O repórter Gilberto Ungaretti, que trabalhou na redação da Manchete em São Paulo, enviou ao blog uma relíquia em texto e imagens dos bastidores da redação da revista.
"No alto, a reprodução da minha matéria publicada em distante ano de Copa do Mundo", explicou.
Na sequência ele acrescentou uma curiosidade e uma explicação às novas gerações de jornalistas.
* O cabeçalho da remessa da reportagem da sucursal de São Paulo para a sede da revista no Rio, via Fax (sigla do latim para fac-simile). Era a antiga tecnologia de transmissão de documentos impressos e imagens por linhas telefônicas.
*A segunda imagem é de uma lauda da Manchete. Mostra o texto original como seguia para a redação, também via fax, em um formulário chamado lauda. Os números e linhas da lauda serviam de instruções para os diagramadores analógicos. Os campos para anotações eram preenchidos pelos designers, incluindo recomendações para o pessoal da composição e montagem de páginas da Manchete. A informatização das redações eliminou esse modo jurássico de fazer revistas e jornais impressos. E carregou para o limbo do mercado de trabalho milhares de empregos correspondentes. Anos antes da falência, a Bloch Editores se informatizou. Alguns dos antigos diagramadores e arte-finalistas se adaptaram às novas tecnologias. Outros, contudo, quando a editora fechou as portas, perderam não apenas os empregos: as funções analógicas também desapareceram.




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