segunda-feira, 18 de julho de 2016

Nudez democrática contra o fascismo de Donald Trump: ativistas não querem ser belas, recatadas e do lar...


por Ed Sá
A nudez como arma eleitoral para derrotar Donald. Para evitar as trevas de um eventual governo fascista do polêmico milionário, mulheres americanas adotam a transparência e a luz. Sem nada a esconder. Um grupo de eleitoras abriu uma campanha que consiste em mandar nudes a quem declarar voto anti-Trump. O nome da campanha é "Tramps against Trump" ("Vagabundas contra Trump").
Segundo o Daily Doc, os criadores da campanha entendem que estão apenas usando como marketing a popularidade das fotos "nudes" na internet. "As pessoas defendem suas posições políticas e ainda ficam animadas com as imagens que recebem", diz uma das organizadoras. Não se pode dizer que não é uma troca justa. "Tramps against Trump" é a versão americana do movimento "Tramps against Harper", lançado em oposição à Stephen Harper, o ex-primeiro-ministro do Canadá, que foi derrotado pelo liberal Justin Trudeau em 2015.
Já o artista plástico Spencer Tunick promoveus um happenig de nudez coletiva em Cleveland, onde aconteceu a Convenção Republicana que oficializou a candidatura de Donald Trump. A mistura de arte com política foi um protesto contra as ideias do candidado e sua pregação de ódio às minorias e às feministas. Veja nas reproduções abaixo do site australiano News.




domingo, 17 de julho de 2016

Namorada do piloto Valtteri Bottas compete nas Olimpíadas do Rio de Janeiro

Emilia Pikkarainenn (do Facebook de Valtteri Bottas)

Do Facebook de Emilia Pinkkarainenn

Do site Alchetron - link abaixo
por Niko Bolontrin 
A namorada do piloto da Williams Valtteri Bottas será uma das atrações da seleção finlandesa na Rio 2016. E que atração. A nadadora Emilia Pikkarainenn estará no Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca. Bottas, de férias da F1, em agosto, ainda não confirmou presença.
Veja mais no site Alchetron, clique AQUI

Rodrigo Maia, novo presidente da Câmara cancela prorrogação de CPI do Carf. Sonegadores abrem champanhe...

Deu no JB - Comissão, que teria 60 dias a mais, agora terá 26 dias e não poderá fazer oitivas. O líder do Psol na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), disse nesta sexta-feira (15) que o novo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cancelou a prorrogação da CPI do Carf. A decisão é uma revisão de seu antecessor, Waldir Maranhão (PP-MA), que havia ampliado em 60 dias o período para investigações. Em despacho divulgado nesta tarde, o prazo passa a ser de 26 dias e não permitirá a realização de oitivas. "Rodrigo Maia já deixa sua marca de blindador das grandes empresas ao cancelar a prorrogação da CPI do Carf. Certamente, tem acordo com o PSDB e outros partidos. O Psol denunciará manobra que visa proteger fraudadores da Receita Federal, que deveriam ser multados em bilhões de reais, muitos dos quais já estão indiciados e até denunciados”, afirmou Ivan Valente.A decisão de Maia ainda precisa ser referendada em plenário e contraria a deliberação coletiva dos próprios membros da comissão. AQUI

Deu no JB: Ministro da Saúde diz que pacientes do SUS 'imaginam' doenças. Governo pós-golpe acha que doença de pobre é ficção

“Não temos dinheiro para fazer exames que não são necessários só para satisfazer as pessoas"
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou, durante evento na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo, que a maioria dos pacientes que procuram atendimento em unidades de atenção básica da rede pública apenas “imagina” estar doente, mas não está. AQUI

sábado, 16 de julho de 2016

Nice e Istambul: terror e crise em nome do fundamentalismo religioso

Promenade des Anglais: de símbolo da arte de viver a palco de tragédia. Foto Nice Tourisme

Cidade cosmopolita, Istambul recebe turistas do mundo inteiro. O fundamentalismo religioso pode poluir o cartão-postal. Foto: Arquivo Panis

por Jean-Paul Lagarride 
Religiões proselitistas quando se impõem a um país e corrompem suas leis são fatores de desagregação. Minam relações pessoais, subjugam comunidades e dinamitam democracias.
O fanatismo e o fundamentalismo, nem se fala.
Essa semana dois trágicos exemplos fizeram jorrar sangue como consequência. O ato terrorista em Nice, França, e os conflitos na Turquia. O primeiro visa destruir um estilo de vida, uma cultura; o segundo é um embate entre a secularização e a islamização da Turquia.
Ambos fazem de vítima a liberdade.
Nice é um porto de lazer e prazer desde o século 18. Atraiu aristocratas, escritores e artistas e hoje é destino para milhões de turistas.
A cosmopolita Istambul, plantada em dois continentes, tinha, já na segunda metade do século 19, trens diários que a ligavam às principais capitais da Europa, e não apenas o luxuoso e lendário Expresso do Oriente que levava ricaços de Paris.
Nos últimos anos, Istambul tornou-se um dos principais destinos turísticos do mundo. A maioria da população é muçulmana. Há estudos que apontam em 66% o índice de praticantes, aqueles que vão às mesquitas pelo menos às sexta-feiras e rezam todos os dias. E há igrejas cristãs e sinagogas no país, que não tem religião oficial inscrita na Constituição. Desde a proclamação da República, em 1923, com o fim do sultanato, a Turquia é um Estado laico. E assim se manteve até o começo dos anos 2000, quando começou a ascensão de um partido islâmico, o AKP. A partir de então, antes como primeiro-ministro e agora como presidente, Recep Tayyip Erdoğan introduziu leis que começam a comprometer o Estado laico. Em pouco mais de 15 anos, as forças fundamentalistas conseguiram dividir a Turquia. O atual conflito armado, com a tentativa de uma parcela do exército para derrubar Erdogan, é parte de jogo.
Aparentemente, a investida do pequeno grupo de militares foi violentamente contida, mas as divergências estarão apenas reprimidas ou recolhidas. Há censura no país, perseguição a jornalistas, presos políticos, além de fortes denúncias de corrupção. Para cada civil que foi ontem às ruas impedir a quartelada, havia milhares em casa que, se não apoiaram a tentativa de golpe, veem com  preocupação a democracia se esfacelar a partir do autoritarismo do atual presidente e temem a implantação de leis religiosas. O Exército já foi tido como uma espécie de guardião dos princípios laicos da República. aparentemente, não o é mais. Ao mesmo tempo, o AKP cresce eleitoralmente. As águas não estão calmas no Bósforo e não há previsão de tempo bom na Turquia. O país participa de organizações ocidentais, como a Otan. Tinha pretensões de entrar para a União Europeia. A configuração política e as perspectivas internas tornam esse objetivo mais distante.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Memória da redação: Manchete nas Olimpíadas...

Ao longo de cinco décadas, a Manchete fez grandes coberturas das Olimpíadas. O repórter Ney Bianchi e os fotógrafos Sérgio de Souza e Gil Pinheiro foram a várias delas.
Manchete tinha pouco mais de três meses de existência quando cobriu os Jogos Olímpicos de Helsinque, na Finlândia, em 1952. Já constatava ali que grandes eventos esportivos rendem belas imagens para revistas ilustradas em grande formato. A partir daí, a pauta olímpica virou uma tradição que resultou em dezenas de edições especiais com foco privilegiado, claro, à participação dos atletas brasileiros. Estão nas páginas dessas edições todos, rigorosamente todos, os nossos ídolos do esporte mundial e suas conquistas olímpicas.
Nos Jogos seguintes, 1956, em Melbourne, na Austrália, a Manchete Esportiva incorporou-se à revista-mãe e ambas dedicaram dezenas de páginas ao evento.
Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996, foi a última Olimpíada nas edições de Manchete. No começo de agosto de 2000, a Bloch pediu falência e a circulação da revista foi interrompida. Os Jogos de Sidney, na Austrália, começaram algumas semanas depois, em setembro: Manchete já não estava nas bancas quando o Brasil foi ao pódio receber 12 medalhas. .
Veja nas reproduções abaixo alguns momentos e capas de coberturas memoráveis:


Olimpíadas de 1952: a estréia da Manchete na cobertura dos Jogos.

Seleção brasileira nos Jogos da Finlândia. Entre os garotos, Vavá e Zózimo,
que seriam campeões do mundo em 1958, logo ali ao lado, na Suécia.
Ademar Ferreira da Silva, medalha de ouro no salto triplo em Helsinque
e a bandeira no Brasil no ponto mais alto do estádio.
Ademar na pista e nas páginas da edição número 13 de Manchete

Nádia Comanecci: o fenômeno das Olimpíadas de Montreal, em 1976. 

João do Pulo, do salto triplo, e Bernardo Rajzman,
do vôlei, nos Jogos de Montreal

Barcelona, 1992

As meninas do vôlei em Atlanta, 1996

Rogério Sampaio, Barcelona, 1992

Faltam 21 dias... SporTV prepara a maior cobertura da Rio 2016

Estádio Olímpico

Parque Radical

Estádio Olímpico de Hóquei

Centro de Tênis

Centro Aquático Maria Lenk
Fotos Getty Images/Matthew Stockman/Divulgação/www.rio2016

O SporTV prepara uma megacobertura da Rio 2016, de 5 a 21 de agosto. Cerca de 250 profissionais produzirão conteúdo para 16 canais em TV por assinatura, 24 horas ao vivo, e em 40 canais exclusivos para a web. Entre os comentaristas, além dos profissionais dos canais, estão atletas que ganharam medalhas nos Jogos, como Carlão, Nalbert e Sandra Pires e os internacionais Carl Lewis, Nadia Comanecci e Mark Spitz. Os eventos destacados de super atletas, como Usain Bolt, e de equipes ou atletas brasileiros com chances de medalhas serão transmitidos pelos canais tradicionais do SporTV, enquanto as demais atrações estarão distribuídas nos canais alternativos que ocuparão provisoriamente os espaços do Première.
Como tudo no Brasil foi politizado nos últimos anos, incluindo o pastel do "seu" Manuel e o caldo verde de dona Luzanira e o puteiro da Glorinha, a Rio 2016 entrou nessa caldeira e sofreu críticas, algumas justas e outras sem fundamento e há preocupações legítimas com transporte e segurança. A violência urbana é um grave risco e é real a percepção de que casos de assaltos aumentaram nos últimos meses. A possibilidade de ato terrorista não pode ser descartada, principalmente após o cruel atentado em Nice. Eventos esportivos são uma vitrine para os fanáticos. Os Jogos de Atlanta,nos Estados Unidos, e Munique, na Alemanha, e a Maratona de Boston atraíram terroristas. Todo cuidado é pouco. Aqui e em qualquer lugar do mundo.
Mas está chegando a hora de torcer. Uma pesquisa do Sesc-RJ e FGV Projeto mostrou que 61% dos cariocas confiam no sucesso da Olimpíada.
Autoridades estão dando declarações otimistas, mas é preciso que os três níveis de governo com responsabilidades sobre a Rio 2016 se antecipem, negociem e resolvam pendências financeiras e reivindicações de categorias funcionais indispensáveis para o funcionamento da cidade. Se for impossível, que as manifestações aconteçam. Na recente Eurocopa, trabalhadores ameaçados por reformas que cassam seus direitos protestaram ao lado da Torre Eiffel e da Fan Zone instalada no mesmo local. Houve choques, mas não foi o fim do mundo. Aqui, não seria demais pedir bom senso aos ativistas - é possível organizar protestos respeitando não só o evento como o direito dos milhões que querem vê-los - e equilíbrio à polícia. Requisitos, aliás, que deveriam estar sempre presentes, independentemente da festa esportiva..
O Comitê Olímpico Internacional (COI) avaliou na semana passada que o Rio "está pronto para dar as boas-vindas ao mundo". O presidente da Comissão de Coordenação dos Jogos elogiou a cidade ("Não poderia imaginar um cenário mais espetacular para os atletas do mundo mostrarem seus talentos"). Mas não deixou o alertar sobre trabalhos a concluir nos próximos dias.
Faltam 21 dias. Centenas de jornalistas e equipes precursoras de comitivas esportivas ou de chefes de estado já estão se instalando na cidade.
O espírito olímpico é desde sempre associado à paz e à confraternização. Que a Rio 2016 seja um sucesso. Em todo o mundo, jovens atletas se preparam há anos para esse momento. Merecem ser vistos e o público merece vê-los.

Hora de partir pra cima...


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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Mariza Tavares deixa o Sistema Globo de Rádio. Jornalista premiada, escritora e Mestre em Comunicação, ela começou na Bloch sua carreira na imprensa escrita



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Atualização em 21/7/2016 - O Jornalistas & Cia publica hoje uma nota de esclarecimento sobre a matéria (trecho e link acima) da semana passada. Leia a retificação:

"Repercutiu mal entre alguns leitores trecho da nota Mariza Tavares deixa o Sistema Globo de
Rádio que J&Cia publicou na edição 1.059, na semana passada: “(...) possivelmente, em uma das reuniões (do Comitê Editorial) (...) foi questionada pela queda nos índices de audiência”. Profissionais que preferem o anonimato afirmam que as reuniões do Conselho tratam de planejamento e avaliação do conteúdo. Portanto, não existe a possibilidade de ocorrer uma cobrança quanto à audiência, pois este não é o papel do Conselho".

De joelhos? A selfie do atraso...



por Jean-Paul Lagarride
A cena é mais ridícula do que histórica.
A primeira-ministra da Brexit e líder do Partido Conservador, Theresa May, dobra os joelhos, subserviente, diante de Elizabeth II. Sinal de tradição ou não, a foto é um logotipo da mentalidade "nobre", ou pobre, que retirou a Grã-Bretanha da União Europeia.
The Independent projeta para até 2030 o fim da monarquia no Reino Unido. Diz-se que a instituição sobrevive por causa dos turistas - como uma espécie de Disneylândia -, pelo apoio das gerações mais velhas e pela figura carismática da rainha. Findo o seu prazo de validade, o sucessor pode não ter condições de manter aberto o parquinho.
Elizabeth II foi a favor do rompimento. A nova primeira-ministra inicialmente também apoiava o bota-fora. Depois, a pedido de David Cameron, deu declarações a favor do "remain". Apesar dos problemas econômicos que afetam os trabalhadores - e por isso muitos votaram pela Brexit - a intolerância racial e o medo da onda de imigração deram ainda maior suporte à direita para alcançar a apertada mas problemática vitória.
Para os analistas, já está claro que os prejuízos serão grandes. A mídia inglesa nunca publicou tantas análises de "especialistas" como nas últimas semanas. Muitos acreditam que há duas opções após a debandada da UE: aproximar-se dos Estados Unidos e aumentar o grau de dependência econômica e política como Tio Sam; e pedir à UE que mantenha a Grâ-Bretanha em um status especial, com acesso ao mercado europeu e alguns privilégios. Mas a alemã Angela Merkel já avisou que não vai permitir que os ingleses tirem só a cabecinha, ficando com a parte boa e livrando-se das obrigações com a Comunidade.
Até agora a Brexit não foi formalmente notificado à Comissão Europeia. As negociações vão demorar porque todas as decisões terão que ser submetidas aos Parlamentos nacionais. Mas a partir do momento em que Theresa May desdobrar os joelhos e oficializar a Brexit, o Reino Unido não terá mais opinião na UE, será ouvido como qualquer outro país, e novos acordos e contrapartidas serão negociados, como acontece com qualquer nação fora da Comunidade.
Uma possibilidade que não pode ser descartada é que o Reino Unido se aproxime de países como a Grécia ou nações do Leste Europeu em crise, com alguma insatisfação com a UE, e com o poder da Alemanha no bloco, para tentar incentivar outros rompimentos que enfraqueçam a Comunidade e facilitem relações bilaterais especiais.
Muito milho ainda vai rolar sob os joelhos de dona Thereza.
Dizem dela que pode ser a nova "dama de ferro".
Pela foto, parece estar mais para dama de companhia diarista..., sem ofensas.

ENQUANTO ISSO, HERDEIRO DO TRONO DA ITÁLIA PILOTA UM FOOD TRUCK DE MASSA EM LOS ANGELES...

No futuro, famílias reais poderão ser mais úteis à sociedade. Emanuele Filiberto, herdeiro do que já foi o trono da Itália (ele é neto do rei Umberto II, que foi despachado para o exílio quando a Itália se tornou uma república depois da Segunda Guerra), trocou o nobre ócio pelo trabalho honesto: ele ganha a vida vendendo pasta em um caminhão nas ruas de L.A. Veja a foto, abaixo, que Filiberto publicou no Facebook.
Reprodução Facebook

terça-feira, 12 de julho de 2016

"A Valise Mexicana": exposição em São Paulo reúne fotos de Robert Capa, Chim e Gerda Taro encontradas na Cidade do México. São imagens da Guerra Civil espanhola e estavam perdidas desde 1939...

Foto de Chim (David Seymour). Retrato da comunista espanhola Isidora Dolores, conhecida como La Pasionaria, Madrid, Espanha. Divulgação Caixa Cultural São Paulo/International Center of Photography (ICP) 
Foto de Robert Capa. Homem carregando garoto ferido, batalha de Teruel, Espanha.
Divulgação Caixa Cultural/International Center of Photography (ICP).
por José Esmeraldo Gonçalves
Em 2013, a exposição de fotografia La Valise Mexicaine, em cartaz no Musée d'art et d'histoire du Judaisme, no belo Hôtel de Saint-Aignan, em Paris, atraia milhares de pessoas.

O tema era instigante: revelava-se o conteúdo da lendária mala mexicana que guardava negativos de Robert Capa, Chim (David Seymour) e Gerda Taro (morta em combate), um material da Guerra Civil Espanhola dado como perdido desde 1939.

A "valise", na verdade, três pequenas caixas com 4.500 negativos, foi encontrada em 2008, na Cidade do México, por herdeiros de um general. A exposição parisiense era a primeira a mostrar as imagens que lançaram os conceitos da moderna fotografia de guerra.

No próximo de 23, a mostra A Valise Mexicana chega a São Paulo, na Caixa Cultural, onde poderá ser visitada até o dia 2 de outubro. Imperdível.

Serviço: 

Local: Caixa Cultural São Paulo
Data: 23/07/2016 a 02/10/2016 
Horário: Terça a domingo, das 9h às 19h
Horário da Bilheteria: -
Local: Caixa Cultural São Paulo
Entrada: Praça da Sé, 111 
Valor do Ingresso: Entrada Franca 
Exposição fotográfica de Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour (Chim) sobre a Guerra Civil Espanhola. Acervo conservado, armazenado e tornado acessível através do International Center of Photography (ICP), sediado em Nova York.

O projeto também apresenta minicurso de fotojornalismo, em duas turmas: 06 e 13 de agosto; 03 e 10 de setembro. Inscrições até 05 de agosto pelo e-mail valisemexicana@gmail.com

Fonte: Caixa Cultural São Paulo

Por achar que a mídia conservadora não representa os 48% da população que votaram contra a Brexit, jornalistas britânicos lançam The New European, uma voz contra o atraso...

Reprodução Twitter

por Jean-Paul Lagarride
A ressaca da Brexit está aí e não vai passar tão cedo. Mas, pelo menos para o jornalismo, há boas notícias em torno da drástica decisão dos conservadores ingleses. A parcela que não apoia a saída do Reino Unido do bloco da União Europeia não se desmobilizou. Os 48% da população que foram contra a Brexit (52% votaram a favor do isolamento) dão sinais de que a luta continua.

Um novo jornal chegou às bancas de Londres. Lançado por um grupo que considera que a mídia tradicional não os representa, The New European pretende veicular fatos e opiniões do país que surge após a surpreendente vitória da direita, do neoliberalismo, da intolerância, do medo da imigração e até do racismo.

Os idealizadores do novo jornal avaliam que apenas dois veículos ingleses firmaram posição clara contra a Brexit e mesmo assim na reta final da campanha quando pouco poderia ser feito para mobilizar a população.

The New European tem apenas quatro edições programadas, com tiragens de 200 mil exemplares. Se vai continuar, depende do apoio dos leitores. E não pretende falar só de política e economia, mas de futebol, literatura, moda, comportamento etc.

The New European bate uma espécie de recorde: segundo o editor Matt Kelly, que idealizou o jornal ao lado de outros jornalistas, intelectuais, universitários e jovens economistas, da ideia à concepção do site e a chegada em bancas passaram-se apenas nove dias.

Segundo Kelly, o verão de 2016 será lembrado "como um momento zeitgeist na história política e social britânica e toda sexta-feira, durante quatro semanas, um novo jornal vai desempenhar o seu papel neste momento de discussões críticas". O editor avisa que The New European não está alinhado com partidos políticos mas com o "entusiasmo pela Europa". A redação reúne importantes profissionais da Inglaterra e da Europa e jornalistas independentes, como Peter Bale, do Centro para a Integridade Pública, grupo que revelou os Panama Papers.

Para tentar ultrapassar o limite de sobrevivência - as quatro edições programadas - The New European abriu uma site para venda tanto da edição impressa quanto da versão digital.
Agora é com os leitores.


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segunda-feira, 11 de julho de 2016

A mídia na Eurocopa 2016: Capas que contam uma história, previsões que falharam...









por Jean-Paul Lagarride
Portugal não venceu apenas a Eurocopa. Venceu os céticos. No começo do torneio, Portugal quase nem era notado. Apenas Cristiano Ronaldo era citado nos comentários. Quando Islândia e País de Gales se tornaram as gratas surpresas do torneio até CR7 perdeu espaço.
Enquanto isso, o jogo da Alemanha era exaltado como "inteligente", de jogadas altamente científicas e planejadas, quase imbatível; a Espanha, a julgar pelos elogios, era dada como certa nas finais; Iniesta, que é um craque, foi aclamado como sendo dotado de poderes extraterrestres até que se apagou na eliminação da Espanha pela Itália desacreditada. Diziam que a França, embora sem um grande time, talvez chegasse à decisão no Stade de France por sua tradição de se superar em casa. Até a Bélgica ganhou adjetivos admirados.
Portugal, que não passaria de um esforçado coadjuvante, avançou à custa de empates e um golzinho na prorrogação. Só quando os patrícios mandaram País de Gales pra casa passaram a chamar alguma atenção. Os favoritos ficaram no caminho. Curiosamente, perdedores adeptos de um mesmo estilo, o de intensa e rápida troca de passes, Alemanha, Bélgica e Espanha praticaram um esquema que levava a bola às imediações da pequena área mas falhava nas finalizações. Mais ou menos como a França, ontem.
Ao tiki-taka que rolou nos estádios da França, como o estilo da Espanha importado do Barcelona, faltavam um Messi, um Neymar e um Suárez para balançar as redes.
Do Brasil me contam que, ontem, na TV, o capitão Carlos Alberto Torres, que não achou assim tão alto o nível da Eurocopa 2016, deu uma invertida em um comentarista que se preparava para um enredo-exaltação ao futebol das seleções europeias, que ele classificou como de uma "evolução" do futebol. Menos, pediu o craque tricampeão.
A Eurocopa foi sim um grande espetáculo, momentos sensacionais, estádios lotados, uma bela festa do futebol, a Islândia e País de Gales fizeram história, os hooligans que ameaçaram criar problemas no início foram embora mais cedo junto com a seleções da Inglaterra, Rússia, Polônia e Irlanda, mas parte da mídia europeia permaneceu crítica em relação ao nível técnico apresentado principalmente pelas seleções das chamada elite. Alguns jogos foram chatos. Ontem, descontada a emoção típica de final, o primeiro tempo de Portugal e França foi medíocre. O segundo melhorou um pouco.
E Portugal foi justamente premiado pelo esforço, pela defesa que conteve as ofensivas da França, por Ruy Patrício, e pela determinação em procurar o gol nos últimos 40 minutos, aí incluída a prorrogação, e pelo Éder e seu DNA de camisa 9.
Hoje, as capas dos jornais europeus se alternam entre a alegria de Portugal e a tristeza da França.







E O ÔNIBUS DA SELEÇÃO FRANCESA VAI LEVAR UMA NOVA MÃO DE TINTA: JÁ ESTAVA ESTACIONADO À SAÍDA DO STADE DE FRANCE COM A COMEMORAÇÃO DO DO TÍTULO QUE NÃO VEIO...
Reprodução Twitter

Fotos dos distúrbios raciais nos Estados Unidos viralizam na web. Uma das cenas mais acessadas é a da enfermeira Ieshia Evans que desafiou a polícia



Os atuais conflitos raciais nos Estados Unidos já produziram pelo menos duas fotos que estão viralizando na rede mundial. Uma é a da enfermeira Ieshia Evans que enfrentou o aparato repressivo em Baton Rouge, na Louisiana. A imagem da manifestante solitária e determinada diante da ferocidade policial remete à cena do estudante que tentou parar uma coluna de tanques em Pequim, em 1989. A foto registra o momento em que dois policiais blindados correm para algemá-la. Evans foi mantida presa por 24 horas. Outra imagem, a de um manifestante imobilizado no asfalto sob o joelho de um policial também é compartilhada na rede. Em várias cidades americanas, a tensão racial atinge níveis preocupantes. As fotos acima estão no Mail On Line