por Flávio Sépia
Javier Milei tem manifestado apoio público a todas as decisões de Donald Trump. Foi o primeiro a aplaudir a invasão da Venezuela. Espera com entusiasmo que o mesmo aconteça a Cuba. Mal foram anunciados os bombardeios ao Irã, a voz de Milei ecoou em saudação a Trump. O argentino não faz restrições às demandas mais absurdas do regime de extrema direita do oligarca estadunidense, como encampar a Groelândia e criar o Conselho da Paz para anular a ONU.
Não é possível falar ainda sobre a progressão da guerra. Segundo o Washington Post a possibilidade de envio de tropas para uma invasão terrestre está sobre a mesa. Se isso acontecer os Estados Unidos provavelmente tentarão formar uma coalizão. A Grã-Bretanha está um passo disso: já tem caças da RAF na zona de guerra. Austrália seguiria Londres. Ucrânia já se ofereceu.
Para os argentinos, a servidão de Milei carrega um risco. Vai que Trump peça soldados hermanos para integrar as forças invasoras? Milei, cujo plano econômico depende de dólares e garantias da Casa Branca aceitaria por motivos financeiros e ideológicos.
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| Milei e o seu ministro da Defesa Luis Petri. Argentina vai à guerra? Foto OPRA |

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