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| A marca da Jordan na camisa 2 da seleção: basquete no futebol. Foto Divulgação Jordan |
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| Neymar e Michael Jordan. Foto Instagram |
por José Esmeraldo Gonçalves
A coletiva de Carlos Ancelotti recebeu uma plateia majoritária de jornalistas de veículos digitais. Pelo menos entre aqueles que se apresentaram para fazer perguntas. Como diria Glória Pires, não sou capaz de opinar sobre isso, mas sei que os ausentes experientes fizeram falta. Tanto que ao se manifestarem em vários veículos após a coletiva deram outra relevância ao debate.
Sobre Neymar, por exemplo, PVC mostrou que a eventual convocação do jogador terá forte impacto na estrutura tática já elaborada por Ancelotti. Impacto pra pior. O comentarista Mauro Cezar avalia que Neymar não tem condição física para disputar a Copa e, consequentemente, não mostra preparo técnico adequado. Ele discorda de Ancelotti nesse ponto. Para Mauro, se está mal fisicamente não tem condições de render tecnicamente. São dois fatores que andam juntos. Diplomático, Ancelotti avalia que técnica Neymar sempre terá, falta perna. Outro risco é o comportamento de Neymar no grupo. A atitude dele no vestiário, como demostrou por onde passou, tem picos de egoísmo e prepotência.
Infelizmente, Neymar é o elemento conflituoso que assombra a seleção antes, durante e depois da Copa do Mundo, seja convocado ou não.
Existe até um movimento de celebridades, todas certamente experts em futebol, para forçar a convocação do jogador. Nos bastidores, a pressão é maior e tem com implicações comerciais. Contra a França, o Brasil jogará com a camisa 2, que estampa a marca da Jordan. A seleção de futebol vai exaltar no peito o basquetebol. O logotipo da Jordan em parceria com a Nike simboliza Michael Jordan lançando a bola para a cesta. Segundo o ex-jogador e atual apresentador Neto, Neymar pai, que ele chama de " o maior executivo do mundo", teria articulado a ação comercial na seleção. É de se esperar, claro, que a Jordan ficará feliz com a convocação de Neymar filho, patrocinado pela Nike/Jordan. Juntas as marcas criaram uma chuteira especial para o jogador usar em gramado nobre e torneio idem como a Copa. Nem seria o caso de calçá-la em um evento quinta série como a Kings League.
Até maio haverá fogo no parquinho da seleção. Tumultos políticos e comerciais nunca combinaram com preparação para a Copa. Ancelotti tem um exemplo a seguir. Antes do mundial de 2002, aconteceu uma campanha irritante para levar Romário à Coréia do Sul/Japão. O treinador Felipão resistiu e trouxe o Penta. Sem Romário. No ano passado, em entrevista à ESPN, Felipão revelou por que não levou Romário. "Eu teria de mudar radicalmente a forma do time jogar. E não sei se combinaria com os demais jogadores", disse ele. É basicamente o argumento que PVC aplica a Neymar. Se depender de Ancelotti, tudo indica que não haverá carteirada. Ou melhor, favoreggiamento.

