domingo, 30 de agosto de 2009

Sequestro do embaixador-1


Entre 4 e 7 de setembro de 1969, guerrilheiros da Ação Libertadora Nacional (ALN) mantiveram sequestrado o então embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick. O diplomata foi libertado em 78 horas após a ditadura militar aceitar a exigência de soltar 15 presos políticos. Quarenta anos depois, o fato volta ao noticiário por dois motivos: o Exército finalmente admite que assassinou o comandante da operação, o guerrilheiro Virgílio Gomes da Silva, o Jonas. Segundo relato de presos políticos, Jonas foi morto a pontapés em uma sessão de tortura feita pela Oban ( a Operação Bandeirantes, organização paramilitar financiada por multinacionais, conhecidos empresários brasileiros e até por pelo menos uma empresa de comunicação de São Paulo); a outra noticia relacionada é o lançamento nesta semana do livro Dossiê Gabeira, de Geneton Moraes Neto, com a revelação de que o ator Carlos Vereza deu uma de maquiador e cabelereiro para disfarçar o visual de guerrilheiros envolvidos na operação, ajudando parte da turma a escapar da feroz caçada empreendida pelos militares após o sequestro. No depoimento para o livro de Geneton, Vereza fez piada e comentou que não conhece os Estados Unidos e não sabe se depois disso conseguirá o visto. Na reprodução, a capa da Fatos e Fotos, edição 451.

3 comentários:

Xamã disse...

gostei do post, que as novas gerações conheçam a história e saibam o que foi a ditadura. Perseguições, morte e muita corrupção que hoje sabemos era encoberta peloo jornais, alguns pior censura outros por engajamento no autoritarismo

deBarros disse...

Nessa época trabalhava na revista O Cruzeiro e pude acompanhar todos os lances do sequestro. Toda a Redação foi posta para trabalhar na busca incessante de notícias. A cada momento chegavam notícias e até da morte do Embaixador chegou na Redação causando um corre corre enorme. Apesar de ser uma revista semanal, a idéia era editar um número extra da Revista e por nas bancas o mais rápido possível. Quando terminou a história do sequestro, algum tempo depois, viemos a saber, que pelo menos, um repórter da Revista estava envolvido.

Anônimo disse...

Nunca torci tanto por sequestradores como neste caso!!!
Ana Clara