Não sei que remédio estão tomando os jornalistas das resenhas esportivas no You Tube, principalmente.
Há exceções, claro, há profissionais que demonstram bom senso, mas a maioria parece estar em campanha quanto à possibilidade de Neymar jogar a Copa do Mundo da FIFA. Nas redes sociais e até em debates na TV aberta e nos canais por assinatura a coisa tem ares de forte impulsão.
O "minino" Ney pouco pegou na bola nos últimos anos. A paralisação mais recente deu-se em função de complexa cirurgia no joelho. Ele está de volta aos campos. No jogo mais recente, contra o medíocre Vasco, o Santos ganhou de 2x1, dois gols de Neymar. Foi o que bastou para a campanha "Neymar na seleção" bombar nas conversar pós-jogo. O movimento se intensificou quase à histeria. No Sportv, o apresentador André Rizek foi racional. Nada de deslumbramento, análise realista. Na mesma mesa, contudo, havia um sujeito que de tão empolgado parecia antever uma tempestade de gols de Neymar na Copa. Acho que o neymarista de carteirinha não viu a Copa da Rússia nem a do Catar. Foi onde Ney celebrizou o cai-cai por qualquer motivo. Foi ridicularizado no mundo inteiro. É provável que o "minino" não vá à Copa mas poderá estar no Oscar do ano que vem. É um artista da simulação.
No jogo contra o Vasco ele tentou inventar uma "cabeçada" de Tiago Mendes, que não aconteceu. O santista caiu em campo praticamente em coma profunda. Pareceu uma prévia do que fará na Copa. A qualquer momento os jornalistas neymaristas organizarão um simulacro da Coluna Prestes para percorrer o Brasil pedindo a convocação de Neymar.
