quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mistério em Fortaleza: o incrível caso do jornalista dinamarquês...

por Arthur Xexeo (reproduzido do Globo). Leia a matéria completa do site do Globo, link abaixo)
Existe uma piada no meio jornalístico que é bem capaz de você, mesmo não sendo jornalista, conhecê-la. Apesar disso, vale a pena contá-la mais uma vez para que se entenda o espírito da coisa. Um jovem, recém-contratado por um grande jornal, recebe sua primeira pauta: cobrir a inauguração de um circo no subúrbio. Quando chegou lá, um incêndio de grandes proporções _ aqui vale um comentário entre travessões, grandes incêndios, em linguagem jornalística, são sempre incêndios de grandes proporções _ consumia a lona já armada, ameaçava os animais , deixava os artistas desesperados. O jovem jornalista voltou para a redação com um N.F. (Aqui vou explicar entre parênteses: N.F. é a expressão jornalística para “nada feito”, usada quando a pauta não dá certo.) A inauguração do circo, motivo da saída do repórter, não aconteceu. Ele voltou para a redação sem matéria, não percebendo que o incêndio era uma notícia mais importante ainda.

Esta velha piada não sai da minha cabeça desde que li as notícias sobre Mikkel Jensen, o intrépido jornalista dinamarquês que desistiu de Cobrir a Copa do Mundo porque descobriu, em Fortaleza, “que todos os projetos e e mudanças são por causa de pessoas como eu _ um gringo _ e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar.”Jensen estava no Brasil há seis meses. Veio realizar um velho sonho: cobrir a Copa do Brasil. Não se sabe o que ele fez por aqui nos cinco primeiros meses da estadia, mas, em março, resolveu conhecer Fortaleza, como relata em sua página no Facebook: “Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças de rua e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo à noite em área com muitos turistas. Por quê? Para deixar a cidade limpa para os gringos e a imprensa internacional? Por causa de mim?”

Decepcionado, Mikkel Jensen jogou tudo para o alto e voltou para a Dinamarca. Já estranhei o fato de Jensen chegar ao Brasil com tanta antecedência. Nas Copas que cobri, eu sempre fui da linha de frente, isto é, chegava junto com a primeira turma dos enviados pelo jornal. Quer dizer que eu chegava no país-sede... 30 dias antes do jogo de abertura. O dinamarquês chegou aqui seis meses antes? Resolveu tirar férias antes de começar a trabalhar? No seu texto no Facebook só há uma dica de por que ele escolheu Fortaleza para atuar: é “a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje”. E aí, quando ele encontra a violência, resolve ir embora? Agora, me explica, o sujeito está diante da maior reportagem de sua vida, uma denúncia que, bem apurada, poderia lhe dar todos os prêmios de jornalismo de seu país, e ele volta para casa porque não quer ser o motivo da “limpeza”  de Fortaleza? (...)

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NO BRASIL POST (ACIMA), A "INVESTIGAÇÃO" NÃO COMPROVADA DO JORNALISTA JENSEN
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