domingo, 23 de setembro de 2018

Homenagem a Gervásio Baptista, 95 anos - "Importante é estar entre amigos", diz o fotojornalista que fez história na revista Manchete

Gervásio Baptista; uma vida dedicada ao fotojornalismo. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil


Brincalhão e bem-humorado, Gervásio se emociona com a homenagem da Associação Baiana de Imprensa.
Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil


Com a Medalha Ranulpho Oliveira. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil


Gervásio mostra uma das suas fotos. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil

por Ana Cristina Campos - Repórter da Agência de Brasil)

Rodeado de amigos, o repórter fotográfico Gervásio Baptista foi condecorado ontem, em Brasília, (22) com a Medalha Ranulpho Oliveira, da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), destinada aos maiores nomes do jornalismo que trabalharam na imprensa da Bahia.

Ícone do fotojornalismo brasileiro, Gervásio emocionou-se com a homenagem e mostrou que o lado brincalhão e bem-humorado ainda predomina. “O importante é estar com os amigos”, destacou.

Ao receber a medalha, Gervásio, com 95 anos, repetiu com seu chapéu o gesto do presidente Juscelino Kubitschek, acenando com a cartola para o povo na inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960 – instante que Gervásio captou com suas lentes, em uma de suas fotos mais emblemáticas. “Tenho saudade do velho JK”, disse. “Para mim, é uma surpresa agradabilíssima relembrar JK”.

 Nascido em 1923 em Salvador, um dos maiores fotógrafos da história brasileira também foi homenageado com uma exposição de imagens e reportagens dos mais diversos períodos da sua longa carreira, iniciada aos 12 anos no extinto O Estado da Bahia. Atualmente, o fotógrafo está numa cadeira de rodas, depois de cair e fraturar o fêmur.

O diretor de divulgação da ABI, Valber Carvalho, disse que a homenagem tem como objetivo reconhecer a importância de Gervásio na história do jornalismo no Brasil, em particular, na Bahia. “Ele é fundador da Arfoc [Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos] na Bahia”, lembrou. “Gervásio tinha uma coragem extrema de enfrentar autoridades, militares, delegados, que, muitas vezes de maneira acintosa, não deixavam que ele fizesse a notícia.”

Para o fotógrafo Orlando Brito, Gervásio é um símbolo do fotojornalismo no país. “Ele é uma figura quase que onipresente na história do Brasil desde o governo de Getúlio Vargas”, disse. “Toda a carreira do Gervásio é ponteada de fotos magníficas. Mas a que mais vem à minha memória é a do JK com o chapéu que revela a novidade que era Juscelino e toda a modernidade de Brasília que está atrás da foto.”

Segundo a associação, aos 27 anos, quando já se destacava no Diário de Notícias de Salvador, Assis Chateaubriand viu o talento do jovem fotógrafo e o levou para o Rio de Janeiro para trabalhar na revista O Cruzeiro, mas logo Gervásio mudou-se para a revista Manchete de Adolpho Bloch no início dos anos 1950.

Em 80 anos de carreira, Gervásio registrou raridades de Getúlio Vargas, Tancredo Neves, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Fotógrafo oficial de Tancredo Neves, Gervásio fez com exclusividade a clássica e última foto do presidente, acompanhado da equipe médica do Hospital de Base do Distrito Federal, em que ele aparece sentado de pijama e roupão.

Na ditadura, foi preso e, em uma das ocasiões, dividiu a cela com o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes (avô do ex-governador Eduardo Campos, ambos mortos).

Registrou momentos da Revolução Cubana, em 1959, fotografou os líderes Fidel Castro e Che Guevara. Acompanhou a Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974, e foi ao Vietnã, nos anos de 1970, para registrar a guerra. Fotografou sete copas do mundo e 16 concursos de miss universo.

Até 2015, Gervásio Baptista fotografava no Supremo Tribunal Federal e na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A lei do vento livre: Brits comemoram chegada do Outono com peladaço no Mar do Norte ...


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Já tomou seu veneninho hoje? O Brasil já é o campeão mundial dos alimentos contaminados por agrotóxicos. E a bancada ruralista no Congresso quer é mais...


A matéria de capa da Superinteressante é o próprio soco no estômago. A bancada ruralista sempre foi poderosa em todos os governos. Obtém dinheiro público a juros de amigo, planta subsídio e colhe perdão de dívidas. Sob o desgoverno Temer, a festa ficou ainda mais animada. Eles exigem ainda mais liberdade para usar venenos e até importar agrotóxicos proibidos em outros países.

Para a saúde dos brasileiros, a única esperança é a consciência dos consumidores nos países que compram alimentos do Brasil.

Na Europa, principalmente, crescem as restrições à entrada de produtos suspeitos. A tendência é que, diante do apetite dos ruralista brasileiros por venenos, alguns mercados se fechem ao longo dos próximos anos. O uso indiscriminado de agrotóxico e flagrantes de falta de higiene e contaminação por bactérias se somam ao desmatamento que a agroindústria  - que cria emprego, mas a que custo -  promove. E isso sensibiliza militantes e eleitores europeus.

São duas as opções: ou pagam o preço do futuro boicote ou descobrem que a ética empresarial e o respeito aos consumidores pode ser bom negócio.

Você ou algum jornalista de bancada entrevistadora já perguntou ao seu candidato a presidente o que ele pensa do envenenamento em massa dos consumidores e ainda mais financiado pelo contribuinte?

Passaralhos são predadores do jornalismo...

Boletim da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) informa sobre onda de demissão em massa no Sistema Verdes Mares, que controla o jornal Diário do Nordeste, a Rádio Verdes Mares, TV Diário e TV Verdes Mares, esta afiliada da Rede Globo.

Nos últimos anos, o passaralho é recorrente nos grandes veículos do jornalismo brasileiro e já dizimou centenas de publicações menores.

O predador levou embora milhares de empregos. Mas não só isso. Em boa parte, a qualidade do jornalismo brasileiro também se foi no bico da ave. Uma das razões é que a peneira costuma cortar cargos e selecionar consciências ou optar por aquelas mais gelatinosas e que mais se ajustam às formas patronais.

Se já era quase imperceptível, o contraditório na cobertura dos fatos, o outro lado, tornou-se microscópico, quase vencido pelos interesses políticos, financeiros e corporativos.

Passaralhos se alimentam de empregos, comem a ética no café da manhã, fazem da consciência social um lanche vespertino e jantam a honestidade.

O passaralho é um neoliberal voraz.

Não sofre risco de extinção. A reforma trabalhista da marionete Temer e dos lobbies empresariais que puxam seus cordões é o habitat e parque de diversões da espécie.

sábado, 22 de setembro de 2018

Viu isso? Time de futebol lança camisa antifascista...

No momento em que o fascismo ganha espaço na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, o Clapton CFC, modesto time inglês de futebol, dá exemplo de cidadania.

Para alertar os países democráticos sobre as ameaças que pesam sobre a liberdade, o clube lançou uma camisa com as cores da Segunda República Espanhola e a estrela de três pontas das Brigadas Internacionais que lutaram contra o ditador sanguinário Francisco Franco, que recebeu armas e apoio aéreo de Adolf Hitler durante a Guerra Civil Espanhola. The Guardian publica matéria sobre o assunto.

Em pouco tempo, foram vendidos milhares de exemplares, principalmente na Espanha. O uniforme vermelho, roxo e amarelo, que marca os 80 anos do fim conflito,  foi usado pela primeira vez no sábado passado. Nas costas, a camisa exibe a frase "No Passarán", o famoso slogan dos antifascistas inspirado na frase de Dolores Ibárruri, La Passionaria.

Para o clube, o futebol também deve travar algumas batalhas fora de campo. Parte do dinheiro arrecadado com a venda das camisas será destinado a projetos culturais que preservem a memória dos heróis que foram á Espanha lutar contra o nazi-fascismo.

Nos últimos meses, ativistas encomendaram a fábricas da Itália, França, Alemanha e Inglaterra camisetas que alertam contra os avanços dos fascistas e neonazistas na Europa. Nos Estados Unidos, o alvo são Trump e os supremacistas brancos.



As novas tshirts políticas se revelaram um sucesso e despertaram interesse muito além dos movimentos organizados. Em tempos digitais, a camiseta resiste como veículo de mensagens pollíticas.

A maioria está à venda na internet. Basta digitar antifascist tshirt.

Pelo jeito, o Brasil está precisando importar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Registrou? São as pérolas do idioma Titês

Ninguém parece interessado, mas Tite acaba de convocar a seleção brasileira que vai jogar amistosos armados pela CBF contra a "poderosa"Arábia Saudita, país que submete seus cidadãos a regime tirano e promove guerra cruel no Iêmen, e a Argentina, que vive momento deprê bem parecido com o do Brasil.

O time atual não mudou muito: são 13 jogadores que participaram do naufrágio na Rússia. Já o palavreado de Tite na coletiva não mudou nada. Continua em formato de palestra motivacional.

Leiam as 'pérolas' do Titês lançadas aos jornalistas na coletiva de hoje: "equalizar', "harmonizar", "plataforma tecnológica", "futebol é intuição, convívio, contato", "força máxima tem' que ser contextualizada", "temos que traduzir em alto desempenho mesmo com oportunidades", "possibilidades táticas para potencializar o Neymar.", "procuramos potencializar e dar oportunidade, "manter a coerência do desempenho em alto nível para decidir", "capacidade de absorver a informação e traduzir, no argumento com o técnico, "equilibrar a emoção e a razão, cabeça e coração, racionalidade com emotividade".

Juntando tudo parece significar nada.

Pena que a Bélgica não deu a menor bola pra esse futebol que é perfeito em áudio mas não funciona em campo...

Memória da propaganda: chiclete sem banana


por Ed Sá 
César de Alencar era, digamos, o William Bonner dos anos 1950. No auge da Rádio Nacional, tornou-se a voz mais ouvida do país. Era disputado por marcas para recomendar produtos. Nesta propaganda, sugeria um macete que devia ser bom para políticos em campanhas de palanques, que exigiam muito gogó, para usar uma gíria da época.

Mas, assim como os palanques, chiclete ainda existe, mas saiu de moda. E os políticos que dão entrevistas na TV nem precisam disso. Os entrevistadores não os deixam falar sozinhos nem por alguns segundos, imaginem por quatro horas...

Ciro na capa da Época: próximas pesquisas mostrarão se a terceira via chega ao segundo turno




Com Bolsonaro consolidado, segundo os analistas de pesquisas, e Haddad em ascensão, Ciro Gomes se apresenta como a terceira via.

É a estratégia que lhe resta. 

Capa da Época e tema dos principais colunistas do Globo, hoje, Ciro espera que as próximas pesquisas reflitam fuga de votos de Marina, Alkmin, Meirelles, Amoedo e Álvaro em direção ao seu projeto. 

No momento em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulga uma “carta aos eleitores e eleitoras” pedindo que não apostem em "soluções extremas” e apoiem o presidenciável que “melhores condições de êxito eleitoral tiver”, Ciro deve achar que é o "cara". 

Para ele, a 17 dias das eleições, é crucial que as sondagens passem a refletir, e provar, se a tendência existe ou não e se alguém ainda ouve os mantras oscilantes de FHC. 

Aparentemente, a grande mídia, quem diria, já vê Ciro, famoso por sofrer pane no botão de autocontrole, como a última e mais "serena" opção entre o que chama de extremos. A conferir nos Ibope, Data Folha, Vox Populi e mesas de botecos dos próximos dias.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Bancas: o jornaleiro pede desculpas e, aos poucos, se despede das ruas...

por Ed Sá

Algumas prefeituras, como a de Campo Grande (MS), planejam rever regras para o funcionamento das bancas de jornais e discutem o futuro do negócio. Com a crise do meio impresso, elas, já há alguns anos, diversificaram ofertas de produtos. Recarga e capas de celulares, doces e balas, cigarros, canetas, sorvetes etc dividem lugar com as revistas que restam e as pilhas de jornais cada vez menores.

Muitas cidades despertam para o mesmo problema.

Em muitas bancas, os impressos já são minoria, as vendas de jornais e revistas despencaram em cerca de 70%.

Uma das propostas é transformá-las em ambientes virtuais.

Qualquer projeto de mudança deverá levar em conta a questão social. A maioria das bancas sustentou famílias por várias gerações, mas não foram poucos os jornaleiros tradicionais que passaram o ponto.

Em capitais como Paris, Lisboa, Londres e outras com público leitor muito maior, o anunciado fim dos impressos é um processo mais lento. São centros de países que ainda sustentam um número expressivo de títulos. No Brasil, a crise que atinge as versões impressas de jornais e revistas avança em velocidade muito maior. Centenas de títulos foram extintos nos últimos anos. Com uma característica que fragiliza ainda mais os jornaleiros. Em cidades como Rio e São Paulo, os políticos de olho em voto deram ao longo dos anos um número excessivo de licenças para bancas. Em certas quadras, são de dez a 15 instalações a poucos metros uma da outra. Já há pontos abandonados ou quase vazios.

O futuro, ou a falta dele, atropela os velhos jornaleiros.

The Economist: "Bolsonaro é ameaça para o Brasil e América Latina"


Na CBN, Ciro mostra que ponto eletrônico na orelha de jornalista não é brinco...

O site DCM comentou a saia justa. 

Durante entrevista na CBN, Ciro Gomes parece ter desvendado de vez a razão pela qual os entrevistadores do Grupo Globo interrompem tanta vezes os candidatos.

Seria para controlar os rumos da conversa e tentar neutralizar assuntos incômodos?

Ciro falava sobre o golpe que derrubou Dilma Rousseff e atribuía a conspiração à cobiça pelo petróleo da Petrobras. Os jornalistas ficaram ansiosos de repente e tentaram mudar de assunto.

- Tem ordem editorial aí?" - indagou o candidato.

O mediador quis disfarçar e responder, mas Ciro insistiu na observação.

O ponto eletrônico não está pra brincadeiras.

O vexame está no vídeo com a íntegra da entrevista a partir do minuto  43.35

VEJA AQUI

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Vai ter cola na cabine. FHC erra toda hora o nome do candidato tucano.

por O.V.Pochê
Fernando Henrique Cardoso diz que vai votar em Geraldo José Alckmin Filho, pelo menos no primeiro turno. Mas o ex-presidente vai ter que levar uma cola. Ele erra seguidamente o nome do candidato do seu partido. Ao fazer campanha pro amigo no twitter só escreve Alkmin.

As redes sociais já estão prevendo que virão mais variações por aí:

- Jeraldo
- Alkmin Júnior
- Zé Alquimin 
- Zé Jeraldo
- Joaquim Filho

Só falta chamar o homem de Santo ( apelido de Alckmin na famosa lista da Odebrecht, segundo delação).

terça-feira, 18 de setembro de 2018

TSE nega direito de resposta de Ciro Gomes a reportagem da Veja. E advogado da revista inova ao defender o jornalismo da "verossimilhança"...

Talvez a definição mais precisa sobre o atual método de trabalho do jornalismo político na mídia conservadora tenha sido dada pelo advogado da Veja, Alexandre Fidalgo.

Confira.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou por 6 votos a 1, um pedido de direito de resposta de Ciro Gomes a uma reportagem "O Esquema Cearense" publicada pela revista.

Segundo a Veja, Cid Gomes, irmão de Ciro, teria dado benefícios fiscais a empresas no Ceará em troca de caixa dois para campanhas eleitorais. A reportagem tinha como base apenas a declaração de
Niomar Calazans, ex-tesoureiro do Pros, mas o próprio entrevistado afirmava à revista não ter provas da acusação que fazia. O acusador, inclusive, segundo o advogado de Ciro, André Xerez, já havia sido condenado por difamação.

Os ministros Sérgio Banhos, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Jorge Mussi, Tarcísio Vieira e Luis Felipe Salomão negaram o direito de resposta. Rosa Weber, presidente do TSE, votou a favor com base na argumentação do vice-procurador-geral-eleitoral, Humberto Jacques, segundo o qual “não se compreende a liberdade de expressão sem a possibilidade de direito de resposta”.

É surpreendente a posição do TSE porque a reportagem foi publicada, sem censura ou qualquer dano à liberdade de expressão da mídia. O veto do tribunal foi ao direito de resposta, obviamente posterior. A verdade é que a legislação brasileira recente precarizou esse instrumento democrático. O Brasil está hoje entre os países onde p direito de resposta é dos mais frágeis.

Em defesa da Veja, o advogado Alexandre Fidalgo usou uma argumentação que é um primor de sinceridade. Segundo ele, "a imprensa trabalha com elementos de razoabilidade, de verossimilhança. Eu não preciso necessariamente saber de verdade se a declaração será provada ou não provada”, acrescentou.

Fidalgo acaba de criar o jornalismo da "verossimilhança", o que não precisa necessariamente da verdade, nem está preocupado se o conteúdo será provado ou não provado.

Então é isso: sem querer ele escreveu o tutorial da velha mídia brasileira.

E o Brasil ganha a honra de criar o jornalismo investigativo da verossimilhança.

É nóis!

Revista Time passa o ponto. Bilionário do setor de software é o novo dono

Depois de passar alguns meses com a placa de vende-se na porta, o grupo que controla a revista Time finalmente fechou negócio. Por 190 milhões de dólares, a Meredith, conhecida editora de publicações femininas passou ponto para Marc Benioff, presidente da empresa de tecnologia Salesforce.

 Time perdeu espaço no impresso mas mantém 100 milhões de leitores somadas as versões digital e tradicional.

A Salesforce se destaca na tecnologia da computação em nuvem,inteligência artificial, marketing e gestão de comunidades. Benioff é definido como um "CEO ativista" pela atuação social em São Francisco, onde tem a sede da empresa. Programas de habitação, saúde e educação e saúde na cidade contam com seu apoio financeiro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Eliud Kipchoge faz história na Maratona de Berlim

Eliud Kipchoge na linha de chegada após a marca histórica a Maratona de Berlim. Foto Getty Images/IAAF/Divulgação

Como é que é mesmo? Indolente e preguiçoso. Assim os racistas rotulam os negros.

Que tal botar esse pessoal para correr contra Eliud Kipchoge?

Ontem, o queniano correu a Maratona de Berlim em 2h1m39 segundos. Ele ameaça cruzar a barreira de 2 horas para a prova de 42 quilômetros, o que muitos consideram impossível para a modalidade. Kipchoge já baixou o recorde anterior em mais de um minuto. A última vez que um maratonista quebrou uma marca com margem de mais de 60 segundos foi em 1969.

Especialistas europeus e americanos já fizeram estágios no Quênia para tentar descobrir o segredo do sucesso dos atletas locais. A maioria levava na mochila teorias preconceituosas ligadas a "características animais". Lá, descobriram que não basta ser queniano para se tornar superatleta em provas de resistência. Se fosse assim, o país inteiro subia ao pódio. Aqueles que se destacam treinam muito, geralmente em grupo, usam subidas, de preferência, no dia a dia andam a pé, sobem escadas, desenvolveram um método de preparação em ciclos de três semanas, não comem fast food, têm dieta simples e barata, com baixo teor de gordura, muito carboidrato, pouca proteína e assim mesmo sempre equilibrada com grãos e legumes. A genética, claro, conta. Mas ninguém lembra desse fator "animal" quando fala de fenômenos brancos como Yelena Isinbayeva (atletismo), Michael Phelps (natação), Novak Djokovic (tênis) e tantos outros não quenianos.

sábado, 15 de setembro de 2018

A pauta é calote - Funcionários demitidos fazem protesto em frente à Editora Abril, que chamou a PM....

Foto: Cadu Bazilevski/ Jornalistas Livres 

Funcionários demitidos pela Abril, entre jornalistas, gráficos e administrativos, que não receberam verbas rescisórias, nem a multa de 40% do FGTS, fizeram um protesto, ontem, em frente à gráfica da empresa.

Os trabalhadores vítimas de calote divulgaram uma carta aos Civita.

“CARTA ABERTA À FAMÍLIA CIVITA

Abrimos esta carta – e fazemos sua leitura em voz alta – porque nossa mensagem não tem caráter privado. Ela diz respeito à sociedade brasileira, e não apenas aos 804 empregados covardemente descartados a partir de 6 de agosto, aos demitidos em meses anteriores, aos profissionais freelancers igualmente dispensados. Foram atingidos 1.500 homens e mulheres – e suas 1.500 famílias. Com a última demissão em massa, nos vimos sem trabalho, sem dinheiro e pilhados no que há de mais caro e precioso: direitos! Direitos duramente conquistados com criatividade, dedicação, empenho, entrega e suor. O abatimento emocional e moral já produz depressão, desesperança e sérias dificuldades na vida cotidiana. Em muitas casas, falta comida. Alguns dos funcionários cortados não têm como pagar remédio, luz, transporte, a escola dos filhos…

Diante desta árvore, que já foi ícone de potência e de imprensa forte, símbolo de cultura, humanidade e entretenimento, lembramos à família Civita que, durante quase sete décadas, o Grupo Abril fez parte da formação dos brasileiros, que leram os conteúdos gerados por seus mais de 150 títulos lançados. Para ficar só nos dias atuais: o manancial de informações produzidas pelas 11 publicações que morreram, numa só tacada, em 6 de agosto, é um patrimônio que não pertencia mais à família Civita. As ideias e as reflexões propostas nelas frutificaram, produziram pensamento crítico e, por isso, pertencem aos trabalhadores que as produziam e ao leitor brasileiro. Perde, assim, o povo, de quem a Abril, há muito, vem se distanciando. Perdem, sobretudo, as mulheres, uma vez que, dos títulos destruídos, oito eram dirigidos ao público feminino.

Perde ainda o mercado de trabalho. A atitude intempestiva da família Civita, que demitiu em massa – sem negociar com os sindicatos, oferecer contraproposta ou dar a chance de demissão voluntária –, estrangula os meios de produção de informação. Encerra centenas de postos de trabalho. Abala os jornalistas do país inteiro. Atinge as universidades que preparam jovens para o exercício da profissão em veículos impressos e digitais. Golpeia os cursos que formam profissionais para TI, impressão, acabamento, distribuição e serviços. E afeta, brutalmente, a logística de outras editoras e empresas.

O rombo é mais fundo. Nesse episódio, há também prejuízo para a liberdade de expressão, a denúncia, a crítica. Perde, enfim, a defesa da democracia. Não se trata de constatação recente. Os herdeiros vêm descuidando do Grupo Abril há anos. A falta de investimento no editorial, a equivocada entrega da gestão a consultores estranhos ao universo da informação, o afastamento da diversidade de opiniões e a ausência de sensibilidade para entender os novos rumos da sociedade levaram a Abril à derrocada, à recuperação judicial.

Nós nos vimos metidos nela – como parte de uma interminável lista de credores, a quem o Grupo Abril deve 1,6 bilhão de reais. Mas não somos credores. Esse papel é dos bancos, dos grandes fornecedores, das empresas globalizadas com quem o Grupo faz negócios. Nós somos trabalhadores! Levantamos cedo, enfrentamos a madrugada no fechamento das revistas. Estamos na gráfica, na logística, na distribuição, no escritório… Não somos credores. Nossa única fonte de sobrevivência é o salário que vem, exclusivamente, do trabalho árduo que entregamos. A dívida que os Civita têm com a massa de profissionais jogados na rua é de 110 milhões de reais. Somando o que os senhores devem aos profissionais freelancers – muitos deles tinham horário a cumprir, obrigações e subordinação à chefia –, representamos uma fatia magra, menos de 7% do total da dívida de 1,6 bilhão.

Os senhores podem amenizar o malfeito. Têm como minorar a injustiça que cometeram contra as mulheres e os homens que fizeram a história da Abril – e colaboraram para o enriquecimento da família Civita, que detém, reconhecidamente, uma das maiores fortunas do Brasil. O caminho está previsto na legislação. Basta que os irmãos, controladores do Grupo Abril, sub-roguem os nossos créditos, assumindo o nosso lugar no processo de Recuperação Judicial. Os senhores podem sub-rogar 100% dos créditos trabalhistas, pagando de uma vez os 110 milhões que pertencem aos demitidos, tomando o lugar deles e dos freelas como credores na recuperação judicial. E devem acrescentar ainda a multa referente ao artigo 477 da CLT, que determina ao empregador o pagamento de um salário por descumprimento da obrigação de acertar as verbas rescisórias dez dias após a demissão.

Reivindicamos, então, dos senhores, que assumam pessoalmente a dívida trabalhista da empresa, de imediato, pagando a todos, pois se trata de verba de natureza alimentar. Seu valor total é de apenas 1% da fortuna que a família Civita acumulou com o Grupo Abril, estimada recentemente em mais de 10 bilhões de reais, conforme publicado na revista Exame. Cabe demandar também o reconhecimento dos profissionais freelancers na categoria de trabalhadores, uma vez que não se trata de empresas, mas sim de quem depende dos proventos do trabalho individual para pagar as contas, assim como os demitidos.

Os senhores não podem fugir da responsabilidade trabalhista que têm com os descartados, da responsabilidade social que assumiram – e sempre apregoam – com o país. É preciso lembrar o que foi manifesto por Victor Civita, o fundador do Grupo, quando explicou o emblema que o identifica: “Escolhi a árvore como símbolo da Editora Abril porque é a representação da fertilidade, a própria imagem da vida. O verde porque é a cor da esperança e do otimismo”.

Nossa “esperança” é a de que os senhores, herdeiros, honrem os seus compromissos com os demitidos. Façam valer o tanto que a família Civita acumulou em décadas com o nosso trabalho. E respeitem as nossas famílias.

Comitê dos Jornalistas Demitidos
Comitê dos Gráficos Demitidos
Comitê dos Distribuidores Demitidos
Comitê dos Administrativos Demitidos
Comitê dos Profissionais Freelancers Dispensados”

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A solidão do entrevistado...

Jornalista, escritor, professor universitário e cartunista que já atuou no Estadão, Gilberto Marigoni foi candidato a governador de São Paulo, em 2004, pelo PSOL. Ele conta no Facebook sua experiência como entrevistado e debatedor na alta tensão da campanha política.

por Gilberto Maringoni

Fernando Haddad deu um baile nesta sexta-feira (14), no Jornal Nacional! Seu brilhante desempenho me evocou lembranças. Fiz uma campanha para governador de São Paulo (PSOL), em 2014, que tem residual importância histórica.

Assistindo o petista - em situação mil vezes mais importante e dramática - me voltaram sensações que talvez todo candidato em desafios semelhantes tenha. Digo dos candidatos que não rezam pela cartilha dominante.

Montamos há quatro anos uma pequena e dedicada equipe, com a qual aprendi muito. Entre eles estavam Francisvaldo Mendes de Souza, Denise Simeão , Edson Carneiro Índio e Pedro Ekman. Bia Barbosa e Cláudio Camargo também deram apoio fundamental

A primeira sensação que se tem em debates desse tipo é uma solidão quase absoluta.

A SOLIDÃO - Você está num estúdio, com jornalistas à sua frente que - quase sempre - querem apenas jogar cascas de banana esperando você fazer um papelão. Ao entrar e se sentar, você está só - sozinho! - e com uma responsabilidade monumental nos ombros. Se vacilar ou falar bobagem, centenas de camaradas, candidatas e candidatos que dão o sangue para construir uma ideia, um projeto e um partido podem ser rejeitados nas ruas e nas urnas. Vale uma analogia.

Fui nadador desde a adolescência e participei de dezenas de campeonatos. É talvez o esporte mais solitário existente. Quando você é chamado para a borda da piscina, posta-se atrás da baliza e aguarda o apito do juiz para subir. Entre o segundo silvo, para se abaixar, e o tiro de largada, passa-se no máximo um segundo. Nesse microtempo, você olha cinquenta metros de água adiante e a solidão é parecida. É você com você. Uma saída malfeita, uma entrada torta na água ou uma virada ruim, pronto! Está comprometido não apenas seu desempenho, mas a pontuação de toda a equipe.

A OFENSIVA - A segunda sensação nos debates é que você está num jogo de esperteza, muito mais do que numa troca de idéias. Se vacilar, dança. Não pode baixar a guarda em momento algum É algo extremamente tenso.

Haddad começou nervoso e foi se assenhorando do ambiente. É essencial nunca deixar a bancada tomar a ofensiva. Ou seja, as perguntas não podem lhe pautar. Há que virar o jogo e tentar você definir o ritmo da batalha. Como dizia Brizola, "Estamos numa democracia, você pergunta o que quiser e eu respondo o que quero".

Nesse ponto, eu fazia outra comparação. "Estou numa guerra e ninguém aqui é meu amigo", pensava. E me vinha à mente uma longa conversa mantida há exatas duas décadas com M. Roger Brochet, um francês de 80 anos, casado com Mme. Suzanne, uma extrovertida e divertida professora de francês, dois anos mais velha que ele. Moravam ambos numa casinha com quintal ao fundo, no bairro de Perdizes em São Paulo, desde o final dos anos 1940, quando chegaram ao Brasil.

M. Roger me fascinava. Fora piloto de caça na II Guerra Mundial. Com a França ocupada, integrou-se a uma esquadrilha de Spitfires da RAF, sediada em Nice. Sua história nada tinha de romântica: dos 72 pilotos, apenas ele e outro conterrâneo sobreviveram. Falava com amargor de episódios que eu via como heroicos.

Duas frases grudaram na minha cabeça. A primeira é: "Nunca deixe o inimigo ficar em sua cauda. A possibilidade de ser atingido é de 110%". A segunda era: "Quando você o tiver na alça de mira, não vacile, abra fogo. Em combate não existe segunda chance".

Nos debates, a analogia da solidão se completava com as palavras de M. Roger, que em gestos contidos desenhava no ar manobras realizadas mais de meio século antes.

JUNTO E MISTURADO - Não permita que assumam a ofensiva, quando puder, vá para cima, não os deixe pautá-lo, mentalize o tempo de fala, vá direto ao assunto, não enrole, não demonstre intimidade com quem está no estúdio. Isso repetiam meus camaradas de campanha nas reuniões preparatórias. E sobretudo, lembre-se, diziam eles, você não está conversando com quem está à sua frente. Abstraia-os. Tem de falar com quem está em casa!

Piscina, Spitfires e a paciência dos amigos se fundiam em vastas emoções e pensamentos imperfeitos. Eu ia com um frio na espinha para as emissoras. Às vezes me saia bem, às vezes malomenos.

A campanha, como disse, foi microscópica. Não quero fazer nenhuma egotrip aqui. Detesto ser cabotino.

Mas ao assistir Haddad hoje - e Boulos e Ciro em outras oportunidades -, eu me admiro com a maestria deles, embora cada um exiba um estilo. Encaram situações muito mais duras e cheias de armadilhas do que as enfrentadas por mim. Tenho enorme orgulho em ver gente do nosso lado dando show de arte e competência!

P. S. Disso tudo, só uma tristeza fica. Nunca mais vi M. Roger. Não havia celulares em profusão há vinte anos. Quando, tempos depois, busquei a casinha em Perdizes, um edifício tinha lhe tomado o lugar.

M. Roger Brochet, herói da luta contra o nazismo, faria cem anos neste 2018. Sei lá, tem tudo a ver com o que vivemos...

Vidente avisa que mídia brasileira está sob forte estresse...

De: allanrway@celticcave.com.uk
para: paocomovo@gmail.com
cc ursal@state.org.ur; illuminati@vat.org.vt; allien@allien.ma; davidiano@star.org; racionlasuperior@maia.org; sociedadealternativa@sky.org

Allan Richard Way II, o herdeiro recluso do vidente que fazia o mapa astral dos acontecimento para a Manchete, através do seu contato brasileiro Carlos Heitor Cony, enviou de Londres um email, ontem, onde faz um inusitada previsão.

Não, ele não aponta o vencedor da corrida presidencial no Brasil, mas é quase isso.

Sir Richard informa aos seus seguidores e parceiros que as casas astrológicas indicam que Jair Bolsonaro e Fernando Haddad irão ao segundo turno das eleições. Raramente, o famoso guru ingressa no pantanoso terreno da análise política. Ocorre, segundo o vidente, que Mercúrio, que rege a Comunicação, transitará no fim de outubro por signos e casas imprevistos. Sir Richard interpreta que o segundo turno será fase de muita angústia para a mídia conservadora brasileira nas conjunções dos seus editores, colunistas e articulistas.

Eles já admitem em conversas privadas que no caso de um confronto em Haddad e Bolsonaro apoiarão o capitão. Mesmo se o adversário deste for Ciro Gomes, a maioria ficará com o militar, o candidato assimilado pelo mercado financeiro, de acordo com as oscilações do dólar e da Bolsa.


Mas a angústia não se torna aguda pelo apoio em si. Segundo Sir Richard, o que os rapazes e moças buscam é uma "narrativa", é o que fazer com as respectivas biografias, é o que dizer às famílias, é como justificar a escolha radical já praticamente consolidada diante da perspectiva de que Alckmin, Meirelles, Marina, João Amoedo e Álvaro Dias estão praticamente atropelados pelos astros.

Grupos privados de Whatsapp dos principais analistas entraram em modo estresse.

A propósito, Allan Richard Way II - que no momento começa a preparar suas previsões para o Brasil e o mundo em 2019 -, admite ao fim da mensagem que a tarefa nunca foi tão difícil.

Diz ele que os corpos celestes, de acordo com os desígnios da ciência milenar nascida na planície dos rios Tigre e Eufrates, ficam bagunçados quando o assunto é Brasil.

"I’m knackered!", encerra.

Jornal Nacional inaugura nova modalidade de jornalismo: a entrevista-selfie. Os jornalistas perguntam e eles mesmos respondem...

por Ed Sá 

Na série encontros da bancada do JN com os candidatos a presidente,William Bonner e Renata Vasconcelos praticam o que, no futuro, a arqueologia jornalística chamará de entrevista selfie.

Trata-se do formato no qual o entrevistador fala a maior parte do tempo e o entrevistado balbucia alguma coisa entre uma e outra intervenção. A coisa é tão caótica que, às vezes, Bonner e Renata falam juntos, enquanto o candidato fica perdidão, sem saber pra qual âncora vai olhar.

Outra coisa curiosa, reparem: os dois âncoras do JN não parecem preocupados com a resposta do entrevistado, tanto que enquanto este tenta espaço para responder algo sem ser interrompido, o que é quase impossível, o entrevistador ou entrevistadora fica lendo uma papelada e de olho no notebook já buscando inspiração para a próxima pergunta que vai fazer a si próprio, claro.

Curiosamente, no fundo, não dão muito importância nem à pergunta que fazem. Se achassem o questão relevante, talvez deixassem o entrevistado responder.

O público espera que o candidato, seja lá qual for, fale o que pretende fazer quando subir a rampa. Tem algum projeto para criar empregos? Vai acabar com o SUS ou vai recuperá-lo? Tem um método para combater o crime organizado que se espalha pelo país ou vai fazer 'acordo" com o diabo? O que vai fazer com a Previdência? Acabar? Privatizar? E a sua política para o salário mínimo? E para os altos salários dos privilegiados? O país está estagnado, como o candidato vai nos tirar do buraco? Vai vender o Brasil na bacia das almas? Vai estatizar tudo? Vai seguir o "programa de governo" de Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg ou vai cuidar de itens como saúde, educação, segurança, infraestrutura e deixar o mercado pra lá? Vai pedir a Neymar que não caia tando em campo?

Enfim, quais são as ideias do sujeito, nem digo projetos detalhados, mas as intenções, o que vai fazer, afinal, com o nosso voto?

Esqueça: Bonner e Renata não acham que isso dê audiência. Preferem fazer antes uma espécie de laboratório para instalar armadilhas ao longo da entrevista.

Pegadinhas pseudo-espirituosas.

A apresentador João Kleber, lembram, é bem melhor nessa área.
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

...E na capa da Piauí...


Mundo em Manchete - Estudantes da Universidade de Cambridge posam para calendário beneficente.



Estudantes e atletas de Cambridge posaram em points da universidade e da cidade histórica para arrecadar dinheiro para instituições de caridade. Mesmo em tempo de internet, a folhinha impressa da universidade fundada em 1209 resiste.

Antes que alguém coloque em dúvida o ensino e o talento das alunas, bom ressaltar que não é fácil entrar lá. Cambridge, aliás, é recordista de prêmios Nobel: 82 vencedores saíram das suas salas.

E não se espante se uma dessas meninas seguir os passos de um famoso ex-aluno: Isaac Newton.

A notícia está no The Sun.

50 anos: veja algumas das piores capas da Veja...

O charme da ministra que confiscou a poupança

O "simpático" corrupto

A capa "collorida"

Tietando a musa do Maranhão

Sem poder acusar Itamar Franco de corrupto a revista culpa o mineiro por "oportunismo" e "loucura". 

O golpe que virou "reconstrução"

Para a revista, o 'legado' de Ellis não foi a a voz. 

A Veja culpa Cazuza por ousar não morrer na cama

O deslumbramento e o "competidor honesto", segundo a empolgadíssima chamada de capa. 


Jornalismo de fã babão...

Leitura Dinâmica: a pegada de Toffoli, os cabos eleitorais do mercado, a maracutaia do Maracanã...



Foto Alfred Eisenstaedt/Reprodução Pinterest

* Aquele abraço - Da sessão de posse do novo presidente do STF,  Dias Toffoli, e da despedida da ex, Carmen Lúcia, a história certamente vai guardar mais a pegada do que as biografias, mais a foto que as palavras. Tanto que Globo e Estadão estamparam nas suas primeiras páginas o forte abraço do empossado na desempossada. Obviamente, não houve beijo, mas a cena efusiva guarda sutil semelhança com outra foto histórica feita não em um tribunal mas na Times Square, Nova York, em 1945. Aquela, na comemoração do fim da Segunda Guerra, foi eternizada pela Leica do fotógrafo polonês Alfred Eisenstaedt. Curiosamente, o editor da galeria de fotos do site do STF preferiu não colocar a cena do forte abraço no álbum oficial disponível para divulgação. Mas os fotógrafos do vários veículos que lá estavam não perderam o clique. 

* Com velocidade turbinada de Usain Bolt, governo Temer corre para emplacar editar de licitação do que resta do pré-sal. É coisa de 100 bilhões de reais. "Vâmo que vâmo" é o que diz a rádio-coredor do Planalto em fim de festa.

* Está em dúvida quanto ao voto? Fácil: siga a mídia e observe quem é o candidato que deixa o "mercado" nervoso. A chance maior é que esse seja o cara!

* A polêmica concessão do Maracanã tem mais buracos de suspeita de corrupção do que o próprio gramado do estádio. O Justiça acaba de anular a jogada feita durante o desgoverno Sérgio Cabral. Foi maracutaia, diz o juiz. Além disso, o Maraca foi interditado por causa do gramado impraticável. O Flamengo, que há tempos é parceiro privilegiado dos concessionários e é quem mais manda jogo lá não viu isso?

* Profetas do apocalipse econômico - Lendo as colunas de economia na mídia conservadora, o recado que o eleito recebe é que o país entrará em caos galopante caso o próximo presidente não seja do agrado do mercado, da especulação e dos traficantes de dinheiro. Um tipo de "terrorismo" que se repete de quatro em quatro anos. Parece mais campanha política do que análise honesta. O mercado e seus porta-vozes sofrem de urticária a cada eleição. Preferiam que não existisse esse "fator turbulência"?
 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Portal da Crônica Brasileira tem autores que fizeram Manchete




O Instituto Moreira Salles acaba de lançar o Portal da Crônica Brasileira. Editado pelo jornalista e escritor Humberto Werneck, o novo site reúne textos de cronistas que atuaram na imprensa brasileira, com destaque para a revista Manchete, que teve entre seus quadros nomes com Paulo Mendes Campos e Rubem Braga.

Para acessar o Portal da Crônica Brasileira, clique AQUI

Para ler crônicas publicadas na Manchete, clique AQUI

Assembleia dos jornalistas aprova plano de recuperação financeira do Sindicato com venda do patrimônio

(do site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro) 

Em assembleia geral extraordinária realizada nesta terça-feira, dia 11 de setembro, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), foi apresentado e aprovado o Plano de Recuperação Financeira da Entidade.

Por 21 votos a favor, seis contra e nenhuma abstenção, os jornalistas aprovaram a autorização para que o SJPMRJ venda o patrimônio para pagar suas dívidas. Algumas prioridades deverão ser seguidas, como primeiro procurar vender o 7º andar, que precisa de regularização de posse. Foi proposta procurar a OAB para auxiliar o SJPMRJ no sentido de fazer essa regularização.

Também foi proposto que se realizem leilões e rifas de doações para diminuir a dívida do SJPMRJ e ajudar a pagar a documentação necessária para regularizar todo o processo. Outra sugestão seria desmembrar as salas do 17º andar, para que não se venda todo o patrimônio do Sindicato.

A direção do SJPMRJ se comprometeu a dar toda a transparência nos trâmites, divulgando à categoria sobre qualquer ação sobre a venda do patrimônio e o pagamento das dívidas da entidade.

A assembleia também contou com a presença da diretoria do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, que relatou a situação parecida com que a entidade vem enfrentando, com necessidade de cortes de gastos para enfrentar os novos tempos. O representante dos radialistas destacou a importância de se atuar em parceria com o Sindicato dos Jornalistas em diversas ações, que ainda disponibilizou em convênio o uso da sede campestre do Sindicato dos Radialistas para os jornalistas que estão em dia com o SJPMRJ.

Por fim, foi apresentada a proposta de se realizar um congresso dos jornalistas, ainda neste ano, para debater a situação do Sindicato e da categoria.  A direção do SJPMRJ informou que pretende fazer o congresso até o final do mês de novembro de 2018.

Panis cum ovum repercute no Jornalistas & Cia

Reprodução do Jornalistas & Cia - Clique na imagem para ampliar
(publicado originalmente no Panis cum Ovum - Blog que Virou Manchete, em 10/9/2018, AQUI)

Comunicadores brasileiros ameaçados são incluídos oficialmente em mecanismo de proteção do Ministério de Direitos Humanos

por Carolina de Assis (para o Blog Jornalismo nas Américas)

Comunicadores ameaçados por fazer seu trabalho foram oficialmente incluídos no programa de proteção a defensores de direitos humanos do Ministério de Direitos Humanos (MDH) do Brasil.

Até semana passada, comunicadores em risco que tentassem recorrer ao programa deviam provar que sua atividade profissional estava relacionada aos direitos humanos para que seus casos fossem analisados e acompanhados. Mas no dia 3 de setembro o Ministério anunciou a mudança de nome e de enfoque do programa, que passou a se chamar oficialmente Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores sociais e Ambientalistas.

De acordo com a portaria no 300 do MDH, é considerado defensor de direitos humanos o “comunicador social com atuação regular em atividades de comunicação social, seja no desempenho de atividade profissional ou em atividade de caráter pessoal, ainda que não remunerada, para disseminar informações que objetivem promover e defender os direitos humanos e que, em decorrência da atuação nesse objetivo, estejam vivenciando situações de ameaça ou violência que vise a constranger ou inibir sua atuação nesse fim”.

A medida é resultado de mais de cinco anos de pressão de organizações da sociedade civil junto à coordenação do programa, conforme afirmou Marina Iemini Atoji, gerente-executiva da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), ao Centro Knight.

No dia 10 de setembro, Atoji e representantes de outras organizações ligadas ao tema, como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Artigo 19 e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), participaram de uma oficina em Brasília com a equipe técnica do programa e da ouvidoria do MDH.

Na oficina, representantes dessas organizações expuseram à equipe do Ministério as peculiaridades da atuação de comunicadores no país, os perfis dos comunicadores mais vulneráveis e a situação atual de ameaça ao livre exercício da comunicação no Brasil.

“Notamos que para muitos ali [do MDH] era a primeira vez que estavam ouvindo falar como era a violação de direitos e a violência contra comunicadores”, disse Atoji. “Foi um momento um pouco de descoberta para eles sobre o tema.”

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO KNIGHT CENTER, CLIQUE AQUI

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Seleção Brasileira está jogando na Liga Chapolin...

por Niko Bolontrin

Tite sobre o ridículo amistoso de ontem da seleção brasileira, que goleou El Salvador por 5X0.

-  "Um dos aspectos que mais gostei foi a retomada de uma equipe que é alegre e agressiva para jogar, que produz, desempenha e toma iniciativa independentemente do nível técnico do adversário. Às vezes, você pode ficar moroso e achar que um só está bom, mas o time tem o DNA do gol, de agredir e pressionar".

O DNA que não foi à Rússia e só aparece na hora da moleza. Vai entrar em campo de novo contra a Arábia Saudita,  outra galinha morta, no dia 12 de outubro. Já no dia 16, o jogo é contra a Argentina, que também está na segundona ou terceirona do futebol mundial e até isso, junto com a tradição, vai garantir um jogo mais equilibrado. O DNA dos hermanos também anda em baixa.

A verdade é que o Brasil está jogando na Liga Chapolin

Enquanto isso, a Europa, hoje inegavelmente na primeira divisão, transforma as "datas Fifa" reservadas para simples amistosos em um novo torneio - a Liga das Nações - com jogos mais competitivos.

Fica a pergunta: quem é gênio que escolhe os adversários da seleção brasileira?  O cara pesquisa no Google?

Avisem a ele que Guam, Mongólia, Sri Lanka, Bahamas, entre outros, querem enfrentar o time de Tite.

Um leão guarda a Baía de Guanabara...

Um leão na Baía de Guanabara. Foto de Guina Araújo Ramos, setembro, 2018.

por Guina Araújo Ramos 

Quem convive com a Fotografia há décadas, como eu, ou mesmo os que de repente se deslumbram com ela (o que, neste mundo cada vez mais visualmente dinâmico, não deixa de ser surpresa), sabe que o fotografar é também, em si, uma espécie de Literatura. A escrita “pela luz” também é uma forma de “rever” coisas que são vistas “normalmente” por aí, assim como as melhores formas de escrita (todas as que possam ser, genericamente, literárias) sabem muito bem relatar de forma distinta, não usual, inusitada, quiçá estranha, contingências da vida que, no geral, são “normais”. Em suma, nossas mentes criam conotações e, por estas linguagens, saímos do trivial e atingimos outras esferas de compreensão das coisas...

São tais coisas, a foto intrigante, o texto impressionante, entre outras muitas experiências humanas, que nos causam arrepios que marcam, que nos afetam e que, por isso, merecem registro. Daí, há arrepios dos mais variados, e quem sou para fazer algum tipo de classificação?... Apenas posso dizer que andei tratando, neste Arrepios Urbanos, de algumas aflições que acomete(ra)m os habitantes da metrópole Rio de Janeiro do ponto de vista das vítimas, não dos beneficiados, sempre mais próximo de denúncias do que de louvores.

Não quer dizer que não compreenda: prazeres também causam arrepios...  E este preâmbulo serve de mote, então, para registrar a sensação prazerosa de que fui acometido ao perceber, à minha volta (ou, necessariamente, à minha frente!...) uma imagem que, fotografada de maneira assim literária, pode até mesmo ser considerada uma nova atração turística do Rio de Janeiro, em especial de Niterói: um leão em plena baía da Guanabara!

Um leão talvez sazonal... Não sei quanto tempo vai durar. Talvez precise da ajuda (faz parte de um parque natural municipal) dos serviços de conservação ou de turismo de Niterói, que o leão fica no seu litoral, e é uma ilha, próxima da Ilha da Boa Viagem e do MAC, a Ilha dos Cardos.

Não fazia a mínima ideia da identidade desta pequena ilha e, muito menos, depois que a reconheci no mapa, o que eram estes tais cardos... Agora sei, e resolvi tomar cuidado com eles: são plantas de belas flores, mas perigosos espinhos. Cardos (há vários) têm história: são plantas medicinais, usadas para fabricar queijo, e, pelos espinhos, tanto símbolo de sofrimento espiritual quanto a planta-símbolo da Escócia!

A ilha está lá desde sempre, os cardos também devem estar, não fui lá conferir, mas o tal leão existe agora, e não sei há quanto e nem por quanto tempo. E só é um leão porque na ilha aparece, além de um amontoado de rochas, um grupo de arbustos, de jeito que, em certos ângulos, como se apresentam nas fotos, compõem uma juba, uma cara, até mesmo o focinho do leão.

E, se falo de ângulo, informo logo de qual ponto de vista o leão existe...  É necessário que no momento da foto se esteja em Niterói e, mais precisamente, no calçadão da praia de Icaraí. Até que a área de abrangência da aparição é razoável, uns três quarteirões, mais ou menos da rua Lopes Trovão, no centro da praia, à praça Getúlio Vargas, perto da Reitoria da Universidade Federal Fluminense. Nesse correr da vista, a figura vai se alterando, e fora disto se deforma, perde a forma de leão.

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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ex-repórter da Manchete é porta-voz da nova presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas

Monica Villela Grayley na ONU. Foto UN

A notícia está no Jornalistas & Cia. Monica Valéria Villela Grayley, que foi repórter da revista Manchete e da TV Manchete, em meados dos anos 90, será a porta-voz de María Fernanda Espinosa,  a primeira mulher a presidir a Assembleia Geral das Nações Unidas, a partir da próxima semana. Monica, que está na ONU desde 2005, também trabalhou na BBC Brasil e nas rádios Fluminense FM, Rádio Relógio, 98FM e Globo FM.