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sábado, 4 de abril de 2026

Nos anos 1980, Brasília já saboreava o cardápio da corrupção que Vorcaro "industrializou" décadas depois

A corte de Brasília já sonhou com os jantares
de Luiz 14. Imagem Pinterest Reprodução 

por José Esmeraldo Gonçalves 

Parece original, mas não é. No esquema de corrupção e do roubo de dinheiro público montado por Daniel Vorcaro há um padrão muito comum em Brasília: os jantares e festas que aproximam autoridades, políticos e corruptos que se preparam para dar algum golpe financeiro nos cofres públicos

Nos anos 1980, havia mais de um anfitrião bem frequentado. Seus rega-bofes saíam em colunas sociais. Políticos e empresários só faltavam implorar por um convite. Anos depois um conviva vazou que por trás do cardápio dos eventos brasilienses havia business. Coincidência ou não, os tais jantares aproximavam empresários com interesses em projetos na Câmara com o político certo que tinha poderes para fazer a coisa andar. Isso não quer dizer que os anfitriões levavam alguma vantagem, talvez ganhassem apenas prestígio e acesso a informações preciosas para a mídia. Não era convidado para frequentar resorts, nem viajava em jatinho amigo. OK, descolava um tráfico de influência light regado a uísque, acepipes e convidados certos. 

Décadas depois, Vorcaro apenas industrializou esse método de dar match entre pessoas com interesses mútuos. Funciona até hoje. 

 Isso em Brasília é mais velho do que a profecia de Anchieta sobre a lenda da cruz que marcava a futura capital do Brasil.

Já a realidade, todo mundo em Brasília conhece.  

P.S - Luiz 14 era um glutão que governava à mesa. É atribuída a ele a frase L'État c'est moi, pronunciada diante do parlamento. Pensando bem, durante um bom período Daniel Vorcaro incorporou essa sentença.