segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Nelson Hoineff (1948-2019): jornalismo com um toque de cinema

Nelson Hoineff. Reprodução Facebook
Nelson Hoineff era um apaixonado por cinema e por jornalismo. Não por acaso, foi ao unir a arte e a notícia que ele criou para a Rede Manchete o "Documento Especial", série que marcou sua trajetória e ganhou prêmios internacionais.

À vertiginosa dinâmica jornalística do programa, ele acrescentou uma linguagem visual cinematográfica que posteriormente levou a documentários consagrados. "Alô Alô Terezinha", sobre o comunicador Chacrinha, e 'Caro Francis", em torno da vida do polêmico jornalista, estão entre os mais conhecidos.

Como respeitado crítico de cinema, Hoineff também cobriu para a revista Manchete alguns festivais, como o de Cannes, em 1989, e o de Berlim, em 1991.

Nelson Hoineff morreu ontem, ao 71 anos. Ele deixa um livro de memórias inédito, que a editora Autografia deve lançar em breve.

sábado, 14 de dezembro de 2019

Previsões: o vidente Allan Richard Way II revela o que vai acontecer em 2020



O vidente Allan Richard Way II enviou suas previsões em arquivo da deep web para evitar que astrólogos sem espírito ético copiem seus estudos para o ano de 2020. 
Embora antenado com a tecnologia do Século 21, o herdeiro do célebre Allan Richard Way, que faleceu no Reino Unido aos 103 anos e por três décadas foi colaborador da Manchete,  busca sabedoria nos compêndios do Século 15 e nos ensinamentos do mago lendário, a quem ainda evoca nas cartas do tarô e na movimentação dos astros.
Este ano, ele usou também o Senet, um antigo jogo de tabuleiro decifrado pelo Museu Britânico que os faraós usavam para decidir os seus destinos diretamente com os deuses. 2020 será regido pelo Sol. Em tese, isso poderia ser auspicioso. Mas, ao mesmo tempo - diz ARW II, a luz revelará muitas sombras.




Allan Richard Way II, de ascendência indiana, mantém viva a tradição que seu pai iniciou na Manchete, nos anos 1970, sempre intermediado
Cony e Allan Richard Way, no aeroporto Heathrow,
Londres, em 1981. Foto de Robert Mac Pherson
por Carlos Heitor Cony e entrevistado por Robert Mac Pherson. Em 2000, o vidente original fez suas últimas previsões. Antecipou que seria um "ano terrível". Mas evitou avisar que a própria Manchete seria vítima. Em agosto daquele ano, a Bloch Editores pediu falência e encerrou uma trajetória de 48 anos. A revista ainda iria às bancas editada por uma cooperativa de ex-funcionários e posteriormente em algumas edições especiais publicadas pela editora que adquiriu o título em leilão.


VEJA ABAIXO O QUE ALLAN RICHARD WAY II 
PREDIZ PARA 2020 

* A América Latina continuará vivendo momentos de tensão. Poderá haver novas ocorrências de "presidentes autonomeados" ou "presidentes autointitulados". 

* A Argentina vencerá a Copa América.

* O ministro Paulo Guedes ameaçará deixar o governo, mas será convencido a ficar. Na linha do seu projeto de taxar desempregados, poderá criar o imposto para as "grandes pobrezas" e taxas obrigatórias para os sem teto, os sem terra, os sem escola, os sem saúde, os defuntos (por ocupar terreno ou, se forem cremados, poluírem a atmosfera) e os atropelados (por causar prejuízo ao parar o trânsito). Viráo outros impostos financeiros do tipo anunciado de taxação de crédito do cheque especial. 

* O chamado Caso Queiroz será esquecido até meados de 2020 já que o Congresso aprovará projeto legalizando as "rachadinhas", que consistem em apropriação por parte dos políticos de parte dos salários do seus assessores e funcionários de gabinetes. 

* A pergunta "quem mandou matar Marielle" não será oficialmente respondida. 

* O Brasil não fará uma boa participação nas Olimpíadas de Tóquio. Além do  corte de verbas,  alguns ministros afirmam que o movimento olímpico é "de esquerda" e 'anticristão". 

* O PSG finalmente venderá Neymar. Mas só em julho. Um país europeu disputará o jogador com   
times da China e do Catar. Flamengo entrará na disputa. Mas haverá risco de problemas no metatarso do craque.

* Tite, treinador da seleção brasileira, será demitido em meio à primeira fase das Eliminatórias para a Copa de 2022.

* O desemprego no Brasil continuará alto. Para maquiar as estatísticas, o governo criará, além da categoria "desalentados" (aqueles que, segundo o IBGE, desistiram de procurar emprego), os "sem saco", os "desesperados" (que se oferecem para trabalhar em troca de uma broa e uma tubaína), os "desprezados" e os "fudidos de vez'.

*  Predominância de Urano insuflará revoltas em vários países.

* Partido Aliança para o Brasil será registrado e Bolsonaro fará importante base política nas eleições municipais.

* El Niño virá mais forte do que nunca no fim segundo semestre, o que significa temporais em larga escala em certas regiões e fortes secas em outras.

* Startup lança aplicativo para quem quiser fundar uma igreja.

* Mais países governados por líderes da direita se afastam do globalismo. Definitivamente, a guerra comercial (trade war) será a nova guerra fria (cold war).

* Nos próximos anos, a questão climática e as tentativas de deter o aquecimento global vão atingir a rotina e os hábitos das pessoas que se sentirão culpadas por comer carne, jogar embalagens fora, usar o chuveiro por mais de 10 minutos, fazer viagens aéreas, ter carro próprio, ser consumista em excesso, andar de uber em vez de metrô ou trem. Isso na Europa. Aqui no Brasil o governo continuará pregando que aquecimento global é ficção científica. 

* Em novembro de 2020, a cantora Anitta lançará o seu milésimo clipe musical do ano e contará aos fãs que fez sua 29ª intervenção cirúrgica para aperfeiçoar pequenos detalhes do corpo. 

* O Rio de Janeiro se proclamará o "primeiro Estado Pentecostâmico" do Brasil.

* Um crime passional abalará o que resta do chamado society do Rio e São Paulo.

* Lei que libera cassinos no Brasil será aprovada no Congresso.

* Endividamento das famílias nos Estados Unidos pode provocar nova crise econômica mundial.

* Irã é bombardeado por uma coalizão de forças ocidentais.

* O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro é derrubado.

* Implementação do Brexit leva ao aumento de suicídios no Reino Unido.

* Forte terremoto abalará a Itália.

* Cantora se declara metalssexual e revela que ao compor costuma fazer sexo com instrumentos musicais. A revelação não choca ninguém, apenas a ministra Damares fica indignada.

* Infelizmente, mais um cantor sertanejo sofrerá grave acidente automobilístico em uma estrada do Centro Oeste. 

* Em 2020, os Estados Unidos registrarão média de cinco tiroteios em escolas ou áreas públicas por semana. Trump isenta as armas de qualquer culpa e responsabiliza imigrantes e Greta Thunberg. 

* Trump, aliás, será reeleito em novembro.

* Manifestantes protestarão contra pessoas, empresas e instituições que sobrevivem de recursos públicos, seja via salários, subvenções, renúncias fiscais etc e pedem a privatização de políticos, igrejas, do agronegócio, das duplas sertanejas e das organizações sociais (as famosas OS).

* O governo liberará verbas para o cinema. Ao longo do ano serão lançados "Terra Plana, uma verdade inconveniente", "O extermínio" (sobre esquerdistas), "Jesus e Messias, o Jair", "O Filósofo do Povo" com Olavo de Carvalho e uma cineasta lançará "O Triunfo da Vontade", documentário  sobre a "revolução conservadora" no Brasil, que o governo indicará para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

* Graves complicações políticas e institucionais abalarão o Brasil até o final de 2020.

* As milícias abrirão escritório de representação em Brasília.

* Desastre de aviação de grandes proporções vitimará celebridades brasileiras.

* Ao longo do ano os caminhoneiros ameaçarão fazer greve pelo menos 12 vezes. Desistirão de todas depois do governo atender suas reivindicações.

* Derramamento de fake news marcará as eleições municipais do Brasil com mais intensidade do que na última votação para presidente.

* Pelo menos dois jornais do eixo Rio-São Paulo encerrarão suas edições impressas.

* Governo brasileiro perdoará dívida bilionária produto de sonegação de igrejas com o fisco, previdência etc.

* A Rainha Elizabeth sofrerá um fulminante ataque cardíaco. O Príncipe Charles subirá ao trono.

* No Brasil, o dólar ultrapassará a barreira de R$5,50 no segundo semestre.

* Tensão e complô conservador no Vaticano abalarão a saúde do Papa Francisco.

* Um atentado terrorista comoverá o Ocidente.

* Ministra brasileira afirmará que o "Anticristo está entre nós e fraudou o Bolsa Família".

* Governo cria cotas para neopentecostais no acesso às universidade públicas.

* Vazamentos de conversas de Whatsapp revelarão o apocalipse sexual de um líder religioso.

* Grandes revoluções financeiras no mercados mundiais. A natureza do dinheiro vai mudar profundamente com o avanço de novas moedas. Pequenos investidores devem ficar atentos.

* Ano de grandes revoltas e manifestações em vários países. Brasil permanecerá agitado apenas nas redes sociais.

* Nasa descobrirá meteoro que teve rota misteriosamente alterada e poderá em futuro próximo ameaçar o Brasil.

* Governo brasileiro liberará ao longo do ano mais 2.459 agrotóxicos.

* Novo vírus transmitido por mosquitos se espalhará pelo Brasil.

* Derramamento de óleo nas praias brasileiras continuará um "mistério". Investigação será arquivada.

* No segundo semestre o Brasil fará grande esforço para bater o recorde de queimadas na Amazônia.

* O Brasil se despedirá de um famoso apresentador de televisão.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Alguns cineastas brasileiros sofrem de Síndrome de Estocolmo

Está em curso uma ofensiva do governo contra o cinema brasileiro. Isso todo mundo sabe. O que se desconhecia até agora é que, diante do sequestro cultural que a arte sofre, alguns cineastas desenvolveram um clara Síndrome de Estocolmo, que é a dependência afetiva do sequestrado diante do sequestrador. Só isso explica a enorme euforia da classe e de parte da mídia diante do gesto de Roberto Alvim, o secretário de Cultura bolsonarista, ao nomear André Sturm para a Secretaria do Audiovisual.

Até janeiro último, Sturm, que é cineasta, era secretário de Cultura da Cidade de São Paulo. antes foi diretor do MIS paulistano.

O novo secretário é controverso, protagonizou polêmicas - todas publicadas em veículos jornalísticos como Folha, R7, Estadão, Folha, Fórum, Istoé etc, a partir de 2017 - que cabem em um verdadeiro longa metragem. De investigação do MP para apurar improbidade administrativa a suposta ameaça de agressão a um agente cultural, acusação de racismo, de assédio e denúncia de interferência em processo de licitação,

Em janeiro de 2018, envolveu-se em um escândalo após documento enviado à Câmara de Vereadores de São Paulo sobre abuso de poder, que incluía uma gravação onde Sturm bate-boca com uma secretária, diz que vai demiti-la e ela pergunta se o motivo seria porque não transou com ele durante uma viagem. Em novembro do ano passado, teria ofendido a diretora do Theatro Municipal de São Paulo e ameaçado não pagar ao Instituto Odeon, gestor do teatro, caso não topasse romper o contrato amigavelmente.

Segundo a Veja, André Sturm passa a integrar o governo depois de um pedido de Andrea Matarazzo, que articula o apoio de Bolsonaro para se candidatar ao governo de SP, em 2022, em chapa com Paulo Skaf. Matarazzo negou e disse à revista que é candidato à prefeitura em 2020. A Veja ainda afirma que Roberto Alvim é a ponte entre Matarazzo, Skaf e Bolsonaro.

Desesperados com o quadro, profissionais do cinema parecem relativizar esse histórico na esperança de que o fundamentalismo do governo federal gire 180° a partir da nomeação do novo secretário. Aparentemente, não enxergam que a política de audiovisual do governo está muito clara para ser revogada pelo terceiro escalão. A nomeação está bombando nas redes sociais. E não exatamente no bom sentido.

Esse filme dificilmente vai acabar bem.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O concessionário gosta de moleza. E o contribuinte ou usuário que pague a conta...


Os defensores da "privatização do fim do mundo", ou seja, de tudo, alegam que só dessa maneira o Estado economizará e sobrará dinheiro para investimentos em educação, saúde, segurança etc.

Não é o que a realidade mostra.

Como parte dos dogmas neoliberais, São Paulo anunciou que concederá presídios à iniciativa privada. Empresários vão construir presídios? Claro que não, seria pedir demais. Assim como não construíram os aeroportos, as vias e estradas e os gasodutos ou os metrôs que assumiram, vão normalmente gerir o que já está feito.

Infelizmente, de um jeito ou outro, sobra para o populacho que paga o novo "custo Brasil", o privado. Se a coisa é estatal, o contribuinte comparece com os seus impostos. Se é privada, "morre" em taxas as mais diversas em forma de pedágios, altas contas de gás, energia elétrica, de embarque, de ingresso em estádios , em subvenções com que o poder público continua premiando os concessionários ou certas OS, Ongs e entidades que o povão chama de pilantrópicas e que administram serviços públicos significativamente encarecidos.

No caso da privatização dos quatro presídios em São Paulo, inclusive unidades recentemente construídas, o Ministério Público de Contas afirma que o custo de manutenção de cada preso aumentará em R$1.500. Em 15 meses, o governo de São gastará 58% a mais após a privatização, o que significa um acréscimo de R$75 milhões apenas nesses quatro presídios.

É mole ou quer mais?

Jogos de Tóquio 2020 - Política sem barreiras bane atletas e põe à prova o espírito olímpico

por Niko Bolontrin

Desde janeiro de 2019, o governo americano pressionava a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) para punir a Rússia por um suposto esquema de massiva aplicação de estimulantes em atletas. Travis Tygart, chefe da Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, criticou a leniência da instituição mundial e pediu sanções contra a Rússia.

Antes da virada do ano, veio a punição: exclusão do país de Olimpíadas e Mundiais durante quatro anos. Vale dizer, Jogos de Tóquio 2020 e de Inverno de Pequim 2022 e Copa do Catar 2022 e outros torneios oficiais de caráter mundial.

A Rússia pode recorrer, mas dificilmente conseguirá reverter uma decisão que parece conter altas suspeitas de componente político.

A FIFA ainda tenta resistir à decisão. A Rússia participará da Eurocopa 2020 (São Petersburgo é uma das sedes) porque a restrição não atinge torneios continentais e sim os mundiais. Mas, além disso, a entidade que rege o futebol pediu que a Wada esclareça e justifique a surpreendente inclusão da Copa do Catar no pacote de punição.

Os atletas russos que forem testados negativos em exames antidoping poderão competir sob bandeira neutra. Essa decisão evidencia o gatilho político da operação, que mais parece a vertente esportiva das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Para o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, que não nega problemas localizados de doping na Rússia, a medida da Wada é "uma histeria crônica anti-Rússia".

Se persistir o afastamento, como tudo indica, Tóquio poderá ver alguns dos melhores atletas do ano competindo sem pátria, se estes optarem por essa condição. Apenas nos mundiais de atletismo e natação, por exemplo, russos ganharam neste ano oito ouros com a nova geração de atletas.

Punição genérica, alcançando milhares de competidores de um país - a imensa maioria jamais envolvida em doping -  era algo inédito até 2016 quando a mesma Rússia foi punida. A ato atual é um desdobramento requentado daquele. Normalmente, e isso já aconteceu com atletas dos Estados Unidos, China, Jamaica, Brasil e muitas outras nações, a condenação é individual. Apenas os competidores comprovadamente flagrados no uso de substâncias ilegais são afastados.

Ao decidir que a Rússia vai recorrer contra a Wada, o presidente Vladimir Putin usou o argumento da individualização injusta e caracterizou a generalização como política. Ainda lembrou que o Comitê Olímpico Russo não foi punido. "Se não há qualquer reclamação contra o comitê, então o país deve competir sob a sua própria bandeira. Isto está escrito na Carta Olímpica. Desta forma, a decisão da Wada viola a Carta. Temos todas as condições de apelar", declarou.

A Rússia vai, por enquanto, manter a preparação para os Jogos de Tóquio. Mesmo a participação sob bandeira neutra não está inteiramente garantida. Há na Wada quem seja contra essa possibilidade. Esses, ainda mais radicais, alegam que na Olimpíada de Inverno da Coréia do Sul atletas russos foram anunciados como tal na abertura e nas competições e havia centenas de bandeiras da Rússia nas arquibancadas em saudação às equipes. The Guardian lembrou que o país estava banido em Pyeongchang , em 2018, e mesmo assim mais de 100 atletas foram solenemente anunciados: “Ladies and gentlemen, the Olympic Athletes from Russia!”.

O jornal ironizou: "se anda como pato, se grasna como pato, então é pato". Ou seja, o hino não tocou, mas a Rússia estava na Coreia do Sul. E, embora sem alguns dos principais atletas, ganhou 2 ouros, 6 pratas e 9 bronzes.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Nas redes sociais, a capa da Time ganha releitura cômica

Em referência à capa da Time que homenageou Greta Thunberg como Person of the Year 2019,
(a ativista foi chamada por Bolsonaro de "pirralha"), as redes sociais fazem piada. Reprodução Twitter
Reprodução Twitter

Revista Time: Greta Thunberg, a "pirralha", é a Pessoa do Ano 2019. E Bolsonaro, o que é?



Poucas horas depois de ser chamada de "pirralha" por Bolsonaro, Greta Thunberg, 16 anos, torna-se a Person of the Year 2019 da revista Time. Além de desmerecer a jovem ativista, o presidenciano brasileiro ainda criticou a mídia por  lhe "dar muito espaço" . Taí a menina com todo o espaço do mundo.

Greta está ficando mais influente e célebre do que a sueca homônima Greta Garbo. Mas “leave me alone”, a divisa da atriz, não é com ela. Ao contrário, incansável, se expõe e comparece a todos os fóruns mundiais para difundir uma verdade:  "Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã, porque há um amanhã", disse ela à Time, ao ressaltar que esse futuro tem que ser garantido agora.

Caso o Acordo de Paris não prospere, o aumento da temperatura no mundo atingirá 1,5 ° C. As consequências já estão aí e se agravarão: em 2030, mais 350 milhões de pessoas serão expostas à seca e 120 milhões cairão para a estatística de extrema pobreza. Isso é ciência, alerta a Time.

Levar essa mensagem a um número cada vez maior de pessoas é a difícil missão a que Greta Thinbeerg se dedica.



No mínimo, está sujeita a grosserias. Ser xingada por Bolsonaro é de fato uma láurea extra no currículo da ativista. Tanto que ela acrescentou o "titulo" à sua página no twitter:'Pirralha".

Greta é tudo o que mostra ser, consciente, generosa e corajosa.

Bolsonaro o que é?

É disparado o líder do FETEAPÁ: o Festival de Toscos que Assola o País.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Fotografia: a garota da Playboy que virou musa do processamento de imagens

A foto de Lenna Sorderberg, de Dwigth Hooker, da Playboy, com o corte que virou referência da tecnologia de processamento. 

Lenna Söderberg tinha apenas 21 anos quando posou para a página central da edição de novembro de 1972 da Playboy americana. O fotógrafo Dwight Hooker encantou-se pelo corpo espetacular e pelos olhos da jovem sueca, que pensava apenas em ganhar alguns trocados para sobreviver em Nova York.

O que a bela Soderberg não esperava era que sua foto virasse um ícone mundial da tecnologia.

A foto original da Playboy.
Em 1973, pesquisadores do Instituto de Processamento de Sinais e Imagens da USC (University of Southern California) buscavam uma imagem de referência para testes de um algoritmo de compressão e processamento de fotos, projeto que acabaria lançando as bases para os padrões JPEG e MPEG. Os engenheiros usaram a reprodução do poster de uma Playboy que encontraram no armário de um dos auxiliares da equipe.

Segundo matéria do site Medium, a imagem tinha que ser de um rosto humano. "O equipamento de digitalização de fotos no laboratório na época tinha uma resolução máxima de 512x512 e só podia digitalizar 100 pixels por polegada. Assim, os engenheiros acabaram escolhendo o seguinte corte da imagem a ser usada no papel", informa o Medium.

O rosto de Lenna Sorderberg em vários exercícios de compressão. Reprodução
A partir daí, o rosto de Lenna Soderberg entrou definitivamente para o mundo do processamento de imagens como exemplo de vários estágios de compressão. A Playboy concordou com o uso da foto desde que fosse apenas para fins de pesquisa.

Lenna, hoje.
Reprodução 
Lenna Soderberg não se tornou uma üuber model, mas virou celebridade da tecnologia. Coisa que ela só descobriu quase 30 anos depois.

Atualmente, aos 70 anos, mora na Suécia e é frequentemente convidada para participar de conferências internacionais, além de ser a eterna musa dos nerds do processamento de imagens.

Recentemente foi lançado do Estados Unidos um documentário sobre a história e as circunstâncias da foto mais famosa da tecnologia de imagens. Trata-se de “Losing Lenna”, que pode ser visto no Facebook Watch.


Desça do salto: campanha das Havaianas rasteirinhas dá recado indireto para as âncoras da TV


por Clara S. Britto
A nova campanha das Havaianas sugere que as mulheres desçam dos saltos em nome do conforto. A ideia, segundo a AlmapBBDO, é mostrar que os saltos altíssimos não são indispensáveis como peças de estilo. A campanha tem peças para a TV e internet e as Havaianas rasteirinhas aparecerão em intervalos de alguns programas jornalísticos. No mínimo, curiosa indireta. Nos estúdios dos telejornais, as âncoras invariavelmente usam saltos estratosféricos. Parece até haver uma competição rumo às alturas para ver quem aparece mais no modelo espigão de  Dubai.
Veja os vídeos AQUI e  AQUI

Performance de chilenas contra abusos viraliza no mundo


Performance do coletivo chileno Las Tesis se espalha no mundo e já foi adaptada para vários idiomas. O ato de protesto contra abusos, assédio e até agressões sexuais por parte de agentes do governo durante as manifestações no Chile viraliza na internet. O objetivo do grupo é levar a uma grande audiência, em formato de espetáculo, teses de autoras feministas sobre a violência que atinge mulheres de todos os países.
Veja a letra da canção"Un violador en tu camino", que Las Tesis protagonizam e já foi replicada como hino de luta em Buenos Aires, Córdoba, San José, Porto Alegre,Cidade do México, Londres, Istambul e Madri.

El patriarcado es un juez
Que nos juzga por nacer
Y nuestro castigo
Es la violencia que no ves
El patriarcado es un juez
Que nos juzga por nacer
Y nuestro castigo
Es la violencia que ya ves

Es femicidio
Impunidad para mi asesino
Es la desaparición
Es la violación

[Coro]
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía

El violador eres tú
El violador eres tú

VEJA O VÍDEO DA PERFORMANCE DAS TESIS, AQUI

Globo News: em um ano, menos 10% de audiência

Segundo o colunista Ricardo Feltrin,  do UOL, no ano de 2019 - que já registrou mais de mil demissões no Grupo Globo -, a Globo News teve queda de 10% em audiência, na comparação de janeiro a novembro de 2019 com o mesmo período do ano passado.
A pesquisa é do Kantar Ibope.
Não é uma boa notícia para a emissora de TV por assinatura que, ano que vem, enfrentará uma nova concorrente, a CNN Brasil, provavelmente a partir de março de 2020.
A Globo News costuma criticar medidas de Bolsonaro no campo da cultura, meio ambiente e comportamento, mas dá um forte apoio ao governo em questões de política econômica. Vai à euforia, por exemplo, com as reformas neoliberais como o confisco da previdência e a implosão da legislação trabalhista, bate o bumbo para qualquer sinal de melhora na economia - entusiasmo às vezes desmentido pelos números do trimestre seguinte - e poupa o governo, com frequência, em questões de denúncias de corrupção, de ligações com a milícia etc. 
Pelo visto, a audiência não esta comprando essa fórmula,

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A culpa é do Flamengo: "VAR" em editoria de esportes causa demissão de repórter.

Reprodução  You Tube
A Flamengo já se prepara para disputar o Mundial, mas a vitória sobre o River Plate, na Libertadores, ainda repercute nas redações. Não exatamente pelo futebol.

O repórter Adalberto Neto gravou um vídeo que registra a euforia na editoria de esportes do Globo no momento da virada no placar. Foi coisa de lôco, meu. A rapaziada pirou em gritos, correria e gente se atirando ao chão. Entre os mais vibrantes apareceria o editor Márvio dos Anjos.

O vídeo viralizou nas redes sociais e alguns torcedores viram ali uma "prova" de uma suposta falta de isenção na cobertura futebolística do jornal, outros acharam natural a festa e a explosão de alegria.

No dia 4/12, o colunista Leo Dias, do UOl, revelou a demissão de Adalberto Neto após o episódio. Ao jornalista não foi comunicado o motivo do afastamento e ele mesmo alega não poder afirmar que o vídeo foi a causa. "Realmente, não foi informado o motivo da minha demissão. Meu editor apenas disse que foi um pedido da direção pelo 'conjunto da obra', escreveu ele em carta a Leo Dias, publicada ontem. Adalberto conta que ao se despedir da redação ouviu de colegas que o motivo havia sido a divulgação do vídeo.
Na carta, o repórter, que é negro, também cita uma suposta questão racial "no conjunto da obra".

A sigla VAR (do inglês Video Assistant Referee) passou recentemente a fazer parte do vocabulário do futebol.

Ironicamente, foi uma espécie de "VAR de redação" que provocou a demissão do jornalista do Globo.

BTG Pactual é o novo dono da revista Exame

O BTG Pactual arrematou por R$ 72, 374 milhões a revista Exame, que pertencia à Abril. Junto com a edição impressa, o pacote leiloado inclui site, aplicativo e a divisão de eventos. Há 52 anos, a Exame é referência na cobertura de economia e finanças no Brasil. O fato de ter sido adquirida por um grupo financeiro levanta dúvidas sobre a isenção futura da publicação. Segundo fontes da redação, a intenção dos novos controladores é manter a marca e seus produtos à margem dos interesses do banco.

Fenômeno: CNN Brasil ganha prêmio de "veículo do ano" quatro meses antes de entrar no ar... As redes sociais se divertem com a proeza mediúnica


A CNN Brasil tem estréia prevista para março de 2020 e ainda não transmitiu imagens ou fez qualquer reportagem. Ou seja, ainda não é um veículo. Isso não impediu que o futuro canal, como anunciou orgulhosamente no twitter, ganhasse o Prêmio Veículos de Comunicação 2019 da revista Propaganda. A premiação antecipada e "mediúnica", como um internauta classificou, virou piada nas redes sociais.


IZA na capa da Glamour de dezembro, hoje nas bancas, com ensaio de Gui Paganini...



Estreando na capa da Glamour, IZA foi entrevistada pela repórter Luanda Vieira. Ela fala sobre a carreira, racismo e fama. Trechos da matéria estão no site da Glamour.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Aeróbica sexual: Câmara dos Deputados deu quórum para um "Canguru Perneta"

por O.V.Pochê

A Câmara dos Deputados vive dias de suspense. E não é por causa de nenhuma medida provisória bombástica.
O Brasil começa a esperar com ansiedade o curioso desfecho de um debate que ganha espaço nos corredores do Legislativo.
Antes, uma adendo: repórteres experientes que cobriram o Congresso durante anos não têm dúvidas de que o prédio de Niemeyer na Praça dos Três Poderes escreve uma novela por dia. Se fosse ao ar seria imbatível em audiência.
O deputado Alexandre Frota lança há dias nas redes sociais um sinopse explosiva. Diz ele que flagrou uma deputada "conservadora e casada" praticando o chamado "canguru perneta" no escurinho de uma discreta salinha de uma das comissões da Câmara.
"Canguru perneta" foi uma expressão usada no seriado "Sai de Baixo" que, com o tempo, virou apelido de uma posição sexual que não está no tutorial do Kama Sutra. A modalidade é própria para os apressados, aqueles que por circunstâncias têm que dar uma "rapidinha". Mas atenção: o CP não é pra qualquer um. Exige elasticidade e precauções; para evitar acidente, a mulher, que estará equilibrada em uma perna só e a outra sobre o ombro do felizardo, deve ficar encostada em uma parede; o homem deve ser cavalheiro e não abusar do ritmo, sempre lembrando que a parceira estará temporariamente manca.
Existe uma variação: o "canguru perneta invertido", quando a mulher fica de costas para o parceiro. É coisa para atletas, convém não arriscar.
Frota não revela o nome da deputada e também não identifica o deputado que praticava essa coalizão nada partidária no breve intervalo do debate das grandes questões nacionais. O que se diz é que, na Câmara, até o mais carola da mais religiosa bancada sabe quem é a dupla aeróbica que competiu na categoria "canguru perneta" em 1 minuto e dez segundos sem barreiras.

Ódio na rede: Kate Beckinsale é criticada por posar de biquíni. Veja a resposta da atriz


por Clara S. Britto
A atriz Kate Beckinsale, 46 anos, publicou no Instagram uma foto em biquíni.
Foi o que bastou para ser xingada de  "muito velha" para mostrar o corpo.
Embora em ótima forma, ela foi criticada por mulheres e homens. "Velha procurando chamar atenção", comentou uma seguidora. "Quando a calcinha da vovó voltou em grande estilo ??", ironizou um leitor
A grande maioria dos seguidores elogiou a foto.

Kate Beckinsale/Instagram/Reprodução

E Kate Beckinsale não se abalou: como resposta aos preconceituosos ela publicou no Insta mais cinco fotos em biquíni.

Na Time: os melhores filmes do ano...

por Ed Sá

Tão certo quanto os envelopínhos de carteiros, funcionários das empresas de gás, eletricidade, água, entregadores de jornal etc são as listas de fim de ano que a mídia se dedica a fazer. É um tal de os melhores livros, as melhores músicas, as melhores pessoas...

A Time listou os melhores filmes de 2019 na visão dos seus editores.

1 - “Dor e Glória“, dirigido por Pedro Almodóvar.
2 - “O Irlandês”, de Martin Scorsese.
3- “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino.
4 - “História de um Casamento”, dirigido por Noah Baumbach.
5 - “Adoráveis Mulheres”, de Greta Gerwig.
6 - “Parasita”, de Bong Joon-ho.
7- “Entre Facas e Segredos”, de Rian Johnson.
8- “Meu Nome é Dolemite”, de Craig Brewer.
9 - "Um Lindo Dia na Vizinhança”, de Marielle Heller.
10 - “As Golpistas”, de Lorene Scafaria.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Uma declaração de amor à língua portuguesa • Por Roberto Muggiati

Monica Villela lança o livro "A Língua Portuguesa
como Ativo Político". Foto: Divulgação
Quando passei um ano longe da Manchete, na bela e espaçosa cobertura do terceiro prédio do Russell, encimada pelo M gigante que era o logo da Rede Manchete, uma das poucas pessoas que subiam a escada em caracol para me visitar era a repórter Monica Valéria Villela. Talvez para ouvir as experiências do jornalista veterano, ou – caridosa alma cristã – para dar apoio moral ao editor destronado.

Vida que segue, Manchete deu no que deu e – quando eu ainda me encontrava no retiro que o Alberto (de Carvalho) apelidou de Santa Genoveva – Monica partiu para o mundo. Atuou como redatora e apresentadora da Deutsche Welle, em Colônia, Alemanha. De 1999 a 2005 foi redatora, apresentadora, gerente de projetos e encarregada de comunicação interna do Serviço Brasileiro da BBC, em Londres. A partir de 2006, passou a chefiar a redação da ONU News em língua portuguesa, em Nova York. Entre 2015 e 2016, foi diretora do Centro de Informação das Nações Unidas no México, com atuação em Cuba e na República Dominicana. Em 2018, foi indicada porta-voz de María Fernanda Espinosa, a primeira mulher da América Latina e Caribe a presidir a Assembleia Geral das Nações Unidas, e a quarta do mundo. Em meio a esse trabalho todo, achou tempo para se formar Doutora em Ciências Políticas pela Universidade Aberta de Portugal e Mestre em Linguística e Ciências Políticas pela Universidade Duisburg-Essen, na Alemanha.

Nesse exílio voluntário de mais de vinte anos, Monica Villela Grayley não se afastou da língua-mãe; ao contrário, aprofundou o conhecimento e a relação afetiva com o português, voltando-se para o grande universo da lusofonia. Fruto dessa paixão, escreveu o livro A Língua Portuguesa como Ativo Político, que vai lançar no Rio de Janeiro na segunda-feira, dia 9, às 17 horas, no Centro Cultural do Poder Judiciário.

Monica descreve o seu método de pesquisa: “Observei e estudei casos de falantes nativos, pessoas que usam o português como língua de herança, como língua estrangeira, como língua segunda. Analisei a situação do português nas diásporas e como alguns pais, no exterior, se esforçam para que os filhos falem e escrevam na norma culta. Conheci também casos de formadores que desistem do esforço por falta de apoio pedagógico onde vivem”. E ela sintetiza: “Falar português é pertencer a uma pátria virtual e universal. A Língua Portuguesa oferece um mundo a ser navegado com curiosidade, propriedade e estratégia”. 

Os Brasileiros do Ano: tem mas acabou

Foto: Reprodução vercapas.com

Na Istoé dessa semana, os Brasileiros do Ano.
Segundo a escolha da revista, são Luan Santana, Rodrigo Maia, Marina Ruy Barbosa, João Dória, Deltan Dallagnol, Jô Soares e Paola Oliveira. No miolo, há outros eleitos que não estão em destaque na face principal da capa dupla, como José Luís Datena.
Dificilmente essas figuras se juntariam para tomar um cafezinho quanto mais para uma capa. É uma montagem, naturalmente. Estranha montagem. Repare que alguns homenageados flutuam. A faixa dourada, aparentemente um toque imperial, é a breguice em forma de design. Alguns estão fora de linha, espichados ou achatados. Mas todos são solidários no desastre visual. A maior "vítima" da capa foi Marina Ruy Barbosa. As redes sociais não perdoaram e compararam a atriz com a ruiva Jean Grey, dos X-Men, que é capaz de voar.
Um internauta mais crítico fez um apelo à direção da Istoé:

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Brasil leva ferro: Tio Trump faz bullying com Bolsonaro

por O.V.Pochê

Alguém denuncie a atual relação Brasil X Estados Unidos ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Trata-se de um caso típico de assédio moral e de bullying por parte de Donald Trump contra Bolsonaro. Tão grave que o presidente brasileiro já pode pedir ajuda ao movimento "Me Too".

Para usar um tipo de metáfora que o Planalto gosta, o presidente brasileiro foi seduzido e abandonado. É o otário nas mãos do malandro. É a vítima indefesa diante do abusador.

Depois de adiar a entrada do Brasil na OCDE, de manter o embargo à carne e limitar compra de açúcar brasileiro, de exigir que o Brasil importe mais trigo americano e de boicotar a OMC - a única organização que ainda controla esses abusos -, Trump anuncia taxação para as exportações brasileiras de aço e alumínio.

Bolsonaro, que, além disso tudo, acabou com a exigência sem contrapartida de visto para americanos que vêm ao Brasil, diz apenas que tem "canal aberto" com o presidente dos Estados Unidos e que vai ligar para ele.

Ainda não ligou. Um telefonema de Bolsonaro para Trump é um evento que leva tempo e mobiliza várias pessoas. Nem o americano fala português nem o brasileiro entende xongas de inglês.

Sintam o drama. Primeiro, o Planalto liga para o linha direta de Trump, o "canal aberto". Ao ver o nome "Bolzonaro" na tela do celular, o americano diz que está entrando em um túnel e faz um barulho de chiadeira.

A ligação cai.

O Planalto pede ajuda à embaixada do Brasil em Washington. O embaixador disca para o telefone da Casa Branca e ouve instruções: "Se vai pedir empréstimo consignado tecle 1"; "se quiser ajuda da CIA para reprimir manifestações tecle 2";  "se quiser ouvir salmo do dia tecle 3";  "se vai pedir para extraditar Lula tecle 4"; "se quiser saber onde está Queiroz tecle 5"; "se vai vender mamadeira de piroca tecle 6"; se quiser falar com a faxineira diarista tecle 6".

A tentativa seguinte é pedir para Eduardo Bolsonaro, o quase-embaixador, ligar para o Salão Oval. A secretária tenta mas não consegue entender o inglês do rapaz. Acha que é um afegão xingando Trump e a ligação é transferida para a CIA. 

A solução é montar uma força-tarefa no Planalto e outra na Casa Branca para viabilizar a ligação. E encontrar tempo na agenda de Trump. Uma ligação dessas entre dois monoglotas leva horas, mesmo que seja apenas para dizer "oi, tudo beleza". Além disso, a Casa Branca precisará de dois tradutores: um para entender o português do Bolsonaro e outro para passar a conversa para o inglês de vendedor de loteamento clandestino falado por Trump.

Embora os poucos telefonemas de Bolsonaro para Trump tenham sido desimportantes, uma fonte da Casa Branca revela que o expediente é praticamente encerrado na firma para o complicado diálogo dos dois presidentes.

Por isso, os assessores já declararam que Trump só tem espaço na agenda para atender ao celular do brasileiro a partir do dia 25 de setembro de 2021.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Mídia: ira federal contra a Folha de São Paulo

Bolsonaro ataca a Folha desde a campanha eleitoral. O jornal paulistano não é o único alvo, junta-se a outros veículos e jornalistas frequentemente agredidos, mas é agora o foco principal da ira federal. O capitão inativo proibiu o governo de assinar a Folha e declarou boicote às empresas que anunciam no jornal.  Significa pouco para o jornal que tem mais de 300 mil assinantes e mais de cinco mil anunciantes. O arroubo autoritário e o incômodo com matéria sobre Marielle Franco, o caso Queiroz, as rachadinhas, o desvio de recursos do partido, o PSL, pelo qual foi eleito, o levam, contudo, a ferir princípios democráticos.

Leia o Editorial da Folha de São Paulo (30-11-2019)

"FANTASIA DE IMPERADOR" 

"Jair Bolsonaro não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência. Trata-se de uma personalidade que combina leviandade e autoritarismo.

Será preciso então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que se dão a uma criança. Porque ele não se contém, terá de ser contido —pelas instituições da República, pelo sistema de freios e contrapesos que, até agora, tem funcionado na jovem democracia brasileira.

O Palácio do Planalto não é uma extensão da casa na Barra da Tijuca que o presidente mantém no Rio de Janeiro. Nem os seus vizinhos na praça dos Três Poderes são os daquele condomínio.

A sua caneta não pode tudo. Ela não impede que seus filhos sejam investigados por deslavada confusão entre o que é público e o que é privado. Não transforma o filho, arauto da ditadura, em embaixador nos Estados Unidos.

Sua caneta não tem o dom de transmitir aos cidadãos os caprichos da sua vontade e de seus desejos primitivos. O império dos sentidos não preside a vida republicana.

Quando a Constituição afirma que a legalidade, a impessoalidade e a moralidade governam a administração pública, não se trata de palavras lançadas ao vento numa “live” de rede social.

A Carta equivale a uma ordem do general à sua tropa. Quem não cumpre deve ser punido. Descumpri-la é, por exemplo, afastar o fiscal que lhe aplicou uma multa. Retaliar a imprensa crítica por meio de medidas provisórias.

Ou consignar em ato de ofício da Presidência a discriminação a um meio de comunicação, como na licitação que tirou a Folha das compras de serviços do governo federal publicada na última quinta (28).

Igualmente, incitar um boicote contra anunciantes deste jornal, como sugeriu Bolsonaro nesta sexta-feira (29), escancara abuso de poder político.

A questão não é pecuniária, mas de princípios. O governo planeja cancelar dezenas de assinaturas de uma publicação com 327.959 delas, segundo os últimos dados auditados. Anunciam na Folha cerca de 5.000 empresas, e o jornal terá terminado o ano de 2019 com quase todos os setores da economia representados em suas plataformas.

Prestes a completar cem anos, este jornal tem de lidar, mais uma vez, com um presidente fantasiado de imperador. Encara a tarefa com um misto de lamento e otimismo.

Lamento pelo amesquinhamento dos valores da República que esse ocupante circunstancial da Presidência patrocina. Otimismo pela convicção de que o futuro do Brasil é maior do que a figura que neste momento o governa."

Deu no Portal Imprensa: recuperação judicial da Abril prejudica jornalistas


A Lei da Recuperação Judicial foi criada em 2005, como projeto do Congresso que o governo Lula sancionou. O objetivo era permitir a empresas em dificuldades sair de crises financeiras. Quase 20 anos depois, houve aumento no número de corporações em situação falimentar e redução no índice de pagamentos aos credores.

Na maioria dos casos, os trabalhadores foram os maiores prejudicados.

A Abril em recuperação judicial é um desses exemplos: verbas rescisórias acima de R$ 250 mil só serão pagas com deságio. Um ex-funcionário mais antigo que tenha indenização que ultrapasse R$ 350 mil será ressarcido em 8% e a prestações. Isso sem falar no atraso que envolve os pagamentos.

Segundo matéria do Portal Imprensa, a recuperação judicial também protege a Abril em casos de processos contra jornalistas motivados por reportagens. Caso de André Rizek, que foi obrigado a pagar R$ 310 mil a personagem de uma matéria sobre cocaína no futebol publicada na Placar em 2001. Na época, informa o Portal Imprensa, "Rizek teria se oposto à publicação dos nomes e das fotos dos jogadores, que eram menores de idade. Mas a chefia o teria contrariado e a reportagem acabou publicada com seu nome". 
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO PORTAL IMPRENSA, AQUI

Reginaldo Leme: domingo no sofá...

Reprodução

A postagem acima viralizou nas redes sociais. Reginaldo Leme assiste ao GP de Abu Dhabi, a última prova de F1 da temporada. Durante mais de 40 anos, o comentarista estave longe do sofá nesses momentos. Ou fazia a cobertura ao vivo no circuito ou participava das transmissão no estúdio, quando a Rede Globo optava por não enviar equipe ao exterior.
O passaralho gigante que ataca todas as empresas do grupo tem vitimado profissionais mais experientes e, em consequência, a qualidade jornalística. Os mais novos levarão um tempo natural para construir referências em embasar análises. A verdade é que a Globo detém os direitos da F1, mas parece não conferir a mesma importância ao evento. Com a ausência de pilotos brasileiros no circuito, a audiência se limita aos aficionados. O público que costumava seguir Senna e Piquet ou Barrichello e Massa há muito saiu da frente da TV. Um sinal desse desinteresse é dado pela própria Globo ao longo da temporada ao abrir mão de alguns GPs cedendo a transmissão ao SporTV ou, mesmo quando transmite ao vivo, ao cortar o sinal antes da tradicional cerimônia do pódio e assim adiantando a entrada de outra atração, aparentemente para evitar queda de  audiência. Muitos dos profissionais demitidos pela Globo estão se vinculando à CNN Brasil, canal que estreará no ano que vem. Reginaldo Leme ainda não falou sobre o futuro, se irá para canal no You Tube ou se aceitará propostas de emissoras abertas ou por assinatura. Dificilmente ficará no pit stop do sofá por muito  muito tempo.

sábado, 30 de novembro de 2019

Sacha Baron Cohen que se cuide. O Bozonaro pode ganhar o papel do "General Alardeen" do filme "O Ditador"

Hollywood se agita: Sacha Baron Cohen pode perder papel para Bozonaro. 

por O.V. Pochê

Segundo o portal UOL, Leonardo DiCaprio acaba de divulgar nota negando ter financiado as ONGs acusadas, segundo obscura investigação, de suposto envolvimento em queimadas na Amazônia.
Bozonaro declarou que o ator paga organizações para botar fogo na floresta. Claro que a "denúncia" foi recebida no mundo como mais uma diarreia mental do capitão inativo. Mesmo assim, DiCaprio se deu ao trabalho de negar ter dado dinheiro às ONGs dos brigadistas de Alter do Chão, alvo da investigação. "Apesar de merecerem apoio, nós não financiamos as organizações", disse DiCaprio. O ator elogiou o povo brasileiro "que trabalha para salvar sua herança cultural e natural". Disse ainda que tem orgulho de estar ao lado de grupos que as protegem.

Com o Brasil repercutindo em Hollywood aumentam as chances do Bozonaro ser convidado para atuar na sequência do filme "O Ditador" em substituição a Sacha Baron Cohen no papel do General Alardeen, o déspota da República de Wadiya.

As redes sociais reagiram ao Bozonaro com um titanic de memes. Algumas mostram que Leonardo DiCaprio usou como lança-chamas para incendiar a floresta nada menos do que uma mamadeira de piroca, outra das invenções do elemento atualmente no poder.





Fotomemória da redação: Nova Bloch em tarde de comemoração...

Glória, 2001, Redação da Nova Bloch em dia de comemoração; José Carlos Jesus, Lincoln Martins, Roberto Antunes, Juliana Battestin, Armando Borges, Jussara Razzé, Pedro Borgeth, Fábio Abrunhosa, Orlando Abrunhosa, Cláudia Almeida Alberto Carvalho, Roberto Barreira. Foto:Arquivo Pessoal de Juliana Battestin
A Nova Bloch foi uma cooperativa de ex-funcionários formada para assumir temporariamente a edição de algumas revistas da extinta editora, até que os títulos fossem leiloados. Assim, logo após a falência da Bloch em agosto de 2000 foi montada uma redação na Glória e de lá saíram para as bancas Manchete, Desfile, EleEla e Pais & Filhos. Na época, o mercado de revistas impressas já dava sinais de esgotamento. Mesmo assim, a experiência da cooperativa, inédita após falência de publicações jornalísticas, durou mais de um ano. Além das edições semanais e mensais, a Nova Bloch produziu número especial de Carnaval, com a tradicional marca de qualidade da Manchete

Há poucos dias, Juliana Battestin, que era recepcionista da NB, postou no Facebook a foto acima que registra uma comemoração da redação.

São lembranças de bons momentos como esse que ficaram após o fim da Bloch Editores.

Infelizmente, a memória também guarda desgostos. Ano que vem, a Massa Falida completa inacreditáveis 20 anos. Na expectativa de receber com maior rapidez suas indenizações, muitos ex-funcionários fizeram acordos, a partir de 2004, concordando em reduzir suas pretensões. De fato, a maioria recebeu o valor principal da indenização. O mesmo não aconteceu com a correção monetária devida. Foram pagas algumas parcelas e pelo menos há quatro anos a Massa Falida da Bloch cessou os pagamentos. Sob a liderança de José Carlos de Jesus, presidente da Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEB), os colegas da empresa falida intensificam a mobilização para reivindicar justiça.

A lei determina que o pagamento das indenizações trabalhistas deve ser a prioridade das Massas Falidas.

Imaginem se não fosse.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Revista Veja é condenada em segunda instância por publicar reportagem falsa

A Veja perdeu mais uma causa na Justiça. Dessa vez, por plantar notícia falsa. A decisão em segunda instância é do Tribunal de Justiça de São Paulo, que condenou a revista a indenizar o ex-ministro da Saúde Alexandre Padrilha e sua mulher, Thássia Alves.
A matéria do jornalista da ultra direita Felipe Moura Brasil, foi publicada em 2015 sob o título "Farsa: Padilha turbina SUS para parto da filha! Petista dispensou plantonistas e chamou médicos de sua confiança”
Foi constatado que a reportagem era inteiramente mentirosa, fruto de invenção do repórter da Veja.
A notícia completa está na Rede Brasil Atual.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Fatos: o Brasil rebobinado...

por José Esmeraldo Gonçalves (*)

Dê uma olhada nessa edição da Fatos. Você provavelmente vai achar que lembra o filme Feitiço do Tempo, quando o dia da marmota se repete como farsa.

Na capa, o general Newton Cruz era apresentado como "o guru da nova direita". A ditadura acabara de ser enterrada, a viuvada não queria largar o osso e tentava influir na política. Conseguiram, de certa forma. Mas levaram exatos 34 anos. O guru não foi o Cruz de ontem e atende pelo nome do Bolsonaro de hoje. A matéria de Luiz Carlos Sarmento e Carlos Eduardo Beherensdorf vinha com um título premonitório; "Direita: por dentro do ovo da serpente". Um "manifesto" lançado por aquela ultra direita, reproduzido pela revista, poderia ser divulgado pelo Planalto hoje. Veja o trecho sobre a ameaça do "dragão do comunismo": "Liberais oportunistas, populistas embusteiros, assessores da desordem, minorias vociferantes, idealistas do ódio, vingativo vorazes e aliciadores das massam tentam encetar uma campanha de desmoralização das Forças Armadas".

Um assassinato também assombrava o governo. Apesar das tentativas de arquivar a investigação, o delegado Ivan Vasques insistia em ouvir agentes do SNI supostamente envolvidos no caso Alexandre von Baumgarten, ex-colaborador da ditadura. A suspeita era que sua morte tinha carimbo oficial: queima de arquivo.


De Brasília, vinha uma matéria sobre a desintegração dos partidos políticos. Não, o PSL de Bolsonaro ainda não existia. As siglas em crise eram PMDB, PFL, PDS.



Em entrevista às repórteres Lenira Alcure e Maria Luíza Silveira, Jair Menegueli, presidente da CUT, profetizava: "Trocamos a ditadura militar pela ditadura econômica". E o neoliberalismo nem era a palavra da moda.


A editoria de Cultura da Fatos publicava a crítica da peça "A Filha do Presidente", assinada por Marli Berg. Patricia Pillar fazia Paula, a filha, e Ari Leite encarnava o presidente Bermudez, descrito como "rico em  palavrões e grosserias estereotipadas". Não, o autor Hersch Basbaum nem sonhava com o atual clã que manda no país.

O repórter Rodolfo de Bonis visitou prisões do Rio de Janeiro. a matéria é dramática. Superlotação, falta de assistência jurídica, violência etc. E abordava um tema que os diretores dos presídios evitavam admitir: a separação de presos. Falange Vermelha de um lado Falange Jacaré de outro e celas para protestantes, gays, "faxinas" e "alienígenas", como a direção classificava os estrangeiros. Um preso também deu uma declaração premonitória ao se referir a um tipo de criminoso que, segundo ele, deveria estar na cadeia e não está: "São os bacanas das contas na Suíça".


Na editoria de Economia, o destaque era uma matéria de Rosângela Fernandes sobre as "moedas" que os abonados usavam para escapar da inflação enquanto o populacho sofria com o cruzeiro debilitado e corroendo salários. Eram "moedas" que não faziam parte do dia a dia das pessoas, mas compravam apartamentos, carros, terrenos e passagens para Miami. ORTN (Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional), UPC ( Unidade Padrão de Capital) só frequentavam bolsos de fino trato. O dólar no câmbio paralelo também era o seguro contra a inflação adotado da classe média alta pra cima e longe do alcance da geral do Maracanã. Esta tinha que se virar com o cruzeiro desvalorizado diariamente. Um dos entrevistados para a matéria foi Paulo Guedes. Ele mesmo, o atual ministro da Economia, então vice-presidente do Ibmec (Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais). Ontem, Paulo Guedes impulsou a alta do dólar - extremamente lucrativa para os especuladores - ao sonhar com o AI-5 e declarar que não se preocupa com o câmbio que, não por acaso, está fazendo Brasil queimar reservas. Quem sabe, além do ato institucional ditadura, Guedes queira o Brasil, mais adiante, de volta ao controle do FMI.


A última página da Fatos era da seção Hip Hop, de Cláudio Paiva, que fazia uma bem-humorada crítica dos acontecimentos. O Congresso estava polarizado, então, em torno da discussão sobre a adoção ou não do segundo turno para as eleições. Entre as fotocharges, uma era sobre o clima de briga no plenário; a outra sobre a entrada a la Patton do general Newton Cruz na política. Era piada. Mas o dia das armas como argumentos estava para chegar.

Não parece que é hoje?

(*) Fui editor-executivo da Fatos e atesto que todas as referências acima foram colhidas de uma mesma edição da revista, a de número 12, que foi para as bancas em 10 de junho de 1995. 


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Abril despedaçada. Revista Exame vai a leilão

Empresa em recuperação judicial, a Abril realizará no dia 5 de dezembro o leilão da marca Exame.
O lance mínimo é de R$ 72,374 milhões. A Exame foi fundada em 1967, como encarte experimental em publicações da Abril e, em 1971, ganhou o status de revista. Em um mercado que se esfacelou, mantém a edição impressa, além do site de economia e negócios mais acessado do país, segundo a comScore.

Por boas causas, calendários analógicos resistem à era digital

Australianas alunas de veterinária da Universidade de Sidney posam para calendário beneficente 2020. O objetivos é ajudar
animais vítimas de maus tratos. Fotos: Black Dog Institute

por O.V.Pochê
O mundo é digital, mas os calendários analógicos resistem. Pelo menos enquanto houver borracharia. Antes, as modelos eram a atração. Agora, pessoas comuns tiram as roupas por boas causas. Defesa dos animais, ajuda a clubes de futebol, preservação do meio ambiente e ações de ajuda a portadores de doenças incapacitantes estão entre os motivos para ilustrar folhinhas sensuais. O jornal Extra, hoje, publica uma matéria sobre calendários para 2020, com destaque para aposentados britânicos que posaram pelados para ajudar instituição que cuida de idosos.
No Brasil conservador a onda não pegou, embora alguns pioneiros, como um grupo de atletas, tenham ousado fazer esse tipo de calendário há alguns anos. Boas causas não faltam.

domingo, 24 de novembro de 2019

Dinheiro sujo: música sertaneja lava mais branco?

Nota reproduzida do Globo, 24-11-2019

O pessoal que lava dinheiro é criativo.

Traficantes, sonegadores, milicianos, corruptos em geral, contrabandistas de armas, agiotas, o crime organizado, a turma de políticos da rachadinha etc, todos exploram as mais diversas maneiras de "legalizar" fortunas. Houve um tempo em que a máfia italiana dava preferência a lavar dinheiro montando redes de restaurantes. Hoje são mais sofisticados: investem em construtoras e empresas de coleta de lixo.
O Brasil já registrou alguns flagrantes em algumas dessas modalidades. Mas o chamado leque de opções é vasto. Já houve igreja evangélica denunciada como lavanderia, facilitada pelo fato de dízimo não pagar imposto e a contabilidade nessa área ser ficção. Abrir e fechar lojas também serve para maquiar grana suspeita. Os mais sofisticados usam paraísos fiscais, contas secretas no exterior e empresas de fachada. Adquirir obras de arte é prática adotada no mundo da lavagem mais branca. Comprar do sorteado, por um valor mais alto do que o prêmio, bilhetes de loteria ou talões da megassena e assim "legalizar" dinheiro sujo é jeitinho que já foi aplicado no Brasil.

Novidade é o que está na coluna de Lauro Jardim, no Globo, hoje. A nova estratégia do crime é  "investir" em duplas sertanejas.

A música pode não ser grande coisa, mas a máquina de lavar não tem nada de caipira.

Passaralho: jornais demitem jornalistas experientes. Assinantes e leitores deveriam reclamar no Procon... .

O megapassaralho que atacou no Globo e no Extra abalou os jornalistas cariocas. Nas redes sociais, foram muitas as mensagens em solidariedade aos profissionais atingidos por mais uma "reformulação" corporativa idealizada por tecnocratas e que têm um ponto em comum: abrem mão principalmente dos mais competentes e experientes.
Os cortes foram tão amplos que nesse ritmo os dois jornais em breve terão matérias do estagiário tal "supervisionada" pelo estagiário tal.
Os assinantes deviam protestar no Procon. Trata-se de um caso típico de perda de qualidade e de dano ao consumidor.

Mídia: livro "Eu Sou Boechat" revela histórias de bastidores da carreira do jornalista


A Panda Books lança em São Paulo, no dia 9 de dezembro, na Livraria da Vila, e no Rio, no dia 11, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, "Eu Sou Ricardo Boechat".  Escrito por Eduardo Barão e Pablo Fernandez, o livro reúne 100 histórias inéditas do jornalista, que morreu em um desastre de helicóptero em fevereiro passado. Os dois autores trabalharam com Boechat e testemunharam muitos desses "causos".

"Eu Sou Ricardo Boechat" é o segundo livro sobre Boechat. Em sua longa carreira ele passou pelo Diário de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo , O Dia, redes Globo, SBT e Band e conviveu com centenas de profissionais, incluindo o colunista Ibrahim Sued, de que foi assistente por 14 anos, em vários veículos.

Em junho último, a editora Máquina de Livros lançou "Toca o barco", coletânea com depoimentos de 32 jornalistas que trabalharam com Boechat e também contam histórias de bastidores. A maioria bem-humoradas, típicas de redações e da irreverência do saudoso jornalista.