domingo, 2 de dezembro de 2018
Francisco Dornelles: "Não esqueceram de mim"
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| Reprodução O Globo. Foto de Marcelo Régua. |
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| Divulgação |
por O.V.Pochê
Com a prisão do governador Pezão, do Rio de Janeiro, o vice Francisco Dornelles foi convocado a assumir o cargo. Quase no fim do governo, o mineiro esperava virar o ano em silêncio, longe da fogueira que consome políticos do estado. Não deu. Foi obrigado a segurar o rabo-de-foguete. A foto de Marcelo Régua, no Globo, diz tudo. Dornelles replicou Macauley Culkin. Com uma diferença: preferia ser esquecido nessa hora.
Enganaram o torcedor
por Niko Bolontrin
O que dizer de um time que faz promoção no preço dos ingressos e atrai ao Maracanã mais de 50 mil torcedores? Quis dar um presentão de fim de ano para a torcida, certo? Errado. O Flamengo convidou seus torcedores para uma estranha "festa": bater palmas para uma das suas boas promessas que o clube acaba de vender para o futebol europeu.
Paquetá se vai, assim como Vinicius se foi. Resta ao torcedor, esse otário, aplaudir a entrada da grana em caixa. A torcida do Flamengo é uma massa que costuma ter o mês maior do que o salário, mas nos últimos anos tem passado longe de títulos importantes. Só tem a comemorar a alegada saúde financeira do clube. Não demora muito a galera vai ter que levar para o estádio faixas alusivas a isso: "Flamengo sem dívidas", "Mengão saiu do Serasa", "Torcida Flafinanças saúda o tesoureiro do Mengão". "Viva o caixa do nosso Mengo"...
Ah, sim, e na "festa" para Paquetá o torcedor também teve direito a assistira a uma virada do Atlético PR: 2x1. A massa rubro-negra, revoltada, entoou o já tradicional coro de "time sem-vergonha'.
O que dizer de um time que faz promoção no preço dos ingressos e atrai ao Maracanã mais de 50 mil torcedores? Quis dar um presentão de fim de ano para a torcida, certo? Errado. O Flamengo convidou seus torcedores para uma estranha "festa": bater palmas para uma das suas boas promessas que o clube acaba de vender para o futebol europeu.
Paquetá se vai, assim como Vinicius se foi. Resta ao torcedor, esse otário, aplaudir a entrada da grana em caixa. A torcida do Flamengo é uma massa que costuma ter o mês maior do que o salário, mas nos últimos anos tem passado longe de títulos importantes. Só tem a comemorar a alegada saúde financeira do clube. Não demora muito a galera vai ter que levar para o estádio faixas alusivas a isso: "Flamengo sem dívidas", "Mengão saiu do Serasa", "Torcida Flafinanças saúda o tesoureiro do Mengão". "Viva o caixa do nosso Mengo"...
Ah, sim, e na "festa" para Paquetá o torcedor também teve direito a assistira a uma virada do Atlético PR: 2x1. A massa rubro-negra, revoltada, entoou o já tradicional coro de "time sem-vergonha'.
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
Afanaram a Libertadores
por Niko Bolontrin
O futebol sul-americano já está em nítida decadência e tenta resistir mesmo sufocado pela força do euro que leva craques, futuros craques e promessas de craques.
A Conmebol resolveu ajudar esse processo de desintegração levando a final da Libertadores para o estádio do Real Madri. O interesse é, claro, apenas financeiro, o resto é desculpa. Para isso, a entidade atropela os direitos do River Plate, do Boca Juniors e dos torcedores, a maioria, que não pertencem a facções e gostariam de ver seus times jogarem a decisão.
Se tumulto em futebol implicasse em levar jogo de um continente para outro a França jamais voltaria a sediar uma Copa do Mundo. Lá, em 1998, houve graves tumultos que causaram até a morte de um policial.
Agora mesmo, na Liga das Nações de 2018, houve quebra-quebra nos jogos Inglaterra X Espanha e Inglaterra X Eslováquia. E a Inglaterra deve se candidatar a sediar a Copa de 2030.
Recentemente, o site Red Bull listou as cinco torcidas mais perigosas do mundo. A primeira é inglesa, do Milwall Bushwackers, temida em todo o Reino Unido. A segunda é a UltrAslan, do Galatasaray, da Turquia. O lema deles ao receber adversários em Istambul é "bem-vindo a inferno". A terceira torcida mais violenta do mundo é La Doce, do Boca Juniors. Mas entre os barra-bravas, como são conhecidas as torcidas organizadas na Argentina, há vários outros grupos perigosos. A quarta torcida de alto risco e a do Estrela Vermelha, da Sérvia. Para complicar, são nacionalistas radicais e racistas. A quinta torcida mais intolerante é a do Lazio, clube italiano que foi ligado ao fascismo. São agressivos, racistas e levam suásticas para os estádios. Na Espanha, no começo deste ano, um policial morreu durante briga de torcedores do Athletc de Bilbao e Spartak de Moscou.
Mesmo assim, a Fifa e a UEFA não pensam em levar decisões europeias para o Butão.
A Conmebol leva Boca x River Plate para a Espanha por um motivo simples: viu nos condenáveis acontecimentos de Buenos Aires uma oportunidade de faturar alguma grana ou ouviu a irresistível conversa de empresários sortudos. Ou caiu infantilmente na conversa de Gianni Infantino, o presidente da Fifa, que não bate prego sem estopa. Só isso.
ATUALIZAÇÃO EM 02/12/2018 - O River Plate e o Boca Juniors se recusam oficialmente a jogar a final da Libertadores em Madri. Demonstram mais bom senso e respeito às suas torcidas do que a Fifa e a Conmebol com a estranha e nada transparente decisão de levar um dos mais históricos clássicos da América do Sul para a Europa. Aguarda-se a reação dos cartolas. Se, mesmo assim, o jogo se realizar, espera-se que depois de um dos tumultos que envolvem com frequência torcidas de clubes europeus em brigas e demonstrações de racismo, a Fifa traga para a América do Sul um dos seus jogos ameaçados por hooligans. A lamentar que boa parte da mídia esportiva brasileira declarou-se em colunas e mesas redondos a favor da exótica decisão da Conmebol e da Fifa. Esses coleguinhas acabam de ganhar o troféu Vira-Lata, com direito a beijar as mãos dos cartolões Gianni Infantino e Alejandro Dominguez.
Afogaram Donald Trump em praia brasileira...
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| Estátua de Trump em praia do sul do Brasil |
por Ed Sá
Como vários dos seus seguidores, Donald Trump não acredita em poluição, em aumento de CO2 na atmosfera, em contaminação espalhada por combustíveis fósseis, em mudanças do clima e muito menos em aquecimento progressivo do planeta.
Se não vai acontecer amanhã, não é problema dele. No máximo, deseja que seus bisnetos que se virem.
Com base nessas crenças e no fanatismo neoliberal que prega a utilização máxima de recursos do planeta em nome do lucro para poucos, Trump retirou os Estados Unidos dos acordos climáticos.
Em protesto, o movimento Downed Statue plantou em uma praia do sul do Brasil uma estátua de Trump... afogado. Uma das consequências do efeito estufa é o aumento do nível dos oceanos. Simbolicamente, o presidente dos Estados Unidos e demais líderes que seguem sua cartilha anti-ambientalista ganharam estátuas semelhantes ao redor do mundo. Cada lançamento de políticos "afogados" será registrado no canal do You Tube do movimento.
O Trump com água acima do pescoço é apenas o primeiro. A estátua será retirada quando e se ele voltar a validar os acordos climáticos Clique AQUI
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Olha isso! Luana Piovani superaquece a rede mundial de computadores
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| Reprodução Instagram |
por O.V.Pochê
Os servidores da web precisaram acionar geradores extras de refrigeração. Luana Piovani quase detonou a internet ao postar ontem, no Instagram Stories, esse nude aí, de alto teor explosivo. Igrejas fecharam portas, carolas pediram folga, ministros nomeados se chicotearam em porões, grupos de transição ameaçaram beber cicuta, líderes iniciaram jejum radical, assessores caminharam sobre brasas. Era o próprio apocalipse chegando mais cedo.
Vai um chester? Preconceito na ceia de Natal...
Ou o comercial de Natal da Perdigão é um lamentável equívoco ou "sem querer querendo" se ajusta ao novo horizonte dos tristes trópicos. A campanha promete que a cada Chester vendido, a Perdigão doará outro para “uma família que precisa”. O problema é que para passar essa mensagem, o roteiro da peça publicitária abusa dos estereótipos preconceituosos e do lugar-comum. A "família que precisa" é negra; a família que é solidária, boazinha e convida os "carentes" à mesa da "casa grande" é branca. A intenção pode ser sido boa, mas o comercial apenas reproduz a visão nutella de que o branco é o "generoso" e o negro é o "inferior", que merece "pena" e deve ser amparado.
VEJA AQUI
Livro revela bastidores da Abril - Da era de ouro à implosão editorial
O jornalista Adriano Silva, que trabalhou na Exame e dirigiu as revistas Superinteressante e Mundo Estranho, lança o livro "A república dos editores" que conta a trajetória da Abril no que ele define como a década de ouro, os anos 2000. Curiosamente, a era em que a Abril viveu o auge também engloba, a partir de 2013, o período em que começou a perfilhar a decadência. Em 2001, a editora tinha quase 14 mil funcionários; pouco mais de dez anos depois esse número caiu para menos de quatro mil.
O livro de Adriano Silva é a soma das suas memórias pessoais com os êxitos, as mudanças, as indefinições e perplexidades diante da internet e dos meios digitais, as "reestruturações" e turbulências que podaram a editora da árvore verde e pulverizaram milhares de empregos.
terça-feira, 27 de novembro de 2018
Cadê o caviar do Veríssimo...
De Luís Fernando Veríssimo - que está lançando o livro de crônicas "Ironias do Tempo" - em entrevista ao Estadão:
"Escrevo o que penso, sem me preocupar muito com a reação. Quem não gosta do que eu penso e escrevo tem a opção de não me ler, para não se incomodar. Tem os que mandam cartas agressivas. No tempo do Collor, ameaçavam minha família se eu não parasse de criticá-lo. Mas a reação não incomoda. As cartas me chamam de comunista, me mandam ir viver em Cuba ou na Venezuela. Uma me mandou ir para a Coreia do Norte! Mas não passa disso. Só quando me chamam de esquerda caviar eu reclamo. O caviar não tem chegado à minha mesa, acho que o Chico Buarque está ficando com a minha parte."
"Escrevo o que penso, sem me preocupar muito com a reação. Quem não gosta do que eu penso e escrevo tem a opção de não me ler, para não se incomodar. Tem os que mandam cartas agressivas. No tempo do Collor, ameaçavam minha família se eu não parasse de criticá-lo. Mas a reação não incomoda. As cartas me chamam de comunista, me mandam ir viver em Cuba ou na Venezuela. Uma me mandou ir para a Coreia do Norte! Mas não passa disso. Só quando me chamam de esquerda caviar eu reclamo. O caviar não tem chegado à minha mesa, acho que o Chico Buarque está ficando com a minha parte."
Em breve, Amazônia poderá virar set dos filmes Mad Max...
Matéria da Paris Match, com base em informações do Greenpeace, demonstra que o Brasil perdeu 7.900 quilômetros quadrados de floresta amazônica em 2018, um aumento de 13,72% em relação a 2017 e o maior índice desde 2008. A destruição equivale a uma área de um milhão de campos de futebol.
A julgar pelas perspectivas de aceleração dessa destruição, ninguém tira do Brasil o título de maior destruidor da maior floresta do mudo. Se há um projeto que o país está realizando com espantosa "eficiência" é o da destruição do meio ambiente. Houve um tempo em que nacionalistas temiam a internacionalização da Amazônia. O Brasil não corre esse risco por um motivo muito simples: a médio prazo a "obra" estará completa e não haverá mais Amazônia para "internacionalizar".
Resta um consolo: o cenário apocalíptico poderá ser usado para filmes Mad Max.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Bernardo Bertolucci, o adeus do inconformista e o que a manteiga da Normandia tem a ver com isso
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| Bernardo Bertolucci. Foto: Divulgação |
Se você buscar a notícia, hoje, no Google, verá centenas de tópicos que associam o diretor italiano a um filme de 1972: O Último Tango em Paris.
Bertolucci foi muito mais do que o regente da ousada contradança existencial e sexual lubrificada por manteiga e executada por Marlon Branco e Maria Schneider. Entre outros filmes, ele dirigiu O Conformista, 1900, La Luna, o Último Imperador, que lhe deu um Oscar, Beleza Roubada, O Pequeno Buda, Os Sonhadores e sua última produção, Io e Te, de 2013.
Sobre O Ultimo Tango, Bertolucci disse, há cinco anos, em entrevista ao jornalista Rodrigo Fonseca, do Globo:
"Aquele filme foi uma tsunami na minha vida. Quando comecei a rodá-lo, acreditava estar apenas contando a história de um americano velho que se envolvia com uma garota em Paris. Do nada, fui pego pela surpresa quando ele virou um sucesso sem tamanho e me permitiu fazer projetos que vieram depois, como “1900”. Sei que até hoje fico envergonhado quando esbarro com alguém dizendo “‘Último tango...’ mudou minha vida”. Isso acontece muito. A bestialidade dele moveu as pessoas. É bom ainda descobrir como ele mobiliza. Cinema não muda um país, mas toca um indivíduo".
Bertolucci tinha razão. Ninguém assistia ao Último Tango impunemente.
Carlos Heitor Cony, por exemplo, que em 2004 escreveu para a Folha de São Paulo a crônica que se segue.
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| Bertolucci, Marlon Brando e Maria Schneider nos bastidores das filmagens de O Último Tango em Paris.Divulgação |
CARLOS HEITOR CONY
O último tango em Paris e a ligação errada
Volta e meia essa letra mais ou menos infame me vem inteirinha, sobretudo quando, sem muita coisa a fazer, fico que nem o personagem desse samba, "revendo meu caderno de notas" e outros cadernos e papéis avulsos que fui guardando pelo tempo afora.
Acontece que, às vezes, ainda como o personagem do samba, erro de ligação e entro onde não devia nem queria. Foi assim que, numa tarde dessas, encontrei alguns recortes do tempo em que escrevia sobre cinema para uma revista que não existe mais e que me mandava a Paris ou Roma para ver filmes que demoravam a chegar ao Brasil ou que nunca chegavam, e quando chegavam tinham sua exibição proibida pela censura.
Num desses recortes, pomposamente datados de Paris, encontro a pequena resenha que fiz para um filme que provocava espasmos na ocasião, havia gente que atravessava o Atlântico para ver a preciosidade que, antecipadamente sabia-se, jamais seria exibida em telas castas como as nossas daquele tempo.
O filme era "O Último Tango em Paris", que outro dia passou numa das TVs a cabo, quase anonimamente e sem fazer os estragos morais que se temia. Transcrevo a resenha, tal como foi publicada ali pelos inícios dos anos 70:
"Filme inqualificável, esse de Bertolucci, mais escândalo do que sucesso em Paris e agora em Nova York. Uma temática infanto-juvenil (a exaustão do sexo como forma de diálogo) diluída num moralismo de congregado mariano e tratada por um cineasta que domina o seu ofício, mas ainda não tem nada a dizer. Seu mérito mais ostensivo é a coragem de mostrar, a ousadia de condenar aquilo que mostra - uma ousadia de cruzado medieval que nada fica a dever à simpática cara-de-pau dos membros do Exército da Salvação.
Bertolucci abriu as porteiras - e agora o dilúvio. Como qualquer dilúvio, fará bem à humanidade, exceto aos cineastas do chamado Terceiro Mundo, que resistem a qualquer dilúvio saneador. Marlon Brando arfa durante o filme inteiro e mostra-se desinformado em matéria de certas brincadeiras.
Utiliza-se da celebrada manteiga da Normandia para indevidos fins, demonstrando total ignorância dos macetes que qualquer menininho do Brasil conhece desde cedo.
Maria Schneider estoura na tela como ninfômana e atriz - as duas coisas em igual medida. A favor de Bertolucci, uma façanha: Jean-Pierre Léaud, aquele canastrão embrionário e obrigatório dos filmes de Godard, aqui aparece realizado, conseguindo um papel que lhe cai sob medida e para o qual não precisou fazer esforço: o do jovem idiotizado pelo cinema. Ele tem o físico, o entusiasmo e a vida pregressa para ser ele próprio o idiota, não o da família, mas o do cinema.
A música é quase excepcional. "O tango é uma maneira de caminhar pela vida" - disse Borges. E um reparo final: Marlon Brando só deixa de arfar na cena em que Maria Schneider, depois de cortar as próprias unhas, aplica-lhe uma massagem estimulante. No fundo, um filme mais inútil do que impróprio para maiores de 18 anos, que daqui a algum tempo será exibido nos colégios de freiras e nos quartéis das Forças Armadas".
É isso aí. Um escritor profissional, como o cronista, obriga-se a escrever tanto que, embora erre muito, é impossibilitado de errar sempre. É mais ou menos como nas antigas apostas da Loteria Esportiva, em que se cravava palpites em 13 jogos, nas hipóteses de vitória, derrota ou empate. Era mais fácil fazer os 13 pontos do que errar em todos, sempre se acertava em um ou dois jogos.
Anos depois, o mesmo Marlon Brando fez furor num filme ítalo-americano em que, no papel de um poderoso chefão da Máfia, aparecia com as bochechas cheias de algodão, arfando o tempo todo por outros motivos que não os provocados pela lasciva mocinha do último tango em Paris.
Alguns atores nacionais achavam que arfar era moda e quase todos arfavam, uns mais, outros menos, até mesmo quando faziam discursos cívicos pela reforma agrária e contra o imperialismo.
Bem, voltemos ao sambinha com que inicio esta crônica. Lembro agora o nome dele, "Joãozinho Boa-Pinta", parece coisa do Haroldo Barbosa ou do Miguel Gustavo. E tem um segmento que considero um primor na poética popular: "Não sei se ainda posso lhe chamar de meu amor, não sei se ainda tenho aquela velha intimidade...".
Remexi meus papéis avulsos, tal como o Joãozinho Boa-Pinta revia seu caderno de notas. De repente, encontrei o nome e o telefone de uma intimidade que, sem ser velha, era antiga.
Antes que caísse em tentação e discasse aquele número, pensei melhor e fiquei sem a desculpa de que errara na ligação.
domingo, 25 de novembro de 2018
Jovem negativada em banco leiloa virgindade...
por Clara S. Britto
Sob o pseudônimo de Siena Payton, uma jovem de Sydney, Austrália, pode perder sua virgindade para um banco.
Explica-se, seus pais estão com a hipoteca da casa atrasada e podem ter que entregar ao sistema financeiro o único imóvel que possuem.
Payton, 18 anos, resolveu leiloar sua virgindade como último recurso que encontrou para impedir que sua família se torne sem-teto. Ela criou um site, estabeleceu uma série de condições, já está recebendo propostas e espera arrecadar, no mínimo, 70 mil dólares.
Entre as exigências, assinatura de contrato, garantia de sigilo, o encontro se realizará na Austrália por razões legais, o ganhador usará camisinha e só terá direito a sexo vaginal, documentos das autoridades do sistema de saúde australiano comprovarão a virgindade.
A notícia é do Daily Mail, da Austrália. As redes sociais se dividem entre quem entende o drama e quem critica o polêmico método de tirar o nome da família do "Serasa" local. Outros acusam o "capitalismo selvagem" de cobrar juros escorchantes e "extrapolar na exploração do proletariado".
Sob o pseudônimo de Siena Payton, uma jovem de Sydney, Austrália, pode perder sua virgindade para um banco.
Explica-se, seus pais estão com a hipoteca da casa atrasada e podem ter que entregar ao sistema financeiro o único imóvel que possuem.
Payton, 18 anos, resolveu leiloar sua virgindade como último recurso que encontrou para impedir que sua família se torne sem-teto. Ela criou um site, estabeleceu uma série de condições, já está recebendo propostas e espera arrecadar, no mínimo, 70 mil dólares.
Entre as exigências, assinatura de contrato, garantia de sigilo, o encontro se realizará na Austrália por razões legais, o ganhador usará camisinha e só terá direito a sexo vaginal, documentos das autoridades do sistema de saúde australiano comprovarão a virgindade.
A notícia é do Daily Mail, da Austrália. As redes sociais se dividem entre quem entende o drama e quem critica o polêmico método de tirar o nome da família do "Serasa" local. Outros acusam o "capitalismo selvagem" de cobrar juros escorchantes e "extrapolar na exploração do proletariado".
O destino da Abril
Os rumores de que um fundo financeiro especializado em adquirir empresas em dificuldades, recuperá-las e vendê-las estaria interessado em comprar a editora Abril existem, mas há obstáculos para virar realidade. Normalmente, investidores que se interessam por esse tipo de negócio procuram identificar as causas da crise interna, renegociar dívidas e planejar o futuro da empresa-alvo. O problema estaria nesse último passo. A Abril, que está em recuperação judicial, seria ainda dependente dos seus veículos impressos e, ao longo dos últimos anos, não teria feito uma transição eficiente e rentável para novos modelos de negócios. Outro risco, este comum às regras do mercado, seria um eventual interesse de um comprador, mas apenas em relação a um determinado produto de potencial lucrativo, o que poderia levar a um fatiamento do grupo. Do prazo legal de recuperação judicial da Abril, o chamado stay period de 180 dias para negociação das dívidas, cerca de metade já se foi desde a decretação da medida em agosto desse ano.
sábado, 24 de novembro de 2018
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
As marcas (e adereços) do poder...
por José Esmeraldo Gonçalves
Não é de hoje que governos ou movimentos políticos se ligam a marcas e símbolos. E as redes sociais tornam isso ainda mais explícito. Veja abaixo alguns copyrights e patentes que, involuntariamente ou não, se ligaram aos poderes e poderosos de plantão em todas as latitudes.
No Brasil
* Camisa amarela da seleção: virou "uniforme" espontâneo nas manifestações da direita brasileira.
* Lojas Riachuelo - o "figurino" da nova era.
* Havan - a loja de departamento dos novos "homens de bem" do Brasil.
* Slogan do comercial "Posto Ipiranga": foi apropriado como apelido funcional do futuro ministro Paulo Guedes.
* Sérgio Cabral colecionou jóias, ternos, mansões e lanchas, mas o que a história registrará mesmo será a sua marca mais favorita: a polonesa Xime, fabricante da privada inteligente e aquecida, de alta tecnologia, encontrada em seu apê. É associado também a guardanapos. De qualquer marca.
* O vinho Romanée-Conti, um dos mais caros do mundo, virou para sempre referência da happy hour de Lula na antiga Osteria Dell'Agnolo, em Ipanema. Lula colou também em um Airbus, o avião presidencial que ficou conhecido como Aerolula.
* Fernando Henrique popularizou na mídia uma marca luxuosa: a Avenue Foch, em Paris, onde fica seu apartamento.
* Juscelino Kubitschek ligou-se à música - Peixe Vivo era sua trilha sonora e presidente bossa nova seu apelido. O avião presidencial Vickers Viscount foi anexado à sua imagem de líder moderno. Era nele que JK percorria o país e visitava Brasília em construção. E virou nome de carro: o Alfa Romeo JK.
* Tancredo Neves e Hospital de Base são indissociáveis.
* O camarote presidencial do Sambódromo carioca passou a ter vínculo histórico com Itamar Franco e os nobres e visíveis atributos da sua acompanhante. Itamar também ressuscitou o Fusca, que não era mais fabricado no Brasil e grudou sua biografia na marca alemã.
* Brigadeiro: na corrida eleitoral de 1945, as fãs do brigadeiro Eduardo Gomes faziam campanha e boca de urna distribuindo um doce achocolatado que acabou ganhando a patente do candidato. Vai um brigadeiro aí?
* O ditador Garrastazu Médici encampou não só o uniforme canarinho de 1970, mas a seleção toda. O rádio portátil tipo Speaker que levava para os estádios também entrou em sintonia com o general da vez.
* A vassoura, de qualquer marca, virou símbolo de Jânio Quadro e vice-versa. O slack, uma espécie de roupa de safári de inspiração inglesa, também
* Collor de Mello e o Fiat Elba, carro que deu a prova final para sua destituição, estão para sempre no mesmo verbete da história.
No Mundo
* Hitler associou-se aos automóveis Mercedes, fábrica que fornecia modelos especiais para as carreatas do líder nazista.
* John Kennedy fundiu sua imagem a Marilyn Monroe, a maior griffe hollywoodiana da época.
* Perón antecipou-se, nesse item, a Kennedy: sua marca preferida era Evita.
* Fidel e o charuto Cohiba eram do mesmo partido.
* Churchill e o charuto Romeo y Julieta viraram um símbolo só durante a Segunda Guerra. O líder britânico também popularizou chapéu Fedora.
* No futuro será impossível escrever sobre Donald Trump sem incluir na mesma frase a palavra Twiter.
* Gossips de fino trato garantiram que o príncipe Charles também introduziu, literalmente, um Cohiba na corte. No caso, na intimidade da alcova que dividia com Camila Parker Bowles
* O general Douglas MacArthur, que durante a Segunda Guerra foi uma espécie de vice-rei do Oriente, popularizou os famosos óculos Aviator, da Rayban.
* Nixon e o conjunto de prédios Watergate, em Washington, nunca mais se separaram: dividem eternamente as mesmas memórias.
* De Bill Clinton pode-se dizer que tem o nome no Google associado às palavras-marcas "estagiária","sexo oral", "Monica Lewinsky".
Não é de hoje que governos ou movimentos políticos se ligam a marcas e símbolos. E as redes sociais tornam isso ainda mais explícito. Veja abaixo alguns copyrights e patentes que, involuntariamente ou não, se ligaram aos poderes e poderosos de plantão em todas as latitudes.
No Brasil
* Camisa amarela da seleção: virou "uniforme" espontâneo nas manifestações da direita brasileira.
* Lojas Riachuelo - o "figurino" da nova era.
* Havan - a loja de departamento dos novos "homens de bem" do Brasil.
* Slogan do comercial "Posto Ipiranga": foi apropriado como apelido funcional do futuro ministro Paulo Guedes.
* Sérgio Cabral colecionou jóias, ternos, mansões e lanchas, mas o que a história registrará mesmo será a sua marca mais favorita: a polonesa Xime, fabricante da privada inteligente e aquecida, de alta tecnologia, encontrada em seu apê. É associado também a guardanapos. De qualquer marca.
* O vinho Romanée-Conti, um dos mais caros do mundo, virou para sempre referência da happy hour de Lula na antiga Osteria Dell'Agnolo, em Ipanema. Lula colou também em um Airbus, o avião presidencial que ficou conhecido como Aerolula.
* Fernando Henrique popularizou na mídia uma marca luxuosa: a Avenue Foch, em Paris, onde fica seu apartamento.
* Juscelino Kubitschek ligou-se à música - Peixe Vivo era sua trilha sonora e presidente bossa nova seu apelido. O avião presidencial Vickers Viscount foi anexado à sua imagem de líder moderno. Era nele que JK percorria o país e visitava Brasília em construção. E virou nome de carro: o Alfa Romeo JK.
* Tancredo Neves e Hospital de Base são indissociáveis.
* O camarote presidencial do Sambódromo carioca passou a ter vínculo histórico com Itamar Franco e os nobres e visíveis atributos da sua acompanhante. Itamar também ressuscitou o Fusca, que não era mais fabricado no Brasil e grudou sua biografia na marca alemã.
* Brigadeiro: na corrida eleitoral de 1945, as fãs do brigadeiro Eduardo Gomes faziam campanha e boca de urna distribuindo um doce achocolatado que acabou ganhando a patente do candidato. Vai um brigadeiro aí?
* O ditador Garrastazu Médici encampou não só o uniforme canarinho de 1970, mas a seleção toda. O rádio portátil tipo Speaker que levava para os estádios também entrou em sintonia com o general da vez.
* A vassoura, de qualquer marca, virou símbolo de Jânio Quadro e vice-versa. O slack, uma espécie de roupa de safári de inspiração inglesa, também
* Collor de Mello e o Fiat Elba, carro que deu a prova final para sua destituição, estão para sempre no mesmo verbete da história.
No Mundo
* Hitler associou-se aos automóveis Mercedes, fábrica que fornecia modelos especiais para as carreatas do líder nazista.
* John Kennedy fundiu sua imagem a Marilyn Monroe, a maior griffe hollywoodiana da época.
* Perón antecipou-se, nesse item, a Kennedy: sua marca preferida era Evita.
* Fidel e o charuto Cohiba eram do mesmo partido.
* Churchill e o charuto Romeo y Julieta viraram um símbolo só durante a Segunda Guerra. O líder britânico também popularizou chapéu Fedora.
* No futuro será impossível escrever sobre Donald Trump sem incluir na mesma frase a palavra Twiter.
* Gossips de fino trato garantiram que o príncipe Charles também introduziu, literalmente, um Cohiba na corte. No caso, na intimidade da alcova que dividia com Camila Parker Bowles
* O general Douglas MacArthur, que durante a Segunda Guerra foi uma espécie de vice-rei do Oriente, popularizou os famosos óculos Aviator, da Rayban.
* Nixon e o conjunto de prédios Watergate, em Washington, nunca mais se separaram: dividem eternamente as mesmas memórias.
* De Bill Clinton pode-se dizer que tem o nome no Google associado às palavras-marcas "estagiária","sexo oral", "Monica Lewinsky".
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Leitura Dinâmica: viaduto Cerveró, Black Friday, cupins no Brasil, idioma titês...
* Viaduto que cedeu e se desnivelou na Marginal, em São Paulo ganha um apelido popular: "Cerveró". O humor resiste.
* Novo apelido de Ciro e Cid Gomes: Debi e Lóide.
* Não é verdade que Michel Temer quer aproveitar sua última Black Friday para vender algumas estatais.
* A política externa agressiva dos Estados Unidos está gerando desconfiança em investidores. China, Rússia e Japão estão gradativamente se livrando de títulos do tesouro americano. Pode ser que Donald Trump peça uma ajudinha ao Brasil, que tem mais de 300 bilhões de dólares em reservas desde 2007.
* New York Times publica matéria sobre a descoberta, no Brasil, de um imenso aglomerado de térmitas, os populares cupinzeiros. Alguns, segundo datação, têm mais de 4 mil anos. Inicialmente, o cientista britânico Stephen J. Martin, que faz pesquisas no Brasil sobre o declínio mundial de abelhas, pensou que fossem pilhas de lixo. São milhares de ninhos que ficam perto de Feira de Santana, na Bahia. Nesse momento, descobrir cupins no Brasil parece realidade aumentada. Ou é tremendamente simbólico.
* Tite fazendo escola: Globo News tem um comentarista que agora descreve o jogo abusando do Titês, o já famoso vocabulário do treinador da seleção: "jogo agudo", "fulano tem o passe", "triagulação", "amplitude", "flutuação", "jogo reativo", "transição".
* Novo apelido de Ciro e Cid Gomes: Debi e Lóide.
* Não é verdade que Michel Temer quer aproveitar sua última Black Friday para vender algumas estatais.
* A política externa agressiva dos Estados Unidos está gerando desconfiança em investidores. China, Rússia e Japão estão gradativamente se livrando de títulos do tesouro americano. Pode ser que Donald Trump peça uma ajudinha ao Brasil, que tem mais de 300 bilhões de dólares em reservas desde 2007.
* New York Times publica matéria sobre a descoberta, no Brasil, de um imenso aglomerado de térmitas, os populares cupinzeiros. Alguns, segundo datação, têm mais de 4 mil anos. Inicialmente, o cientista britânico Stephen J. Martin, que faz pesquisas no Brasil sobre o declínio mundial de abelhas, pensou que fossem pilhas de lixo. São milhares de ninhos que ficam perto de Feira de Santana, na Bahia. Nesse momento, descobrir cupins no Brasil parece realidade aumentada. Ou é tremendamente simbólico.
* Tite fazendo escola: Globo News tem um comentarista que agora descreve o jogo abusando do Titês, o já famoso vocabulário do treinador da seleção: "jogo agudo", "fulano tem o passe", "triagulação", "amplitude", "flutuação", "jogo reativo", "transição".
Em Paris: exposição "Povos da Floresta" reúne fotos de J.L.Bulcão
(do Facebook de J.L.Bulcão)
"Chico Mendes e Frans Krajcberg já não estão mais entre nós. Porém suas idéias pelo direito dos povos da Amazônia e preservação da natureza resistem e são temas cotidianos. Assim sendo, convido a todos que estiverem em Paris a visitarem a minha exposição "POVOS DA FLORESTA" em lembrança dos 30 anos do assassinato de Chico Mendes. O lugar da exposição não poderia ser mais significativo, visto que o Espace Krajcberg é um centro cultural de resistência ecológica. CONFERÊNCIAS + PROJEÇÕES + ATELIERS são organizados pelo Centre Culturel du Brésil, com apoio do Espace Krajcberg e contando ainda com a parceria dos amigos da GUAYAPI, NOSSA!, AUTRES BRÉSILS, MULHERES DO BRASIL e FORNO DE MINAS !
Conto com a presença de todos! Compartilhem entre seus amigos!
Vernissage dia 29 de Novembro de 2018 entre 18 e 22hs"
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Memória da redação: um dia como esse...
Na velha Bloch aquele foi um dia marcante por um triste motivo. Era uma segunda-feira chuvosa como essa terça-feira de hoje. Adolpho Bloch tinha morrido na madrugada de domingo, 19, e era velado no saguão do primeiro prédio da Manchete, na Rua do Russell, 804, debaixo da escultura de Frans Krajcberg.
Após o velório, formou-se uma caravana de vários carros e ônibus rumo ao cemitério judaico de Vila Rosali para a despedida de Adolpho. Alertada pela televisão e pelo rádio, uma multidão aguardava a comitiva. No local, a rua estreita, criou-se um tumulto. O povão se agitava com as presenças de figuras conhecidas, como Xuxa, Angélica e outras. Os famosos eram aplaudidos, mas havia um ensaio de vaias para alguns fotógrafos, repórteres e demais anônimos: era a multidão expressando irreverência e decepção quando via que não eram celebridades da TV.
Era difícil chegar ao portão do cemitério e, para os jornalistas, mais complicados ainda a circulação e o trabalho lá dentro nos estreitos caminhos entre as sepulturas.
Alguns tiveram que subir em túmulos em busca de melhores ângulos. E aí deu-se um acidente. Um dos fotógrafos apoiou-se em uma lápide, que não aguentou o peso e desabou. Ao tentar se segurar instintivamente no colega ao lado, a primeira vítima deu início a uma queda sucessiva de lápides como em um dominó enfileirado. As lápides de mármore eram pesadas, por sorte ninguém se feriu.
Não se sabe quem pagou o prejuízo, até porque os fotógrafos, assim como editores e repórteres da Manchete, tinham uma edição especial para fechar e voltaram rapidamente para a redação.
O primeiro Dia de Zumbi ninguém esquece.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
domingo, 18 de novembro de 2018
A pátria amada faz 'selfie'...
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| Reproduzido do Globo de 17/11/2018 |
por Ed Sá
O fotógrafo Jorge William capturou os sorrisos acima, que Chico Caruso caricaturou no Globo. Traços desafiadores de homens que vislumbram o poder conquistado nas urnas e que serão fotografados milhares de vezes nos próximos anos.
No país rachado, o riso vitorioso do quarteto deve assombrar a metade vencida.
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| Detalhe do quadro Cristo, de Bosch. Reprodução |
O holandês Hieronymus Bosh, o pintor dos horrores medievais, era também, como o fotógrafo e o cartunista, um observador rigoroso do seu tempo. Bosch distorcia rostos para explicitar vícios e pecados, tentações e temores e satirizar a atualidade do seu tempo.
Era um especialista em close-ups de figuras simbólicas, algo como selfies caricaturais.
Diz um amigo que ele tomou emprestada a Leica de Cartier-Bresson para retratar em composições diabólicas os "homens de bem" que comandavam a massa medieval e o poder político e religioso da época.
Provavelmente, ia se sentir em casa se desse um rolé tropical no florão da América.
ATUALIZAÇÃO EM 19/11/2018
A foto de Jorge William, em estilo que sugere selfie e com retoques que lembram a seção "Fotopotoca" (de Ziraldo no O Cruzeiro), foi republicada hoje por Chico Caruso, no Globo. Uma pequena variação sobre o mesmo tema, agora deixando mais clara a hierarquia do grupo sorridente e a quem a turma subalterna deve escovar para preservar os sorrisos...
Jornalista desmistifica: português não é a língua mais difícil do mundo para os gringos e a palavra saudade tem tradução...
por Flávio Sépia
Criador de um canal de vídeo na internet (Amigo Gringo), o jornalista americano Seth Kugel visita o Brasil desde 2003. Ele diz que já se adaptou aos costumes, linguagem e culinária locais. Em um vídeo e um texto publicado no site Quora Digest, Kugel desmistifica duas afirmações muito comuns: português é o idioma mais difícil do mundo e a palavra saudade não tem tradução.
VEJA O VÍDEO EM PORTUGUÊS AQUI
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO QUORA DIGEST AQUI
Zico, Flamengo e memórias de um fotógrafo-torcedor. Por Guina Araújo Ramos
| Zico e Bruno, 1978 - Foto de Guina Araújo Ramos |
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| E, da mesma sequência, a imagem que virou capa da Manchete Esportiva. Foto de Guina Araújo Ramos |
por Guina Araújo Ramos
A data real de fundação do Clube de Regatas do Flamengo é 17 de Novembro de 1895, mas seus fundadores, certamente influenciados pela ainda recente Proclamação da República, registraram como data oficial o 15 de Novembro, o que é, talvez, a primeira das muitas contradições deste clube de elite que se tornou o mais popular do Brasil, quiçá do mundo...
Além do esforço por sucesso na nobreza das regatas, os primeiros atletas flamenguistas logo se voltaram para o futebol, prática mal vista pela elite carioca. Por alguns anos o time apenas disputou amistosos, até a chegada de um time inteiro de futebol, dissidência de outro clube ainda mais esnobe, o Fluminense.
A mudança progressiva no perfil dos torcedores (não o da diretoria...) foi efeito não só das vitórias, a partir dos anos 1920, mas da expansão do rádio, com a formação de cadeias nacionais para a transmissão dos jogos, que tornaram conhecidos os times cariocas em todo o Brasil. Cresceram principalmente, com os bons resultados nas décadas de 1940 e 1950, as torcidas de Vasco e Flamengo, e esta, no Rio, também era estimulada pela Charanga, uma bandinha irritante na arquibancada...
A partir de meados dos anos 1970 e até início dos anos 1990, o Flamengo novamente recebe uma onda de torcedores: outra excelente fase de vitórias!... É então que brilha o maior de todos os jogadores lendários do Flamengo: Zico.
A partir da Era Zico, o Flamengo continua a sua epopeia, sempre na primeira divisão nacional, com seis títulos brasileiros (incluindo o nacional de 1986) e até ultrapassando o velho rival Fluminense em campeonatos cariocas, muitos já no século XXI, com destaque para o show do gringo Petkovic, em 2001, na final contra o Vasco.
A esta altura, Zico (Arthur Antunes Coimbra), maior artilheiro do Flamengo, que também jogara na Itália e Japão, tornara-se técnico de futebol, trabalhando nos mais inesperados países.
Com esta história, simplesmente o Flamengo acumulou a maior torcida no mundo, cerca de 40 milhões de torcedores... Inclusive eu, desde os cinco anos de idade, ao ver o Fla tricampeão (1953-54-55), e justo sobre o América, para o qual meu pai me catequizava (tema, emulando Guimarães Rosa, do premiado conto Grã Decisão: Viradas).
Meus primeiros contatos com Zico se deram nos tempos em que trabalhava na Bloch Editores, em matérias para a revista Manchete Esportiva, onde, em geral, cobria esportes amadores (a concorrência fotográfica era grande...). Desta vez, a tarefa era uma foto bem posada, típica das revistas da Bloch Editores, de Zico com o seu recém nascido filho Bruno, ambos com camisas do Flamengo, é lógico. Apesar da forte sombra do flash direto, de certo modo uma falha técnica (desculpável, talvez, pela minha pouca experiência ou pela emoção de torcedor), a foto foi capa da revista.
Outra passagem na Bloch que levo divertidamente na memória é a de um plantão de fim de ano (1978, 1979?), em que me colocaram de acompanhante do tão efusivo quanto sério do repórter Tarlis Batista, “o repórter das missões impossíveis”... Íamos cobrir um réveillon de luxo, se não o do Copacabana Palace, o de algum outro luxuoso salão do bairro. Só que ele sempre inventava algo mais... Veio logo avisando que iríamos registrar também a passagem do ano na casa do Zico, na Barra. Precisando estar tanto na Barra quanto em Copacabana no mesmo momento, à meia-noite, foi necessário que fizéssemos, na casa do jogador, uma simulação (e nisso ele era muito bom, tinha prática). Depois viemos da Barra em desabalada carreira, na medida em que o engarrafamento nos permitia, para cumprir a pauta da cobertura do réveillon, a contagem regressiva, o espocar de champanhe, em Copacabana. É claro que chegamos um pouco atrasados, mas nada que uma nova simulação não resolvesse...
Em Junho de 1980, me transferi para o Jornal do Brasil e passei a cobrir, com certa frequência, os treinos do Flamengo. Num deles, na saída dos jogadores, vendo o alvoroço em torno de Zico, me aconteceu de, pela primeira e única vez, pedir um autógrafo a um dos meus fotografados (aliás, a qualquer pessoa, exceto escritores), que de repente senti que era uma oportunidade única... Na época, até presidentes faziam questão de conhecer Zico, que o diga João Figueiredo, que o encontrou após o jogo Brasil 1 x 0 Alemanha, no Maracanã, em 1982.
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| Zico sob abraços. A foto da comemoração da vitória sobre o Cobreloa, no Maracanã, abriu o Caderno de Esportes do JB. Foto de Guina Araújo Ramos |
Outro momento de associação entre nós, eu e Zico, ainda que à distância, aconteceu no primeiro jogo da final da Taça Libertadores da América, em 1981, contra o Cobreloa do Chile, no Maracanã. Deixei de fazer a foto do gol Zico, em que driblou vários e entrou pela área para fazer o gol, simplesmente porque estava torcendo... Ainda bem que fiz uma bela foto da comemoração, todos em cima dele, abriu a página de Esportes. Conto a história no livro A Outra Face das Fotos, mas devo reconhecer que realmente a paixão pelo Flamengo me atrapalhava um pouco como fotojornalista...
MATÉRIA COMPLETA E MAIS FOTOS NO BLOG BONECOS DA HISTÓRIA, AQUI
sábado, 17 de novembro de 2018
Publicidade: Havaianas já entra no clima ordem unida do verão 2019...
por Ed Sá
Dizem que o mercado financeiro está vibrando com o "novo Brasil". Tudo indica que sim. Havaianas, agora controlada por investidores do setor bancário, acaba de lançar sua campanha para o Verão 2019 que, aparentemente, pelo menos na cena final, coincide com os novos tempos. A marca Havaianas, do grupo Alpargatas, pertencia a Joesley e Wesley Batista. No ano passado, o controle da empresa foi vendido à Cambuhy Investimentos e Brasil Warrant, da família Moreira Salles, e Itaúsa, grupo que controla o Itaú, comandado pela família Setubal e Pedro Moreira Salles.
Veja o comercial AQUI
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