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| Tijuca, manhã de 9 de abril de 2026. Nuvens gráficas. Foto de Jussara Razzé. |
A equipe do Estúdio I ainda não se recuperou do "erro" do power point. Ontem o elenco parecia ter sobrevivido a uma batida contra uma carreta sem placa. Já vimos velórios muito mais animados.
A crise nos bastidores não está contida. Isso ficou visível no ritmo do programa. Para usar uma expressão popularizada pela situação também crítica de Neymar, os jornalistas estão fazendo "controle de carga", pesando cada palavra, evitando distender um músculo, machucar os meniscos já abalados por terem ficado de joelhos nos últimos dias.
Daí, achei exagerados os segundos de silêncio entre uma fala e outra dos participantes. Malu Gaspar e Otávio Guedes eram os mais atuantes, mas evitaram choques de opinião como vinha acontecendo antes do desastre da cartolina da vergonha. O decano Merval era ouvido com atenção pelos restantes. Ninguém ousa interromper Merval. Arthur Dapieve, como sempre, dava opinião elaborada e parecia detestar discussões, é do tipo que não concede apartes. diz o que pensa e desliga o ponto. Andréia estava assustada. Normal, ela foi o alvo maior que da crise Conferia sempre o telão talvez para verificar se o power point não reaparecia como um zumbi que se recusa a morrer.
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| O vilão do voo à Lua. Foto Nasa. |
por Ed Sá
Azar é você treinar para ser astronauta, embarcar em uma nave rumo à Lua e, durante a jornada que deveria ser heróica, gastar horas tentando fazer funcionar a privada. Enquanto isso, já que bexigas e intestinos permaneceram em ação, a tripulação passou a usar saquinhos. A privada foi temporariamente consertada mas o gatilho não deu certo e o problema voltou a cheirar mal.
Há 57 anos, a Apollo 11 foi à lua em condições bem mais favoráveis. Houve uma única critica quanto ao trato de resíduos humanos: Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin largaram seus respectivos cocôs no até então romântico satélite da terra. A NASA alegou que era muito peso para trazer de volta.
Dessa vez, a nave que partiu para um voo orbital na lua levou quatro astronautas que gerarão mais resíduos. Talvez tenha a ver com a ausência de gravidade. Os astronautas não comem feijoada mas comida desidratada supostamente mais leve. Como então entupiram o vaso? Se fossem cosmonautas russos até daria pra entender, eles adoram uma dieta à base de batatas. Comem, por exemplo, draniki, prato de batata ralada com ovo, farinha frita em oleo e creme azedo. É do tipo bateu saiu. A duração do voo, 10 dias, agrava as consequências da pane na privada. Em princípio eles terão os saquinhos de volta. Uma ideia seria presentear Trump com o conteúdo.
A Ártemis, nave assim batizada em homenagem às mulheres por ser uma deusa gêmea de Apollo, também deu outro problema simplório. Os dois programas Microsoft Outlook a bordo pararam de funcionar. Os astronautas pediram à terra novas cópias do programa. A tripulação é formada por Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, e os especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen
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| A revista oferecia um disco compacto com os diálogos dos astronautas. |
Dessa vez, pelo menos, a Ártemis não deixará cocô na lua. A nave não pousará, apenas vai girar na órbita lunar. Em breve, outros vôos, inclusive de chineses, tentarão pousar na Lua. Espera-se que recolham e tragam para a terra os dejetos humanos que a Apollo 11 deixou na superfície lunar. Até hoje a NASA não informou se o trio Armstrong, Collins e Aldrin enterrou o pacote ou apenas largou lá.
Lembrem-se disso quando contemplarem a lua cheia.
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| Dia de faxina. Reprodução Instagram |
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| A corte de Brasília já sonhou com os jantares de Luiz 14. Imagem Pinterest Reprodução |
Parece original, mas não é. No esquema de corrupção e do roubo de dinheiro público montado por Daniel Vorcaro há um padrão muito comum em Brasília: os jantares e festas que aproximam autoridades, políticos e corruptos que se preparam para dar algum golpe financeiro nos cofres públicos
Nos anos 1980, havia mais de um anfitrião bem frequentado. Seus rega-bofes saíam em colunas sociais. Políticos e empresários só faltavam implorar por um convite. Anos depois um conviva vazou que por trás do cardápio dos eventos brasilienses havia business. Coincidência ou não, os tais jantares aproximavam empresários com interesses em projetos na Câmara com o político certo que tinha poderes para fazer a coisa andar. Isso não quer dizer que os anfitriões levavam alguma vantagem, talvez ganhassem apenas prestígio e acesso a informações preciosas para a mídia. Não era convidado para frequentar resorts, nem viajava em jatinho amigo. OK, descolava um tráfico de influência light regado a uísque, acepipes e convidados certos.
Décadas depois, Vorcaro apenas industrializou esse método de dar match entre pessoas com interesses mútuos. Funciona até hoje.
Isso em Brasília é mais velho do que a profecia de Anchieta sobre a lenda da cruz que marcava a futura capital do Brasil.
Já a realidade, todo mundo em Brasília conhece.
P.S - Luiz 14 era um glutão que governava à mesa. É atribuída a ele a frase L'État c'est moi, pronunciada diante do parlamento. Pensando bem, durante um bom período Daniel Vorcaro incorporou essa sentença.
Figuras ligadas à Casa Branca historicamente surpreendem quando o assunto é sexo ou assemelhados. Dessa vez, segundo revela o Daily Mail, foram vazadas fotos de Bryan Noem, marido de ex-secretária para segurança interna dos Estados Unidos, Kristy Noem - uma das mais importantes assessoras de Donald Trump - em poses do tipo cross-dressing.
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| Kristy Noem não tá nem aí. Foto Instagram |
Como a direita brasileira gosta de imitar a direita americana, é de se supor que a corrida eleitoral, aqui, pode trazer revelações do tipo. No mínimo, a esperada liberação sem censura dos vídeos da festas de arromba promovidas por Daniel Varcaro. Aguardemos.
Por equanto, vale constatar que direta ou indiretamente corredores, porões e suítes da Casa Branca já testemunharam travessuras sexuais as mais variadas. Muitas talvez nem tenham vindo a público em antigas épocas sem mídias insaciáveis. Pelo menos dois escândalos chegaram a vazar durante o governo de Andrew Jackson (1829-31). O secretário de guerra de Jackson, John Eaton, manteve um romance clandestino com Margaret Peggy, mulher de John Timberlake, comissário da marinha. O escândalo perdeu força porque Timberkale morreu e apenas nove meses depois Eaton e Peggy se casaram. A fofoca se espalhou na Casa Branca, mas Andrew Jackson apoiou seu secretário de guerra. O próprio presidente Jackson tinha um segredo: ele também viveu um caso com Rachel Jackson, com quem casou, após a esposa se divorciar do primeiro marido.
Em assuntos de cama, ninguém bate John Kennedy. Casado desde 1953 com Jackie Kennedy, ele retratava o típico chefe de família americana. JK encontrava tempo para uma extensa agenda sexual com atrizes, secretárias, estagiária, prostitutas e ex-esposas de mafiosos e até mulher de um agente da CIA. As amantes mais conhecidas foram Marilyn Monroe e Anitta Ekberg, mas Kennedy buscava parceiras e não exatamente celebridades. Em dez anos de casamento, ele contou com a discrição dos agentes do serviço secreto para receber na Casa Branca dezenas de visitas, outros encontros aconteciam em viagens regionais e internacionais.
Bill Clinton, coitado, aparentemente teve apenas episódios de sexo oral com uma estagiária. Parece ter sido algo sempre às pressas, entre uma audiência e outra. As escapadas interrompidas acabaram em escândalo político e em um processo de impeachment no qual foi absolvido. O senado considerou, na prática, que as performances precárias de Clinton não afetaram a segurança da democracia americana. De geração muito posterior a Kennedy, faltou a Clinton aprender algumas lições com o mestre dos mestres.
Os escandalosos sexuais, e atuais da Casa Branca já não se preocupam com discrição. Vivem a era dos vídeos e das fotos compartilhadas nas redes sociais. O caso Epstein talvez tenha gerado mais dados do que a guerra civil americanas. São milhares de prints, depoimentos, testemunhos de garotas de programa, arquivos de áudio e de imagem. O ponto de contato com a Casa Branca é um ativo participante das festas organizadas pelo empresário:ninguém menos do que Donald Trump. Atualmente ele aparenta não ter mais disposição para atender Melania, quanto mais viver experiências exóticas. De qualquer forma, além das surubas by Epstein, Trump se envolveu há alguns anos em um caso com uma modelo a quem tentou comprar o silêncio. Não deu certo, a modelo não ficou calada e até revelou detalhes anatômicos de Trump nada relevantes. O presidente é tido como alguém de autoestima e ego inflados. mas o mesmo não acontece com o desempenho presidencial na cama que, segundo a jovem, era inoperante na maioria das vezes.
Está explicado porque Trump acha mais excitantes fazer guerras.
Em 2025, o livro de Leneide foi publicado na Argélia, e, neste 2 de abril de 2026, é lançada a edição francesa. Segundo a autora, as edições em árabe e francês, "fecham, de certa forma, a história triangular do livro envolvendo três países: França, Argélia e Brasil.
Você pode ler no link abaixo matéria de Leneide Duarte-Plon publicada no Forum 21 - Portal das Esquerdas. Em um trecho, é citada a atuação dos franceses na Operação Condor, a participação pessoal de Figueiredo na tortura de uma mulher, acusada de ser agente da KGB, enviada ao Brasil para matar Aussaresses e o envio pelo Brasil (por Orlando Geisel) de aviões e armas para o golpe chileno de 1973.
Aussaresses conta, também, a atuação dos franceses na Operação Condor. "Ele detalha a participação pessoal de João Figueiredo na tortura de uma mulher, acusada de ser agente do KGB enviada para matar Aussaresses. O general confirma o controle total dos exilados brasileiros (e depois chilenos e argentinos) pela polícia francesa, em colaboração com as ditaduras e afirma que os franceses pagavam comissões aos militares brasileiros na venda de armas. Além disso, informa o envio pelo Brasil (por Orlando Geisel) de aviões e armas para o golpe chileno em 1973".
No link abaixo você pode acessar a matéria de Leneide Duarte-Plon publicada no Fórum 21- Portal das Esquerdas.
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| Em vez do ridículo Vai, Brasa, melhor torcer por um Vai, Bola. É vó que a seleção precisa. |
No anos 1970, a seleção foi militarizada pela ditadura. Mesmo assim, os craques davam um jeito de escapar para festas mexicanas. Mal não fez, o time trouxe o Tri. Em 1998, na Copa da França, o charme da romântica Paris aqueceu corações. Alguns jogadores alugaram casas para mulheres e namoradas. O problema é que não dispunham de muito tempo para acompanhá-las. Daí surgiram especulações sobre supostos acompanhantes não futebolísticos. A fofoca chegou à imprensa.
A Copa de 2006, na Alemanha, foi a primeira com a presença embora ainda restrita das redes sociais e sites jornalísticos. A informação passou a circular com maior rapidez, incluindo fotos de baladas quentíssimas em boites na Suiça, onde a seleção fez uma preparação antes de ir para a Alemanha e, depois, durante as folgas generosas que os treinadores concederam, a turma se mandava para Dusseldorf para confraternização com louras da Baviera.
Essa Copa dos Estados Unidos, México e Canadá promete. O treinador Ancelotti vai precisar de toda a autoridade para lidar com um fator externo difícil de controlar.
Se há uma coisa que as redes sociais gostam é de polêmicas, quaisquer polêmicas, as falsas e verdadeiras. A seleção já convive com uma poderosa chatice: a pressão para levar Neymar.
Há um lobby poderoso que tenta impor a convocação de um jogador fora de forma física e técnica. Alguns jornalistas defendem uma tese esdrúxula. A de que Neymar deve ser convocado nem que seja para jogar 30 ou 40 minutos e "resolver" uma partida. Isso é desprezar a potência de seleções como as da França, Croácia, Espanha, Marrocos, Senegal e Inglaterra. Achar que o Brasil pode se dar ao luxo de levar um Neymar para jogar minutos é irresponsabilidade ou motivação impulsionada, muito impulsionada. A campanha por Neymar só traz instabilidade à seleção. Ainda por cima apareceu a polêmica do slogan idiota, a tal do Vai, Brasa.
Ancelotti não esperava que o principal adversário a enfrentar nesse período final de preparação seria um fantasma, Neymar, que não atua em sequência profissional de alto nível há cerca de três anos. O jogador é apoiado por uma tropa de bajuladores montados em uma campanha pesada nas redes sociais. Triste ver que há ex-jogadores torcendo pela desgraça, algo como a seleção voltar cedo para casa. É uma tremenda falta de respeito com os atletas que se preparam para a Copa. Copa, aliás, onde Neymar, em três edições, ainda não foi capaz de "resolver" em minutos como prometem seus defensores. Em 2014 jogou cinco partidas, em 2018 outras cinco, em 2022, apenas três. Lesionou-se durante os três mundiais.
O powerpoint manipulado pela GloboNews foi produzido com um claro objetivo eleitoral. Isso todo mundo sabe. As informações falsas são exploradas pela extrema direita nas redes sociais, não importa o pedido de desculpas igualmente manipulado. O material falso exposto por Andréia Sadi continua circulando na internet. Como se fosse surpresa, a âncora do Estúdio I usa uma pesquisa para constatar que o escândalo Master terá impacto entre os eleitores. Está explicada então a motivação que levou a Globo a exibir um material falso atribuindo à esquerda ligações forjadas com o banqueiro fraudador omitindo a vasta lista de nomes bolsonaristas e do Centrão implicados no caso Master A Globo mais uma vez presta serviço coordenado à extrema direita falsificando informações. Ao longo do mês de março isso tem sido discutido nos canais do You Tube e detectado por pesquisas. A âncora da cartolina requenta o tema para tentar dar um sentido "jornalístico" à própria fraude do powerpoint. É de se supor que o setor de arte da Globo continuará produzindo cartolinas falsas ao longo da campanha eleitoral.
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| O powerpoint vergonhoso e... |
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| ...o pedido de desculpas que não corrige a grave fake news de Andrea Sadi (Globo News). Imagens Reprodução You Tube |
* Neymar tem dois problemas: não ir ou ir à Copa. Se for vai enfrentar Aguerd, zagueiro de 1.90, do Marrocos, conhecido pela força física. Esse último obstáculo é muito pior do que Ancelotti"
(Do editor, Aguerd passou por cirurgia recente mas deverá se recuperar antes da Copa)
Vampeta, Dunga e Galvão Bueno, Renato Gaúcho, Romário e Vanderlei Luxemburgo são os novos comentaristas com DNA de parças do Neymar. O alvo deles é obviamente Carlos Ancelotti. Falta pouco para a Copa. Na resenha que vi só escapava o Casa Grande. Em outras, o Mauro Cesar e o Juca Kfouri (este diz que Neymar envenenará o ambiente, eu diria que já está envenenando). Os parças da imprensa parecem dispostos a infernizar Ancelotti até no avião rumo à Copa.
O tema de uma das resenhas era meio ridículo a essa altura com a bola quase rolando. Queriam um treinador tupiniquim para trazer de volta a " identidade do futebol brasileiro", seja lá o que isso signifique para o futebol moderno. Há muito tempo essa "identidade" ganha e vive no euro. E mesmo ganhando em euro, muitos jogadores sofrem pressão dos treinadores para manter suas características individuais, ou, no mínimo, torná-las mais efetivas para o jogo coletivo. Não só isso, o futebol evoluiu. Os treinadores europeus levam vantagem porque estão na beira do campo e das novidades táticas. Os daqui estão a milhares de quilômetros. Até um Romário, que alugava um airbnb na grande área quando jogou na Europa, deveria, hoje, mostrar mais mobilidade. É o que os jovens brasileiros aprendem ao chegar na Espanha e Inglaterra aos 18 ou 19 anos. Aconteceu com Vini Jr, com Rodrygo, está acontecendo com Hendrick e Estêvão. Por isso, treinadores brasileiros não emplacaram na Europa, não deixaram marcas. O próximo a ir deverá ser o Felipe Luís. A ver.
Vanderlei Luxemburgo passou rapidamente pelo Real Madrid;Felipão pelo Chelsea; Ricardo Gomes pelo PSG, Bordeaux e Monaco; Leonardo pelo Milan e Inter de Milão, Zico no Fenerbahçe, CSKA e Olympiacos; Parreira pelo Valencia e por aí vai. Nenhum deles esquentou cadeira.
Um detalhe ignorado não só dos leigos, mas até dos próprios jornalistas, foi o de que Manchete detinha – desde os anos 1960 até sua falência em 2000 – os direitos exclusivos de publicar no Brasil os textos da Time, a maior revista de opinião do mundo. Nem as ofertas tentadoras da Abril, quando lançou Veja em 1968, demoveram Time do seu pacto de fidelidade com a Manchete. Um dos grandes problemas era que as provas da revista chegavam segunda-feira de manhã pelo malote do voo Nova York-Rio, ficando sujeitas a eventuais atrasos e aos engarrafamentos entre o aeroporto e a redação. Havia também uma exigência da Time: as traduções não podiam sofrer cortes. Não só Manchete era uma revista ilustrada com textos mais curtos, como a cobertura da Time em crises como o Caso Watergate e a Guerra do Vietnã comportava textos extensíssimos. E, além da ótica americana, havia o trabalho físico da tradução. Um texto de 30 laudas tinha de ser dividido por três ou quatro redatores, praticamente a metade da nossa equipe.
Tomei o café da manhã com a família, as crianças partiram para a escola. Depois de um bom banho, segui com a Lena para começar tudo de novo na Manchete. Longe de mim a ideia de dormir àquela hora: o Peixe-Diabo viria atrás de mim no pesadelo com aquela bocarra pavorosa...
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| A marca da Jordan na camisa 2 da seleção: basquete no futebol. Foto Divulgação Jordan |
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| Neymar e Michael Jordan. Foto Instagram |
por José Esmeraldo Gonçalves
A coletiva de Carlos Ancelotti recebeu uma plateia majoritária de jornalistas de veículos digitais. Pelo menos entre aqueles que se apresentaram para fazer perguntas. Como diria Glória Pires, não sou capaz de opinar sobre isso, mas sei que os ausentes experientes fizeram falta. Tanto que ao se manifestarem em vários veículos após a coletiva deram outra relevância ao debate.
Sobre Neymar, por exemplo, PVC mostrou que a eventual convocação do jogador terá forte impacto na estrutura tática já elaborada por Ancelotti. Impacto pra pior. O comentarista Mauro Cezar avalia que Neymar não tem condição física para disputar a Copa e, consequentemente, não mostra preparo técnico adequado. Ele discorda de Ancelotti nesse ponto. Para Mauro, se está mal fisicamente não tem condições de render tecnicamente. São dois fatores que andam juntos. Diplomático, Ancelotti avalia que técnica Neymar sempre terá, falta perna. Outro risco é o comportamento de Neymar no grupo. A atitude dele no vestiário, como demostrou por onde passou, tem picos de egoísmo e prepotência.
Infelizmente, Neymar é o elemento conflituoso que assombra a seleção antes, durante e depois da Copa do Mundo, seja convocado ou não.
Existe até um movimento de celebridades, todas certamente experts em futebol, para forçar a convocação do jogador. Nos bastidores, a pressão é maior e tem com implicações comerciais. Contra a França, o Brasil jogará com a camisa 2, que estampa a marca da Jordan. A seleção de futebol vai exaltar no peito o basquetebol. O logotipo da Jordan em parceria com a Nike simboliza Michael Jordan lançando a bola para a cesta. Segundo o ex-jogador e atual apresentador Neto, Neymar pai, que ele chama de " o maior executivo do mundo", teria articulado a ação comercial na seleção. É de se esperar, claro, que a Jordan ficará feliz com a convocação de Neymar filho, patrocinado pela Nike/Jordan. Juntas as marcas criaram uma chuteira especial para o jogador usar em gramado nobre e torneio idem como a Copa. Nem seria o caso de calçá-la em um evento quinta série como a Kings League.
Até maio haverá fogo no parquinho da seleção. Tumultos políticos e comerciais nunca combinaram com preparação para a Copa. Ancelotti tem um exemplo a seguir. Antes do mundial de 2002, aconteceu uma campanha irritante para levar Romário à Coréia do Sul/Japão. O treinador Felipão resistiu e trouxe o Penta. Sem Romário. No ano passado, em entrevista à ESPN, Felipão revelou por que não levou Romário. "Eu teria de mudar radicalmente a forma do time jogar. E não sei se combinaria com os demais jogadores", disse ele. É basicamente o argumento que PVC aplica a Neymar. Se depender de Ancelotti, tudo indica que não haverá carteirada. Ou melhor, favoreggiamento.
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| Carlos Ancelotti: olho na Copa. Foto Rafael Ribeiro/ Divulgação CBF |
Quem acompanha o futebol sabe que pelo menos seis jogadores presentes nas convocações anteriores de Carlo Ancelotti enfrentam lesões em grau variado de gravidade. Bruno Guimarães, Militão, Caio Henrique, Vanderson,Estêvão e Rodrygo. Outros, como Marquinhos, voltaram a jogar após recuperação.
Mesmo diante disso, jornalistas quiseram saber de Ancelotti porque ele chamou nomes novos na penúltima convocação antes da lista definitiva para a Copa do Mundo.
Queriam dizer, talvez, que o treinador aínda não tem time completo na cabeça. Por três vezes, diante de perguntas repetitivas, Ancelotti deu seus motivos. Quer ver novas opções nos treinos, nos dois amistosos contra Croácia e França, e no ambiente da seleção. A sequência de lesões dos brasileiros que atuam na Europa preocupa. Ancelotti quer testar um backup para a hora da verdade.
A pergunta mais irritante e repetitiva dos jornalistas foi sobre Neymar. Neymar estará na lista final de maio? É a fixação dos coleguinhas nas coletivas. O grupo já ganhou o apelido de Neymarzette. É possível que a seleção suba a escada do avião rumo à Copa do Mundo ouvindo a pergunta de um milhão de notas de três dólares: "mister, Neymar tem chance ainda"? Ancelotti está cansado de dizer que Neymar, como qualquer outro jogador, só entrará na última lista se estiver 100% em forma. "No momento não está", disse o treinador. Vai precisar provar isso a cada jogo até lá. Pra variar, não parece disposto ao esforço.
Neymar gostaria de acordar em maio na lista de Ancelotti como se tivesse lugar cativo mesmo que resfolegando após cada pique de dez metros, como a TV mostrou no jogo do Santos contra o Corinthians.
Um dia depois do jogo, ele bateu pênalti na Kings League. Tudo a ver. Não sei se Neymar vai pra Copa do Mundo. Pensando bem, nunca foi muito a praia dele, mas o lobby e o impulsionamento em parte dos canais esportivos é intenso.
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| Bolo Martha Rocha, polegadas de sabores em... |
Estou me referindo respeitosamente à torta em homenagem a Martha Rocha, a brasileira vice-campeã no concurso de Miss Universo daquele ano. Foi criada pela confeiteira Dair Terzadopara a Confeitaria das Famílias, que ainda funciona na via principal de Curitiba, a Rua XV. Uma mistura de pão-de-ló com creme de gemas, suspiro, crocante de nozes e frutas como ameixa, e damasco, continua encantando o paladar de curitibanos e turistas, a tal ponto que acaba de ser tombada como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná.
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| A eterna Miss Brasil inspirou o Bolo Martha Rocha, agora Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná - Foto Gervásio Baptista/Manchete |
As eleições brasileiras já tiveram muitos cabos eleitorais. Jânio teve a vassoura; Lacerda teve os mendigos do Rio Guandu, no caso, um evento contrário; Bolsonaro teve a suposta facada; Collor teve a Globo; José Serra teve a bolinha de papel, que não funcionou; Dutra teve Dona Santinha e o fechamento dos cassinos; JK usou a promessa de construir Brasília; Temer só precisou dar um golpe; Sarney ganhou o Planalto no momento em que aceitou ser vice do frágil Tancredo; o cabo eleitoral de FHC foi Itamar; o cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro vai ser o refluxo
| Em 2008, anos depois da falência da Bloch, Cony, flagrado pelo celular de Jussara Razzé, olha do lado de fora a muralha do império da Manchete, onde foi "amigo do Rei". Cony soit qui mal y pense... |

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| Cota parlamentar do Centrão: o bicho tá pegando. |
O julgamento deverá se prolongar por uma semana. É o tempo que o Brasil terá para fazer uma pizza de sabor horrível ou comprovar se ainda há juízes em Brasília. O STF está sob enorme pressão da extrema direita, com apoio de jornalistas kids pretos vestidos para a guerra. Fechando o cerco, o Centrão se apresenta como um pelotão de desesperados. No raciocínio dos estrategistas da vergonha, se Vorcaro permanecer preso tende a ficar mais vulnerável e assim considerar a temida delação premiada. Para a rapaziada conservadora envolvida no escândalo, o cagaço é uma confissão de cumplicidade. Quem conhece Brasília diz que a situação pede distribuição gratuita de fraldas descartáveis.
Atualização - 13/3/26 - 13h35 - A Segunda Turma formou maioria, no jargão do STF, para manter preso Daniel Vorcaro. Menos mal.
Comentário do blog - O STF foi fundamental no processo de de defesa da democracia. Pouco mais de dois anos depois do 8 de janeiro, a instituição que salvou o Brasil.de uma ditadura está nas cordas, massacrada pela mídia corporativa, a ossada pela extrema direita oportunista que se aproveita dos erros de alguns ministros e das pressões da máquina da corrupção para tirar do caminho a Justiça em nome da lei do mais forte
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| Reprodução The Times |
O modo Trump de fazer política é replicado pela extrema direita brasileira e mundial. Trata-se de um sistema que despreza regras, limites morais e formais. A Casa Branca promove uma espécie de golpe com hot dog. A forma pode enganar, o recheio são as instituições fritadas e subjugadas. Trump se coloca acima da Constituição, do Congresso, da Suprema Corte, das administrações estaduais, organizações multilaterais, demais países e até faz ameaças a empresas privadas.
Tudo indica que a guerra eleitoral no Brasil em torno das urnas de 2026 fará a clonagem desse modelo. As evidências já estão expostas na atuação da grande mídia controlada pela direita.
Canais do You Tube, Instagram, contas no X e em demais redes sociais da extrema direita ultrapassam limites ao produzir livremente correntes de fake news. Os influenciadores bolsonaristas agora ganharam companhia. Nos casos que envolvem o STF e as investigações mais sensíveis da Polícia Federal, a mídia corporativa parece tão falsa quanto os canais das senhoras doidinhas que cantam o hino nacional para um pneu.
No momento, os escândalos do Banco Master, das associações corruptas que meteram a mão no dinheiro dos aposentados e os desvios criminosos das emendas parlamentares são as principais pautas jornalístico-eletorais. A mídia hegemônica costuma se apresentar como reserva do jornalismo "profissional", mas na cobertura abjeta da Lava Jato dançou na chorus line de Sergio Moro e seus procuradores e não enxergou as ilegalidades daquela força tarefa burlesca. Pelo visto, gostou. Tanto que agora ensaia uma reencenação. O roteiro pouco mudou. A "noticia" é plantada na internet, vira manchete de jornal, capa de revistas, passa pelos canais de assinatura, culmina na TV aberta e se transforma em palanque eleitoral nas comissões parlamentares de inquérito. E, sim, com direito a suspeita de compra de vazamentos de material sob sigilo legal.
Dizem que o papel aceita tudo. Hoje, os algorítmos fazem isso e ainda maquia os fatos. É um tal de repórter pendurada (o) em "fontes" anônimas", é a campanha aberta e indiscriminada contra o STF, é ministro acusado de trocar mensagens de celular com o dono do Master, sendo que a análise telemática constata que as tais mensagens não foram endereçadas ao celular do ministro mas de outro colaborador de Daniel Vorcaro, é apresentadora contando que entrevistou os "bastidores " do STF para garantir que os ministros estão incomodados com a autonomia da Polícia Federal. A PF, segundo dizem os "bastidores" ouvidos, precisa de uma reconfiguração, seja lá que diabo for isso, seria reinicializar, dar um boot? A propósito, existem projetos de emenda constitucional que vão na direção oposta: a de garantir a independência à PF.
Em geral, a feiura visível nem é de cobertura jornalística, mas de campanha política incorporada à apuração. O resultado é uma desastrada harrmonização facial do jornalismo, um lifting da honestidade.
O resumo disso tudo, a essência que cheira mal, é o comentarista Fernando Gabeira, da Globo News, afirmar no ar que o STF deveria ser fechado. Em um passado recente, a facção dos Bolsonaros dizia que bastava um jipe com um cabo e um soldado para lacrar de vez a Corte Suprema. Pelo jeito, agora basta a vontade do impetuoso Fernando Gabeira. Já o vejo montado no Rocinonte e decapitando com sua lança a estátua da Justiça. No fim, vai sobrar para a bela obra de Alfredo Ceschiatti.
A primeira página do Washington Post, hoje, mostra uma cena que tem impacto na opinião pública dos Estados Unidos: o enterro dos militares mortos no conflito com o Irã. Na guerra do Vietnã, logicamente em proporções muito maiores, imagens como essas ou da chegada de milhares de corpos envoltos em lonas pretas nas bases aéreas do país ampliaram a condenação àquela guerra absurda. Como muitas e trágicas aventuras bélicas, o Vietnã resultou em soma zero e mortes vãs, assim como Afeganistão, Iraque e tantas outras. Restou o sacrifício dos jovens convocados. A diferença, dessa vez, é que dificilmente a infantaria entrará em ação. Os ataques ao Irã tendem a ser assépticos, à base de mísseis, drones e bombardeios aéreos, com poucas baixas de soldados. estadunidenses.
Segundo The Guardian, em 2000, Donald Trump foi à Europa por ocasião dos 75 anos d o fim da Segunda Guerra. Ele teria comentado que soldados que morrem em guerras são "otários e perdedores". Ele mesmo nunca serviu às Forças Armadas, nem os filhos o fizeram.
No lado iraniano, o sangue escorre. Recentemente, milhares de manifestantes contra a brutal teocracia dos aiatolás foram assassinados nas ruas, agora morrem sob as bombas dos Estados Unidos e de Israel. Ironicamente, ao arrasar alvos civis, Trump e Netanyahu estão matando muitos opositores da ditadura iraniana. Sim, eles existem ocuparam as ruas não faz muito tempo.
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| Ana Paula. Reprodução YouTube/TV Globo |
O elenco do atual BBB parece bem mais mal humorado. Aparentemente há uma certa dominância de adeptos do jogo baixo. É claro que o reality é uma disputa. Tem lá suas regras. A personalidade dos jogadores determina, contudo, as características e as estratégias. E aí reside o nível rasteiro da versão 26.
As redes sociais sempre observadoras estão identificando exageros no comportamento de certos jogadores. Uma hora combinam emboscadas e armadilhas contra adversários que, na verdade, veem como inimigos; rasgam e sujam roupas. Dizem que estão dividos em grupos. Vistos aqui de fora simulam facções.
Um dos jogadores chegou a planejar um golpe vergonhoso: mandar alguém se deitar na cama com a adversária e tentar um toque dela em alguma parte do corpo do provocador de tal forma a gerar a expulsão da vítima da armação. A produção impediu a baixaria.
Mas essa mesma produção está deixando acontecer o que se configura como verdadeira tortura. Um das participantes mais combativa é vítima frequente de tortura psicológica por parte de dois adversários especialmente agressivos. Mesmo um dos elementos do jogo, o temível e sádico "quarto branco" ,provocou distúrbio nos mais sensíveis.
Nos últimos dias a disputa escalou para uma prática perigosa. As redes sociais acusam participantes de impedirem uma adversária mais visada de se alimentar o mínimo necessário. Diz-se que o Ministério Público estaria monitorando comportamentos excessivos e menos saudáveis. Uma das táticas é não deixar comida para a pessoa. Esta estaria demonstrando vulnerabilidade física. Em outras palavras, está passando fome na casa mais vigiada do Brasil. Se há uma marca detestável no BBB 26 é a agressividade quase sem limites. A principal vítima, por ser uma das favoritas, é Ana Paula.
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