quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Nos bastidores do Superbowl 2016: os anúncios mais caros do mundo, audiência, peças publicitárias em destaque e os comerciais proibidões vetados pela TV em nome da "moral e dos bons costumes"






por Niko Bolontrin
Enquanto o Brasil estará ligado no Carnaval em pleno domingo, 7 de fevereiro, em São Francisco o Carolina Panthers e o Denver Broncos disputarão a final da Liga de Futebol Americano (NFL). Por aqui, a audiência ainda é pequena. No mundo, o Superbowl alcança mais de 150 milhões de espectadores (no ano passado, foram 163 milhões). Em 2014, o evento recordista na TV mundial foi a final da Copa do Mundo, no Maracanã (Alemanha 1 x 0 Argentina), jogo visto por mais de 700 milhões de milhões de pessoas (veja nos gráficos os índices e a comparação com as audiências de grandes eventos não esportivos, como Oscar, por exemplo). O Superbowl é o quarto programa mais visto no mundo, mas o que mais fatura em publicidade. Para a grande final de fevereiro, 35 marcas já reservaram espaço pagando 5 milhões de dólares por cada segundo. Cresce a cada ano a repercussão dos eventos esportivos na web. A Copa do Mundo de 2014, por exemplo, foi o evento mais acessado na história do Facebook até então, com 300 milhões de intervenções de internautas em todo o globo.
No site SuperBowl Commecials (AQUI) você poderá alguns anúncios entre os que irão ao ar. A mídia americana costuma listar os dez melhores comerciais exibidos no Superbowl em todos os tempos.
A relação de tops varia, claro, mas os editores não deixam de incluir uma peça antológica, da Pepsi, em 1992, estrelada pela modelo Cindy Crawford (AQUI).

Assim como são escolhidos os destaques, o site Superbowl Commercial também mostra uma relação de anúncios vetados por serem considerados quentes demais para um dia em que a 'família americana" se reúne diante da TV.
Clique AQUI e veja alguns dos proibidões como este, abaixo, da PETA.




Anúncio forte denuncia violência contra a mulher


por Clara S. Britto
O vestido que muda de cor e que virou viral na web no ano passado serviu de inspiração para uma campanha do Exército da Salvação que denúncia os números da violência contra as mulheres. Em todo o mundo, uma em cada seis mulheres são vítimas de abuso. Na peça publicitária divulgada internacionalmente a modelo o famoso  "The Dress". "Por que é tão difícil ver preto e azul?", diz o título, em um jogo de palavras sobre o vestido - que algumas pessoas vêem como azul, outras branco, dourado ou preto, tal como as marcas que oscilam do roxo ao violeta.

Deu no Conexão Jornalismo: maiores jornais brasileiros têm queda expressiva de circulação em 2015





LEIA A MATÉRIA NO CONEXÃO JORNALISMO, CLIQUE AQUI

Conheça o cronograma de desligamento da TV analógica

O Ministério das Comunicações (MC) publicou ontem um novo cronograma de transição do sinal de TV analógico para o digital no Brasil. A portaria nº 378 estabelece que a implantação da TV digital vai começar com o projeto-piloto na cidade goiana de Rio Verde no dia 15 de fevereiro próximo. Ainda em 2016, Brasília será a única capital que migrará totalmente para o sinal digital. A capital federal e cidades do entorno do Distrito Federal vão fazer a transição em outubro deste ano.
No decorrer de 2017 será a vez de todas as capitais da Região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória), Goiânia, Salvador, Recife e Fortaleza. Outras cidades do estado de São Paulo e do Nordeste também passarão pela mudança no próximo ano.
Já em 2018, a transição para o sinal de TV digital vai incluir as capitais e importantes cidades das Regiões Sul, Centro-Oeste e Norte, todo o interior dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. O Ministério das Comunicações vai publicar em outras portarias a relação dos demais municípios afetados pela transição para o sinal digital.
Para o secretário de Comunicação Eletrônica do MC, Roberto Pinto Martins, a portaria faz um ajuste no cronograma de implantação da TV digital levando em consideração os grandes eventos que vão ocorrer no país até 2018. "Teremos as eleições municipais e Olimpíadas neste ano, além de novas eleições e outra copa em 2018. Todos esses eventos têm uma participação fundamental da TV aberta."

Campanha

A portaria também intensifica a divulgação que as redes de televisão terão de fazer para avisar os telespectadores sobre o desligamento. A campanha de alerta terá início um ano antes da data prevista para a transição em cada cidade.
O número de inserções do logotipo – indicação de que se trata de uma transmissão analógica - e de tarjas informativas sobre o desligamento vai aumentar à medida em que se aproxima a data-limite para o fim das transmissões analógicas.
Além disso, 180 dias antes do prazo final, começarão a ser exibidos cartelas informativas, e 75 dias antes, vídeos informativos aos telespectadores. As localidades onde o desligamento vai ocorrer neste ano, terão 30 dias para se adequar às novas regras. Esse é o caso de Brasília e outras nove cidades do entorno do DF.
O Ministério das Comunicações estabelece que durante a campanha sobre o desligamento as emissoras de TV vão ter de adotar a proporção de tela de 16:9 (formato widescreen) em suas transmissões. Com exceção, se as emissoras assim desejarem, dos programas jornalísticos, espaços destinados à publicidade comercial e programas originalmente produzidos no formato de imagem 4:3.
Para o secretário de Comunicação Eletrônica, o objetivo de intensificar a comunicação é para reforçar junto à população de que a transição para o sinal digital é uma evolução importante da comunicação. "A população está informada sobre o desligamento, mas não tem a percepção de que é uma evolução das telecomunicações."

Cobertura

O documento mantém como condição para o desligamento da TV analógica que 93% dos domicílios do município tenham garantida a recepção do sinal digital. O Gired - grupo responsável pela transição dos sistemas - poderá recomendar ao ministério, por decisão unânime, a alteração desse percentual.
O Gired terá de apresentar ainda ao MC um relatório trimestral sobre o processo de transição do sistema analógico de TV para o digital. Além disso, o Ministério poderá requerer, a qualquer momento, um detalhamento sobre o andamento dos trabalhos.
A portaria nº 378/2016, divulgada hoje, unifica e revoga outras cinco portarias publicadas sobre o processo de transição da tecnologia de TV, em 2014 e 2015, pelo ministério.

Fonte: Ministério das Comunicações

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Prêmio Petrobras de Jornalismo 2015 também vai laurear melhor reportagem feita no Brasil e publicada em veículo estrangeiro

Correspondentes internacionais que atuam no Brasil podem se inscrever na terceira edição do Prêmio Petrobras de Jornalismo. Será reconhecida a melhor reportagem feita no Brasil e publicada em veículo estrangeiro (jornal/revista, rádio, TV, ou portal de internet). Assim como na premiação nacional, as matérias estrangeiras devem estar enquadradas em um dos temas a seguir: Transparência e Governança Corporativa; Petróleo, Gás e Energia; Responsabilidade Socioambiental; Esporte; e Cultura. As inscrições já estão abertas e deverão ser feitas até 26 de janeiro de 2016 (hoje). Podem ser inscritas matérias publicadas ou exibidas entre 10 de abril de 2014 e 9 de julho de 2015. As reportagens internacionais também irão concorrer ao Grande Prêmio Petrobras de Jornalismo, disputando com as reportagens nacionais e regionais.

SAIBA MAIS NO ENDEREÇO ELETRÔNICO DO PRÊMIO, CLIQUE AQUI
OU VÁ AO SITE DA AGÊNCIA PETROBRAS, CLIQUE AQUI

ATUALIZAÇÃO: O Prêmio Petrobras de Jornalismo anunciou a prorrogação do prazo de inscrição dos trabalhos que se encerrava nesta terça-feira (26/01). Agora, jornalistas e fotógrafos poderão cadastrar seus trabalhos até o próximo dia 26 de fevereiro.

Autoridades precisam de sala vip em aeroporto porque não sabem pedir café, chamar um carro, fazer check in... Essas coisinhas que qualquer mané contribuinte faz todo dia...

por Ed Sá
Essa história de área vip e cercadinho de coxinha (gostei desse nome no post do Sépia, abaixo) meio que faz parte de um lado nada higiênico da cultura nacional. Outro dia, a Folha de São Paulo noticiou que a Câmara dos Deputados, o Senado e o Itamaraty gastam R$ 57,8 mil por mês com o aluguel de salas VIPs no aeroporto de Brasília. Diz lá que o espaço é utilizado para atender parlamentares, servidores e autoridades estrangeiras em visita ao Brasil. O STF e o STJ também usam salas privativas no aeroporto.
Esses staffs dos marajás fazem check in, providenciam cafezinho, água, croquete, chamam carro. Tudo isso que os cidadãos contribuintes fazem normalmente. A conclusão é que elegemos Luízes XV ou temos parlamentares, temos juízes e altos funcionários públicos com síndrome de nobreza ou que são incapazes de fazer tais tarefas simples por conta própria. Os caras não conseguem comprar um paletó - existe a "verba paletó -, não sabem botar um filho na escola - tem o auxílio educação -, não conseguem alugar casa - usam o auxílio aluguel -,  têm direito a contratar trocentos aspones... Suas excelências não têm molejo suficiente para marcar um vôo, para pedir um café no balcão? Assim fica difícil imaginar que cumprem suas tarefas teoricamente bem mais complexas.
A Folha diz que algumas salas funcionam 24 horas por dia e têm TV por assinatura, computador, internet, telefone, geladeira, micro-ondas, água, cafezinho e servidores prontos para estender um tapete para as autoridades como os séquitos dos califados otomanos. Tem servidor que faz ponto nesse espaço vip e que custa ao povo salário de R$ 31,8 mil (R$ 21,7 mil líquido).
Me corrijam se eu estiver errado, mas só posso concluir que esse aparato é indispensável porque nossas autoridades precisam ser permanentemente amparadas, paparicadas e orientadas.
Então, OK, eles têm problemas, é uma "questão humanitária"...
E pensar que o governo corta verba de saúde, educação, quer arrochar a Previdência, aumentar impostos...

Blocos cariocas: não vai ter "cercadinho de coxinhas"...

por Flávio Sépia
O proliferação de áreas vips acaba de ganhar um nome bem mais adequado: "cercadinho de coxinhas". O novo apelido provocou risadas e carimbou o rótulo de breguice na turma protegida pela cordinha do bloco "Me Esquece", que desfilou no domingo passado no Jardim Botânico.
Esse tipo de "curral" em blocos e ensaios tende a abrigar tipos identificados com os "reis do camarotes". Quase sempre, figuras desengonçadas, sem intimidade com o samba. Sabe-se lá de onde vem essa gente.

Nos últimos anos, o oportunismo tem tentado abrir alas no carnaval do Rio de Janeiro. O carnaval de rua mais democrático do país é hoje um fenômeno, mas até a metade do anos 1980 vivia uma triste decadência. O Rio sempre teve uma forte tradição de blocos. São épicos os desfiles dos Boêmios de Irajá, Cacique de Ramos, Bafo da Onça, estes chamados de blocos de embalo, além do Cordão da Bola Preta, o mais antigo do país.

Mas houve aquele período - entre meados dos anos 1970 até 1985 - em que o carnaval de rua perdeu força. As atenções se voltavam para os desfile das escolas de samba, cada vez mais grandiosos. Nas ruas, com exceção de alguns antigos blocos de bairro que resistiam - como exemplo, o pequeno e bravo Cachorro Cansado, no Flamengo - e arrastavam algumas centenas de pessoas, com poucos jovens e muitos veteranos, o destaque cabia à Banda de Ipanema. Fora do Sambódromo e de algumas praças e esquinas das Zonas Norte e Sul, a cidade não parecia respirar o carnaval. Na Zona Sul, especialmente, o clima era de um monótono feriadão. Não havia ruas e avenidas superlotadas, como Salvador e Recife mostravam a cada ano.

A campanha das Diretas, que se transformou em uma festa política, deve ter devolvido aos cariocas o gosto pelas ruas já que foi a inspiradora de blocos que nasceram naquela década como o Simpatia é Quase Amor, o Bloco do Barbas, o Suvaco de Cristo, entre outros. Era a senha de uma revolução que não podia mais ser contida e retomou seu lugar nas ruas de todos os bairros. 

O sucesso crescente, os recordes de público, a repercussão na mídia brasileira e mundial e a afluência de turistas despertaram atenções comerciais e marqueteiras para surfar nessa onda popular. Vieram trios promocionais (que para disfarçar se intitulam "blocos") puxados por gigantescos carros de som. Em um primeiro momento, a prefeitura permitiu que tais trios ocupassem a Vieira Souto, Aterro do Flamengo e Avenida Atlântica, que não estava preparados para receber os gigantescos caminhões com som superpotente, o que tende a atrair ainda mais pessoas. Foi o desastre programado: canteiros da orla e jardins de prédios foram destruídos, ruas viraram banheiros e, em Copacabana, uma fato mais grave: a carreta de um trio se chocou contra cabos e provocou a queda e morte de uma menina. No ano seguinte, as autoridades editaram regras para conter as ameaças do "carnaval sem lei". Trios, que têm seu público, foram deslocados para as avenidas largas do centro da cidade e, este ano, para São Conrado; regras para vendedores ambulantes, instalações de banheiros, cercas para proteger jardins e canteiros, supervisão de bombeiro, serviços de atendimento médico, entre outras medidas, procuram dar estrutura aos blocos; além da política para conter o gigantismo a partir do remanejamento de blocos para outras regiões de fácil acesso e amplos espaços.

Mas persistem alguns riscos. Se uma determinada cantora conseguiu pôr seu bloco nas ruas, outra cantora, que tem menos ligações e influência, também quer. Essa é a pendenga que sites de celebridades estão noticiado. Definir um critério mais preciso, sem favorecimentos, poderá ser uma questão para a prefeitura definir melhor nos próximos anos. Ou o "também quero" vai virar pressão.

Já o "cercadinho do coxinhas" não desiste. Como quem não quer nada, uns e outros insistem na fórmula. Aparecem, na verdade, como um inocente cavalo-de-troia dos marqueteiros para a sonhada implantação do abadá, a famigerada instituição baiana que loteia espaço público e divide a rua em classes.

Felizmente, a prefeitura tem reagido. Se esse ano o "Me Esquece" tentou montar sua área vip nas ruas do Rio com pessoas com camisas especiais, pulseiras de identificação e bebida liberada, há dois anos um grande "bloco" foi denunciado por vender "abadás" para espaço restrito. Hoje, em declaração ao Globo, o prefeito Eduardo Paes diz que a prática é inaceitável e quem criar "curral" pode ser impedido de desfilar em 2017. Os organizadores do blocos que levam baterias dizem ser necessária alguma proteção para os instrumentistas. Pode ser. Mas é preciso ter cuidado para que essa área não seja ampliada espertamente para receber a turma do "abadá" pago.

Diga-se que a maioria dos blocos não-comerciais, de origem espontânea, comunitária, parceira, que nasceram em bairros e não em agências de marketing e de "captação" de patrocínios, é contra o "cercadinho dos coxinhas".  O presidente do Suvaco, João Avelino, diz ao Globo:
- Carnaval de rua não precisa de cordas. Para o Suvaco, todo folião que nos dá a honra de aparecer para o desfile é convidado vip.
Vamos torcer para que a prefeitura do Rio permaneça sintonizada com o espírito livre do carnaval carioca. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Fotografia: ao vencedor, a batata (e um milhão de euros)


Deu no site português "Mundo ao Minuto": a foto acima (uma batata sobre fundo preto) feita pelo fotógrafo irlandês Kevin Abosch foi vendida a um empresário europeu por 1 milhão de euros.
Faz parte de uma série de três imagens, tiradas em 2010. Estava exposta ao lado de outras imagens do porfolio do fotógrafo, de personalidades como Steven Spielberg, Bob Geldof, Johnny Depp ou Malala Yousafzai. No entanto, no dia em que o tal empresário europeu, cuja identidade não foi revelada, entrou na sua galeria, só a batata chamou a atenção.
LEIA MAIS NO "MUNDO AO MINUTO", CLIQUE AQUI

Deu no blog do Instituto Moreira Salles: O SOM DA REBELDIA (série de programas de Roberto Muggiati vai ao ar a partir de hoje)

Os atentados terroristas em Paris em 13 de novembro do ano passado fizeram, mais uma vez, a Marselhesa ser cantada com fervor na França e ouvida em todo o mundo. O hino francês, composto em 1792, abre, na voz de Edith Piaf, a série O som da rebeldia, que a Rádio Batuta apresenta entre os dias 25 e 29 de janeiro – os episódios ficarão permanentemente disponíveis no site da rádio de internet do Instituto Moreira Salles.
Roberto Muggiati.
Foto: Reprodução do Blog do IMS
A série tem concepção, roteiro e apresentação de Roberto Muggiati, jornalista com seis décadas de profissão, passagens por alguns dos principais veículos de comunicação do país e autor de diversos livros sobre música, tratando de jazz, blues e rock.
São cinco capítulos, somando cem músicas que foram contestadoras, seja de modo explicitamente político ou com viés comportamental. Muggiati comenta todas, contando curiosidades sobre elas. O prazer da audição é acompanhado de muitas informações históricas.
O tema do primeiro episódio – que estará na Batuta no dia 25 – é “Hinos de guerra, cantos revolucionários”. A Marselhesa é sucedida de canções como a Internacional (hino comunista), o Hino da Resistência (à invasão nazista da França), Bella ciao, Guantanamera, Comandante Che Guevara (Victor Jara) e Clandestino (Manu Chao).
No dia 26 entra no site “O protesto afroamericano: do blues e do folk ao jazz”. Muggiati selecionou gravações de artistas negros fundamentais como Bessie Smith, Robert Johnson, Paul Robeson (em Ol’ man river), Louis Armstrong, Billie Holiday (na dolorosa Strange fruit), Dizzy Gillespie e Charles Mingus.
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domingo, 24 de janeiro de 2016

É o carnaval da crise! Imprensa Que Eu Gamo 2016... 'bora pra frente...'

Dez mil pessoas no Imprensa: Laranjeiras cantou

No alto do carro de som, à esquerda, câmera na mão, o jornalista Raul Silvestre, ex-Manchete, que filma os blocos do Rio desde o carnaval de  1985 quando os cariocas voltaram a tomar conta das ruas.

Prioridade do samba: ciclistas deram passagem
O vídeo da manicure Fabíola flagrada no motel virou viral na web e tema da irreverência no carnaval.

No ritmo

A "avenida" Gago Coutinho virou passarela

Nilton Rechtman, ex-Manchete, na bateria do Imprensa

A bandeira desfraldada apesar da crise

No "camarote vip"

No sinal de pedestres

Se o samba anda atravessando nas redações em crise, nem por isso os jornalistas deixaram de botar o bloco na rua e renovar as esperanças para este 2016. O Imprensa Que Eu Gamo arrastou ontem dez mil pessoas em Laranjeiras puxadas pelo samba "Verba Volant", de Djalma Junior, Caio Nolasco, Guilherme Pecly, Tiago Prata, Rodrigo Alves, Paulo Fraiz, Carlos Fidelis e Alexandre Mota, inspirado na famosa carta lamurienta de Michel Temer discutindo a relação com Dilma Rousseff. No título do samba, a citação ao latim cenográfico e brega do vice. (Fotos BQVManchete)

VERBA VOLANT
"Seu editor, mandei uma carta para você
Cheia de mimimi e papo furado
Não sou vice, nem Miss Colômbia
Pra ser assim tão rebaixado
Levei um pezão no orçamento
Meu bolso é estoque de vento
É panelada, é pedalada, lama até no mar
Manda essa Zika pra lá

Vou me refugiar no Mercadinho
Porque aqui é liberada a transação
Desce mais uma, vou dobrar a meta
Pra alegria não existe recessão

Amanheceu...
Quem vem bater na sua portinha?
É o japonês ou o Stênio Garcia?
Quando seu Cunha quer levar
Sempre há muito o que Temer
Não tem arrego nem um segundo
Vai trabalhar, vagabundo!

Eu quero é sambar em Laranjeiras
Quando te achar, vou me perder
Imprensa que eu gamo, amor
Chutei o balde, a bateria chegou

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Jornalismo e redes sociais



por Clayton José Torres (do blogmidia8)
A crise que embala o jornalismo não é de hoje. Críticas a aspectos conceituais, morais, editoriais e até financeiros já rondam esse importante pilar da democracia há um bom tempo. O digital, então, acabou surgindo para dar um empurrãozinho – tanto para o bem como para o mal – nas redações mundo afora. Prédios esvaziados, startups revolucionárias, crise existencial e um suposto adversário invisível: o próprio leitor.
O leitor – e suas mídias sociais digitais conectadas em rede – passou a ser visto com um inimigo a ser combatido, um mal necessário para que o jornalismo conseguisse sobreviver. Não mais se fazia jornalismo para a sociedade, mas se fazia um suposto jornalismo dinâmico e frenético para que os grandes nomes da imprensa se sobressaíssem aos “jornalistas cidadãos”. Esse era um dos primeiros e mais graves erros – dentro de uma sucessão – que seriam seguidos.
As redações continuaram a ser esvaziadas, a crise existencial tornou-se mais aguda e o suposto adversário invisível cada vez se tornava mais forte. Havia um clima de que os “especialistas de Facebook” superariam a imprensa. Não era mais necessário investir em jornalismo, já que as mídias sociais supririam toda a nossa fome por conhecimento e informação. O mito – surgido nas próprias redes sociais – parecia ter sido absorvido de tal maneira que a imprensa não mais reagia. Mesmo com o crescente número de startups sobre jornalismo, o fato do canibalismo jornalístico parecia mais importante.
Agora, outros erros tão graves quanto os citados estão sendo cometidos pela imprensa. O comportamento infantilizado de muitos veículos através das mídias sociais, por exemplo, demonstra uma imaturidade e desestruturação de pensamento. A aposta em modismos – e não mais em jornalismo – tem causado um efeito em cadeia que faz com que tanto canais grandes como pequenos se comportem de maneira duvidosa – pelo menos perante os conceitos do que se entendia como jornalismo.
O abuso de listas, o uso de “especialistas de Facebook” como fonte, pautas sendo construídas com base em timelines alheias ou o frenesi encantador de likes e shares tem feito com que uma das maiores armadilhas das redes sociais abocanhasse o jornalismo. O jornalismo, como instituição e pilar da democracia, agora se comporta como um usuário de internet, jovem, antenado, mas que não tem como privilégio o foco ou a profundidade. A armadilha se revela justamente no momento em que “ser um usuário” passa a valer como entendimento de “dialogar com o usuário”.
As mídias sociais digitais conectadas em rede trouxeram a “midiatização da mídia”, ou a “facebookização do jornalismo”. Quando se falava em jornalismo cidadão e participação do usuário, muitos pensavam em um jornalismo global-local, com o dinamismo e velocidade que a internet exige. Porém, o que temos visto não vai ao encontro desse pensamento, já que o espaço do cidadão no jornalismo é medido apenas pelo seu humor, a participação do usuário é medida em curtidas e o jornalismo muitas vezes não é jornalismo, sendo apenas uma mera isca para likes e shares.
ACESSE O BLOGMIDIA8, CLIQUE AQUI

Roberto Muggiati na Rádio Batuta

Reprodução IMS
Da coluna do Ancelmo Gois, no Globo.
PARA OUVIR A RÁDIO BATUTA, CLIQUE AQUI E ACESSE GRADE DE PROGRAMAÇÃO. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

National Geographic: as melhores fotos de 2015

RÚSSIA: LAGO BAIKAL CONGELADO. FOTO DE ALEXEY TROFIMOV (Reprodução National Geographic)
VEJA A GALERIA DE FOTOS DA NATIONAL GEOGRAPHIC, CLIQUE AQUI

Jornalista, participe da plenária de mobilização em defesa da categoria nesta terça-feira (26/01), às 21h, no Sindicato


A categoria dos jornalistas não aguenta mais a intransigência dos patrões, imposta em todas as relações de trabalho, tanto nas negociações da Campanha Salarial quanto nos atrasos de pagamentos, demissões, jornada de trabalho e no dia a dia em geral. CHEGA! É hora de dar um basta nisso!
Participe da plenária de mobilização em defesa do piso salarial e contra a precarização do trabalho e as demissões nesta terça-feira (26/01), a partir das 21h, na sede do Sindicato (Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar - Centro do Rio). Venha construir conosco formas de pressão para reivindicarmos os nossos direitos. [ Leia mais ]

Sindicato participa de mediação com jornais e revistas para destravar negociações
A Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Rio, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, marcou para o dia 25/01 a mediação do Sindicato com as empresas de jornais e revistas para tratar da convenção coletiva de 2015. A mesa redonda foi pedida pelo Sindicato como forma de destravar os impasses criados pelos patrões – que se recusam a cumprir a lei do piso regional (R$ 2.432,72) e, assim, protelam indefinidamente a conclusão da convenção coletiva. [ Leia mais ]

Assembleia de jornalistas dos Diários Associados será nesta segunda (25/01), às 18h, na empresa
A mobilização dos jornalistas dos Diários Associados no Rio já começa a mostrar resultado: a empresa prometeu depositar o salário de janeiro nesta terça-feira (19/01). Apesar disso, os trabalhadores seguem em estado de greve, já que o 13º salário e os depósitos de FGTS e INSS não foram regularizados. Em assembleia na porta da empresa nesta segunda-feira (18/01), jornalistas do ‘Jornal do Commercio’ decidiram pressionar os Diários Associados pelos pagamentos que faltam até segunda-feira. Caso contrário, podem entrar em greve. Uma nova assembleia está marcada para segunda-feira (25/01), às 18h, em frente à empresa (Rua Fonseca Teles 120, São Cristóvão). É importante que os trabalhadores permaneçam unidos para conquistar tudo a que têm direito. [ Leia mais ]

Ejesa não honra compromissos com demitidos de ‘O Dia’, ‘Meia Hora’ e ‘Brasil Econômico’
A Ejesa, empresa que edita os jornais ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’, segue sem honrar os compromissos firmados com o Sindicato e com os 70 jornalistas demitidos dessas duas publicações e do extinto ‘Brasil Econômico’. À época das demissões, em meados do ano passado, a empresa se comprometeu a manter o plano de saúde em troca do parcelamento das verbas rescisórias em até dez vezes. O calote pode se transformar em ação judicial.

LEIA MAIS NO SITE DO SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, CLIQUE AQUI

Acesso a conteúdo digital gratuito faz mais duas "vítimas": a mais tradicional comic shop de Nova York e a revista Penthouse

por Ed Sá
As lojas especializadas em vender revistas em quadrinhos, nos Estados Unidos, estão fechando as portas. A Den Comics, uma das mais famosas e frequentadas pelos "nerds", com uma tradição de 25 anos no Queens, não resistiu. O casal de proprietários, Janet e Luís Vargas afirma ser impossível concorrer com o on line. "É como um hobby morrendo", diz Luís Vargas.
Outra que desiste da disputa com o fornecimento gratuito de conteúdo digital é a revista masculina Penthouse. Poucos meses depois de a concorrente Playboy anunciar que deixará de publicar nudez, como uma tentativa de sobreviver, a revista fundada por Bob Guccione em 1965 desliga as máquinas. Em 1982, Guccione entrou na lista de supermilionários da Forbes, mas o auge da revista aconteceu durante os anos 1970, quando vendia milhões de exemplares. O recorde de tiragem em 50 anos de existência é de 1972: 7,1 milhões de cópias vendidas.
REVISTA ELEELA FOI PARCEIRA DA PENTHOUSE
Foi nessa década de sucesso, a dos 70, que a Penthouse assinou um contrato de parceria com a brasileira EleEla, que, embora limitada pela censura da ditadura militar, passou a ter acesso a reportagens e ensaios selecionados da concorrente da Playboy e uma chamada de capa; "com o melhor da Penthouse". O Forum da EleEla - famosa seção de cartas da revista dos Bloch, onde leitores e, muitas vezes, os próprios redatores viajavam na fantasia e criavam inacreditáveis histórias eróticas - foi inspirado em coluna semelhante da Penthouse. A seção de cartas da Ele Ela fez tanto sucesso que se transformou, por algum tempo, em revista autônoma, com excelentes vendas, segundo se dizia na época. Já a revista de Guccione chegou a ganhar, décadas depois, um versão brasileira lançada pelo empresário de entretenimento adulto Oscar Maroni, de São Paulo. Maroni também bancou uma edição nacional de outra masculina famosa, a Hustler. Ambos os projetos foram encerrados no Brasil. A Hustler ainda resiste dos Estados Unidos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Virou viral: helicóptero de TV flagra casal em motel...

Reprodução. Por ter conteúdo explícito, o vídeo não está disponível neste blog.

por Omelete
Motéis costumam ter piscinas privadas ao ar livre e ali o casal fica à vontade, certo? Errado. Ok, pode curtir o momento mas isso não quer dizer que a privacidade estará inteiramente garantida. Foi o que aconteceu em São Paulo. Um helicóptero que, segundo um site americano, seria de uma emissora de TV, flagrou um desses casais despreocupados, embora pela altitude da câmera fisionomias não sejam identificáveis. Saibam todos que além de um eventual helicóptero com câmeras, drones serão cada vez mais frequentes, embora a legislação ainda a ser implementada deva proibir sobrevoos em regiões residenciais. De qualquer maneira, o Ministério da Saúde adverte: cuidado, brincadeira em piscina de motel pode acabar viralizando na web.

Veja: quando o "jornalismo investigativo" publica foto não investigada...

Reprodução Facebook

por Flávio Sépia
Em mais de uma das suas reportagens de "denúncias", a Veja já admitiu no próprio texto publicado não ao ter sido possível checar determinados fatos, mas diante a importância da acusação (segundo a tese da própria revista) o editor optou por publicar assim mesmo. Trata-se de uma norma inédita na imprensa séria, algo como o equivalente jornalístico ao "domínio do fato" importado da Alemanha pelo STF. Mas dessa vez, a Veja cometeu um erro ainda mais grosseiro em uma reportagem sobre o suposto envolvimento de Monica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana, na Operação Lava Jato. Em vez da foto da Monica Moura, a revista publica uma imagem da jornalista gaúcha Maria Paula Letti. Sem sequer checar a informação e a autenticidade da foto, a Veja vinculou a jornalista à "denúncia". Maria Paula Letti, que agora tem sua imagem impressa em uma publicação de grande tiragem e circulando na web associada a um investigação policial, vai processar a revista. Vai ver foi culpa de um estagiário, coitado...


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Jornalistas do Daily Telegraph reagem contra instalação de "sensor de presença" na redação. A antiga Bloch instalou, certa vez, um "livro de presença". Também durou pouco... veja porque


Redação do Daily Telegraph: sensor "dedo-duro' para controlar jornalistas
O Daily Telegraph, de Londres, instalou nas mesas de redatores e repórteres um sensor capaz de indicar quando os profissionais estavam sentados, quanto tempo passavam trabalhando e quanto minutos ou horas gastavam perambulando pelas salas. Após forte reação dos jornalistas, que consideraram invasiva a vigilância, o jornal retirou os sensores. Segundo os administradores, o dispositivo reagia a movimento e calor e identificava o uso efetivo de uma estação de trabalho. mas tratava-se apenas de um "inocente" programa para avaliar possíveis programas de conservação de energia. Conta outra, não é?
Patrão sempre sofre da paranoia de que o empregado está dando a volta na firma. Aqui no Rio, já foram feitas tentativas não tão sofisticadas de controlar horários dos jornalistas.
A Bloch, certa vez, instituiu um livro, na portaria, onde os funcionários deveriam anotar e assinar ao lado dos horários de entrada e saída no prédio. Durante o dia, um funcionário do Departamento de Pessoal percorria as redações portando um formulário contínuo com os nomes do jornalistas e ia anotando eventuais ausências. Às vezes, alguém da redação avisava: "Ó, fulano tá no banheiro". O tal controle não durou muito a partir do momento em que a empresa constatou que jornalistas demitidos e que entravam com processos trabalhistas passaram a usar o livro de controle para provar que cumpriam muito mais horas trabalhadas do que o determinado pela lei.
Apesar de aprovado em convenção coletiva, no Rio, o controle de ponto eletrônico para jornalistas também provocou polêmica já que alguns veículos resistiram a implementar esse tipo de registro digital. A razão? A mesma da velha Bloch. Jornalistas, com frequência, em função de pautas externas, fechamento de matérias e 'pescoções" (os adiantamentos de fins de semana) acumulam mais horas extras do que as estabelecidas em contrato. Daí, esse tipo de controle e vigilância acaba se voltando contra os patrões.

Parece um desfile de moda mas não é. São mulheres presas durante revista em presídio, no Rio. E a "culpa" é do scanner

Mulheres detidas após serem flagradas por scanner. Foto: Divulgação/Seap/RJ
por Clara S. Brito
Deu no G1. A foto acima não é de um desfile fashion. Embora os modelos estampados lembrem um evento chic. É que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro divulgou a quantidade de apreensões de celulares e drogas em presídios, em 2015, e o número de visitantes flagradas ao tentar abastecer os internos. Em 2014, quando ainda havia a "revista íntima" condenada por organizações de direitos humanos, foram detidos 362 visitantes. No ano passado, já com a fiscalização feito por scanners corporais, 425 pessoas foram presas ao tentar entrar em presídios com 'contrabandos" escondidos em roupas, fraldas, vagina etc. Os números de apreensão de celulares e drogas nos interior de presídios em todo o estado impressionam: 2.600 celulares, 2 mil chips e 68 mil embalagens com drogas. A foto é curiosa. Mas não me pergunte se os vestidos longos já são uma indumentária mais favorável à atividade ou apenas uma tendência de moda.

As "Bruxas de Stalingrado": um livro conta a incrível história das meninas pilotos soviéticas que aterrorizaram as tropas nazistas...

O Regimento 588 usava velhos biplanos

Pilotos soviéticas do 588 ouvem instruções antes dos voos.

A maioria das meninas pilotos tinha 20 anos mas havia algumas recrutadas e treinadas com apenas 17 anos. 

Ao fim da guerra, elas acumulavam condecorações.
por Ed Sá
Um livro disponível no Kindle revela detalhes de um pouco divulgado episódio da Segunda Guerra Mundial: a atuação da chamadas Bruxas de Stalingrado. Para os aterrorizados soldados alemães, era as elas eram as "nachthexen", "bruxas da noite". Só atacavam após escurecer, surgiam das nuvens, silenciosamente, e despejavam bombas sobre guarnições, colunas de tanques e acampamentos das tropas nazistas.
De preferência, tais incursões aéreas era realizadas entre uma batalha e outra, no momento em que nas colinas, trincheiras e fortificações tanto a infantaria alemã quanto a soviética tentavam descansar em meio à campanha extenuante para ambos os lados. O fato surpresa era o feitiço mortal das bruxas.
Em 1942, a União Soviética sofria com a invasão nazista. Milhões de homens haviam sido mortos nos campos de batalha. Era preciso recorrer às mulheres que até então trabalhavam nos campos e fábricas como parte do esforço de guerra. Foi quando se formou uma pioneira unidade feminina, o 588 Regimento de Bombardeio Noturno. Centenas de jovens de 17 a 26 anos foram treinadas como pilotos e navegadores. Elas foram designadas para explodir alvos alemães, à noite, em ataques-surpresa e, às vezes até aleatórios. A ideia era, além dos danos dos bombardeios, levar uma guerra psicológica aos beiwache (a palavra alemã de onde se originou a expressão bivaque, o lugar onde as tropas estacionam, geralmente em abrigos naturais como cavernas, encostas ou florestas). O esquadrão feminino usava aviões biplanos, praticamente obsoletos - a maioria construída em 1928 -, lentos, frágeis e sem muita autonomia. Elas voavam tão baixo que os paraquedas era inúteis. Não tinham rádio: navegavam usando mapas, lanternas, bússolas e cronômetros. Levavam só duas bombas e a velocidade era apenas um pouco maior do que a de um Fusca de pé na tábua. Mas isso não evitou o estrago que as meninas do 588 fizeram nas linhas alemãs. As pilotos tinham um técnica que ajudou a firmar a fama de bruxas: elas ganhavam altitude, desligavam o motor e deslizavam em silêncio sobre os alvos vulneráveis. Lançadas as bombas, religavam os motores a apenas alguns metros acima dos acampamentos, a tempo de escapar da reação tardia dos artilheiros antiaéreos pegos de surpresa.
Até o fim da guerra, as 40 tripulações de bruxas - cada uma com uma piloto e uma navegadora- voaram cerca de 30 mil missões e lançaram 23 mil toneladas de bombas. Trinta morreram em combate, 23 sobreviveram e e receberam a mais alta condecoração da União Soviética. A última sobrevivente, Nadya Popova,  morreu em 2013, aos 91 anos. O então primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, homenageou a ex-piloto em comemoração aos 70 anos dos vôos das "nachthexen".
Nadya Popova em 1942, aos 20 anos, e...

homenageada pelo então primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, em 2013, aos 91 anos.


Sem se deixar contaminar pelo baixo astral dos profetas de economia, a NBC aposta na Rio 2016

por Niko Bolontrin
Um amigo costuma dizer que os empresários brasileiros pararam de investir porque aqui só tem dois tipos de empreendedores: aqueles que só investem se o poder publico der uma forcinha em financiamentos a juros baixos ou fundo perdido; e aqueles que acreditam piamente no cenário de terra arrasada veiculado por economistas e colunistas que fazem política partidária e assim optam por mandar o dinheiro para contas secretas em paraísos fiscais. Com o governo cortando investimentos e a mídia envolvida na campanha golpista, a luz no fim do túnel está quase apagada para os empreendedores brasileiros. Uns estão "deprimidos" e com saudades do BNDES e outros estão correndo atrás do impeachment de Dilma Roussef.
Daí, não só favorecidos pela cotação do dólar mas apostando na recuperação da economia, grupos estrangeiros, chineses especialmente, e europeus correndo por fora, têm adquirido empresas no Brasil.
Aparentemente, empresários brasileiros estão sem apetite até para aproveitar o potencial da Olimpíada. Talvez influenciados pelas matérias negativas sobre o evento que entopem a grande mídia nacional, muitos deles estariam preferindo, nesse momento, fazer política do que dinheiro. Mas lá fora, as perspectivas da Rio 2016 animam empresas. O site Adweek publica hoje, por exemplo, uma matéria sobre a expectativas da NBC, que espera faturar 1 bilhão de dólares a mais do que ganhou em Londres 2012. Segundo Seth Winter, chefe do comercial da NBC Sports, neste mês de janeiro, a seis meses da abertura dos Jogos, o volume de vendas já está bem à frente do que alcançou em igual período antes de Londres. "Vamos quebrar recordes de receitas, não há dúvida", diz Winter ao Adweek. Uma das razões do aumento de faturamento é a proliferação de tablets e smarphones, que fará crescer os ganhos com mídia digital. E a NBC vê ainda uma vantagem em relação a Londres:
o Rio está apenas uma hora à frente a Costa Leste dos Estados Unidos, garantindo que grande parte da audiência veja as transmissões ao vivo em horário nobre, o que era impossível com as seis horas de diferença no caso da Inglaterra. "Teremos mais horas de transmissão ao vivo do que em qualquer dos jogos anteriores", revelou o executivo da NBC, sem dar qualquer sinal de depressão e desânimo.

Deu no Conexão Jornalismo: Folha "reforça" ataque pela extrema direita



(do site Conexão Jornalismo)
Os jornalistas, empregados em grandes corporações ou não, vivem hoje um conflito: se defenestram a atividade pelo seu momento pífio e vergonhoso, perigam fazer coro com uma época onde empresas estão na sua maioria indo em direção ao fracasso financeiro e falência. E, se calam para preservar os colegas, acabam fazendo coro com o modelo de negócio que avilta a verdade, a democracia e a própria profissão. A contratação pela Folha de São Paulo do líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri, um jovem com discurso golpista, é a pá de cal em uma atividade que cambaleia e tende a cair. Desprestigia seus profissionais e especialmente o que resta em leitores de massa cinzenta - ou pensamento crítico.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Rio inaugura ciclovia cartão-postal




Fotos Tomaz Silva/Agência Brasil

São 3,9 quilômetros do Leblon a São Conrado. A paisagem da Av. Niemeyer acompanha a rota da Ciclovia Tim Maia inaugurada ontem pelo prefeito Eduardo Paes. Com 435km de pistas, o Rio já é a cidade com a maior malha cicloviária da América Latina. Berlim, com 750km, lidera o ranking. Amsterdã tem 400km mas é a cidade onde é mais intenso o uso de bicicletas: 40% dos deslocamentos nas cidade são feitos em ciclovias.
Em junho, como complemento da preparação da cidade para a Rio 2016, será inaugurada a continuação do percurso que ligará São Conrado à Barra.

Acervo da antiga MTV está abandonado. Jornais e revistas já não guardam todas as fotos que fazem. Memória digital tem futuro?

por José Esmeraldo Gonçalves
Um debate pontua conversas de pesquisadores: o meio digital ajudará a guardar ou tornará mais frágil a preservação da memória visual para as futuras gerações? Há controvérsias. Ao mesmo tempo em que a tecnologia digital amplia extraordinariamente a divulgação em todas as plataformas, persiste uma certa fragilidade na guarda dos arquivos a longo prazo. Os meios de comunicação são dotados de maior estrutura para guardar grandes arquivos, embora procedimentos administrativos em algumas organizações jornalísticas impliquem, em nome da economia, na destruição diária de milhares de imagens (falarei sobre isso logo abaixo). Já a manutenção de arquivos pessoais digitalizados é mais complexa. Nem todo mundo tem condições de guardar centenas ou milhares de imagens. Há coleções inteiras de fotografias nos principais museus do mundo que vieram de álbuns de famílias, de herdeiros ou de amadores que tinham a fotografia como hobby. A tendência é que isso se torne mais dífícil.
Atualmente, cidadãos comuns fazem fotos ou filmes em celulares, como flagrantes em grandes cidades, guerras, desastres naturais ou simplesmente mostram cenas de vida que poderão se tornar valiosos documentos futuramente. Mas chegarão lá?
A cada dia são produzidas bilhões de imagens em todo o mundo. Enormes servidores guardam tais arquivos, a capacidade da "nuvem" parece inesgotável, mas não a confiabilidade, tanto que os técnicos em bancos de dados sempre recomendam a redundância de arquivos. Ou seja, alertam para a guarda de informações, filmes, documentos, textos ou fotos em mais de um dispositivo. Sem falar nas mídias que vão sendo superadas por novas tecnologias, como foi o caso do velho disquete, tornando mais complicada para muita gente a recuperação de imagens antigas.
Memória digital custa dinheiro. Daí, há jornais e revistas brasileiros que arquivam cerca de 15% a 20% por cento do material fotográfico que produzem. O resto é apagado. Em certa época, a redação de uma revista que guardava em CD, como back up, tanto as fotos escolhidas quanto as não publicadas, recebeu ordens expressas para quebrar os discos rumo ao lixo, sob a alegação de falta de espaço para guardá-los.
Segundo algumas normas internas vigentes, de cada matéria são lançados nos bancos de imagem as fotos publicadas e mais algumas algumas poucas consideradas representativas. Exemplificando: se fosse feita hoje, a famosa foto de Che Guevara por Korda poderia ser destruída pelo jornal cubano que a rejeitou inicialmente. Quando o material foi revelado e copiado em um contato, o editor não utilizou a imagem de Che naquele ângulo e naquela expressão que a tornaria célebre. Selecionou outra e mandou para o arquivo os demais negativos do filme de Korda. Só posteriormente, a foto de Che ilustrou outra matéria, ganhou visibilidade e virou cult. Hoje, teria sido vítima da tecla "delete". Pelo mesmo raciocínio centenas de fotos de Roberta Capa teriam se perdido. A maioria das suas imagens da Segunda Guerra, da Guerra da Indochina, além de cenas cotidianas da Europa, não foram publicadas como registros de atualidades mas ficaram guardada entre as "sobras". Hoje, seriam digitalmente guilhotinadas.
O Portal Imprensa publicou ontem uma matéria sobre o acervo da extinta MTV, que estaria apodrecendo, sem manutenção, no antigo prédio do canal, em São Paulo. Fitas antigas e imagens digitalizadas vão, aos poucos, se perdendo. Segundo a colunista Keila Jimenez, do portal R7, vez ou outra alguém consegue acesso ao material e resgata trabalhos, como foi o caso da dupla de humoristas Hermes e Renato, que salvou programas antigos e os lançou na internet. A Editora Abril, que foi dona da MTV, vendeu o canal e tentou negociar o acervo com a Viacom, nova proprietária. Questões contratuais, valores e direitos autorais vencidos, em alguns casos, teriam inviabilizado a negociação. Enquanto isso...

Artista plástica recebe aplausos e críticas ao reproduzir close de quadro célebre no Museu D'Orsay

Reprodução

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por Jean-Paul Lagarride
O tempo é de bombas que matam mas símbolos da vida continuam a chocar. Na semana passada, a
artista plástica luxemburguense Deborah de Robertis caminhava pelos salões do Museu D'Orsay, em Paris, quando se aproximou do quadro "L'Origine du Monde" de Gustave Courbet, sentou-se no chão, de costas para a obra, levantou o vestido dourado e exibiu a mais autêntica fonte de inspiração de Courbet. Apropriadamente, denominou sua performance de "O espelho da origem".
Reprodução Facebook Perseus
Deborah executou sua ação artística ao som da Ave Maria, de Schubert, interpretada por Maria Callas. Não há como negar: todos os elementos envolvidos são de muitíssimo bom gosto. O que não impediu, entretanto, a reação dos guardas do museu. Deborah recitava um poema ("Eu sou a origem/Sou todas as mulheres./Tu não me viste./Quero que me reconheças./Virgem como a água criadora do esperma".) quando foi detida.
O processo foi arquivado e a justiça advertiu a artista plástica
VEJA O VÍDEO (PARA MAIORES) COM A CENA COMPLETA E REAÇÕES DO PÚBLICO, CLIQUE AQUI