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| Reprodução Manchete |
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
E o namorado de Brigitte Bardot atacou com um lança-chamas os repórteres da Manchete
domingo, 28 de dezembro de 2025
Jornalismo iFood?
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| Imagem reproduzida da internet |
Vai virar tese nas universidades. Nas últimas semanas o Brasil assiste de camarote extraordinárias demonstrações de uma modalidade de comunicação. Trata-se do "jornalismo iFood": aquele que bota a bag nas costas e parte para entregar a encomenda.
A pedido de expoentes do mercado, pautas foram cumpridas e repercutidas. A reta final do ano, época que costuma se fria para a press, tornou-se fervente. Dessa vez a entidade Mercado acostumada a manipular cotações mexeu com ações nada valorizadas de um jornalismo suspeito. A última jogada nessa manobra suja do "jornalismo iFood" foi a divulgação de uma tosca "carta fake de Alexandre Moraes" na qual o ministro anuncia que está processando uma jornalista. Parece uma peça destinada a confundir a opinião pública. Não seria absurdo encontrar nessa estratégia as digitais das "fontes" sem nome que abasteceram bags dos entregadores em vários veículos.
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
Surto moralista em Camboriú. "Ninguém vai exibir os mamilos da mulher balneocamboriuense".
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| Reprodução de imagem que viralizou nas redes sociais: a ciclista de "farol aceso". |
por José Esmeraldo Gonçalves
Há poucos dias uma mulher foi expulsa de uma escola de ciclismo em Santa Catarina porque cometeu um falha grave, na avaliação dos seus treinadores. Tuani Basotti ousou pedalar usando um agasalho sem sutiã. Para a organização que pedalou o conservadorismo, ela errou ao exibir sob a blusa o relevo dos mamilos, o popular "farol aceso”. O caso viralizou na internet e Tuani agora se sente perseguida e vigiada cada vez que sai à rua. O Balneário Camboriú, onde o caso ocorreu, é uma província esquisita. Fica em Santa Catarina, estado que, de uns tempos pra cá, assumiu o título de grande reduto da extrema direita do país, uma espécie de Saxônia brasileira. Nas recentes eleições municipais, os votantes locais conduziram à Câmara dos Vereadores ninguém menos do que Jair Renan, filho 04 do elemento ex-presidente.
Há quem suspeite que Camboriú e sua coleção de altos edifícios à moda de Dubaí configurem uma skyline em homenagem à lavagem de dinheiro, mas esse não é o assunto dessa nota. A cidade, sem dúvida, namora a extrema direita e Santa Catarina, segundo o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) denunciou à ONU, abriga mesmo um grande número de células neonazistas.
Sabe-se agora que um dos códigos de vestimenta do balneário coloca "faróis acesos" na lista negra que mistura o índex moral com um tipo de fashion evangelismo.
Nos anos 1960, a vilã da vez foi a minissaia. Vendo fotos da Manchete, onde cariocas exibiam saias bem acima dos joelhos, um deputado mineiro, católico, protestou contra o pouco pano e, segundo ele, a pouca vergonha das moças, e liderou uma cruzada contra a depravação do figurino. "Ninguém levanta a saia da mulher mineira", teria dito, segundo o jornalista Stanislaw Ponte Preta, o Sérgio Porto, registrou em seu livro sobre o Festival de Besteiras que assolava o Brasil (Febeapá) no rastro da ditadura mlitar que se dizia "com deus pela democracia".
A reação à minissaia aconteceu em vários países. No Meio Oeste dos Estados Unidos, pastores alertavam que aquele palmo acima dos joelhos era um instrumento comunista para dissolução das famílias. Certamente diziam isso depois de dar uma boa conferida nas pernas das meninas. Mesmo na França, acostumada a liderar a revolução dos costumes, a minissaia chegou a ser inicialmente combatida. No caso, talvez por inveja, como a Manchete publicou, já que a criação de Mary Quant nasceu na rival Inglaterra.
Não estranhe o título desse post. Em 2000, uma lei municipal ordinária, e bota ordinária nisso, determinou que o "adjetivo pátrio" de quem nasce no Balneário Camboriú, é balneocamboriuense.
Isso também é Febeapá.
terça-feira, 29 de novembro de 2022
Fotomemória - Rede Manchete na Copa do Mundo de... 1990
sábado, 6 de agosto de 2022
Jô Soares (1938-2022): tango na redação da Manchete e aniversário da Fatos & Fotos
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| Jô (Dr. Sardinha) apresenta a Delfim Netto uma cesta de frutas e legumes, com destaque para o abacaxi. Dizia-se, na ocasião, que Delfim, nomeado ministro da Agricultura, não distinguia jaca de uva. |
| Jô na capa comemorativa da Fatos & Fotos Nº 1000 |
Jô fez muitas capas para a Manchete. Não há registro de negativa ao pedido de um repórter desesperado para marcar um matéria com o humorista, apresentador e escritor. Na Fatos & Fotos isso aconteceu pelos menos duas vezes. Em 1980, a apenas quatro dias do fechamento, alguém descobriu que chegaria às bancas a edição número 1000 da revista. Nessas ocasiões, a Manchete, o carro-chefe da Bloch, fazia grande números especiais com grande investimento: Manchete 30 anos, 40, 45, Manchete Nº 2000 etc. Para a F&F, que vivia em crise, essas comemorações passavam geralmente em branco. Foi feito um caderno especial de 32 páginas com uma retrospectiva de matérias publicadas pela revista. E a capa? Quem toparia posar em jogo rápido antes do fechamento que se aproximava? Jô.
O Gordo estava em cartaz com espetáculo em um teatro em São Paulo. A sucursal correu para montar a foto das mil semanas, que aí aparece, com bolo e tudo, feita por Mituo Shiguihara, com produção de Denise Orensztejn.
Em outra ocasião, Jô posou como cartomante, sem produção, para a F&F. A bola de cristal era um globo de luminária que a reporter Heloísa Marra levou de casa. O turbante, ela comprou em Copacabana. O improviso era para uma matéria sobre previsões para 1981.
Em 1979, a ditadura nomeou o economista Delfim Netto para o ministério da Agricultura. O czar da Economia durante o governo de Garrastazu Médici virou piada. Dizia-se que se fosse a uma feira livre poderia confundir jaca com uva tal era seu conhecimento sobre o setor agrícola. Foi o que bastou para o "Planeta dos Homens" criar o "Doutor Sardinha" para ironizar Delfim. Claro que a Manchete se mobilizou para fazer uma capa com os dois Gordos nacionais. Jô topou na hora, Delfim pode até ter hesitado, mas não perdeu a chance de aparecer ao lado de uma figura tão popular.
* Jô Soares morreu na madrugada de sexta-feira, 5/8, em São Paulos, aos 84 anos.
sábado, 28 de abril de 2012
Revista Manchete, 60 anos esta manhã
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| Capa da Manchete número 1: lançada por Adolpho Bloch, chegou às bancas na manhã de 28 de abril de 1952, há 60 anos |
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| A pagina 3, apresentação do conteúdo da nova revista |
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| Uma das reportagens do número 1: Meneghetti, o ladrão paulista que era uma lenda "romântica" da época |
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| Crônica de Carlos Drummond de Andrade no número 1: o poeta escreveu, emocionado, sobre seu neto |
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| A Câmara dos Deputados no número 1 |
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| Anúncio colorido, uma das modernidades oferecidas pela Manchete em 1952 |
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| Anúncio do Air-Wick |
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| Aparelho de barbear para subsituir as navalhas |
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Marcos Santarrita, breves lembranças da revista Fatos
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| Páginas da revista Fatos editadas por Marcos Santarrita |
sábado, 25 de junho de 2011
"Gigantes do Futebol Brasileiro": livro de João Máximo e Marcos de Castro é um clássico do futebol
| Marcos de Castro e João Máximo autografam "Gigantes do Futebol Brasileiro", na Livraria da Travessa, em Ipanema. Foto: Jussara Razzé |
Em 1965, os jornalistas João Máximo e Marcos de Castro lançaram "Gigantes do Futebol Brasileiro". O livro tornou-se um clássico da literatura esportiva.
Eram 13 perfis de grandes jogadores escritos por dois grandes craques.
Tive o prazer de trabalhar com ambos, na Manchete. Mais com o João, que nos anos 70 foi chefe de redação da Fatos & Fotos. Os dois formam uma tabelinha de gigantes do jornalismo. Cada um a seu tempo, foram editores de esporte do velho JB. João cobriu cinco Copas, ganhou dois Prêmios Esso e está hoje no Globo; Marcos de Castro faturou três, sendo dois com reportagens sobre futebol. Além da Manchete, trabalhou na Enciclopédia Bloch, Realidade, Veja Rio e Jornal da Tarde.
Precisa dizer mais?
Recentemente foi lançada pela Civilização Brasileira a segunda edição do "Gigantes do Futebol Brasileiro". Agora são 21 craques: Friedenreich, Fausto, Domingos das Guia, Leônidas, Tim, Zizinho, Heleno, Ademir, Danilo, Nilton Santos, Didi, Garrinha, Pelé, Gérson, Rivelino, Tostão, Falcão, Zico, Romário e Ronaldo.
Outro dia, vendo o jogo do Santos contra o Penarol, me perguntei se Neymar e Ganso algum dia farão parte dessa lista. Claro que falta muita estrada ainda para os "meninos da Vila". E vem aí, na curva, uma Copa América para mostrar que a camisa da seleção não pesará nos seus ombros. Mas estou otimista com esses dois. O fato de ainda estarem jogando no Brasil faz diferença. E torço para que fiquem no Santos por mais uma ou duas temporadas ou, quem sabe, o que é dificílimo diante do baú de euros que lhes oferecem, até à Copa de 2014. Há muito tempo não se apresentam à seleção dois jogadores tão identificados com a torcida. A relação dos torcedores com os convocados que jogam há anos no exterior, os expatriados, é mais fria. E mais fria a relação destes com a seleção. Kaká, que ao ser convocado já pediu dispensa várias vezes, é um exemplo. Ronadinho Gaúcho, outro. Mesmo Robinho, embora mais vibrante, não parece ter o coração nos pés quando veste a amarelinha. Diria que a distância e as características do futebol europeu quase apagam as referências tipicamente brasileiras. Acontece algo parecido com o argentino Messi, que não tem se saido bem na seleção do seu país. Para ele, a Copa América será também uma chance para se aproximar dos "hermanos".
Que Neymar e Ganso cheguem à próxima Copa ainda com o DNA de craques brasileiros. Que o futebol alegre de um e a inteligência e precisão do outro resistam aos euros.
E aí estarão a um passo de se tornarem "gigantes".
quinta-feira, 10 de março de 2011
Contigo! no Carnaval



Pela primeira vez, a Contigo! chega às bancas com uma edição inteiramente de Carnaval. É a única revista com carnaval da capa à contracapa. São 266 páginas e 361 fotos dedicadas à maior festa popular do mundo. Das escolas, camarotes, blocos e bailes do Rio ao espetáculo dos trios de Salvador e à impressionante concentração de foliões atraidos pelo Galo da Madrugada.





















