cometa'"; "é um ET fazendo pipoca"; "é Lobão protestando contra Dilma"; "é Aécio chorando a derrota"; "é Roberto Carlos cantando"...
OUÇA O ÁUDIO DO "CANTO" DO COMETA, CLIQUE AQUI 


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