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| Sociedade secreta em festa. Cena meramente ilustrativa, do filme "De olhos bem fechados". |
por O.V.Pochê
Estive fora do Brasil por uns dias. Foi como se perdesse capítulos de um seriado instigante. Só se fala na Festa da Cueca. Que diabos foi isso? Tive que investigar, perguntar na vizinhança e na fila do pão. Soube que um ex-delator da Lava Jato que prestava serviço de espionagem para o "papa" e os "cardeais" da operação teria gravado um vídeo de uma noitada sexo-jurídica realizada em uma suíte de um hotel de luxo. Data vênia, a jornada noturna entrou e saiu, muito apropriadamente, para os anais do Direito. Dizem que o vídeo foi surrupiado por uma dos magistrados e cremado durante uma sessão de livramento evangélico.
Sabe-se que os togados botaram pra quebrar mas, sejamos justos, mantiveram o notório saber jurídico. No meio da suruba desembestada era comum uma autoridade dirigir-se a um colega e respeitosamente.
- Requeiro a minha vez com a postulante, estou aqui em estado de privação.
- Pois não, excelência, minha audiência com a jovem está terminando E quid pro quo a fila anda.
Em determinado momento um procurador desavisado entrou com um processo na vara errada e perdeu a causa. Aparentemente criou jurisprudência porque a dita instância passou a ser o foro privilegiado para um colegiado descontraído. Na ofurô, eu disse ofurô, uma jovem prestava queixa de um magistrado que não conseguia concluir a coisa julgada. A jovem pedia uma arbitragem sobre a indenização devida.
Por decurso de prazo, a suruba acabou antes do dia amanhecer. Os togados providenciaram a anulação processual. Por isso, a gravação foi destruída. In verbis.


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