sábado, 6 de outubro de 2018

A eleição da fake news...


Capas falsas de Veja, Época e Exame circularam durante a semana nas redes sociais. Segundo as montagens, o diretor da OEA, Gerardo de Icaza, denunciava esquema de fraudes nas urnas eletrônicas para beneficiar Fernando Haddad. O próprio Icaza desmentiu no twitter a mentira eleitoral.

Fake news, usos de robôs, contas falsas, invasão de contas, ofensas, ameaças e difamação congestionaram as redes nas últimas semanas.

Há alguns meses, Luís Fux, então presidente do TSE, botou força na peruca disse ter montado uma força-tarefa para combater fake news em campanhas eleitorais. Anunciou parcerias com empresas de tecnologia e garantiu que a estratégia de notícias falsas como marketing político podia levar até à anulação de candidaturas.

Pelo jeito, a luta contra fake news era fake news.

Hoje, o Globo informa que o Ministério Público Eleitoral planeja acionar o WhatsApp "para que adote procedimentos que permitam direito de resposta a fake news propagadas pela plataforma".

Qualquer um que não more em Marte já sabia que o WhatsApp, com 120 milhões de usuários no Brasil, é o canal preferido para propagação de mentiras, mas as autoridades descobriram isso agora.

A campanha pode até acabar amanhã e o MPE ainda "planeja" medidas para o segundo turno.


2 comentários:

J.A.Barros disse...

Assistimos nestas eleições a guerra dos "fake news ". Não repassei nenhum deles que recebi, porque acho que é uma guerra suja e mentirosa. Nenhum deles vem baseado em verdades. Só mentiras.

Rick disse...

Falou bem. Essas mentiras resultaram em votos. Lamentável.