quarta-feira, 15 de agosto de 2018

O polêmico Diego Escosteguy, ex-Época, anuncia em twitter que "deixa" cargo na Infoglobo



Diego Escosteguy, que já havia sido afastado da Época e assumira um cargo na Infoglobo, "deixa" o Grupo Globo, segundo informou no twitter.

No últimos anos, o jornalista envolveu-se em várias polêmicas e foi apontado como uma expressões do chamado jornalismo de ódio.

A controvérsia mais contundente foi revelada em carta do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, à redação da Época (leia, abaixo).

Já o também jornalista Lino Bocchini contou no twitter que durante uma reunião de pauta, Escosteguy ameaçou os colegas, sem qualquer sutileza: "Quem acha que foi golpe, vaze agora".

Foi ele o receptor do vazamento e divulgador de um twitter "comemorativo" sobre a condução coercitiva de Lula, que resultou na montagem de um espetáculo televisivo ao vivo perfeitamente ajustado a uma das principais cenas do filme-exaltação "A Lei é para Todos".

Afinado com as opiniões do Grupo Globo e, mesmo assim, abatido em voo, Escosteguy ainda não revela seus próximos projetos. Desde que o golpe se consolidou, com Lula já condenado e preso, com a Lava Jato menos motivada e com as eleições chegando, a mídia conservadora desacelerou ligeiramente a agressividade. Os principais colunistas tentam até se mostrar surpresos com o desmonte institucional, político e administrativo que ajudaram a implementar e com os personagens que turbinaram, como Bolsonaro, a quem podem até vir a apoiar, a depender do adversário, mas no momento preferem passar na suas análises apenas alguma perplexidade. Os mais agressivos do segmento tornaram-se, pelo menos temporariamente, obsoletos. A maioria foi se abrigar em bolsões jornalísticos da direita radical.

Jovem Pan, Veja, Globo News, TV Cultura, Antagonista, portais do MBL e do Farol Conservador ainda não se manifestaram sobre a disponibilidade de Escosteguy.

A Secretaria Especial de Comunicação da URSAL informou que o fato é irrelevante e não merece comentários.

Leia a carta de Joaquim Barbosa à Época, em 2014, sobre o que chamou de "condenável método de abordagem" por parte de Escosteguy. 

 "Sr. Diretor de Redação,

A matéria "Não serei candidato a presidente" divulgada na edição nº 823 dessa revista traz em si um grave desvio da ética jornalística. Refiro-me a artifícios e subterfúgios utilizados pelo repórter, que solicitou à Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal para ser recebido por mim apenas para cumprimentos e apresentação. Recebi-o por pouco mais de dez minutos e com ele não conversei nada além de trivialidades, já que o objetivo estabelecido, de comum acordo, não era a concessão de uma entrevista. Era uma visita de cunho institucional do Diretor da Sucursal de Brasília da Revista Época. Fora o condenável método de abordagem, o texto é repleto de erros factuais, construções imaginárias e preconceituosas, além de sérias acusações contra a minha pessoa.

A matéria é quase toda construída em torno de um crasso erro factual. O texto afirma que conheci o ministro Celso de Mello na década de 90, e que este último teria escrito o prefácio do meu livro "Ação Afirmativa e princípio Constitucional da Igualdade". Conheci o ministro Celso de Mello em 2003, ano em que ingressei no STF. Não é dele o prefácio da obra que publiquei em 2001, mas sim do já falecido professor de direito internacional Celso Duvivier de Albuquerque Melo,que de fato conheci nos anos 90 e foi meu colega no Departamento de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Mais grave, porém, é a acusação de que teria manipulado uma votação,impedindo deliberadamente que um ministro do STF se manifestasse. O objetivo seria submeter o ministro a pressões da "mídia" e de "populares". Isso não é verdade. Ofensiva para qualquer cidadão, a afirmação ganha contornos ainda mais graves quando associada ao Chefe do Poder Judiciário. Portanto, antes de publicar informação dessa natureza, o repórter tinha a obrigação de tentar ouvir-me sobre o assunto, o que pouparia a revista de publicar informação incorreta sobre minha atuação à frente da Corte.

No campo pessoal, as inverdades narradas na matéria são ainda mais ofensivas e revelam total desconhecimento sobre a minha biografia. Minha mãe nunca foi faxineira. Ela sempre trabalhou no lar, tendo se dedicado especialmente ao cuidado e à educação dos filhos. O texto,que me classifica como taciturno, áspero, grosseiro, não apresenta fundamentos para essas afirmações que, além de deselegantes, refletem apenas a visão distorcida e preconceituosa do repórter. O autor da matéria não apresenta elementos que sustentem os adjetivos gratuitos que utiliza.

Também desrespeitosa é a menção aos meus problemas de saúde. Ao afirmar que a dor causou "angústia e raiva", o jornalista traçou um perfil psicológico sem apresentar os elementos que lhe permitiram avaliar o impacto de um problema de saúde em uma pessoa com a qual ele nunca havia sequer conversado.

Outra falha do texto é a referência à teoria do "domínio do fato". Em nenhum momento a teoria foi evocada por mim para justificar a condenação dos réus no julgamento da Ação Penal 470. Basta uma rápida leitura do meu voto para verificar esse fato.

Finalmente, não tenho definição com relação ao momento de minha saída do Supremo e de minha aposentadoria. Muito menos está definido o que farei depois dessa data, embora a matéria tenha afirmado - sem que o jornalista tenha sequer tentado entrevistar-me sobre o tema - que irei dedicar-me ao combate ao racismo. Triste exemplo de jornalismo especulativo e de má-fé.

Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal"

Dados da UNICEF mostram que seis em cada dez crianças e adolescentes brasileiros vivem na pobreza...

por Flávio Sépia 
O congelamento de gastos sociais imposto pelo mercado, exaltado pela mídia conservadora e aprovado pelo governículo golpista de Michel Temer garante o agravamento desse quadro pelos próximos 20 anos. Um legado que entrará para a História. E a maioria dos candidatos a presidente é adepta da cartilha que faz o país se render não à Constituição, mas aos índices e "análises de risco" das organizações financeiras e especulativas. E com o apoio messiânico de cheerleaders entre colunistas, economistas, consultores, banqueiros, lavadores de dinheiro, sonegadores, beneficiários de isenções bilionárias...

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Leitura Dinâmica: Livro deita Temer no divã, Lula escreve no New York Times, exposição Queermuseu é aberta no Rio, Brasil envenenado por agrotóxicos, secretário de Defesa americano vem ao Brasil combater a URSAL, a nudez secreta de Marilyn Monroe...

* Fora Cartes - Caiu Horacio Cartes, banqueiro, presidente  do Paraguai. Renunciou em função de acusações de corrupção, de falsificação de assinaturas e de favorecer empresas privadas, era o homem do mercado no poder. Lembra alguém?

* Na rua - Foi demitido do governo chileno o ministro da Cultura Maurício Rojas. Ele criticou o Museu da Memória e dos Direitos Humanos de  Santiago, que foi inaugurado pela ex-presidente Michelle Bachelet. Rojas minimizou os crimes da ditadura de Pinochet e provocou fortes reações no país. A propósito, o atual presidente, o homem do mercado e da direita Sebastián Piñera, também costuma dar declarações "relativizando" a ditadura. Lembra alguém?

* O cardápio do veneno - Segundo o Ministério da Saúde, que está mais para Ministério da doença, cerca de 30% dos agrotóxicos consumidos no Brasil levam "na veia". Estudos científicos internacionais determinam que o produto aumenta o risco de câncer em quem o manipula e também chega à mesa dos consumidores. No Brasil, por força das pressões da bancada ruralista que "flexibiliza" as leis em níveis bem maiores do que em outros países. Sem falar que a fiscalização é falha. Entram no país produtos às vezes proibidos e, como se não bastasse, há projetos pós-golpe para legalizar esse contrabando. Aqui existe um "Grupo de Informação e Pesquisa sobre Glifosato" que defende o veneno. Detalhe: é apoiado pelos fabricantes de agrotóxicos.

* Temer no divã - O livro "Michel Temer e o Fascismo Comum", do psicanalista Tales Ab’Sáber deita o ilegítimo e lhe investiga os desvãos da mente. "nada nele surpreende, brilha ou dá esperança"; “a voz melíflua de Temer, as mãos que giram sobre si mesmas de fato não dizem nada”; "Michel Temer é um medíocre irremediável. Ao mesmo tempo, sua figura medíocre reforça a mediocridade da organização criminosa que assaltou o poder em 2016". E segue o barco.

* Lula escreve no New York Times, hoje - Entre outros tópicos, o ex-presidente assinala que "combater a pobreza era uma boa política econômica" e denuncia o golpe ainda em andamento. "Meu encarceramento foi a última fase de um golpe em câmera lenta destinado a marginalizar permanentemente as forças progressistas no Brasil.
Pretende-se impedir que o Partido dos Trabalhadores seja novamente eleito para a presidência. Com todas as pesquisas mostrando que eu venceria facilmente as eleições de outubro, a extrema direita do Brasil está tentando me tirar da disputa. Minha condenação e prisão são baseadas somente no testemunho de uma testemunha cuja própria sentença foi reduzida em troca do que ele disse contra mim. Em outras palavras, era do seu interesse pessoal dizer às autoridades o que elas queriam ouvir". Lula apresenta ao NY Times a sinistra conta do golpe: "As forças de direita que tomaram o poder no Brasil não perderam tempo na implementação de sua agenda. A administração profundamente impopular do presidente Michel Temer aprovou uma emenda constitucional que estabelece um limite de 20 anos para os gastos públicos e promulgou várias mudanças nas leis trabalhistas que facilitarão a terceirização e enfraquecerão os direitos de negociação dos trabalhadores e até mesmo seu direito a uma jornada de oito horas".

* Política de extermínio - O fundamentalismo neoliberal que se expressa na mídia, na política, e no criminoso corte de verbas sociais (em troca de bilhões de reais em favorecimento a corporações) também mata. No Rio, um paciente que havia sofrido um AVC morreu após aguardar atendimento  durante cinco horas deitado em um bando de concreto. Pra variar, o hospital é administrado por outra danosa invenção neoliberal: a terceirização desenfreada e onerosa. No caso, para um "organização social".



  * Vencendo o fanatismo - Com curadoria de Gaudêncio Fedelis, a exposição “Queermuseu: cartografias da diferença na arte brasileira” finalmente será aberta no Rio, após campanha contrária das tropas de choque fascistas e religiosas. São 264 obras de 85 artistas, dentre eles, Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Bia Leite, Cândido Portnari, Cibelle Cavalli Bastos, Leonilson, Lygia Clark, Pedro Américo, Roberto Cidade e Sidney Amaral. A notícia está no site da Escola de Artes Visuais Parque Laje: "Em sua primeira apresentação realizada no espaço Santander Cultural, em Porto Alegre, a exposição sofreu uma campanha difamatória em redes sociais de grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), na qual seus participantes afirmavam que a exposição fazia apologia à pedofilia, pornografia e à zoofilia, além de desrespeito à figura religiosa, por isso ameaçaram boicotar o Banco Santander, que cancelou a exposição. Todas as acusações foram desmentidas pelo Ministério Público Federal, que se manifestou afirmando não haver crime de qualquer espécie tendo recomendado a imediata reabertura da exposição, que não aconteceu. A exposição seria, então, realizada no Rio de Janeiro, pelo Museu de Arte do Rio (MAR), porém foi censurada por Marcelo Crivella, prefeito da cidade, que declarou em um vídeo que a exposição só aconteceria se fosse “no fundo do mar”.


Foto Marcelo Camargo
Agência Brasil
* URSAL dominada e a marcação homem a homem do Departamento de Estado - Deve ser coincidência, claro, mas foi só o cabo Daciolo denunciar a formação de um megapaís socialista na América do Sul para o secretário de Defesa americano e operador internacional de Donald Trump, James Mattis, voar para o Brasil, Colômbia, Chile a Argentina. A verdade é que à base de golpes e da aberta "integração" com o Judiciário e Legislativo de vários países, Tio Sam botou os coturnos da direita no continente. Intensificação de acordos militares, bases aéreas na Colômbia e Argentina (esta na tríplice fronteira) e, no Brasil, ocupação da Base de Lançamento de Satélites, despontam entre outras medidas. Tudo é humilhante no tour do xerife. No momento em que o governo Trump distribui taxas e impostos contra países em desenvolvimento, Mattis vem aqui para determinar que o Brasil não deve se aproximar da China, corre o "risco" de"perda de soberania", disse. Nem precisava, porque a velha mídia brasileira já segue a cartilha de Washington em matéria de política internacional, mas, mesmo assim, a comitiva deu carona "a convite" ao correspondente do Globo, Henrique Gomes Mattos, para cobertura da "visita de inspeção" aos governos da região e aos ministros Silva e Luna, da Defesa, e Aloysio Nunes Ferreira, das Relações Exteriores (na foto, com o meganha de Trump).

* Quem vai querer? - Depois de encerrar nove revistas, a Abril tenta achar comprador para os títulos VIP, Placar e Viagem e Turismo. A informação é do Portal dos Jornalistas.

* Nudez trancafiada - O corpo de Marilyn Monroe não era exatamente um segredo de estado. Antes mesmo da fama em Hollywood, ela posou para fotos que a Playboy mostrou anos depois, já com a atriz despontando para o estrelato. Mas no cinema, por conta da feroz censura, MM só insinuava seu arsenal. O livro recém-lançado “Marilyn Monroe: The Private Life of a Public Icon” (Marilyn Monroe: a vida privada de um ícone público), de Charles Casillo, revela que em um take do filme "Os Desajustado" ("The Misfits") quando contracenava com Clark Gable, Marylin deixou cair a roupa. A cena foi cortada, parte pelo código moral da época, era 1960 - o filme foi lançado um ano depois -, e parte pelo desinteresse, segundo o autor, do diretor John Huston. O produtor do filme, Frank Taylor, guardou em casa o que a tesoura cortou. Após sua morte, o filho, Curtice, manteve o segredo agora revelado, embora o trecho do filme ainda não tenha sido divulgado, apenas fotos que supostamente antecedem o momento da nudez total.


Nos anos 1950/1960, fotógrafos da Magnum cobriam com frequência bastidores de filmagens. Um livro espetacular -Magnum sul Set - Il cinema visto dei grandi fotografi, editado pelo Museu Nazionale dei Cinema, de Torino - mostra centenas de imagens desses momentos únicos e enfoques que os filmes jamais exibiram. Na capa do livro, Marilyn é vista na famosa cena do respiradouro do metrô, em "O Pecado Mora ao Lado", mas em ângulo inédito captado pelo fotógrafo Elliot Erwitt.


A foto reproduzida acima, de Inge Morath, não faz parte do livro citado, mas pode ser vista no portal Magnum Photos. A mídia internacional divulga hoje essa imagem como sendo a que antecede os 45 segundos da nudez da Marilyn Monroe eliminada do filme "Os Desajustados".  Não está confirmado se a descoberta levará Hollywood a lançar novas cópias do filme com a "versão do produtor". Afinal, Frank Taylor não guardou por tantos anos o que pode ser a cena mais explosiva da carreira da atriz para simplesmente permanecer no baú da família.

sábado, 11 de agosto de 2018

Intercept Brasil critica matéria da Folha sobre assassinato da PM Juh Duarte em São Paulo...

Reprodução

Reprodução

(do portal Intercept Brasil) 

"JUH DUARTE – ou Juliane dos Santos Duarte, ou mesmo Dudu Duarte, como se apresentava em algumas ocasiões, segundo relatos de amigos – era Policial Militar. Foi brutalmente assassinada na semana passada em São Paulo. Ela desapareceu na favela de Paraisópolis, zona sul da cidade, e seu corpo foi encontrado quatro dias depois. Entrou para as estatísticas de policiais mortos – desde 2007 foram 680 no estado, a maioria fora de serviço – e também para a história do jornalismo, em um exemplo brutal da falta de sensibilidade do que chamam de ~isenção jornalística.

Nesta quinta, a Folha de S. Paulo publicou um texto narrando os “últimos momentos” da PM, dando atenção especial à sua orientação sexual, aos atributos físicos de sua companheira, a uma possível traição e detalhes sobre uma noite de diversão na favela. O texto, escrito por um homem, romantiza a relação de Duarte com suas amigas em uma noite de sábado, e usa como fonte o Boletim de Ocorrência. Em outras palavras: transforma o BO de um crime brutal em um conto erótico de quinta categoria."
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO INTERCEPT BRASIL, CLIQUE AQUI

Agrotóxico glifosato é condenado nos Estados Unidos enquanto tem "licença para matar" no Brasil...


Como parte da conta do golpe, da armação para tentar aprovar a reforma da Previdência e reforçar a base para neutralizar denúncia de corrupção contra sua pessoa Michel Temer apoia os "pacotes venenos" da bancada ruralista liberando agrotóxicos. O setor seria favorecido até com isenção fiscal para envenenar não só consumidores como trabalhadores que manipulam as substâncias cancerígenas, segundo amplos estudos internacionais não comprometidos com as multinacionais produtoras.
Em recente entrevista ao portal De Olho nos Ruralistas, a pesquisadora do Fiocruz, Karen Friedrich, falou sobre os projetos dos ruralistas: "Esse projetos propõem fragilizar a legislação de agrotóxicos. Hoje a gente tem a lei 7.802 de 1989, com pontos muito importantes que são os principais alvos desses novos projetos legislativos. Um deles tenta abrir a possibilidade de registrar produtos que tenham potencial de causar câncer, malformação fetal, alterações endócrinas, alterações no sistema reprodutivo e mutação no material genético. Hoje em dia, segundo a lei vigente de 1989, agrotóxicos que causem esses efeitos nos testes apresentados pelas indústrias no momento de registro são indeferidos pela Anvisa e os agrotóxicos não são registrados".

Um juri da Califórnia declarou a Monsanto culpada em um processo aberto por um homem que a alega que os pesticidas baseados em glifosato da empresa, incluindo o Roundup, causaram câncer nele. A companhia foi condenada a pagar 289 milhões de dólares como indenização.

Veja mais no site da Reuters, AQUI

Só faltava essa ... Sobrou para o Esporte Interativo: venda da Turner para a AT&T provoca demissões de jornalistas no Brasil

Reprodução de comunicado oficial do Esporte Interativo

URSAL... hasta la victoria




por Ed Sá

O debate da Band teve forte repercussão nas redes sociais. O vídeo do encontro dos candidatos já ultrapassa dois milhões de visualizações no You Tube. Mas, de longe, o que mais motivou os internautas foi uma piada. As veias da web são criativas e bem-humoradas, de um humor natural e autêntico na maioria das vezes. Não apenas ódio corre nos seus cabos óticos.
Infelizmente, a autoria dos memes geralmente se perde nos compartilhamentos. Que os autores da maioria das paródias sintam-se elogiados. Fazem quase a crítica política que os cartunistas da grande mídia, os do "humor a favor", já não arriscam.

A piada do Cabo Daciolo (partido Patriota)  - um vacilo e invenção infantil do PSOL, diga-se, partido que o elegeu deputado federal em 2014 e o expulsou em 2015 -  sobre a URSAL, União das Repúblicas Socialistas da América Latina, que seria um plano lisérgico para a criação de uma super país comunista, gerou centenas de memes.

Cabo Daciolo não está sozinho nessa patologia. O filósofo Olavo de Carvalho, o guru da direita radical, também já denunciou o que seria uma revolução comunista continental.

Até aqui, o catarinense Daciolo não era muito conhecido fora do Rio. A Band lhe deu projeção nacional e o tornou protagonista de memes. Merece. Deu fala cômica e quebrou o tédio que dominou o debate na maior parte do tempo. O povão da web se divertiu.




Reproduções TwitterURSA e Facebook


Em vídeo, Manuela d'Ávila "convida" o uruguaio José Mujica para "presidente da URSAL. Veja AQUI

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Togas em festa...

por O.V.Pochê 

A Época Negócios repercute o aumento salarial autoconcedido dos juízes do STF, com efeito cascata judiciário abaixo.

Os togados passam à margem da crise que atinge os demais 200 milhões e tantos de cidadãos- manés desta "muy nobre república de platanos".

Leia um trecho da matéria;

Informa a revista ao distinto público que "Um estudo de 2016 da Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (Cepej, na sigla em francês) mostra que, em 2014, um juiz da Suprema Corte dos países do bloco ganhava 4,5 vezes mais que a renda média de um trabalhador europeu. No Brasil, o salário-base de R$ 33,7 mil do Supremo Tribunal Federal corresponde a 16 vezes a renda média de um trabalhador do país (que era de R$ 2.154 no fim de 2017).

Em 2014, um magistrado da Suprema Corte de um país da União Europeia recebia, em média, 65,7 mil euros por ano. Ao câmbio de hoje, o valor equivaleria a cerca de R$ 287 mil - ou R$ 23,9 mil mensais.

Segundo a última edição do relatório Justiça em Números, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil tem hoje cerca de 18 mil magistrados (juízes, desembargadores, ministros). Eles custam cada um, em média, R$ 47,7 mil por mês - incluindo salários, benefícios e auxílios. O custo de um magistrado é portanto quase 20 vezes a renda média do trabalhador brasileiro".

Consultores técnicos ouvido pelo Deutsche Welle calculam que os aumentos podem render um rombo de 4 bilhões de reais no caixa do Tesouro nacional.

Brasileiros indignados só têm cinco opções:
1) Emigrar
2) Fazer o filho desistir da carreira de cantor sertanejo ou jogador de futebol e virar concurseiro para descolar um bico de juiz.
3) Participar do reality show Bacharelotte e casar ou arrumar uma relação estável com um juiz ou juíza.
4) Sentar no meio-fio e chorar.
5) Juntar seus próprios contracheques, contas a pagar, aluguel atrasado, paletó desfiado, escola dos filhos pendurada, plano de saúde vencido, cobrança da passagem aérea no SPC, fazer uma fogueira e atear fogo às próprias vestes.

LEIA A MATÉRIA DA ÉPOCA NEGÓCIOS AQUI

Redes sociais em Manchete: Kim Kardashian em decúbito dorsal rende memes






Hi, people. A socialite Kim Kardashian postou no Instagram a foto no alto do post. A internet achou que ela fez uma pose forçada e estranhamente desconfortável. A foto rendeu memes imediatas. Mas há quem a leve a sério. Por alguns momentos, Trump deixou de lado o Irã, a Rússia, a Venezuela, a guerra fiscal que empreende contra o mundo e os ataques à mídia para receber a celebridade no Salão Oval.  (Clara S. Britto)

Todos os tons de cinza do debate dos presidenciáveis na Band...

Eleições 2018, o primeiro debate. Foto Kelly Fuzaro/Band

Guilherme Boulos, candidato do PSOL, foi o autor de duas frases que definem bem o debate de ontem na Band. Quando disse que os colegas de bancada expressavam os "50 tons de Temer". E, durante o encerramento, quando falou após Ciro Gomes, do PDT, e demarcou o terreno: "Daqui pra frente, todos os que vão falar apoiaram o golpe", referindo-se a Marina Silva (Rede), Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias (Podemos), Cabo Dalciolo (Patriota) e Henrique Meireles (MDB).

Ampliando o rótulo de Boulos, o debate foi todo, na verdade, cinza. Muito por culpa das regras amarradas (em vários momento até o mediador Ricardo Boechat se enrolava) e, principalmente, pelo desequilíbrio e por forçar desigualdade de oportunidades: Meireles, Alckmin, Álvaro e, em seguida, Bolsonaro e Dalciolo, foram os mais solicitados. Marina, Ciro e Boulos foram menos escolhidos para respostas por parte dos colegas de debate. No bloco em que jornalistas da Band questionaram os presidenciáveis houve distribuição mais justa, Ciro e Boulos apareceram um pouco mais e, não por acaso, o debate ganhou alguma temperatura. Assessores dos candidatos prejudicados criticaram as regras da Band - que todos aprovaram - e que acabaram privilegiando certos debatedores.

Confira os tópicos: 

* O debate mostrou que a bancada estava dividida em três meios de campo: Cabo Dalciolo, Marina e Bolsonaro formavam a esquadra evangélica, com Marina mais contida na pregação moral. Dalciolo, mais explícito adotava o estilo de "pastor". Era o apocalíptico do grupo, "O novo vem aí", "é o vento do espírito santo", trovejava.  Não por acaso, os três, que disputam as mesmas ovelhas, evitaram maiores questionamentos entre si quando trocavam perguntas ou comentários; Alckmin, Meireles e Álvaro, com este dando mais ênfase à corrupção, costeavam os tons cinza de Temer. Faziam algumas críticas genéricas mas, em geral, preservavam ou omitiam o ilegítimo que o golpe colocou no Planalto. Os três fugiram do "troféu" de "candidato do Temer" como o diabo faria diante da cruz daquele bancada. E, quase sempre, escolhiam uns aos outros quanto o debate lhe dava direito de optar por fazer perguntas a um dos candidatos. As regras do debate, nos primeiro bloco, permitiam que um mesmo candidato fosse escolhido por três vezes, o que se configurou um excesso. no segundo bloco, duas vezes, melhorou um pouco. Alckmin estourou a cota de privilégio por parte de Álvaro Dias e Meireles. Sinal de que poderão estar juntos no segundo turno, caso um deses avance?

* Com exceção de Boulos cutucando Bolsonaro e de um rápido atrito entre Ciro e Bolsonaro, quando este achou que a palavra "droga" usada por Ciro em um comentário em relação ao capitão de pijama poderia confundir seus eleitores (Ciro havia falado apenas em drogas farmacêuticas), os candidatos evitaram temas mais "delicados". Alckmin não foi questionado sobre as denúncias de corrupção no seu governo,  nem sobre auxiliares indiciados; ninguém perguntou a Marina sobre o entusiasmo com Aécio Neves nas eleições passadas, nem sobre seu apoio ao golpe e à ascensão de um governo que, entre outras ofensivas contra direitos sociais, neutralizou a defesa do meio ambiente e a repressão ao trabalho escravo ao atender demandas da bancada ruralista; Boulos ainda perguntou a Bolsonaro sobre uma funcionária fantasma, enriquecimento e imóveis. Os demais praticamente evitaram golpes diretos.

* Qualquer entrevistador sabe que ao fazer perguntas com três ou quatro enunciados, o entrevistado, no caso, o debatedor, geralmente opta por responder aquele que mais lhe convém e na qual poderá se sair melhor. No mínimo, gasta mais tempo com a questão "confortável". Bolsonaro, que é incapaz de falar sobre plano de governo ou detalhar o "como fazer" do seu obscuro programa, se aproveitou disso e não saiu do seu conhecido repertório. É um especialista em escapar do que interessa. Fez falta o direito de réplica aos jornalistas, principalmente, que assim poderiam exigir respostas mais claras dos candidatos e tentar impedir a fuga da fuga desabalada da essência dos questionamentos.

* Álvaro apontou o juiz Moro como seu futuro Ministro da Justiça. Ciro aproveitou para criticar o aumento de salários e auxílios que o STF se concedeu e, por cascata, a todo o Judiciário (vai custar bilhões em um país que corta verba de saúde, educação, meio ambiente, pesquisa etc) e citou o auxílio moradia do qual Moro e mulher se beneficiam embora tenham apartamento próprio. Depois, pediu desculpas e se corrigiu: Moro recebe auxílio moradia, mas sua mulher, não. Confundiu, disse, com o juiz Bretas e cônjuge, que recebem duplo auxílio sob o mesmo teto, o que é proibido por resolução do Conselho Nacional de Justiça.

O áudio mostrou que Bolsonaro, aparentemente, era o único que tinha claques entre os convidados da Band. Atuaram livremente. Só perto do encerramento, Boechat pediu que a plateia deixasse para o fim os aplausos: "quem sabe eu ganharei algumas palmas", disse.

* Marina teme que o Brasil vá para "um poço sem fundo". A candidata parece otimista. Vá? Já não está?" E não teria ela dando uma ajudazinha a esse buraco desde que apoiou Aécio e o golpe?

* Boulos falou: "O Bolsonaro acha que mete medo nas pessoas, mas sabe aquele cachorrinho Chihuahua, que grita, fica na sua panela, mas quando você bate o pé sai correndo?"

* Bolsonaro mostrou que seu discurso contestador "ao que está aí" é mais incisivo no combate à violência, com ênfase na defesa do acesso às armas como direito dos cidadãos, e nos códigos morais, sua sharia particular. No plano econômico e social, ele demonstra fechar, pelo pouco que verbaliza, com o mercado, com a elite empresarial, o neoliberalismo ainda mais radical, se é que isso é possível, e os velhos grupos de pressão empresarial e oligárquicas que, afinal, mandam no país.

* Meireles se apresentou como o "cara". Ignorando a paralisação do Brasil, a crueldade do arrocho social, ele diz que organizou as contas. E vai fazer de novo. Não deixou muito claro como isso melhorará a vida das pessoas no país real e não apenas a maré mansa do poderoso mercado financeiro. Minimizou sua atuação na cúpula da JBS, empresa que parece ter produzido mais propina do que frango e picanha. 

* Momento surreal. Daciolo perguntou a Ciro sobre sua participação em um cinematográfico plano Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina). Ciro riu: "não sei o que é isso". E ironizou sobre o devaneio do oponente: "Democracia é uma delícia, uma beleza, e eu dei a vida inteira e continuarei dando, mas ela tem certos custos". Ciro, a propósito, foi quem detalhou mais suas propostas, apesar do tempo exíguo. Respondeu melhor, sem dúvida

* Daciolo prometeu que, no seu governo, o Brasil será a primeira potência mundial.

* Criticado por admitir não entender de economia e outros temas, Bolsonaro já ironizou: qualquer dúvida ao tomar decisões consultará o Posto Ipiranga, referindo-se às conhecidas campanhas da marca. Curiosamente, o Posto Ipiranga foi um dos anunciantes do debate.

* A Justiça rejeitou recurso do PT reivindicando a participação de Lula no debate. O candidato a vice, Fernando Haddad, também foi vetado. Ele e Manuela d'Ávila participaram de debate televisionado na internet no mesmo horário do encontro da Band.

* Em parceria com a Band, o Google monitorou as reações da internet, on line, em uma Sala Digital. Mas a Band optou por mostrar a sala em plano geral, sem exibir ou comentar a movimentação do painel. O site oficial da emissora (Band.com.br)  publica hoje alguns dados.  Apertem os cintos e vejam dois exemplos dos alguns resultados finais computados pela emissora.

Entre os temas de maior interesse, emprego, impostos, saúde e educação desbancaram segurança entre as principais preocupações dos internautas. Reprodução Band.com.br


A Band mostrou o líderes de busca durante o debate. No destaque do quadro, Bolsonaro e Daciolo foram os mais buscados.
Mas o gráfico não explica porque na tabela à margem do gráfico, Alvaro Dias aparece em segundo.
Reprodução Band.com.br

Samba dos Jornalistas no Baródromo


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Veja on line destaca seção de... palavras cruzadas


Você sabia? Palavras Cruzadas são entretenimento para milhões de pessoas. Há décadas, a revista Coquetel, da Ediouro, é um das campeãs em vendas em bancas, e resiste.


No site online da Veja, com a editora em anunciada e recorrente fase de ampla reformulação e de fechamento de títulos, a seção de palavras cruzadas digitais ganha destaque.

Nos links da home page, aparece antes da rubrica Eleições. Vai ver que estão certos: pesquisas mostram que muitos brasileiros - fora aqueles que declaram voto nulo - estão desinteressados da urna, o que aumenta a chance de cliques em cruzadinhas.

Com direito a chamada de primeira página entre as principais notícias do dia. Reprodução

A redação tenta dar um "toque jornalístico" ao jogo. Entre as questões propostas "Falcatrua", "Membro do Poder Judiciário", "Pessoa que tem poder, representante do poder público"...

A expectativa é agregar novo público. Caso emplaque, vão-se vagas para jornalistas e poderão surgir postos de trabalho para lexicógrafos, editores e checadores de passatempos.

Fotomemória: Caetano, Gal, Bethânia: registros de Guina Ramos para a revista Amiga...

Caetano Veloso e Gal. Foto de Guina Ramos, 1978. 
No blog Bonecos da História, Guina Ramos documenta sua trajetória nos principais veículos de comunicação do Brasil. 
Na semana em que Caetano Veloso comemora 76 anos (dia 7/8) , o escritor e fotojornalista publica algumas imagens feitas em 1978 e estampadas na revista Amiga: Caetano e Maria Bethânia em show no Canecão (que resultou em antológico álbum gravado ao vivo); e Caetano e Gal durante ensaio para a turnê que a dupla faria na Europa. Naquele ano, Gal também preparava um disco histórico: Gal Tropical, que foi lançado em 1979.

Veja mais fotos e a matéria completa AQUI 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Maradona chora pela Argentina

por Niko Bolontrin

O futebol na América do Sul está cada vez mais bizarro. O Brasil tem mais do mesmo até 2022: Tite. Mas a Argentina consegue se embananar ainda mais. A seleção dos hermanos está sem treinador desde a demissão de Sampaoli. Com a vaga aberta, haja candidatos. Maradona, que conseguiu cochilar no estádio durante jogo decisivo do time de Messi na Rússia, se oferece para o posto. Salário não é problema. Ele pede apenas um sofá para a área técnica na beira do campo. É justo.

Lava Jato no cinema tem franquia garantida. Pode bater Star Trek

A maior franquia da história do cinema é Star Trek. Foram 13 filmes. Pois se os produtores dos filmes da Lava Jato quiserem podem bater o recordista. 

O Globo revela hoje que só em 2017, o Governo Federal gastou quase 5 bilhões de reais em contratos sem licitação para prestação de serviços de informática. Alguns nem saíram do papel, outros são embolsados por empresas de fachada.

A caravana passa e a corrupção ri. Metrôs do Rio e de São Paulo, Rodoanel de São Paulo, Porto de Santos... Tem mão leve no caixa da viúva para continuações da Lava Jato pelos próximos trinta anos. Lava Jato, a missão; Lava Jato, deep space; Lava Jato, nova geração; Lava Jato, viagem; Lava Jato, the judge; Lava Jato, primeiro contato; Lava Jato, última fronteira; Lava Jato na escuridão...

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Primeiro Mundo também tem seu dia de Praia de Ramos...


Coney Island. Foto de Weegee

A onda de calor no verão do hemisfério norte, que está lotando praias, está na capa da New Yorker dessa semana. O ilustrador Tom Gauld's buscou inspiração em uma famosa foto de Weegee (Usher Fellig), de 1940, que mostrava a Coney Island Beach superlotada. Naquele dia, deu praia para a cidade inteira. Ninguém ficou em casa. A população combinou de ir pra areia. Acrescente-se que, na época, a região estava economicamente decadente. Fazer o que? "Bora" pra praia. A célebre imagem pertence ao Metropolitan Museum. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Cobertura das convenções partidárias - Nas primeiras páginas dos jornais de hoje, as escolhas dos editores...

O Estadão destacou no título a escolha de Haddad como vice. 

A Folha apostou em Bolsonaro e o Mourão, a chapa 64.

O Globo cita Lula e a formação da dupla militar. E brindou Bolsonaro e Mourão
com foto em área nobre da primeira página.

Beyoncé na Vogue: capa hortifruti

Prévia da capa da Vogue, edição de setembro de 2018/Reprodução

Editora Abril: respirando por aparelhos...

(do Meio & Mensagem) 

O Grupo Abril anunciou internamente, na manhã desta segunda-feira, 6, o fechamento de Cosmopolitan, Elle, Boa Forma, VIP, Viagem e Turismo, Mundo Estranho, Arquitetura, Casa Claudia, Minha Casa e Bebe.com. As revistas Veja, Exame e Claudia foram poupadas, segundo apuração de Meio & Mensagem.

A decisão foi anunciada em uma reunião com funcionários. Leia no M&M, AQUI

De volta para o passado...


No já famoso episódio em que a jornalista Miriam Leitão faz a tremelicosa locução de uma nota em que a Globo, para se diferenciar de Bolsonaro, afirma que apoiou a ditadura, mas décadas depois fez mea culpa, o jornal Última Hora é citado como o único grande veículo da época que não era do fã clube do golpe.

Mais do que ficar praticamente sozinho na defesa da democracia, o jornal foi o alvo preferencial das milícias da direita. Na primeira página, acima - de 2 de abril de 1964 - o UH exibia uma prévia da violência que seria imposta ao país nas décadas seguintes. Foi uma agressão à liberdade de imprensa que não mereceu maiores repúdios dos parceiros de banca nem das instituições amedrontadas.

Vale reproduzir aqui, já que algumas sombras indicam que esses dias podem voltar. 

domingo, 5 de agosto de 2018

"Anda com fé eu vou"... - Quem disse que o Brasil não tá doidaço? Viu essa notícia da Agência Brasil?


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Receita Federal apreenderam ontem, em Cascavel (PR), 519,2 quilos de cocaína e 57,5 quilos de crack. A remessa estava em um ônibus de turismo que partiu de Foz do Iguaçu (PR) transportando 22 passageiros para uma convenção religiosa em Florianópolis (SC). 

Vida lôca.

Assim não dá, até William Waack faz "bullying" com Míriam Leitão...


A estranha performance da mediadora do programa "Central das Eleições" ao repetir um "ditado" professoral já remetia a um ambiente escolar. O termo que a Globo News usa para se referir à série de entrevistas com alguns presidenciáveis - sabatina - também.

Agora o jornalista William, que após ser afastado da Globo por ter feito um comentário de cunho racista montou seu programa na internet, faz um tremendo bullying com a jornalista.

Waack encerrou a última edição do seu Painel WW imitando a vacilante locução da já famosa nota do grupo Globo em resposta a Jair Bolsonaro, mostrando que Roberto Marinho apoiou a ditadura, mas "desapoiou" depois.

Vamos fazer o seguinte; ninguém vai pro pátio na hora do recreio.

VEJA O BULLYING, CLIQUE AQUI

sábado, 4 de agosto de 2018

Marina Amaral no The Sun: artista plástica brasileira que coloriza fotos antigas com técnica digital lança livro



Mata Hari, a espiã. Reprodução 



por Jean-Paul Lagarride 

The Sun publica uma matéria sobre a artista plástica brasileira Marina Amaral, que se especializou em colorizar com técnicas digitais imagens de momentos emblemáticos da História,. São fotos que recontam instantes e personagens marcantes dos últimos 150 anos, como Rasputin, Einstein, Mata Hari, Hitler, a retirada de Dunquerque e o desastre do Hindenburgo.

The Sun extraiu as foto do livro The Colour of Time, de Marina Amaral, em parceria com o historiador de Dan Jones, que será lançado na Inglaterra no próximo dia 9.

Para ler a matéria original, clique AQUI

Câmeras-espiãs - Mulheres protestam contra voyeurismo em massa. É na Coréia do Sul

Com faixas e cartazes, cerca de 70 mil mulheres fizeram um protesto inusitado, hoje, em Seul. Elas exigem que o governo sul-coreano tome providências contra o que chamam de infestação de câmeras instaladas em banheiros, escolas, trens, consultórios e vestiários. Professores, médicos, pastores policiais já forma flagrados registrando secretamente imagens de mulheres e, em seguida, divulgando-as na internet. Um dos slogans da manifestação é "minha vida não é sua pornografia". A revista Paris Match publica matéria sobre o assunto.

Ghost News - O primeiro editorial psicografado da história do jornalismo

Momento "mediúnico " na Globo News. Reprodução

por O.V. Pochê

O que não falta no tosco repertório do Bolsonaro é polêmica. O homem ainda vive em cavernas ideológicas. Só que o viral do programa "Central das Eleições", da Globo News, que está repercutindo nas redes sociais, surpreendeu: deu Miriam Leitão nas cabeças.

Durante a entrevista, o candidato a presidente pelo PSL, defende seu apoio à ditadura citando Roberto Marinho, um entusiasmado golpista de 1964.

Miriam Leitão vira meme no Facebook,
que trola o momento exato em que, no estilo Chico Xavier,
ela capta o primeiro editorial "psicografado" da história do jornalismo.
Reprodução
Curiosamente, o programa "acaba mas não termina". Míriam pede um tempo. Segundos depois, aparentemente obedecendo ordens do ponto eletrônico, repete nota ditada em resposta a Bolsonaro. O negócio todo parece feito meio às pressas e se refere a um editorial publicado em 2013, com um tardio mea culpa de Marinho pelo suporte aos anos de chumbo. Há um delay constrangedor entre o que parece chegar pelo ponto eletrônico e o que vai ao ar pela voz pausada da jornalista.

Redes sociais comentam que Miriam psicografou Roberto Marinho, com exclusividade, em link direto com o Além. O mea culpa em questão é de 2013. Roberto Marinho faleceu em 2003. Não se sabe se o dono do Grupo Globo concordaria com o editorial publicado pelos seus herdeiros. Só Chico Xavier poderia checar essa informação.
Veja o vídeo da "saia justa" do Central das Eleições no You Tube, AQUI

Ibope: 65% dos católicos e 59% dos evangélicos aprovam a descriminalização do aborto


O grupo Católicas pelo Direito de Decidir (CDD) apresentou ao STF um pesquisa do Ibope realizada em 2017 mostrando que a maioria das pessoas religiosas não é contra o aborto legal e seguro.

Para 65% dos entrevistado, cabe à mulher decidir sobre a interrupção da gestação.

Conclui-se que líderes religiosos fundamentalistas - a maioria, não por acaso, homens - que fazem campanhas contra a descriminalização do aborto não ouvem nem seus rebanhos. Atuam como se fossem aiatolás a impor sharias sobre um país constitucionalmente laico.

O site Justificando publica uma matéria completa sobre o assunto.