domingo, 11 de outubro de 2009

Corrida sem ouro

Por Eli Halfoun
Em sua coluna de O Globo o bem informado Ancelmo Góis revela que o setor de penhores da Caixa Econômica teve esse ano aumento de 4,6% em relação ao mesmo período (janeiro a setembro) do ano passado. A Caixa penhorou 6.542.891 de jóias, o que equivale a “empréstimos” R$ 4,05 bilhões. Como se anuncia que a pobreza do país diminuiu e que a população está até comendo mais, mas não melhor, algum outro motivo, que não apenas a necessidade de pagar dívidas anda levando mais usuários ao setor de penhores da Nossa (Deles) Caixa. Como ter jóias não é luxo de pobre, mas sim das classes média (que também é pobre) e alta, não é preciso nenhum estudo aprofundado para concluir que essa corrida aos cofres da Caixa está sendo motivada por medo: na verdade ninguém mais tem coragem de sair desfilando por aí exibindo jóias verdadeiras e diante do aumento de assaltos em residências, nem de deixá-las guardadas em casa. Ou seja: no cofre da Caixa as jóias estão mais bem guardadas e supostamente garantidas. Pelo menos por enquanto. Até que os assaltantes também cheguem lá.
Chegarão se a segurança não for mais competente do que se tem mostrado até agora.

Velhos ou experientes?

Por Eli Halfoun
A notícia de que nos próximos anos (e não tantos assim) o Brasil terá uma população de idosos maior do que a de crianças até 14 anos, impõe uma importante questão: será que estamos preparados para cuidar e principalmente conviver com nossos velhos?
Mais do que uma questão os números revelam a imediata necessidade da criação de programas sociais que permitam aos idosos uma melhor qualidade de vida. Envelhecer é sem dúvida uma vitória, mas envelhecer com saúde e dignidade é um direito – um direito conquistado não só por conta dos avanços da ciência, mas também e especialmente porque os quase sempre rejeitados velhos de hoje ajudaram a construir essa velhice e a juventude ainda saudável do Brasil.
Aliás, uma das primeiras medidas a serem adotadas é a de ensinar aos jovens a conviver respeitosamente com seus idosos – o que um dia eles, os jovens de hoje também serão. Graças aos velhos de agora. A juventude (não toda, é verdade) costuma desprezar os idosos, geralmente considerados superados, repetitivos, enfim, uns chatos. Não pode e não deve ser assim: afinal é experiência dos velhos que pode melhorar o futuro dos jovens que precisam aprender definitivamente as respeitar a sabedoria daqueles que hoje podem caminhar exibindo com orgulho os cabelos brancos, símbolo de luta e de vida vivida.
O aumento da população de idosos deixa outra certeza: a de que a população brasileira irá fatalmente diminuir. Velhos não querem mais ter filhos e por mais que os avanços da ciência lhes permita viver por muitos anos um dia partirão. Deixando uma saudade ainda maior se não aprendermos com urgência a usufruir das experiências de vida que esses doces velhos ainda podem ensinar. E ensinam.

sábado, 10 de outubro de 2009

Sejam bem-vindos!




Depois de curtirem merecidas férias se deliciando com outono de Praga ou passeando nos famosos jardins da casa de Monet, em Giverny ou bebendo aquele vinho delicioso as margens do Sena ou no grande Ben em Londres, que tal voltar para a cidade mais linda e maravilhosa do mundo, escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016?
Meus queridos e amados amigos o Rio de Janeiro e Eu lhe desejamos boas-vindas!
Cliquei um dos momentos mais emocionantes da festa para comemorarmos juntos no Chico & Alaíde. Foto/Reprodução do JN/TV Globo

terça-feira, 6 de outubro de 2009

No The Times o assunto Nelsinho Piquet ainda vale página dupla

E o piloto brasileiro continua sem noção, acha que prestou um grande serviço ao esporte mas acabou como a "maior vítima". Como se ele não tivesse sido o autor da batida.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A "Casinha"

A "Casinha"tem um capitulo à parte na história do homem na sociedade em que vive. Primeiro precisamos saber o que é a "Casinha". Nós aqui no Novo Mundo, herdamos do Velho Mundo, trazidos pelos portugueses, nossos conquistadores, todas as suas tradições, modismos e manias de sua milenar civilização. Por explicada razão, o homem tinha o maior desprezo e nojo de suas necessidades fisiológicas. Em razão dessa repulssa natural, procurava sempre se manter longe do local onde se desfazia delas e para tal, escolheu o quintal de sua casa, quando não havia um matagal por perto. Para isso, construiu no quintal um pequeno comodo, em principio de madeira, onde só cabia uma pessoa e lá dentro abriu um pequeno buraco – bem fundo – onde o seu emprestável material orgânico era despejado. Mais tarde, com o aparecimento do vaso sanitário, que veio substituir o buraco, essa construção assumiu ares mais importante e passou a ser identificado como a "Casinha".
Na Idade Média, as famílias usavam palhas no chão de suas casas para ocultar e diminuir o mau cheiro decorrente dessas necessidades. No final do século XIX e no ínicio do século XX, nos sobrados de beira-de-rua, como não tinham quintal o uso urinol era largamente explorado e quando estavam cheios o seu conteudo era imediatamente jogado, a qualquer hora do dia ou da noite, pela janela de suas casas, indo cair no meio da rua, não raro atingindo algumas pessoas, que por falta de sorte, passavam pela rua naquele trecho e naquela hora, deixando-as emprequetadas dos pés à cabeça.
Com o tempo, a modernização dos costumes e da arquitetura levou para dentro das casas a famosa "Casinha". Sim, foi para dentro das casas mas, como o seu último cômodo, em compensação ganhou um elegante vaso sanitário no lugar do primitivo buraco. Os banhos de corpo inteiro continuaram a ser tomados em elegantes bacias dentro dos quartos de dormir. Mais tarde vieram as banheiras, com pinturas agrestes nos seus lados, que pudemoa apreciar nos filmes de "far west" americanos, onde os mocinhos se lavavam apreciando um charuto, acompanhado de doses de uísque e o inseparável "Colt 45" pendurado em uma cadeira ao alcance de sua mão.
Mas, o mundo caminha a passos muito largos. Diante da modernidade que velozmente modificava o comportamento da sociedade, o homem entendeu, que a "Casinha" – agora com um novo nome, passou a ser chamada de "Banheiro" – deveria não só estar dentro de casa como o seu lugar certo seria dentro do quarto de dormir. E assim foi e hoje temos banheiro em todos os quartos de dormir.
Dessa maneira o homem se vingava do castigo de por séculos se ver obrigado a usar um buraco dentro de uma "casinha", fora do abrigo de sua casa, enfrentando um sol abrasador ou temporais diluvianos para satisfazer as suas necessidades fisiológicas.

O grande Ben

O Panis continua rodando por aí...

sábado, 3 de outubro de 2009

Praga pós-comunismo: prédio apelidado de Ginger e Fred, dois blocos que imitariam passo de dança.na verdade é brega, com estátua da Liberdade na Barra

Capitalismo em Praga

Anti-semitismo em Praga

Pichação na vitrine de uma loja de artigos judaicos, em frente à sinagoga. O Panis fez o registro minutos antes de ser apagado.

Heróis da Primavera de Praga

Ainda cultuados, quarenta anos depois, no local onde Jan Palach se imolou.

Mega churrasquinho

Este pernil de porco, servido com pão preto fatiado, é vendido aos montes em uma barraca na praça da Cidade Velha. Deve ser o recordista em calorias e colesterol. Haja coração!

Por aqui na Tv só dá RIo 2016...e os cariocas merecem a festa

Álbum de noiva em Praga

Cena urbana

Em Praga, na Praça da Prefeitura da Cidade Velha, noivos posam para o tradicional e universal 'album de fotos do casamento. A câmera paparazzo à direita e' da J.Razze

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Carteiro

Essa última greve dos Correios me fez lembrar os meus anos de infância e juventude, lá pros idos de 30 e 40 quando a vida era mais tranquila e sem muitos problemas, apesar da segunda guerra mundial, que se travava em terras européias. Naquela época, existiam os entregadores de pão, de leite, de legumes e os Carteiros. Muito cedo, esses entregadores deixavam nas portas de nossas casas o pão e o leite para tomarmos o café da manhã e os legumes para o almoço.
Dentre eles, destacava-se o Carteiro. Uma figura muito importante nas nossas vidas porque era ele que fazia o elo entre os parentes e amigos em terras distantes com a cartas, que era talvez, o único meio e o mais certo de comunicação entre as pessoas naquela época. O telefone era muito mais que luxo. Praticamente não existia. O Carteiro existia. Depositário fiel das cartas que traziam as confidências da mulher amada, do choro do amante saudoso, da saudade do amigo correndo o mundo, das lágrimas de dor do filho ausente. Enfim, as cartas que encerravam todas as dores e todas as alegrias do mundo eram confiadas a ele para entregar a uma mãe saudosa as palavras de amor do filho longe, do noivo em serviço militar, da declaração de amor do jovem apaixonado e por isso era, ansiosamente, aguardado nos portões de nossas residências.
Assim, se tornou o Carteiro uma figura tradicional e respeitado na sociedade de então.
O Correio foi a instituição mais consagrada e respeitada em todo o mundo pela importância de seu serviço e ele, o Carteiro, passou a ser a figura heróica e representativa desse trabalho.
Nos Estados Unidos da América, William Cody, mais conhecido por Buffalo Bill, o herói do Oeste Selvagem foi o primeiro carteiro, montado à cavalo, entregando cartas, em todo Oeste, fugindo dos Índios selvagens para cumprir a sua tarefa.
No Brasil tivemos o CAN, Correio Aéreo Nacional, que sem cavalos, mas com aviões cumpria a tarefa de distribuir a correspondêcnia em todo território nacional
Esses pilotos também se sacrificavam, porque era um trabalho sem muito apoio técnico, com pistas de pouso improvisadas, arriscavam as suas vidas para cumprir a missão de entregar a correspondência a tempo e a hora em povoados distantes.
Saknt-Exuperry, além de escritor também foi piloto de Correios. Conta ele em seus livros a aventura que era atravessar os Andes para entregar correspondência no Chile.
A figura do Carteiro hoje, faz parte da história do homem e da humanidade.
A imagem do Carteiro daqueles tempos estava sempre associada à imagem do cão correndo atrás dele, quando fazia a entrega das cartas nas residências. Por uma razão qualquer, os cães odiavam os Carteiros. Talvez Freud explique esse comportameneto canino.
Os Carteiros daqueles tempos eram tão folclóricos, que contavam casos deles com respeitáveis senhoras, que tinham sucumbido aos encantos pessoais desses galantes funcionários da mala postal. Não raro alguns desses casos os amantes eram flagrados em plena cama conjugal pelo marido ultrajado em sua honra.
Hoje, esse encanto, essa saga de um profissional entregador de cartas não existe mais. O mundo moderno acabou com as casas, seus portões de ferro trabalhados, suas varandas e seu jardins, os cães de guarda e o Carteiro daqueles tempos cedeu lugar a uma criatura fria, sem nenhuma poesia e romantismo que quer mais é entregar a correspondência aos porteiros de prédios sem varandas, sem jardins, livres dos cães de guarda, que ameaçaam morder as suas pernas e sair correndo para ir para casa e não perder a novela das 8.
Primavera de 2009
deBarros







terça-feira, 29 de setembro de 2009

Trabalhador contra trabalhador

POR ELI HALFOUN

A greve é o mais forte grito que o trabalhador tem para fazer ouvir suas insatisfações e reivindicações, que não são poucas. Portanto qualquer greve é importante e nada se pode ter contra esse tipo de movimento reivindicatório dos trabalhadores. Mesmo assim algumas greves precisam ser repensadas em seu formato, o que não significa que deixem de ser democraticamente realizadas, desde que, como acontece normalmente, o já sacrificado cidadão tenha de pagar a conta, como também acontece quase sempre. Todo ano, por exemplo, os bancários fazem greve com justas reivindicações e acabam penalizando outros, como eles, trabalhadores. É o cidadão mais comum, ou seja, o que ganha mal e tem minguados reais para receber que fica sem poder retirar o salário que mal dá para comer, isso sem contar os milhões de aposentados que recebem mal e ainda por cima não se relacionam bem com os caixas eletrônicos e acabam tendo de adiar a compra do medicamento que é necessário para o dia a dia. Os trabalhadores, nesse caso os bancários, querem ser ouvidos e atendidos pelos patrões, mas não são os patrões, no caso os banqueiros, os maiores prejudicados: os banqueiros, sabemos todos, têm lucros tão exorbitantes que deixar de engordar suas contas pessoais por quatro, cinco ou dez dias (nenhuma greve dura mais do que isso) não lhes fará a menor diferença. O rico está pouco ligando para a greve porque tem cartões (geralmente todos) de crédito e sem dúvida um bom dinheiro guardado debaixo do colchão, como nos velhos tempos. É por essas e outras que algumas greves devem ser repensadas. As justas reivindicações de qualquer classe trabalhadora não podem e não devem afetar outros trabalhadores. É claro que os bancários não tem, nesse momento nenhum desejo de prejudicar os cidadãos, mas estão atingindo exatamente aqueles que não podem ser atingidos: outros necessitados trabalhadores. Não se deve abrir mão do direito de fazer greve e protestar, mas deve haver, mesmo em uma greve, uma outra maneira de gritar e se fazer ouvir pelos patrões sem q1ue o cidadão comum seja, como sempre, o grande sacrificado. Desse jeito chegará o momento em que ninguém mais vai querer ter dinheiro no banco, mas sim e apenas debaixo do colchão. Talvez assim os patrões (banqueiros) sejam realmente atingidos. Afinal o dinheiro (o nosso dinheiro) é a mercadoria que os faz lucrar muiyo e com cada vez maior ganância.

domingo, 27 de setembro de 2009

E a saúde do brasileiro?

Essa é mais uma triste história da Saúde neste País. A OAB, essa instituição que representa os advogados do Brasil, tinha o seu próprio Plano de Saúde, CAARJ, que procurava atender a classe no tocante a saúde. e o fazia muito bem. Mas, a penúltima direção da Ordem, desastradamente, levou essa instituição à falência obrigando a nova direção a tomar medidas saneadoras e uma delas foi transferir o seu Plano de Saúde para a Unimed Rio. Com isso, muitos dependentes do Plano perderam alguns médicos, por não pertencerem ao quadro de atendimentos e alguns Laboratórios não atendiam, também, aos assegurados da Unimed Rio, como o Lab. Sérgio Franco. Agora, em Niterói, mais um Laboratório, Daflon, também suspendeu o seu atendimento àqueles assegurados da Unimed. Diante disso, já que o atual Governo, mais preocupado com problemas internacionais, como o de Honduras, onde serve de "massa de manobra" do "caudilho" venezuelano, esquece de atender ao seu povo, que aos poucos vai perdendo a ajuda que ainda tinha para resguardar a sua saúde.
Os idosos é que mais sofrerão com essa medida do fechamento de atendimento à sua saude. Porque o governo não toma medidas, que venham pelo menos, tentar soluções para essa situação em que se encontra a saúde do brasileiro? Não, a sua preocupação é comprar aviões para viajar pelo mundo afora. Posar de estadista ao lado do presidente dos EUA, rindo abobadamente por estar ao lado de líderes mundiais como se fosse a salvação da humanidae com as suas idéias estrambólicas e ridiculas, fazendo todos os líderes mundiais rirem às "bandeiras despregadas" e repetirem "ele é o Cara" e o cara que não entende o que eles estão dizendo fica rindo de si mesmo, pensando que está agradando.
Enquanto isso, aqui no Brasil, os brasileiros estão morrendo sem ter atendimento digno de um plano de saúde que os ampare e os proteja.
Primavera de 2009
deBarros

Benício Medeiros lança livro sobre o jornal Última Hora

A editora Civilização Brasileira lança em outubro o livro A Rotativa Parou - Os últimos dias da Ultima Hora de Samuel Wainer, do jornalista Benício Medeiros. É mais uma obra a abrir luz sobre a história de um importante veículo. Quem nos passa a dica é Roberto Mugiatti, que enviou o link com o seguinte recado: "Esta matéria pode interessar ao Panis Cum Ovum, tem a ver com nossa história, nesta profissão incerta... E o Benício esteve presente também aos últimos dias da Manchete. Foi meu chefe de redação de 1998 até maio de 1999, quando o Janir assumiu e fomos transferidos para o EleEla. Ele pediu o boné e não foi trabalhar no EE" (RM)
Leia a matéria sobre o livro de Benício no link A Rotativa Parou

sábado, 26 de setembro de 2009

Quel, quelle, pourquoi, oú?


Ecos (como diziam os jornais antigamente) do Festival de Cinema do Rio 2009: Jeanne Moreau em dois tempos. Na coluna Gente Boa, do Globo, e em Joanna, A francesa, de 1972, ao lado do ator Carlos Kroeber. Cacá Diegues fez o roteiro e dirigiu o longa, filmado em Alagoas. Jeanne Moreau fazia o papel de um dona de bordel que se "amigava" com um fazendeiro e contracenou com um elenco de peso: Eliézer Gomes, Ana Maria Magalhães, Lélia Abramo, Manfredo Colassanti e Antonio Pitanga. O estilista Pierre Cardin fez uma ponta. Fotografia de Dib Lufti e música de Chico Buarque e Roberto Menescal. Roda a moviola (ainda existe isso?) e Jeanne está no Rio, aos 81 anos, 60 de carreira, participa de debates, reencontra Cacá Diegues e relembra um certo botequim em Ipanema onde tomou caipirinha, seria o Zeppelin?, que ficava na Visconde de Pirajá, 499, e era frequentado pela turma do Cinema Novo, ou o Jangadeiro?, que rodou em dois ou três endereços na Praça General Osório mas em 1972 devia estar na Teixeira de Mello, quadra da praia, onde a chamada "esquerda festiva" se reunia? Talvez, nessa volta do Rio, a atriz reencontre colegas do set de Joanna, a francesa e se sinta mais à vontade, porque nessa foto do Marcos Ramos, com a tosca "arte" do Omelete, hehehehehe, publicada hoje na coluna do Joaquim Ferreira dos Santos e aí reproduzida, a impressão é de que madame Moreau, ao chegar ao Odeon, deixou um ponto de interrogação na cabecinha das demais convidadas. Será? A Marjorie Estiano ainda confere; a Vanessa Giácomo olha pra trás e parece tentar descobrir quem seria aquela que chama tanta atenção sem jamais ter feito novela das oito? Como pode? (Clique na TV Panis, no alto, à direita, e veja/ouça Nara Leão cantando a música do filme Joanna, a francesa, composta por Chico Buarque e Roberto Menescal). E bom sábado para todos!!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nos tempos das Promissórias

Há anos atrás, mais precisamente 1950, você queria abrir uma conta em um Banco, simplesmente escolhia um e com um pequeno valor, correspondendo hoje a uns 200 reais, se dirigia a um dos caixas do Banco escolhido – não havia filas enormes nos guiches bancários – que educadamente abrias a sua conta corrente, preenchia o seu cadastro numa ficha administrativa, lhe fornecia uma pequena caderneta com todos os seus dados cadastrados e anotava nela o valor do seu depósito. Tudo isso era feito à mão com pena e tinta e uma caligrafia de fazer inveja a um "monje copista".Pronto, dessa data em diante você passava a ter uma conta corrente em um Banco conferindo-lhe "status " de cidadão e mais: a partir da data da abertura da conta o Banco passava a lhe pagar juros, que todo o fim do mês lhe era somado ao valor do seu depósito.Quando ia Banco para fazer um depósito ou retirar dinheiro, ia com a sua caderneta e o caixa fazia esses cálculos com uma máquina de calcular, veja bem, manual – as elétricas viriam entrar no mercado anos depois – que somava ou subtraia os valores fornecidos e os seus resultados eram anotados, à mão, por esse caixa na caderneta. Tudo muito simples.Éramos felizes e não sabíamos.Hoje, não preciso comparar o sistema antigo com o moderno sistema computadorizado porque todos nós sabemos como isso funciona e como somos explorados, humilhados e ofendidos por esse sistema financeiro que na opinião de muitos é o resultado de uma política financeira, recomendada nos anos 90 pelo famoso "Consenso de Washington" que deu ao mercado esse poder absoluto.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

tá difícil, Brasil...

Na coluna de hoje, no Globo, Ancelmo Gois cita um item da recente pesquisa do Ibope. Falta pouco mais de um ano para as eleições, mas a barra está pesada. Todos, Dilma, Heloisa Helena, Ciro, Serra... estão com índices de rejeição acima de 30%. Na prática, são mais rejeitados do que apoiados. Aliás, seria uma idéia: o leitor ter o direito de teclar na urna o voto e, em seguida, a rejeição. Ninguém seria eleito, seria feita nova eleição com novos candidatos, de preferência, se houver, algum cidadão que seja novidade, ficha limpa, limpinho, de banho tomado, descontaminado, vacinado... Hoje o Globo também revela as articulações de Serra com o... PMDB. Articulações conduzidas por... Orestes Quércia. Beleza. Vamos em frente, cuidar da vida, que esses aí já bem resolveram a deles...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Deu no Dia on line: o leilão que não houve

Dia on line:Rio - Não houve proposta para a compra do acervo fotográfico e do arquivo jornalístico da Bloch Editores, levados a leilão nesta terça-feira, pela 5ª Vara Empresarial do Rio. Os cerca de 8,5 milhões de fotos, negativos e cromos, somados a coleções completas das revistas da editora - como Manchete e Fatos e Fotos - estão avaliados em R$ 1.967.438,42.Durante o leilão realizado no Fórum Central, o material chegou a ser oferecido condicionalmente pela metade do valor, mas não houve lances. Uma nova praça deverá ser marcada pela juíza Maria da Penha Nobre Mauro Victorino. De acordo com o leiloeiro Fernando Braga, durante o período de visitas, o acervo atraiu empresas de comunicação, informática e institutos (...)
Leia mais no link O leilão que não houve