
Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
sábado, 21 de dezembro de 2019
Fotomemória: em 1981, Flamengo campeão mundial nas páginas da Manchete
por Niko Bolontrin
13 de dezembro de 1981, Estádio Nacional, Tóquio. Diante de um público de mais de 70 mil pessoas, o Flamengo venceu o Liverpool por 3 X 0 e sagrou-se campeão da Toyota Cup, então uma disputa intercontinental entre os campeões da Libertadores e da Taça dos Clubes Campeões Europeus. em 2017, a Fifa reconheceu a Toyota Cup como um mundial interclubes. Nunes recebeu de Zico e abriu o placar aos 13 minutos; aos 34, Zico cobrou falta, o goleiro Grobbelaar rebateu, o zagueiro cortou chute de Lico e a bola sobrou para Adílio, que fez o segundo; e aos 41 do primeiro tempo, Zico fez um lançamento para Nunes que fez o terceiro.
A revista Manchete não mandou equipe para Tóquio como normalmente faria. Um sinal de que os investimentos em compra de equipamentos e construção de prédios para a Rede Manchete, que seria inaugurada em 1983, já consumiam recursos da editora. Mas publicou uma grande matéria com fotos exclusivas de um certo Mayger, frila contratado em Tóquio, que registrou toda a epopeia e a magistral atuação de Zico, eleito o melhor jogador em campo.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
O país do toma-lá-dá-cá oficial
A chamada lei de São Francisco - é dando que se recebe - foi popularizada no Brasil como uma espécie de dogma número um do Congresso. Rigorosamente todos os governo molham a mão das suas excelências em troca de aprovação de projetos e outras benesses. Balcão de cargos, distribuição de concessões de rádios, liberação de emendas, vale tudo no mercado de votos. Deputados desonestos empregam assessores desde que estes lhes devolvam parte dos salários. É a "rachadinha"; igrejas aproveitadoras apoiam governos em troca de favorecimentos em verbas para "centros terapêuticos" e perdão de dívidas oriundas de sonegação de previdência, fgts etc; investigadores aliviam punição a instituição financeira e blindam irregularidades desde que a dita compareça com algum para o caixa público.
Aparentemente, os mais diversos setores da vida nacional não mais se indignam com a prática. Aderiram ao método. Em muitos casos, o toma-lá-dá-cá até virou lei: certos tipos de funcionários público ganham bônus apenas para cumprir a obrigação que teoricamente o salário já paga. Em outros, nem precisam de leis e até vão contra a legislação. A prefeitura do Rio, por exemplo, em troca de uns caraminguás, acaba de aprovar uma ilegalidade ao permitir que os quiosques da orla privatizem a praia com "cercadinhos vips" que tomam espaço da multidão que vai assistir ao réveillon. Em troca de uma modesta taxa e do crédito do favor prestado a empresários poderosos. Afinal, ano que vem tem eleição.
Aparentemente, os mais diversos setores da vida nacional não mais se indignam com a prática. Aderiram ao método. Em muitos casos, o toma-lá-dá-cá até virou lei: certos tipos de funcionários público ganham bônus apenas para cumprir a obrigação que teoricamente o salário já paga. Em outros, nem precisam de leis e até vão contra a legislação. A prefeitura do Rio, por exemplo, em troca de uns caraminguás, acaba de aprovar uma ilegalidade ao permitir que os quiosques da orla privatizem a praia com "cercadinhos vips" que tomam espaço da multidão que vai assistir ao réveillon. Em troca de uma modesta taxa e do crédito do favor prestado a empresários poderosos. Afinal, ano que vem tem eleição.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Do Twitter: Michelle Obama rebate ataques a Greta Thunberg
Quando chefes de Estado medíocres atacam uma menina de 16 anos não é difícil saber quem são os vilões. Diante da ofensiva dos idiotas, Michelle Obama mandou uma mensagem a Greta Thunberg: "Não deixe ninguém diminuir sua luz. Como as garotas que conheci no Vietnã e em todo o mundo, você tem muito a nos oferecer. Ignore os que duvidam e saiba que milhões de pessoas estão torcendo por você".
Em 2020, a falência da Bloch Editores completa 20 anos. Ex-funcionários pedem justiça
O ano que vem será especialmente marcante para os ex-funcionários da Manchete: 2020, mais precisamente em agosto, sinalizará os 20 anos da falência da Bloch Editores.
O drama que se instalou no dia 2 daquele mês é passado, permanece na memória de todos, mas o que importa agora é o presente.
A Massa Falida da Bloch Editores pagou os chamados valores principais da maioria das indenizações, mas há cerca de quatro anos parou de quitar parcelas da correção monetária devida aos ex-funcionários. Muitos haviam feito acordos e concordado em reduzir pretensões em troca de receber em prazo mais curto o total das suas indenizações. Apesar desse compromisso, tais pagamentos foram intempestivamente interrompidos por um antigo síndico da Massa Falida da Bloch, que já deixou o cargo.
Para os trabalhadores da extinta editora, 2020 será, na verdade, 2000+20. Vinte anos de luta.
Ao longo do ano, uma série de ações serão propostas pela Comissão dos Ex-Empregados da Bloch, liderada pelo seu presidente, José Carlos Jesus. Como parte de um esforço para sensibilizar as autoridades, a CEEBE pretende realizar uma manifestação pública, além de manter o diálogo, apresentar reivindicações junto aos administradores da Massa Falida da Bloch Editores e fazer um esforço para divulgar a longa luta dos ex-funcionários.
A arte da camiseta acima, enviada ao blog por José Carlos Jesus, será uma das peças da campanha que pedirá a retomada do pagamento da correção monetária em atraso, e já é divulgada em redes sociais.
A CEEBE pede a cada um dos ex-funcionários da Bloch e aos jornalistas em geral que apoiam a campanha que compartilhem a imagem da camiseta. E envia os votos de um Ano Novo mais justo para todos.
"E que, mais uma vez, estejamos juntos nessa luta de 20 anos. Unidos, conseguimos algumas
vitórias e garantimos parte dos nossos direitos. E só unidos alcançaremos outras conquistas", conclui José Carlos.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Polêmica no altar: campanha publicitária é censurada e, em seguida, volta ao ar a pedido das redes sociais. Motivo do veto: os anúncios mostravam um casamento lésbico
por Clara S. Britto
O Hallmark Channel divulgou há pouco dias, nos Estados Unidos, uma série de anúncios com noivas e noivos se beijando. A campanha era do site de planejamento de casamentos Zola. Grupos conservadores homofóbicos tiveram chiliques diante das cenas de casamento de pessoas do mesmo sexo pediram a saída do ar dos comerciais. Sob a justificativa de que o canal rejeitava anúncios "controversos", um diretor censurou a campanha.
Durou pouco.
Na última quinta-feira, o Hallmark Channel recebeu uma petição assinada por mais de 25 mil pessoas que condenavam a censura e pediam a volta dos comerciais. Houve pressão também nas redes sociais, o canal pediu desculpas, desautorizou o veto e os anúncios voltaram ser divulgados.
Manchete e Rede Manchete: confraternização na Glória
No último sábado, a Taberna da Glória recebeu os ex-funcionários da Bloch Editores e da Rede Manchete de Televisão para confraternização de fim de ano. Os veículos se foram, mas não os laços de amizade, como se vê nas fotos enviadas ao blog por José Carlos Jesus, presidente da Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores. A própria Taberna, não muito distante da Rua do Russell, onde ficavam redações, estúdios e setores administrativos das revistas, das rádios e da TV, evocava memórias do tempo em que foi um point muito frequentado pelas equipes do extinto grupo de comunicação. O cenário perfeito para os brindes de boas energias em 2020.
Nelson Hoineff (1948-2019): jornalismo com um toque de cinema
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Nelson Hoineff. Reprodução Facebook |
À vertiginosa dinâmica jornalística do programa, ele acrescentou uma linguagem visual cinematográfica que posteriormente levou a documentários consagrados. "Alô Alô Terezinha", sobre o comunicador Chacrinha, e 'Caro Francis", em torno da vida do polêmico jornalista, estão entre os mais conhecidos.
Como respeitado crítico de cinema, Hoineff também cobriu para a revista Manchete alguns festivais, como o de Cannes, em 1989, e o de Berlim, em 1991.
Nelson Hoineff morreu ontem, ao 71 anos. Ele deixa um livro de memórias inédito, que a editora Autografia deve lançar em breve.
sábado, 14 de dezembro de 2019
Previsões: o vidente Allan Richard Way II revela o que vai acontecer em 2020
O vidente Allan Richard Way II enviou suas previsões em
arquivo da deep web para evitar que astrólogos sem espírito ético copiem seus
estudos para o ano de 2020.
Embora antenado com a tecnologia do Século 21, o
herdeiro do célebre Allan Richard Way, que faleceu no Reino Unido aos 103
anos e por três décadas foi colaborador da Manchete, busca sabedoria nos compêndios do
Século 15 e nos ensinamentos do mago lendário, a quem ainda evoca nas cartas do tarô e
na movimentação dos astros.
Este ano, ele usou também o Senet, um antigo jogo de tabuleiro decifrado pelo Museu Britânico que os faraós usavam para decidir os seus destinos diretamente com os deuses. 2020 será regido pelo Sol. Em tese, isso poderia ser auspicioso. Mas, ao mesmo tempo - diz ARW II, a luz revelará muitas sombras.
Allan Richard Way II, de ascendência indiana, mantém viva a tradição que seu pai iniciou na Manchete, nos anos 1970, sempre intermediado
por Carlos Heitor Cony e entrevistado por Robert Mac Pherson. Em 2000, o vidente original fez suas últimas previsões. Antecipou que seria um "ano terrível". Mas evitou avisar que a própria Manchete seria vítima. Em agosto daquele ano, a Bloch Editores pediu falência e encerrou uma trajetória de 48 anos. A revista ainda iria às bancas editada por uma cooperativa de ex-funcionários e posteriormente em algumas edições especiais publicadas pela editora que adquiriu o título em leilão.
Este ano, ele usou também o Senet, um antigo jogo de tabuleiro decifrado pelo Museu Britânico que os faraós usavam para decidir os seus destinos diretamente com os deuses. 2020 será regido pelo Sol. Em tese, isso poderia ser auspicioso. Mas, ao mesmo tempo - diz ARW II, a luz revelará muitas sombras.
Allan Richard Way II, de ascendência indiana, mantém viva a tradição que seu pai iniciou na Manchete, nos anos 1970, sempre intermediado
Cony e Allan Richard Way, no aeroporto Heathrow, Londres, em 1981. Foto de Robert Mac Pherson |
VEJA ABAIXO O QUE ALLAN RICHARD WAY II
PREDIZ PARA 2020
PREDIZ PARA 2020
* A América Latina continuará vivendo momentos de tensão. Poderá haver novas ocorrências de "presidentes autonomeados" ou "presidentes autointitulados".
* A Argentina vencerá a Copa América.
* O ministro Paulo Guedes ameaçará deixar o governo, mas será convencido a ficar. Na linha do seu projeto de taxar desempregados, poderá criar o imposto para as "grandes pobrezas" e taxas obrigatórias para os sem teto, os sem terra, os sem escola, os sem saúde, os defuntos (por ocupar terreno ou, se forem cremados, poluírem a atmosfera) e os atropelados (por causar prejuízo ao parar o trânsito). Viráo outros impostos financeiros do tipo anunciado de taxação de crédito do cheque especial.
* O chamado Caso Queiroz será esquecido até meados de 2020 já que o Congresso aprovará projeto legalizando as "rachadinhas", que consistem em apropriação por parte dos políticos de parte dos salários do seus assessores e funcionários de gabinetes.
* A pergunta "quem mandou matar Marielle" não será oficialmente respondida.
* O Brasil não fará uma boa participação nas Olimpíadas de Tóquio. Além do corte de verbas, alguns ministros afirmam que o movimento olímpico é "de esquerda" e 'anticristão".
* O PSG finalmente venderá Neymar. Mas só em julho. Um país europeu disputará o jogador com
times da China e do Catar. Flamengo entrará na disputa. Mas haverá risco de problemas no metatarso do craque.
* Tite, treinador da seleção brasileira, será demitido em meio à primeira fase das Eliminatórias para a Copa de 2022.
* O desemprego no Brasil continuará alto. Para maquiar as estatísticas, o governo criará, além da categoria "desalentados" (aqueles que, segundo o IBGE, desistiram de procurar emprego), os "sem saco", os "desesperados" (que se oferecem para trabalhar em troca de uma broa e uma tubaína), os "desprezados" e os "fudidos de vez'.
* Predominância de Urano insuflará revoltas em vários países.
* Partido Aliança para o Brasil será registrado e Bolsonaro fará importante base política nas eleições municipais.
* El Niño virá mais forte do que nunca no fim segundo semestre, o que significa temporais em larga escala em certas regiões e fortes secas em outras.
* Startup lança aplicativo para quem quiser fundar uma igreja.
* Predominância de Urano insuflará revoltas em vários países.
* Partido Aliança para o Brasil será registrado e Bolsonaro fará importante base política nas eleições municipais.
* El Niño virá mais forte do que nunca no fim segundo semestre, o que significa temporais em larga escala em certas regiões e fortes secas em outras.
* Startup lança aplicativo para quem quiser fundar uma igreja.
* Mais países governados por líderes da direita se afastam do globalismo. Definitivamente, a guerra comercial (trade war) será a nova guerra fria (cold war).
* Nos próximos anos, a questão climática e as tentativas de deter o aquecimento global vão atingir a rotina e os hábitos das pessoas que se sentirão culpadas por comer carne, jogar embalagens fora, usar o chuveiro por mais de 10 minutos, fazer viagens aéreas, ter carro próprio, ser consumista em excesso, andar de uber em vez de metrô ou trem. Isso na Europa. Aqui no Brasil o governo continuará pregando que aquecimento global é ficção científica.
* Em novembro de 2020, a cantora Anitta lançará o seu milésimo clipe musical do ano e contará aos fãs que fez sua 29ª intervenção cirúrgica para aperfeiçoar pequenos detalhes do corpo.
* O Rio de Janeiro se proclamará o "primeiro Estado Pentecostâmico" do Brasil.
* Um crime passional abalará o que resta do chamado society do Rio e São Paulo.
* Lei que libera cassinos no Brasil será aprovada no Congresso.
* Endividamento das famílias nos Estados Unidos pode provocar nova crise econômica mundial.
* Irã é bombardeado por uma coalizão de forças ocidentais.
* O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro é derrubado.
* Implementação do Brexit leva ao aumento de suicídios no Reino Unido.
* Forte terremoto abalará a Itália.
* Cantora se declara metalssexual e revela que ao compor costuma fazer sexo com instrumentos musicais. A revelação não choca ninguém, apenas a ministra Damares fica indignada.
* Infelizmente, mais um cantor sertanejo sofrerá grave acidente automobilístico em uma estrada do Centro Oeste.
* Um crime passional abalará o que resta do chamado society do Rio e São Paulo.
* Lei que libera cassinos no Brasil será aprovada no Congresso.
* Endividamento das famílias nos Estados Unidos pode provocar nova crise econômica mundial.
* Irã é bombardeado por uma coalizão de forças ocidentais.
* O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro é derrubado.
* Implementação do Brexit leva ao aumento de suicídios no Reino Unido.
* Forte terremoto abalará a Itália.
* Cantora se declara metalssexual e revela que ao compor costuma fazer sexo com instrumentos musicais. A revelação não choca ninguém, apenas a ministra Damares fica indignada.
* Infelizmente, mais um cantor sertanejo sofrerá grave acidente automobilístico em uma estrada do Centro Oeste.
* Em 2020, os Estados Unidos registrarão média de cinco tiroteios em escolas ou áreas públicas por semana. Trump isenta as armas de qualquer culpa e responsabiliza imigrantes e Greta Thunberg.
* Trump, aliás, será reeleito em novembro.
* Manifestantes protestarão contra pessoas, empresas e instituições que sobrevivem de recursos públicos, seja via salários, subvenções, renúncias fiscais etc e pedem a privatização de políticos, igrejas, do agronegócio, das duplas sertanejas e das organizações sociais (as famosas OS).
* O governo liberará verbas para o cinema. Ao longo do ano serão lançados "Terra Plana, uma verdade inconveniente", "O extermínio" (sobre esquerdistas), "Jesus e Messias, o Jair", "O Filósofo do Povo" com Olavo de Carvalho e uma cineasta lançará "O Triunfo da Vontade", documentário sobre a "revolução conservadora" no Brasil, que o governo indicará para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.
* Graves complicações políticas e institucionais abalarão o Brasil até o final de 2020.
* As milícias abrirão escritório de representação em Brasília.
* Desastre de aviação de grandes proporções vitimará celebridades brasileiras.
* Ao longo do ano os caminhoneiros ameaçarão fazer greve pelo menos 12 vezes. Desistirão de todas depois do governo atender suas reivindicações.
* Derramamento de fake news marcará as eleições municipais do Brasil com mais intensidade do que na última votação para presidente.
* Pelo menos dois jornais do eixo Rio-São Paulo encerrarão suas edições impressas.
* Governo brasileiro perdoará dívida bilionária produto de sonegação de igrejas com o fisco, previdência etc.
* A Rainha Elizabeth sofrerá um fulminante ataque cardíaco. O Príncipe Charles subirá ao trono.
* No Brasil, o dólar ultrapassará a barreira de R$5,50 no segundo semestre.
* Tensão e complô conservador no Vaticano abalarão a saúde do Papa Francisco.
* Um atentado terrorista comoverá o Ocidente.
* Ministra brasileira afirmará que o "Anticristo está entre nós e fraudou o Bolsa Família".
* Governo cria cotas para neopentecostais no acesso às universidade públicas.
* Vazamentos de conversas de Whatsapp revelarão o apocalipse sexual de um líder religioso.
* Grandes revoluções financeiras no mercados mundiais. A natureza do dinheiro vai mudar profundamente com o avanço de novas moedas. Pequenos investidores devem ficar atentos.
* Ano de grandes revoltas e manifestações em vários países. Brasil permanecerá agitado apenas nas redes sociais.
* Nasa descobrirá meteoro que teve rota misteriosamente alterada e poderá em futuro próximo ameaçar o Brasil.
* Governo brasileiro liberará ao longo do ano mais 2.459 agrotóxicos.
* Novo vírus transmitido por mosquitos se espalhará pelo Brasil.
* Derramamento de óleo nas praias brasileiras continuará um "mistério". Investigação será arquivada.
* No segundo semestre o Brasil fará grande esforço para bater o recorde de queimadas na Amazônia.
* O Brasil se despedirá de um famoso apresentador de televisão.
* Graves complicações políticas e institucionais abalarão o Brasil até o final de 2020.
* As milícias abrirão escritório de representação em Brasília.
* Desastre de aviação de grandes proporções vitimará celebridades brasileiras.
* Ao longo do ano os caminhoneiros ameaçarão fazer greve pelo menos 12 vezes. Desistirão de todas depois do governo atender suas reivindicações.
* Derramamento de fake news marcará as eleições municipais do Brasil com mais intensidade do que na última votação para presidente.
* Pelo menos dois jornais do eixo Rio-São Paulo encerrarão suas edições impressas.
* Governo brasileiro perdoará dívida bilionária produto de sonegação de igrejas com o fisco, previdência etc.
* A Rainha Elizabeth sofrerá um fulminante ataque cardíaco. O Príncipe Charles subirá ao trono.
* No Brasil, o dólar ultrapassará a barreira de R$5,50 no segundo semestre.
* Tensão e complô conservador no Vaticano abalarão a saúde do Papa Francisco.
* Um atentado terrorista comoverá o Ocidente.
* Ministra brasileira afirmará que o "Anticristo está entre nós e fraudou o Bolsa Família".
* Governo cria cotas para neopentecostais no acesso às universidade públicas.
* Vazamentos de conversas de Whatsapp revelarão o apocalipse sexual de um líder religioso.
* Grandes revoluções financeiras no mercados mundiais. A natureza do dinheiro vai mudar profundamente com o avanço de novas moedas. Pequenos investidores devem ficar atentos.
* Ano de grandes revoltas e manifestações em vários países. Brasil permanecerá agitado apenas nas redes sociais.
* Nasa descobrirá meteoro que teve rota misteriosamente alterada e poderá em futuro próximo ameaçar o Brasil.
* Governo brasileiro liberará ao longo do ano mais 2.459 agrotóxicos.
* Novo vírus transmitido por mosquitos se espalhará pelo Brasil.
* Derramamento de óleo nas praias brasileiras continuará um "mistério". Investigação será arquivada.
* No segundo semestre o Brasil fará grande esforço para bater o recorde de queimadas na Amazônia.
* O Brasil se despedirá de um famoso apresentador de televisão.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Alguns cineastas brasileiros sofrem de Síndrome de Estocolmo
Está em curso uma ofensiva do governo contra o cinema brasileiro. Isso todo mundo sabe. O que se desconhecia até agora é que, diante do sequestro cultural que a arte sofre, alguns cineastas desenvolveram um clara Síndrome de Estocolmo, que é a dependência afetiva do sequestrado diante do sequestrador. Só isso explica a enorme euforia da classe e de parte da mídia diante do gesto de Roberto Alvim, o secretário de Cultura bolsonarista, ao nomear André Sturm para a Secretaria do Audiovisual.
Até janeiro último, Sturm, que é cineasta, era secretário de Cultura da Cidade de São Paulo. antes foi diretor do MIS paulistano.
O novo secretário é controverso, protagonizou polêmicas - todas publicadas em veículos jornalísticos como Folha, R7, Estadão, Folha, Fórum, Istoé etc, a partir de 2017 - que cabem em um verdadeiro longa metragem. De investigação do MP para apurar improbidade administrativa a suposta ameaça de agressão a um agente cultural, acusação de racismo, de assédio e denúncia de interferência em processo de licitação,
Em janeiro de 2018, envolveu-se em um escândalo após documento enviado à Câmara de Vereadores de São Paulo sobre abuso de poder, que incluía uma gravação onde Sturm bate-boca com uma secretária, diz que vai demiti-la e ela pergunta se o motivo seria porque não transou com ele durante uma viagem. Em novembro do ano passado, teria ofendido a diretora do Theatro Municipal de São Paulo e ameaçado não pagar ao Instituto Odeon, gestor do teatro, caso não topasse romper o contrato amigavelmente.
Segundo a Veja, André Sturm passa a integrar o governo depois de um pedido de Andrea Matarazzo, que articula o apoio de Bolsonaro para se candidatar ao governo de SP, em 2022, em chapa com Paulo Skaf. Matarazzo negou e disse à revista que é candidato à prefeitura em 2020. A Veja ainda afirma que Roberto Alvim é a ponte entre Matarazzo, Skaf e Bolsonaro.
Desesperados com o quadro, profissionais do cinema parecem relativizar esse histórico na esperança de que o fundamentalismo do governo federal gire 180° a partir da nomeação do novo secretário. Aparentemente, não enxergam que a política de audiovisual do governo está muito clara para ser revogada pelo terceiro escalão. A nomeação está bombando nas redes sociais. E não exatamente no bom sentido.
Esse filme dificilmente vai acabar bem.
Até janeiro último, Sturm, que é cineasta, era secretário de Cultura da Cidade de São Paulo. antes foi diretor do MIS paulistano.
O novo secretário é controverso, protagonizou polêmicas - todas publicadas em veículos jornalísticos como Folha, R7, Estadão, Folha, Fórum, Istoé etc, a partir de 2017 - que cabem em um verdadeiro longa metragem. De investigação do MP para apurar improbidade administrativa a suposta ameaça de agressão a um agente cultural, acusação de racismo, de assédio e denúncia de interferência em processo de licitação,
Em janeiro de 2018, envolveu-se em um escândalo após documento enviado à Câmara de Vereadores de São Paulo sobre abuso de poder, que incluía uma gravação onde Sturm bate-boca com uma secretária, diz que vai demiti-la e ela pergunta se o motivo seria porque não transou com ele durante uma viagem. Em novembro do ano passado, teria ofendido a diretora do Theatro Municipal de São Paulo e ameaçado não pagar ao Instituto Odeon, gestor do teatro, caso não topasse romper o contrato amigavelmente.
Segundo a Veja, André Sturm passa a integrar o governo depois de um pedido de Andrea Matarazzo, que articula o apoio de Bolsonaro para se candidatar ao governo de SP, em 2022, em chapa com Paulo Skaf. Matarazzo negou e disse à revista que é candidato à prefeitura em 2020. A Veja ainda afirma que Roberto Alvim é a ponte entre Matarazzo, Skaf e Bolsonaro.
Desesperados com o quadro, profissionais do cinema parecem relativizar esse histórico na esperança de que o fundamentalismo do governo federal gire 180° a partir da nomeação do novo secretário. Aparentemente, não enxergam que a política de audiovisual do governo está muito clara para ser revogada pelo terceiro escalão. A nomeação está bombando nas redes sociais. E não exatamente no bom sentido.
Esse filme dificilmente vai acabar bem.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
O concessionário gosta de moleza. E o contribuinte ou usuário que pague a conta...
Os defensores da "privatização do fim do mundo", ou seja, de tudo, alegam que só dessa maneira o Estado economizará e sobrará dinheiro para investimentos em educação, saúde, segurança etc.
Não é o que a realidade mostra.
Como parte dos dogmas neoliberais, São Paulo anunciou que concederá presídios à iniciativa privada. Empresários vão construir presídios? Claro que não, seria pedir demais. Assim como não construíram os aeroportos, as vias e estradas e os gasodutos ou os metrôs que assumiram, vão normalmente gerir o que já está feito.
Infelizmente, de um jeito ou outro, sobra para o populacho que paga o novo "custo Brasil", o privado. Se a coisa é estatal, o contribuinte comparece com os seus impostos. Se é privada, "morre" em taxas as mais diversas em forma de pedágios, altas contas de gás, energia elétrica, de embarque, de ingresso em estádios , em subvenções com que o poder público continua premiando os concessionários ou certas OS, Ongs e entidades que o povão chama de pilantrópicas e que administram serviços públicos significativamente encarecidos.
No caso da privatização dos quatro presídios em São Paulo, inclusive unidades recentemente construídas, o Ministério Público de Contas afirma que o custo de manutenção de cada preso aumentará em R$1.500. Em 15 meses, o governo de São gastará 58% a mais após a privatização, o que significa um acréscimo de R$75 milhões apenas nesses quatro presídios.
É mole ou quer mais?
Jogos de Tóquio 2020 - Política sem barreiras bane atletas e põe à prova o espírito olímpico
por Niko Bolontrin
Desde janeiro de 2019, o governo americano pressionava a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) para punir a Rússia por um suposto esquema de massiva aplicação de estimulantes em atletas. Travis Tygart, chefe da Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, criticou a leniência da instituição mundial e pediu sanções contra a Rússia.
Antes da virada do ano, veio a punição: exclusão do país de Olimpíadas e Mundiais durante quatro anos. Vale dizer, Jogos de Tóquio 2020 e de Inverno de Pequim 2022 e Copa do Catar 2022 e outros torneios oficiais de caráter mundial.
A Rússia pode recorrer, mas dificilmente conseguirá reverter uma decisão que parece conter altas suspeitas de componente político.
A FIFA ainda tenta resistir à decisão. A Rússia participará da Eurocopa 2020 (São Petersburgo é uma das sedes) porque a restrição não atinge torneios continentais e sim os mundiais. Mas, além disso, a entidade que rege o futebol pediu que a Wada esclareça e justifique a surpreendente inclusão da Copa do Catar no pacote de punição.
Os atletas russos que forem testados negativos em exames antidoping poderão competir sob bandeira neutra. Essa decisão evidencia o gatilho político da operação, que mais parece a vertente esportiva das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Para o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, que não nega problemas localizados de doping na Rússia, a medida da Wada é "uma histeria crônica anti-Rússia".
Se persistir o afastamento, como tudo indica, Tóquio poderá ver alguns dos melhores atletas do ano competindo sem pátria, se estes optarem por essa condição. Apenas nos mundiais de atletismo e natação, por exemplo, russos ganharam neste ano oito ouros com a nova geração de atletas.
Punição genérica, alcançando milhares de competidores de um país - a imensa maioria jamais envolvida em doping - era algo inédito até 2016 quando a mesma Rússia foi punida. A ato atual é um desdobramento requentado daquele. Normalmente, e isso já aconteceu com atletas dos Estados Unidos, China, Jamaica, Brasil e muitas outras nações, a condenação é individual. Apenas os competidores comprovadamente flagrados no uso de substâncias ilegais são afastados.
Ao decidir que a Rússia vai recorrer contra a Wada, o presidente Vladimir Putin usou o argumento da individualização injusta e caracterizou a generalização como política. Ainda lembrou que o Comitê Olímpico Russo não foi punido. "Se não há qualquer reclamação contra o comitê, então o país deve competir sob a sua própria bandeira. Isto está escrito na Carta Olímpica. Desta forma, a decisão da Wada viola a Carta. Temos todas as condições de apelar", declarou.
A Rússia vai, por enquanto, manter a preparação para os Jogos de Tóquio. Mesmo a participação sob bandeira neutra não está inteiramente garantida. Há na Wada quem seja contra essa possibilidade. Esses, ainda mais radicais, alegam que na Olimpíada de Inverno da Coréia do Sul atletas russos foram anunciados como tal na abertura e nas competições e havia centenas de bandeiras da Rússia nas arquibancadas em saudação às equipes. The Guardian lembrou que o país estava banido em Pyeongchang , em 2018, e mesmo assim mais de 100 atletas foram solenemente anunciados: “Ladies and gentlemen, the Olympic Athletes from Russia!”.
O jornal ironizou: "se anda como pato, se grasna como pato, então é pato". Ou seja, o hino não tocou, mas a Rússia estava na Coreia do Sul. E, embora sem alguns dos principais atletas, ganhou 2 ouros, 6 pratas e 9 bronzes.
Desde janeiro de 2019, o governo americano pressionava a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) para punir a Rússia por um suposto esquema de massiva aplicação de estimulantes em atletas. Travis Tygart, chefe da Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, criticou a leniência da instituição mundial e pediu sanções contra a Rússia.
Antes da virada do ano, veio a punição: exclusão do país de Olimpíadas e Mundiais durante quatro anos. Vale dizer, Jogos de Tóquio 2020 e de Inverno de Pequim 2022 e Copa do Catar 2022 e outros torneios oficiais de caráter mundial.
A Rússia pode recorrer, mas dificilmente conseguirá reverter uma decisão que parece conter altas suspeitas de componente político.
A FIFA ainda tenta resistir à decisão. A Rússia participará da Eurocopa 2020 (São Petersburgo é uma das sedes) porque a restrição não atinge torneios continentais e sim os mundiais. Mas, além disso, a entidade que rege o futebol pediu que a Wada esclareça e justifique a surpreendente inclusão da Copa do Catar no pacote de punição.
Os atletas russos que forem testados negativos em exames antidoping poderão competir sob bandeira neutra. Essa decisão evidencia o gatilho político da operação, que mais parece a vertente esportiva das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Para o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, que não nega problemas localizados de doping na Rússia, a medida da Wada é "uma histeria crônica anti-Rússia".
Se persistir o afastamento, como tudo indica, Tóquio poderá ver alguns dos melhores atletas do ano competindo sem pátria, se estes optarem por essa condição. Apenas nos mundiais de atletismo e natação, por exemplo, russos ganharam neste ano oito ouros com a nova geração de atletas.
Punição genérica, alcançando milhares de competidores de um país - a imensa maioria jamais envolvida em doping - era algo inédito até 2016 quando a mesma Rússia foi punida. A ato atual é um desdobramento requentado daquele. Normalmente, e isso já aconteceu com atletas dos Estados Unidos, China, Jamaica, Brasil e muitas outras nações, a condenação é individual. Apenas os competidores comprovadamente flagrados no uso de substâncias ilegais são afastados.
Ao decidir que a Rússia vai recorrer contra a Wada, o presidente Vladimir Putin usou o argumento da individualização injusta e caracterizou a generalização como política. Ainda lembrou que o Comitê Olímpico Russo não foi punido. "Se não há qualquer reclamação contra o comitê, então o país deve competir sob a sua própria bandeira. Isto está escrito na Carta Olímpica. Desta forma, a decisão da Wada viola a Carta. Temos todas as condições de apelar", declarou.
A Rússia vai, por enquanto, manter a preparação para os Jogos de Tóquio. Mesmo a participação sob bandeira neutra não está inteiramente garantida. Há na Wada quem seja contra essa possibilidade. Esses, ainda mais radicais, alegam que na Olimpíada de Inverno da Coréia do Sul atletas russos foram anunciados como tal na abertura e nas competições e havia centenas de bandeiras da Rússia nas arquibancadas em saudação às equipes. The Guardian lembrou que o país estava banido em Pyeongchang , em 2018, e mesmo assim mais de 100 atletas foram solenemente anunciados: “Ladies and gentlemen, the Olympic Athletes from Russia!”.
O jornal ironizou: "se anda como pato, se grasna como pato, então é pato". Ou seja, o hino não tocou, mas a Rússia estava na Coreia do Sul. E, embora sem alguns dos principais atletas, ganhou 2 ouros, 6 pratas e 9 bronzes.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
Nas redes sociais, a capa da Time ganha releitura cômica
Revista Time: Greta Thunberg, a "pirralha", é a Pessoa do Ano 2019. E Bolsonaro, o que é?
Poucas horas depois de ser chamada de "pirralha" por Bolsonaro, Greta Thunberg, 16 anos, torna-se a Person of the Year 2019 da revista Time. Além de desmerecer a jovem ativista, o presidenciano brasileiro ainda criticou a mídia por lhe "dar muito espaço" . Taí a menina com todo o espaço do mundo.
Greta está ficando mais influente e célebre do que a sueca homônima Greta Garbo. Mas “leave me alone”, a divisa da atriz, não é com ela. Ao contrário, incansável, se expõe e comparece a todos os fóruns mundiais para difundir uma verdade: "Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã, porque há um amanhã", disse ela à Time, ao ressaltar que esse futuro tem que ser garantido agora.
Caso o Acordo de Paris não prospere, o aumento da temperatura no mundo atingirá 1,5 ° C. As consequências já estão aí e se agravarão: em 2030, mais 350 milhões de pessoas serão expostas à seca e 120 milhões cairão para a estatística de extrema pobreza. Isso é ciência, alerta a Time.
Levar essa mensagem a um número cada vez maior de pessoas é a difícil missão a que Greta Thinbeerg se dedica.
No mínimo, está sujeita a grosserias. Ser xingada por Bolsonaro é de fato uma láurea extra no currículo da ativista. Tanto que ela acrescentou o "titulo" à sua página no twitter:'Pirralha".
Greta é tudo o que mostra ser, consciente, generosa e corajosa.
Bolsonaro o que é?
É disparado o líder do FETEAPÁ: o Festival de Toscos que Assola o País.
domingo, 8 de dezembro de 2019
Fotografia: a garota da Playboy que virou musa do processamento de imagens
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A foto de Lenna Sorderberg, de Dwigth Hooker, da Playboy, com o corte que virou referência da tecnologia de processamento. |
Lenna Söderberg tinha apenas 21 anos quando posou para a página central da edição de novembro de 1972 da Playboy americana. O fotógrafo Dwight Hooker encantou-se pelo corpo espetacular e pelos olhos da jovem sueca, que pensava apenas em ganhar alguns trocados para sobreviver em Nova York.
O que a bela Soderberg não esperava era que sua foto virasse um ícone mundial da tecnologia.
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A foto original da Playboy. |
Segundo matéria do site Medium, a imagem tinha que ser de um rosto humano. "O equipamento de digitalização de fotos no laboratório na época tinha uma resolução máxima de 512x512 e só podia digitalizar 100 pixels por polegada. Assim, os engenheiros acabaram escolhendo o seguinte corte da imagem a ser usada no papel", informa o Medium.
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O rosto de Lenna Sorderberg em vários exercícios de compressão. Reprodução |
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Lenna, hoje. Reprodução |
Atualmente, aos 70 anos, mora na Suécia e é frequentemente convidada para participar de conferências internacionais, além de ser a eterna musa dos nerds do processamento de imagens.
Recentemente foi lançado do Estados Unidos um documentário sobre a história e as circunstâncias da foto mais famosa da tecnologia de imagens. Trata-se de “Losing Lenna”, que pode ser visto no Facebook Watch.
Desça do salto: campanha das Havaianas rasteirinhas dá recado indireto para as âncoras da TV
por Clara S. Britto
A nova campanha das Havaianas sugere que as mulheres desçam dos saltos em nome do conforto. A ideia, segundo a AlmapBBDO, é mostrar que os saltos altíssimos não são indispensáveis como peças de estilo. A campanha tem peças para a TV e internet e as Havaianas rasteirinhas aparecerão em intervalos de alguns programas jornalísticos. No mínimo, curiosa indireta. Nos estúdios dos telejornais, as âncoras invariavelmente usam saltos estratosféricos. Parece até haver uma competição rumo às alturas para ver quem aparece mais no modelo espigão de Dubai.
Veja os vídeos AQUI e AQUI
Performance de chilenas contra abusos viraliza no mundo
Performance do coletivo chileno Las Tesis se espalha no mundo e já foi adaptada para vários idiomas. O ato de protesto contra abusos, assédio e até agressões sexuais por parte de agentes do governo durante as manifestações no Chile viraliza na internet. O objetivo do grupo é levar a uma grande audiência, em formato de espetáculo, teses de autoras feministas sobre a violência que atinge mulheres de todos os países.
Veja a letra da canção"Un violador en tu camino", que Las Tesis protagonizam e já foi replicada como hino de luta em Buenos Aires, Córdoba, San José, Porto Alegre,Cidade do México, Londres, Istambul e Madri.
El patriarcado es un juez
Que nos juzga por nacer
Y nuestro castigo
Es la violencia que no ves
El patriarcado es un juez
Que nos juzga por nacer
Y nuestro castigo
Es la violencia que ya ves
Es femicidio
Impunidad para mi asesino
Es la desaparición
Es la violación
[Coro]
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía
Y la culpa no era mía, ni donde estaba, ni cómo vestía
El violador eres tú
El violador eres tú
VEJA O VÍDEO DA PERFORMANCE DAS TESIS, AQUI
Globo News: em um ano, menos 10% de audiência
Segundo o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, no ano de 2019 - que já registrou mais de mil demissões no Grupo Globo -, a Globo News teve queda de 10% em audiência, na comparação de janeiro a novembro de 2019 com o mesmo período do ano passado.
A pesquisa é do Kantar Ibope.
Não é uma boa notícia para a emissora de TV por assinatura que, ano que vem, enfrentará uma nova concorrente, a CNN Brasil, provavelmente a partir de março de 2020.
A Globo News costuma criticar medidas de Bolsonaro no campo da cultura, meio ambiente e comportamento, mas dá um forte apoio ao governo em questões de política econômica. Vai à euforia, por exemplo, com as reformas neoliberais como o confisco da previdência e a implosão da legislação trabalhista, bate o bumbo para qualquer sinal de melhora na economia - entusiasmo às vezes desmentido pelos números do trimestre seguinte - e poupa o governo, com frequência, em questões de denúncias de corrupção, de ligações com a milícia etc.
Pelo visto, a audiência não esta comprando essa fórmula,
A pesquisa é do Kantar Ibope.
Não é uma boa notícia para a emissora de TV por assinatura que, ano que vem, enfrentará uma nova concorrente, a CNN Brasil, provavelmente a partir de março de 2020.
A Globo News costuma criticar medidas de Bolsonaro no campo da cultura, meio ambiente e comportamento, mas dá um forte apoio ao governo em questões de política econômica. Vai à euforia, por exemplo, com as reformas neoliberais como o confisco da previdência e a implosão da legislação trabalhista, bate o bumbo para qualquer sinal de melhora na economia - entusiasmo às vezes desmentido pelos números do trimestre seguinte - e poupa o governo, com frequência, em questões de denúncias de corrupção, de ligações com a milícia etc.
Pelo visto, a audiência não esta comprando essa fórmula,
sábado, 7 de dezembro de 2019
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
A culpa é do Flamengo: "VAR" em editoria de esportes causa demissão de repórter.
Reprodução You Tube |
O repórter Adalberto Neto gravou um vídeo que registra a euforia na editoria de esportes do Globo no momento da virada no placar. Foi coisa de lôco, meu. A rapaziada pirou em gritos, correria e gente se atirando ao chão. Entre os mais vibrantes apareceria o editor Márvio dos Anjos.
O vídeo viralizou nas redes sociais e alguns torcedores viram ali uma "prova" de uma suposta falta de isenção na cobertura futebolística do jornal, outros acharam natural a festa e a explosão de alegria.
No dia 4/12, o colunista Leo Dias, do UOl, revelou a demissão de Adalberto Neto após o episódio. Ao jornalista não foi comunicado o motivo do afastamento e ele mesmo alega não poder afirmar que o vídeo foi a causa. "Realmente, não foi informado o motivo da minha demissão. Meu editor apenas disse que foi um pedido da direção pelo 'conjunto da obra', escreveu ele em carta a Leo Dias, publicada ontem. Adalberto conta que ao se despedir da redação ouviu de colegas que o motivo havia sido a divulgação do vídeo.
Na carta, o repórter, que é negro, também cita uma suposta questão racial "no conjunto da obra".
A sigla VAR (do inglês Video Assistant Referee) passou recentemente a fazer parte do vocabulário do futebol.
Ironicamente, foi uma espécie de "VAR de redação" que provocou a demissão do jornalista do Globo.
BTG Pactual é o novo dono da revista Exame
O BTG Pactual arrematou por R$ 72, 374 milhões a revista Exame, que pertencia à Abril. Junto com a edição impressa, o pacote leiloado inclui site, aplicativo e a divisão de eventos. Há 52 anos, a Exame é referência na cobertura de economia e finanças no Brasil. O fato de ter sido adquirida por um grupo financeiro levanta dúvidas sobre a isenção futura da publicação. Segundo fontes da redação, a intenção dos novos controladores é manter a marca e seus produtos à margem dos interesses do banco.
Fenômeno: CNN Brasil ganha prêmio de "veículo do ano" quatro meses antes de entrar no ar... As redes sociais se divertem com a proeza mediúnica
A CNN Brasil tem estréia prevista para março de 2020 e ainda não transmitiu imagens ou fez qualquer reportagem. Ou seja, ainda não é um veículo. Isso não impediu que o futuro canal, como anunciou orgulhosamente no twitter, ganhasse o Prêmio Veículos de Comunicação 2019 da revista Propaganda. A premiação antecipada e "mediúnica", como um internauta classificou, virou piada nas redes sociais.
IZA na capa da Glamour de dezembro, hoje nas bancas, com ensaio de Gui Paganini...
Estreando na capa da Glamour, IZA foi entrevistada pela repórter Luanda Vieira. Ela fala sobre a carreira, racismo e fama. Trechos da matéria estão no site da Glamour.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
Aeróbica sexual: Câmara dos Deputados deu quórum para um "Canguru Perneta"
por O.V.Pochê
A Câmara dos Deputados vive dias de suspense. E não é por causa de nenhuma medida provisória bombástica.
O Brasil começa a esperar com ansiedade o curioso desfecho de um debate que ganha espaço nos corredores do Legislativo.
Antes, uma adendo: repórteres experientes que cobriram o Congresso durante anos não têm dúvidas de que o prédio de Niemeyer na Praça dos Três Poderes escreve uma novela por dia. Se fosse ao ar seria imbatível em audiência.
O deputado Alexandre Frota lança há dias nas redes sociais um sinopse explosiva. Diz ele que flagrou uma deputada "conservadora e casada" praticando o chamado "canguru perneta" no escurinho de uma discreta salinha de uma das comissões da Câmara.
"Canguru perneta" foi uma expressão usada no seriado "Sai de Baixo" que, com o tempo, virou apelido de uma posição sexual que não está no tutorial do Kama Sutra. A modalidade é própria para os apressados, aqueles que por circunstâncias têm que dar uma "rapidinha". Mas atenção: o CP não é pra qualquer um. Exige elasticidade e precauções; para evitar acidente, a mulher, que estará equilibrada em uma perna só e a outra sobre o ombro do felizardo, deve ficar encostada em uma parede; o homem deve ser cavalheiro e não abusar do ritmo, sempre lembrando que a parceira estará temporariamente manca.
Existe uma variação: o "canguru perneta invertido", quando a mulher fica de costas para o parceiro. É coisa para atletas, convém não arriscar.
Frota não revela o nome da deputada e também não identifica o deputado que praticava essa coalizão nada partidária no breve intervalo do debate das grandes questões nacionais. O que se diz é que, na Câmara, até o mais carola da mais religiosa bancada sabe quem é a dupla aeróbica que competiu na categoria "canguru perneta" em 1 minuto e dez segundos sem barreiras.
A Câmara dos Deputados vive dias de suspense. E não é por causa de nenhuma medida provisória bombástica.
O Brasil começa a esperar com ansiedade o curioso desfecho de um debate que ganha espaço nos corredores do Legislativo.
Antes, uma adendo: repórteres experientes que cobriram o Congresso durante anos não têm dúvidas de que o prédio de Niemeyer na Praça dos Três Poderes escreve uma novela por dia. Se fosse ao ar seria imbatível em audiência.
O deputado Alexandre Frota lança há dias nas redes sociais um sinopse explosiva. Diz ele que flagrou uma deputada "conservadora e casada" praticando o chamado "canguru perneta" no escurinho de uma discreta salinha de uma das comissões da Câmara.
"Canguru perneta" foi uma expressão usada no seriado "Sai de Baixo" que, com o tempo, virou apelido de uma posição sexual que não está no tutorial do Kama Sutra. A modalidade é própria para os apressados, aqueles que por circunstâncias têm que dar uma "rapidinha". Mas atenção: o CP não é pra qualquer um. Exige elasticidade e precauções; para evitar acidente, a mulher, que estará equilibrada em uma perna só e a outra sobre o ombro do felizardo, deve ficar encostada em uma parede; o homem deve ser cavalheiro e não abusar do ritmo, sempre lembrando que a parceira estará temporariamente manca.
Existe uma variação: o "canguru perneta invertido", quando a mulher fica de costas para o parceiro. É coisa para atletas, convém não arriscar.
Frota não revela o nome da deputada e também não identifica o deputado que praticava essa coalizão nada partidária no breve intervalo do debate das grandes questões nacionais. O que se diz é que, na Câmara, até o mais carola da mais religiosa bancada sabe quem é a dupla aeróbica que competiu na categoria "canguru perneta" em 1 minuto e dez segundos sem barreiras.
Ódio na rede: Kate Beckinsale é criticada por posar de biquíni. Veja a resposta da atriz
por Clara S. Britto
A atriz Kate Beckinsale, 46 anos, publicou no Instagram uma foto em biquíni.
Foi o que bastou para ser xingada de "muito velha" para mostrar o corpo.
Embora em ótima forma, ela foi criticada por mulheres e homens. "Velha procurando chamar atenção", comentou uma seguidora. "Quando a calcinha da vovó voltou em grande estilo ??", ironizou um leitor
A grande maioria dos seguidores elogiou a foto.
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Kate Beckinsale/Instagram/Reprodução |
E Kate Beckinsale não se abalou: como resposta aos preconceituosos ela publicou no Insta mais cinco fotos em biquíni.
Na Time: os melhores filmes do ano...
por Ed Sá
Tão certo quanto os envelopínhos de carteiros, funcionários das empresas de gás, eletricidade, água, entregadores de jornal etc são as listas de fim de ano que a mídia se dedica a fazer. É um tal de os melhores livros, as melhores músicas, as melhores pessoas...
A Time listou os melhores filmes de 2019 na visão dos seus editores.
1 - “Dor e Glória“, dirigido por Pedro Almodóvar.
2 - “O Irlandês”, de Martin Scorsese.
3- “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino.
4 - “História de um Casamento”, dirigido por Noah Baumbach.
5 - “Adoráveis Mulheres”, de Greta Gerwig.
6 - “Parasita”, de Bong Joon-ho.
7- “Entre Facas e Segredos”, de Rian Johnson.
8- “Meu Nome é Dolemite”, de Craig Brewer.
9 - "Um Lindo Dia na Vizinhança”, de Marielle Heller.
10 - “As Golpistas”, de Lorene Scafaria.
Tão certo quanto os envelopínhos de carteiros, funcionários das empresas de gás, eletricidade, água, entregadores de jornal etc são as listas de fim de ano que a mídia se dedica a fazer. É um tal de os melhores livros, as melhores músicas, as melhores pessoas...
A Time listou os melhores filmes de 2019 na visão dos seus editores.
1 - “Dor e Glória“, dirigido por Pedro Almodóvar.
2 - “O Irlandês”, de Martin Scorsese.
3- “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino.
4 - “História de um Casamento”, dirigido por Noah Baumbach.
5 - “Adoráveis Mulheres”, de Greta Gerwig.
6 - “Parasita”, de Bong Joon-ho.
7- “Entre Facas e Segredos”, de Rian Johnson.
8- “Meu Nome é Dolemite”, de Craig Brewer.
9 - "Um Lindo Dia na Vizinhança”, de Marielle Heller.
10 - “As Golpistas”, de Lorene Scafaria.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Uma declaração de amor à língua portuguesa • Por Roberto Muggiati
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Monica Villela lança o livro "A Língua Portuguesa como Ativo Político". Foto: Divulgação |
Vida que segue, Manchete deu no que deu e – quando eu ainda me encontrava no retiro que o Alberto (de Carvalho) apelidou de Santa Genoveva – Monica partiu para o mundo. Atuou como redatora e apresentadora da Deutsche Welle, em Colônia, Alemanha. De 1999 a 2005 foi redatora, apresentadora, gerente de projetos e encarregada de comunicação interna do Serviço Brasileiro da BBC, em Londres. A partir de 2006, passou a chefiar a redação da ONU News em língua portuguesa, em Nova York. Entre 2015 e 2016, foi diretora do Centro de Informação das Nações Unidas no México, com atuação em Cuba e na República Dominicana. Em 2018, foi indicada porta-voz de María Fernanda Espinosa, a primeira mulher da América Latina e Caribe a presidir a Assembleia Geral das Nações Unidas, e a quarta do mundo. Em meio a esse trabalho todo, achou tempo para se formar Doutora em Ciências Políticas pela Universidade Aberta de Portugal e Mestre em Linguística e Ciências Políticas pela Universidade Duisburg-Essen, na Alemanha.
Nesse exílio voluntário de mais de vinte anos, Monica Villela Grayley não se afastou da língua-mãe; ao contrário, aprofundou o conhecimento e a relação afetiva com o português, voltando-se para o grande universo da lusofonia. Fruto dessa paixão, escreveu o livro A Língua Portuguesa como Ativo Político, que vai lançar no Rio de Janeiro na segunda-feira, dia 9, às 17 horas, no Centro Cultural do Poder Judiciário.
Monica descreve o seu método de pesquisa: “Observei e estudei casos de falantes nativos, pessoas que usam o português como língua de herança, como língua estrangeira, como língua segunda. Analisei a situação do português nas diásporas e como alguns pais, no exterior, se esforçam para que os filhos falem e escrevam na norma culta. Conheci também casos de formadores que desistem do esforço por falta de apoio pedagógico onde vivem”. E ela sintetiza: “Falar português é pertencer a uma pátria virtual e universal. A Língua Portuguesa oferece um mundo a ser navegado com curiosidade, propriedade e estratégia”.
Os Brasileiros do Ano: tem mas acabou
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Foto: Reprodução vercapas.com |
Na Istoé dessa semana, os Brasileiros do Ano.
Segundo a escolha da revista, são Luan Santana, Rodrigo Maia, Marina Ruy Barbosa, João Dória, Deltan Dallagnol, Jô Soares e Paola Oliveira. No miolo, há outros eleitos que não estão em destaque na face principal da capa dupla, como José Luís Datena.
Dificilmente essas figuras se juntariam para tomar um cafezinho quanto mais para uma capa. É uma montagem, naturalmente. Estranha montagem. Repare que alguns homenageados flutuam. A faixa dourada, aparentemente um toque imperial, é a breguice em forma de design. Alguns estão fora de linha, espichados ou achatados. Mas todos são solidários no desastre visual. A maior "vítima" da capa foi Marina Ruy Barbosa. As redes sociais não perdoaram e compararam a atriz com a ruiva Jean Grey, dos X-Men, que é capaz de voar.
Um internauta mais crítico fez um apelo à direção da Istoé:
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
Brasil leva ferro: Tio Trump faz bullying com Bolsonaro
por O.V.Pochê
Alguém denuncie a atual relação Brasil X Estados Unidos ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Trata-se de um caso típico de assédio moral e de bullying por parte de Donald Trump contra Bolsonaro. Tão grave que o presidente brasileiro já pode pedir ajuda ao movimento "Me Too".
Para usar um tipo de metáfora que o Planalto gosta, o presidente brasileiro foi seduzido e abandonado. É o otário nas mãos do malandro. É a vítima indefesa diante do abusador.
Depois de adiar a entrada do Brasil na OCDE, de manter o embargo à carne e limitar compra de açúcar brasileiro, de exigir que o Brasil importe mais trigo americano e de boicotar a OMC - a única organização que ainda controla esses abusos -, Trump anuncia taxação para as exportações brasileiras de aço e alumínio.
Bolsonaro, que, além disso tudo, acabou com a exigência sem contrapartida de visto para americanos que vêm ao Brasil, diz apenas que tem "canal aberto" com o presidente dos Estados Unidos e que vai ligar para ele.
Ainda não ligou. Um telefonema de Bolsonaro para Trump é um evento que leva tempo e mobiliza várias pessoas. Nem o americano fala português nem o brasileiro entende xongas de inglês.
Sintam o drama. Primeiro, o Planalto liga para o linha direta de Trump, o "canal aberto". Ao ver o nome "Bolzonaro" na tela do celular, o americano diz que está entrando em um túnel e faz um barulho de chiadeira.
A ligação cai.
O Planalto pede ajuda à embaixada do Brasil em Washington. O embaixador disca para o telefone da Casa Branca e ouve instruções: "Se vai pedir empréstimo consignado tecle 1"; "se quiser ajuda da CIA para reprimir manifestações tecle 2"; "se quiser ouvir salmo do dia tecle 3"; "se vai pedir para extraditar Lula tecle 4"; "se quiser saber onde está Queiroz tecle 5"; "se vai vender mamadeira de piroca tecle 6"; se quiser falar com a faxineira diarista tecle 6".
A tentativa seguinte é pedir para Eduardo Bolsonaro, o quase-embaixador, ligar para o Salão Oval. A secretária tenta mas não consegue entender o inglês do rapaz. Acha que é um afegão xingando Trump e a ligação é transferida para a CIA.
A solução é montar uma força-tarefa no Planalto e outra na Casa Branca para viabilizar a ligação. E encontrar tempo na agenda de Trump. Uma ligação dessas entre dois monoglotas leva horas, mesmo que seja apenas para dizer "oi, tudo beleza". Além disso, a Casa Branca precisará de dois tradutores: um para entender o português do Bolsonaro e outro para passar a conversa para o inglês de vendedor de loteamento clandestino falado por Trump.
Embora os poucos telefonemas de Bolsonaro para Trump tenham sido desimportantes, uma fonte da Casa Branca revela que o expediente é praticamente encerrado na firma para o complicado diálogo dos dois presidentes.
Por isso, os assessores já declararam que Trump só tem espaço na agenda para atender ao celular do brasileiro a partir do dia 25 de setembro de 2021.
Alguém denuncie a atual relação Brasil X Estados Unidos ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
Trata-se de um caso típico de assédio moral e de bullying por parte de Donald Trump contra Bolsonaro. Tão grave que o presidente brasileiro já pode pedir ajuda ao movimento "Me Too".
Para usar um tipo de metáfora que o Planalto gosta, o presidente brasileiro foi seduzido e abandonado. É o otário nas mãos do malandro. É a vítima indefesa diante do abusador.
Depois de adiar a entrada do Brasil na OCDE, de manter o embargo à carne e limitar compra de açúcar brasileiro, de exigir que o Brasil importe mais trigo americano e de boicotar a OMC - a única organização que ainda controla esses abusos -, Trump anuncia taxação para as exportações brasileiras de aço e alumínio.
Bolsonaro, que, além disso tudo, acabou com a exigência sem contrapartida de visto para americanos que vêm ao Brasil, diz apenas que tem "canal aberto" com o presidente dos Estados Unidos e que vai ligar para ele.
Ainda não ligou. Um telefonema de Bolsonaro para Trump é um evento que leva tempo e mobiliza várias pessoas. Nem o americano fala português nem o brasileiro entende xongas de inglês.
Sintam o drama. Primeiro, o Planalto liga para o linha direta de Trump, o "canal aberto". Ao ver o nome "Bolzonaro" na tela do celular, o americano diz que está entrando em um túnel e faz um barulho de chiadeira.
A ligação cai.
O Planalto pede ajuda à embaixada do Brasil em Washington. O embaixador disca para o telefone da Casa Branca e ouve instruções: "Se vai pedir empréstimo consignado tecle 1"; "se quiser ajuda da CIA para reprimir manifestações tecle 2"; "se quiser ouvir salmo do dia tecle 3"; "se vai pedir para extraditar Lula tecle 4"; "se quiser saber onde está Queiroz tecle 5"; "se vai vender mamadeira de piroca tecle 6"; se quiser falar com a faxineira diarista tecle 6".
A tentativa seguinte é pedir para Eduardo Bolsonaro, o quase-embaixador, ligar para o Salão Oval. A secretária tenta mas não consegue entender o inglês do rapaz. Acha que é um afegão xingando Trump e a ligação é transferida para a CIA.
A solução é montar uma força-tarefa no Planalto e outra na Casa Branca para viabilizar a ligação. E encontrar tempo na agenda de Trump. Uma ligação dessas entre dois monoglotas leva horas, mesmo que seja apenas para dizer "oi, tudo beleza". Além disso, a Casa Branca precisará de dois tradutores: um para entender o português do Bolsonaro e outro para passar a conversa para o inglês de vendedor de loteamento clandestino falado por Trump.
Embora os poucos telefonemas de Bolsonaro para Trump tenham sido desimportantes, uma fonte da Casa Branca revela que o expediente é praticamente encerrado na firma para o complicado diálogo dos dois presidentes.
Por isso, os assessores já declararam que Trump só tem espaço na agenda para atender ao celular do brasileiro a partir do dia 25 de setembro de 2021.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Mídia: ira federal contra a Folha de São Paulo
Bolsonaro ataca a Folha desde a campanha eleitoral. O jornal paulistano não é o único alvo, junta-se a outros veículos e jornalistas frequentemente agredidos, mas é agora o foco principal da ira federal. O capitão inativo proibiu o governo de assinar a Folha e declarou boicote às empresas que anunciam no jornal. Significa pouco para o jornal que tem mais de 300 mil assinantes e mais de cinco mil anunciantes. O arroubo autoritário e o incômodo com matéria sobre Marielle Franco, o caso Queiroz, as rachadinhas, o desvio de recursos do partido, o PSL, pelo qual foi eleito, o levam, contudo, a ferir princípios democráticos.
Leia o Editorial da Folha de São Paulo (30-11-2019)
"FANTASIA DE IMPERADOR"
"Jair Bolsonaro não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência. Trata-se de uma personalidade que combina leviandade e autoritarismo.
Será preciso então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que se dão a uma criança. Porque ele não se contém, terá de ser contido —pelas instituições da República, pelo sistema de freios e contrapesos que, até agora, tem funcionado na jovem democracia brasileira.
O Palácio do Planalto não é uma extensão da casa na Barra da Tijuca que o presidente mantém no Rio de Janeiro. Nem os seus vizinhos na praça dos Três Poderes são os daquele condomínio.
A sua caneta não pode tudo. Ela não impede que seus filhos sejam investigados por deslavada confusão entre o que é público e o que é privado. Não transforma o filho, arauto da ditadura, em embaixador nos Estados Unidos.
Sua caneta não tem o dom de transmitir aos cidadãos os caprichos da sua vontade e de seus desejos primitivos. O império dos sentidos não preside a vida republicana.
Quando a Constituição afirma que a legalidade, a impessoalidade e a moralidade governam a administração pública, não se trata de palavras lançadas ao vento numa “live” de rede social.
A Carta equivale a uma ordem do general à sua tropa. Quem não cumpre deve ser punido. Descumpri-la é, por exemplo, afastar o fiscal que lhe aplicou uma multa. Retaliar a imprensa crítica por meio de medidas provisórias.
Ou consignar em ato de ofício da Presidência a discriminação a um meio de comunicação, como na licitação que tirou a Folha das compras de serviços do governo federal publicada na última quinta (28).
Igualmente, incitar um boicote contra anunciantes deste jornal, como sugeriu Bolsonaro nesta sexta-feira (29), escancara abuso de poder político.
A questão não é pecuniária, mas de princípios. O governo planeja cancelar dezenas de assinaturas de uma publicação com 327.959 delas, segundo os últimos dados auditados. Anunciam na Folha cerca de 5.000 empresas, e o jornal terá terminado o ano de 2019 com quase todos os setores da economia representados em suas plataformas.
Prestes a completar cem anos, este jornal tem de lidar, mais uma vez, com um presidente fantasiado de imperador. Encara a tarefa com um misto de lamento e otimismo.
Lamento pelo amesquinhamento dos valores da República que esse ocupante circunstancial da Presidência patrocina. Otimismo pela convicção de que o futuro do Brasil é maior do que a figura que neste momento o governa."
Leia o Editorial da Folha de São Paulo (30-11-2019)
"FANTASIA DE IMPERADOR"
"Jair Bolsonaro não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência. Trata-se de uma personalidade que combina leviandade e autoritarismo.
Será preciso então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que se dão a uma criança. Porque ele não se contém, terá de ser contido —pelas instituições da República, pelo sistema de freios e contrapesos que, até agora, tem funcionado na jovem democracia brasileira.
O Palácio do Planalto não é uma extensão da casa na Barra da Tijuca que o presidente mantém no Rio de Janeiro. Nem os seus vizinhos na praça dos Três Poderes são os daquele condomínio.
A sua caneta não pode tudo. Ela não impede que seus filhos sejam investigados por deslavada confusão entre o que é público e o que é privado. Não transforma o filho, arauto da ditadura, em embaixador nos Estados Unidos.
Sua caneta não tem o dom de transmitir aos cidadãos os caprichos da sua vontade e de seus desejos primitivos. O império dos sentidos não preside a vida republicana.
Quando a Constituição afirma que a legalidade, a impessoalidade e a moralidade governam a administração pública, não se trata de palavras lançadas ao vento numa “live” de rede social.
A Carta equivale a uma ordem do general à sua tropa. Quem não cumpre deve ser punido. Descumpri-la é, por exemplo, afastar o fiscal que lhe aplicou uma multa. Retaliar a imprensa crítica por meio de medidas provisórias.
Ou consignar em ato de ofício da Presidência a discriminação a um meio de comunicação, como na licitação que tirou a Folha das compras de serviços do governo federal publicada na última quinta (28).
Igualmente, incitar um boicote contra anunciantes deste jornal, como sugeriu Bolsonaro nesta sexta-feira (29), escancara abuso de poder político.
A questão não é pecuniária, mas de princípios. O governo planeja cancelar dezenas de assinaturas de uma publicação com 327.959 delas, segundo os últimos dados auditados. Anunciam na Folha cerca de 5.000 empresas, e o jornal terá terminado o ano de 2019 com quase todos os setores da economia representados em suas plataformas.
Prestes a completar cem anos, este jornal tem de lidar, mais uma vez, com um presidente fantasiado de imperador. Encara a tarefa com um misto de lamento e otimismo.
Lamento pelo amesquinhamento dos valores da República que esse ocupante circunstancial da Presidência patrocina. Otimismo pela convicção de que o futuro do Brasil é maior do que a figura que neste momento o governa."
Deu no Portal Imprensa: recuperação judicial da Abril prejudica jornalistas
A Lei da Recuperação Judicial foi criada em 2005, como projeto do Congresso que o governo Lula sancionou. O objetivo era permitir a empresas em dificuldades sair de crises financeiras. Quase 20 anos depois, houve aumento no número de corporações em situação falimentar e redução no índice de pagamentos aos credores.
Na maioria dos casos, os trabalhadores foram os maiores prejudicados.
A Abril em recuperação judicial é um desses exemplos: verbas rescisórias acima de R$ 250 mil só serão pagas com deságio. Um ex-funcionário mais antigo que tenha indenização que ultrapasse R$ 350 mil será ressarcido em 8% e a prestações. Isso sem falar no atraso que envolve os pagamentos.
Segundo matéria do Portal Imprensa, a recuperação judicial também protege a Abril em casos de processos contra jornalistas motivados por reportagens. Caso de André Rizek, que foi obrigado a pagar R$ 310 mil a personagem de uma matéria sobre cocaína no futebol publicada na Placar em 2001. Na época, informa o Portal Imprensa, "Rizek teria se oposto à publicação dos nomes e das fotos dos jogadores, que eram menores de idade. Mas a chefia o teria contrariado e a reportagem acabou publicada com seu nome".
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO PORTAL IMPRENSA, AQUI
Reginaldo Leme: domingo no sofá...
Reprodução |
A postagem acima viralizou nas redes sociais. Reginaldo Leme assiste ao GP de Abu Dhabi, a última prova de F1 da temporada. Durante mais de 40 anos, o comentarista estave longe do sofá nesses momentos. Ou fazia a cobertura ao vivo no circuito ou participava das transmissão no estúdio, quando a Rede Globo optava por não enviar equipe ao exterior.
O passaralho gigante que ataca todas as empresas do grupo tem vitimado profissionais mais experientes e, em consequência, a qualidade jornalística. Os mais novos levarão um tempo natural para construir referências em embasar análises. A verdade é que a Globo detém os direitos da F1, mas parece não conferir a mesma importância ao evento. Com a ausência de pilotos brasileiros no circuito, a audiência se limita aos aficionados. O público que costumava seguir Senna e Piquet ou Barrichello e Massa há muito saiu da frente da TV. Um sinal desse desinteresse é dado pela própria Globo ao longo da temporada ao abrir mão de alguns GPs cedendo a transmissão ao SporTV ou, mesmo quando transmite ao vivo, ao cortar o sinal antes da tradicional cerimônia do pódio e assim adiantando a entrada de outra atração, aparentemente para evitar queda de audiência. Muitos dos profissionais demitidos pela Globo estão se vinculando à CNN Brasil, canal que estreará no ano que vem. Reginaldo Leme ainda não falou sobre o futuro, se irá para canal no You Tube ou se aceitará propostas de emissoras abertas ou por assinatura. Dificilmente ficará no pit stop do sofá por muito muito tempo.
domingo, 1 de dezembro de 2019
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