segunda-feira, 13 de junho de 2022

O painel do crime

 

Reprodução Twitter

Debi&Loide na Cúpula das Américas e a foto que faltou

 

Biden e Bolsonaro: inutilidades
em Los Angeles

O melhor momento teria sido o brasileiro convidar Biden para a motociata. Renderia a foto
perfeita da dupla Debi&Loide.

por O.V Pochê

Joe Biden e Bolsonaro tem índices altos de desaprovação em seus países. Biden acumula trapalhadas, a mais notável foi a desastrada retirada do Afeganistão e a entrega do país aos talibãs. Na Ucrânia prática a diplomacia de Chuck Norris e ignora esforços para negociações. A única ajuda que dá e business: venda de armas para os ucranianos. Em delírio, Biden elogiou a política de Bolsonaro para a Amazônia no momento em que o mundo está perplexo com o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo e do jornalista do Guardian Dom Phillips e com destruição da flores e a ocupação da região pelo crime organizado. Bolsonaro foi Bolsonaro na frassacassa Cúpula do Biden: sempre passa a impressão de que não está entendendo porra nenhuma. Chamou Biden de Trump e pediu que os Estados Unidos o ajudem a derrotar Lula. A conferência foi tão inútil e medíocre que merecia um unhappy end à altura. Bolsonaro deveria ter convidado Biden para a motociata em Orlando. Aposto que ele aceitaria.



domingo, 12 de junho de 2022

Na capa da Carta Capital: podres poderes

 


Redbulices...


 

Mídia: os cartéis do crime na Amazônia

 


A tragédia da Amazônia na capa da IstoÉ. A escalada do crime na região era previsível. A "soberania" lá é mesmo do narcogarimpo, narcopesca (esta atividade é usada para lavagem de dinheiro das drogas), contrabando de armas, madeireiras ilegais, invasores de reservas etc. Assassinatos de ambientalistas, pequenos agricultores e indígenas são comuns e raramente chegam à mídia dominante para quem toda exploração da Amazônia é pop. A maioria desses crimes ficam impunes. A mídia internacional tem sido enfática na cobertura do desaparecimento de Bruno Araújo Pereira e Dom Phillips.  Tem dado muito espaço e registrado protestos de rua nos Estados Unidos e na Europa, que denunciam a violência na região. Curiosamente, não há o que cobrir em manifestações de rua no Brasil. Elas não existem. A Folha de São Paulo e o Estadão mantém o sumiço do jornalista e do indigenista com destaque na primeira página. O Globo já minimizou o assunto na capa, nas duas últimas edições fez apenas chamadas para matérias internas.

Atualização em 13-6-2022: Ontem no Rio, em Copacabana, foi realizada a primeira manifestação de rua pedindo intensificação das buscas por Bruno e Dom e preservação da Amazônia.  Indígenas do Vale do Javari também dizem protesto público.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Fotojornalismo: as testemunhas esquecidas

por José Esmeraldo Gonçalves 

Que o sumiço do arquivo fotográfico que pertenceu à Manchete foi uma enorme perda para a memória do fotojornalismo brasileiro é um fato. Mas o que significou, para cada fotógrafo que lá trabalhou, ter seu material levado para local incerto desde que foi leiloado pela Massa Falida da Bloch Editores? 

Certamente, um dano irreparável. 

O Globo de hoje publica uma matéria sobre um iniciativa louvável do Instituto Moreira Salles. Mais uma iniciativa, aliás, que promove o fotojornalismo.  Dessa vez,  o IMS objetiva "difundir o passado e o presente do fotojornalismo brasileiro", como destaca a apresentação do projeto Testemunha Ocular,  um site especial (https://testemunhaocular.ims.com.br/) que reúne imagens feitas por fotógrafos cujos acervos já estão com o IMS, além de profissionais convidados. 

Não há no projeto fotojornalistas que durante décadas publicaram fotos memoráveis na Manchete e na Fatos & Fotos. Muitas dessas imagens, algumas vencedoras do Prêmio Esso, podem ser vistas no site da Biblioteca Nacional, que digitalizou a coleção da revista Manchete. Pelo menos isso.

Certamente, se o acervo estivesse preservado e disponível, fotos desses profissionais seriam divulgadas em projetos como esse do IMS. Centenas de importantes fotógrafos teriam o reconhecimento dos seus trabalhos pelas novas gerações.

Quando leiloado, o arquivo fotogáfico da Bloch foi arrematado por um advogado que se negou a informar o que iria fazer com milhões de cromos, negativos e cópias fotográficas que registravam quase 50 anos de fotojornalismo. A impressão que ficou: a Massa Falida da Bloch não fazia idéia do valor do arquivo que leiloava e o advogado ignorava o que estava levando. Talvez tenha sido um mero capricho, a julgar pelo desfecho da história. 

Desde que o último caminhão partiu com a última caixa, o acervo virou mistério. Chegou a circular entre ex-funcionários da Bloch que toda a coleção teria sido revendida para uma grande editora sob a condição de sigilo, por temor de demandas judiciais. Isso nunca foi comprovado. Se fosse verdade, provavelmente e em tempos de internet, as fotos originais já teriam aparecido na web. O que se vê atualmente em livros ou  dcumentários sobre os mais diversos assuntos são reproduções ou algumas poucas fotos de acervos pessoais.

Meses antes do leilão, um grupo de jornalistas que trabalhou na Manchete se mobilizou para divulgar o leilão. Já expressavam então a preocupação com o destino do acervo, caso um grande veículo não se tivesse interesse em oferecer um lance. Um caminho, imaginava o grupo, era mobilizar instituições culturais. Foram enviadas correspondências, além de efetuados telefonemas,  para o Arquivo Nacional, Ministério da Cultura, Fundação Getúlio Vargas, secretarias de Cultura, entre outros órgaos públicos e privados. Apenas o Ministério da Cultura informou que a questão "seria encaminhada" ao setor responsável. O Instituto Moreira Salles também foi procurado. Não houve interesse. 

Sem lances, o arquivo foi vendido apenas em uma terceira chamada por um valor muito abaixo do previsto. 

O advogado desembolsou apenas pouco mais de R$ 300 mil para levar milhões de fotos, aparentemente, para lugar nenhum. Sitting in his nowhere landcomo diz a velha canção dos Beatles.

32 anos depois da queda do Muro de Berlim, grades, cercas fortificadas e paredões monumentais voltam a separar povos e nações

Muros separando povos é recurso milenar. Até a Bíblia diz que os hebreus tocaram buzinas feitas com chifres de carneiro para derrubar as muralhas de Jericó, segundo orientação de Deus a Moisés. 

A queda de muro mais ruidosa dos nossos tempos foi o de Berlim, em 1989. Com o fim da Guerra Fria e o desmonte da URSS, imaginava-se que esse tipo de barreira se tornaria obsoleto. No despertar da  globalização houve quem imaginasse que até as fronteiras seriam abertas. A União Europeia adotou esse modelo, que agora começa a ser contestado pela ultradireita. 

Infelizmente, o sonho dos sem-muro acabou. 

Nos últimos anos, paredes e grades monumentais foram erguidas nos Estados Unidos, em Israel, Hungria e Bulgária. A Coreia do Sul cogita erguer um muro na fronteira com a Coreia do Norte. A Guerra na Ucrânia deve acelerar outros projetos. A Polônia esperava que o conflito não se prolongasse tanto e dá sinais de que sua capacidade de abrigar ucranianos pode ter chegado ao limite, mas ainda não fala em barreiras. A imigração, aliás, é o gatilho principal para a nova política das muralhas. 

A Finlândia, que deixou de ser neutra em relação à Rússia e tenta aderir à OTAN, acaba de anunciar que construirá uma muralha na fronteira com a nova inimiga. 

É possível que outras barreiras despontem no Leste europeu. Sem-muro nunca mais. 

Como na ditadura, quem falar mal de autoridades brasileiras no exterior pode ser processado pela PGR

Quando o Brasil estava sufocado pela ditadura militar, as embaixadas brasileiras em várias capitais, como Paris, Roma e Santiago do Chile, foram transformadas em "delegacias policiais" do SNI (Serviço Nacional de Informações) e do Cenimar, CIE e CISA, respectivamente, orgãos de espionagem e repressão da Marinha, Exército e Aeronáutica. O regime montou um aparato para vigiar os brasileiros exilados e quaisquer outros que se opusessem à ditadura e denunciassem a política de assassinato e tortura que vigorava no Brasil. 

Pois o longo braço da repressão no exterior dá sinais que voltou em pelo menos um caso. A Procuradoria Geral da República pediu à Polícia Federal que interrogue e processe brasileiros que, em Paris, abordaram o chefe da PGR, o bolsonarista Augusto Aras, e cobraram dele apuração de denúncias de crimes que envolvem o elemento inquilino do Planalto e jazem nas gavetas oficiais. Turistas brasileiros encontraram Aras flanando nas ruas de Paris conbraram investigações sobre o governo Bolsonaro. "E aí, procurador? Dar o rolezinho em Paris é legal, e abrir processo, procurador? Vamos lá investigar ou vai continuar engavetando? Vamos lá fazer seu trabalho", disse um deles. "Vamos investigar o bolsolão do MEC, pastor fazendo reunião, o Bolsonaro gastando milhões em Viagra para o Exército. Cadê investigação, procurador? Aqui em Paris não tem nada para encontrar, não. Tem que procurar lá em Brasília", falou outro. Segundo a Folha de São Paulo, o pedido de investigação foi assinado pela vice-procuradora Lindora Araújo. O protesto dos turistas foi gravado em vídeo e visto nas redes sociais.  

Mídia: Ruy Castro relembra na Folha de São Paulo a reforma editorial e gráfica do Jornal do Brasil: um marco da imprensa brasileira

 


Reprodução Folha de São Paulo

A primeira página do JB que lançava sua revolucionária
reforma gráfica e editorial. Esta é a edição à qual Ruy Castro
se refere na coluna de hoje na Folha.


Mídia: O megamico da Catanhede


Eliane Catanhede pagou um king-kong no programa Em Pauta (GloboNews). A jornalista, uma espécie de "Passionaria" neoliberal e golpista desembestada, estava doidinha para elogiar Bolsonaro na Cúpula do Biden. Quase emocionada elogiou o înglês de Bolsonaro. Ainda critiucou; "e dizem que ele não fala inglês". Só faltou comparar o sociopata a um Shakespeare na construção das frases, que fala com a dicção perfeita de um James Earl Jones. Uma alma caridosa na bancada do programa resolveu acudí-la, mas o vexame já estava posto. Bolsonaro mal fala português e não sabe po*** nenhuma de inglês. Catanhede, a  voz que você ouviu vinha de um sujeito chamado intéprete. 

Veja o vídeo da Catanhede perdidaça AQUI

Vasco na primeirona por todos os motivos e mais esse...

 





Mata o véio. Joe Biden cheio de amor para dar



Durante os cumprimentos entre presidentes e primeiras-damas em encontro social na Cúpula das Américas, Joe Biden aperta a mão da bela Fabíola Yanez, mulher de Alberto Fernandez, da Argentina, e simplesmente não larga. Ela ainda faz um movimento mas Biden segura firme e assim fica alguns segundos. Depois, cheio de intimidade,  dá um tapinha no braço da loura. O vídeo viraliza nas redes sociais e você pode vê-lo ao clicar no link abaixo.  

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Há cerca de 30 anos a Amazônia foi ameaçada por guerrilheiros colombianos. Manchete foi lá. Agora a região está sob o cerco do crime organizado

 


por José Esmeraldo Gonçalves 

Em 1991, uma dupla da Manchete - o jornalista e escritor Edilson Martins e o fotógrafo Ricardo Beliel - percorreu uma conturbada região da tríplice fronteira amazônica. É área explosiva desde sempre. Na época, as ameaças vinham através da invasão de guerrilheiros colombianos. Manchete acompanhou uma operação militar na selva em busca de invasores que mataram soldados brasileiros. Pouco mais de 30 anos depois, a área, dessa vez no Vale do Javari, está novamente na mídia. O desaparecimento do indigenista Bruno Araújo e do jornalista inglês Dom Phillips repercute no mundo inteiro. Os dois foram ameaçados pelo crime organizado que domina a região, mata ambientalistas e permanece impune: uma mistura de pescadores ilegais, garimpeiros idem, madeireiros criminosos, invasores de terras indígenas e o narcogarimpo, uma perigosa e lucrativa fusão de exploradores de ouro e contrabandistas de drogas e armas. Naquela época, a tropa defendia o território e a soberania do Brasil na região. Hoje, essa soberania parece em risco: o país está perdendo a região para o crime. A política do governo Bolsonaro para a Amazônia incentiva o garimpo ilegal, o desmatamento, estimula o avanço não apenas da destruição como das organizações criminosas que atuam na região, e agrava a impunidade. O desestímulo à fiscalização e o afastamento de indigenistas como o próprio Bruno, que denunciou criminosos, são, na ponta, um indutor da ocupação predatória do narcogarimpo. 

A reprodução dessa matéria circula nas redes sociais. A propósito, Edilson Martins, que fez grandes e memoráveis reportagens para a Manchetepostou o texto que se segue. 

TRÍPLICE FRONTEIRA - BARRIL DE PÓLVORA 
"Sonhos são a noite de gala. A realidade é o luto do mundo."

Este meu texto abria uma reportagem de 8 páginas na revista Manchete. Corria o ano de 1991 e tropas do Exército brasileiro foram atacadas por 45 guerrilheiros das FARCS na região da tríplice fronteira onde agora desapareceram o jornalista inglês Dom Plillips e o indigenista Bruno Pereira da Funai. Três militares foram assassinados e 17 ficaram feridos, nas margens do rio Traíra, na fronteira com a Colômbia, parte da bacia do Solimões.  Foi o único episódio, durante todo o século 20 em que o Exército brasileiro teve seus soldados abatidos por tropas de outro país. Fazia-me acompanhar do fotógrafo Ricardo Beliel, cujas fotos foram premiadas. A região é um barril de pólvora, onde os ingredientes explosivos são ouro, cocaína, cobiça de terras indígenas, madeireiros, e disputas internacionais da geopolítica da região. É uma região conflagrada, envolvendo amaldiçoadas disputas e cobiças internacionais. Vivemos dias de terror.

Há 50 anos, a foto símbolo da guerra do Vietnã. Crianças atingidas por napalm. Um tipo de bomba que, acredite, foi desenvolvido pela Universidade de Harvard

Foto de Nick Ut
por José Esmeraldo Gonçalves 

No dia 8 de junho de 1972, o fotógrafo Nick Ut percorria aldeias no Vietnã do Sul, quando uma esquedrilha de caças-bombardeiros A-1 americanos trovejou sobre a sua cabeça. Era mais um raid contra agrupamentos de civis que os militares consideravam como aliados da guerrilha. No  compartimento de bombas, os caças A-1 levavam artefatos de napalm. A potente arma química que os Estados Unidos utilizavam largamente  em guerras e que foi desenvolvida em uma instituição que deveria propagar a paz e o saber: a Universidade de Harvard. Parece ter sido imaginada por um demônio, um tarado, algo assim. No caso, o inventor Louis F. Fieser, professor universitário. A bomba incendiária carrega gasolina em gel, uma mistura pegajosa, que gruda as chamas nos corpos das vítimas, associada a derivados de alumínio. Além disso, consome o oxigênio no  perímetro da explosão e pode matar também por asfixia. Ou seja, feita para matar pessoas. Ut caminhava em uma estrada rumo a uma das aldeias bombardeadas quando viu um grupo de crianças correndo e gritando desesperadamente. Elas passam por alguns soldados que parecem indiferentes. Em outras fotos, eles aparecem tentando prestar socorro às vítimas. O fotógrafo se aproximou e acionou sua Leica várias vezes, fez uma sequência da terrível cena. A mais famosa das imagens captadas naquele dia entrou para a história e mudou a vida de Nick Ut e do grupo fotografada, especialmente da menina Kim Phuc, de 9 anos, que aparece no centro da imagem que se tornou um símbolo da insanidade das guerras. Ut ganhou o Prêmio Pulitzer de 1972. Kim Phuc mora atualmente no Canadá, é avó,  e ainda tenta esquecer aquele dia e, principalmente, a fama que a foto lhe deu de "menina do napalm".

Givaldo e Genivaldo • Por Roberto Muggiati

 Dois destinos revirados numa encruzilhada da vida,

duas histórias exemplares do Brasil de hoje.

 


Givaldo Alves de Souza, 48 anos, morador de rua em Planaltina (DF), foi içado a bordo de um automóvel para uma noite de prazer com Sandra Mara Fernandes, mulher do personal trainer Eduardo Alves de Souza, na noite de 9 de março último. Apanhado em flagrante, foi arrastado nu para a calçada e espancado pelo marido, que o acusou de estupro. Givaldo disse que foi uma relação consentida, mas a defesa da jovem alegou que ela sofrera um surto causado por “transtorno afetivo bipolar em fase maníaca psicótica.”

A exposição na mídia foi uma autentica bonança para o ex-sem teto. Depois de dez dias hospitalizado por conta da surra que tomou do personal, Givaldo,  nascido em Pilão Arcado, no interior da Bahia, ganhou o mundo: retomou sua conta no Instagram, barrada por feministas, e tornou-se um influencer, com 474 mil seguidores; uma conta no TikTok, com 762,5 mil seguidores e outra no Youtube, recém-lançada, com pouco mais de 8 mil inscritos. Virou também celebridade nas redes sociais, sendo convidado para festas, eventos e desfilando com carros importados, passeando de helicóptero ou mesmo em uma superlancha. Seu nome é um dos cotados para a próxima edição do reality show “A Fazenda 14”, da Record TV. E tem mais: vários partidos políticos o vêm assediando para fazer parte de sua legenda como deputado federal.



• A 1050 quilômetros de Planaltina, numa estrada de Umbaúba, Sergipe, em 25 de maio, Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, teve a má sorte de ser abordado numa blitz da Polícia Rodoviária Federal quando trafegava de moto sem usar capacete, infração praticada neste país por muita gente boa. Sofrendo de esquizofrenia, ficou nervoso porque levava cartelas de remédio no bolso, mas não resistiu, entregou-se pacificamente. Numa reação injustificada e brutal, três agentes da Polícia Rodoviária Federal o imobilizaram e algemaram no chão e depois o jogaram no porta-malas da viatura com uma bomba de gás lacrimogêneo. Vídeos feitos por transeuntes mostram a cena chocante, com as pernas de Genivaldo se debatendo do lado de fora do porta-malas. O laudo da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe indicou que ele morreu de insuficiência respiratória aguda provocada por asfixia mecânica.

Nascida e criada em Umbaúba, como o marido, Maria Fabiana dos Santos, 35 anos, tem um vídeo em que a única reação de Genivaldo à abordagem foi jogar os braços para trás quando atingido por jatos de gás. Segundo ela, Genivaldo era uma pessoa tranquila, apesar do distúrbio de que sofria há 20 anos. Com um filho do primeiro relacionamento dela, a família vivia do benefício de um salário mínimo concedido por invalidez.  “A gente já passou por muita dificuldade. Mas tínhamos nossa casinha, éramos felizes. Ele vivia para mim e eu vivia para ele. Era uma pessoa linda, por centro e por fora.”



Na manhã de quarta-feira, Genivaldo disse a Fabiana que ia até a casa da irmã, que ficava a dez quilômetros a pé do outro lado da rodovia BR-101. Lá pediu à irmã a moto emprestada para dar uma volta. Não sabia que no meio do caminho havia uma pedra: a morte.

Veja o vídeo AQUI

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Quem tem a soberania sobre a Amazônia agora é o crime


O Guardian, assim como muitos veículos da mídia internacional, está acompanhando o caso do desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do sertanista Bruno Araújo. Esses casos são recorrentes no Brasil e não apenas na Amazônia. Agricultores, sem terra, ambientalistas e jornalistas que atuam longe dos grandes centros são assassinados com absurda frequência. Não ganham tanta visibilidade. Por isso, essa visibilidade agora é positiva para impulsionar denúncias que pedem justiça há muito tempo e quase não chegam à midia brasileira dominante. A Amazônia está ocupada por garimpeiros, invasores de terras indígenas ou públicas, narcogarimpo, tráfico internacional de drogas, contrabandistas de armas, madeireiras ilegais, traficantes de animais etc.  Falam tanto na soberania nacional na Amazônia. Pois a realidade tem uma notícia para o governo brasileiro. Amazônia agora é do crime. Vai lá pra ver.   

A Cúpula das Américas nem começou mas já registra gafe. Porta-voz da Casa Branca confunde Bolsonaro com Juan Gauidó. Pensando bem, dá na mesma...

Joe Biden em queda de prestígio nos Estados Unidos resolveu badalar uma Cúpula das Américas. O encontro não bem é das Américas - ele vetou Cuba, Venezuela e Nicarágua - e não parece tão representativo (oito países não pensam em mandar chefes de Estado, apenas ministros de Relações Exteriores). De qualquer forma, Biden deve anunciar propostas econômicas com o objetivo de neutralizar a influência da China em investimentos na região. Fora isso, vai jogar conversa fora.  A cúpula acontecerá em Los Angeles. Bolsonaro deverá comparecer, apesar de se arriscar a tomar uns esporros de Biden por conta da devastação da Amazônia e do desaparecimento do sertanista Bruno Araújo e do jornalista inglês, do Guardian, Dom Phillips, após receberem ameaças no Vale do Javari, além dos ataques à democracia, ao STF e ao TSE brasileiros. O rega bofe de Biden começa tropeçando. Em entrevista, a porta-voz da Casa Branca confundiu Brasil com Venezuela ao responder a uma pergunta sobre... Bolsonaro. O tresloucado do Planalto foi confundido com Juan Guaidó, o folclórico oposicionaista que os Estados Unidos, países da Europa e outros, inclusive o Brasil, nomeiam "presidente interino", seja lá o que isso signifique.  O ato falho da porta-voz se justifica: do Texas para baixo os norte-americanos acham que é tudo terra de cucaracha.  O evento será útil mesmo para as comitivas de autoridades que vão descolar ricas diárias. E nisso o governo Bolsonaro bate um bolão. Hollywood e SunSet Boulevard que aguarde os brasileiros. Sugerimos o passeio Movie Star’s Homes Tour, que passa por 200 casas de astros e estrelas do cinema. Para compras, a dica para a delegação brasileira é a Rodeo Drive, em Beverly  Hills, que tem lojas da Louis Vuitton, Ralph Lauren, Tom Ford, Cartier, Prada etc. As madames vão gostar. Para jantar em L.A recomendamos Mariscos Jalisco, Jitlada, Park's BBQ e o  Prince of Venice. Boa viagem!

Veja o vídeo, com legendas, AQUI

Memória da redação: eles faziam a TV (nos anos 1970)

 

Foto de Antonio Trindade/Manchete

A foto foi publicada no blog Heróis da Televisão. Foi enviada a este Panis por Nilton Muniz, que trabalhou na Manchete. Na época, a revista publicava uma série chamada "Eles fazem"..., seguindo-se as categorias: TV, Cinema, Teatro etc. Um grupo de atores e atrizes selecionados posava junto no estúdio. Acima aparecem Jardel Filho, Carlos Eduardo Dolabella, José Augusto Branco, Neuza Amaral, Dina Sfat, Djenane Machado,  Paulo José, Maria Cláudia, Ruth de Souza e Paulo Goulart.

Nova Cruzada: a intolerância a caminho do terrorismo religioso

 

Com dados da Comissão Parlamentar de Inquérito Contra a Intolerância Religiosa, O Globo publica matéria hoje sobre o assunto. O infográfico acima resume a situação. Esse tipo de crime avança e geralmente fica impune trata-se do braço religioso do neofascismo. São frequentes os ataques às religiões de origem afro e a igrejas católicas.  Sem investigação e condenações, a intolerância começa a se configurar terrorismo. Ataque a bomba, destruição de templos, ameaças e agressões já estão nos registros policiais.

Me dá um dinheiro aí

 Em 2020, Delta Dallagnol tentou criar uma "fundação" para "administrar" o dinheiro da Lava Jato. A manobra foi denunciada e gorou. Agora, Sérgio Moro visita empresários para pedir dinheiro para criar um "instituto" "anticorrupção". Isso mesmo, é uma nota cheia de aspas. Moro, aliás, passa a bacia entre ricaços na mesma semana em que a Justiça Eleitoral considerou fake sua declaração de residência em São Paulo com a intenção de forjar uma candidatura a senador ou deputado por São Paulo. Moro ainda pode recorrer, mas aparentemente cuida do futuro com o tal "instituto", caso não possa se candidatar a uma boquinha política. A vida não está fácil para ninguém. Mas tudo indica que darão um jeito da "conje" do Moro, como ele mesmo diz, concorrer ao cargo de deputada federal e do próprio ex-juiz voltar ao domícílio verdadeiro, em Curitiba, e se candidatar também a deputafo federal.  O problema é que lá ele vai disputar votos com o parceiro de irregularidades na Lava Jato o notório Deltan Dallagnol 

A mamata da indústria religiosa

 

Reprodução Twitter

terça-feira, 7 de junho de 2022

Barraco na Globo News: Andrea Sadi estreia no comando do Estúdio I mostrando quem manda


A tecla grosseiria e humilhação ao vivo voltou a ser apertada na Globo News. Ontem, ao estrear no comando do Estúdio I, Andrea Sadi deu uma bronca no correspondente internacional Guga Chacra. Ela percebeu que o jornalista conferia o celular, situação em que a própria Sadi foi flagrada muitas vezes quando comentava em programas conduzidos por outros âncoras, e reclamou no ar. Exigiu que ele prestasse atenção e repetisse o que ela havia falado como prova de que estava ligado. Guga, surpreso, cumpriu a ordemvitou o assunto. Mesmo assim ela o advertiu a se comportar, como se estivesse em uma escola, para não "pagar mico".  Broncas ao vivo estao se tornando recorrentes na Globo News. Nervos parecem tensionados na casa. Post publicado neste blog há dois dias comprova isso. A Globo, no caso o antigo programa do Faustão, já teve problemas de assédio moral, o que levou um câmera a processar a emissora. A linha que leva a isso é tênue nas empresas atualmente.

Veja o vídeo da barraco AQUI

A teoria furada de Leifert

 



Tiago Leifert fora da Globo parece com tempo livre. Tanto que recentemente desenvolveu teorias políticas emprestadas da terceira via ou de Ciro Gomes. Agora, ele decide que se as redes sociais não existissem Neymar estaria no nível de Pelé. Ora, se há alguém que controla a carreira e a bem-sucedida vida financeira é Neymar sob a supervisão de Neymar pai. A decisão de deixar o Baecelona e ir para o PSG, em um centro menor do futebol europeu, foi dos dois. O problema de Neymar é a vida real. Neymar foi recebido na França com festa. Foi exaltado pela mídia esportiva local. A torcida o abraçou. Quem fez tudo para perder esse patrimônio foi ele mesmo. De ídolo, Neymar virou um problema para o PSG. Nas últimas janelas de transferência na Europa não recebeu propostas de outros clubes. E isso não foi culpa das redes sociais nem de uma suposta perseguição ao jogador. Foi a realidade.

Relembrando capa da IstoÉ: a marionete de Bolsonaro

 


Pão, pão, queijo,queijo: Entre Bolsonaro e Lula, a saída é um palíndromo*: Tebet.

 

*Outro presidente palindrômico foi Carlos Menem, que governou a Argentina de 1989 a 1999, tirou o país da hiperinflação, reatou as relações com a Grã-Bretanha, rompidas pela Guerra das Malvinas, e morreu em 2021 aos 90 anos. Outras afinidades: Menem era filho de imigrantes sírios; Simone Tebet é neta de imigrantes libaneses. Ainda: ambos têm nome de seis letras e sobrenome de cinco letras, com predominância da vogal e. Não é nada não é nada, pode vir a ser alguma coisa nonada (apud Rosa) da política brasileira. (Roberto Muggiati)

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Documentário "Doutor Castor" desvenda um personagem e a sua cidade: o Rio de Janeiro

Faz sucesso na Globo Play o excelente documentário "Doutor Castor", que conta a história do poderoso "capo" do jogo do bicho carioca. Todos os aspectos da trajetória do personagem são abordados nesta série com um amplo cruzamento com dezenas de depoimentos de pessoas que testemunharam o modo Castor de operar no jogo, no desfile das escolas de samba, no futebol, nas ligações com policiais, políticos, mídia e empresários. Na série, Jô Soares é criticado por ter entrevistado Castor no seu programa e tratado o "capo" com extrema suavidade. A juíza Denise Frossard narra os incríveis desafios que teve de superar ao julgar e mandar prender os chefões.

Tudo pelo carnaval: Osmar Gonçalves, Oscar Bloch e Castor de Andrade. Imagem reproduzida do documentário
 "Doutor Castor".

Uma cena não poderia deixar de ser citada neste blog. É quando Castor aparece em um evento social ao lado de Osmar Gonçalves, da publicidade da Rede Manchete, e Oscar Bloch, vice- presidente do grupo Bloch. O documentário não detalha o motivo do encontro, muito provavelmente estava ligado à transmissão  dos desfiles das escolas de samba. Também aparece um programa especial, e cordial, conduzido por Fátima Bernardes, na Rede Globo, reunindo toda a cúpula do jogo do bicho. O que não é surpresa. Em função das escolas de samba os meios de comunicação se aproximavam de  Castor de Andrade. O doc "Doutor Castor" e um perfeito retrato dos labirintos insondáveis do Rio de Janeiro e dos seus longos tentáculos.

Sexo na "Faria Limer" - Mercado financeiro em alta, baixa e de ladinho...

 

Foto Reproduzida da coluna
de Leo Dias no
site Metrópoles (link abaixo)
 
por O. V. Pochê 

O colunista Leo Dias, do Metropoles, revelou um novo tipo de ação em uma agência de corretores autônomos de investimento ligada à XP, a  conhecida instituição financeira que apoia Bolsonaro. A ação no pregão (perdão pelo trocadilho) era sexual  Um vídeo que viralizou em grupos do Whatsapp mostra cenas de um  casal em plena prospecção de prazer. A dupla provavelmente teve que fazer hora extra e imaginou estar sozinha. Outra hipótese é que estivesse acompanhando as cotações dos mercados asiáticos em altas horas. 

A performance do casal de corretores lembra um caso acontecido no prédio da Bloch, na Rua do Russell revelado no livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou".  Com o andar quase deserto, alguns redatores trabalhavam até tarde fechando uma das revistas da editora. No fim de corredor de cada andar da prédio havia uma pequena cozinha, com uma geladeira, separada da ala de banheiro por uma porta. No começo da madrugada um faxineiro cumpria sua rotina. Ao chegar ao local, ele ouviu ruídos nada estranhos e logo identificou o que significavam aqueles gritinhos contidos e susurros. Discreto, retirou-se do local. O rapaz dirigiu-se à redação e, irônico, perguntou: 

- Geladeira geme? 

Sem resposta, ele mesmo concluiu:

- Então tem gente trepando na cozinha.  

Um redator não se conteve, foi até à entrada dos banheiros e apenas apurou o ouvido. O faxineiro tinha razão. Os redatores ficaram de olho para ver a saída do casal. Sem êxito. A dupla deve ter descido as escadas e embarcado no elevadora em outro andar. Apesar disso - o Russell era uma peqena aldeia -  alguém apurou e identificou os amantes. Vazou para poucos. Tempos sem celulares e redes sociais mantiveram o evento quase em sigilo. Já o casal da Faria Limer, apelido da rua que concentra parte do mercado financeiro de São Paulo, foi vítima da tecnologia e de um paparazzo improvisado.     

Você pode ler a matéria completa no blog de Leo Dias no site Metrópoles AQUI

Bullying na Globo News e no SporTV?

por O.V.Pochê

Por falar em bullying, tema do post anterior, algo parece em curto-circuito nos dois canais. Aparentemente apresentadores e comentaristas receberam instruções para descontrair, usar bom humor, em tempos de noticiário tão sombrio. Só que alguns pesam a mão. No Estúdio I, da Globo News, um dos comentaristas resolveu tirar sarro da roupa de um colega. Comparou-o ao personagem vivido por Ney Latorraca na novela Estúpido Cupido que vestia figurinos dos anos 50. A apresentadora ainda contribuiu com a música que deu nome à novela. O alvo do bullying não gostou. Na primeira oportunidade devolveu a gozação: perguntou ao bully se ele havia roubado de alguém o comentário que fez sobre economia, já que fazia sentido e o dito não entendia do assunto. Instalou-se um climão ao qual outro comentarista acrescentou uma gafe. Tentou apaziguar mas falou em "comemoração", esquecendo que aquela edição marcava a despedida da âncora. No programa Em Pauta rolou uma grosseria. O apresentador reclamou no ar do uso da palavras "denegrir" por uma correspondente. E constrangeu a moça ao obrigá-la a pedir desculpa direto e ao vivo por usar o termo de conotação racista.  Parecia um professor repreendendo uma aluna. 

No SporTV, durante a transmissão do jogo Brasil x Japão, o narrador se referiu a uma compra que teria sido feita pelo comentarista em antiga viagem, algo como um souvenir, o que o colega negou visivelmente incomodado. Pouco depois, o apresentador chamou o analista de arbitragem e, antes, perguntou ao mesmo comentarista se estava "com saudade". Diante da resposta, apenas um "sim", o narrador lançou o "veneno": "não senti fimeza". Coube ao comentarista de arbitragem elogiar o comentarista afirmando que este havia falado de "coração". De novo, ficou o climão.  O recurso ao tal "bom humor" parece replicar as brincadeiras colegiais da quinta série, mas a intenção talvez seja mesmo essa: incorporar o "humor" das redes sociais, estilo Tik-tok. 

Turquia muda de nome para evitar bullying internacional.

por O V.Pochê

Para evitar o bullying, a Turquia mudou de nome nos foros internacionais. Em vez de Turkey passa a se chamar Türkie. O motivo é prosaico. Como a palavra significa peru, em inglês, o idioma mais falado nas instituições globais, o país prefere não ser confundido com a ave que assassinada em massa na Ação de Graças e o Natal. E o Peru, o nosso vizinho na América do Sul, como fica? Há duas versões: significa "rio" Ou é nome de um chefe inca dono de muitas terras. No Brasil é um dos apelidos para pênis. Já Brasil ganhou significado ambientalmente incorreto: homenageia um árvore, cuja madeira Portugal surrupiou durante séculos e está atualmente ameaçada de extinção.

sábado, 4 de junho de 2022

Na Carta Capital: quando a incompetência encontra a doença social


 

O reality show dos Windsor. Saiba porque em 2023 acontecerá o Jubileu.2.



Elizabeth com Charles, o eterno sucessor. Foto Manchete

A mídia destaca o jubileu da rainha Elizabeth II. Mais do que o longo reinado, a vida dos Windsor está em cartaz há muito anos. Só com Elizabeth no quarto vip são 70 anos. Houve de tudo no reality: de escândalos sexuais a cancelamentos, traições, paredão, confessionario, tal qual um movimentado BBB, um autêntico Big Brother Buckingham. 

O jubileu tem sido um espetáculo. Atrai turistas e residentes. 

Mas, atenção, ano que vem tem mais. A mídia omite, mas o que se comemora agora são os 70 anos e Elizabeth no trono que ela assumiu em 1952.  Só no ano que vem completam-se os 70 anos da sua coroação, quando acontecerá o Jubileu.2. A revista Manchete, fundada em 1952, cobriu a cerimônia de coroação em 1953. Elizabeth foi capa da revista pela primeira vez. Ao longo da trajetória da Manchete, que saiu das bancas nos anos 2000, a rainha foi capa inúmeras vezes, quase igualando as campeãs Luiza Brunet e Xuxa.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

O enigma da seleção brasileira

Um colunista do Globo, hoje, coloca o Brasil como favorito da Copa do Catar. É otimista. O calendário de seleções da Europa se fechou e Brasil e Argentina não tem confrontos com a elite do futebol para aferir, de fato, a qualidade dos seus esquemas coletivos de jogo. Craques ambas as seleções têm. A Argentina, por ser a atual campeã da Copa América, teve a oportunidade de jogar contra a Itália, campeã da Copa de UEFa, disputando a taça intercontinental Finalíssima. Futebol é confronto. Amistosos contra equipes muito inferiores equivalem a treinos. E como diziam os antigos craques só jogo é jogo, treino e treino. Esse isolamento das seleções sul-americana em relação à Europa já vem de algum tempo. Os resultados aí estão: nas últimas três copas o Brasil foi surpreendido e eliminado por Alemanha, Holanda e Bélgica. Só no Catar saberemos de o jogo alto e baixo, o arco e flecha, a transição e demais jargões usados por Tite vão funcionar. Não é apenas o colunista do Globo que não leva isso em consideração é está otimista. Muitos outros do jornalismo esportivo também comemoraram o desempenho do time de Tite contra a Coreia do Sul. Algumas dessas opiniões fazem parte do esquenta comercial para a copa que irão transmitir. Normal. Se a mídia esportiva não acreditar no favoritismo do Brasil o anunciante pode não se motivar a comprar a cota de anunciante. Então é hora de bater o bumbo. O fato é que a seleção não testada pra valer é caixa verde-amarela fechada. O que tem dentro? Nem Tite sabe.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Johnny Depp ou Amber Heard - Difícil escolher: será que o melhor é torcer pela briga?

Amber e Depp: encrencas.
Foto Divulgação
por Clara S. Britto

Difícil escolher um lado judicial nas intermináveis brigas jurídicas do ex-casal Johnny Depp x Amber Heard. Julgados por difamação - um processou a outra e o outra processou um - a atriz foi condenada a pagar 10  milhões de dólares ao ator e este terá que pagar à ex cerca de 2  milhões de dolares. As sessões do julgamento foram rumorosas e se transformaram em um show midiático. Nas redes sociais, os fãs se dividiram. 

Depp e Heard foram casados durante apenas dois anos, entre 2015 e 2017, mas produziram encrencas bem mais intensas. Agressões, ameaças, abusos, ambos se acusam de quase tudo. O ator teria histórico de problemas, de brigas em bares a explosões de ciúmes e entreveros com policiais. A linda Amber Heard, por sua vez, é criticada pelas posições de ultra direita que assume publicamente. Já publicou nas redes sociais posts racistas, fez piadas contra babás e empregadas latinas, é fã de Trump, a favor de armas e quer ação policial rigososa contra imigantes ilegais. Grupos feminisas defendem Heard - no que têm razão, agressões a mulheres devem ser denunciadas e combatidas - mas esquecem de citar o radicalismo conservador da texana. 

Como se diz popularmente, o caso aí é de torcer... pela briga.   

Brasil ganhou do time do K-Pop. Oh!

por Niko Bolontrin

A seleção brasileira jogou hoje contra a Coreia do Sul. Ganhou por 5 x 1. Amistoso inútil. Uma pelada entre casados e solteiros na Granja Comari teria sido melhor. A seleção talvez aprendesse mais se jogasse contra os meninos no BTS, o badalado grupo de K-Pop asiático.

 O time de Tite agora vai jogar no Japão, mesmo tempo perdido. Enquanto isso, a Argentina jogou contra a Itália. Venceu por 3X0 e ganhou a taça intercontinental Finalíssima disputada pelas campeãs da Eurocopa e da Copa  América. Alguns comentaristas brasileiros desvalorizaram a conquista da Argentina - "a Itália está mal" - e, ao mesmo, exaltaram o "desempenho" da seleção brasileira contra a medíocre Coréia do Sul.

 Imaginem só como o índice de arrogância e ufanisno estará alto quando seleção e mídia esportiva desembarcarem no Catar para a Copa do Mundo, taça que, a propósito, o Brasil não ganha há quatro edições. 

"Sharia" do governo proibe produtos alimentícios com aspecto erótico

 

Imagem reproduzida do Twitter

por O V. Pochê

O Ministério da Justiça está com problemas, precisa de ajuda especializada. Há que se deitar no divã . Segundo resolução estilo "Sharia", o sistema de leis do Islã, produtos alimentícios que se assemelhem a órgãos sexuais só podem ser consumidos por quem tem 18 anos ou mais. Os moralistas estariam incomodados com lojas que vendem waffles e sorvetes com formatos eróticos.  A queixa partiu de senhoras de Ipanema, no Rio - bairro que já foi símbolo da modernidade, descontração e bom humor. O risco é saber até onde essa fixação sexreligiosa pode chegar. No twitter circula uma foto de um cuscuz nordestino. Parece com peitinho? Não pode. E o pepino, a  banana? Certas vagens não devem ser abertas em público? O pior é que o índex talibã pode extrapolar na velocidade da imaginação moralista. Obeliscos são fálicos? Melhor meter a picareta. Opa, meter não pode. O prédio da Central do Brasil, no Rio, insinua ereção? Que isso! Manda demolir. Se o barnabé-mor for a Recife vai derrubar o famoso monumento criado por Brennand e que está no cartão postal da cidade. Pode chegar um momento em que se você sair exibindo salsicha e caneloni na rua pode ser levado para um camburão com gás.

Frase do Dia: equação atual

 "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."

Albert Einstein

Do Brasil de Fato - E o Brasil? Já foi da bola. Virou da bala

 


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Tristeza e destruição em Recife. Chega de botar a culpa em São Pedro. Os responsáveis estão à vista de todos.

 

Recife sob ataque climático somado à incompetência dos governos. Foto de Cleber Caetano/PR

por J.A.Barros

Chuvas torrenciais, dessa vez sobre Recife, fazem deslizar encostas, inundam ruas, casas e barracos. A maiorias das construções erguidas em morros é arrastada em um bolo de terra, lama, barro e vidas.Já são mais de 100 vítimas fatais.

Há poucos meses um temporal de tal violência, com toneladas de águas de chuva durante horas seguidas, desabou sobre a cidade serrana, Petrópolis, destruindo casas encasteladas nas abas dos seus morros e levando no seu poder destruidor muitas vidas de moradores. Mais de 200 mortos foram contados depois de passada a tormenta. Milhares de famílias perderam tudo o que construíram em todas as suas vidas. Ficaram sem teto, sem roupas, ao relento ou abrigados e em clubes eescolas, alimentando-se graças a doações fornecidas fornecidas pelo povo solidário na hora do  infortúnio.

Não é por acaso que essas tragédias caem sobre tantas vítimas. Existe um culpado que, por incompetência, permitiu que famílias perdessem seus tetos, permitiu a morte de centenas de moradores. Por razões climáticas,  os temporais de repente explodem em aguaceiros torrenciais e cada vez mais catastróficos. Populações ficam estáticas olhando para o nada, para o vazio em que se descortina os seus futuros.

Não existe apenas um culpado. Existem vários culpados, a começar pelo governo federal seguido pelos governos estaduais e por fim pelos governos municipais. Esses administradores não deveriam permitir que seus cidadãos construíssem suas residências em locais tão perigosos, como nas cristas e nas abas dos morros. Esses governos sabem o perigo que os moradores estarão correndo ao escolherem esses pontos para morar. 

São culpados porque poderiam, primeiro, impedir construções de casas em áreas críticas; segundo, ter um projeto habitacional permanente para construções de conjuntos populares em locais próprios ou oferecer condições de financiamento para que as famílias levantem suas moradias. 

Pela negligência, pela apatia diante desses problemas e pela incompetência oficial essas tragédias se repetem e continuarão a se repetir porque os  governos nada fazem para prevenir os desastres. Infelizmente, famílias continuarão a construir suas casas nas cristas e abas  dos  morros, que serão destruídas nos próximos temporais, e morrerão vítimas da imprudência e do descaso de quem tem a obrigação de criar soluções  e de dar a essas famílias moradias dignas e seguras.

Memória da redação: os fotógrafos globetrotters da Manchete

 


Além de manter sucursais com equipes completas em Nova York, Paris, Lisboa, Milão e colaboradores em Londres e Tóquio Manchete enviava fotógrafos em viagens internacionais especiais. Em uma das edições da revista nos anos 1960 o diretor Justino Martins comentou na "Conversa com o Leitor", que publicava naquele número reportagens fotográficas realizadas na India, no Chile, Colômbia e Argentina. Veja o nível de fotojornalistas: Nicolau Drei, Walter Firmo, Antonio Rudge, Alécio de Andrade e Orlando Abrunhosa. Justino registrou a viagem do Orlandinho, a primeira jornada internacional do fotógrafo paraense, que confessou o sonho de "ver neve". Manchete o enviou para a Argentina, precsamente Bariloche, onde ele fez fotos e texto de uma grande reportagem sobre a estação de esqui então lotada de brasileiros.