segunda-feira, 14 de julho de 2014

Seleção Brasileira: doce ilusão, dura realidade. E as imagens do tetra da Alemanha...

A repercussão na mídia mundial.

A festa alemã em Berlim

Com a taça nas mãos.

A tristeza de Messi

O desespero do "hermano"

Luzes no Maracanã festejam o encerramento da Copa

O sonho virou decepção

Alemães comemoram

Messi e Mascherano sabiam que o gol de ...

...Goetz no fim da prorrogação seria fatal. Alemanha 1x0 Argentina. Os "hermanos" levaram o vice.

Um título que a melhor seleção da Copa bem mereceu. Fotos Getty Images-Fifa-Divulgação
por Nelio Barbosa Horta
A torcida brasileira fez a sua parte! Pintou-se de verde e amarelo, o país todo participou, nas cidades, nas praças, nas ruas com seus vendedores, com as lojas enfeitadas, nas praias, nas casas, nas janelas e varandas, nas capitais e nos municípios, nos shows até debaixo d'água, em toda parte. Onde houvesse um torcedor havia um apaixonado, que acreditava na seleção e nos jogadores convocados. 
Acreditava no seu técnico, no seu carisma, nas suas teses e pontos-de-vista, nas suas “divagações filosóficas”, achando que “ele sempre tinha razão”, embora seu trabalho no Palmeiras tenha deixado muito a desejar. Os jogadores tiveram todo apoio econômico-financeiro jamais visto em uma seleção brasileira. Nada faltou. 
Esqueceram-se apenas de uma coisa: A Alemanha, cuja Luftwaffe , apoiada pela Wehrmacht dos seus atacantes, entraria em campo disposta a arrasar a seleção pentacampeã do mundo. Resultado: 7 x1. A cada gol da Alemanha, os torcedores, perplexos, soltavam fogos como que para compensar a derrota inacreditável e “acachapante”. Nenhum treinador do mundo escalaria uma defesa tão vulnerável, sem nenhuma cobertura, como a que Felipão escalou na histórica derrota. Nos jogos anteriores, todos percebiam que a nossa seleção vencia por méritos de alguns e uma grande parcela de “sorte”  
Na disputa pelo terceiro lugar, o Brasil jogou contra a Holanda, equipe muito superior e contra um incompetente juiz, que marcou pênalti  numa falta fora da área e o bandeirinha que não marcou impedimento no lance do segundo gol.
Na seleção de 1950, cujo goleiro, Barbosa sofreu por 60 anos, até sua morte, o estigma de responsável pela derrota de 2x1 para o Uruguai. Ficamos em segundo lugar na competição. 
Nesta seleção, haviam 7 jogadores do Vasco que tinha uma equipe bem entrosada: Barbosa, Augusto, Danilo, Friaça, Ademir, Jair e Chico, sem falar nos reservas, Maneca, Ipojucan, Alfredo.
As seleções do Brasil, campeãs do mundo, tiveram sempre como base, uma equipe campeã como a do Botafogo e a do Santos.
Na atual seleção poderíamos tomar como base a equipe do Cruzeiro, que tem o melhor meio-de-campo do País, sem precisar apostar em tantos jogadores “estrangeiros”.
A seleção do Brasil volta a jogar dia 3 de outubro contra a Argentina. É preciso mudar tudo, principalmente a Comissão Técnica.  Quanto ao técnico, penso que o Felipão não tem mais vez. No Brasil existem  técnicos competentes para o cargo. O Marcelo Oliveira, do Cruzeiro é um deles. Nelio Barbosa Horta  (de Saquarema)
Na final do Maracanã, os brasileiros, em grande maioria, torceram pela Alemanha contra a rival Argentina

O choro do pequeno torcedor

A desolação de David Luiz. Ao fundo, a  Holanda comemora  o terceiro lugar

Ao longo da Copa, a torcida brasileira apoiou a seleção. Mas a goleada sofrida pelo Brasil diante da Alemanha deixou marcas e motivou vaias. Dramaticamente, o Brasil mostrou que não se preparou bem para o mundial que sediou. Fotos Getty Imagens-Fifa-Divulgação

A Copa acabou. Não deixa de ser um alívio para os brasileiros

por Eli Halfoun
Alívio – tenho certeza que é o que os brasileiros estão sentindo, por vários motivos, com o fim da Copa do Mundo. O vexame da seleção brasileira é sem dúvida um dos principais motivos para tirar das costas o peso de não mais ter de torcer em vão por um time que só nos decepcionou e quer ainda assim continua sentindo-se o máximo. Enquanto essa exagerada grandeza existir dificilmente conseguiremos encontrar para nosso futebol um necessário caminho de renovação. Alívio também porque o país voltará ao seu ritmo normal de vida sem irritantes engarrafamentos e principalmente em poder levar a vida sem atropelos causados pelo comércio fechado, pelo adiamento de soluções pessoais e - ufa! - sem a perspectiva de sofrimento toda vez que a nossa seleção entrava em campo. É claro que por ainda muito tempo as discussões sobre o fracasso da seleção e o sucesso da competição por nós sediada, será tema de conversas, mas não mais de intranquilidade. Tivemos uma overdose de futebol e nem o mais apaixonado dos torcedores agüentava mais ver a bola rolando mesmo em jogos de excelente qualidade. Essa overdose de bola sem dúvida terá reflexos nas competições nacionais e regionais: vamos precisar de um bom tempo para voltar a mostrar entusiasmo pelos nossos campeonatos, especialmente porque necessitamos de uma limpeza geral para esquecermos a decepção que o futebol nos deixou diante de uma pífia participação da seleção brasileira. O apito final da Copa deixa sem dúvida um sentimento de alívio que talvez no ajude a superar melhor a dor das pancadas que em vários sentidos a Copa do Mundo nos deixou mesmo tendo sido um sucesso no comportamento da torcida e na organização que obrigou o país a construir uma estrutura da qual éramos considerados incapazes e de erguer estádios de fazer inveja ao mundo. Agora é hora de mostrar a mesma e duvidosa competência para reerguer nosso contundido e massacrado futebol que pela primeira vez em sua história está passando a maior vergonha diante dos atentos e surpresos olhos do mundo. (Eli Halfoun)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Secretária de José Mujica, presidente do Uruguai, Fabiana Leis mostra na revista Status porque é poderosa

Fabiana Leis, secretária da presidência do Uruguai, posou para a revista brasileira Status. Foto de Cadu Assalin-Divulgação

Um gabinete bem chefiado. Foto de Cadu Assalin-Status-Divulgação

Fabiana é funcionária concursada. Não entrou no serviço público pela janela. Foto de Cadu Assalin-Status-Divulgação

Para marcar audiência com o presidente Mujica tem que passar por ela, o que não chega a ser um sacrifício. Foto Cadu Assalin-Status-Divulgação
por Omelete
A secretária do presidente José Mujica, do Uruguai, posou para a revista brasileira Status. Antes que alguém diga que Fabiana Leis, 33, entrou no serviço público pela janela saiba que ela é concursada, tem fama de eficiente e começou a trabalhar no gabinete da presidência em 2010 ainda na gestão de Jorge Batle, antecessor de Mujica. Ela tornou-se conhecida ao posar para um calendário. Mujica não interfere na carreira de modelo da bela Fabiana fora do gabinete e até a incentiva. Mesmo que tenha aumentado a fila de interessados em despachar com ele. José Mujica é gente boa e demonstra no seu governo que não é homem de preconceitos nem mimimi. Deixa Fabiana voar. Ao contrário de uns e outros aqui pelo Brasil que em casos semelhantes ficam incomodados e demitem secretárias igualmente sedutoras. Já aconteceu mais de uma vez, né? Eu, hein?

Bastidores ainda movimentam a Copa

por Eli Halfoun
Amanhã é, para a seleção brasileira, o último dia do que se decidiu chamar de a Copa das Copas. Terminam os jogos em campo para ter início uma longa discussão em torno do que aconteceu, especialmente sobre o fracasso histórico. O que nunca ninguém, por mais que crie teses, conseguirá explicar, compreender e aceitar. A discussão maior será sem dúvida em torno de uma necessária reforma nos métodos da seleção que precisa renovar quase tudo o que nos fez pentacampeões sem esquecer que ainda temos, com a bola nos pés, um futebol mágico que encantou e com o tempo voltará a encantar o mundo. É fim de jogo, mas restaram algumas firulas de bastidores. Confira: 
1) Em primeiro lugar fica uma pergunta: se a seleção brasileira incluiu quatro de seus jogadores (Thiago Silva, David Luiz, Oscar e Neymar?) no time dos melhores da Copa, segundo ranking feito pela Fifa com base dos jogos realizados até às semifinais, como entender o terrível “apagão” que nos condenou e que nos abateu na partida contra a Alemanha. É impossível entender, embora agora esteja sendo mais fácil de engolir; 
2 ) Cafu, o último capitão da seleção a erguer a taça da Copa, foi desrespeitado e destratado pela CBF (leia-se ex-presidente Marin): ao final da partida contra a Alemanha, Cafu foi ao vestiário para dar uma força aos nossos evidentemente abatidos jogadores. Não ficou: imediatamente foi convidado a retirar-se pelo arrogante presidente da CBF. Ainda tentou argumentar que não era um estranho  estava ali apenas para apoiar os colegas, mas ainda assim  foi colocado para fora porque “era uma pessoa estranha”. É essa falta de respeito pelos que tanto fizeram por nosso futebol que talvez enfraqueça ainda mais a seleção; 
3) O técnico do México decidiu capitalizar literariamente sua participação na Copa: vai escrever um livro sobre seus anos como jogador e como técnico incluindo é claro a experiência que viveu no Brasil até o México se eliminado pela Holanda;  
4) A Fifa tem muitos motivos para estar encantada com a Copa 2014 e um deles (talvez o principal) é o fato do Brasil ter sido o primeiro país-sede  a conceder total isenção de impostos para a  Fifa. Com essa “bondade!” o Brasil deixou de arrecadar R$ 1,1 bilhão em impostos. Em 2006 a Alemanha não abriu mão dos impostos aos quais tinha direito e arrecadou para o país R$B 326 milhões em impostos. Na África a isenção de impostos pra a Fifa foi apenas parcial, mas como o Brasil está nadando em dinheiro deu uma de bonzinho. Impostos (e muitos) aqui só o povo paga;  
5) Não é só no futebol jogado em campo que a Copa deixa o Brasil no prejuízo: a certeza de que estaríamos na final e seríamos hexa fez o comércio encher as prateleiras  de produtos que lembram a seleção. Resultado: estão todos encalhados gerando para o comércio um também histórico prejuízo; 
6) Mesmo sem ter assumido ainda a presidência da CBF Marco Polo de Nero já faz jogo duro em relação a utilização símbolo da entidade em camisas e quaisquer outros objetos e avisa que mandará cassar judicialmente qualquer produto que utilizar indevidamente o tal escudo; 
7) Quem acompanha Copa há muito tempo não tem dúvidas em afirmar que com a preparação a que vem se submetendo os Estados Unidos poderá papar com facilidade os títulos de muitas Copas. Estrutura e seriedade para isso os americanos tem de sobra; 
8) A  partida na qual a Alemanha desclassificou em vários sentidos o Brasil foi uma goleada histórica também em audiência de televisão: a emissora alemã ZDF teve picos de 87,8% registrando o maior índice de sua história superando a grande audiência que tinha alcançado na Copa da África; 
9) Quinze das trinta  duas seleções que disputaram a Copa foram dirigidas por técnicos de outros países, mas embora muito sugerida essa possibilidade dificilmente acontecerá no país mesmo que seja apenas para sentir o gostinho de renovação. O técnico da nossa seleção será sempre um brasileiro: no momento dois nomes estão nos planos do atual e do já eleito futuro presidente da CBF. Enquanto atual José Maria Marin pensa em Tite, o próximo presidente Marco Polo Del Nero não esconde sua predileção por Murycy Ramalho. Isso é claro se Felipão não continuar, hipótese que ainda não está totalmente descartada. (Eli Halfoun) 

Patrocinador não acha apenas que associa a marca à seleção, ele se acha dono da seleção... E com o vexame, sai de fininho...

por BQVManchete
Deu no Meio & Mensagem: "Marcas se afastam da seleção brasileira". Clique no link abaixo e leia a matéria. Antes, alguns comentários do blog. É assim que funciona. Para os patrocinadores foi bom enquanto durou e, se a marca "apodreceu", é hora de fingir que não é com eles. Todas as seleções têm seus patrocinadores, claro. O que nenhuma delas tem é a subserviência total diante de exigências, ações de marketing, interferências, convidados, propriedade até de amistosos, quando escolhem local do jogo e adversário. Se está na hora de repensar a organização, a qualidade, a formação de talentos, o calendário, a nociva parceria entre empresários vendedores de atletas e clubes, a relação dos clubes com a TV e tudo o mais do futebol brasileiro, será preciso impôr limites aos tais patrocinadores. Você viu a seleção alemã- que se isolou no sul da Bahia - sendo incomodada por marqueteiros, convidados de marcas, ações etc.? Não. E os alemães também têm seus patrocinadores. Você viu a seleção argentina participando de um "Caldeirão do Huck" à portenha? Não. Você viu a seleção da Colômbia treinando deixando de treinar em campo oficial, onde havia anúncios do patrocinadores da competição, e optando por um campo menor apenas porque neste estavam expostas as placas dos patrocinadores exclusivos da sua confederação? Não. Você viu o treinador da Holanda fazendo uma espécie de "pajelança" midiática com seis jornalistas amigos? Não. Pois é.

LEIA A MATÉRIA DO MEIO & MENSAGEM, CLIQUE AQUI

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Deu no Portal Imprensa: Marcelo Adnet é agredido no Mineirão

A matéria não explica o motivo. Adnet gravava uma participação para o Fantástico, ontem. Nas redes sociais especula-se, sem que seja justificativa,  que Adnet teria feito piada com a derrota da seleção e um torcedor reagiu. Não há confirmação desse detalhe.
Atualização: uma segunda versão informa que Adnet foi chutado por trás em meio a um tumulto generalizado ocorrido durante o jogo.

Por falar em esportes, a revista ESPM fez especial com atletas. Um dos destaques é a tenista Vênus William


Deu no site Ego: Mick Jagger estava no Mineirão torcendo pelo Brasil, ao lado do filho. Tá explicado...


Deu no Jornal do Brasil: alegre foto selfie no dia do choro

JB-Reprodução Internet
por BQVMamchete
O JB revela que o candidato Aécio Neves estava no Mineirão durante a trágica goleada que o Brasil sofreu da Alemanha. Preferiu ficar discreto no camarote do governador de Minas, seu nome não foi anunciado nem apareceu no telão. O JB destaca, contudo, que no dia em que o Mineirão chorou  o candidato fez essa foto sorridente ao lado do filho de Pimenta da Veiga. 

Roger Flores foi o destaque como comentarista da Copa

por Eli Halfoun
Acontece em todos os países quando se realiza uma Copa e o Brasil não deixou de seguir a fórmula convocando mais de uma dezena de ex-jogadores para atuarem como comentaristas. Não podia dar outra: os comentários transformaram-se em um gigantesco show de “achologia”, embora não se possa negar que ex-jogadores sabem jogar e ver um jogo, mas não sabem falar e muito menos transmitir ao público opiniões técnicas. Dos muitos comentaristas convocados, o destaque foi o ex-jogador Roger Flores que tentou escapar todo o tempo do “eu acho” para explicar tecnicamente as partidas e o futebol praticado taticamente pelos selecionados. Roger sabia o que dizia e o que é mais importante sabia dizer. Deixou claro que como comentarista terá sempre um lugar garantido. E se quiser também como técnico, o que dificilmente aceitará porque como técnico estará exposto críticas na base da “achologia” dos outros. (Eli Halfoun) 

Agora é a grande final da Copa: Alemanha X Argentina. Brasil disputa o terceiro lugar com a Holanda

A vibração dos argentinos. Foto Getty Images-Fifa

Robben, um dos grandes da Copa, não estará na final. Foto Getty Images-Fifa
por BQVManchete
A chegada da Alemanha à final era a aposta certamente majoritária em todos os bolões. Em muitos palpites, figurava junto com o Brasil. Em outras disputando com a Espanha. Uma decisão Brasil X Espanha também estava cotada. A Argentina ganhou algum favoritismo após o sorteio das chaves. Sempre tem o Messi mas deu sorte, pegou jogos fáceis até esse, de hoje, contra a Holanda. Jogo chato, nenhuma seleção quis arriscar. O desfecho natural do excesso de cautela de ambas as partes foi mesmo a disputa nos pênaltis. Na "loteria" mais uma vez valeu a sorte portenha. Vem aí a decisão, com um ligeiro favoritismo da Alemanha, mais organizada como time. Mas se a Alemanha optar por se recolher, como fez a Holanda, a Argentina pode sair do Maracanã com o seu tricampeonato. Brasil e Holanda jogam pelo terceiro lugar. Da nossa seleção, o que se espera é que mostre dignidade e coragem.

Dez perguntas que não podem ser caladas... aqui são apenas dez, mas cada torcedor brasileiro deve ter hoje mais umas cem

por BQVManchete
1- Por que os treinos da seleção brasileira foram tão abertos? A Alemanha, por exemplo, se isolou em uma praia na Bahia.
2 - O que exatamente a psicóloga fez com a cabeça dos jogadores?
3- Por que a seleção optou por treinar mais vezes em campo de dimensões reduzidas e usou menos o campo de tamanho oficial?
4- O que os jogadores almoçaram antes do jogo: feijoada com calmante Valium e Lexotan e suco de maracujá?
5- Por que os problemas normais da seleção como fator emocional dos jogadores, tristeza, apreensão, viraram "problemas nacionais" discutidos e expostos em todos os meios de comunicação?
6-Por que famílias, amigos, patrocinadores, celebridades e jornalistas amigos tinham tanto acesso a Comary?
7- Por que Felipão resolveu falar que se arrependeu de convocar um dos 23 jogadores e não revelou o nome, o que deixou a todos com o rótulo de possível rejeitado?
8 -Por que o treinador optou por dar uma estranha coletiva a apenas seis jornalistas e confidenciou opiniões que atingiram ainda mais a tranquilidade do grupo?
9-Por que insistiu em Fred? E se o considerava indispensável por que não instruiu o ataque a utilizar mais o centro-avante que só recebia bola na maioria das vezes no bate e rebate?
10 -Perder de uma seleção como a da Alemanha, especialmente em uma Copa, não é nada demais... mas por que 7 gols?
E mais uma extra, não numerada, A Copa não acabou. Com que time, com que cara e com que disposição vamos disputar o terceiro lugar?

Mesmo perdendo em campo o Brasil é o grande campeão da Copa

por Eli Halfoun
Inexplicável, desastroso, vergonhoso, vexame, incompetência, fulminante - não há palavra que defina a histórica derrota do Brasil diante de uma Alemanha quase perfeita. A seleção alemã jogou bem, mas o Brasil facilitou tudo jogando muito (bota muito nisso) mal. Usando o lugar comum podemos dizer que perdemos uma batalha, mas não perdemos a guerra que destruiu categoricamente o sonho de milhões de brasileiros - um sonho construído durante quatro anos e que esteve muito perto (isso é o que dói mais) de ser realizado. Não deve existir dor mais profunda do que ver um sonho (qualquer sonho) desmoronar em apenas trágicos dez minutos Se tivéssemos perdido por um placar digamos normal, não seria nenhuma surpresa: desde o início da Copa sabíamos que não tínhamos um bom time, sabíamos quer a possibilidade de conquistar o hexa seria um premio que pelo futebol que mostramos em campo não merecíamos. Foi o nosso excesso de otimismo que nos fez acreditar e dar como certo que no título estava no papo. Otimismo demais faz a decepção ficar muito maior. Mais doída.
Resta o consolo e uma vitória incontestável: perdemos a batalha, mas vencemos a difícil guerra de sediar uma Copa quase perfeita e que sem dúvida teve no comportamento da torcida brasileira uma conquista histórica de alegria, de paz, de criatividade e até de decepção. A derrota não mudou o magnífico comportamento dos torcedores que aplaudiram os adversários e mesmo profundamente magoados e machucados começaram a construir imediatamente o novo sonho de buscar o hexa na próxima Copa na Rússia. A seleção brasileira perdeu, mas o Brasil venceu porque como diz o publicitário Nizan Guanaes “o Brasil se mistura com o mundo neste momento de uma forma que nunca antes havíamos nos misturado. Sediamos o mundial de 1950 no mundo de 1950. Hoje sediamos o mundo na ultra-realidade do século 21. As imagens transmitidas de nossos gramados e de nossas ruas estão quebrando recordes de audiência e “likes” ao redor do mundo. Essa mistura do Brasil com o mundo faz muito bem para o Brasil e muito bem também para o mundo.”

O espetáculo de encerramento da Copa no próximo domingo pode dar se a Fifa deixar mais uma vitória para o Brasil e fazer esquecer a péssima qualidade do mixuruca show quer abriu a Copa. Basta que se entregue aos profissionais brasileiros de shows a responsabilidade de fazer agora sim um espetáculo alegre e inesquecível. Como foi de uma forma ou se outra a Copa. (Eli Halfoun)

terça-feira, 8 de julho de 2014

E o vento não levou...

Ao fim da partida, jogadores brasileiros aplaudem a torcida no Mineirão. Em entrevistas, vários pediram desculpas pela derrota surpreendente para a Alemanha. Os 7x1 vão deixar marcas dentro e fora do campo. 



Fotos Getty Images e AFP para a Fifa-Divulgação
por Gonça 
Sempre ouvi falar no Maracanazo. Não sabia que testemunharia o Mineirazo. Mas os tempos são outros. Talvez esse dia fique marcado apenas como uma pequena tragedia em um jogo de futebol. Nada mais do que isso. Há muito a considerar. A agenda de treinamento (viu-se que a seleção treinou pouco), o calendário (as seleções da Europa treinam com mais frequência (jogam a Eurocopa, que tecnicamente exige mais dos times do que uma Copa América), jogam Eliminatórias fortíssimas e até têm a facilidade geográfica de disputar amistosos mais relevantes. No momento em que a seleção brasileira é formada por jogadores que jogam na Europa, torna-se mais difícil treinar o time. Há muito, o Brasil não tem esquema tático ensaiado. Valorizar os ogadores que atuam em times nacionais? Pode ser. Talvez a CBF e as federações tão ricas possam participar desse esforço para revitalizar clubes como Vasco, Flamengo, Palmeiras, Botafogo e tantos outros que já foram a base de seleções quase imbatíveis. 
É preciso repensar a relação com a imprensa, com patrocinadores. A seleção está exposta excessivamente. Tem "donos". Se alguém tenta pôr ordem na casa, como o Dunga (e o rigor da seleção na África do Sul foi uma espécie de resposta à zorra total que foi a Alemanha), é violentamente combatido. Dessa vez, Felipão se rendeu às pressões e abriu tudo. Bom exemplo é a Alemanha que se isolou no sul da Bahia ao contrário do Brasil que ficou na feira livre de Comary. 
Talvez o Brasil também esteja carente de treinadores atualizados.
Enfim, hora de pensar e refazer. 
E o vento, que jamais varreu o Maracanazo da memória nacional, trouxe agora para as novas gerações esse triste Mineirazo. 

Agora é Rússia 2018...

por Gonça 
Antes, o Brasil vai disputar nesta Copa o terceiro lugar. Uma boa oportunidade para recompor o time. Buscar explicação para o que aconteceu nesse inacreditável jogo é uma obrigação. O goleiro Barbosa, que ficou como a vilão da Copa de 1950, costumava dizer que a pena máxima no Brasil era de trinta anos mas que ele havia sido condenado a muito mais do que isso. Tornara-se um homem marcado. O Brasil agora colocou em campo uma geração de bons jogadores. Que não sejam todos "queimados" por essa triste tarde. Vários merecerão estar na Rússia em 2018.

Escapou...

E Neymar, hein? Acabou dando sorte. Escapou do vexame...

Só tem uma explicação...

Seleção brasileira está protestando contra a Copa. 

Mineirazo

por Gonça
Amigos, jamais vi algo parecido em qualquer jogo de futebol e muito menos em um jogo de Copa. Cinco a zero? Em menos de meia hora? Quatro gols de dois em dois minutos? Uma seleção com jogadores que atuam em times de ponta na Europa? O que o time almoçou? Valium com Lexotan? E eu que esperava no minimo um jogão? Perder jogando é uma coisa. Perder assistindo e outra. Será que os jogadores por atuarem fora já não têm comprometimento com a seleção. Não acredito. Mas parece. Mas depois desse Mineirazo, o futebol brasileiro vai ter que parar para pensar. Os clubes já não 
vão bem, endividados, viraram vitrine, uma espécie de barraca de feira livre para venda de jovens craques para a Europa.
Vamos para o mais longo segundo tempo da historia do futebol.

#étoiss; Seleção 11+Neymar está pronta para encarar a Alemanha. Força, Brasil!!!!!

Eh Toiss - Foto Ricardo Stuckert - CBF Divulgação

Fred faz o gesto de apoio a Neymar, que virou hit na rede e está gravado no avião da Seleção. Foto CBF-Divulgação

Memória: dos arquivos de Roberto Muggiati para a Folha de São Paulo, o postal estradeiro de Kerouac


Matéria publicada no caderno "Ilustríssima", da Folha de São Paulo, no último domingo, dia 7 de julho. Em 5 de dezembro de 1959 Roberto Muggiati publicou no lendário “sdjb”, suplemento
dominical do “Jornal do Brasil”, que à época saía aos sábados,um
artigo de página inteira intitulado “Jack Kerouac e as crianças do bop”. Conta Muggiati na "Ilustríssima": "Mandei uma cópia do suplemento ao escritor, aos cuidados de seu agente literário. Três semanas depois, para minha surpresa, recebi em Curitiba —onde nasci e morava— um cartão- postal dos correios dos EUA, datilografado e assinado pelo autor de “On the Road”. Chocou-me, menos do que Jack ter tropeçado (...)

Clique na imagem acima para ampliar e leia a matéria completa

Postal histórico enviado a Roberto Muggiati pelo escritor Jack Kerouac, em 1959. A mensagem foi incluida no segundo volume do livro "Jack Kerouac: Selected Letters 1957-1969” (Penguin), página 237. 


Seleção Brasileira: 100 anos de furtebol




por BQVManchete
Em dia decisivo e histórico para a seleção brasileira, um boa dica é a matéria da revista Piauí. Leia trecho acima e vá ao site da revista para ler o artigo completo. Clique AQUI

Um jogo carregado de emoções em dois corações de cada jogador brasileiro

por Eli Halfoun
Pode até não ser o mais difícil, mas o jogo de hoje contra a Alemanha será sem, dúvida o mais emocionante e disputado. Nossos jogadores entram em campo com dois corações pulsando a mil por hora: o deles e o de Neymar, que estará em todos os corações do time e batendo mais forte também nos corações de todos os torcedores, inclusive os alemães que se comoveram com o drama do nosso menino de ouro. Difícil prever um resultado, mas é fácil esperar por um desempenho heroico de nosso elenco de craques jogando por eles e pela ausência do genial futebol do nosso Neymar. O Brasil pode até nem chegar perto do cada vez mais próximo hexa, mas mesmo que isso não aconteça seremos campeões de superação e da energia coletiva do futebol e a energia de comportamento do heroico menino que mais do que ninguém  merece ser nesse momento campeão do mundo.

Vejam como o futebol é uma rica indústria de emoções e de faturamento. Os números são fantásticos com o fornecimento de 9 milhões de chuteiras e equipamentos esportivos por ano para o futebol de campo e o futsal. Seis milhões de bola deslizam nos campos do mundo chutadas por jogadores que vestem 32 milhões de camisas. Como indústria o futebol gera 300 mil empregos diretos e tem 30 milhões de participantes formais e não formais. São 58 mil participantes em 13 mil times que participam de jogos organizados. O futebol  movimenta 58 mil estádios com capacidade para abrigar mais de 5,5 milhões de torcedores. O futebol é em tese maior do que o mundo: tem 208 membros na Fifa, o que significa 15 a mais do que na ONU. O futebol não é apenas um bem sucedido esporte. É a maior indústria do mundo produzindo material (jogadores) mais caro do muitos outros produtos mundiais. (Eli Halfoun)

domingo, 6 de julho de 2014

11+Neymar - "Eh Toiss!": jogadores da seleção fazem o gesto de Neymar e se preparam para retribuir com vitórias o esforço do amigo.



Fotos Rafael Ribeiro, CBF-Divulgação
por BQVManchete
Durante exercícios regenerativos na piscina de Comary, os jogadores Thiago Silva, Fred, David Luís, Fernandinho, Oscar, Julio Cesar, Paulinho e Maicon deram uma força a Neymar repetindo um gesto que o jogador costuma fazer para os amigos: braços em "T", de "Eh Toiss", variação do popular ´"É Nóís". O que circula em Comary é que, apesar das preocupações de Felipão e Parreira, o clima entre os jogadores se normaliza e é decisão deles retribuir o esforço que Neymar fez até aqui. Em campo, serão 11+Neymar  

A ingenuidade do Neymar e como parar a Alemanha

Felipão e Parreira: dúvidas no horizonte. Seleção busca esquema e estratégias para superar a ausência de Neymar. Foto de Rafael Ribeiro - CBF- Divulgação
por Nelio Barbosa Horta
A agressão sofrida por Neymar deveria ser punida pela FIFA com bastante rigor (o jogador da Colômbia podia ser preso, na hora, e encaminhado, a um Presídio de Segurança Máxima). Na Colômbia, o jogador Escobar foi assassinado com 12 tiros na cabeça por ter marcado gol contra, na Copa do Mundo de 1994. O Neymar, que joga um futebol fantástico, lindo, mas muito ingênuo, tem que aprender com os argentinos a como se defender quando um trator chamado Zuñiga vier pelas costas para uma agressão tão covarde como a que ele sofreu no jogo de sábado passado.
Qualquer pessoa que já bateu uma bolinha, sabe, num simples olhar, quando vai ser atacado pelas costas e se defende. O futebol, hoje, é muito diferente daquele das Copas mais antigas: ele se aproxima mais do futebol americano. Com uma diferença: no futebol americano os jogadores usam capacetes, perneiras e joelheiras e todo tipo de proteção possível. Acho que a FIFA precisa atualizar o sistema de segurança e proteção dos jogadores, principalmente na cabeça, onde vários atletas sofreram cortes profundos depois de uma “chifrada” aplicada pelos adversários.
Alemanha: Para o jogo com a Alemanha, penso que o Brasil deveria usar um esquema diferente para tentar compensar a ausência do Neymar.
Um esquema com quatro zagueiros:

                                       Júlio Cesar

Maicon                    David Luiz             Dante         Henrique
        
      Paulinho                Fernandinho               Luiz Gustavo

Daniel Alves                      Hulk                                Marcelo

Jogando com quatro zagueiros, três no meio, dando o primeiro combate e aproveitando a velocidade de Daniel Alves e Marcelo, que tem habilidade e pode surpreender a defesa alemã. O Hulk como centroavante, vai dar mais trabalho do que o Fred que está sem inspiração. Nelio Barbosa Horta (de Saquarema).

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