quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Nos tempos das Promissórias
Há anos atrás, mais precisamente 1950, você queria abrir uma conta em um Banco, simplesmente escolhia um e com um pequeno valor, correspondendo hoje a uns 200 reais, se dirigia a um dos caixas do Banco escolhido – não havia filas enormes nos guiches bancários – que educadamente abrias a sua conta corrente, preenchia o seu cadastro numa ficha administrativa, lhe fornecia uma pequena caderneta com todos os seus dados cadastrados e anotava nela o valor do seu depósito. Tudo isso era feito à mão com pena e tinta e uma caligrafia de fazer inveja a um "monje copista".Pronto, dessa data em diante você passava a ter uma conta corrente em um Banco conferindo-lhe "status " de cidadão e mais: a partir da data da abertura da conta o Banco passava a lhe pagar juros, que todo o fim do mês lhe era somado ao valor do seu depósito.Quando ia Banco para fazer um depósito ou retirar dinheiro, ia com a sua caderneta e o caixa fazia esses cálculos com uma máquina de calcular, veja bem, manual – as elétricas viriam entrar no mercado anos depois – que somava ou subtraia os valores fornecidos e os seus resultados eram anotados, à mão, por esse caixa na caderneta. Tudo muito simples.Éramos felizes e não sabíamos.Hoje, não preciso comparar o sistema antigo com o moderno sistema computadorizado porque todos nós sabemos como isso funciona e como somos explorados, humilhados e ofendidos por esse sistema financeiro que na opinião de muitos é o resultado de uma política financeira, recomendada nos anos 90 pelo famoso "Consenso de Washington" que deu ao mercado esse poder absoluto.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
tá difícil, Brasil...
Na coluna de hoje, no Globo, Ancelmo Gois cita um item da recente pesquisa do Ibope. Falta pouco mais de um ano para as eleições, mas a barra está pesada. Todos, Dilma, Heloisa Helena, Ciro, Serra... estão com índices de rejeição acima de 30%. Na prática, são mais rejeitados do que apoiados. Aliás, seria uma idéia: o leitor ter o direito de teclar na urna o voto e, em seguida, a rejeição. Ninguém seria eleito, seria feita nova eleição com novos candidatos, de preferência, se houver, algum cidadão que seja novidade, ficha limpa, limpinho, de banho tomado, descontaminado, vacinado... Hoje o Globo também revela as articulações de Serra com o... PMDB. Articulações conduzidas por... Orestes Quércia. Beleza. Vamos em frente, cuidar da vida, que esses aí já bem resolveram a deles...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Deu no Dia on line: o leilão que não houve
Dia on line:Rio - Não houve proposta para a compra do acervo fotográfico e do arquivo jornalístico da Bloch Editores, levados a leilão nesta terça-feira, pela 5ª Vara Empresarial do Rio. Os cerca de 8,5 milhões de fotos, negativos e cromos, somados a coleções completas das revistas da editora - como Manchete e Fatos e Fotos - estão avaliados em R$ 1.967.438,42.Durante o leilão realizado no Fórum Central, o material chegou a ser oferecido condicionalmente pela metade do valor, mas não houve lances. Uma nova praça deverá ser marcada pela juíza Maria da Penha Nobre Mauro Victorino. De acordo com o leiloeiro Fernando Braga, durante o período de visitas, o acervo atraiu empresas de comunicação, informática e institutos (...)
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Leilão do Arquivo fotográfico: deu no Portal Imprensa
No Portal Imprensa, a cobertura do leilão pelo repórter Eduardo Neco.
Acervo fotográfico da Bloch Editores não recebe lances em leilão Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
Contrariando as expectativas dos ex-funcionários da massa falida da Bloch Editores, nenhum lance foi feito ao acervo fotográfico da empresa durante leilão ocorrido na tarde desta terça-feira (22), na cidade do Rio de Janeiro. Avaliado em R$ 2 milhões, o acervo possui material produzido por fotógrafos das revistas Manchete, Fatos e Fotos, Amiga, Desfile, Sétimo
Céu, Geográfica Universal e Pais & Filhos, e reúne mais 12 milhões de fotos, cromos e negativos. A venda do arquivo se destina ao pagamento dos créditos de dívidas trabalhistas aos ex-funcionários da empresa, que faliu em 2000. O arquivo possui também fotos que não foram publicadas. De acordo com Jussara Razzé, integrante da Comissão de Ex-Empregados de Bloch Editores, o leilão foi aberto com o valor previsto, mas por não haver manifestação de lance, uma nova proposta foi feita pelo leiloeiro Fernando Braga, dessa vez com abatimento de 50%. Mesmo assim nenhum dos presentes se manifestou e a data para um novo leilão deverá ser estipulada pela Justiça. José Carlos Jesus, presidente da Comissão dos Ex-empregados de Bloch Editores, lamentou a ausência de lance dos interessados no acervo e sublinhou a falta de "valor que se dá a cultura e a memória do país". "Isso é muito triste. Amanhã, aquilo tudo pode virar pó, não dá para entender", disse José Carlos. Leia mais no link Leilão do Arquivo da Manchete
Acervo fotográfico da Bloch Editores não recebe lances em leilão Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
Contrariando as expectativas dos ex-funcionários da massa falida da Bloch Editores, nenhum lance foi feito ao acervo fotográfico da empresa durante leilão ocorrido na tarde desta terça-feira (22), na cidade do Rio de Janeiro. Avaliado em R$ 2 milhões, o acervo possui material produzido por fotógrafos das revistas Manchete, Fatos e Fotos, Amiga, Desfile, Sétimo
Céu, Geográfica Universal e Pais & Filhos, e reúne mais 12 milhões de fotos, cromos e negativos. A venda do arquivo se destina ao pagamento dos créditos de dívidas trabalhistas aos ex-funcionários da empresa, que faliu em 2000. O arquivo possui também fotos que não foram publicadas. De acordo com Jussara Razzé, integrante da Comissão de Ex-Empregados de Bloch Editores, o leilão foi aberto com o valor previsto, mas por não haver manifestação de lance, uma nova proposta foi feita pelo leiloeiro Fernando Braga, dessa vez com abatimento de 50%. Mesmo assim nenhum dos presentes se manifestou e a data para um novo leilão deverá ser estipulada pela Justiça. José Carlos Jesus, presidente da Comissão dos Ex-empregados de Bloch Editores, lamentou a ausência de lance dos interessados no acervo e sublinhou a falta de "valor que se dá a cultura e a memória do país". "Isso é muito triste. Amanhã, aquilo tudo pode virar pó, não dá para entender", disse José Carlos. Leia mais no link Leilão do Arquivo da Manchete
Arquivo fotográfico: sem lances no primeiro leilão
Na primeira tentativa, o leilão do Arquivo Fotográfico da Manchete não se concretizou. O leilloeiro Fernando Braga (na foto) abriu a sessão pouco depois das 15h, no hall do prédio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, anunciando o valor inicial de 2 milhões de reais. Sem lances, fez a segunda chamada, estipulando os lances em um mínimo de um milhão de reais. Os interessados, se havia algum no local, não se manifestaram. Encerrado o leilão, Braga permaneceu no local por mais alguns minutos atendendo a imprensa. Segundo ele, varias empresas procuraram a Massa Falida e examinaram o acervo. Algumas grandes instituições, foram ao depósito onde estão guardadas as mais de 11 mil caixas com negativos, positivos e cromos, por mais de uma vez. A ausência de lances foi atribuida a vários fatores: seria comum a falta de propostas em um primeiro momento, já que alguns compradores em potencial podem apostar em um preço acessível mais adiante; outros interessados prefeririam receber o arquivo já digitalizado, sob a alegação de que além de pagar o valor do leilão ainda teriam que investir no tratamento e recuperação de imagens. Mas tal encargo, a digitalização, envolve um alto custo, que estaria acima das atribuições da MF; a época do ano, quando as empresas ainda estão fazendo projeções para seus investimentos em 2010, também não seria a mais favorável. O fato é que haverá novo leilão, em data a ser marcada, quando continuará valendo o preço mínimo de 2 milhões de reais. Nada impede, tal qual aconteceu com o prédio do Russell, que, nesse intervalo, uma empresa faça uma proposta direta. Desde que o candidato seja idôneo, a juíza aceite a proposta e o valor seja superior ao mínimo estipulado, o arquivo poderá ser vendido. O leiloeiro lembrou que o prédio do Russell só foi vendido na terceira tentativa. Espera-se, no caso da venda do Arquivo, que a nova data seja marcada e os interessados se apresentem. Trata-se de um bem cultural e perecível. Quanto mais tempo passar acondicionado em caixotes maiores danos podem ser causados ao acervo. Alô Ministério da Cultura, alô Arquivo Nacional, alô Biblioteca Nacional, alô prefeito Eduardo Paes, o arquivo da Manchete é também um valioso patrimônio carioca. Pra facilitar, prefeito, se quiser marcar um visita e conhecer melhor o acervo é só discar para o leiloeiro Fernando Braga: (21) 22247478.
Ô trem bão!!!
Minas gosta de trem, certo? Nada mais natural que o governador e presidenciável Aécio Neves dê a partida no "trem da alegria" que pretende efetivar 4 mil e 500 funcionários não-concursados. Qual o problema? A maria-fumaça mineira desgovernada não vai consumir lenha nem carvão, apenas o dinheiro público. Piuíiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, piuíiiiiiiiii!!!!!
Do baú do paniscumovum: a edição de Manchete que virou livro
A edição da MANCHET, de 29 de dezembro de 1979, há 30 anos...
... se transformou em um livro "fora do comércio", de tiragem restrita e hoje exemplar raro.Logo mais, às 15h, no Fórum, centro do Rio, acontecerá o leilão do Arquivo Fotográfico da Manchete. A expectativa, como este paniscumovum já adiantou, é que apareçam interessados já nessa primeira chamada, que uma eventual disputa eleve o valor inicial do acervo e que os recursos arrecadados acelerem o pagamento das indenizações a cerca de 3 mil trabalhadores da extinta editora. Já falamos aqui da importância histórica e cultural deste arquivo, especialmente para o Rio de Janeiro. A torcida geral é para que ele não saia do Rio. Mas o propósito deste post é falar dos Anos 70. Há quase 30 anos, mais precisamente no dia 29 de dezembro de 1979, chegava às bancas a revista Manchete, o número da primeira semana dos Anos 80. Anunciava o lançamento de uma série especial: Para Entender os Anos 70. O curioso - e não sei se isso já aconteceu com outra revista - é que o série fez tanto sucesso que a Bloch resolveu transformá-la em um livro. Foi uma edição especial, fora do comércio, para anunciantes e agências de publicidade. Estão aí reproduzidas as capas da revista e do livro. No prefácio, Zevi Ghivelder, então diretor-executivo da Manchete, ao lado de Roberto Muggiati (Justino Martins era o diretor-editor), escreveu um texto preciso sobre a revista ilustrada, este segmento especial de jornalismo que produziu o fabuloso arquivo fotográfico que a Manchete e as demais publicações da Bloch legaram à memória e à cultura nacionais. Vale a transcrição: "Anos atrás a revista Time publicou a correspondência de um leitor que reclamava a propósito da publicação de uma reportagem de um professor universitório. Dizia mais ou menos o seguinte: 'vocês não deviam dedicar-lhe atenção. Fui seu aluno e ele sempre repetia em aula que nos Estados Unidos só há duas revistas. Uma para as pessoas que não sabem pensar, outra para quem não sabe ler'. O dito mestre naturalmente se referia a Time e Life. Este é apenas um pequeno exemplo da mística que envolve as revistas ilustradas no mundo inteiro. Alguém inventou aquele bela frase segundo a qual 'mais vale uma foto do que mil palavras' - e muita gente boa tomou isso ao pé da letra. Na verdade, não há regra fixa no que toca à forma de edição das revistas ilustradas, mas uma relação de interdependência entre o texto e a foto, ou mesmo a prevalência de um sobre o outro, conforme a oportunidade. Nos áureos tempos de Paris Match, um de seus maiores atrativos eram os artigos de Raymond Cartier que prescindiam de ilustrações. Eles se somavam à embalagem total da publicação, profusa em fotografias, como uma parte que lhe era integrante e inalienável. Assim como na França, em muitos países as revistas ilustradas também se impuseram junto ao público pela qualidade de seus textos. Creio que nós, na Manchete, seguimos igual curso em vinte e oito anos de trabalho. Ao lado de algumas das mais expressivas fotografias da imprensa brasileira, também publicamos alguns dos melhores e mais imporantes textos, entre os quais se insere a nossa análise da década de 70. Decidimos reproduzi-la neste livro rigorosamente fora do comércio, destinado a agências de publicidade de todo o país e aos anunciantes de Bloch Editores. Conservamos a sequência com que foram publicadas as respectivas matérias em quatro edições sucessivas da revista, no final de 1979, tarefa realizada por Roberto Muggiati (concepção visual) e Wilson Cunha (edição de texto). Essa coletânea em livro assim se torna um valioso documento e testemunha dos dias que vivemos."
Paniscumovum promete reproduzir parte dessa edição de Manchete na primeira semana de 2010, na marca dos 30 anos exatos. É um legítimo retrato do que o Brasil e o mundo pensavam, consumiam, liam e viam naqueles dias. A propósito, entre os autores da coletânea e da série, estão Carlos Heitor Cony, Fritz Utzeri, Arthur C. Clarke, Lincoln Martins, Flávio de Aquino, Artur da Távola, Roberto Muggiati, Zevi Ghivelder, Wilson Cunha, Irineu Guimaráes, Ney Bianchi, Roberto Barreira, Josué Montello, Murilo Mello Filho, Edmar Pereira, Ethevaldo Siqueira, Roberto Campos e Eduardo Celestino Rodrigues, cada um jogando no seu campo e falando de política, gente, medicina, ecologia, artes plásticas, cinema, literatura, música, televisão, esporte, religião etc. Um documento especialíssimo.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Controle (bem) remoto, canal 86

Do baú do paniscumovum: o que a Rede Manchete exibia na semana de 23 a 29 de outubro de 1986. Nas reproduções, páginas do boletim de divulgação da programação. Esta publicação, com jeito e conteúdo de revista, era paginada por J.A.Barros. Na equipe, Aurea Balocco, hoje na Record, Marisa Borges, Marcelo Costa, Marcel Souto Maior, atualmente na Globo, Helio Muzis na produção. Na capa, Bia Seidl, anunciada como nova apresentadora do Programa de Domingo, ao lado de Paulo Figueiredo, sob direção de Mauricio Sherman. Naquela semana, a grande matéria do programa era sobre a violência contra as mulheres. Na pauta, ainda, uma entrevista com o cantor Paulo Ricardo, vocalista do RPM e a Crônica da Semana, por Alexandre Garcia, quadro anunciado como "uma crônica satírica que apresenta o lado bem-humorado das notícias e as contradições dos políticos e as fraquezas das autoridades". A matéria prima de Alexandre Garcia, hoje na Globo, eram as 60 fitas produzidas durante cada semana pela redação da rede em Brasília. A novela em cartaz, Novo Amor, era assinada por Manoel Carlos (atualmente no ar com a novela das 21h, Viver a Vida, na Globo). No elenco, Angela Leal, Esther Góes, Nathalia Timberg, Nuno Leal Maia, Jonas Bloch, Carlos Alberto, Renee de Vielmond e João Paulo Adour. O humorístico era o Aperte o Cinto, com Costinha, Geraldo Alves, Scarlet Moon, Zé Vasconcelos..., Miele comandava o Miele & Cia, programa que também tinha um quadro de humor apresentado por Paulo Cesar Pereio e Cissa Guimarães. Naquela semana era lançado um projeto ambicioso: a série Desafio do Mar, documentário mensal que a Rede Manchete exibiria durante um ano. Lincoln Martins, então diretor da Geográfica, e Hélio Carneiro, um dos editores da revista Manchete, escreveram o texto e planejaram o roteiro. O programa era dirigido por Maurício Capovilla e alertava, "com um show de imagens", para a necessidade de preservação dos recursos e belezas do mar. São alguns recuerdos da Rede Manchete, hoje fora da tomada.
Alexandre Garcia fazia a Crônica da Semana, do Programa de Domingo.

Lincoln Martins, Hélio Carneiro e Mauricio Capovilla: série de documentários que alertava sobre a necessidade de preservação do mar e do litoral brasileiros.
Hoje, os musicais estão praticamente relegados à Tv por assinatura. Esse aí era o Toque de Classe, gravado no Teatro Adolpho Bloch e comandado por César Camargo Mariano. Naquela semana, as atrações eram Beth Carvalho, Baby Consuelo, Celso Blues Boy e Eduardo Dusek. Na linha de musicais, o destaque era a música clássica, outra grande ausência nas programações de hoje. O violoncelista russo Mischa Maisky e o pianista brasileiro Nelson Freire eram os nomes do programa Grandes Solistas Internacionais, apresentado no sábado à noite e gravado no Theatro Municipal.
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Fim da novela da F-1?
A Renault acaba de receber suspensão de dois anos da Fórmula 1 pela operação-mutreta no GP de Cingapura. A novela rola há algum tempo, sabem, desde que Nelsinho Piquet cumpriu uma ordem do boxe para armar um acidente na pista e favorecer a vitória do companheiro de equipe Fernando Alonso. A Renault não será impedida de correr nestes dois anos - foi beneficiada com um sursis - desde que não cometa infração igual no período. A FIA foi benevolente com a Renault sobre a alegação de que o team ajudou nas investigaçoes. Flávio Briatore não teve a mesma colher-de-chá: foi banido da F-1 e não poderá, sequer, agenciar pilotos. Nelsinho foi poupado por ter denunciado todo o esquema, mas vai precisar de muito esforço para continuar sua carreira de piloto com um mínimo de credibilidade. Se tiver sorte, o "circo" vai atribuir o erro à sua juventude e pouco experiência, embora uma coisa e outra não justifiquem falta de ética. Do pai, Nelson Piquet, pode-se dizer que conseguiu o que prometeu. O tricampeão que, segundo se publicou, teria ficado um tempo se falar com o filho por conta da vacilada deste, garantiu que Briatore ia se arrepender do dia em que nasceu. Insinuou que, no mínimo, Briatore iria junto com Nelsinho para o buraco. O italiano é milionário, não vai virar mendigo, mas é vaidoso e a essa hora está no colo da mama. Como é sócio de um time de futebol na Inglaterra, deve partir, agora, para armações de vestiário. Isso se outra denúncia não infernizar a vida do ex-chefe de equipe também na terra da Rainha. É que uma das consequências do "acidente" de Cingapura teria sido um boom na bolsa de apostas inglesa. Alguns apostadores teriam embolsado milhares de libras com a armação, já que Alonso, naquela altura, era "zebra" e sua pule pagava alto. Como bem lembrou o Reginaldo Leme no Jornal Nacional, semana passada, apostas são legalizadas na Inglaterra e a manipulação de resultados é crime. Os problemas de Briatore podem estar apenas começando.
domingo, 20 de setembro de 2009
Livro-bomba de plutônio
Paulo Maluf revelou à Folha de São Paulo que está escrevendo um livro-bomba para ser lançado após sua morte. Diz que relatará bastidores da eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral da ditadura, em 1984, e da polêmica votação da emenda constitucional que permitiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Deve ter muito o que contar mas não apenas dos adversários. Os bastidores da vida do ex-prefeito e ex-governador de SP são notoriamente explosivos. Publica logo, Maluf.
Flávio Damm, um mestre do fotojornalismo
O Centro Cultural Correios, na rua Visconde de Itaboraí, no Rio, abre nesta quinta-feira, 24, a exposição O Olho Pronto de Flávio Damm, do fotógrafo gaúcho que comemora 64 anos de carreira. Flávio começou sua carreira como auxiliar do fotógrafo alemão Ed Keffel e tornou-se conhecido ao fazer as primeiras fotos de Getúlio Vargas em sua fazenda após seu afastamento da presidência da República. Foi esse feito fotojornalístico que o levou a ser contratado pelo Cruzeiro, onde trabalhou por 15 anos. Damm, que produziu 60 mil negativos ao longo da sua trajetória, selecionou 64 fotos para a mostra dividida pelos blocos "Vejo Lisboa", "Linhas" e "Pombos pra que te quero". Ao lado, um belo exemplo do seu trabalho: o registro de um casamento coletivo na Catedral da Sé, em Lisboa, uma tradição do dia de Santo Antônio. Foto Flávio Damm/Divulgação.Jogue tomate no repórter
Um site da Nova Zelândia promoveu uma ação de marketing para anunciar que seus repórteres publicam antes o que os concorrentes só vão saber depois. Para ilustrar, os criadores da campanha pregaram literalmente um repórter em um outdoor para ser alvo de tomates lançados pela galera que passava na ruas. O jornalista estava sendo "punido" exatamente por não ter dado matérias exclusivas e furos na concorrência. E se a moda pega por aqui????? Vejam no link o vídeo hilário... Tomate no jornalista
Alô, manutenção!!!!!
Omelete postou aqui recentemente sobre uma nota da Folha de São Paulo avisando que a Globo estaria enquadrando sob um série de regras os blog pessoais dos seus contratados e funcionários, lembram? Pode ser coincidência, mas o portal que reúne a maioria das páginas das atrizes e atores da emissora está "temporariamente" fora do ar, segundo o aviso abaixo.
Manutenção: Temporariamente este site está indisponível para realizarmos a manutenção em seus sistemas. Obrigada pela compreensão, Equipe Globo.com
Mas outra disputa no mundo dos blogs. A Record inaugura na semana que vem o site R7 e está exigindo que páginas, orkuts e twitters dos seus contratados migrem para o novo portal. Só que muitos nomes do atual elenco da TV do Bispo Macedo já foram da Globo e têm seus blog abrigados na Globo.com. Cada uma puxa a brasa para seu portal mas parece perigoso esse controle sobre páginas pessoais. Dizem que os artistas - a maioria pelo menos - concordam com as exigências. Mas, nessa altura, alguém diria não ao empregador?
Mas outra disputa no mundo dos blogs. A Record inaugura na semana que vem o site R7 e está exigindo que páginas, orkuts e twitters dos seus contratados migrem para o novo portal. Só que muitos nomes do atual elenco da TV do Bispo Macedo já foram da Globo e têm seus blog abrigados na Globo.com. Cada uma puxa a brasa para seu portal mas parece perigoso esse controle sobre páginas pessoais. Dizem que os artistas - a maioria pelo menos - concordam com as exigências. Mas, nessa altura, alguém diria não ao empregador?
sábado, 19 de setembro de 2009
Preconceito?
Obama enfrenta uma violenta oposição na sua tentativa de mudar o
sistema de saúde americano...já viu essa reação elitista em algum
lugar ao Sul do Equador? Pois é... Para o presidente americano, a saída é divulgar o seu plano e tentar se comunicar com o máximo de pessoas. Ontem, segundo o Los Angeles Times, deu entrevistas para cinco redes nacionais de TV. E, tal qual na campanha, está usando as redes sociais da internet para explicar a reforma que, na opinião dos seus assessores, tem sido deturpada pela mídia comercial.
sistema de saúde americano...já viu essa reação elitista em algum
lugar ao Sul do Equador? Pois é... Para o presidente americano, a saída é divulgar o seu plano e tentar se comunicar com o máximo de pessoas. Ontem, segundo o Los Angeles Times, deu entrevistas para cinco redes nacionais de TV. E, tal qual na campanha, está usando as redes sociais da internet para explicar a reforma que, na opinião dos seus assessores, tem sido deturpada pela mídia comercial.
Leilão do Arquivo da Bloch
Preso pelo Facebook...
Notícia de jornal, hoje (The Journal, Pensilvânia): o ladrão Jonathan Parker foi preso porque deu uma vacilada digital. Depois de invadir uma casa e embolsar anéis de brilhante e outros trecos resolveu checar seu Facebook no computador da residência. Tudo tranquilo, não tinha ninguém em casa, os vizinhos não o viram pular o muro, beleza. Só que o bandido, de 19 anos, esqueceu de fazer log out. Deixou lá o seu perfil, contatos, amigos, brilhando na tela. O polícia só teve que clicar e localizar o falso malandro. O jornal pergunta se é um caso incurável de vício interneteiro ou o ladrão simplesmente é uma besta quadrada.
Do bloco de notas...
Na reprodução, o Palácio Universitário, Praia VermelhaFoto Gonça
Há 50 anos, em 1959, João Gilberto lançou seu primeiro disco. Em 1960, o compositor se apresentou no Teatro de Arena da então Faculdade de Arquitetura.
Na reprodução, o belo prédio da Faculdade de Medicina, na Praia Vermelho. Demolido em 1975 por ordem da ditadura, que também queria pôr abaixo o Palácio Universitário.Na última quarta-feira, fui ao campus da UFRJ, na Praia Vermelha, participar de um mesa-redonda sobre "Jornalismo de Celebridades". Fiz Comunicação na ECO-UFRJ, na época ainda instalada na Praça da República esquina de Visconde de Rio Branco. Foram quatro anos, dois de básico e dois de especialização em publicidade. Depois, fiz algumas matérias complementares, de jornalismo, já no prédio da Praia Vermelha. Voltei, portanto, aos corredores do passado. A caminho da sala onde os alunos se reuniam fiz a foto do anfiteatro, hoje chamado deTeatro de Arena, no Palácio Universitário. Em 1968 e 1969, foi palco de assembléias e manifestações contra a ditadura, alguma reprimidas com extrema violência. . E em 1960, como anfiteatro da Faculdade de Arquitetura, tinha sido palco de um dos primeiros shows de Bossa Nova, com Tom Jobim, o próprio João, Vinicius, Nara Leão, Sylvinha Telles... O show ficou conhecido como a "Noite do Amor, do Sorriso e da Flor", palavras que estavam estampadas em bandeiras nas janelas atrás do palco. "O amor, o sorriso e a flor" era o nome do segundo LP de João Gilberto, lançado em 1960. que trazia músicas como "Corcovado"e "Samba de uma nota só" (Em 1959, há 50 anos, JG lançava seu primeiro disco). A propósito, na década de 70, o belo conjunto neoclássico do Palácio Universitário escapou da demolição, dizem que por intervenção do então reitor Pedro Calmon, que protestou contra a intenção do governo militar. Em 1975, os generais mandaram pôr abaixo o prédio da Faculdade de Medicina. A ditadura pretendia, ao que parece, apagar da memória nacional prédios com algum significado político. Foi assim com o edifício da UNE e com o Palácio Monroe (este chegou a ser preservado pelo traçado do metrô, que faz uma curva a partir da Cinelândia, mas mesmo assim foi condenado pelo general Geisel). Foi o próprio ditador de plantão que, em 1975, mandou tratores demolirem a Faculdade de Medicina. Em 1966, o prédio tinha sido invadida pela polícia no episódio histórico que ficou conhecido como o "Massacre da Praia Vermelha". Todo o campus da Praia Vermelha era um simbolo da resistência ao governo militar. Houve outras e violentas invasões nos anos seguintes. O Palácio Universitário escapou da demolição, mas da Faculdade de Medicina sobrou apenas a foto.
Opinião Privada X Opinião Pública: a sociedade digital alternativa

Este é o debate que já está nas ruas e nas redes sociais da internet. Está no Globo de hoje, na coluna de Zuenir Ventura, sob o título O novo boca a boca. Trata-se de um tema que ganha força e entará em cartaz nas próximas temporadas, especialmente, as eleitorais. Zuenir fala sobre o livro Yes, we did ("Sim, nós fizemos), da ativista canadense Rahaf Harfoush, que relata a extraordinária mobilização popular da rede como decisiva para a eleição de Barack Obama. Em pouco tempo, eram milhares de voluntários a enviar milhões de emails em apoio a Obama, primeiro nas prévias contra Hillary Clinton, e, depois, ajudando a demolir o candidato de Bush, o republicano John McCain. Orkut, twitter, blog, facebook, youtube, flickr, todos os caminhos foram válidos na campanha alternativa para ganhar o jogo da opinião pública.
Ontem, os jornais divulgaram números de um censo do IBGE. Há dois resultados que se entrelaçam: cresceram os índices de escolaridade entre os jovens e aumentou expressivamente o número de residências conectadas à web. Há pelo menos um computador em 18 milhões de casas. Nestas, quase 14 milhões de famílias (média de 3,3 pessoas por casa ou mais de 46 milhões de brasileiros) têm acesso à rede. Some-se a isso os computadores em locais públicos (escolas e outras instituições), redes de lan house, de locais de trabalho etc, e essa estatística se expande. Não é pouca gente. Aos poucos, instala-se um elo de opinião pública - um poderoso boca a boca eletrônico a que se refere o colunista - em complemento, para contrabalançar ou em oposição ao rolo compressor da opinião privada veiculada na mídia comercial. Por definição e por fazerem parte de conglomerados econômicos, os grandes grupos de comunicação têm políticas próprias e semelhantes, são inegavelmente partidários e fazem, como fizeram, apostas claras em momentos decisivos da história política do pais. Para lembrar dois "cases": a implantação do golpe e da ditadura militar de 1964 e a eleição de Collor, por exemplo.
Estão no seu papel, literalmente.
Nos anos de chumbo, a imprensa alternativa foi uma pequena válvula de liberdade. Opinião, Movimento, Pasquim, Bondinho... eram os mais conhecidos mas havia centenas fora do eixo Rio-SP, impressos, mimeografados, distribuidos de mão em mão nas escolas, ruas, fábricas. A ditadura acabou e a comunicação alternativa permaneceu praticamente congelada até fins do anos 90, quando a internet, no Brasil, disparou a crescer em progressão geométrica. O debate político que vimos em blogs e sites na rede nas últimas eleições presidenciais terá sido nada comparando-se ao que vem por aí em 2010. Mas a ampliação dessa imensa rede, que o próprio mercado aliado a programas públicos e privados de inculsão digital impulsiona não terá influência apenas na escolha de um candidato. Como diz o colunista, o boca a boca eletrônico vai recomendar filme, peça, livro, exposição, restaurante, destinos turísticos, produtos... No final do texto, Zuenir observa, contudo, - "puxando a brasa para a minha sardinha", escreve, referindo-se à provável diminuição da influência dos formadores de opinião tradicionais - que, no Brasil, esse poder da rede de computadores ainda está longe de acontecer. Diz o jornalista que "desrespeito à autoria, boatos mentirosos e mensagens fraudadas" comprometem a credibilidade. Pode ser. Mas isso também acontece na terra do Obama e, mesmo assim, a internet teve seu peso na campanha americana. E, admitamos, "boatos mentirosos" e "mensagens fraudadas" não são "privilégio" da rede. Também frequentam a palavra impressa.
Como diria Raul Seixas, chegou a hora da sociedade (digital) alternativa.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Dicas de leitura para quem arrematar o Arquivo Fotográfico da Massa Falida da Bloch Editores. Obras ilustradas com centenas de reproduções de fotos.
Piada?
E o prefeito Gilberto Kassab, do Demo de SP, hein? Alegou que comer demais engorda e pretende cortar uma das refeições do dia em creches públicas. Vai tirar parte do rango de 60 mil crianças que não passam férias na Disney. A prefeitura quer reduzir o gasto mensal de R$2,85 milhões para R$2,28 milhões. Huuummmmm, deve ser essa "importante" economia que estava faltando para salvar os cofres da prefeitura de SP...quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Microfone: o vilão ataca

Em setembro de 1994, o então ministro da Fazenda Rubens Ricúpero conversava com o repórter Carlos Monforte, no estúdio da Globo em Brasília, pouco antes da gravação de uma entrevista. O tema do bate-papo informal era o IPC, o índice de preços ao consumidor, de agosto, publicado pelo IBGE. Ricúpero considerava alto o número apontado pelos pesquisadores. O então ministro não sabia mas o microfone estava ligado e captou o diálogo. Estimulado pelo repórter a revelar as previsões do IPC de setembro, ele diz que deveria conversar antes com os economistas da Fazenda: "Senão eles me matam. Vão dizer: 'Pô, você proibiu da vez anterior quando (o índice) era ruim, agora que é bom...' No fundo é isso mesmo. Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde". No último domingo, dia 13, foi a vez de Barack Obama cair na mesma armadilha. No momento em que aguardava entrar no ar para uma entrevista, o presidente americano assistia nos bastidores da CNBC a transmissão de uma premiação da MTV americana.Na tela, viu o rapper Kanye West invadir o palco grosseiramente e interromper a cantora Taylor Swift, que agradecia o troféu de Melhor Clipe, para dizer que a vencedora deveria ter sido a Beyoncé. O microfone captou a reação de Obama: "Jackass (babaca). Por que ele fez aquilo?". Kanye West foi vaiado, depois pediu desculpas e revelou que bebera uma garrafa de conhaque antes do prêmio e o "jackass" presidencial corre o mundo. Diferença entre Ricupero e Obama? O moreno está cheio de razão, embora esteja recebendo críticas pelo episódio.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
e o mundo não acabou...
Exatamente no dia 15 de setembro de 2008, há um ano, o banco norte-americano Lehman Brothers declarava falência. Começava uma forte crise financeira, que atingiu com um tiro na testa os especuladores dos tais derivativos, os alavancados, os fabricantes de índices, os "tio patinhas" das pirâmides, os magos das avaliações e das previsões e os tais projetistas de cenários. Os jornais anunciaram algo perto do fim do mundo. Empregos se foram, é verdade, menos do que diziam, e só agora começam a voltar. A crise foi, felizmente, aquém do apocalipse financeiro previsto. Quer saber: faltou seriedade e sobrou política - incluindo política eleitoral, lado a lado - e doses de ideologia na análise e critíca dos fatos neste um ano desde que os Brothers bateram a bota. Revista Repórter, 1978, um sonho em dois tempos
Repórter, número 2, o texto-denúncia do historiador Hélio Silva
A capa do número 2: estudantes
No número 1: a seleção ainda militarizada às vésperas da Copa da Argentina.

No número 1: Fernando Morais na guerrilha sandinista.

Na "conversa com o leitor": Paulo Patarra dá a régua e o compasso da "revista de repórteres".
Especial para a seção memória jornalística do paniscumovum. O time era respeitável. A idéia, vejam, mais louvável ainda. "Uma revista de repórteres, os jornalistas da linha de frente, do encontro direto com os fatos". Assim nascia a Repórter. O sonho de Paulo Patarra (diretor de redação), Hamilton Almeida Filho, Lourenço Diaféria, José Hamilton Ribeiro, Caco Barcelos, Joel Rufino dos Santos, Elifas Andreato, Narciso Kalili, Luiz Carlos Cabral, Zeka Araújo, Fernando Morais e tantos outro nomes, muitos egressos da Realidade, publicação que marcara época cerca de um década antes, chegou às bancas em maio de 1978, lançado pela Editora Três. A periodicidade era mensal. O primeiro número tinha 162 páginas, com 40 de anúncios, entre as quais mensagens de estatais, bancos, automóveis, cigarros etc. A capa (ao lado) era um cartão de visitas: o repórter Narciso Kalili investigava o Esquadrão da Morte e o réu Sérgio Fleury. No miolo, Caco Barcelos, que ficou 4 dias clandestino no canteiro de obras da usina atômica de Angra, área de segurança da ditadura, publicava o relato e fotos da "espionagem". Fernando Morais e o fotógrafo Geraldo Guimaráes infiltravam-se na guerrilha sandinista da Nicarágua. José Trajano assinava a matéria "Ordinário, chute" e mostrava que oito anos depois da Copa de 70, o capitão Claudio Coutinho treinava a seleção como um pelotão de soldados. No manual dos jogadores, escrito pelo Exército, o time que se preparava para a Copa da Argentina aprendia que era proibido "barba por fazer, cabelo despenteado, comentário sobre assunto interno da seleção, reivindicações, provocar desentendimento ou desagregação" e por aí vai. No segundo número, o sonho dos repórteres começou a desfocar. A revista saiu com apenas 88 páginas. Os anunciantes foram embora, somente dez marcas se arriscaram a figurar na edição em que a capa mostrava a volta da UNE, o historiador Hélio Silva revelava o Caso Stuart, a Anistia era tema, a morte dos trabalhadores vitimados pelas péssimas condições da indústris do cimento também. Com pautas incômodas ao regime, vieram as pressões, o boicote e o fechamento da Repórter. Foram duas edições, tempo de chegar, o diretor de redação explicar o que seria a revista, e logo entregar o boné e o sonho sem maiores explicações. Ficou a história.
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