quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sebastião Salgado e Muggiati: o reencontro

Reprodução. Clique para ampliar
por José Esmeraldo Gonçalves
A revista Contigo que chega hoje às bancas traz uma entrevista do fotógrafo Sebastião Salgado ao jornalista e escritor Roberto Muggiati. Sergio Zalis, diretor da revista, relembra na sua carta ao leitor os tempos da Manchete. O prédio do Russell, onde ficava a redação, no Rio, é um ponto na trajetória profissional dos três. No caso do Muggiati, um megaponto: foi o diretor que mais tempo ficou à frente da revista, um recorde de mais de duas décadas. Sebastião Salgado foi colaborador da Manchete, para a qual fez suas primeiras viagens pelo interior do Brasil. Sergio trabalhou no estúdio fotográfico da Bloch, antes de ser repórter fotográfico da Manchete, correspondente em Israel e, depois, editor de fotografia da revista Fatos. Na foto, o reencontro. Sebastião Salgado mostra ao amigo Muggiati o livro "Genesis", que acaba de lançar.
No texto, Sergio relata o que aprendeu com o ex-diretor.
Há algo da Manchete nas bancas, hoje.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Bem Estar - 73,9% apoiam atuação de médicos estrangeiros no país, diz pesquisa

http://m.g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/09/739-apoiam-atuacao-de-medicos-estrangeiros-no-pais-diz-pesquisa.html

Diagnóstico das ruas: maioria quer preservar conquistas sociais da última década. Dilma recupera aprovação

por JJcomunic
Os brasileiros - antes do sequestro dos protestos pela violência e fascismo do quebra-quebra - levaram às ruas bandeiras justas: luta contra a corrupção que afeta governos de todos os partidos, reforma política, mais saúde, educação, ética, combate a preconceitos e intolerância etc. Em um primeiro momento, a oposição aliada à mídia tentou "faturar" com os protestos, achando certamente que seus governos, como o de São Paulo, Paraná, outros estados e centenas de municípios, estariam à margens das reivindicações. Claro que a população se manifestou com a prática política em geral, o que incluiu mensalões em julamento. como o do PT, ou engavetados, como o do PSDB mineiro, o pioneiro e criador da fórmula, e do DEM do DF. Mas, ouvida em pesquisas, ela, a população, mostra que já não pode ser tão radicalmente manipulada pela meios de comunicação da elite. Informada, e bem informada pelas redes sociais e sites independentes, faz sua própria avaliação bem mais equilibrada e honesta. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O povão sabe que foi alcançado por programas sociais importantes. Quer e vai preservar tais conquistas. Esse pessoal "diferenciado", como os preconceituosos chamam, mostra seu valor. A eleição está nas ruas mas a urna, de fato, está ainda distante. Um dos nomes também beneficiado pelas pesquisas é o da ex-senadora Marina Silva, que atrai eleitores insatisfeitos. Marina tem contra si o fato de estar ainda estruturando um partido. Poderá pesar contra ela, seu posicionamento político contaminado por fundamentalismo religioso e conservador. Ganhará votos de um lado e perderá de outro, exatamente da parcela progressista que hoje a aponta. A provável candidatura de Marina tem sido bombada pela oposição. Para Aécio Neves e Eduardo Campos, o ex-senadora vai forçar um segundo turno. O que a dobradinha PSDB-PSB não esperava era que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno sim mas entre Dilma e Marina. Os dois pré-candidatos da "coalização" travestida seriam eliminados de primeira.
Se Dilma vai vencer ou não, o futuro dirá, mas o povão dá sinais de que não vai trocá-la por qualquer "playboy". Muito longe disso, quer alguém, ou a própria Dilma, que mantenha e amplie conquistas sociais que mudaram para melhor a vida de cerca de milhões de brasileiros. Coisa que até a oposição reconhece. Hoje, nos jornais, um dos pré-candidatos anuncia uma "estratégia" para tentar falar com essa parcela de cidadãos - a Classe C, que emergiu da pobreza - que ele certamente não conhece, jamais chegou perto, não sabe endereço, nem CPF. Mas é normal e democrático esse interesse da oposição. Quer ser apresentada ao Brasil. Afinal, como imaginar que enluvados não tenham vontade de conhecer a legião dos sem-champanhe, sem-BMW, sem-empresa-em-paraíso-fiscal, sem-jatinho e sem-iates? Puro desprendimento. Para essa turma, ir aos grotões do Brasil é como visitar um parque temático da Disney.

sábado, 7 de setembro de 2013

Omelete: correspondente especial nas manifestações no Centro do Rio...

por Omelete
Caetano não foi visto nas manifestações no Centro do Rio. Pelo menos, este 'observador" não o encontrou. Às vésperas do Dia 7, o compositor - que revelou que já foi de "esquerda" mas agora se define como  "liberal" e trabalha como colunista do Globo - posou com máscara para o Midia Ninja. Ele disse que quis incentivar o uso de máscaras por achar que a proibição é "violência simbólica". Foto: Reprodução /Internet
Um bom programa de sábado de manhã: acompanhar a massa meio disforme de manifestantes neste dia 7 de setembro. Pode crer, há de tudo, até vendedor de churros tentando correr na hora do pega-pra-capar. Um pouco depois de começar o desfile - aparentemente com tropas bastante reduzidas em comparação ao passado - um pequeno grupo, talvez uns 80, a maioria de preto, muitos com máscaras, avançou pela Av. Passos, transversal à Presidente Vargas, com o objetivo declarado por muitos de invadir a pista de desfiles. O objetivo, comentavam, era "desfilar" e protestar em frente ao palaque das autoridades na esplanada do Comando Militar do Leste. Foram impedidos pela aparato policial, retornaram pela Praça Tiradentes e se encaminharam pela Visconde do Rio Branco até ao Campo de Santana. Por essa rota, o pequeno grupo conseguiu chegar à pista lateral da Presidente Vargas. Nesse ponto, dois rapazes atiraram pedras contra os PMs que reagiu com bombas de gás e fez as primeiras prisões de mascarados. Com a chegada de reforços, os mascarados correram pelas ruas do Centro e foram parar na Praça Cruz Vermelha. E com velocidade de Usain Bolt. Dispersaram-se. Mais tarde, com o desfile de Sete de Setembro já encerrado, outra manifestação, esta de movimentos sociais, de cara limpa, com faixas, avançou da Candelária em direção à Central e Prefeitura. A polícia apenas acompanhava. Na altura da Uruguaiana, Black Blocs que haviam fugido infiltraram-se no grupo - que era bem mais numeroso do que eles -e novamente jogaram pedras nos carros da polícia. Houve reação, mais prisões, entre elas a de um manifestante que atirou uma lata de cerveja em uma viatura. Em maio à confusão, era difícil distinguir qualquer palavra de ordem. Mas havia faixas com "Fora Cabral", a "Globo Mente", "Mais Saúde", "contra a Corrupção", uma menina de máscara carregava um cartaz pedindo o fim voto secreto. Não seria mais coerente fazer isso... sem máscara?
Eram apenas 11h30 quando o "observador de manifestações" resolveu dar por concluida sua missão. Mas o Centro da do Rio permanecia agitado.
Algumas anotações no caderninho de um brasileiro que já participou de outros protestos, da luta contra a ditadura, passando pelas Direta-Já e o Fora Collor:
- Fiquei muito curioso com o grande número de manifestantes que carregam pesadas mochilas. Será que vão para alguma viagem? Ou levam um cobertor para o caso de eventualmente pegarem uma cana dura?
-  Mais curioso ainda: as mochilas ficam lá fechadas, eles não abrem em nenhum momento. Se carregavam coquetéis molotov, não foram sacados até a hora em que estive lá.
- A maioria parece que está lá mais pela "emoção". Os mascarados quase não falam palavras de ordem ou "slogans revolucionários". O que mais se ouve é "vamos lá", "vâmo encarar", "vâmo esculachar".
- Latinha de cerveja não faltava. Afinal, é sábado.
- Na Visconde do Rio Branco, quando o grupo caminhava, sem correria, um mascarado falou pro outro: "o patrão tá gostando, nóis Brack Broc tirâmo os 'verme' do morro. O Choque tem que vir pra pista e deixa a Boca liberada".  Tá aí: um novo subproduto das manifestações. Antes, a polícia já havia insinuado a presença de bandidos e gangues mas apenas no incentivo aos saques, assaltos e roubo.
- Comprovei que o "gigante" acordou. Mas diminuiu de tamanho, são agora minimanifestações.
- O número de mascarados, diante da determinação judicial que obriga a identificação, também mingou.
- No conflito da Presidente Vargas, os Black Bloc tiraram o time após a reação da PM. Por alguns minutos, sobrou para os manifestantes de cara limpa e faixas. Mas logo um comandante mais lúcido fez a polícia recuar. Ficou claro que o alvo principal eram os mascarados.
- Ficou claro também que o modelo de protestos dos anos 70, 80 e 90, foi-se. Daqui para a frente é provável que qualquer manifestação, digamos, organizada, tenha que conviver com a parcela convocada por redes sociais. Será difícil para qualquer liderança garantir o controle de passeatas. Como hoje, haverá bandeiras de movimentos sociais e múltiplas bandeiras da rede social. Uns tendem a se misturar com outros, a unidade é impossível. O que se vê é que na hora em que um mascarado tenta arrombar uma loja, os de cara limpa, muitos, pelo menos, afastam-se.
- Aliás, tudo indica que nem os Black Block sabem que são os Black Bloc. Uns queriam ir por uma ruas outro por outra. Volta e meia um deles tentava liderar um grupo e nem recebia muita atenção. Acabava desistindo.
- Entre os manifestantes, de preto, havia skin heads. Um deles, sem máscara, na Av. Passos, vestia uma camiseta com a suástica encoberta por um casaco preto e ameaçou um rapaz que tentou fotografar o símbolo nazista.
- Enfim, há mais coisas nas ruas do que supõe a vã sociologia...

Psiquiatras reclamam do tratamento dado a Paloma em “Amor à Vida”

por Eli Halfoun
Para a maioria dos telespectadores deve ser extremamente incomodo assistir as cenas em que a personagem Paloma é tratada (praticamente torturada) com eletrochoque em uma clínica psiquiátrica. Não é só a violência do tratamento que deve incomodar o público: o incomodo maior é o da injustiça praticada contra uma pessoa inocente – injustiça que, aliás, é comum na vida real que muitas vezes parece ficção. O tratamento psiquiátrico ao qual Paloma é submetida merece restrições da Associação Brasileira de Psiquiatria que enviou uma nota de esclarecimento para a Globo. No documento a ABP reclama o que segundo nota publicada no jornal Folha de São Paulo “da forma como a novela está retratando o tratamento psiquiátrico da protagonista Paloma (Paola Oliveira)”. Segundo a ABP a condução do tratamento psiquiátrico dado à personagem não corresponde à realidade. A nota chama atenção para a terapia de eletrochoque e diz que é um procedimento que embora seguro, eficaz e indolor “só tem indicação para pacientes que não tiveram resultados satisfatórios com medicação”.

Para a ABP o perigo maior “é que a psiquiatria da novela deu um diagnóstico baseado em achismo e pode reforçar a psicofobia da sociedade, já que é descrita como um preconceito contra portadores de transtornos e deficiências mentais”. Parece que faltou consultoria adequada para a criação e desenvolvimento das cenas e a ABP se dispõe a prestar esse tipo de consultoria “para que não venha a ferir o ofício do médico psiquiatra nem desrespeitar os 46 milhões de pacientes psiquiátricos do Brasil”, o que não é o caso da personagem Paloma que é apenas vítima de injustiça – injustiças não faltam em todos os aspectos da vida real e é com elas que se faz necessário e urgente acabar. Em tudo e para todos. No caso da novela o incomodo pode ser combatido simplesmente mudando de canal. É o que tenho feito quando são exibidas as cenas da tortura e da injustiça cometida com Paloma. Injustiça não dá mais para agüentar nem na ficção. (Eli Halfoun) 

De que lado está a verdadeira democracia do respeito e da não violência

por Eli Halfoun
Na teoria e até em algumas práticas exercidas no Brasil todo mundo sabe (ou pensa que sabe) o que é democracia. Mesmo assim é muito fácil confundir a liberdade da prática democrática com muitos abusos cometidos em nome dela e de uma luta realmente heróica que muitos brasileiros enfrentaram quando nos queriam calar completamente. A confusão se mistura no não entendimento real da teoria e na prática. Será que é antidemocrático exigir que os mascarados das manifestações se identifiquem para não serem confundidos com vândalos - os mesmos vândalos que andam destruindo tudo, inclusive a democracia? É democrático permitir que meia dúzia de covardes mascarados, que nada tem a ver com os reais manifestantes, continue destruindo violentamente patrimônios públicos e privados e deixando a população ainda mais amedrontada. A democracia não quer botar ninguém na cadeia. Que apenas evitar que democratas cidadãos continuem sendo vítimas em seus direitos de paz e até de protestar aos gritos, mas pacificamente. A democracia tem de respeitar os dois lados e não pode permitir que um lado prejudique o outro. É democrático permitir as manifestações, reivindicações e o grito popular, mas será que também é democracia deixar que meia dúzia de arruaceiros insista em agredir a democracia É isso o que eles estão fazendo e assim praticamente exigindo na volta do violento cala-boca que atrasou o país em muitos anos. Democracia é acima de tudo respeito. Dos dois lados Pena que só um esteja percebendo e praticando isso. (Eli Halfoun)

A vergonha e covardia do voto secreto vai continuará. Até quando?

por Eli Halfoun
Não foi por falta de aviso: era de se esperar que esses políticos viciados e comprometidos procurassem filigranas para não permitir a utilização do voto aberto, ou seja, o fim do vergonhoso e danoso voto secreto, em todas as votações. Agora o Senado já avisa que só permitirá a utilização do voto aberto em votações de cassações de mandato e assim mesmo porque nesse momento o povo está de olho no destino político (o outro destino será e tem de ser a cadeia) dos condenados no julgamento histórico do mensalão. É difícil entender o motivo que os leva a não morrerem de vergonha de suas caras de pau – uma vergonheira que sem dúvida humilha e ruboriza seis filhos e todos os parentes e amigos. Os políticos que preferem esconder-se atrás do voto secreto não de envergonham de suas condutas. Seria esperar demais de quem já mostrou que não tem e nunca terá a menor capacidade de participar de um jogo limpo.  (Eli Halfoun)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Andar a pé eu vou. Isso será obrigatório até 2020

por Eli Halfoun
Sinal dos tempos. Os cariocas estão perdendo um dos bons motivos (era até motivo de piada) que tinham para não ter que ir para São Paulo: os monumentais engarrafamentos de trânsito registrados a qualquer hora nas ruas de São Paulo. O Rio também se vê obrigado a conviver com esse caos de engarrafamentos cada vez maiores detectados em todos os pontos da cidade. O engarrafamento no trânsito é um problema com forte tendência (aqui em outros estados) para um ainda maior e descontrolado crescimento. O que provoca caos no trânsito não é só o número de automóveis que circulam pelas ruas (ficou fácil comprar carro), mas sim a total falta de transporte coletivo (ônibus, trens, metro) oferecidos atualmente ao cidadão em condições precárias e absolutamente fora dos padrões exigidos pela vida corrida e moderna. Com transporte coletivo de péssima qualidade, o cidadão se vê praticamente obrigado a usar para qualquer deslocamento o carro que comprou para o lazer e ainda nem terminou de pagar em suaves prestações). Estudos mostram que em 2020 o Rio terá média de um carro para cada dez pessoas. Mais milhares de carros serão despejados nas ruas e a única solução será andar a pé. Se conseguirmos nos locomover entre tantos carros que certamente ocuparão as ruas. Até que possam ser pendurados em árvores e postes. (Eli Halfoun)

Prepare-se: sem voto secreto novas manobras aparecerão na Câmara dos Deputados

por Eli Halfoun
O fato de a Câmara dos Deputados ter aprovado o fim do voto secreto não apagará a vergonha que foi a não cassação do mandato do deputado-presidiário Natan Donadon. O fim do voto secreto, que era uma exigência popular, foi com 452 votos não secretos. Termina assim a possibilidade dos deputados se esconderem covardemente atrás de um vergonhoso anonimato.  O fim do voto secreto não significa que os deputados que o utilizavam com frequência para não assumir suas posições políticas e morais não continuem se “protegendo”: de agora em diante teremos muitos deputados covardes faltando às sessões quando houver uma votação importante e acompanhada com a atenção pelos eleitores. Haverá também, note aí, muito deputado procurando um jeitinho de enganar o computador que registra os votos no painel.

Mesmo com o voto aberto nada mudará muito: a Câmara dos Deputados só começará realmente a mudar quando nós, eleitores, tirarmos de lá todos, mas todos mesmo, os atuais deputados, principalmente os que estão há anos sem fazer nada. Ou melhor: fazendo o que mais sabem que é encher os próprios bolsos com dinheiro público. (Eli Halfoun)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Massa Falida da Bloch Editores: aviso sobre continuidade do pagamento da correção monetária devida aos ex-empregados

por José Carlos Jesus
Dando continuidade ao pagamento de parte da Correção Monetária determinada pela
Excelentíssima Dra. Juíza de Direito Maria da Penha Nobre Mauro, da Quinta Vara Empresarial, sob coordenação do assistente Dr. Cláudio José Silo Soares, informo aos colegas: 
nesta quarta-feira, 04 de setembro, o Banco do Brasil disponibiliza o pagamento da letra N, referente a mais uma parcela de parte da Correção Monetária para os ex-empregados de Bloch Editores habilitados na Massa Falida. Estão liberadas para quitação as letras de A a N. Até o próximo dia 17, é esperado o término dos pagamentos.
O trabalho de preparação dos Mandados — são mais de 2.500 de pagamentos — tem contado com a supervisão da síndica da Massa Falida de Bloch Editores, Dra. Luciana Trindade Pereira da Silva, das Escrivãs Dras. Bárbara Talia Gonçalves de Freitas Carrijo e Márcia Maria Barlleto, do Cartório da Quinta-Vara Empresarial. Segundo previsão, até o próximo dia 17 de setembro, todo o restante será pago
OBRAS DE ARTE
A nova expectativa dos ex-empregados é quanto à questão da liberação do Recurso Especial impetrado contra a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que beneficiou o espólio da família Bloch no tocante às obras de Arte. Este Recurso Especial está há anos nas mãos da Ministra Isabel Gallotti, no STF. Indo a leilão, estas obras de Arte vão gerar recursos para o pagamento dos Direitos Trabalhistas para centenas de ex-funcionários da empresa falida há 13 anos.
Vale lembrar, sobre os Embargos de Terceiro que versam  sobre as obras de arte reivindicadas pelo Espólio de Adolpho, que o Tribunal determinou a divisão do acervo, facultando ao inventariante do espólio, Sr. Pedro Jack Kapeller, a escolha das obras. Tal questão está pendente de julgamento pela Quarta Turma do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, Recurso Especial n° 1099879, Relatora Eminente Ministra Isabel Gallotti
José Carlos Jesus
Presidente da Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Afinal, que país é esse? Leia e veja se consegue entender

por Eli Halfoun
Basta ler os jornais diários para ter certeza de que esse é um país absurdo e como dizem os humoristas, da piada pronta. Vamos lá:
1- O deputado (até quando?) Donadon deveria ser tomado como exemplo de moda no Congresso: aquela nem tão moderna pulseira dupla (uma em cada punho) que ele usou (parecia orgulhoso com o acessório) quando voltou para exercer a função de presidiário na Papuda, em Brasília, deveria ser adotada como moda entre os deputados, pois cabe perfeitamente nos punhos de muitos deles. Essa seria uma boa maneira de, como se faz nas fazendas (geralmente de propriedade de deputados), marcar o gado para formar uma nova bancada (com muitos dos mesmos 511 deputados de hoje) no partido da Papuda;
2 – Os americanos produziram e viram tantos filmes de espionagem que parecem estar cansados da ficção e decidiram aplicar os ensinamentos dos filmes na vida real. Não foram tão bons intérpretes assim: ficaram mal com o mundo inteiro. Talvez agora aprendam definitivamente que cinema é ficção, mas vida real é coisa séria. Talvez devessem espionar-se uns aos outros para ver que por lá as coisas não andam tão limpas assim. Nem no cinema;
3 –Juro que não entendo a atitude de alguns médicos brasileiros nessa questão de trazer para o Brasil profissionais de outros países dispostos a trabalhar aonde os brasileiros não querem. O Brasil está recebendo médicos de várias nacionalidades, mas a grita é somente contra os cubanos. É injusto: Cuba pode ter mil e um defeitos, mas quem é mais bem informado sabe que em Cuba se pratica uma boa medicina. Com profissionais competentes. Portanto essa preconceituosa reclamação contra os médicos cubanos precisa ser tratada com urgência. Com vacinas contra a raiva.

4- É estranhamente engraçado o comportamento popular em torno das tramas de novelas desenvolvidas em novelas. Em “Amor à Vida”, por exemplo, o público, que tem dado excelente audiência para a novela, coloca como principal ponto de discussão a homofobia que César mostra claramente contra Felix, o filho gay. Parece que o público anda mais preocupado com a opção sexual do que com o fato de Felix ser um péssimo caráter e de comportamento de bandido da pior espécie. Esse sim é o problema maior em torno do personagem, mesmo porque ser gay não chega a ser um problema. É apenas uma opção sexual. Já a falta de caráter, muito comum na vida real brasileira, é outra história. Triste história. (Eli Halfoun) 

O mea culpa da Globo. Saiba porque...

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Capa da Sexy: tem marido que não é cego e publica a receita da própria mulher...

por Omelete
Era o sonho do cara. E ninguém tem nada a ver com isso. O neurocirurgião Glauco Filelini gosta de fazer fotos submarinas mas resolveu investir na superfície. Ele tinha uma ideia fixa: fazer um ensaio sensual com a mulher e publicá-lo em uma revista. Conseguiu. A Sexy topou e o ensaio com a fisioterapeuta Fernanda Corbari, mãe dos dois filhos do médico, é capa da edição especial que vai para as bancas no dia 10 de setembro. As fotos, assinadas por Filelini, foram feitas no Chile, na estação de esqui Termas de Chillán.

Divulgação

Supervia: olha a privataria aí, gente...

Reprodução TV Globo

Reprodução TV Globo
por Omelete
Bagunça na Supervia acaba com passageiros largados no meio da linha e trem incendiado. Não é novidade, acontece com frequência. O Secretário de Transportes do Rio afirma que não é com ele, que cuida apenas do "planejamento estratégico". Ou seja, o estado só investe, paga trens, renegocia dívidas e prorroga a concessão ao longo dos séculos. A operação deveria ser fiscalizada por uma das agências criadas pelos tucanos na época da festa da privataria. Mas se elas existem exatamente para proteger os grupos que controlam as concessões  vão lá se preocupar com simples passageiros? Os contratos da privataria dos anos 90 são objetos de numerosas denúncias de corrupção jamais apuradas. É uma caixa preta sob proteção, herança tucana que governos posteriores, de todos os níveis, federal, estadual e municipal, alegam que não podem mexer por obrigação contratual ou por leis impostas pela privataria. A tal agência limita-se a anunciar apuração, multas que jamais são pagas e continua permitindo que os usuários sejam tratados como gado. Situação semelhantes vivem as barcas que fazem transporte na Baía da Guanabara. E o estado, dizem, nada pode fazer, está amarrado por contratos feitos sob medida para favorecer os concessionários, garantindo-lhe lucros extorsivos. Recentemente, houve um apagão no nordeste causado por fogo sob linhas de transmissão privadas. Está nos jornais: o concessionário da linha deixou que o mato crescesse sob as torres, certamente esperando que o governo pagasse pela manutenção. E, não duvide, vai aparecer um deputado amigo que contrabandeará uma emenda transferindo para o cofres público essa aporrinhação de manutenção da transmissão privatizada. Foi fácil promover a privataria, bilhões saíram do tesouro para contas privilegiadas de empresários e seus representantes políticos. Difícil é respeitar os usuários. Vejam o caso dos aeroportos. Eram administrados por uma estatal e estão sendo leiloados. Se o problema vai se resolvido, não se sabe. Mas e no caso das empresas já concedidas a grupos privados e que não funcionam? Não há mais nada a fazer? 

Red Lights, Amsterdã: vídeo denuncia tráfico de mulheres

por Omelete
O distrito Red Light, em Amsterdã, é um dos mais famosos points de prostituição do mundo. A prostituição, em si, é legalizada, mas um video que circula na internet promove uma uma campanha para coibir o tráfico de mulheres. Segundo pesquisas, há muitas jovens que buscam a Europa iludidas por promessas de emprego e acabam se prostituindo. Muitas profissionais do Red Lights admitem que lá estão por opção consciente e apoiam a denúncia.

 VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI



Comentaristas de economia são os novos "profetas maias" da mídia. Para eles, o fim do mundo está próximo. O caos começa pelo Brasil. Façam estoque de água, alimentos, medicamentos e, por que não? chope gelado

por JJcomunic
Por motivação nitidamente de política partidária e já em campanha eleitoral, a mídia e o mercado (este pelo movimento especulativo que o caracteriza, onde poucos manobram para ganhar de muitos) fazem terrorismo econômico. Sim, ao alardear a desgraça e divulgar "análises" e "projeções" sempre negativas - e que geralmente não se confirmam ou não se apresentam na intensidade denunciada - impõem um clima de pessimismo e medo que faz a indústria segurar investimento e o comerciante da esquina, por precaução e para se defender do "caos" anunciado, aumentar seus preços. Debates sobre temas econômicos em programas de TV de âncoras comprometidos são inúteis: convidam para a mesa professores-doutores sobre os quais já têm conhecimento prévio do que vão dizer e das suas linhas de pensamento. Vão lá, coitados, apenas para assinar embaixo e dar um ar acadêmico a argumentos pré-concebidos e travestidos de "análise" isenta. O crescimento do PIB no segundo trimestre de 2013 "surpreendeu" elementos da mídia, muitos economistas e os especuladores. Alguns admitiram a boa notícia mas não se conformaram e passaram a pregar que o caos e as trevas estão apenas adiados: o Brasil acaba agora nesses próximos dois trimestres. Os jornais de hoje trazem outra notícia que vai incomodar os "tios" e "tias" especialistas: todos os números indicam retomada do crescimento industrial da China. Ué, mas há poucas semanas, os "especialistas" apontavam que os chineses estão atolados em dividas, bilhões de inadimplentes formariam uma gigantesca "bolha" que faria o desastre das hipotecas americanas parecer uma rodada de sábado à noite do jogo Banco Imobiliário?
Mas se você gosta de más notícias, não se preocupe, os novos "profetas maias" da mídia vão dar um jeito de transformar esse sinais positivos em mais um indício do fim do mundo. Em noites de lua cheia, eles se vestem de preto, queimam cruzes, clamam pelo capeta, rolam no chão, empalam-se, urram, rasgam as vestes e imploram pela chegada das trevas... Fique tranquilo, tudo vai dar errado.

domingo, 1 de setembro de 2013

O maior benefício da vida é poder reconhecer o erro e mudar. É o que O Globo está fazendo com coragem

por Eli Halfoun

Um dos maiores benefícios que a vida nos concede é a oportunidade de reconhecer nossos erros, assumi-los e a partir disso mudar de opinião e de postura para que os esses erros não cometamos outra vez. É o que o jornal o Globo está fazendo ao reconhecer e assumir publicamente que por erro de avaliação adotou uma postura que hoje reconhece incorreta ao apoiar a o movimento de 64 como também fizeram outros grandes veículos de comunicação naquela triste época do país. O Globo é sem dúvida um dos melhores (se não o melhor) jornais do país e ao assumir corajosamente o seu erro de avaliação nos permite fazer uma nova avaliação do jornal, que é bem informado tem procurado ser isento (já errou uma vez e chega) e nos mostra que, como se diz popular errar é humano, mas assumir o erro atitude que só os corajosos e bem intencionados conseguem fazer. Essa é uma das regras do bom e isento jornalismo. O Globo nos dá uma lição de grandeza e ao mesmo tempo de humildade ao colocar a cara a tapa. Poderia perfeitamente ter reconhecido o erro internamente, mas sem assumi-lo publicamente, mas assim continuaria escondido atrás de mentiras que são ao que tudo indica o jornal não quer mais nem para ele e nem para o país. É claro que O Globo que ainda toma algumas posições políticas com as quais seus leitores não concordam, mas o mesmo direito que nós, leitores, temos de discordar o jornal tem de defender uma posição na qual acredita mesmo que venha a arrepender-se outra vez amanhã. O Globo foi coerente e foi corajoso, Mais do que isso: olhou abertamente para a nova realidade, o novo momento democrático do país, ou seja, justamente para a democracia que o permitiu mudar de opinião e reconhecer um erro que hoje sabe foi grosseiro. Não tenho dúvidas de que se o jornal ganhou mais credibilidade com seus leitores ganhou também a oportunidade e continuar seguindo em frente sempre tentando melhor informar e acertar. (Eli Halfoun)

Médicos: o problema está na leitura e compreensão das receitas

por Eli Halfoun

Pesquisas recentes mostram que mais de 50% da população é favorável a importação de médicos estrangeiros (podem ser até os de Cuba) e que 80% da população não se importa (o que importa mesmo é ser atendido, o que não acontece muito por aqui) se será atendida por um médico com sotaque ou um que, aliás, costuma faltar bastante ao trabalho, que fale português corretamente e sem sotaque. Fica cada vez mais difícil entender os motivos de protestos de médicos contra a importação de profissionais dispostos a trabalhar e atender a população nos mais socialmente esquecidos recantos do país - locais aos quais os médicos brasileiros não se dispõem a ir de jeito nenhum. A questão de médicos estrangeiros não é tão nova: faz anos que médicos bolivianos, peruanos e de outros países prestam serviços na Santa Casa do Rio (não sei quanto ganham, nem me interessa saber). Já fui atendido por médicos peruanos e bolivianos que não me salvaram da morte e do sofrimento e me deram um tratamento eficiente e uma atenção digna. Os médicos brasileiros são muito bons, mas não andam muito bem na fita avaliação dos pacientes usam como um dos fracos argumentos de protesto a afirmação de que os médicos cubanos serão submetidos a um trabalho escravo. Isso não tem nada a ver com medicina e, portanto, é um problema deles com seus países. A questão do Brasil é buscar proporcionar atendimento digno de saúde para toda a população esquecida ou maltratada pelos poucos médicos brasileiros que aceitam exercer a medicina em qualquer lugar e para qualquer pessoa de qualquer classe social.

A verdade é que o protesto dos médicos brasileiros está tão inconsistente e perdido que começa a virar piada. Talvez a mais recente explique bem a situação ao dizer que "os médicos brasileiros estão com medo que os médicos estrangeiros escrevam as receitas com letras legíveis" E medicamentos certos. (Eli Halfoun)

A farsa e o fato: na Istoé, bastidores da fuga do senador boliviano acusado de corrupção


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Capas: na GQ Brasil, Luciana Gimenez fotografada por André Passos e na Vip, Bruna Linzmeyer, por Maurício Nahas...

Bruna Linzmeyer está na VIP
Bruna Linzmeyer. Foto:  Maurício Nahas/Divulgação

Luciana mostrará seu 1.81m na GQ Brasil. Foi fotografada por André Passos. Divulgação

Escândalo: Lei Rouanet, festa interminável com recursos públicos... E as grandes corporações são as maiores beneficiadas. O próprio Ministério da Cultura admite que a fiscalização não é satisfatória...

Reprodução. Folha de São Paulo

DEU NA FOLHA. CLIQUE AQUI

Uma nova realidade que está nascendo da esperança

por Eli Halfoun
São tantos os golpes (isso sem falar na corrupção) dos quais tomamos conhecimento ou nos tornamos vítimas que nos transformamos em um país de desconfiados. É preciso desconfiar sim, ou seja, não dá mais para ser ingênuo (ou burro) e confiar em todos. Desconfie da própria sombra porque até ela pode, se bobear, te passar a perna. É essa desconfiança que ainda faz com que muita gente não acredite de verdade na honestidade da arrecadação (uma arrecadação que, aliás, mostra o quanto os brasileiros são generosos e preocupados com o próximo). É verdade que já fomos vítimas de muitos desvios e falcatruas em ações beneficentes, mas é verdade também que há quem não acredite no “Criança Esperança” simplesmente porque é da TV Globo e ainda existem muitos telespectadores que acham que tudo na Globo é mentira e abominam a emissora, mesmo que lhe dêem a liderança disparada e absoluta de audiência.

O “Criança Esperança” está no ar faz 38 anos e convenhamos ninguém mantém um movimento social respeitado por tanto tempo se não estiver direcionando o dinheiro e a atenção ao destino certo e adequado. Não tenho dúvidas de que o “Criança Esperança” é muito mais do que uma perfeita ação social realizada nesse país de tantas enganações e mentiras. A financeiramente poderosa Rede Globo não precisa desviar o dinheiro de ninguém e convenhamos que se não fosse assim teia conquistado respeito e credibilidade sem colocar seu nome e trajetória em jogo por um dinheiro fácil e desonesto. Precisamos sim continuar desconfiando de movimentos sociais que prometem, mas não cumprem. O “Criança Esperança” está definitivamente fora dessa. É mais do que esperança apenas para o futuro de milhares de crianças. É a esperança de que possamos parar de desconfiar de tudo e de todos. O Brasil precisa deixar de ser um país só de esperança. É preciso e com urgência construir uma nova realidade. Como o “Criança Esperança” tem feito. (Eli Halfoun)

Vôlei: meninas do Brasil brilham na quadra e na areia

O Brasil no pódio. Foto FIVB

A vibração das campeãs. Foto FIVB
por JJcomunic
As meninas do Brasil mostraram que manda no vôlei. Campeã olímpica, a Seleção feminina venceu as chinesas, nesta madrugada, e garantiu o título do Grand Prix disputado em Sapporo, no Japão. Mais do que isso, Sheila, Gabi, Fabi, Fernanda Garay, Fabiana, Thaissa,Juciely, Dani Lins, Adenízia, Pri Dariot, Claudinha, Michelle, Monique e Camila Brait, sob o comando do técnico Zé Roberto, bateram um impressionante recorde na competição: ganharam todas as partidas por 3x0 e saem do Japão sem ter perdido um só set.
Uma semana antes, a dupla brasileira de vôlei de praia, Maria Clara e Carolina ganharam medalha de ouro do Grand Slam de Moscou.
Grand Slam de Moscou: Brasil comemora. Foto FIVB
Carolina e Maria Clara; medalha de ouro. Foto FIVB


Certos políticos e alguns magistrados gostam de fazer o povo de palhaço

por Alberto Carvalho
A Câmara dos Deputados já passa para o povo a imagem de uma caverna do Ali Babá. Fichas-sujas defendendo fichas-sujas. Na magistratura, alguns juízes, através de petições, constantemente tiram cadeia assassinos que estão cumprindo pena de mais de 30 anos em regime fechado (?) para que eles visitem mães e pais que nem sabem se eles os possuem. Ora! Até um menino de 5 anos sabe que um sujeito que está cumprindo uma pena tão elevada, se sair, não vai voltar mais! E vai continuar matando, estuprando e traficando. Isso vem acontecendo com muita frequência. Dia das Mães, dos Pais e Natal estão se tornando um alvará para criminosos de alta periculosidade.  O que faz pensar um juiz tomando uma decisão dessa? Qual o critério?  Por que não se tem noticias de punição para juízes quando eles cometem essas barbaridades? A família, que perdeu um parente, assassinado por uma pessoa que estava cumprindo pena, não pode processar o juiz que o libertou?  Essas atitudes deixam o povo revoltado e o quebra-quebra não vai ter fim. Daqui à pouco, o povo vai começar a sentir saudades da ditadura. Democracia não é impunidade! E isso é o que está acontecendo nesse país: Impunidade!!!        

"O Príncipe da Privataria": o que a midia censurou, na época, agora virou livro. Antes tarde...

Mais um livro recheado de documentos desvenda o que a mídia pôs sob o tapete de escândalos da era pré-Lula. Depois do best-seller "A Privataria Tucana", de amaury Ribeiro Jr., o jornalista Palmério Dória lança "O Príncipe da Privataria - a história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique ganhou sua reeleição" (Geração Editorial). Após duas décadas de apuração, resgate de documentos e de testemunhos, a obra reúne fatos de 1995 a 2002, revela o esquema corrupto das privatizações e entrega a identidade do "Senhor X", a quem deputados confessaram que receberam 200 mil reais para apoiar o governo.

Um importante alerta contra o preconceito na açucarada “Flor do Caribe”

Sergio Mamberti,  o Dionísio de Flor do Caribe. Foto: TV Globo/Divulgação
por Eli Halfoun
A principal função das novelas é divertir e conquistar audiência e assim faturamento comercial (audiência e faturamento andam de mãos dadas). Isso não impede que todos os folhetins tenham quase sempre a preocupação de colocar na trama discussões que chamem a atenção do público para alguns problemas e movimentos. Nem sempre o que se propõe é a discussão em torno de fatos atuais. Muitas vezes é preciso relembrar o passado para que não se permita fazê-lo presente e muito menos futuro. Embora “Flor do Caribe” seja uma novela “açucarada”, como se costuma dizer nos bastidores, nem por isso perde a oportunidade de levantar uma antiga questão que deixou muitas, graves e cruéis marcas e que por isso mesmo deve ser sempre lembrada como uma espécie de aviso e alerta para o amanhã. A novela de Walter Negrão revive na memória do telespectador uma das mais vergonhosas faces da história humana: a do nazismo, discutido na novela através do personagem Dionísio (Sergio Mamberti) que foi um carrasco nazista e continua tentando se impor pela força de uma conduta que traçou seu caráter e personalidade. Aparentemente o nazismo, como o imposto por Hitler e sua gangue, não mais é exercido daquela forma, mas está presente de outras maneiras violentas e preconceituosas que pregam a desigualdade e a violência contra alguns setores da sociedade. Ao discutir o nazismo a novela mostra que qualquer forma de preconceito é apavorante e desnecessária. “Flor do Caribe” mostra ao seu açucarado público o quanto é necessário estar alerta para não permitir que esse tipo de violência ainda tenha vez em um mundo que usa armas químicas para cometer crimes hediondos. Portanto, é importante estar alerta e reagir até inconscientemente contra qualquer e mínima atitude preconceituosa que no fundo é sempre uma forma de nazismo. O mundo precisa - e precisa cada vez mais - caminhar junto. Sempre em nome da paz e, portanto, do amor. (Eli Halfoun)


Manifestações contra as manifestações mostram que o povo está de saco cheio

por Eli Halfoun
Os jornais noticiam que está começando uma inevitável reação popular contra o exagero das manifestações, ou melhor, os exageros cometidos em algumas manifestações. O esperado resultado é o surgimento de novas manifestações. Manifestantes que protestam contra o bando de vândalos que têm utilizado o grito popular para protagonizar atos de uma violência que nada têm a ver com o que realmente se pretende ao ir para as ruas pedir melhorias e protestar contra a incompetência que continua fazendo do povo a grande vítima de um país que não parece ter vergonha na cara quando se trata de respeitar e beneficiar quem mais precisa e merece: o povo. Nem mesmo quem se manifesta agora contra as manifestações é contra elas: o que se quer é o fim do vandalismo e já que quem deveria não consegue impedir a ação dos bandidos infiltrados resta ao que estão sendo diretamente atingidos pelos atos de vandalismo também protestar indo às ruas para gritar sua revolta. Passou da hora das autoridades policiais encontrarem um meio de impedir que as justas manifestações populares continuem transformando-se em violência. Os vândalos estão até uniformizados usando máscaras que lhes cobrem o rosto (são medrosos e covardes) e sabem que estão cometendo crimes brutais contra o povo e o patrimônio das cidades e de empresários que de uma forma ou de outra trabalharam para erguer as empresas que saio feitas para atender a população, mesmo que muitas vezes seus serviços e ofertas não sejam lá muito recomendáveis.

O povo cansou das manifestações agressivas e, portanto, é hora de diminuir o número de manifestações (tudo o que é demais enjoa) e traçar um plano estratégico que só leve os verdadeiros manifestantes para as ruas quando puderem unir-se em um único grito. Inclusive contra o excesso de e das manifestações. (Eli Halfoun)

Saiba porque o deputado-presidiário não foi cassado...... Aleluia!

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População cresceu. O desrespeito dos políticos cresceu ainda mais

por Eli Halfoun
A nova estatística do IBGE mostra que a população brasileira já é de 201 milhões de pessoas. Estamos crescendo, pelo menos em número de pessoas. Uma população tão grande não devia ser respeitada apenas em quantidade, mas também e principalmente em qualidade de vida, de serviços e fundamentalmente de respeito. Não é o que acontece: continuamos sendo desrespeitados e tratados como palhaços em várias situações como a que agora não permitiu a cassação do um deputado Natan Donadon, um presidiário que saiu do Congresso depois da “vitória” de continuar deputado algemado como o bandido que é. Talvez nem seus colegas de prisão mereçam tanto as algemas como ele fez - e fez muito - por merecer.

Nesse vergonhoso episódio, que foi mais um grande deboche com a esmagadora maioria da população, ficou uma vantagem: a provável decisão do Congresso (lá tudo é provável) de finalmente acabar como voto secreto que é utilizado prelos covardes que não têm coragem de mostrar o que pensam e o que são. O voto secreto é mais uma vergonha do Congresso - uma vergonha que como todas as outras ali cometidas deve acabar. É fundamental que a população conheça o os nomes dos que utilizaram agora o voto secreto e os que também por covardia, não compareceram a sessão da votação para que o povo não lhes dê mais um único voto. Quem usa o voto secreto como arma não merece o voto e o respeito de ninguém. É claro que por ser secreto não pode revelar o nome dos que o utilizaram covardemente. Nesse caso o Congresso deveria divulgar os nomes daqueles que votaram aberta e legitimamente. Os covardes devem mesmo permanecer no anonimato. De preferência para sempre. (Eli Halfoun)