A primeira página do Washington Post, hoje, mostra uma cena que tem impacto na opinião pública dos Estados Unidos: o enterro dos militares mortos no conflito com o Irã. Na guerra do Vietnã, logicamente em proporções muito maiores, imagens como essas ou da chegada de milhares de corpos envoltos em lonas pretas nas bases aéreas do país ampliaram a condenação àquela guerra absurda. Como muitas e trágicas aventuras bélicas, o Vietnã resultou em soma zero e mortes vãs, assim como Afeganistão, Iraque e tantas outras. Restou o sacrifício dos jovens convocados. A diferença, dessa vez, é que dificilmente a infantaria entrará em ação. Os ataques ao Irã tendem a ser assépticos, à base de mísseis, drones e bombardeios aéreos, com poucas baixas de soldados. estadunidenses.
Segundo The Guardian, em 2000, Donald Trump foi à Europa por ocasião dos 75 anos d o fim da Segunda Guerra. Ele teria comentado que soldados que morrem em guerras são "otários e perdedores". Ele mesmo nunca serviu às Forças Armadas, nem os filhos o fizeram.
No lado iraniano, o sangue escorre. Recentemente, milhares de manifestantes contra a brutal teocracia dos aiatolás foram assassinados nas ruas, agora morrem sob as bombas dos Estados Unidos e de Israel. Ironicamente, ao arrasar alvos civis, Trump e Netanyahu estão matando muitos opositores da ditadura iraniana. Sim, eles existem ocuparam as ruas não faz muito tempo.

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