sábado, 24 de outubro de 2015

De santos, sapateiros e Shakespeare


Por ROBERTO MUGGIATI
Vinte e cinco de outubro, dia dos Santos Crispim e Crispiniano, é o Dia do Sapateiro. Desenhos datados de 10.000 a.C. mostram sapatos em cavernas da Espanha e  da França, embora estudiosos falem de um histórico de cerca de 3000 aC. Lembro do meu avô, Pietro Giovanni Diego Muggiati, registrado no Brasil como Diogo Muggiati, que começou a vida como sapateiro e se tornou industrial de calçados. Lembro do pai da mocinha em A TALE OF TWO CITIES, de Dickens, que fazia sapatos em sua cela na Bastilha. E dos santos mártires Crispim e Crispiniano, que pregavam durante o dia e faziam sapatos à noite. Vejam só: o costume de deixar um sapato para Papai Noel encher de presentes nasceu com eles. A história dos dois foi encampada também pelo sincretismo afro-brasileiro.
Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana. Cresceram juntos e converteram-se ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiro, eram muito populares, caridosos, e pregavam com ardor a fé que abraçaram. Quando a perseguição aos cristãos ficou mais insistente, os dois foram para a Gália, atual França.
As tradições seculares contam que, durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam nas portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente, foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos a Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.
Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer, viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.
Quando alcançaram o território francês, os dois irmãos estabeleceram-se na cidade de Soissons. Lá, seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e à noite, em vez de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para sustentar-se e continuar fazendo caridade aos pobres. Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou a Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovaro. Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos os torturaram até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.
A Igreja celebra os santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antigas da humanidade, era muito discriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças ao surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.

--------------------------------------------------

Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos Espíritos meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana.
A falange de Ibejí, também chamados "crianças" é composta de meninos e meninas de todas as raças e idades. Em geral, as cores que os representam são o azul e o rosa, sendo que geralmente são conjugadas com o branco. Os Ibeji são chamados de Erês e também de Curumins. São Cosme e São Damião são os padroeiros das crianças, dos médicos e farmacêuticos. Também são sincretizados com os Ibeji.

Hino a São Crispim e São Crispiniano

Dois exemplos da Santa Humildade, 
Que renega o fastígio do mundo,
Trocam fausto, riquezas, vaidade
Pelo amor do trabalho fecundo.
CORO
São Crispim, nosso provido guia! 
Crispiniano, da cruz mártir santo!
Consegui que possamos, um dia,
Repetir lá no Céu este canto!
A oficina dos santos obreiros
É, então, um sacrário de luz,
Onde todos acorrem ligeiros
Ao chamado da voz de Jesus.
Mas dos ímpios o féro delírio, 
Aos clarões da verdade singela,
Os dois santos conduz ao martirio, 
Que milagres de Fé mais revela.
Coroados, por fim, com as palmas,
Que aos justos reserva o altar,
Jubilosas estão nossas almas
Seus louvores e glória a cantar.

Gira de Ibeji - Cosme e Damiao, Mariazinha, Doum, Dois Dois, Zezinho, Caboclinho Crispim Crispiniano, VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

Shakespeare e São Crispim/Crispiniano
Amanhã a Batalha de Agincourt (1415) faz 600 anos. A batalha é o ponto alto da peça de Shakespeare, Henrique V. Antes de lançar à luta seu exército esgotado – numericamente inferiorizado na razão de cinco a um - contra os franceses bem descansados, o Rei exorta seus soldados num discurso famoso – o discurso de São Crispim.
Nós brasileiros costumamos usar expressões famosas de uma maneira rasa, sem saber seu verdadeiro significado. Assim, quando citamos “the happy few”, pensamos nos poucos eleitos para fama e fortuna, para desfrutarem uma vida de felicidade e prazeres.
Os “happy few” de Henrique V são os poucos eleitos para morrerem em batalha. Vejam o discurso abaixo.
This story shall the good man teach his son;
And Crispin Crispian shall ne’er go by,
From this day to the ending of the world,
But we in it shall be remembered-
We few, we happy few, we band of brothers;
For he to-day that sheds his blood with me
Shall be my brother; be he ne’er so vile,
This day shall gentle his condition;
And gentlemen in England now-a-bed
Shall think themselves accurs’d they were not here,
And hold their manhoods cheap whiles any speaks
That fought with us upon Saint Crispin’s day.



VEJA O DISCURSO DE HENRIQUE V NA INTERPRETAÇÃO DE KENNETH BRANAGH, CLIQUE AQUI

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A corrupção sorridente e engravatada...

por Flávio Sépia
Com frequência, os telejornais badalam um painel, em São Paulo, montado por corporações e instituições patronais, sobre o Impostômetro. O neoliberalismo e os coxinhas gostam de alardear isso. Não gostam de falar é sobre o Sonegômetro, precisamente o crime que tem como uma das consequências o aumento de impostos. A equação é clara; se nem todos pagam, quem paga, paga mais. Em 2015, a sonegação de impostos chegou a R$420 bi no Brasil. Isso, sem contar os escândalos do tipo pagar propina para ter o valor do imposto estadual reduzido, caso notório, denunciado e sumido em uma distante galáxia chamada São Paulo.
Para se ter uma ideia, o quase meio trilhão de reais surrupiado é 13 vezes maior do que o governo tentaria arrecadar com a volta das CPMF. A denúncia espantosa é de servidores do Fisco que também instalaram, em São Paulo, uma ""máquina de lavar gigante"para representar os desvios resultantes da lavagem de dinheiro no país, coisa de "gente fina" e gente grande. Para os servidores, um combate ao crime de sonegação ajudaria a resolver o problema do ajuste fiscal, sem sacrifícios ainda maiores para a população, já que essa mega sonegação é, principalmente, coisa de poderosos.
Há mau uso do imposto arrecadado no Brasil? Claro. Especialmente no caso de privilégios e altos salários. Mas você não verá essa turma flagrada pelo Leão gritar contra isso ou alvejar poderes da República com os quais têm pendências bem manejadas, entre elas a de postergar infinitamente a quitação da dívida. Irônica ou cinicamente, a ofensiva e o ódio expresso nesses movimentos não são contra os privilégios, as altas aposentadorias e pensões, os subsídios desenfreados, os empréstimos em bancos oficiais não pagos e outras torneiras que sangram o Tesouro. Não, eles convivem bem com essas "trivialidades". O que alardeiam e gostariam de detonar são as ações sociais de saúde pública e de educação. Preferem mandar blindar o BMW do que apoiar uma distribuição de renda menos cruel que ajude a diminuir a violência.
O alvo das campanhas são os programas que combatem a miséria, a falta de habitação, o "inimigo" a exterminar é o SUS combatido com se fosse uma perigoso covil do tráfico ou assediado por empresas que sonham em privatizá-lo. E, pelo jeito, aos poucos estão conseguindo. O "Minha Casa. minha vida" também é um alvo. Sabe-se que um programa de tal magnitude tem seus percalços. Mas não é isso que preocupa o andar de cima.
Acredite, a BBC Brasil divulgou recentemente uma pesquisa feita por uma socióloga inglesa onde fica "demonstrado" que o programa literalmente prejudica as classes de baixa renda. A tal pesquisa ainda está sendo tabulada. Quando ficar pronta certamente ocupará os telejornais, os debates, as entrevistas dos meios conservadores. A socióloga aponta dois "graves" problemas. Segundo ela, ao receber casa própria, as pessoas perderam rendas já que aumentaram as despesas com taxas e até consumo (???). Ou seja, deduz-se que para inglesa melhor seria deixar o morador na favela, à beira do esgoto, submetido a condições de vida que ela certamente deve achar "românticas". Segundo apurou - não se sabe como, pois a "metodologia" não foi divulgada - obter uma casa próprio é uma desgraça inominável, um castigo bíblico, na vida dos que têm o azar de sofrer essa "tragédia".
O Ministério da Fazenda recentemente divulgou uma impressionante lista do 500 maiores devedores. Só tubarão. Tem construtora que deve mais do que supostamente desviou da Petrobras na Lava Jato. tem banco cujos executivos costumam ser entrevistados por comentaristas de economia na TV, posam de especialistas e esquecem de falar do passivo fiscal das suas empresa.
Pois é, esse é o escândalo invisível e silencioso que jamais chegará às primeiras páginas. Você não vai ver cartazes em passeatas na Av. Paulista denunciado tal crime. Mais fácil será flagrar um manifestante bem intencionado, coitado, protestando contra a corrupção bem ao lado de um feliz beneficiário desses gigantescos desvios.
Como diria o Batman, "Santa ingenuidade". Ou "Santa paciência".


terça-feira, 20 de outubro de 2015

A jovem que mata por controle remoto. Site The Daily Beast revela como trabalham os pilotos de drones de combate...

A guerra por controle remoto. (Foto e ilustração de Emil Lendof/The Daily Beast) link do site abaixo
O alvo e a sala de controle: 10 milkm de distância entre um e outro. Foto de Veronique de Viguerie/Getty Images/The Daily Beast, Link do site abaixo
Vai vendo isso. A matéria é do site The Daily Beast. Uma jovem americana, sargento da Força Aérea, acaba de jantar e vai para o jardim brincar com o cachorro enquanto ainda há luz solar. Ela mora em Las Vegas. Enquanto muitas pessoas estão saindo do trabalho e outras se preparam para cair na noite ou ir aos cassinos, ela segue para uma base militar onde assumirá seu turno noturno. Seu "local de trabalho" fica, na verdade, do outro lado do mundo, onde já é dia e sua ferramenta é um drone de combate. Seu alvo, terroristas a 10 ou 15 mil quilômetros de distância. Apenas seu nome de guerra é divulgado, Sparkle (Faísca). Ela passa a noite voando missões sobre o Iraque e o Afeganistão. Na maior parte do tempo, filma enterros, festas, pessoas andando em estradas, pequenas aldeias, movimentos de inimigos. Os analistas verificam as imagens, cruzam informações e tentam catalogar terroristas. Se identificados, recebem um crachá de pena de morte. Mas quando os sensores do drone localizam os suspeitos, cabe a ela puxar o gatilho de um devastador míssil Hellfire. Os veículos aéreos não-tripulados são projetados para operações de inteligência e vigilância ou para destruir veículos ou edificações do inimigo com bombas guiadas a laser e mísseis ar-terra. Podem voar durante 14 horas e dependem do trabalho de um piloto e de um operador de estações de controle.
Apesar da causa justa - matar terroristas - os drones são motivo de controvérsia ao fazer, em vários casos, vítimas civis inocentes. Drones americanos já mataram americanos, acidentalmente. Há relatórios do próprio governo americano que elogiam a atuação dos drones mas criticam o que chamam de "déficit crítico", a margem de erro. Segundo esse documentos, 200 pessoas já foram mortas por drones no Afeganistão, mas apenas 35 eram alvos comprovadamente terroristas.
Estudos recentes mostram que pilotos de drone sofrem de alto nível de estresse. Pilotos de aviões de combate convencionais bombardeiam alvos mas não assistem à cena. Os pilotos de drone vêem as imagens bem detalhadas (os drones têm câmeras poderosas e dispositivos em infravermelho) antes, durante e depois da ação.
Naquela noite, Sparkle pulverizou um líder talibã que vinha sendo observado havia mais de uma semana. Ele morreu sem nem saber o que o matou. "Muitos jihadistas radicais acreditam que ser morto por uma mulher significa que eles não entrarão no céu. Considerando a forma como eles tratam suas mulheres, para mim está tudo OK, eu até ajudo a esfregar sal na ferida", diz Sparkle, antes de voltar para casa com o dia já amanhecendo. Os vizinhos não fazem a menor ideia da sua rotina noturna. E nem imaginam que naquela noite ela impediu um terrorista de entrar no céu e ainda deu-lhe passagem e estadia grátis para o inferno.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO SITE THE DAILY BEAST, CLIQUE AQUI

O original e a cópia...

Os técnicos do The Voice, da NBC/Sony: Pharrell, Adam Levine, Gwen Stefani e Blake Shelton. Foto NBC/Divulgação
Os Estados Unidos, naturalmente, têm um mercado competitivo em todos os setores. Na música, então, a concorrência é brutal, capaz de devastar as pretensões profissionais de quem não somar ao talento, a preparação, a técnica, a teoria musical. No programa The Voice, da NBC, exibido no Brasil pela Sony, tal nível de exigência se sobressai tanto no corpo de técnicos quanto nos cantores finalistas. Comentários embasados, com justificativas que identificam técnicas vocais, potência e características de voz, afinação, extensão e dinâmica, dicção etc. Mais do que nos comentários que acompanham o voto, a orientação técnica fica evidente nos bastidores, durante a preparação dos cantores, quando os seus respectivos técnicos (o nome já diz) corrigem eventuais falhas do seu time e aprimoram desempenhos. Tudo isso junto e misturado explica, também, o alto nível dos finalistas do programa. Já a versão The Voice Brasil, da Globo, parece estar preparada para apostar mais no entretenimento. Remete, em muitos momentos, a um dos antigos programas da TV brasileira com os concorrentes lembrando calouros e os técnicos atuando como os antigos jurados. No futebol há técnicos tidos como estrategistas e outros rotulados de "motivadores".O motivador é aquele que fica à beira do gramado gritando, "vamos lá", "manda a bola na área", "chuta, meu filho". Pois é. Aqui, os comentários tendem quase sempre ao superficial e os concorrentes mostram mais autodidatismo do que estudo. Ao contrário do mercado americano tradicionalmente exigente, o nosso é menos seletivo do ponto de vista da preparação técnica. Muitos cantores aqui vão levando - e fazem sucesso, têm público - na base da intuição, do carisma e do talento natural, nem sempre da afinação. Assim, o The Voice é um show de técnica, talentos e entretenimento enquanto o The Voice Brasil é um show de entretenimento e talentos. No palco e na bancada. Por falar em bancada, houve na rede social, na última semana, quem considerasse falta de respeito ao concorrente e reprovasse a atitude de Lulu Santos que, no momento da apresentação, tirou Claudia Leitte para dançar. Seria, no mínimo, um irresistível impulso de não dividir o protagonismo? Outra impropriedade no The Voice Brasil foi registrada pelo blog de Maurício Stycer, no portal UOL:: antes da virada das cadeiras, cenas explícitas de técnico estimulando outro a aprovar determinado candidato, dando a impressão de que há combinação de votos. Uma postura, digamos, informal demais, em comparação com o original da NBC. Axé!
 
POLÊMICA NO THE VOICE BRASIL, CLIQUE AQUI

Um implosão na alma do Bairro Imperial



Rua São Luiz Gonzaga, São Cristóvão: explosão de gás destroi 19 casas e atinge outros 54 imóveis. 

Bombeiros trabalham no local do desastre que ocorreu na madrugada da segunda-feire. Fotos de Tania Rego/Ag.Brasil

por Nelio Barbosa Horta (de Saquarema)
São Cristóvão foi o bairro da minha infância e adolescência, lá pelos anos 50 do século passado. Largo da Cancela, ponto de encontro de alunos dos vários colégios das adjacências, parada obrigatória dos bondes São Januário, Alegria e Penha, que seguiam pela rua São Luiz Gonzaga, passando pelo Largo do Pedregulho, rua da Alegria, depois Bonsucesso, Ramos, Olaria até a Penha, num trajeto inacreditável para os dias de hoje.
A Quinta da Boa Vista, chamada de “Central Park” pelos moradores, a Rua São Januário,
A Loja Cabral, citada no texto, foi uma
das atingidas. Reprodução Facebook
a Loja Cabral, onde eu comprava material escolar, o Instituto Cylleno, o Colégio Pio Americano, o Colégio Pedro II, o Pavilhão, que naquela época era um campo imenso com uma linda arquibancada toda de ferro, onde, aos domingos  eram realizadas 15 ou 20 “peladas” ao mesmo tempo, numa convivência absolutamente pacífica.
Havia a feira, muitas famílias portuguesas que realizavam festas incríveis nas suas casas, que ainda não eram chamadas de mansões, ao som de “Rago e seu conjunto”.
A rua Emancipação, passagem obrigatória da Escola de Samba “Paraíso do Tuiutí” e seus moradores. A praça Pinto Peixoto, onde morava a cantora Olivinha de Carvalho, eterna “madrinha” do C.R. Vasco da Gama. A praça Argentina, ponto final do bonde São Januário, a rua Coronel Cabrita, onde morava a família do “seu” Menezes, pai do ex-jogador Ademir, o “queixada”, artilheiro que os vascaínos “ mais antigos” não esquecem.
A implosão desta segunda-feira,  foi incrível.  Além dos prejuízos materiais, destruiu quase um quarteirão do antigo bairro que se orgulhava de sua tranqüilidade. O cantor Sílvio Caldas, o “caboclinho querido” , iniciou sua carreira vitoriosa da “época de ouro” do rádio brasileiro ao cantae “o Bonde São Januário leva mais um operário, sou eu que vou trabalhar”...
Os atuais moradores estão chocados com o impacto da explosão, que, embora não tenha registrado vítimas fatais, causou forte abalo na “alma dos residentes”, com toda série de dificuldades para refazer suas vidas e seu cotidiano depois de constatadas a insegurança e o descaso a que foram relegados.
Segundo depoimentos, o cheiro de gás era forte e as tentativas de pedidos de ajuda, à Prefeitura, à defesa civil, e às demais autoridades, foram inúteis, todos  parecem ficar surdo-mudos  diante de tamanha ameaça. Que os fatos sejam apurados, e os responsáveis pela tragédia  punidos, para que tais acontecimentos sirvam de lição  e não voltem a se repetir.
O bairro de São Cristóvão. Reprodução Google

Pavilhão de São Cristóvão, anos 60. Reprodução

Largo da Cancela, anos 40. Reprodução
Palácio Imperial (Museu de História Natural), Quinta da Boa Vista. Foto Alexandre Macieira/Riotur

Quinta da Boa Vista,/Reprodução da revista Manchete

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Em entrevista à revista do Wall Street Journal, a atriz Kate Winslet revela que guarda seu Oscar no banheiro


por Clara S. Britto
Para Kate Winslet, lugar de Oscar é no banheiro. E nem é para desvalorizar a estatueta. É apenas uma pegadinha amistosa. Na entrevista, ela explica guardou o prêmio no banheiro para dar às visitas uma chance à qual poucos resistem: pegar o Oscar, postar-se diante do espelho e fazer os tradicionais agradecimentos ao filho, ao pai, ao diretor, à equipe...  Segundo ela, as pessoas acabam ficando um pouco mais de tempo no banheiro. "Saem de lá coradas, com bochechas ainda rosadas", diverte-se a atriz.


Ninguém fala muito nisso, mas os jornais do Rio estão sob censura...

Reprodução do jornal O Dia
Uma liminar impede que a mídia carioca divulgue fotos de pessoas presas, mesmo que seja em flagrante ou acusadas de crimes.Se a Lava-Jato fosse aqui ninguém ia ficar sabendo nem como é a cara dos caguetas premiados. A foto acima foi publicada no Dia. Nada mais claro, são traficantes armados em ponto-limite de Marechal Hermes. Daí prá lá, é território do tráfico, como fica claro na barreira de "contenção". A foto foi feita por pessoas que sofrem com a ação dos bandidos. Mas o jornal é obrigado a botar tarja para proteger as figuras. Como a rede social é menos sujeita a tal censura, até por ter sites hospedados em outros estados ou países, a mesma foto pode ser vista por milhões de pessoas na web. Não se sabe se, desde a liminar, caíram os números de assaltos e homicídios no Rio. Abaixo, a mesma foto como circula na rede. Também não se sabe de ainda é possível fazer cartazes do tipo "procura-se" do Disque Denúncia ou se isso ofende o procurado e a tal liminar.
Reprodução do Whatsapp

O que você não vê na mídia conservadora e que pode ajudar a diminuir o marketing da deprê. Tem gente trabalhando...

por Flávio Sépia
Por incrível que pareça, nem só de sopradores de bonecos "pixulecos" e políticagem vive o Brasil. Tem gente trabalhando, embora tais movimentos não sejam notícia para os clãs da mídia.
* Empresas do Brasil fecham US$ 1,4 bilhão em negócios em feira na Alemanha. Você não leu nem viu na TV mas aconteceu durante os cinco dias da Anuga, feira internacional de alimentos e bebidas realizada a cada dois anos na cidade de Colônia, Alemanha. Os números foram divulgados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). A Apex informou ainda que a maior parte do montante total está vinculado a negócios envolvendo carne. Segundo André Favero, diretor de negócios da agência, de 84 empresas que representaram o Brasil na Anuga, cerca de 30 são do setor de carne bovina, suína e de frango. De acordo com Favero, o total em negócios, em 2015, supera em 28% o volume atingido na edição anterior da feira de alimentos, em 2013. O diretor de negócios da Apex informa que, apesar de as carnes terem sido o maior destaque, produtos típicos brasileiros e alimentos naturais também tiveram boa procura nesta edição, realizada entre 10 e 14 de outubro.
* Empresários brasileiros que participaram da feira World Food Moscow, na Rússia, na semana passada, fecharam negócios no valor de US$ 99,9 milhões nos quatro dias de evento. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil), o número engloba o que foi negociado durante a viagem e o previsto para os próximos 12 meses, resultado das 430 reuniões feitas com compradores russos. Segundo a Apex-Brasil, a relação comercial entre Brasil e Rússia é concentrada nas exportações brasileiras de carnes. As carnes bovina, suína e de frango representaram 63,5% do total das vendas brasileiras para o mercado russo no ano passado. Em 2014, o Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para a Rússia e importou US$ 3 bilhões, resultando em um superávit de US$ 800 milhões na balança comercial.
(Fonte Agência Brasil)


Dislexia jornalística ou... saudades da caserna

por Flávio Sépia 
Não é novidade que Dilma se atrapalha com as palavras. Exemplos não faltam. Um modo, digamos, disléxico, de falar. Por isso, a presidente não precisa de "ajuda" da mídia para a transformação das suas falas. Nesse caso, o disléxico passa a ser o mau jornalismo. Vários sites e alguns jornais provavelmente adeptos do quanto mais confuso pior deturparam uma frase de Dilma sobre Eduardo Cunha, o mesmo que a mídia conservadora em geral exaltou ao ser ele eleito presidente da Câmara. No caso da "adaptação" da frase dilmística, nem fizeram questão de esconder a manipulação. Há vários exemplos facilmente encontráveis no Google, desde ontem. Reproduzo abaixo apenas um deles em que o título foi "reconfigurado" para causar maior impacto enquanto, no corpo do texto, a frase inteira diz outra coisa. Confira você mesmo. "Lamento que seja um brasileiro" é bem diferente de "lamento que isso aconteça como um brasileiro". Das duas uma: ou estagiário não entendeu ou é um coxinha que quer ver o circo pegar fogo e sonha em engraxar bota de milico. Menos, rapaziada... Como dizia um centro-avante do Íbis, que tem a alcunha de "pior time do mundo", "nóis sofre mas nóis tem vergonha e não perde a dignidade".

A FRASE NO TÍTULO...

...E A FRASE NO TEXTO.

Exposição do fotógrafo Renato dos Anjos, que foi colaborador da Manchete, em Nova York, revisita os Anos 80. Mostra, que será aberta nesta quinta-feira na galeria Saddock 207, em Ipanema, é puro clima "disco"

A fota acima foi publicada no Globo, hoje, na coluna Gente Boa, de Cleo Guimarães, com uma chamada para a exposição do fotógrafo Renato dos Anjos, que será aberta a partir dessa quinta-feira, em uma nova galeria carioca, a Saddock 207. em Ipanema. A mostra "Anjos 80" já esteve em cartaz recentemente, em São Paulo. Como sugere o nome, trata-se de uma viagem ao final da década de 1970 e meados dos Anos 80. Morando em Nova York, na época, Renato dos Anjos, que um pequeno equívoco no texto reproduzido chama de "Roberto" dos Anjos, foi um dos colaboradores acionados pela Manchete na Big Apple. Ela trabalhou também para a Vogue, Folha de São Paulo e revistas francesas. Eram os tempos disco do Studio 54, das casas de Ricardo Amaral, Club A, Alô, Alô. Foi ao cobrir uma temporada de Roberto Carlos em NY para a Manchete que o fotógrafo apresentou Dustin Hoffman ao cantor brasileiro, em 1981. Entre outras 40 imagens da exposição de Renato dos Anjos estão celebridades internacionais, como Frank Sinatra, Andy Warhol, Brooke Shields, Jack Nicholson, Mick Jagger, Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Caroline de Monaco e Valentino. Entre os brasileiros fotografados no clima novaiorquino, nomes como Pelé; Sônia Braga e Luiza Brunet.
Exposição "Anjos 80": Rachel Welch em foto de Renato dos Anjos

Brookr Shields na exposição  "Anjos 80, na galeria Saddock 207, em Ipanema. Foto de Renato dos Anjos. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Fotomemória da redação:Manchete flagrou um antigo personagem carioca...

Cena carioca.Se as bancas de jornais estão hoje desaparecendo ou se transformando em lojas improvisadas, o personagem da foto publicada em março de 1953 já virou memória do Rio há muito tempo. Era uma época em que a lei era branda com o trabalho infantil. O pequeno jornaleiro acima já pensava em reforçar o faturamento e era, também, dublê de engraxate. Enquanto esperava freguês lia sobre Luz del Fuego, a celebridade do momento, assunto da primeira página. À Manchete, o menino declarou que queria ser jogador de futebol, motorista ou "aprender um ofício". Que a vida lhe tenha dado a dignidade sonhada.

Lançamento de coletânea "O Meu Lugar", sobre os bairros do Rio, movimenta a Livraria Al-Farabi...






O lançamento de "O Meu Lugar" movimentou ontem a Livraria Al-Farabi, na Rua do Rosário, no Centro Histórico do Rio. Com crônicas de 34 escritores, jornalistas, pesquisadores e compositores, a coletânea tem seu título e alma inspirados na música "O Meu Lugar", de Arlindo Cruz e Mauro Diniz, sobre o bairro de Madureira. Cariocas e adotados pela cidade escrevem sobre os territórios que marcaram suas vidas. Organizado pelo historiador e escritor Luiz Antônio Simas e pelo jornalista e escritor Marcelo Moutinho, o livro revisita universos como Tijuca, Estácio, Madureira, Ipanema, Leblon, Realengo, Bangu e Botafogo.
Entre os autores, pelo menos quatro jornalistas que passaram pela Manchete e EleEla, como repórteres ou colaboradores. Álvaro Costa e Silva, o Marechal, no capitulo "O Castelinho de Lili", sobre a Glória; Fernando Molica, sobre Piedade;  Hugo Sukman, que escreve sobre o Humaitá; e Luis Pimentel, sobre Copacabana. Coube a José Trajano falar da Tijuca, Vila Isabel ficou com Aldir Blanc e Nei Lopes recordou Irajá e Paulo Roberto Pires, Muda e Penha. Rodrigo Ferrari, fundador da livraria e edições Folha Seca, escreveu sobre Maracanã. O compositor Paulo César Pinheiro, autor da orelha, se confessa um andarilho que passou por vários bairros do Rio e agradece aos idealizadores do livro a viagem de relembranças e saudades. O lançamento foi com roda de samba e cerveja, como merece um livro que nasceu em mesa de bar. "O meu lugar" é um lançamento da Mórula Editorial.

O fotógrafo Sérgio Fonseca fez um vídeo da roda de samba na rua do Rosário. 
Clique AQUI

sábado, 17 de outubro de 2015

Cicuta "on the rocks"... e de graça.

por Omelete
* Não há nada mais desmoralizado no Brasil do que o 'sigilo' em processos judiciais. Para os políticos, quebra de sigilo só é boa quando atinge o outro. O reclamante da vez é Cunha. Na verdade, há um tráfico de quebra de sigilo em muitos níveis, geralmente estimulado pela mídia com interesses mais políticos do que jornalísticos e determinada por um visível seletividade. Não há sinais de que isso vá mudar. Talvez vá perder intensidade se o golpe vier. Mas a prática está consolidada. dizem que parlamentares pretende legalizar a quebra de sigilo. É sigilo, mas já existe um projeto em andamento, internamente conhecido como a lei do "nem te conto", pronto para ser votado.
* Sigilo quebrado para algumas coisas, sigilo decretado para outras. Finalmente, as autoridades descobriram um jeito de fazer o Brasil melhorar: é só não contar os podres para ninguém. O mérito, naturalmente, é de São Paulo e do governo Alkmin, que inventou a lei do silêncio para vários níveis do seu governo. Segundo a moda, um juiz de Salvador acaba de decretar censura de informações sobre um resgate de trabalhadores escravos em uma fazenda da Bahia. No ano passado, uma associação de empresas imobiliárias já tinha conseguido uma liminar para que o governo federal parasse de fazer a "lista suja", que era a relação das empresas e seus capitães-do-mato que escravizam pessoas em pleno século 21. A partir de agora também está proibido de falar no nome da Princesa Isabel, José do Patrocínio e outros que agiram contra o "mercado" e a "segurança jurídica" e tentaram acabar com a escravidão. No futuro, estarão sob sigilo os nomes dos candidatos a presidente, governador, prefeitos, deputados, senadores e vereadores. Os eleitores votarão apenas em um número que será conhecido apenas pelo TSE. A cédula de votação passará a ser muito parecida com um volante da megassena.
* O Ministério Público Federal instalou inquérito para apurar se FHC, Lula, Collor e o falecido Itamar levaram para casa objetos entregues por Estados estrangeiros em visitas diplomáticas. Por lei, tais presentes pertencem ao cargo e à República não à pessoa física do presidente. Mesmo se for uma cueca, é bem público. Curiosamente, o MPF foi acionado por um coxinha apenas para investigar Lula. Mas o MPF ampliou o leque já que haveria indícios de que há presentinhos em várias casas ilustres. A pergunta que não quer calar; e o popular José Sarney? Esse usava até um prédio público de um antigo convento para guardar suas quinquilharias em uma obscura fundação. Como seu grupo perdeu a eleição no Maranhão, o prédio foi tomado de volta. Nada impede que o ato seja desfeito caso as urnas mudem de ideia em próximas eleições.
* Aliás, criar fundações e institutos é mania que os ex-presidentes brasileiros importaram dos Estados Unidos. Sob o pretexto de guardarem os documentos (historicamente, tais fundações são um engodo porque é claro que o ex vai dar visibilidade apenas aos papeis, gravações e fatos em que saem bem na fita).O lado bom, para eles, é que tais instituições arrecadam um bom capilé de empresas, com providenciais deduções de imposto de renda, que fazem um carinho nas figuras que o eleitor mandou de volta pra casa.
* A julgar pelo que o Vasco está sofrendo das "arbitragens" do Brasileirão, está mais do que na hora de o MPF abrir uma operação Lava-Apito.
* A crise chegou ao bolso de muitas cantoras e cantores. Explica-se: nos últimos 20 anos, o circuito de shows acostumou-se a verbas de estados, prefeituras e Lei Rouanet. Não é pouca coisa. E com a queda de venda de Cds, os shows são a maior fonte de renda da galera. Em datas como São João, Carnaval na época e fora de época, Viradões, aniversário de cidades, inaugurações, feiras, exposições de gado, Verão etc o dinheiro público pinga com facilidade no caixa dos cantantes e claro, funciona como uma bolsa-ídolo que ajuda a pagar mega apartamento e jatinhos,que ninguém é de ferro. E ainda há denúncias de que o cachê dobra quando é pago pelo caixa amigos das  prefeituras. Com a crise, a fonte quase secou e os anos dourados estão temporariamente cinza. Os prefeitos estão segurando a onda. Certos artistas estão arriscando algumas turnês privadas, finalmente, mas aí o buraco é mais embaixo. Se não vender ingresso, o show é cancelado para evitar prejuízo maior.
* Analistas preveem que o Brasil "vai demorar a sair da crise econômica". Tenho dúvidas. Acho que se Dilma cair até segunda-feira, em uma semana colunistas de economia já vão ver sinais de que o país voltou a crescer e passarão a dar "boas notícias".
* Governo alemão teria subornado a Fifa para sediar a Copa de 2006. Volkswagen acelera na fraude mundial. A terra do chucrute e de Einstein descobriu a fórmula matemática mais conhecida como 171x171= 171.
* Nome de uma das empresas do Cunha: Jesus.com. Nem o filho do homem escapou. Aliás, tem muita gente que está com o Cunha e não abre. Ou melhor, abre igreja e conta na Suíça.
* Está no Sensacionalista; "Cunha retira dinheiro da Suíça e investe no Metrô de São Paulo para garantir sigilo absoluto".
* O horário de Verão chegou. A oposição se prepara para tentar impedir a mudança dos ponteiros sob a alegação de que é pedalada para Dilma evitar gastos obrigatórios e prejudicar a arrecadação das distribuidoras privadas.
* Daniella Cicarelli ganhou ação contra o Google pela empresa não ter retirado do ar o famoso vídeo de sexo que um paparazzo divulgou na web. Só que alguns e outros não entenderam bem o espírito da coisa. Com o fim do financiamento privado para campanhas eleitorais, um político planeja armar um flagrante parecido, deixar rolar na rede e depois pedir a devida indenização. Outro quer alugar um galpão, fundar uma igreja e pedir "dízimos eleitorais". Um terceiro pensa em passar a chamar propina de "pirâmide do Bem" e fazer uma corrente entre empresários que têm obras públicas. O quarto não vê motivos para mudar o modus operandi.
* As agências de risco derrubaram a cotação da atriz Marina Ruy Barbosa depois que o jornal O Dia divulgou que ela está namorando um deputado do Tocantins. A atriz se apressou em desmentir. Não se sabe se as agências já lhe devolveram ao nível seguro, classificado de "+bom senso".
* Segundo um advogado de Brasília, deputados e empresários investigados por terem contas não declaradas já têm uma forte linha de defesa. Vão afirmar no tribunal que adversários mal intencionados depositam dinheiro nessas contas em nome deles apenas para prejudicá-los.



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Netflix vai invadir sua praia...


Assim com o Uber e o Airbnb, o Netflix incomoda muita gente. No caso, TVs abertas e a cabo. Segura aí que a chiadeira vai aumentar. O serviço de streaming mais popular do mundo vai invadir a praia do jornalismo. Leia matéria do Brasil 247, clique no link abaixo: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/200962/Netflix-estuda-investir-em-jornalismo-at%C3%A9-2017.htm

Polêmica em NY: 13 grandes restaurantes proibem gorjeta. Veja como...

Um proprietário de 13 restaurantes de Nova York - Danny Meyer, um líder no setor - revela que sempre ficou indignado pelo fato de garçons receberam gorjetas mas o resto da equipe, cozinheiro, chefs e ajudantes, aqueles que não se aproximam das mesas, ficarem de fora das "tips". Na semana passada, ele proibiu os garçons de receberam gratificação (lá. normalmente, as gorjetas ficam em torno de 20% da conta). Ao mesmo tempo, Meyer deu uma aumento de 20% a todos os seus funcionários e aumentou o preço dos pratos na mesma proporção.
"Nós acreditamos" - justificou - "que a qualidade do serviço depende de toda a equipe". Entidade que reúne donos de restaurantes em NY acredita que a ideia de Meyer  pode influenciar outros proprietários. Já no Brasil, garçons se queixam de que muitos proprietários se apoderam dos 10% normalmente incluídos na conta.

Dá uma olhada no You Tube: o "gigante" acordou e a nova guerra fria esquenta a web...

Enquanto a Rússia dá pau no Isis, internautas fazem circular no You Tube e no Face vídeos que mostram indignação com o Ocidente, que novamente rotula o país como "império do mal".  Não são vídeos oficiais - vê-se pela qualidade em alguns momentos até tosca, um deles com nítidos recursos gráficos amadores, e pela informalidade do "recado" - mas mostram um ponto de vista interno presente no país (Putin tem índices de aprovação acima de 80%), um outro lado que vai muito além da propaganda do Departamento de Estado comumente veiculada pela mídia ocidental. Veja, abaixo, dois desses vídeos.

CLIQUE AQUI

CLIQUE AQUI

Motoristas do Uber fazem greve. Nos Estados Unidos...

Cartaz convoca greve de motoristas do Uber. Reprodução
A questão Uber x Táxis está em evidência em várias capitais do mundo. A web tem forte impacto no modo como as pessoas se relacionam, na geração e circulação da informação, na mobilização de cidadãos e no consumo. Por que não mudaria as relações profissionais e a oferta de serviços? Aplicativos que abrem uma nova modalidade de transporte público, como o do Uber, ou de hospedagem e aluguel de quartos, como o Airbnb, vieram para ficar. Outros surgirão. Mas não que dizer que estejam livres de pressões dos consumidores, quando acharem que não foram bem atendidos, ou dos usuários e motoristas-colaboradores, que começam a reivindicar melhores condições de trabalho. O site Mashable noticia um movimento para deflagrar o que será a primeira greve de motoristas do Uber. E um juiz federal, em São Francisco, nos Estados Unidos, acaba de aceitar uma ação de motoristas do Uber que revindicam aumento na remuneração. Uma organização que se intitula "Uber Liberdade", precisamente a que organiza a greve, pede tarifas mínimas mais elevadas, maiores taxas de cancelamento, opção de gorjeta incluída no app e pagamento de 60% dos custos resultantes de acidentes ou colisões.
Durante a greve, marcada para começar hoje, os motoristas prometem desligar o aplicativo por três dias. O Uber alega que seus motoristas são colaboradores independentes e voluntários. Eles atendem ao aplicativo no momento em que está dispostos a isso.  Uma modalidade informal que, segundo o Uber, dispensaria obrigações ou benefícios trabalhistas.
LEIA NO MASHABLE, CLIQUE AQUI


Quando a notícia vira meme...

LEIA MAIS NO PORTAL IMPRENSA, CLIQUE AQUI
A jornalista, nos tempos de bancada. Reprodução
A notícia gerou memes na web, como este, acima. Reprodução

RODA G$GANT$ - Mais uma tentativa de transformar parte do Aterro do Flamengo em empreendimento comercial...

Ameaçado: o belo Aterro dos cariocas. Foto de Pedro Kirilos/Riotur

Aterro completa 50 anos mas é um "velhinho" cobiçado. Está sempre na mira de empreendimentos comerciais que sonham ocupar parte do Parque, cobrando ingressos ou "pedágio", claro. Foto de Pedro Kirilos/Riotur


O exemplo equivocado. A roda-gigante London Eye não foi construída em um parque público mas em terreno particular. Reprodução
  
O Aterro comemora 50 anos.  Um marco. Especialmente, porque em cinco décadas sobreviveu a vários ataques predatórios. E esses ataques são recorrentes.
Hoje, a coluna do Ancelmo, no Globo, dá notícia de mais uma dessas ofensivas. Um grupo tenta instalar um mafuá comercial no Aterro. Nada menos do que uma roda-gigante. Um pouco antes da Copa foi feita uma tentativa semelhante. Não se sabe se é o mesmo grupo que, na época, queria bagunçar a praia de Botafogo. Também não faz muito tempo, o concessionário do Rio's (que está devendo o aluguel à Prefeitura, como noticiado) tentou construir uma casa de shows ao lado do restaurante. Nessas investidas, o pessoal demonstra um certo marketing criativo, sempre tentando se associar a um nome ou instituição conhecidos. No caso da casa de shows, o projeto seria do Niemeyer, no fim da vida, ou do seu prestigiado escritório. Felizmente, e até que tentem novamente, o cabaré foi abortado.
Agora, planta-se a ideia da roda-gigante. Segundo a nota, iniciativa de um autodenominado Instituto Lotta (aparentemente recém-fundado, pois informa que ainda está "sendo organizado") e um certo Rio View. O instituto, segundo o Google, apresenta-se como um ONG batizada de Instituto Lotta de Cultura e Recreação, em homenagem a uma das idealizadoras do Aterro. Não sabe quem está à frente, já que a página não tem o tradicional "Quem Somos". Uma busca à Rio View mostra várias referências mas nenhuma relacionada a empresa estabelecida ou nomes de responsáveis. Não foi possível encontrar página ou maiores dados da suposta empresa ou instituição.

Roda, roda, roda e avisa...
Os supostos empreendedores da roda-gigante informaram ao Globo que, no projeto original do Aterro, havia um local para "um grande brinquedo ao ar livre". Um vago argumento. E é até um risco, essa débil sugestão. O "grande brinquedo ao ar livre" poderia ser até um Godzila de 150 metros de altura. O prédio do atual Vivo Rio também estava no projeto original e, ao ser construído, prejudicou a bela perspectiva do MAM. Foi um erro ceder ao apelos comerciais e resgatá-lo fora de época. Já a Marina da Glória era, no projeto original, um ancoradouro público. O propósito foi deformado e, hoje, a Marina privatizada faz tentativas periódicas de construir edificações, shopping, centro de convenções e ampliações das instalações existentes, até com invasão - aparentemente contida, chegaram a cravar até estacas - do espelho d'água da Baía da Guanabara.
Essas tentativas, às vezes travestidas de "boa causa" (uma hora, para 'preparar' a cidade para a Copa ou para a Olimpíada, outra hora "homenagear" Niemeyer e por aí vai), são apenas empreendimentos comerciais com o propósito de privatizar mais um pedaço do Aterro, impedindo a população de frequentá-lo livre e gratuitamente. Nada contra empreendimento comercias, mas há outras áreas mais adequadas na cidade. Se um só desses "projetos" passarem, a porteira estará aberta e outras empreiteiras poderão justamente reivindicar espaço para casas de shows, igrejas, por que não?, circos ou ringues de MMA. Se bobear, vai aparecer gente querendo cercar o Aterro, botar catraca eletrônica e cobrar ingresso. Roda-gigante é a ponta-de-lança do mafuá. Os supostos empresários usam como argumento a London Eye, a roda-gigante de Londres. O argumento é meio colonizado mas vale acrescentar um dado que talvez eles não saibam: a London Eye foi construída em um terreno privado, particular, não se comprometeu um parque público ao instalá-la.
Aqui, quem pensa em comprar um terreno para seu empreendimento se pode tentar ocupar uma área pública?

Saudosa maloca 
A cidade já se livrou de uma espécie maloca ou mafuá: o Tivoli Park, na Lagoa. Claro que  muitos adultos têm boas lembranças dos brinquedos do Tivoli. Mas pergunte a qualquer um que frequente livremente o Parque dos Patins, as ciclovias, os deques (e não é privilégio da Zona Sul, basta ir lá para ver que há cariocas e filhos de outros bairros que desfrutam da bela área pública sem pagar ingresso) se quer trocar tudo aquilo pelo parque privado?
Para finalizar, um pouco de histórias urbanas: nos anos 50, quando da construção do Aterro, tinha dono de jornal sugerindo que, margeando as duas pistas, fosse permitida a construção de prédios residenciais. A "boa causa" era, com isso, vender os novos lotes e arrecadar dinheiro para a construção do parque. A mesma tentativa foi feita, anos depois, quando a Praia de Copacabana foi aterrada e voltou a "sugestão" e o lobby de se erguer mais uma linha de condomínios estilo miami à beira das novas pistas para ajudar a "financiar" a obra. Quer mais? Antes de o belo casarão do Parque Laje ser desapropriado pelo governo federal, uma construtora ligada a um grupo poderoso manobrou para comprá-lo. O projeto era construir no local um... cemitério vertical. São lembranças de velhos cariocas apoiados por antigas coleções de jornais da época.
Área livre no Arco Rodoviário
Que o Aterro, portanto, resista a mais essa nebulosa investida. Que o Iphan fique atento. Que o Ministério Público Federal, que anda ativo, ligue ainda mais antenas. Que os verdadeiros defensores do Aterro, os frequentadores em geral e os moradores do Flamengo, Catete, Laranjeiras, Glória, Santa Teresa. Lapa e Centro, em especial, defendam, como sempre fazem, a maior área de lazer da cidade.
E que "empreendedores" parem de encher o saco, deixem o Aterro em paz, e se aliem ao Rio, que deseja preservá-lo.
Há muitas áreas privadas, no Rio e Grande Rio, que seriam valorizadas com a instalação de uma roda-gigante até maior do que a London Eye. Dou uma ideia de graça: os milhares de hectares de terrenos livres, e a bom preço, às margens do Arco Rodoviário. Dá até para construir uma Disney. A cidade vai crescer para aqueles lados, nem tem muito engarrafamento pra chegar lá. Acham longe? Pois mesmo no novo Porto, em revitalização, há espaços degradados que sediariam de bom grado uma roda-gigante. E a vista também é sensacional. Basta esquecer a moleza de ocupar área pública e comprar um terreno.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Prefeitura do Rio flexibiliza a Ordem Pública. Agora é moleza organizar evento.

por Omelete
Já a Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura do Rio decreta o que já está sendo conhecido como a "Lei da Boate Kiss". Humor negro à parte, sob o pretexto de desburocratizar, a autoridade solta um "pacote de medidas" para ""flexibilizar" a realização de shows, eventos, festas, pajelanças, procissões, cultos etc. Basta ao interessado apresentar uma "autodeclaração" de que cumprirá as exigências de bombeiros, segurança, lei do silêncio, bons costumes, proibição de venda de álcool a menores e toda e qualquer regra civilizada. Vai ser na base da confiança. Partiuverão#. Embora tenha apenas uns 200 fiscais para combater as irregularidades, a Prefeitura acredita piamente que as festas vão ser realizadas sem superlotação e com saídas de emergência, a lei do silêncio vai ser respeitada e Papai Noel vai chegar abraçado com Saci Pererê e todo mundo montado na Mula Sem Cabeça. As associações de moradores, que costumam ajudar a controlar a bagunça até porque são eles que pagam o pato, não participaram das conversas para a "desburocratização".
Vale até fazer um formulário para facilitar o processo de "flexibilização". Mais ou menos assim:

FORMULÁRIO PRA DESCOLAR UM EVENTO NO RIO DE JANEIRO

"Meu parceiro Secretário de Ordem Pública. Eu, fulano, sou conhecido como gente boa, pode perguntar na vizinhança, e quero promover um evento. Minha firma tem CGC em dia e nome limpo na praça. Não estou negativado em nenhum banco. Pode deixar que vou garantir as posturas, sabe como é, segurança, o barulho das caixas de som e a empolgação da rapaziada. O evento é na rua e também em um salão, mas pode deixar que tem saída de emergência. Estamos esperando _____ pessoas mas vai que venham ____ mil amigos, nós damos um jeito, aperta aqui, arruma ali, tudo em segurança. Vai ter cachaça com mel mas criança não toma. A carne do churrasquinho é de segunda, mas seu Mané no Açougue garante. O Sr. Prefeito pode confiar porque aqui todo mundo é de atitude. Qualquer problema, fala comigo. Um beijo no coração". 

Do seu admirador_________________________________     Aprovado_____________

Assinale o compromisso:
Prometo respeitar a Ordem Pública:
(   ) Sim
(  ) Vou tentar
(  ) Deixa comigo

Marcar um X no evento solicitado: 
( ) Show
( ) Parada
( ) Procissão
(  ) Marcha
(  ) Culto
(  ) Roda de samba
( ) Pancadão
( ) Panelaço
(  ) Maratona do Chope
(  ) Virada de Música Eletrônica
(  ) Virada de Música Sertaneja
( ) 72 Horas de Música Gospel
( ) Rodeio na Av. Atlântica
( ) Maratona de Descarrego no Aterro
( ) Maratona de Expulsão do Demônio no Jardim Botânico
( ) Festa Seja o que Deus Quiser na Boate____________
(  ) Noite do Fim do Mundo no Clube_____________
( ) Festival do Passinho na Lagoa
(  ) Encontros de Trios Elétricos em Ipanema
(  ) 100 horas de Axé no Leblon
(  ) Oficina de Corpo Fechado no Posto 6
(  ) Grande Encontro Pra Trazer seu Amor de Volta na Praça Paris
(  ) Arrastão do Bem no Arpoador
( ) Evento Abrace a Prefeitura, no Piranhão
(  ) Outras modalidades

Governo de São Paulo cria novo programa social: "Meu sigilo, meu governo".

por Omelete
O governo Alkmin descobriu a melhor maneira de não ter problemas futuros: decretar sigilo. Uma esperta política de governo que está se espalhando pelos diversos níveis administrativos do estado de São Paulo. Além de trabalhar em silêncio, melhor do que isso, mantém o silêncio em áreas, digamos, sensíveis, por 20 ou 50 anos, dependendo do teor explosivo do segredo. Depois da Sabesp e do Metrô, os tucanos agora determinam que a PM fique sob sigilo. Na verdade, oficializa-se o segredo. A mídia, espontaneamente, já mantinha sob sigilo escândalos paulistas como o das propinas do Metrô, esquemas de descontos do ISS, IPTU. Também tinha decretado sigilo sobre casos dos tempos de FHC do tipo Banestado, compra de votos para a reeleição, privataria, mensalão tucano etc.
Só que agora é lei. Uma espécie de Lei de Segurança Tucana inspirada na Lei de Segurança da ditadura militar.Mérito do PSDB por adotar a fórmula do governo perfeito. Nem o PMDB, que é profissa no ramo, teve essa sacada genial. Está fechando mil escolas? Bota no sigilo. Aumentou o índice de criminalidade? Um sigilo aí caía bem. Denúncia de superfaturamento? Aonde? Nada a declarar, isso aí está sob sigilo de 50 anos. Faltou água? Como assim? Tem sigilo aí saindo pelo ladrão. Verbas de publicidade foram distribuídas aos "parças"?
Deixa pra lá, a lei boca-de-siri resolve. Propina na Eletropaulo? Desliga. Alstom? Nunca ouvi falar. Cartões corporativos? Extraviou. Sucateamento do ensino estadual? Não sei de nada, é hora do recreio. Multiplicação de pedágios? Passa batido.
Na verdade, o sigilo está no DNA dos tucanos. Quem não se lembra de Rubens Ricúpero, o pássaro emplumado que foi o ministro da Fazenda escolhido pelo PSDB para substituir FHC quando este deixou o governo Itamar Franco para se candidatar a presidente, em 1994. Ricúpero protagonizou o escândalo da parabólica" ao pronunciar uma frase antológica sem perceber que som e imagem, embora fora do ar no estúdio, eram transmitidos naquele momento para todos os telespectadores que captavam a TV Globo via satélite através de antenas parabólicas.
Didático e assumidamente cínico, no sentido filosófico consagrado por Antístenes de Atenas, ele  ensinou ao jornalista Carlos Monforte, que o entrevistava para o Jornal Nacional: "Eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde". Foi o momento sublime da gênese tucana da política de sigilo que agora se consagra em lei.
Uma última informação: o governo paulista acaba de informar que Alkmin perdeu o rumo de casa. Foi mal, um aspone tinha botado o endereço dele sob sigilo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Fotógrafo novaiorquino Eric Pickersgill captura viciados em smartphones... só no cacoete



Fotos de Eric Pickergill/Mashable

VEJA NO MASHABLE, CLIQUE AQUI

Posto 9, Posto 10, Posto 5... Havaianas revela o código que distribui os cariocas nas praias do Leme ao Leblon

A bodyboarder Jessica Becker está em um dos episódios
de The Posto Code. Foto: Divulgação
O Canal Sony exibirá a partir deste sábado, dia 17 de outubro, uma série (6 epísódios) para as Havaianas. "The Posto Code" vai focalizar personagens que frequentam as praias da Zona Sul do Rio e as características da "fauna" e da cultura que marcam cada posto salva-vidas. Tem de tudo: de pescador a surfista passando por atleta, estilista, chefe de cozinha, dançarinos e pescador. Tudo para lançar uma linha de sandálias estampadas com cenários dos postos. O programa irá ao ar aos sábados (17h30) e será reprisado aos domingos no mesmo horário. A realização é da produtora Villar, direção de Leonardo Villar. O conceito desse projeto de "branded content", o novo rótulo para projetos "jornalísticos" de interesse publicitário (que jornais e revistas estão vendo como tábua de salvação para faturar. No fundo, uma sofisticação dos antigos 'matéria paga", "informe publicitário" ou "publieditorial". A criação é da AlmapBBDO.
Não é de hoje que a Havaianas tem uma ligação com Ipanema. Afinal, foi a partir do bairro e da sua praia que a sandália ganhou o mundo e se tornou um objeto cult à vendas nas lojas mais badaladas do circuito Paris-Roma-Londres-Tóquio-Los Angeles-New York. E quem não lembra daquele comercial sensacional das Havaianas estrelado pela atriz Débora Nascimento? Reveja, clique AQUI