sexta-feira, 31 de julho de 2026

Os irmãos metralha querem sequestrar o futebol mundial

 

A revista L'Equipe estampou na capa a dupla que pretende sequestrar o futebol mundial. Na chamada principal algo como "Onde eles vão parar?"

Ao se render a Donald Trump e assumir um papel de extrema subserviência durante a Copa do Mundo, Infantino, presidente da FIFA, sabia o que fazia e guardava segredo de uma jogada financeira que só revelou um dia antes da grande final. 

Simplesmente, pretende colocar à venda a própria FIFA. A ideia é transformar a instituição que comanda o futebol mundial em empresa e  negociar ações de propriedade em um obscuro balcão de negócios. Detalhe importante: um dos interessados na negociada seria o irmão do genro de Trump, o mais novo amigo íntimo de Infantino. Ao revelar a tramóia, o chefão da FIFA ganhou uma adversária poderosa. Nada menos do que a UEFA. Com o peso de quem reúne 55 seleções que estão entre as mais importantes do mundo, a instituição europeia botou as armas na mesa. Declarou que se a ideia de vender a FIFA for adiante, a UEFA 
 européias boicotará a Copa do Mundo de 2030 e o próximo Campeonato Mundial de Clubes, ambos torneios promovidos por Infantino. A Concacaf, que representa os países das Américas do Norte, Central e Caribe, deu sinais de que vai apoiar o eventual boicote. A Conmebol, que agrega as seleções da América do Sul ainda não se manifestou, assim como África, Ásia e Oceania. Resta saber se Infantino e Trump, este que sempre está por trás dos negócios da família vão pagar para ver. 

Enquanto a Copa acontecia, Infantino e o clã Trump planejavam um golpe no futebol. O Corriere Della Será divulga o boicote por parte da UEFA caso o roubo de futebol mundial se concretize.
Atualização  em 02/8/2026 - Diante da forte reação da UEFA,  principalmente, o presidente da FIFA recuou da armação, na verdade o golpe de intenções obscuras, que pretendia dar no futebol mundial. Infantino não tem mais condições de permanecer no cargo. Foi vergonhosa a tentativa traiçoeira de assaltar o futebol em conluio com o clã do oligarca Donald Trump. Ele manteve o plano em segredo até revelá-lo na frente de quem lhe interessava: Trump e gangue. Se Infantino não cair agora vai tentar de novo. E terá apoio dos países da África e Ásia e talvez da CBF e da Conmebol, que até agora não se manifestaram. Ao contrário da pequena Concacaf, que tomou posição ao lado da UEFA. 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

domingo, 26 de julho de 2026

Na capa da Fórum: a privataria de Tarcísio vira cinzas

 


Em São Paulo, o caos embarcou no metrô. O povo sofre, mas o trem da alegria já passou nos leilões. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

FIFA abre investigação sobre a violência dos jogadores argentinos ao fim da vitória da Espanha e as agressões racistas da torcida nas arquibancadas e nas ruas do Estados Unidos durante a Copa. A única e justa sentença que a FIFA pode dar aos preconceituosos é proibir o país de disputar a Copa de Mundo de 2030

Torcedor argentino que se acha o ser humano mais perfeito da face da terra faz gestos racistas na arquibancada. Curiosamente, entre tantos lugares , ele escolheu ficar bem próximo à razão uniformizada do seu descontrole emocional. Freud explica?;
Foto Ishowspee/You Tube/Reprodução

por José Esmeraldo Gonçalves

Argentinos "festejaram" nas arquibancadas e nas ruas de várias cidades a escalada do racismo em gestos, gritos de guerra, agressões, violência e canções ofensivas. Houve brigas em Nova York, Rio, Búzios e Camboriú. A Copa do Mundo mostrou nos estádios que as medidas da FIFA são insuficientes ao ponto de um árbitro ignorar um gesto protocolar de um integrante da comissão técnica do Egito exatamente para denunciar episódio de intolerância. Desde sempre a Argentina é uma espécie de campo livre para o racismo. O país praticou uma política odiosa de extermínio da população de negros e praticou segregação de indígenas em regiões remotas. Mesmo assim e  miscigenação resistiu e é visível, principalmente fora de Buenos Aires, até em torcedores racistas. Em Mendonza, por exemplo, a apuração genética indica 46,80% de ancestralidade europeia, 31,60% indígena e 21,50% africana. Estatísticas de DNA da linhagem materna colhidas em 2004, apontaram, que 56% da população total da Argentina possui DNA ameríndio. O percentual de negros é de pouco menos de 5% em virtude do brutal assassinato em massa de pessoas de origem africana.   

Ao contrário do Brasil, exemplo para o mundo, a violência racial na Argentina, tanto verbal quanto física, não é criminalizada. Os seus torcedores consideram natural propagar o exemplo degradante do preconceito levado às ultimas consequências. 

Nas transmissões oficiais das partidas geradas pela FIFA as imagens de racismo foram cortadas. Assim como só a partir de gravações independentes captadas por espectadores circulam agora as imagens da barbárie argentina contra jogadores espanhóis ao fim do jogo. Alguns atletas mais tresloucados pareciam bandidos tentando linchar oponentes. Isso sem contar a violência durante a partida, caso do Paredes que tentou quebrar o espanhol Cucurella. A propósito, as atitudes de Paredes justificariam sua escolha para exame antidoping. Pelo que foi divulgado, houve exames em jogadores da Tunísia e verificação surpresa na seleção brasileira em pelo menos um atleta sorteado, sem registro de ocorrência. Não há informações oficiais sobre testes em jogadores argentinos ou de outras equipes. 

Não havia razão para a vice-campeã agredir a Espanha campeã. Só se o motivo foi a própria frustração após a seleção de Messi amarelar em campo no tempo regulamentar e na prorrogação.  

Os ataques racistas deixam claro que o futebol precisa de controles mais rígidos sobre a intolerância. Na América do Sul, a Comenbol tem que se mexer. Não cabem mais apenas "campanhas educativas".

 Pressionada e provavelmente envergonhada, a FIFA abriu uma investigação sobre as agressões racistas. Uma punição possível seria a exclusão de torcedores argentinos da Copa de 2030. Ou até cancelar a Argentina como uma das sedes sul-americanas de uma partida da Copa de 2030. Como se sabe, Espanha, Marrocos e PortugaL sediarão o mundial. Em comemoração aos 100 anos da Copa do Mundo da FIFA, Uruguai, que foi seleção campeã e sede do primeiro torneio em 1930 e a Argentina como vice- campeã na mesma edição terão uma partida cada um. O Paraguai, sede da Conmebol, concorreu a receber o próximo mundial, mas foi derrotado, terá um jogo como prêmio de consolação. 

Agora, imaginem o tamanho da encrenca: se a  FIFA e os respectivos governos não criarem leis, como Brasil já fez, para vencer a intolerância e levarem definitivamente a sério o combate ao racismo no futebol, o Cone Sul, por ocasião desses jogos, vai virar um imenso octógono de UFC.  

Em 1996, o jornal Olé usou apelido racista para ofender o Brasil e a Nigéria que disputavam vaga no torneio de futebol olímpico: um dos dois seria o adversário da Argentina. 

Se nos Estados Unidos adotaram comportamento aloprado, imaginem quando o palco de luta for em casa. Não basta a atuação da FIFA. A mídia esportiva  precisa se engajar na luta permanente contra o racismo. Os jogadores também. Se nem todos agem como marginais da "supremacia branca", não se ouviram vozes de jogadores criticando torcedores racistas. Messi, idolatrado pelos compatriotas, não usa sua influência nem mesmo para dizer que não concorda com o comportamento dos seus torcedores. Há casos de jornalistas portenhos que relativizam episódios de racismo. Alguns veículos até normalizam o racismo. Caso absurdo do tabloide Olé, que pertence ao grupo Clarín, o maior conglomerado de mídia do país. Em 1996, o jornal estampou na primeira página a palavra "macaco", principal slogan ofensivo usado pelos do argentinos racistas. Naquele momento, Brasil e Nigéria disputavam o direito de enfrentar a Argentina nas finais do torneio de futebol olímpico. O ataque do jornal racista foi inútil. A medalha de ouro foi conquistada pela Nigéria ao vencer o Argentina por 3x2. Quanto ao Brasil, derrotou Portugal por 5x0 e ganhou o bronze.       

 Atualização em 25/7/2026 - Petição pública internacional já  ultrapassa 24 milhões de assinaturas exigindo a exclusão da Argentina da Copa de 2030. A FIFA informa que a questão está sob análise e a petição e a indignação da opinião pública serão levadas em conta. 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Na capa da Veja: a emenda e a encomenda



A falta de transparência da Câmara dos Deputados tem muitas camadas  A,maioria das Suas (deles) excelências pode ser ineficientes para legislar mas são criativos para o crime. Ė preciso admiti: chegaram ao limite da genialidade picareta ao criar as tais emendas. Muito mais do que a multiplicação dos pães de Jesus, a bancada evangélica obrou a multiplica o das emendas  É um tal de emenda Pix, emenda de bancada, emenda da mãe,  do sogro, da vizinha etc, emenda pro filme de Bolsonaro, emenda  pra igreja do pastor parça... os corruptos foram muito além e criaram uma coisa inacreditável. Na sequência da emenda secreta, inventaram o operador fantasma, o laranja que nem deputado é, mas tem poderes para distribuir dinheiro público sem nome e digitais.

sábado, 18 de julho de 2026

Memória da Redação: Na revista Fatos, a capa da copa de 1986

Neste 2026, o clima lembra 1986. Pelo menos tratando-se de seleção brasileira. |Apesar de Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, Edinho, Branco e outros craques, a maioria jogando em times brasileiros, fracassou no México. A nossa seleção foi elogiada pelo jogo "mágico" segundo muito críticos,, mas caiu nas quartas de final. Após empate no tempo regulamentar, foi vencida pela França nos pênaltis. A decpção da torcida foi, com certeza, maior do que a ressaca do fiasco na Copa dos Estados Unidos, México e Canadá. Em 1986, ao desembarcar no Galeão, Telê deve ter visto a capa da Fatos. Acredito que hoje, em um Brasil que descalou a violência, uma sugestão dessas seria politicamente incorreta.     





sexta-feira, 10 de julho de 2026

Algo há - O que rolou na Copa e, principalmente, na "cozinha"

 

A falta violenta do Messi, não punida. Foto: Reprodução FIFA/Epandy

por José Esmeraldo Gonçalves

A bola todo mundo viu. E o que aconteceu de extraordinário acima e fora da grama? Carlos Heitor Cony, com quem dividi redações - uma delas a da revista Fatos, de informação e análise -  costumava usar a expressão "algo há" diante de uma pauta ainda obscura. Também dizem que "algo há" é a senha dos filósofos para abrir a caixa de reflexões. No nosso caso, era apenas uma pergunta jornalística inicial que, às vezes, dava mesmo em "algo", às vezes dava em nada. 

Coberturas de Copas do Mundo por grandes veículos comerciais são quase sempre festivas. O evento é o que importa, a paixão, também. Só quando a derrota do Brasil se configurou, entendemos que "algo houve". O trabalho dos repórteres, editores e comentaristas é hoje muito influenciado pela linguagem leve das redes sociais descontraídas e cômicas, a informação recebe tratamento até teatral com repórteres interpretando, muitas vezes, jovens personagens "doidinhos", com irreverência forçada. Faz parte. Os chefões da TV tradicional tentaram convencer os comentaristas mais antigos ou os ex-jogadores analistas a vestir o figurino "moderno". Felizmente vários deles resistiram. O Maestro Júnior, o comentarista mais preciso e lúcido, resistiu à new wave que a Rede Globo tentou impor ao emular a concorrente CazéTV. Fez bem.    

Infelizmente, a alguns acontecimentos em torno da Copa não cabia humor. Donald Trump, por exemplo, mostrou que não tinha limites. Em alguns momentos deixava a cadeira apocalíptica de "Dr. Fantástico", de onde incendeia o mundo, para agir como um árbitro. Se alguém pensava que o oligarca da Casa Branca mantinha o foco de trabalho no Irã, Venezuela, Cuba, Brasil, China, Rússia, Europa, tarifas e sanções, estava enganado. Trump surpreendeu ao ligar para o presidente da Fifa, o submisso Gianni Infantino, para pedir o cancelamento do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun. Durante o jogo da ridícula seleção dos Estados Unidos, o árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou o atacante estadunidense. Infantino atendeu prontamente ao pedido de Trump (na verdade foi uma ordem). O presidente da Fifa, sendo quem é, não quis um confronto. A jogada que provocou a expulsão ocorreu durante o jogo dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. O atacante norte-americano Folarin Balogun havia sido expulso após dar um pisão na panturrilha do zagueiro Tarik Muharemovic. Após revisão do VAR, Claus concluiu que foi falta grave, impedindo Tarik de prosseguir a jogada.  Trump com toda sua arrogância e "conhecimento" de arbitragem, mandou anular o cartão e a suspensão, para que Balogun pudesse jogar a partida seguinte. O golpe não funcionou porque a fraca seleção dos Estados Unidos foi abatida da Copa ao sofrer goleada da Bélgica. A decisão da Fifa foi o maior escândalo de arbitragem na atual Copa. Trump, na verdade, não entende nada de futebol. A implicância dele, no momento em que tem o Brasil no alvo, como já declarou, foi com o brasileiro Raphael Claus.


O jogo do suborno

Autoridade de um país interferir em uma Copa não é fato inédito. Em 1978, a ditadura argentina botou os coturnos na Copa; Em 1970, a ditadura brasileira mandava na seleção brasileira. Os generais demitiram João Saldanha e controlaram através de terceiros a nomeação de Zagalo e Claudio Coutinho, muitos outros militares assumiram cargos na equipe. No período em que assassinatos de opositores do governo militar "manchava" imagem da ditadura, os controladores da comunicação na ditadura viam na seleção um instrumento para neutralizar as denúncias de torturas em massa nos quartéis. A Argentina, em 1978, também se preparou para usar a Copa como vitrine positiva do país. E, para isso, foi ao extremo. A conspiração futebolística envolveu o Brasil, no caso, como vítima. Os dois países tinham um jogo decisivo pela frente. Inicialmente estava previsto que as partidas seriam disputadas no mesmo horário. Contudo, o jogo Brasil x Polônia foi marcado para a tarde; o da Argentina, contra o Peru, à noite. A seleção brasileira ganhou de 3x1. Com isso, por questões de saldo de gols, os hermanos precisavam ganhar pelo menos por 4x1. A Argentina entrou em campo já sabendo que precisava vencer por tal placar. Ganhou por 6x0 e cravou a classificação. Mais adiante foi campeã do mundo.

A imprensa não era livre na América Latina dominada por ditaduras cruéis. Havia suspeitas de manipulação da Copa de 1978, mas não foram apuradas na época. Anos depois, o jornalista investigativo Ricardo Gotta lançou o livro "Fuimos campeones: la dictadura, el mundial 78 y el mistério del 6 a 0 a Peru". E o sociólogo Juan José Sebreli escreveu "La Era Del Fútbol". A verdade, enfim, foi revelada. Donald Trump, portanto, não inovou. O primeiro americano a interferir em uma partida de futebol foi Henry Kissinger. Horas antes do fatídico jogo Argentina 6x0 Peru, ele e o ditador Videla foram ao vestiário do Peru. Uma visita de "cortesia", mas os jogadores entenderam o significado. Longe dali, outra ditadura havia preparado o terreno do suborno. O então integrante da Junta Militar do Peru, o general Francisco Morales Bermúdez, era aliado das demais ditaduras da América do Sul, criadas e manobradas pelo Departamento de Estado. Kissinger deixara o cargo de Secretário de Estado em 1977 e assumira a presidência do conselho de uma obscura entidade, a North American Soccer League (NASL). Com esse crachá, o americano circulava nos bastidores de Copa ao lado de Videla. Estima-se que a delegação do Peru recebeu carregamentos de trigo além de "grãos" verdes de dólares. Houve suspeitas em cima, principalmente, do goleiro do Peru, Queiroga, um argentino naturalizado peruano. Toda a história foi apagada durante décadas, mas graças a Gorra e Sebrelli não ficou esquecida.

Nesta Copa 2026, há digitais na CBF de pelo menos uma pessoa com ligações políticas.  Trata-se de Francisco Mendes, filho do ministro do STF Gilmar Mendes. Segundo a colunista do UOL Thais Bilenky, Francisco é o cartola mais poderoso da CBF. É vice-presidente da Federação Matogrossense de Futebol, tem direito a voto na assembleia da CBF e é o único brasileiro membro do comitê disciplinar da FIFA. O colunista Lauro Jardim, do Globo, revelou que Francisco Mendes teria dito a diversos interlocutores durante o Gilmarpalooza, como é ironicamente apelidado o evento jurídico tradicionalmente promovido por Gilmar Mendes, em Lisboa, a frase nem um pouco enigmática: "Quem convocou Neymar fui eu". Com a derrota para a Noruega e o vexame da escalação de Neymar no bota-fora da seleção de uma Copa para esquecer, é provável que o Mendes "junior" não queira o seu nome associado ao desastre de Nova York/Nova Jersey.  Algo houve. 

Na capa da Carta Capital:

 

A Carta Capital destaca os três personagens infelizes da Copa do Mundo. O autoritarismo de Trump chega ao futebol; o papel decorativo de Infantino. Neymar entrou em campo, mas não como jogador de futebol. O que se viu foi apenas um patético influencer produzindo conteúdo de baixa qualidade.


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Brasil vai virar franquia dos Estados Unidos?

por Flávio Sépia

Alguém precisa dizer a Flávio Bolsonaro que ele não é candidato a subpresidente dos Estados Unidos nem a dama de companhia de Donald Trump. O programa de governo que ele deixa escapar em palanques é voltado para os problemas dos Estados Unidos: acabar com o Pix, ressarcir cartões de crédito de bandeiras americanas por supostos prejuízos causados pelo Brasil, liberar terras raras para os gringos. Não será surpresa se, em breve,  Flávio anunciar seu "ministério" para assuntos da Flórida, enviar verba da Lei Rouanet para projetos culturais em Mar-a-Lago, tirar impostos de lingerie brasileira para compras de Melania Trump, decretar sigilo da 250 anos sobre as contas bancárias do mano Eduardo Bolsonaro, cortar verbas do programa Minha Casa, Minha Vida para, em troca, financiar Trump Towers em Santa Catarina, reservar financiamento para o resort que Trump pretende criar na Palestina e, por fim, obter green card para trabalhar mais à vontade quando for despachar nos Estados Unidos. 

Na vida real, Flávio talvez gostasse, se eleito, de abrir as fronteiras do Brasil para milícias do oligarca da Casa Branca atacar organizações criminosas no Brasil. Nesse ponto, pode haver obstáculos para isso. Um dos grandes parças de Flávio, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União Brasil), foi preso em flagrante pela Polícia Federal por porte ilegal de arma de uso restrito, após um fuzil ser encontrado em seu carro. A prisão é por conta da sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e organização criminosa por meio de postos de combustíveis. A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), é a primeira suplente na chapa de Márcio Canella.



domingo, 5 de julho de 2026

Memórias da redação: a foto histórica que uniu futebol e música

 

Foto reproduzida do Facebook de Chico Cardoso, publicadaem Manchete Sétimo Céu

por Clara S. Britto

São muitos os canais do Facebook que mostram cenas de memórias da Manchete. Geralmente recordando imagens. Com alguma frequência, o Panis Cum Ovum visita tais canais e reproduz fatos e fotos marcantes. Os administradores desses canais prestam um serviço aos seus seguidores e ajudam a difundir momentos jornalísticos das publicações da Bloch Editores e especialmente da Manchete. O que, de resto, é também um dos objetivos deste blog que é útil a muitos pesquisadores e Escolas de Comunicação. No ar deste junho de 2009, o Panis acumula 171352 postagens, vistas por 2. 994.410 visitantes. Nasceu inspirado pela coletânea Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou (Desiderata), livro esgotado mas ainda disponível em sites especializados, e segue firme e forte.  Há poucos dias, o canal "Eu amo Elis Regina", de Chico Cardoso, resgatou uma foto publicada em Manchete e Sétimo Céu, às vésperas da Copa do Mundo de 1970. O objetivo das revistas era formar uma seleção dos nomes mais populares daquela época. Os vencedores vestiram amarelo e posaram como um time de campeões: Elis Regina, Eliana Pitman, Claudette Soares, Agnaldo Timóteo, Jairzinho, João Dias e Zagalo. A referência à Copa deu sorte. E quanto aos craques do futebol? Foram tricampeões, no México, poucas semanas depois. Zagalo, treinador da seleção, Jairzinho e cantores e cantoras fizeram a pose histórica que levantou o astral da seleção.

sábado, 4 de julho de 2026

Na capa da Carta Capital: a Copa das Bets


 Comentário do blog. "São impressionantes os números da epidemia das Bets na economia do Brasil. Reportagem de capa da Carta Capital dessa semana, assinada pelo jornalista Mauricio Thuswohl, revela a influência da Copa do Mundo na atração de novos apostadores. Para citar apenas um dos dados levantados pela revista, e que impactam a economia do Brasil,143 bilhões de reais foram retirados do varejo entre 2023 e 2025, quantia  que abala empregos e engorda lavanderias" . 
 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Leilão da antiga sede da Manchete em São Paulo está em curso. A pergunta que não quer calar: pra onde vai o superPìx arrecadado?


por José Carlos Jesus

Em menos de um mês, o processo de falência da Bloch Editores completará 26 anos. Não são apenas números. A data traduz o longo drama de milhares de ex-funcionários da editora. Muitos colegas foram induzidos a fazer acordos com a Massa Falida da Bloch e reduzir suas pretensões trabalhistas supostamente em troca de receber de forma mais rápida seus legítimos direitos. Um dos benefícios era obter correções monetárias sobre as indenizações. De fato, foram pagas três parcelas dessa correção, até que um novo administrador judiciário assumiu a gestão dos processos e interrompeu tais pagamentos. Pior, não reconheceu o compromisso com os credores trabalhistas apesar de inúmeras solicitações. Esse administrador teria demonstrado impaciência diante de ex-funcionários em busca de informações sobre o leilão. Nesse caso, deixaria a aparência de que considera os credores trabalhistas uma espécie de estorvo à sua missão. Mesmo advogados de ex-funcionários registram nos autos cobranças quanto à prestação de contas da MFBloch. 

Recentemente, a partir de uma informação da jornalista Heloisa Tolipan, o blog Panis Cum Ovum publicou datas e condições do leilão da antiga sede da Bloch Editores e da TV Manchete na Rua Ida Kolb, bairro Casa Verde,  em São Paulo. Por acordo formal a receita do leilão, entre outras obrigações legais, reverteria em partes iguais para a Massa Falida da Bloch Editores, com sede no Rio de Janeiro (RJ), e para a Massa Falida de TV Manchete sediada em São Paulo (SP). 

A publicação da notícia do leilão neste blog jornalístico, no dia 26/5/2026, levou ex-funcionários a pedirem informações à chefia da MFBloch. A admnistração negou repetidamente que houvesse data marcada para o referido leilão. Situação inusitada.  Geralmente as massas falidas têm interesse na divulgação de leilões. Quanto mais gente aparecer para dar lances, melhor. Faltou transparência à Massa Falida da Bloch Editores pois os autos registram petição da falida no edital de18/6/26. Eles sabiam, claro. Registre-se que o blog sustentou a informação de fonte sólida. Pois bem: o Panis cum ovum tinha razão, assim como a fonte primária de Heloisa Tolipan, jornalista de longa e respeitada carreira. O leilão eletrônico da valiosa sede das empresas Bloch e TV Manchete em SP já  estava marcado e ainda está em curso. Caso não tenha ocorrido lance válido deverá se encerrar em 28/7/2026 às 15h30. O leilão estipula proposta mínima R$9. 637.500,00; Avaliação R$96.374.000,00 atualizada em março de 2026. 

O edital do leilão eletrônico foi finalmente publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e afixado na forma da lei no devido local público. Para obter informações sobre o resultado do referido leilão faça cadastro no endereço www.faroonline.com.br

Mais informações poderão ser obtidas no email sp3falencias@tjsp.jus.br

A suposta divisão dos valores obtidos no leilão entre Bloch Editores e TVManchete, por acordo entre as duas massas falidas segundo circulou há tempos em documentos oficiais, não é citada no edital do leilão que estabelece apenas a TV Manchete. Teria sido um acordo à parte e válido pós-leilão? Um ponto a esclarecer. O edital também cita dívida de hipotecas, de IPTU, e dívidas bancárias a quitar com o saldo do leilão. 

Os ex-funcionários das empresas falidas esperam que seja respeitada a prioridade de pagamentos do direitos trabalhistas no rateio do valor arrecadado. Os funcionários da Bloch Editores pedem aos colegas de São Paulo que acompanhem de perto o desfecho desse leilão que interessa a todos os credores trabalhistas. Se possível,  enviem informações para José Carlos Jesus, presidente da Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE).