domingo, 19 de julho de 2009

Muggiati em Floripa

Os blogueiros do Panis estão convidados. Mas dessa vez Roberto Muggiati, um dos autores do Aconteceu na Manchete, vai a Floripa onde lança o livro Improvisando Soluções - o jazz como exemplo para alcançar o sucesso. E faz palestra, com direito a Hermeto Pascoal na preliminar. Explica-se: na mesma programação, o bruxo dará uma oficina para os sortudos catarineses.

Lunáticas







Amanhã, 20 de julho, é a data: há 40 anos, o homem pousou na Lua. A segunda foto, no alto, mostra Neil Armstrong, o deserto lunar e a "pata" da Águia, a nave. A terceira, foto tirada pelo comandante da nave, Armstrong, mostra Aldrin, o simógrafo, em primeiro plano, a bandeira dos Estados Unidos, ao fundo, a Águia, e, mais ao fundo, a câmera de TV sobre um tripé. Até aí, tudo bem, história pura. Duro é aturar a placa que os astronautas deixaram lá em nome da humanidade. É assinada por Richard Nixon, vejam na reprodução. O texto avisa a um eventual ET que homens do planeta Terra foram à Lua em missão de paz. Será verdade? Humm, tenho dúvidas. E Nixon era lá homem de palavra? Uma das suas características mais marcantes era mentir prá caramba. Mentiu sobre Watergate, mentiu sobre o Vietnã... Alguém avise aos Ets que aqui na Terra o jamegão do ex-presidente tem credibilidade zero. E era pinóquio bem antes da ida da Apolo à Lua. Em 1960, os publicitários de John Kennedy usaram na campanha a fama de mentiroso do candidato republicano. O anúncio, reproduzido no alto, ficou famoso. A frase Você Compraria um Carro Usado deste Homem? grudou em Nixon como superbonder até o fim da vida. É mentira, Terta?



Domingo é dia de futebol... duas frases de craques (do Museu do Maracanã)



É dia de futebol mas não necessariamente dia de craques. Os candidatos a craques de hoje deveriam obrigatoriamente dar uma passadinha no Museu do Maracanã antes de entrar no gramado. Assim como quem não quer nada, pisar no cimento onde estão as marcas dos pés de Garrincha, Pelé, Didi e Nilton Santos. Disfarçar e espiar de leve as fotos dos gols de Zico, Roberto Dinamite, Quarentinha, observar com o canto do olho, muito justamente envergonhados e levemente ruborizados, as fotos de times com Brito, Belini, Barbosa, Almir e Vavá. Só então, assim inspirados, sairiam de mansinho e seriam autorizados a entrar no vestiário que essas lendas de chuteira frequentaram.

sábado, 18 de julho de 2009

O passado continua presente

O passado continua presente, apesar de acharem que o passado está morto. Não, não é bem assim. Nos idos da "Guerra Fria, entre os EUA e a UNIÃO SOVIËTICA, os "esquerdistas e "progressistas"dos paises do Terceiro Mundo, mantinham 24 horas por dia, terriveis campanhas políticas contra o "Grande Satã", como era chamado o EUA pelos ativistas leninistas-marxistas.
Nessas campanhas, o grande mote era a frase já por demais explorada e conhecida: "O capital colonizador americano", ou "O capital espoliador americano", mais "Fora FMI" ou a que soou mais nova: "A evasão de capitais brasileiros para o exterior". Essas frases apareciam pintadas nos muros das Universidades, nas Avenidas, emfim em todas as cidades metropolitanas do país, isso sem falar nos pequenos comícios, em praças públicas, realizados pela extrema esquerda, ou nos jornais editados pelos partidos comunistas.
O "Grande Satã" demonizava o mundo na visão dos agentes de esquerda. Mas, o tempo passou, a "Guerra Fria" acabou, Os dois grandes países passaram a se entender e através do diálogo, ensarilharam as armas e o mundo passou a respirar aliviado. Os dois gigantes mundiais resolveram as suas dúvidas e o caminho da paz foi encontrado.
Ora, diante da paz consertada, como ficaram os nervosos e virulentos "progressistas" e "esquerdistas", ferrenhos inimigos de morte do "Grande Satã"?
Descobriu-se mais tarde, que alguns escolheram Nova Iorque para morar. Outros foram encontrar em Paris a sua nova residência de paz, enquanto para alguns Londres foi o lar ideal para viver.
Uns dois ou três idealistas foram buscar em Moscou o seu espaço. Afinal, não era Moscou o centro do socialismo real?
Se era ou não, o importante é que, irônicamente, os EUA, hoje, se preocupam em implantar uma política de governo mais voltada para os problemas sociais do que quando era chamado pela esquerda mundial de o "Grande Satã". Esse avanço é tão grande que esse país, hoje presidido por um negro, Barak Obama, consegue passar, no Congresso americano, uma Lei, que cria um Plano de Saúde Pública, que irá beneficiar mais de 40 milhões de americanos que nunca gozaram desse benefício.

Inverno, julho de 2009
deBarros

A bolha

O Brasil vai bem, obrigado - garantem economistas, políticos da grande aliança do Governo e ainda nossos interlocutores internacionais. Divulgados no último dia 14, os números do IBGE são mesmo auspiciosos : a expansão do comércio varejista em 20 dos 27 setores analisados e a queda da inadimplência (22%, em junho) fazem prever uma retomada otimista da economia. Parece que estava certo o Cara, quando previu aqui apenas uma marolinha!!

Enquanto os de cima comemoram, os do meio compram. Nunca antes na história desse país se viu tanta gente nas filas por um carro Zero. Com o IPI sentado no banco de reserva, juros mais baixos (há anúncios até de taxa zero) e financiamentos que podem chegar a 80 meses, a festa parece garantida. As montadoras não perderam tempo: no dia seguinte, o presidente da Renault-Nissan para a América Latina anunciava que vai dobrar sua participação aqui, enquanto a GM promete investir 2 bilhões de reais na fábrica brasileira.

Sem querer bancar Cassandra, dá medo pensar num modelo de crescimento alicerçado na indústria automobilística. São milhares de empregos, é verdade, famílias cujas rendas precisam ser preservadas. Mas precisa ser automóvel?? Depois de São Paulo, o Rio corre o risco de virar um engarrafamento permanente. Poluição recorde. E os carros usados que ninguém mais quer ? Vão virar sucata onde, na Lua? Quem não puder agüentar os financiamentos, devolve o carro, e fica com a dívida impagável?

Nos Estados Unidos, a bolha imobiliária criou a ilusão de falsa riqueza. Até estourar. Aqui, corremos o risco de, uma vez vencidas as próximas eleições, sermos apanhados pela rolha automobilística. Bem, talvez eu diga tudo isso por despeito. Afinal, comprei meu carro Zerinho, em setembro, um mês antes da farra dos incentivos!! Bem feito, para mim que não pensei no Planeta, nem no Brasil.

Lenira, a jurássica


Mais Billie Holiday

Caros blogueiros do Panis, Roberto Muggiati indica, abaixo, outros links para vídeos selecionados da miss Holiday. Aproveitem:

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Exclusivo: o jornalista Roberto Muggiati é flagrado ao lado de Billie Holiday no Telezoom, Leblon



Essa as revistas de celebridades perderam. Billie Holiday foi vista ontem à noite no Leblon. Mais precisamente, no Espaço Telezoom, na rua Dias Ferreira. A cena chamou a atenção de cerca de 50 pessoas. E causou muita supresa. Imaginava-se que a cantora tivesse falecido no Hospital Metropolitano de Nova York, na manhã de 17 de julho de 1959, há exatos 50 anos. Mas foi Billie Holiday, em som e alma, que chegou ao Telezoom por volta das oito horas da noite, levada pelo jornalista, escritor e músico Roberto Muggiati, com quem tem um visível caso de amor - os amigos dizem que é paixão bem resolvida - há décadas. Billie quase não falou, preferiu cantar. Muggiati foi seu competente porta-voz. Leblon é território de paparazzi, mas a única fotógrafa a registrar essa noite de blues e do jazz foi Jussara Razzé. O Panis pagou caro pela exclusividade, mas valeu o investimento. Veja as fotos. E Jussara ainda cedeu à TV Panis, que pode ser acessada no campo à direita, um clipe emocionante que registra a noite em que Billie Holiday reinou no bairro que já foi do Cazuza.
Durante duas horas, Muggiati falou sobre a vida e carreira da amiga, seus dramas, suas fraquezas, sua incomparável voz. "Não diria que Billie é a maior cantora do mundo. Não sei bem o que significa ser a maior. Diria que ela é única", situou o jornalista, com maior precisão. Billie, ao lado, nada comentava, apenas, para deleite da plateia, ilustrava a palestra do amigo com algumas das canções que ele citava. E emocionou. Como quando soltou a voz em Lover Man, balada escrita para ela sobre uma mulher que não conheceu o amor. Muggiati falava sobre os amigos da cantora, enquanto Valéria Martins jogava no telão trechos de filmes e raras gravações de show. Em um dos filmes, de 1947, Billie aparece ao lado de Louis Armstrong. A platéia viu em Muggiati uma ponta de ciúme quando ele chamou a atenção sobre olhares nada musicais, mas de admiração e cobiça, que Armstrong dirigia à cantora. Um amigo jornalista, cansado do chavão "imperdível" para definir espetáculo idem, passou a adotar nos seus textos o adjetivo inexplicável, que considerava vários degraus acima do reles imperdível. Pois a presença da Billie Holiday no Telezoom foi inexplicável. Os jornais de hoje devem estar falando dos tais 50 anos da morte de Billie. Esqueçam. Perguntem a Renato Sérgio, Lenira Alcure, João Luiz Albuquerque, Maria Alice Mariano, Dalce Maria, Ana Lúcia Bizinover, Ana Beatriz, Jussara Razzé, Regina Lins e Silva, Valéria Martins...
Billie vive, eles viram.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Billie Holliday por Muggiati

"É nóis, intera aqui gente boa"

Ontem ao sair de casa fui abordado duas vezes antes da esquina. Em ambas, ouvi alguém conjugando o verbo inteirar. Na primeira, um garoto me pediu um trocado para "interar" um pão com manteiga. Dei lá um real. Na segunda, uma senhora me pediu algum para "interar" a passagem, nessa passei. A minha cota para "interar" já estava passada. A governo não "intera" a chamada dívida social mas nós não fazemos outra coisa a não ser "interar" plano de saúde, condomínio, supermercado, farmácia. Os políticos "interam" o salário com gratificações, mordomias e tudo pago e nós "interamos" impostos. Enquanto "interam" comissões e jabás, nós "interamos" taxas bancárias. Eles "interam" o dinheirinho que falta para para o tour na Europa e nós "interamos" o vale-transporte. A turma lá "intera" a grana para terminar o castelo, a mansão no lago ou a casa de praia e nós aqui "interamos" o alugel ou a prestação da casa própria. Se o cartão de crédito estoura, eles pedem ao Agaciel para "interar" e nós "interamos" os juros do empréstimo para "interar" as contas. É nóis! Tá beleza!

Negócios da China

Quer um emprego mole? Monte uma agência de risco ou de acompanhamento da economia global, faça previsões, projeções ou seja comentarista. Você só tem que pesquisar alguns números, conversar com o "mercado", tomar uns uísques com uns especuladores, papear com alguns ex-ministros que geralmente fracassaram quando estavam no comando da economia, tirar conclusões ou várias para, se errar no varejo, acertar no atacado. Depois disso, rabisque uma futurologia qualquer e mande divulgar no jornal ou na TV. Ohhhhhh! Ahhhh! Você será paparicado, convidado para participar de debates, entrevistas e palestras para investidores minoritários de grandes corporações, justamente aqueles que geralmente são os primeiros a dançar na fusões ou crises, sejam as fabricadas ou as verdadeiras. Algumas semanas ou meses depois a realidade mostra que suas previsões estavam furadas? Não tem problema, a imprensa já esqueceu, você já estará em outra montando novas projeçoes que também terão prazo de validade precário e credibilidade mutante. Sem problemas. Se alguém reclamar, apele para o chavão: "minhas análises são uma fotografia do momento". Ninguém, nem o "mercado", a palavrinha que é empregada para explicar tudo, vai lhe cobrar nada ou lembrar que você manipulou números e tirou conclusões apressadas ou intencionalmente erradas. Muita gente já usou suas previsões para especular e faturar em cima de investidores crédulos. Já reparou como o "mercado" desaba diante de uma "notícia ruim" divulgada hoje e amanhã, embora persistam os efeitos "terríveis" da mesma "notícia ruim" bolsas e bolsos se recuperam sensacionalmente?
Pois é, estou falando tudo isso porque acabo de ler no jornal que o PIB da China cresceu mais de 7% no último trimestre. Ué? Não falaram que os chineses, "motor do planeta", estavam tirando o cavalo da chuva e andando pra trás? Ah, entendi, foi mal, aquela era a "fotografia de um momento". A fila dos otários já andou.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Da banca do tempo


Para compensar um pouco o post quase deprê aí embaixo, taí o que se chamava antigamente de "colírio'. Para as novas gerações, essa beleza aí é a Rose di Primo, assim descoberta cavalgando uma motoca em frente ao Castelinho, point (quando a expressão nem era usada) ali de Ipanema, nas quebradas do Arpoador. Da capa da Manchete, no comecinho dos anos 70, a carioca virou modelo requisitada e sex symbol da vez. A bela Rose estaria hoje rendida à fé e recolhida à paz de um sítio. Bom, sabe-se lá, deve ter suas razões. Mas a antológica capa da Manchete não se recolhe e aí está pendurada na nostálgica banca de revistas deste Panis virtual.

Os nossos Madoffs unidos jamais são vencidos

Bernard Madoff, o banqueiro americano que lesou investidores (em 65 bilhões de dólares) com uma espécie de "pirâmide", já foi julgado, condenado a 150 anos e chegou ontem a uma prisão na Carolina do Norte. Receberá liberdade condicional, se tiver bom comportamento, apenas em 2039. E vai trabalhar na prisão caso tenha boas condições físicas. Alguma semelhança com um certo território sem lei aqui bem abaixo da linha do equador? Madof tinha poderosos representantes no Brasil e alguns empresários e socialites tupiniquins queimaram dinheiro nessa fogueira. Aparentemente, e prudentemente, os jornais não mais falam sobre esse braço local da pirâmide". Volta e meia a Polícia Federal joga uma rede sobre os tubarões graúdos nacionais. Geralmente, dá em nada. Os nossos Madoffs unidos jamais são vencidos. Ganham as liminares de praxe, a mídia esquece o assunto e bola pra frente. Se, por exceção, um ou outro for condenado e finalmente preso, ganhará a confortável "prisão domiciliar". Se ficar em cana, o que não aconteceu em casos desse tipo, terá o benefício de cumprir um sexto da pena (que, no Brasil, duvido que passasse de 8 ou 10 anos) e vai pra rua logo, logo. Consuminos tanto os bons exemplos da "ficção" do país do Obama, Hollywood, jazz, rock etc... que podíamos importar um pouco da "realidade" deles.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Woodstock, o livro




Com tradução do jornalista Jamari França, repórter e crítico de música que trabalhou na revista Manchete nos anos 80, está na praça o livro Woodstock - quarenta anos depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá (Agir). "Quem esteve lá" foi Pete Fornatale, radialista, autor de livros sobre música e cultura pop, como The story of rock'n roll e The rock music source book. Fornatale conta como o festival, realizado entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969, por pouco não foi considerado uma calamidade pública e dispersado pela Guarda Nacional. O radialista e escritor entrevistou mais de cem pessoas entre artistas, espectadores e pessoal da produção, Joe Cocker, Joan Baez, Santana... Certamente há muitas versões sobre Woodstock, dependendo do que a testemunha ocular ingeria, fumava, mascava ou bebia na época. Foram três dias de sexo e drogas, 32 shows, lama e chuva. E política. O festival não inventou a oposição à guerra do Vietnão, por exemplo, então uma grande bandeira, mas deu visibilidade e voz à luta pelos direitos civis, ao fim da violência, do individualismo, promoveu um congraçamento racial, coisa que o conservadorismo americano abominava na época, e deixou rolar muita loucura. No seu depoimento, Santana conta: "Eu estava chapado de mescalina porque me disseram que eu só ia tocar às duas da manhã. Assim que tomei o lance e comecei a pirar, subimos, eram duas da tarde". E, mesmo assim ou por isso, foi a performance de Santana em Soul Sacrifice que o tornou famoso naquela tarde. E quem não se lembra da recriação gritada de Joe Cocker para With a Little Help from my Friend, de Lennon e McCartney, até hoje apontada como uma espécie de logotipo sonoro e hipnótico de Woodstock. (Nas reproduções, imagens de divulgação: a capa do livro e fotos de Santana e Joe Cocker, da Warner Bros.)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

...E nasceu Michael Jackson

Michael Jackson era um gênio da música popular? Era! É inegável reconhecer nesse jovem americano a sua genialidade manifestada na música popular e artística norte americana.
Compositor, cantor, dançarino enfim o astro perfeito, porque não bastavam todas essas virtudes simplesmente, ele as praticava com o toque de gênio, com a perfeição do esteta, com a habilidade do artista na sua mais alta interpretação. Não seria exagero se dissermos que Michael Jackson, além de ter sido esse gênio da música "Pop", foi, também, um revolucionário na música americana.
Se ele na sua vida como artista se superou, como um homem simples despojado dessa genialidade não foi tão perfeito como poderia se esperar mas, por sorte sua e dos seus admiradores, para o mundo, o gênio superou o homem.
Mas, Michael Jackson teve um Joseph na sua vida. Na verdade, seu pai. Se, como ele conta, Joe Jackson foi para ele e para os seus irmãos não somente pai mas também um verdadeiro carrasco, que não perdia oportunidade, nos exaustivos ensaios de canto a que eram submetidos, para de cinto nas mãos, espancá-lo e a seus irmãos, exigindo dedicação e qualidade, além de perfeição.
Sob essa forma nasceu o Jackson's Five. E com o Jackson's Five nasceu o o gênio Michael Jackson.
Tudo isso leva a pensar que Joe Jackson, na verdade, estava fazendo o grande investimento de sua vida. Percebendo a vocação dos filhos e muito mais na do menino Michael, tratou de prepará-los para o futuro, pensando muito mais no Michael, no gênero "Pop" da música americana.
Se a intenção de Joe Jackson, realmente, era essa, então ele acertou em cheio. Apostando na vocação do menino Michael, jogou alto. Pode não ter ganho no conceito e no respeito que a sociedade tem do que seja o comportamento de um pai para com os seus filhos mas, ganhou na premonição de que tinha em suas mãos, no seu filho Michael Jackson, um verdadeiro gênio musical dos tempos modernos.
Agora, que julguem Joe Jackson para o bem ou para o mal, mas a verdade é que, por causa dele, o mundo pôde ter um Michael Jackson.
Inverno, julho de 2009
deBarros

Coração Vagabundo


Vem aí, com estréia prevista para 24 de julho, o documentário Coração Vagabundo. É sobre ele, o filho da dona Canô, Caetano Veloso. Com direção de Fernando Groistein, o filme promete mostrar o baiano na intimidade, alegre, triste, pelado, contando piadas, refletindo, caetaneando, ao lado de personalidades como Pedro Almodóvar, Antonioni, David Byrne e Gisele Bundchen. Produzido por Paula Lavigne e Raul Dórea, o filme reúne imagens captadas durante turnê por São Paulo, Nova York, Tóquio e Kioto. Sobre o documentário, o próprio fala: “Não gosto de ser filmado e, depois que envelheci, nem mesmo de ser fotografado, mas gostei muito do filme porque achei que ele foi fundo em coisas importantes. Esse Coração Vagabundo é especialmente afetivo e termina por tocar em pontos muito relevantes”. (Foto de divulgação/Paramount Pictures Brasil)


domingo, 12 de julho de 2009

Silvio Berlusca, o terrível

Esse Berlusconi deve estar se inspirando nos imperadores romanos. O cara apronta. Agora é a prostituta Patrizia D'Addario quem entrega o primeiro-ministro. Ela acaba de contar ao  jornal La Repubblica que se recusou a  passar uma noite com o político porque no quarto havia outras prostitutas... e ela não gosta de orgias. Patrizia não quis dormir no Palazzo Grazioli, em uma cama "enorme" que foi presente do russo Vladimir Putin, porque haveria uma superpopulação no leito "imperial": pelo menos outras cinco ragazzi estariam lá. Ou seja, as prostitutas mais profissas já não conseguem acompanhar o embalo do Silvio.  

O "moonwalk" de Barrichello

Barrichello largou bem no GP da Alemanha mas acabou em sexto. Normal. Antes da prova, o piloto anunciou que, se vencesse, comemoraria a vitória no pódio fazendo o passo "moonwalk" a la Michael Jackson. Comentário no "pit stop": andar de ré é com ele mesmo...

Serviço de Utilidade Pública do Panis

Para aqueles que gostam de tomar umas, este site é de extrema importância. Se você gosta de chopp Brahma (para mim, um dos melhores), não pode deixar de conhecer esse endereço. Ele facilita sua vida na hora de encher a cara. Naqueles dias em que você está pra baixo, querendo beber para esquecer e não quer correr o risco de perder o caminho de casa, o ideal é beber pelas redondezas, onde provavelmente já é conhecido, e alguma alma bondosa o levará em segurança para o aconchego do lar. Se for este seu caso, o site disponibiliza o endereço dos bares mais próximos (duvido que você não conheça todos, enfim...).
Se a questao é comemorar com amigos e amigas - o quanto mais longe de casa melhor -, ele também fornece os endereços e a rota a ser seguida... pelo táxi, claro, pois tenho certeza que os frequentadores deste blog são todos pessoas responsáveis que não dirigem após beber...
Clique no link abaixo:
Beba sem moderação mas vá (e volte) de táxi!

De olho na ragazza


Scenes from the G-8

An aide removes a place marker from beneath the feet of Canadian Prime Minister Stephen Harper. Waiting beside him are: Japan's Prime Minister Taro Aso, President Obama, French President Nicolas Sarkozy and Berlusconi.
Jason Reed / Reuters -An aide removes a place marker from beneath the feet of Canadian Prime Minister Stephen Harper. Waiting beside him are: Japan's Prime Minister Taro Aso, President Obama, French President Nicolas Sarkozy and Berlusconi.
(A reprodução acima é do site da Time. Depois do episódio da brasileira que despertou as atenções de Obama e Sarkozy, agora a turma toda parou para ver - e não se dignou a ajudar - a ragazza retirar as folhas de papel que marcavam o lugar de cada um para a foto oficial)


Francis por Nelson Hoineff

O documentário Caro Francis, de Nelson Hoineff, rendeu fortes debates no Festival de Cinema de Paulínia (SP). Como, aliás, não poderia ser diferente, tratando-se do falecido Paulo Francis – um dos mais polêmicos e irascíveis jornalistas brasileiros. "Desenhei alguns 'nós' de Francis", diz o diretor, mencionando fatos relevantes que marcaram a trajetória profissional (e passional) do jornalista. Questionado em vários aspectos sobre o acento "melodramático" de determinadas cenas ou sobre a omissão de alguns desafetos do jornalista no documentário, Hoineff deixou claro que ninguém passa impunemente se o assunto é Paulo Francis: "É sim um filme afetuoso, mas não esconde os dois lados da questão". Nelson trabalhou na extinta Rede Manchete onde criou e dirigiu, entre outras produções, o jornalístico Documento Especial. Recentemente lançou o Alô, Alô Terezinha, o primeiro documentário sobre Abelardo Barbosa, o Chacrinha, premiado no festival Cine-PE 2009.

sábado, 11 de julho de 2009

Exposições: Chagall, Kandinsky e o olhar de um fotógrafo da Manchete sobre o Louvre


Duas exposições em cartaz no Rio merecem uma boa olhada: Virada Russa, no Centro Cultural Banco do Brasil e O Louvre e seus visitantes, no Museu Nacional de Belas Artes, com fotos de Alécio de Andrade (1938-2003), fotógrafo que foi da Manchete - tendo atuado como correspondente da revista em Paris por muitos anos, a partir de 1966 - e da célebre Agência Magnum, de Henri Cartier-Bresson.
A primeira, reúne mais de 100 peças pertencentes ao acervo do Museu de São Petersburgo. Há obras de Chagall e Kandinsky, do período da Revolução Russa de 1917.
A segunda mostra em preto e branco, ações e reações dos visitantes do museu parisiense diante das obras de arte. Alécio de Andrade captou tais imagens por mais de 30 anos, desde 1964. As duas exposições estão abertas também aos sábados e domingos (a partir de meio-dia).
Além disso, a visita ao centro da cidade nos fins de semana é um bom programa. Acima, a foto de Alécio de Andrade (de divulgação da exposição) mostra a compreensível reação dos seus dois filhos, Balthazar e Florêncio, diante do quadro A Grande Odalisca, de Jean-Auguste-Dominique Ingres.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Twitter causa briga

Este blog falou no twitter e também em deputados brasileiros que tentam censurar a internet. Pois li que no Açores houve essa semana um briga de deputados no plenário porque enquanto um político discursava outros ficavam twitando e debochando do cara que falava. Alguém dedurou a turma, o tal deputado desceu da tribuna e foi tomar satisfação.

Uma câmera na mão, uma idéia no You Tube

Em 2006, a americana Anna Sophie Lowenberg postou no You Tube um vídeo sobre suas experiências na China, seus namorados, amigos, contatos com operários e jovens artistas. Recebeu, em pouco tempo - e o site nem era tão acessado como é hoje -, cerca de um milhão de visitantes. Com o sucesso, partiu para uma serie on line, com produção mais caprichada. Anna Sophie é a estrela e realizadora da Sexy Beijing, novelinha que ela mesma compara com um espécie de Sex and the City, em versão chinesa. O que isso quer dizer? Que o You Tube abre seu foco. Muito além de divulgar curiosidades, álbuns de família e bizarrices, é veículo para cineastas e videomakers. Você tem um projeto, tentou transformá-lo em realidade e levou um chá-de-cadeira na antessala de um chefão da TV aberta ou a cabo? Esqueça o esquemão. Faça sua mídia.

é brasileira!!!!!

Notícia de última hora: a morena que Obama e Sarkozy "conferem" durante a reunião do G-8 (foto em post abaixo) é brasileira, chama-se Mayara Rodrigues Tavares, tem 17 anos e é carioca. Irreverência à parte, ela tem outros e elogiáveis méritos. Estava lá como representante do Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância. Nascida e criada na comunidade Barro Vermelho, em Santa Cruz, Mayara participou de uma pesquisa da Unicef sobre os direitos de crianças e adolescentes carentes em todo o mundo, chamada Plataforma dos Centros Urbanos Brasileiros, e foi, em seguida, selecionada para a reunião do G-8. Não era, ao contrário do que muito pensaram antes, uma reles "patricinha" ou filha de um embaixador mané qualquer. Respeito, pois.

Camelô da notícia

Ontem, foram regulamentadas as profissões de motoboy e mototaxista. Perfeito. Junto com o reconhecimento da profissão virão medidas de segurança que beneficiarão os usuários. Pouco se fala, mas nesse momento o exercício do jornalismo não dispensou apenas o diploma. Trata-se de um profissão desregulamentada. Até que sejam aprovados, se o forem, projetos recém-apresentados, a época é do sem lenço, sem documento e sem regras.