sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Fotomemória da redação - O hobby de Jango era a fotografia. Um dia ele interrompeu uma entrevista à Manchete para mostrar o equipamento que adquirira no exterior.

 

Jango e Jáder Neves, em 1962, na fazenda do ex-presidente em São Borja (RS).
Foto de Maria Tereza Goulart.


por José Esmeraldo Gonçalves 

A alegação dos militares para derrubar João Goulart foi a de que ele era um comunista desalmado que comeria criancinhas no almoço e no jantar. 

A História mostrou que quem torturou mães na frente de seus pequenos filhos foram os miliares, que assassinaram e perseguiram milhares de brasileiros opositores de uma ditadura que enriqueceu "batalhões' de 'patriotas".

Veja essa foto de publicada na Manchete e feita em São Borja, em 1962, há 60 anos. Naquela época já estava em curso a conspiração contra a frágil democracia brasileira. 

O que o então presidente João Goulart fazia no governo era propor reformas para modernizar o país, torná-lo mais justo e diminuir, ou pelo menos reduzir a níveis civilizados, os muitos privilégios das classes dominantes e ricas à custa dos cofres públicos. 

Esse era o "perigo vermelho" alardeado pelos golpistas. O desfecho, sabemos. Cerca de dois anos depois Jango foi derrubado, partiu para o exílio onde morreu 14 anos depois dessa foto feita pela sua mulher, Maria Tereza Goulart. Naquela reportagem da Manchete, ele dizia que ao sair da presidência "queria ser apenas um homem do campo".

Na mesma ocasião, Maria Teresa fotografou Jango usando a Hasselblad de Jáder Neves.
Foto Jáder Neves - Manchete
Enquanto, "gorilas", empresários,  fazendeiros e banqueiros (na época não havia as expressões "agronegócio" e "mercado") preparavam o golpe e recebiam um orçamento secreto dos Estados Unidos, o "perigoso" Jango estava preocupado em mostrar para Jáder Neves, fotógrafo da Manchete, o equipamento fotográfico que adquirira em uma das suas viagens ao exterior. Na mão direita do presidente, um novíssimo e sofisticado flash eletrônico ainda pouco conhecido no Brasil O primeiro a chegar aqui tinha sido importado pelo fotógrafo de publicidade Chico Albuquerque, em 1958. 

Na ocasião, Jango confessou a Jáder que gostava de fotografar, mas lamentou ter pouco tempo para se dedicar ao seu hobby. Ele mostrou curiosidade pela câmera Hasselblad e pela lente que o fotógrafo usava. Jango tinha a simplicidade dos estancieiros. A varanda onde ele aí aparece sentado no chão, sem qualquer formalidade, foi cenário de várias e marcantes fotos suas nesse estilo autêntico do gaúcho.          

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Publimemória: quando a propaganda ainda não valorizava a imagem dos craques do futebol

 



Reprodução Revista Manchete 1953.

Esse anúncio foi publicado na Manchete em 1953.  A propaganda não recorria muito aos  jogadores de futebol. Leônidas, nos anos 1930/40, foi o primeiro a anunciar produtos, inclusive o tradicional chocolate "Diamante Negro", marca inspirada no título que os radialistas lhe deram. Ademir Menezes, que anuncia aí o Gillette Tech, em modesta peça publicitária, não ganhou muito dinheiro fora do futebol, até porque a propaganda de itens de consumo era incipiente e só se ampliou no Brasil nos anos 1960, com o avanço da industrialização. Ademir era um craque, mas teve seu auge em uma época pós-derrota contra o Uruguai, na Copa de 1950, quando o Maracanazzo não era boa memória. Só após Pelé e os títulos de 1958 e 1962 a publicidade passou a utilizar com maior frequência a imagem dos craques de futebol.

No embalo da Copa do Catar, a TV e a internet exibiu muitos anúncios - a maioria de sites de apostas -  com jogadores de futebol: de Neymar a Dunga, Ronaldo Fenômeno, Paquetá Vinícius e outros. Até Galvão descolou um troco extra. Perder a Copa do Catar não ajudou a geração da fracassada Era Tite a entrar nesse agora milionário  mercado. Bem diferente dos tempos de Ademir Menezes.

Messi também é tri no mano a mano

 

Reprodução Twitter 



segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

FRASE DA PENÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA DO ANO

 "E o Brasil, óbvio ululante, voltou a ser um [o] vira-lata entre as nações”*

NELSON RODRIGUES, retorcendo-se no túmulo do São João Batista onde repousa (mal) desde 21 de dezembro de 1980.

*Não só em matéria de futebol, mas de cidadania, direitos humanos, distribuição de renda, fome, etc.



domingo, 18 de dezembro de 2022

É isso...

 


O ABC do Cataraço e a diferença que garra, habilidade e coragem fazem em uma Copa


Quando a seleção de Tite ainda estava comendo filé com fios de ouro no Catar (onde ocorreu o Cataraço, depois do Germanaço, do Belgicaço, do Croataço e do Maracanaço) circulou nas redes sociais o ABC acima sobre as seguidas derrotas dos brasileiros. Em 2026, o Brasil completará 24 anos sem Copa. Que tal apresentaro abecedario do fracasso? E reconhecer que a Argentina foi maior, Messi foi gigante.

Argentina- Tricampeã do mundo. "A" de Argentina trouxe o futebol de volta para a América do Sul.

Bélgica - carrasco di Brasil em 2018

Croácia - carrasco do Brasil em 2022. E "C" de Cataraço, a derrota e a arrogância injustificada da seleção brasileira. Nesse ponto, a arrogância da mídia esportiva que viu uma potência futibolístca no time de Tite baseada em estatísticas de um time que não enfrentava adversários fortes.  Muito ao contrário. 

Daniel Alves - como Tite não será o técnico, o lateral não será convocado para a Copa de 2026, quando estará com 44 aninhos. Mas, antes, ele dará entrevistas dizendo que "está pronto para servir à seleção". 

Estados Unidos - que não seja nosso adversário na próxima Copa. Em 1994, quase desclassificou o Brasil, lembram? Ainda do "E": a sekrt brasileira estava cheia de egos, a partir do treinador. Ficou claro que ego não ganha jogo.

Filé com ouro - Americano frita hamburger, chama de churrasco e passa pasta de amendoim em cima. Mas é possível que o Vale d Sicílio sirva picanha com lítio, mineral que nas próximas décadas tende a valer mais do que o ouro. Hoje, vendo a Argentina tri, os jogadores brasileiros devem ter entendido que a opção pelo clima "filé de fios de ouro" foi uma furada.

Gabigol - Terá 30 anos em 2026. Se ainda estiver na Gávea, a torcida do Flamengo promete fazer bloqueios nas estradas para garantir a convocação do jogador desprezado por Tite.

H - De horários dos jogos. A Copa de 2026 terá 48 seleções e será disputados nos Estados Unidos, canadá e México. Prepare-se para ter uma agenda de jogos, os horários das partidas vão varia muito a depender dos fusos horário. Canadá e Estados Unidos tem seis horários diferentes.. . 

I - De inútil. Tite.

J - Jair Bolsonaro será candidato a presidente em 2026. Terá, mais uma vez, apoio do Flamengo. 

K - Kylian Mbappé poderá, quem sabe, realizar na Copa de 2026 um sonho que não foi possível no Catar: ser finalmente marcado do Daniel Alves. 

L - Em 2026 não haverá "L" de Lula. O presidente já disse que se aposenta. Mas a Copa da América do Norte acontecerá sob sua gestão.

M - Marquinhos, com 32 anos, será o batedor de pênaltis oficial da seleção Brasileira nos Estados Unidos?

N - Neymar chegará à Copa dos Estados Unidos muito elogiado pela mídia. A maioria dos jornalistas repetirá que o Brasil não ganhará o mundial sem ele. Recuperando-se de contusões no metatarso, no cotovelo, no joelho, no adutor, nos meniscos, na panturraila e na coluna ele estará jogando, na época, no time B do Barcelona, onde Daniel Alves também treinará novamente.  

O - De ócio. Alguns jogadores da seleção brasileira merecem ser esquecidos, devem descansar, pedir pra sair. Diante da festa da torcida Argentina com o seu povo hoje fica claro que a maioria dos "amarelinhos" tem zero de conexão com a torcida. 

P - De Palmeiras. O jogador Endrick Felipe, 16 anos, foi vendido pelo Palmeiras para o Real Madrid, mas ficará no verdão até completar 18 anos. É promessa para a Copa de 2026. 

Q - De "qualé". Em vez de ligados na Copa vários jogadores brasileiros preferiram entrar na polêmica de "defender" Neymar e a carne com ouro. Usaram até coletivas para apoiar um sujeito que transforma a seleção em foco político.  Neymar desconcentra, atrapalha. Que essa tenha sido, como prometeu, sua última Copa.

R- O empresário Ronaldo Fenômeno será o presidente da CBF em 2026, coroando a campanha que iniciou no Catar, quando convidou jogadores para o filé de fios de ouro e foi figurinha fácil nos vestiário da seleção? Uma das primeiras peças de campanha foi a tatuagem gigante que Richalison fez nas costas com os rosto de Ronaldo e Neymar. Richarlison vacilou nessa homenagem apressada. Perdeu parte do prestígio que o Gil de voleio lhe deu.

- Sportv/Globo escala Tiago Leifert para treinar bordões para a Copa de 2026. O apresentador fará imersão com Galvão Bueno. Ainda bem que em 2026 não haverá exclusividade de uma rede apenas na transmissão da Copa. A FIFA já decidiu fatiar os direitos.

T -  Tite, milionário listado na Forbes, vai se especializar em palestras de auto ajuda. Ele promoverá "oficina" para jogadores  brasileiros preparando-os para ganhar da França, da Argentina, da Bélgica, da Croácia, além de ensiná-los a perder por até 4 X 1 da Alemanha. Nesta "oficina', Tite terá a consultoria do Felipão. 

U - De Urubu, o  Ninho do Flamengo. As famílias das vítimas do incêndio do alojamento dos jovens atletas protestam na porta do clube por anunciar contratação milionária de Neymar, sem que tenha indenizado as vítimas. 

V - Vancouver, Canadá, será uma das sedes da Copa de 2026. Se o Brasil jogar lá, saibam os torcedores que, na cidade, é proibido beber na rua. Não se trata de uma restrição religiosa, como no Catar, é paa evirtar poluição sonora e perturbação por parte de pinguços. É possível que as autoridades permitam bebida em parques. Nos Fifa Fun Fest haverá álcool à vontade. Na maioria das cidades dos Estados Unidos é proibido carregar bebidas sem "cobertura", mas protegendo a garrafa com um saco de papel pode-se beber à vontade. Os legisladores alegaram que expor bebida alcoólica seria induzir outras pessoas a encherem a cara.   

W - De Weverton, que deveria ter sido o goleiro titular no lugar o indeciso Alysson.

X - O ex-presidente da Itália, Silvio Berlusconi, agora dono do Monza, prometeu aos jogadores "um ônibus cheio de prostitutas cada vez que o seu time ganhar de adversários tradicionais como a Roma, Milan, Fiorentina etc. Marrocos, que venceu clássicos como Espanha, Portugal,  Bélgica e Croácia, lamentou que Mohammed IV, o rei do país africano, não tenha pensado na mesma gratificação em xanas.       

Y - De yankees. A Copa de 2022 é dividida entre três países. Mais ou menos. Na verdade, México e Canadá sediaram jogos da fase de grupos. Abertura, jogo final, encerramento festivo e fases principais ocorrerão no país do "futebol americano" jogado com as mãos e do soccer como aprlidam o verdadeiro futebol.

Z - Com vasta experiência em eliminar o Brasil em Copas, Zidane é candidato a treinador da seleção brasileira em 2026. Mas seja lá quem for o treinador vai precisar de uma mídia menos ufanista que não exagere ou fantasie os méritos da seleção brasileira, que praticamente chegou ao Catar sem ser testada pra valer. Deu no que deu, repetiu o fracasso de 2018. E se puder chegar um treinador que, pelo menos, não seja tão "superior", falando como se fosse um cientista da Nasa. Que o Brasil esqueça essa babaquice de "posse de bola" e troca de milhares emde passes laterais e achar que tudo isso é o máximo. A garra da Argentina, que em vários momentos chegou ao Gio com três ou quatro passes mostrou que craque e habilidade e dribles ainda decidem jogos.


sábado, 17 de dezembro de 2022

Arte degenerada

 







Reprodução Twitter 

por O. V. Pochê

Caminhões de mudança retiram as tralhas de Jair Bolsonaro. Provavelmente irão para a Fundação Bozoloide a ser criada. Acima estão reproduzidas apenas as "obras de arte" em estilo mussolinista de culto à falta de personalidade. Muita coisa ainda vai sair dos palácios que a gangue fascista ocupou por quatro anos. O retrato de Valdemar, o amigo íntimo e presidente do PL, ainda não saiu da parede do quarto. A urna de vidro que guarda uma cueca usada por Donald Trump, autografada, é frágil e será conduzida em mãos pelo ex-ocupante dos prédios federais. A foto das meninas venezuelanas que chamaram a atenção do motiqueiro idoso vai para a banheiro da sede do PL, onde também estará emoldurada a famosa carta do golpista Temer passando pano nos ataques ao STF e à Constituição. A camisa do Neymar (que pretende encerrar a carreira na Gávea) e a foto de Bolsonaro com o time do Flamengo devem ser doados ao presidente do clube bolsonarista  Rodolfo Landim e serão entronizadas no Ninho do Urubu. A mudança não inclui livros, apenas um bíblia que Bolsonaro ganhou de uma repórter bolsonarista da Globo que estava entre os jornalistas convidados e não credenciados que participavam do café amigo com a extrema direita.  

Na futura Fundação Bozoloide haverá uma sala nos moldes do Museu de Cera da Madame Troussoud. Estarão lá figuras históricas do bolsonarismo como o general Heleno, Janaína Pascoal, os jornalistas Augusto Nunes e Alexandre Garcia vestidos com fardas camufladas, Roberto Jefferson em posição de tiro e próceres da chamada  "Revolução da Hemorróida". Na entrada da Fundação está previsto um monumento ao Pneu para o qual os golpistas dos bloqueios cantaram o hino nacional. No centro de documentação disponibilizará o que chamam de peças da liberdade de expressão. São milhões de fake news que circularam desde 2018.  Na ala científica, serão exibidas caixas de cloroquina que estavam no Alvorada e vídeos que provam a ineficiência da vacina contra COVID. Há um documentário "provando" que os hospitais nunca ficaram lotados e tudo aquilo era cenário montado pela Globolixo no Projac. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

A Revolução da Hemorróida

 


"Os Fracassados" - Em um cinema perto de você

 


Mídia - O nome é Doha, mas pode chamar de Buenos Aires "min alsahra"

 

Foto Fifa

Reprodução Twitter 

por José Esmeraldo Gonçalves 

Ao pessoal do SporTV: para entender, basta consultar estatísticas confiáveis. Não acreditem no mentiroso Paulo Guedes: Argentina tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) melhor do que o do Brasil (quase goleia, está em 40* lugar, nós em 88*) renda per capita mais alta, educação, saúde e distribuição de renda em níveis mais avançados.  Lembrando que a Argentina tem pobreza que os brasileiros mal conhecem pois não vão aos tristes subúrbios de Buenos Aires, por exemplo, em um bairro semelhante ao que viu nascer e crescer Maradona, filho de mãe de ascendência indígena e de pai neto de croata. Ou não saem da Recoleta para dar uma passadia em La Matanza.  Como o Brasil, a Argentina está em crise, mas resiste e tem menos pobreza em função de alguns fundamentos econômicos mais civilizados, especialmente no quesito renda mais justa para os vários segmentos sociais.
As arquibancadas do Catar e as ruas de Doha, no momento uma Buenos Aires "do deserto", mostram algo  dessas diferenças. Compare: o torcedor brasileiro que estava na Copa, em sua maioria, era visivelmente do topo da classe media. Muitos curtiam  mais a viagem,  o shopping e o souk do que o futebol. Uma pesquisa séria mostraria que um grande número deles não frequenta estádios no Brasil. Claro que entre os torcedores da Argentina há ricos que fretaram aviões e que não fazem ideia das letras das tradicionais canções de arquibancada dos seus compatriotas, mas, como a própria TV mostrou, entre eles - e a previsão é que sejam 60 mil na grande final com a França - estão muitos torcedores da Bombonera, Monumental, em Buenos Aires ou do Gigante del Arroyto, em Rosário. 
O que explica isso é a distribuição de renda um pouquinho mais justa. E olha que a Argentina não é nenhuma Suíça. Os hermanos apenas mostram que têm um troco a mais um ou ainda podem se endividar por uma causa importante: ver Messi jogar sua última Copa e dar espetáculo em campo. Nem se endividar os brasileiros podem. Já bateram no teto. Tem gente até fazendo Pix pré-datado. Pois é, existe. Não com esse nome, atende por um apelido mais moderninho: é o Pix agendado.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Do Mídia Ninja - Torcer ou não pelo Marrocos

 





Por Cleizer Maciel

A grande sensação da Copa do Catar, a seleção do Marrocos, já deixou de ser tratada como zebra pelos seus adversários. Agora, especialistas também tratam de retirar o chamado coitadismo do país que tem, assim como diversos outros especialmente na região onde está localizado, o costume histórico de opressão e repressão violenta contra o regime.

Para um dos maiores especialistas do pais em Oriente Médio, professor  pesquisador de Relações Internacionais na Universidade Federal do Pampa na cidade de Sant´Ana do Livramento (RS), na fronteira do Brasi com o Uruguai, autor do documentário Um fio de Esperança: independência ou guerra no Saara Ocidental, a provocação necessária para  reflexão da geopolítica é imprescindível para conhecer um pouco mais sobre a realidade da região e entender que há muito mais entre o campo e a bola do que os olhos podem ver a respeito do Marrocos. O professor não demorou para fazer uma provocação nas suas redes sociais sobre a seleção do momento chamando a atenção para uma outra realidade que não é vista pela grande maioria dos povos do ocidente. 

O senhor crê que o resultado da seleção pode afetar a convivência nas relações internas do país?

Renatho Costa: Não no tocante ao povo do Saara Ocidental, pois ele já é silenciado e oprimido. Mas entendo que isso poderá afastar ainda mais dos holofotes internacionais o que ocorre no Marrocos, pois somente falarão do êxito da seleção e da alegria do seu povo. Uma propaganda positiva que tende a apagar ainda mais a causa saaraui.

É uma região que o senhor conhece bem. Desde sua última passagem pelo local, ocorreram mudanças ou a repressão e opressão ficou ainda mais acentuada?

Renatho Costa: A situação se tornou ainda mais tensa. Porque existe uma missão da ONU no Saara Ocidental que se chama Minurso. E esta lá para fazer um referendum para saber se os saarauis querem continuar anexados ao Marrocos ou a liberdade, mas nada é feito. Estão lá, desde 1991, e não podem apurar violações de direitos humanos. Há pouco mais de um ano, houve um enfrentamento entre os marroquinos e a Frente Polisario (que representa o povo saaraui militarmente) e quase reiniciou a guerra. As tratativas com a Minurso não avançam e talvez só reste a guerra mesmo.


LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO LINK 

https://midianinja.org/news/ha-motivos-para-nao-torcer-para-o-marrocos/

Fotomemória: Cena vascaína

 

Essa foto foi publicada na Manchete Esportiva, em 1978, e reproduzida pelo perfil do Facebook "Grandes Esquadrões, Grandes Jogadores". Dois goleiros, duas épocas marcantes do Vasco da Gama. O goleiro Barbosa é uma eterna lenda vascaína. Integrou, ao lado de Paulinho, Bellini, Orlando, Coronel, Vavá, Almir, Pinga, um time que brilhou na década de 1950, de muitas conquistas, inclusive o histórico Super Super do Campeonato Carioca de 1950. Mazaropi foi campeão brasileiro em 1974, era reserva de Andrada e depois firmou-se como titular. Tempos de Jorginho Carvoeiro, Moisés, Fidélis, Miguel, Roberto... 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Mídia - Tite errou e, agora, é criticado. Mas grande parte do jornalismo esportivo também falhou. Tornou-se devoto da "igreja" do toque de bola lateral e da posse de bola infinita. Pregou que o drible é pecado e transformou o futebol tecnocrata em dogma. Resultado: o Brasil perdeu competitividade e faz figuração na grama há cinco Copas

Tite se despede. Foto de Lucas
Figueiredo/CBF/Divulgação


A CBF deverá conduzir o processo de reestruturação da seleção brasileira. Há muita coisa a fazer. Os chamados ciclos para as Copas de 2018 e 2022 foram, na prática, inúteis. Talvez não totalmente, porque expõem que a seleção não é competitiva há muito tempo. É fato que surgiu uma nova geração promissora, alguns dos jovens jogadores Tite nem utilizou como devia. Resta saber se continuarão evoluindo, se superarão a derrota e chegarão inteiros e maduros à Copa de 2026. 

São muitos os fatores das nossas sucessivas derrocadas em Copas. O mais grave é, nas últimas edições, verificar que o Brasil chegou  à fase de grupo, repetidamente, sem que o seu futebol tenha sido testado diante de seleções fortes. 

No caso, a CBF e a Conmebol precisarão agir junto à FIFA.  A Europa, comandada pela poderosa UEFA, se fechou para amistosos contra seleções de outros continentes. Eliminatórias, a própria Copa da UEFA, disputada nos moldes da Copa do Mundo e, agora, a Liga das Nações ocupam as chamadas datas FIFA. Resta, por exemplo, a Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia etc contratarem amistosos entre si ou buscarem adversários na Ásia e África. Em Copas recentes o Brasil caiu diante da França (2006) Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022). Perdeu a capacidade de competir com a primeira divisão do futebol mundial? A preparação para a Copa do Catar entra para a história como aquela em que o Brasil menos jogou amistosos, seja lá com quem fosse. Nem com a elite, nem com o baixo clero. O Brasil poderia ter marcado um amistoso contra a bem treinada seleção do Marrocos. Sim, mas os olheiros e analistas da CBF, Tite etc, aparentemente nem sabiam que o Marrocos existia. 

A mídia tem sua parcela de responsabilidade. Nunca um treinador foi tão exaltado. Colunistas esportivos, no gênero tecnocrata da bola, como Tite gosta de parecer, até imitavam a linguagem rebuscada do treinador. Quando falavam da seleção e davam os números de invencibilidade passavam a impressão que se referiam ao escrete húngaro de 1954. Poucos faziam a ressalva de que os números escondiam a fragilidade da grande maioria dos adversários. 

Hoje, depois de muito tempo, li alguém falando no valor do drible que os adeptos da troca de passes pela troca de passes tanto minimizaram nos últimos anos. Pois bem, o Brasil passou a imitar a tendência para transformar o futebol em handebol com os pés e deixou de ser competitivo. Muitos desses jornalistas são devotos da 'igreja' da posse de bola quase interminável. Um deles, também um tecnocrata da bola, escreveu trocentas colunas de análises rebuscadas sem usar a palavra drible. No Catar, a seleção brasileira, segundo estatísticas, foi uma das que menos usou o recurso do drible para furar defesas fechadas e o pouco que fez foi graças a Vini e Neymar. Li hoje que faltou ao Brasil um meio de campo criativo, alguém como Modric, Griezmann. Mas o futebol de troca de passes geralmente curtos e de posse de bola que praticamos no Catar não precisa de um jogador muito habilidoso. Passe de três metros? Se aindo fossem os 40 metros de Gerson e Didi . E quem viu os treinos da seleção no Catar deve ter observado que se formavam rodas de jogadores que passavam horas treinando... troca de passes. Lembrando aqui que o Brasil praticamente desprezou não só recurso do drible. Agradecemos aos juízes que marcaram faltas nas proximidades da grande área dos adversários da seleção brasileira. Valeu. Obrigado, mas fica para outra. O Brasil não soube aproveitar uma falta sequer. Jogadores brasileiros ainda treinam bater faltas como Zico fazia da Gávea, depois dos treinos coletivos, até escurecer?


domingo, 11 de dezembro de 2022

Mídia: o jornalismo desonesto do Globo

 

Reprodução Twitter 


O Globo tem um histórico inegável. O jornalão é coerente: sempre foi contra avanços sociais, sofre de erisipela se alguém pensar nos pobres do Brasil. Participou de vários golpes para defender posições elitistas e senhoriais. Combateu os Cieps, o décimo-terceiro, férias remuneradas, horas extras. Só não defendeu a escravidão porque foi fundado depois da Abolição. 

Olha só o sintoma mais recente do fasci-elitismo selvagem do Globo.  O jornal da oligarquia Marinho e seus jornalistas de mercado passaram quatro anos sem falar em "agência de risco".  O governo Lula nem começou e O Globo já entra no modo jornalismo de guerra. Vai acabar montando sucursal na porta dos quartéis que, aliás, frequenta de tempos em tempos para derrubar governantes democraticamente eleitos. Alguém vai dizer: 'aínn, o Globo criticou Bolsonaro'. Verdade. Mas você leu alguma vez o jornalão criticar Paulo Guedes, a quem apoiou durante quatro anos? Não. Há colunistas de mercado lá cujo computador não combinava as letras G-u-e-d-e-s. Travava. Um colunista chegou a escrever que Guedes era um "frasista" genial. Isso porque o vadio de Pinochet, entre outras patologias anti sociais , não queria encontrar domésticas e porteiros brasileiros em Miami ou em faculdade.  

Mídia - Quando Telê perdeu a sua segunda Copa, a Fatos fez essa capa. Tite também é bi-perdedor. Mas, hoje, colocá-lo no alvo seria um risco. É se um CAC leva a sério e usa seu AR-15?


Uma velha capa, o mesmo desfecho. Em 1982, o Brasil perdeu a Copa do Mundo. OK, tínhamos um timaço com Zico, Sócrates, Falcão, Júnior... mas a Itália jogou muito melhor. O técnico era Telê Santana. Em 1986, novamente com Telê Santana, a seleção sucumbiu na Copa do Mundo do México com Zico, Sócrates, Júnior, Branco, Careca, Muller, Mauro Galvão, Falcão, Edinho....

Em 2018, Copa da Rússia, o futebol brasileiro fracassou sob o treinador Tite. Em 2022, com Tite de novo, veio o vexame da desclassificação para a Croácia. 

Repetir treinador perdedor não dá certo? Talvez. Com a derrota, Tite está recebendo as suas primeiras críticas. Desde que assumiu, a mídia não o havia contestado, ao contrário. 

Aliás, só duas pessoas podem se orgulhar de, nos últimos anos, não terem sido alvo dos jornalistas da grande imprensa:Tite e Paulo Guedes. O primeiro passou ao largo de qualquer contestação; o segundo tinha apoio por personificar uma política econômica inteiramente aprovada pelo "mercado" e pela mídia.  Os enormes esqueletos no armário do Guedes surgem podres e ele começa a receber as primeira críticas do baronato da comunicação. Tite entregou a rapadura no Catar e também virou alvo. 

Por falar em alvo, quando Telê desembarcou no Galeão, em 1986, deu de cara com essa capa da revista Fatos. Hoje, uma montagem dessas, além de politicamente incorreta, seria impensável. Com tanto maluco bolsonarista nas ruas, vai que um marginal CAC (sigla para Colecionador, Atirador Desportivo, Caçador) leve a ilustração a sério e descarregue a frustração e impotência no centro do alvo? Melhor ninguém arriscar.    

Vídeomemória - "Bar Academia", Rede Manchete - Gonzagão segundo o jornalista Renato Sérgio





Bar Academia", da Rede Manchete, marcou uma época. Foi lançado em 1983, exibido até 1985 e reprisado em várias ocasiões. Era um musical sempre com um grande nome da MBP intercalado com textos a cargo do jornalista Renato Sérgio. O programa era dirigido por Maurício Sherman e apresentado por Walmor Chagas. Foram dezenas de edições. 

Não há informação sobre o destino das fitas do "Bar Academia", uma importante memória cultural do país. 

Como em uma autêntica academia, cada participante homenageava um patrono (Noel Rosa, Heitor dos Prazeres, Vinicius de Moraes etc) que tivesse influenciado sua carreira e convidava outro músico para dividir o palco (na verdade, o cenário era o de um típico botequim carioca)

Quanto a Renato Sérgio, que também trabalhou nas revistas Manchete, Fatos e Fotos e EleEla, onde fez muitas entrevistas com personalidades de todas as áreas, faleceu há 10 anos, em 2012. Quatro anos antes, em novembro de 2008, participou da coletânea "Aconteceu na Manchete - as histórias que ninguém contou", onde contou parte da sua longa trajetória no jornaslismo cultural. 

Os jornalistas Sergio Cabral, Geraldinho Carneiro e Renato Sérgio entrevistam Gonzagão. 

Alguns episódios do Bar Academia podem ser encontrado no You Tube, muitos em condições técnicas sofríveis, mas vale conferir alguns. 
Abaixo, links para vídeos do "Bar Academia" com Gonzaguinha, em 1984,  e de um programa que fazia parte do projeto "Histórias do Gonzação", provavelmente dos anos 1970, do qual Renato Sérgio e Tarik de Souza participaram.   

BAR ACADEMIA COM GONZAGÃO

https://www.youtube.com/watch?v=kO2YbyTlgUo

HISTÓRIAS DO GONZAGÃO (sobre Lampião)

https://www.facebook.com/LuizGonzagaRei/videos/566583024306888/?extid=NS-UNK-UNK-UNK-AN_GK0T-GK1C&mibextid=2Rb1fB



Dieta de verbas públicas e leitinho mamado nos cofres da nação

 

Reprodução Twitter 

sábado, 10 de dezembro de 2022

Estadão sempre golpista

 

Reprodução Twitter 

Deu bicho na bola

 

Reprodução Twitter 

O tráfico de armas e armas para o tráfico

 

Reprodução Twitter 

Ivana Kroll- A gata da Copa







Fotos Reproduçoes Instagram


por Ed Sá 

A Croácia não apenas mandou o Brasil pra casa, como domina a cena em Doha. 

A modelo e ex-miss Ivana Kroll desafia as normas do Catar e vai ao limite das leis locais. Quando entrou pela primeira vez na área vip de um estádio, ela abalou a moral dos árabes que sacaram seus celulares para registar a criação divina que adentrava o recinto. 

Ele posou em praias, shoppings e piscinas a ponto da patrulha religiosa cogitar de lançar uma sharia para controlar o impacto das curvas de Ivana em um país em que pano pra cobrir mulher é o que não falta. 

Jornalista brasileiro apurou Ivana Kroll tem 30 anos, 1,78m, 89 cm de busto, 64 cm de cintura e 95 cm de quadris. Jornalista brasileiro tuitou que um dos 700 príncipes do Catar foi visto dando carona à modelo no seu McLaren 700S. 

E tem gente que prefere comer carne com fios de ouro. 

O falso jornalista

Neymar superou lesão e lutou até o fim. Foto de Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação

por J.A.Barros 

Trabalhei mais de 50 anos em redações de revistas e jornais, no Rio de Janeiro. Fui  diagramador e chefe de Arte de várias publicações e lidei com um número imenso de jornalistas. 

De todos os jornalistas que conheci e com quem trabalhei tornei-me um admirador da consciência profissional daqueles homens e das suas lutas nas reportagens, críticas e crônicas, sempre ao lado e na defesa da moralidade, da ética, da verdade. Nunca vi nem assisti um jornalista, através de sua matéria, procurar atingir a profissão de quem quer que fosse. O erro sim, se os havia, procuravam denunciar quando atitudes ou atos desonestos atingiam a idoneidade de terceiros. 

Entendo que o jornalista, no regime democrático, deve atuar como guardião da honestidade, da igualdade e na defesa de que todos são iguais diante da lei.  Na minha opinião, o jornalista é um herói da sociedade. Ele deve ser o "paladino", o defensor da lei, da ordem, dos valores, um vigilante em favor da sociedadee e que, através de suas apurações, entrevistas, pesquisas e reportagens assim construídas leva ao grande público leitor a verdade dos fatos. 

E o que é um mau jornalista?

Na televisão, o ex-jogador Casagrande, que se tornou, ou o tornaram, comentarista de futebol, passou a atacar gratuitamente o jogador de futebol Neymar que, sem direito de defesa, assiste seu nome e sua profissão serem enlameados por esse pretensioso jornalista, que nunca foi jornalista, mas se veste como tal 

Agora mesmo, nos jogos da Copa do Mundo, ele critiæcou fortemente os jogadores brasileiros Kaká, Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno por estarem na arquibancadas dos estádios, assistindo aos jogos da seleção, vestinto ternos pretos, gravata e paletó. É natural que um comentarista de futebol critique campeões mundias por achar que não estavam vestidos de bermudas ou shorts? Não é querer chamar para si a atenção do público que o assiste? 

Talvez Casagrande não saiba, mas a FIFA instituiu o programa Lendas do Futebol através do qual convida craques campeões, de vários países, que marcaram época nos gramados da Copa do Mundo. Casagrande não faz parte desse grupo. Ele foi convocado para a seleção uma única vez, por Telê, em 1986, viajou para o México, mas não entrou em campo: ficou no banco, era reserva de Careca e Muller. E o Brasil perdeu aquela Copa. 

O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo pela Croácia. Empatou de 1X1 no jogo e perdeu de 4X2 nos pênaltis. O gol do Brasil feito na prorrogação foi de Neymar, aliás um belo gol, driblando o goleiro. Mas, mesmo diante desse único gol feito pelo Neymar, Casagrande foi  buscar razões para culpá-lo pela eliminação da Copa. Por decisão do treinador, que o colocou com o quinto jogador brasileiro a cobrar a penalidade, Neymar nem sequer teve a sua vez: a Croácia fechou a conta antes. 

Críticas são válidas, torná-las pessoais, não. Tite, o técnico da seleção, não conseguiu, na minha opinião, formar um time de futebol. Não vamos procurar culpados pela eliminação do Brasil. Se erros aconteceram, vamos procurar na origem na formação desta Seleção. E vamos encontrar muito erros e tentar não repeti-los na próxima seleção a ser formada.O treinador Tite já se colocava como demissionário da função, a seu pedido, ganhando ou não a Copa do Mundo. Outro ciclo vai começar.

Mais uma vez perdemos uma Copa do Mundo por erros e interpretações equivocadas do  comando da seleção brasileira.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

A praga do gato fez a CBF fracassar no Catar?

 

Reprodução Twitter

por Clara S. Britto

O sujeito acima seria assessor de imprensa da CBF. A foto mostra o momento em que ele pega um gato que estava na mesa das entrevistas coletivas, no Catar, e joga o animal no chão. 

O gesto repercutiu nas redes sociais. 

O tal assessor não foi exatamente elogiado. Pegou mal. 

Países árabes costumam ser amigáveis com felinos. O próprio Catar tem uma população de gatos na proporção de um para cada habitante. A Turquia tem um apreço milenar por gatos. O motivo é simples: tais animais foram importantes para dizimar ratos durante a peste negra. O tal assessor certamente ignora isso. Nas ruas de Istambul circulam centenas de cachorros - todos com chips para controle - e milhares de gatos de rua, mas não abandonados, que são alimentados pela população.

O assessor também ignora que os gatos foram domenticados ali perto, na Mesopotâmia, há 10 mil anos, Duvido que ele saiba que, um dia, um gato adormeceu na manga da túnica do Profeta e este, precisando sair para rezar, cortou o tecido da veste ao redor do gato para não o incomodar. O assessor não poderia maltratar gatos em lugar algum - no Brasil, por exemplo, é crime - mas resolveu arremessar o bicho no chão em uma região onde os gatos são reverenciados pelo Islã. 

Hoje, quando a Croácia despachou a seleção brasileira - e talvez o emprego do "hater" dos gatos -, o felino que ele jogou no chão deve ter se sentido vingado. OU talvez, segundo  que as redes sociais, tenha lançado todo oa azar possível sobre certos cobrtadores de pênaltis.

Acredito que os patrocinadores da CBF, cujos logotipos ilustram a cena acima - Itaú, Vivo, Nike, Rappi, Freefire etc - não tenham ficados felizes em ter suas marcas visíveis ao fundo e associadas à brutalidade contra animais.

A foto é um dos símbolos que ficam do fracasso da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo.

Tite não combinou com os croatas

 


Brasil é quase hexa: foi eliminado em cinco quartas de final da Copa

Reprodução Twitter 

 

Bolsonaristas criticam juiz e pedem prova impressa dos gols da Croacia

 

Reprodução Twitter 

Leia na RFI - Coletivo sueco lança álbum com trabalhadores mortos nas construções para a Copa do Catar

Foto Divulgação 

Quando a bola rola nos estádios do Catar, quando os turistas entram no metrô e quando se deslumbram com a arquitetura brega não lembram que pisam em sangue de imigrantes que ali pereceram em regime de trabalho escravo. Um organização sueca se esforça para não deixar a euforia dos torcedores e dos meios de comunicação silenciarem a tragédia e lança um álbum de figurinhas com os trabalhadores mortos. 

VEJA NO LINK 

 https://www.rfi.fr/br/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Mídia não convocou fotógrafos brasileiros para a Copa




Não está fácil para ninguém. Pela primeira vez, os principais jornais brasileiros deixam de enviar fotógrafos próprios para a cobertura da fase de grupos e das oitavas de final da Copa do Mundo. Até aqui, O Globo, Estadão e jornais regionais têm adquirido material de agências internacionais. A Folha publicou há poucos dias foto assinada por profissional brasileiro, mas extra lance de jogo.  Os jornais optaram por enviar repórteres de texto.

É possível que, caso o Brasil avance para a semifinal, fotógrafos já credenciados embarquem para o Catar para a possível euforia final.

Reduzir equipes para cobertura de Copa do Mundo  é uma tendência que começou em 2006. Acentuou-se em 2018 e agora praticamente chega a zerar o número de fotógrafos brasileiros em campo nos estádios de Doha. Vários fatores são apontados, desde o fim de muitos veículos impressos a partir de 2000 à proliferação de imagens reproduzidas das redes  sociais e as finanças dis grupos. 

Fica a lacuna de fotos de lances dos jogos segundo o olhar dos fotojornalistas brasileiros. Por enquanto, os jornais optaram por comprar da AFP e da Getty Images, principalmente. Nenhum veículo brasileiro fez aquela que é até agora a foto do Catar que mais repercutiu no mundo: o voleio de Richarlison.

Atualização em 11-12-2022. Para não dizer que ficou zerado no uso de fotos de fotógrafos brasileiros, O Globo pública hoje uma foto de lance de jogo de André Durão/Mowa Press.

Da Folha de São Paulo: a área vip da República Privê

 

Reprodução Folha (8-12-2022)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Manchete - O dia em que Lula foi ao Gallery e irritou o society paulistano



Jeff Thomas e Lula no Gallery, em 1979. Foto de Ruy de Campos/Manchete

Em um antigo programa Roda Viva, nos anos 1970, Lula cita a Manchete a propósito de uma matéria no The Gallery, então ponto chique de São Paulo, em dezembro de 1979. 

Essa reportagem existiu e foi sugerida à Fatos & Fotos pelo jornalista Jeff Thomas. Ele pretendia convidar Lula para jantar no The Gallery e usar na matéria um título recorrente; "A Classe Operáia vai ao Paraíso", do filme dirigido por Eli Petri com Gian Matia Volontè, de 1971.

Pra variar, Lula foi criticado na época - embora não tivesse cargo público - por quem achava que um líder operário não poderia jamais botar os pés em uma casa da grãfinagem paulista.  

A Fatos & Fotos era uma revista que teve fases excelentes, outras nem tanto, e era alvo de crises sanzonais. Semanal, como a Manchete, não podia fazer tanto sucesso a ponto de ameaçar a principal revista da casa. Não apenas muitas vezes anúncios originalmente destinados à FF eram desviados para a Manchete, como matérias inteiras estavam eventualmente sujeitas a seguir o mesmo caminho. 

A reportagem com Lula no The Gallery foi um desses casos. Quando as fotos chegaram de São Paulo, permaneceram muito pouco tempo na mesa do editor da revista.  Logo um emissário do oitavo andar veio recolher o material que a direção da casa havia decidido publicar na Manchete. Soube-se depois que desde que Jeff Thomas sugeriu "Lula no paraíso" a ideia foi considerada tão instigante pela direção da editora que a FF foi descartada antes mesmo da pauta se concretizar. No vídeo, Lula se refere a revista Manchete, tal como lhe foi proposto. A Fatos & Fotos foi a última a saber. Coisas da velha Bloch. 


Lula no Roda Viva. Reprodução vídeo 


VEJA O VÍDEO COM LULA SE REFERINDO À MATÉRIA DA MANCHETE E RESPONDENDO A QUEM O CRITICOU POR IR JANTAR EM UM RESTAURANTE DE LUXO. CLIQUE AQUI 


Frase do dia - Ainda sobre o bife de ouro

 

“No meu tempo a gente tomava gemada, temo que esse bife de ouro dê diarreia – e não na Coreia!”

Neném Prancha retorcendo-se indignado no túmulo. 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Lágrimas...

Bolsonaro se emociona com fardas embora tenha passado pouco tempo no Exército até ser defenestrado. Formalmente não chegou a capitão. Era tenente e ao ser obrigado a ir para a reserva ganhou um posto. Hoje o vadio chorou ao se despedir de generais.  Na verdade está dando adeus às mamatas em geral. Mas um rio maior de lágrimas está por vir quando o elemento tiver que entregar o cartão corporativo da Presidência.

domingo, 4 de dezembro de 2022

A foto que emocionou Alberto Korda

Reprodução Twitter

 

Cérebros drenados...

O treinador da seleção brasileira, o verborrágico Tite, encontrou um motivo para o tropeço da seleção. Segundo ele, a Copa do Mundo drena os cérebros.  Deve ter sido por isso que alguns jogadores aceitaram o convite de Ronaldo Fenômeno, que está no Catar a passeio, para degustar bifes com fios de ouro. Talvez Ronaldo promiva um almoço amanhã, antes do jogo contra a Coréia do Sul. No menu nouveau riche, "arroz com rubis", "pão árabe com pasta de notas de 500 dólares diluídas em vinho La Romanée Grand Cru", e "Hambúrguer com Ônix", servido em calota de Ferrari. 

O executivo idiota...

 

Reprodução Coluna Lauro Jardim/O Globo


* Comentário de Ed Sá, do blog: Na sequência, o executivo do mercado deve ter voltado ao bloqueio bolsonarista a tempo de cantar o hino nacional para o pneu. 

sábado, 3 de dezembro de 2022

Estados Unidos, México, Canadá: países que vão sediar próxima Copa já ganharam bilhete de volta pra casa


México tem mais tradição. Para Estados Unidos e Canadá o futebol ainda tem um traço exótico. O esporte nacional do Canadá é o hockei. Os Estados Unidos se dividem entre  beisebol e o falso futebol, aquele jogado com as mãos. Os três países já estão classificados para 2026. De qualquer forma, o soccer tem público nos Estados Unidos, especialmente na população de origem nas Américas do Sul e Central. Tecnicamente, os três terão que evoluir muito para ir além do vexame na próxima Copa.