domingo, 23 de junho de 2013
Força das manifestações venceu até as novelas da Globo
Cenas do front das manifestações no Rio: Vídeo feito por Frederico Mendes, fotógrafo que cobriu guerras e conflitos para a revista Manchete, e Gabriel Mendes.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Faltam 20 dias para o fim das inscrições do Prêmio Petrobras de Jornalismo
O Regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.petrobras.com.br/agenciapetrobras e anexados abaixo. Os participantes podem enviar suas dúvidas através do e-mail premiopetrobras@agenciapetrobras.com.br ou ligar para (21) 3224 4281 / 3932.
O despertar dos “Gigantes”
![]() |
| Passeata dos 100 mil. 1968. Foto: Reprodução Internet/Jornal do Brasil |
Todos acompanharam pela Globo, a espetacular cobertura do JN, desde as 17h30 de ontem até ás 21h30, sem interrupção com um trabalho digno de registro. De várias cidades e capitais, Repórteres e cinegrafistas foram colocados em pontos estratégicos, no alto de edifícios, onde tinham uma visão privilegiada de tudo. Parecia que eles já sabiam do que ia acontecer. O "Gigante" da comunicação também precisa despertar. Que tal uma mudança na "grade" de sua programação? Em vez de tantas novelas seguidas, programas mais educativos como "O Globo Repórter", "Profissão Repórter", "Globo Comunidade", "Globo Mar" em horários mais nobres e com o JN em edições diurnas e com os âncoras "falando mais devagar", sem atropelar as matérias que acabam pouco compreendidas pelos ouvintes.
A Globo com a grande estrutura que tem e seu grande poder de audiência deveria ajudar na educação dos jovens, com debates sobre os problemas do dia a dia enfrentados pelas famílias, inclusive sobre manifestação popular pacífica, que é o perfil da população brasileira.
Em 1968, no auge da repressão, estudantes, artistas e a população, participaram de passeata sem a baderna generalizada dos atuais movimentos. (Nelio Barbosa Horta, de Saquarema)
Turistas americanos são alertados contra perigos no Brasil
por Eli Halfoun
Americanos que visitam o Brasil atraídos pela Copa das Confederações estão recebendo da embaixada de seu país uma espécie de manual de comportamento para enfrentar e livrar-se dos perigos do Rio - perigos que, aliás, quando se trata de turistas existem em todo o mundo. O alerta tem pontos importantes que valem também para os chamados turistas domésticos. De saída, o manual informa que funcionários do governo americano estão proibidos de visitar favelas não pacificadas. O manual também faz questão de informar que a taxa de homicídios no Brasil é quatro vezes maior que a dos Estados Unidos. Entre as digamos regras de sobrevivência turística também estão: 1) tomar cuidado nos caixas eletrônicos; 2) tomar cuidado com os táxis de madrugada; 3) tomar cuidado nas praias, nos aeroportos, nas boates, nas áreas próximas aos hotéis, nos estádios, com o celular e até nas saunas, especialmente nas que oferecem sexo e não por preços muito módicos. Como os americanos não são muito ligados em futebol é de se supor que as ofertas sexuais são o principal atrativo para os turistas que chegam dos Estados Unidos. Como se lá não houvesse nenhum desses perigos e nenhuma dessas ofertas sexuais. (Eli Halfoun)
Televisão é importante, mas no teatro e no cinema talento é fundamental
por Eli Halfoun
Existem várias lendas em torno da televisão. Além do chamado teste do sofá, que nem existe muito e quando é proposto só aceita quem quer, outra lenda forte é a de que qualquer ator precisa do poder de comunicação de uma novela, especialmente da Globo, para fazer sucesso no teatro e no cinema. Verdade que a divulgação pessoal e profissional que a televisão proporciona é importante, mas não é necessariamente obrigatório ficar dependente da televisão pra fazer sucesso em outras manifestações artísticas. O ator Paulo Gustavo, para mim na o melhor de nossos atuais e criativos comediantes é um exemplo de que com talento é possível fazer sucesso no teatro e na televisão sem precisar ser escravo da televisão. Em matéria de TV até agora Paulo Gustavo só deu as caras (com muito talento e qualidade) no "220Volts", programa exibido pelo canal por assinatura Multishow. Gustavo insistiu, trabalhou, acreditou em seu talento, acreditou no público e chegou lá. Primeiro no teatro com "Minha Mãe é uma peça", que por conta do sucesso no palco ganhou uma versão cinematográfica de boa qualidade. Televisão só é fundamental para os atores que não tem coragem de correr atrás do que querem e para os que acreditam que basta botar "a cara no vídeo" para garantir bom público no teatro e no cinema. A realidade nos tem mostrado que não é bem assim: são muitas as peças e os filmes que amargam fracassos, mesmo com o apoio total da televisão. Paulo Gustavo confiou apenas em seu talento. Isso sem dúvida ele tem de sobra. (Eli Halfoun)
Sexo ganha mais espaço na televisão. Para ser discutido com seriedade
por Eli Halfoun
É o sexo que literalmente move o mundo e é por isso mesmo um dos assuntos preferidos em rodas de amigos e na conversas de casais, porque esse tipo de diálogo libera o par e permite descobrir, na teoria, prazeres quer podem ser levados sem culpa para a prática, ou seja, para a cama. Sexo não é apenas para falar: ultimamente tem se transformado em uma poderosa indústria com um cada vez maior número de ofertas em sex shops e na hoje mundialmente poderosa indústria de filmes pornôs. O sexo está ganhando mais um canal sério de discussões com a estréia do "Gabi quase proibida", programa que Marilia Gabriela comandará no SBT. Fazer esse tipo de programa é um plano antigo de Marília que há anos teve a idéia recusada na Globo, que acabou abrindo espaço para o sexo com o programa de Fernanda Lima, que, aliás, o conduz com perfeição. No "Gabi quase proibida' o tema será discutido em todos os aspectos e serão discussões sérias com especialistas e com representantes dos movimentos que lutam pela aceitação da diversidade sexual. É claro que o programa abrirá espaço para quem ainda acha que sexo é pornografia e que diversidade sexual é sem-vergonhice. Só discutindo o movimentado assunto é que sexo deixará de ser definitivamente e ainda "pecado" e um absurdo tabu. (Eli Halfoun)
“Dona Xepa” pode ser a última novela da Record
por Eli Halfoun
"Insistir na produção de novelas é bobagem. É o que pensam vários diretores da Universal e da Rede Record que insistem com o chefão Edir Macedo para desistir de continuar concorrendo com a Globo no gênero. A insistência aumentou nos últimos dias com o fracasso da novela 'Dona Xepa" da qual se esperava uma audiência pelo menos satisfatória. Não aconteceu: a novela tem perdido cada vez mais público e começa a sofrer a ameaça de ser reduzida, como aconteceu com outras na emissora. Ainda não há nenhuma decisão sobre o fim da produção de novelas, o que pode até beneficiar financeiramente a Record, mas será um desastre para a classe artística e os funcionários da equipe de retaguarda (técnicos de uma maneira geral). Acabar com as novelas seria uma demonstração clara de fracasso e no momento o mais viável é a mudança nos de horários de exibição, que não tenho dúvidas é a única maneira de atrair um público maior para algumas novelas da Record, que são até bem produzidas. É pouco para enfrentar a Globo no gênero. (Eli Halfoun)
Memória: Em junho de 1968, quando o Facebook não era nem ficção científica, o povo seguia outro ritual para ir às ruas... Veja aqui, 45 anos atrás
![]() |
| Jovens na rua: pau e pedra para enfrentar a ditadura |
![]() |
| As prisões... |
![]() |
| ... e a revolta. |
![]() |
| na Praia Vermelha, assembleia que antecedia a ação nas ruas |
![]() |
| O debate das propostas e da formação das passeatas. |
![]() |
| Batalhão de Choque: fuzis e balas de verdade |
![]() |
| Jornalistas atacados nas imediações da embaixada americana |
![]() |
| Kombi incendiada: a preferência era destruir veículos da polícia. |
"Rio, a revolta dos estudantes", era a chamada de capa da Fatos & Fotos que foi para as bancas nos últimos dias de junho. Quarenta e cinco anos separam aquela onda de revolta contra a ditadura da atual "Revolução do Vinagre", como estão sendo chamadas as manifestações dessa semana, em função do uso do produto como suposta atenuante dos efeitos do gás lacrimogêneo. São muitas as diferenças no modus operandi de ontem e de hoje. Quarenta e cinco anos no tempo e anos-luz na essência. Em 1968, sem redes sociais ou celular, a comunicação entre os participantes era direta, através de panfletos, jornais mimeografados na máquina Facit, assembleias e boca a boca nos corredores das faculdades, escritórios, fábricas, repartições e colégios. Invariavelmente, as passeatas era planejadas com antecedência, mesmo que fosse de horas. Cada entidade ou diretório se reunia, ouvia as propostas (roteiro, dia, horário, palavras de ordem etc) e trocava informações com os representantes das demais instituições mobilizadas. Chegava-se a um consenso em relação a palavras de ordem. Nas manifestações dessa semana, por exemplo, havia quem pedisse em cartaz a volta do "regime militar" em oposição ao que bradava o manifestante ao lado que exigia mais e verdadeira democracia. Nas ruas, as alas de 68 se formavam em uma sequência orientada pelos líderes de cada entidade. O povo, ou mesmo a massa de estudantes sem ligação direta com a cúpula do movimento, aderia a essas alas à medida em que ia chegando à concentração da passeata. A formação resultava em uma maior segurança contra a ação de infiltrados. Havia sempre um líder em cada ala. O direção principal passava informações através desses líderes na base do boca a boca mesmo, um telefone-sem-fio que ligava os setores. /os oradores, em geral, eram os presidentes e diretores das entidades envolvidas no protesto. Claro que essa formação persistia até que os batalhões de choque e a cavalaria (muito usada naquele época) investisse contra a multidão. Com um detalhe: as balas eram de verdade e pintavam as ruas de sangue. 1968 foi um ano que terminou.
A resposta dos militares viria em dezembro, com a edição do AI-5, que, nos anos seguintes, tornaria mais escuro e sangrento o que já era treva.
Observação: as fotos que ilustram este texto foram reproduzidas da edição 387 da Fatos & Fotos. São imagens históricas que fazem parte do Arquivo Fotográfico que pertencia à Manchete. O acervo foi leiloado e encontra-se virtualmente desaparecido. O Sindicato do Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos-Rio entraram com medida judicial para localizar a valiosa e histórica coleção de imagens e obter informações sobre seu estado de conservação. Em vão. Instituições públicas destinadas a cuidar a memória do país parecem não ter qualquer preocupação com o destino de um acervo de mais de 10 milhões de imagens do século passado.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Está na hora de ouvir as vozes claras que vem das ruas
Memória: O Palácio Tiradentes foi ocupado por estudantes em 1968. Mas, há 45 anos, o objetivo era velar corpo de um estudante morto em protesto contra a ditadura civil-militar
Foi há 45 anos. O mesmo palco, objetivos e climas diferentes. Em abril de 1968, a revista Fatos & Fotos chegava às bancas com um capa dramática: o enterro do adolescente Edson Luis de Lima Souto. O estudante, de 18 anos, havia sido assassinado, dias antes (28 de março), no restaurante Calabouço, que fornecia refeições a universitários e secundaristas e era ponto de encontro dos jovens. O Rio parou, em "transe emocional", como conta a reportagem da F&F. Na última segunda-feira, vendo na TV as cenas do ataque à Assembléia do Rio de Janeiro, lembrei-me de 1968. Baleado, Edson Luis foi levado pelos colegas até a Santa Casa, nas imediações. Estava morto, a bala varou o coração do menino. Ele foi carregado, em seguida, para a Assembléia. Os estudantes - o grupo ficava cada vez mais numeroso - subiram as escadarias e invadiram o plenário. Em gesto que ficou gravado em fotos, um rapaz exibia, como uma trágica bandeira, a camisa ensanguentada do colega morto. Assim que começou a correr a notícia do assassinato, todos os diretórios acadêmicos do Rio decretaram greve geral, lojas do Centro foram fechadas, teatros cancelaram espetáculos. O clima era de forte comoção. Apesar das pressões do governo - que queria que o corpo fosse levado para o IML - o paraense Edson Luis só sairia da Assembleia para o cemitério São João Batista, conduzido por uma multidão de cariocas.
Certamente, os jovens que tentaram depredar e incendiar o velho prédio, na última segunda-feira, não sabem a história e a emoção que aquelas mesmas escadarias e salões guardam.
São outros tempos, outras reivindicações, outros modos de ação.
Mas a História registra que, naqueles dias, o Palácio Tiradentes foi ocupado em nome de um pequeno heroi.
Se há dura ironia no contraste entre as imagens da Assembleia que este blog publicou, abaixo, e nas fotos reproduzidas da revista Fatos & Fotos, são também tragicamente irônicos os capítulos que se seguiram ao sacrifício de Edson Luis: a ditadura não foi abaixo, como pediam os cartazes de então.
Militares, políticos e empresários que sustentaram os anos de chumbo seguiriam torturando e matando brasileiros nas décadas de 1970 e 1980.
Observação: as fotos que ilustram este texto foram reproduzidas da edição 375 da Fatos & Fotos. São imagens históricas que fazem parte do Arquivo Fotográfico que pertencia à Manchete. O acervo foi leiloado e encontra-se virtualmente desaparecido. O Sindicato do Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos-Rio entraram com medida judicial para localizar a valiosa e histórica coleção de imagens e obter informações sobre seu estado de conservação. Em vão. Instituições públicas destinadas a cuidar a memória do país parecem não ter qualquer preocupação com o destino de um acervo de mais de 10 milhões de imagens do século passado.
Protestos só são ouvidos quando não apelam para o vandalismo
Está provado: era possível não aumentar o preço das passagens
Casa e comida de graça pra os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude
quarta-feira, 19 de junho de 2013
No Rio, protesto, destruição e lojas saqueadas
![]() |
| Manifestantes e curiosos no cenário da destruição da noite de segunda-feira, no Rio. Foto Gonça |
![]() |
| Viatura do BPChoque, ausentes na noite dos tumultos |
![]() |
| Na segunda-feira, de manhã, manifestantes contrários ao quebra-quebra e saques, lavaram o piso da Assembléia e... |
![]() |
| o pedestal da estátua de Tiradentes. Fotos Gonça |
![]() |
| A Assembléia atraiu visitantes ainda impressionados com a ação de manifestantes que deixaram a Cinelândia, onde se concentrava a maioria, para promover incêndios, destruição e saquear de lojas. |
terça-feira, 18 de junho de 2013
A história da democracia ganhou mais uma página heróica e exemplar
Vaia em jogo de futebol faz parte do espetáculo
Maracanã, Itália 2 x 1 México; Novos tempos, primeiro jogo oficial do Estádio. Impressões e fotos enviadas pelo Gonça
![]() |
| A visão de campo é boa. Lugares na linha de fundo devem ser evitados, claro (no velho Maraca a torcida só corria pra lá pra ver batida de pênalti), mas o campo ficou mais próximo. |
![]() |
| Bom público no jogo Itália 2 x 1 México |
![]() |
| Fila pra comprar cerveja cara. Atendimento bom mas preços altíssimos. |
![]() |
| Os telões funcionaram. Mas só passaram replay no segundo tempo. A foto não mostra bem mas a imagem é boa. Faltou legenda, o telão ganharia com isso na sua função de informar. |
Caiu na rede. É tropa de elite: as belas soldadas do exército de Israel...
Em um momento relax, soldados do exército de Israel mostram suas armas mais poderosas. A brincadeira caiu na rede e a turma está sujeita a punição. Mas a foto já concorreria ao, se existisse, Prêmio Nobel de Fotografia da Paz. Alô, comandantes "falcões", deixem as meninas em paz;




































