segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Exposição do fotógrafo Renato dos Anjos, que foi colaborador da Manchete, em Nova York, revisita os Anos 80. Mostra, que será aberta nesta quinta-feira na galeria Saddock 207, em Ipanema, é puro clima "disco"

A fota acima foi publicada no Globo, hoje, na coluna Gente Boa, de Cleo Guimarães, com uma chamada para a exposição do fotógrafo Renato dos Anjos, que será aberta a partir dessa quinta-feira, em uma nova galeria carioca, a Saddock 207. em Ipanema. A mostra "Anjos 80" já esteve em cartaz recentemente, em São Paulo. Como sugere o nome, trata-se de uma viagem ao final da década de 1970 e meados dos Anos 80. Morando em Nova York, na época, Renato dos Anjos, que um pequeno equívoco no texto reproduzido chama de "Roberto" dos Anjos, foi um dos colaboradores acionados pela Manchete na Big Apple. Ela trabalhou também para a Vogue, Folha de São Paulo e revistas francesas. Eram os tempos disco do Studio 54, das casas de Ricardo Amaral, Club A, Alô, Alô. Foi ao cobrir uma temporada de Roberto Carlos em NY para a Manchete que o fotógrafo apresentou Dustin Hoffman ao cantor brasileiro, em 1981. Entre outras 40 imagens da exposição de Renato dos Anjos estão celebridades internacionais, como Frank Sinatra, Andy Warhol, Brooke Shields, Jack Nicholson, Mick Jagger, Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Caroline de Monaco e Valentino. Entre os brasileiros fotografados no clima novaiorquino, nomes como Pelé; Sônia Braga e Luiza Brunet.
Exposição "Anjos 80": Rachel Welch em foto de Renato dos Anjos

Brookr Shields na exposição  "Anjos 80, na galeria Saddock 207, em Ipanema. Foto de Renato dos Anjos. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Fotomemória da redação:Manchete flagrou um antigo personagem carioca...

Cena carioca.Se as bancas de jornais estão hoje desaparecendo ou se transformando em lojas improvisadas, o personagem da foto publicada em março de 1953 já virou memória do Rio há muito tempo. Era uma época em que a lei era branda com o trabalho infantil. O pequeno jornaleiro acima já pensava em reforçar o faturamento e era, também, dublê de engraxate. Enquanto esperava freguês lia sobre Luz del Fuego, a celebridade do momento, assunto da primeira página. À Manchete, o menino declarou que queria ser jogador de futebol, motorista ou "aprender um ofício". Que a vida lhe tenha dado a dignidade sonhada.

Lançamento de coletânea "O Meu Lugar", sobre os bairros do Rio, movimenta a Livraria Al-Farabi...






O lançamento de "O Meu Lugar" movimentou ontem a Livraria Al-Farabi, na Rua do Rosário, no Centro Histórico do Rio. Com crônicas de 34 escritores, jornalistas, pesquisadores e compositores, a coletânea tem seu título e alma inspirados na música "O Meu Lugar", de Arlindo Cruz e Mauro Diniz, sobre o bairro de Madureira. Cariocas e adotados pela cidade escrevem sobre os territórios que marcaram suas vidas. Organizado pelo historiador e escritor Luiz Antônio Simas e pelo jornalista e escritor Marcelo Moutinho, o livro revisita universos como Tijuca, Estácio, Madureira, Ipanema, Leblon, Realengo, Bangu e Botafogo.
Entre os autores, pelo menos quatro jornalistas que passaram pela Manchete e EleEla, como repórteres ou colaboradores. Álvaro Costa e Silva, o Marechal, no capitulo "O Castelinho de Lili", sobre a Glória; Fernando Molica, sobre Piedade;  Hugo Sukman, que escreve sobre o Humaitá; e Luis Pimentel, sobre Copacabana. Coube a José Trajano falar da Tijuca, Vila Isabel ficou com Aldir Blanc e Nei Lopes recordou Irajá e Paulo Roberto Pires, Muda e Penha. Rodrigo Ferrari, fundador da livraria e edições Folha Seca, escreveu sobre Maracanã. O compositor Paulo César Pinheiro, autor da orelha, se confessa um andarilho que passou por vários bairros do Rio e agradece aos idealizadores do livro a viagem de relembranças e saudades. O lançamento foi com roda de samba e cerveja, como merece um livro que nasceu em mesa de bar. "O meu lugar" é um lançamento da Mórula Editorial.

O fotógrafo Sérgio Fonseca fez um vídeo da roda de samba na rua do Rosário. 
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sábado, 17 de outubro de 2015

Cicuta "on the rocks"... e de graça.

por Omelete
* Não há nada mais desmoralizado no Brasil do que o 'sigilo' em processos judiciais. Para os políticos, quebra de sigilo só é boa quando atinge o outro. O reclamante da vez é Cunha. Na verdade, há um tráfico de quebra de sigilo em muitos níveis, geralmente estimulado pela mídia com interesses mais políticos do que jornalísticos e determinada por um visível seletividade. Não há sinais de que isso vá mudar. Talvez vá perder intensidade se o golpe vier. Mas a prática está consolidada. dizem que parlamentares pretende legalizar a quebra de sigilo. É sigilo, mas já existe um projeto em andamento, internamente conhecido como a lei do "nem te conto", pronto para ser votado.
* Sigilo quebrado para algumas coisas, sigilo decretado para outras. Finalmente, as autoridades descobriram um jeito de fazer o Brasil melhorar: é só não contar os podres para ninguém. O mérito, naturalmente, é de São Paulo e do governo Alkmin, que inventou a lei do silêncio para vários níveis do seu governo. Segundo a moda, um juiz de Salvador acaba de decretar censura de informações sobre um resgate de trabalhadores escravos em uma fazenda da Bahia. No ano passado, uma associação de empresas imobiliárias já tinha conseguido uma liminar para que o governo federal parasse de fazer a "lista suja", que era a relação das empresas e seus capitães-do-mato que escravizam pessoas em pleno século 21. A partir de agora também está proibido de falar no nome da Princesa Isabel, José do Patrocínio e outros que agiram contra o "mercado" e a "segurança jurídica" e tentaram acabar com a escravidão. No futuro, estarão sob sigilo os nomes dos candidatos a presidente, governador, prefeitos, deputados, senadores e vereadores. Os eleitores votarão apenas em um número que será conhecido apenas pelo TSE. A cédula de votação passará a ser muito parecida com um volante da megassena.
* O Ministério Público Federal instalou inquérito para apurar se FHC, Lula, Collor e o falecido Itamar levaram para casa objetos entregues por Estados estrangeiros em visitas diplomáticas. Por lei, tais presentes pertencem ao cargo e à República não à pessoa física do presidente. Mesmo se for uma cueca, é bem público. Curiosamente, o MPF foi acionado por um coxinha apenas para investigar Lula. Mas o MPF ampliou o leque já que haveria indícios de que há presentinhos em várias casas ilustres. A pergunta que não quer calar; e o popular José Sarney? Esse usava até um prédio público de um antigo convento para guardar suas quinquilharias em uma obscura fundação. Como seu grupo perdeu a eleição no Maranhão, o prédio foi tomado de volta. Nada impede que o ato seja desfeito caso as urnas mudem de ideia em próximas eleições.
* Aliás, criar fundações e institutos é mania que os ex-presidentes brasileiros importaram dos Estados Unidos. Sob o pretexto de guardarem os documentos (historicamente, tais fundações são um engodo porque é claro que o ex vai dar visibilidade apenas aos papeis, gravações e fatos em que saem bem na fita).O lado bom, para eles, é que tais instituições arrecadam um bom capilé de empresas, com providenciais deduções de imposto de renda, que fazem um carinho nas figuras que o eleitor mandou de volta pra casa.
* A julgar pelo que o Vasco está sofrendo das "arbitragens" do Brasileirão, está mais do que na hora de o MPF abrir uma operação Lava-Apito.
* A crise chegou ao bolso de muitas cantoras e cantores. Explica-se: nos últimos 20 anos, o circuito de shows acostumou-se a verbas de estados, prefeituras e Lei Rouanet. Não é pouca coisa. E com a queda de venda de Cds, os shows são a maior fonte de renda da galera. Em datas como São João, Carnaval na época e fora de época, Viradões, aniversário de cidades, inaugurações, feiras, exposições de gado, Verão etc o dinheiro público pinga com facilidade no caixa dos cantantes e claro, funciona como uma bolsa-ídolo que ajuda a pagar mega apartamento e jatinhos,que ninguém é de ferro. E ainda há denúncias de que o cachê dobra quando é pago pelo caixa amigos das  prefeituras. Com a crise, a fonte quase secou e os anos dourados estão temporariamente cinza. Os prefeitos estão segurando a onda. Certos artistas estão arriscando algumas turnês privadas, finalmente, mas aí o buraco é mais embaixo. Se não vender ingresso, o show é cancelado para evitar prejuízo maior.
* Analistas preveem que o Brasil "vai demorar a sair da crise econômica". Tenho dúvidas. Acho que se Dilma cair até segunda-feira, em uma semana colunistas de economia já vão ver sinais de que o país voltou a crescer e passarão a dar "boas notícias".
* Governo alemão teria subornado a Fifa para sediar a Copa de 2006. Volkswagen acelera na fraude mundial. A terra do chucrute e de Einstein descobriu a fórmula matemática mais conhecida como 171x171= 171.
* Nome de uma das empresas do Cunha: Jesus.com. Nem o filho do homem escapou. Aliás, tem muita gente que está com o Cunha e não abre. Ou melhor, abre igreja e conta na Suíça.
* Está no Sensacionalista; "Cunha retira dinheiro da Suíça e investe no Metrô de São Paulo para garantir sigilo absoluto".
* O horário de Verão chegou. A oposição se prepara para tentar impedir a mudança dos ponteiros sob a alegação de que é pedalada para Dilma evitar gastos obrigatórios e prejudicar a arrecadação das distribuidoras privadas.
* Daniella Cicarelli ganhou ação contra o Google pela empresa não ter retirado do ar o famoso vídeo de sexo que um paparazzo divulgou na web. Só que alguns e outros não entenderam bem o espírito da coisa. Com o fim do financiamento privado para campanhas eleitorais, um político planeja armar um flagrante parecido, deixar rolar na rede e depois pedir a devida indenização. Outro quer alugar um galpão, fundar uma igreja e pedir "dízimos eleitorais". Um terceiro pensa em passar a chamar propina de "pirâmide do Bem" e fazer uma corrente entre empresários que têm obras públicas. O quarto não vê motivos para mudar o modus operandi.
* As agências de risco derrubaram a cotação da atriz Marina Ruy Barbosa depois que o jornal O Dia divulgou que ela está namorando um deputado do Tocantins. A atriz se apressou em desmentir. Não se sabe se as agências já lhe devolveram ao nível seguro, classificado de "+bom senso".
* Segundo um advogado de Brasília, deputados e empresários investigados por terem contas não declaradas já têm uma forte linha de defesa. Vão afirmar no tribunal que adversários mal intencionados depositam dinheiro nessas contas em nome deles apenas para prejudicá-los.



sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Netflix vai invadir sua praia...


Assim com o Uber e o Airbnb, o Netflix incomoda muita gente. No caso, TVs abertas e a cabo. Segura aí que a chiadeira vai aumentar. O serviço de streaming mais popular do mundo vai invadir a praia do jornalismo. Leia matéria do Brasil 247, clique no link abaixo: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/200962/Netflix-estuda-investir-em-jornalismo-at%C3%A9-2017.htm

Polêmica em NY: 13 grandes restaurantes proibem gorjeta. Veja como...

Um proprietário de 13 restaurantes de Nova York - Danny Meyer, um líder no setor - revela que sempre ficou indignado pelo fato de garçons receberam gorjetas mas o resto da equipe, cozinheiro, chefs e ajudantes, aqueles que não se aproximam das mesas, ficarem de fora das "tips". Na semana passada, ele proibiu os garçons de receberam gratificação (lá. normalmente, as gorjetas ficam em torno de 20% da conta). Ao mesmo tempo, Meyer deu uma aumento de 20% a todos os seus funcionários e aumentou o preço dos pratos na mesma proporção.
"Nós acreditamos" - justificou - "que a qualidade do serviço depende de toda a equipe". Entidade que reúne donos de restaurantes em NY acredita que a ideia de Meyer  pode influenciar outros proprietários. Já no Brasil, garçons se queixam de que muitos proprietários se apoderam dos 10% normalmente incluídos na conta.

Dá uma olhada no You Tube: o "gigante" acordou e a nova guerra fria esquenta a web...

Enquanto a Rússia dá pau no Isis, internautas fazem circular no You Tube e no Face vídeos que mostram indignação com o Ocidente, que novamente rotula o país como "império do mal".  Não são vídeos oficiais - vê-se pela qualidade em alguns momentos até tosca, um deles com nítidos recursos gráficos amadores, e pela informalidade do "recado" - mas mostram um ponto de vista interno presente no país (Putin tem índices de aprovação acima de 80%), um outro lado que vai muito além da propaganda do Departamento de Estado comumente veiculada pela mídia ocidental. Veja, abaixo, dois desses vídeos.

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Motoristas do Uber fazem greve. Nos Estados Unidos...

Cartaz convoca greve de motoristas do Uber. Reprodução
A questão Uber x Táxis está em evidência em várias capitais do mundo. A web tem forte impacto no modo como as pessoas se relacionam, na geração e circulação da informação, na mobilização de cidadãos e no consumo. Por que não mudaria as relações profissionais e a oferta de serviços? Aplicativos que abrem uma nova modalidade de transporte público, como o do Uber, ou de hospedagem e aluguel de quartos, como o Airbnb, vieram para ficar. Outros surgirão. Mas não que dizer que estejam livres de pressões dos consumidores, quando acharem que não foram bem atendidos, ou dos usuários e motoristas-colaboradores, que começam a reivindicar melhores condições de trabalho. O site Mashable noticia um movimento para deflagrar o que será a primeira greve de motoristas do Uber. E um juiz federal, em São Francisco, nos Estados Unidos, acaba de aceitar uma ação de motoristas do Uber que revindicam aumento na remuneração. Uma organização que se intitula "Uber Liberdade", precisamente a que organiza a greve, pede tarifas mínimas mais elevadas, maiores taxas de cancelamento, opção de gorjeta incluída no app e pagamento de 60% dos custos resultantes de acidentes ou colisões.
Durante a greve, marcada para começar hoje, os motoristas prometem desligar o aplicativo por três dias. O Uber alega que seus motoristas são colaboradores independentes e voluntários. Eles atendem ao aplicativo no momento em que está dispostos a isso.  Uma modalidade informal que, segundo o Uber, dispensaria obrigações ou benefícios trabalhistas.
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Quando a notícia vira meme...

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A jornalista, nos tempos de bancada. Reprodução
A notícia gerou memes na web, como este, acima. Reprodução

RODA G$GANT$ - Mais uma tentativa de transformar parte do Aterro do Flamengo em empreendimento comercial...

Ameaçado: o belo Aterro dos cariocas. Foto de Pedro Kirilos/Riotur

Aterro completa 50 anos mas é um "velhinho" cobiçado. Está sempre na mira de empreendimentos comerciais que sonham ocupar parte do Parque, cobrando ingressos ou "pedágio", claro. Foto de Pedro Kirilos/Riotur


O exemplo equivocado. A roda-gigante London Eye não foi construída em um parque público mas em terreno particular. Reprodução
  
O Aterro comemora 50 anos.  Um marco. Especialmente, porque em cinco décadas sobreviveu a vários ataques predatórios. E esses ataques são recorrentes.
Hoje, a coluna do Ancelmo, no Globo, dá notícia de mais uma dessas ofensivas. Um grupo tenta instalar um mafuá comercial no Aterro. Nada menos do que uma roda-gigante. Um pouco antes da Copa foi feita uma tentativa semelhante. Não se sabe se é o mesmo grupo que, na época, queria bagunçar a praia de Botafogo. Também não faz muito tempo, o concessionário do Rio's (que está devendo o aluguel à Prefeitura, como noticiado) tentou construir uma casa de shows ao lado do restaurante. Nessas investidas, o pessoal demonstra um certo marketing criativo, sempre tentando se associar a um nome ou instituição conhecidos. No caso da casa de shows, o projeto seria do Niemeyer, no fim da vida, ou do seu prestigiado escritório. Felizmente, e até que tentem novamente, o cabaré foi abortado.
Agora, planta-se a ideia da roda-gigante. Segundo a nota, iniciativa de um autodenominado Instituto Lotta (aparentemente recém-fundado, pois informa que ainda está "sendo organizado") e um certo Rio View. O instituto, segundo o Google, apresenta-se como um ONG batizada de Instituto Lotta de Cultura e Recreação, em homenagem a uma das idealizadoras do Aterro. Não sabe quem está à frente, já que a página não tem o tradicional "Quem Somos". Uma busca à Rio View mostra várias referências mas nenhuma relacionada a empresa estabelecida ou nomes de responsáveis. Não foi possível encontrar página ou maiores dados da suposta empresa ou instituição.

Roda, roda, roda e avisa...
Os supostos empreendedores da roda-gigante informaram ao Globo que, no projeto original do Aterro, havia um local para "um grande brinquedo ao ar livre". Um vago argumento. E é até um risco, essa débil sugestão. O "grande brinquedo ao ar livre" poderia ser até um Godzila de 150 metros de altura. O prédio do atual Vivo Rio também estava no projeto original e, ao ser construído, prejudicou a bela perspectiva do MAM. Foi um erro ceder ao apelos comerciais e resgatá-lo fora de época. Já a Marina da Glória era, no projeto original, um ancoradouro público. O propósito foi deformado e, hoje, a Marina privatizada faz tentativas periódicas de construir edificações, shopping, centro de convenções e ampliações das instalações existentes, até com invasão - aparentemente contida, chegaram a cravar até estacas - do espelho d'água da Baía da Guanabara.
Essas tentativas, às vezes travestidas de "boa causa" (uma hora, para 'preparar' a cidade para a Copa ou para a Olimpíada, outra hora "homenagear" Niemeyer e por aí vai), são apenas empreendimentos comerciais com o propósito de privatizar mais um pedaço do Aterro, impedindo a população de frequentá-lo livre e gratuitamente. Nada contra empreendimento comercias, mas há outras áreas mais adequadas na cidade. Se um só desses "projetos" passarem, a porteira estará aberta e outras empreiteiras poderão justamente reivindicar espaço para casas de shows, igrejas, por que não?, circos ou ringues de MMA. Se bobear, vai aparecer gente querendo cercar o Aterro, botar catraca eletrônica e cobrar ingresso. Roda-gigante é a ponta-de-lança do mafuá. Os supostos empresários usam como argumento a London Eye, a roda-gigante de Londres. O argumento é meio colonizado mas vale acrescentar um dado que talvez eles não saibam: a London Eye foi construída em um terreno privado, particular, não se comprometeu um parque público ao instalá-la.
Aqui, quem pensa em comprar um terreno para seu empreendimento se pode tentar ocupar uma área pública?

Saudosa maloca 
A cidade já se livrou de uma espécie maloca ou mafuá: o Tivoli Park, na Lagoa. Claro que  muitos adultos têm boas lembranças dos brinquedos do Tivoli. Mas pergunte a qualquer um que frequente livremente o Parque dos Patins, as ciclovias, os deques (e não é privilégio da Zona Sul, basta ir lá para ver que há cariocas e filhos de outros bairros que desfrutam da bela área pública sem pagar ingresso) se quer trocar tudo aquilo pelo parque privado?
Para finalizar, um pouco de histórias urbanas: nos anos 50, quando da construção do Aterro, tinha dono de jornal sugerindo que, margeando as duas pistas, fosse permitida a construção de prédios residenciais. A "boa causa" era, com isso, vender os novos lotes e arrecadar dinheiro para a construção do parque. A mesma tentativa foi feita, anos depois, quando a Praia de Copacabana foi aterrada e voltou a "sugestão" e o lobby de se erguer mais uma linha de condomínios estilo miami à beira das novas pistas para ajudar a "financiar" a obra. Quer mais? Antes de o belo casarão do Parque Laje ser desapropriado pelo governo federal, uma construtora ligada a um grupo poderoso manobrou para comprá-lo. O projeto era construir no local um... cemitério vertical. São lembranças de velhos cariocas apoiados por antigas coleções de jornais da época.
Área livre no Arco Rodoviário
Que o Aterro, portanto, resista a mais essa nebulosa investida. Que o Iphan fique atento. Que o Ministério Público Federal, que anda ativo, ligue ainda mais antenas. Que os verdadeiros defensores do Aterro, os frequentadores em geral e os moradores do Flamengo, Catete, Laranjeiras, Glória, Santa Teresa. Lapa e Centro, em especial, defendam, como sempre fazem, a maior área de lazer da cidade.
E que "empreendedores" parem de encher o saco, deixem o Aterro em paz, e se aliem ao Rio, que deseja preservá-lo.
Há muitas áreas privadas, no Rio e Grande Rio, que seriam valorizadas com a instalação de uma roda-gigante até maior do que a London Eye. Dou uma ideia de graça: os milhares de hectares de terrenos livres, e a bom preço, às margens do Arco Rodoviário. Dá até para construir uma Disney. A cidade vai crescer para aqueles lados, nem tem muito engarrafamento pra chegar lá. Acham longe? Pois mesmo no novo Porto, em revitalização, há espaços degradados que sediariam de bom grado uma roda-gigante. E a vista também é sensacional. Basta esquecer a moleza de ocupar área pública e comprar um terreno.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Prefeitura do Rio flexibiliza a Ordem Pública. Agora é moleza organizar evento.

por Omelete
Já a Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura do Rio decreta o que já está sendo conhecido como a "Lei da Boate Kiss". Humor negro à parte, sob o pretexto de desburocratizar, a autoridade solta um "pacote de medidas" para ""flexibilizar" a realização de shows, eventos, festas, pajelanças, procissões, cultos etc. Basta ao interessado apresentar uma "autodeclaração" de que cumprirá as exigências de bombeiros, segurança, lei do silêncio, bons costumes, proibição de venda de álcool a menores e toda e qualquer regra civilizada. Vai ser na base da confiança. Partiuverão#. Embora tenha apenas uns 200 fiscais para combater as irregularidades, a Prefeitura acredita piamente que as festas vão ser realizadas sem superlotação e com saídas de emergência, a lei do silêncio vai ser respeitada e Papai Noel vai chegar abraçado com Saci Pererê e todo mundo montado na Mula Sem Cabeça. As associações de moradores, que costumam ajudar a controlar a bagunça até porque são eles que pagam o pato, não participaram das conversas para a "desburocratização".
Vale até fazer um formulário para facilitar o processo de "flexibilização". Mais ou menos assim:

FORMULÁRIO PRA DESCOLAR UM EVENTO NO RIO DE JANEIRO

"Meu parceiro Secretário de Ordem Pública. Eu, fulano, sou conhecido como gente boa, pode perguntar na vizinhança, e quero promover um evento. Minha firma tem CGC em dia e nome limpo na praça. Não estou negativado em nenhum banco. Pode deixar que vou garantir as posturas, sabe como é, segurança, o barulho das caixas de som e a empolgação da rapaziada. O evento é na rua e também em um salão, mas pode deixar que tem saída de emergência. Estamos esperando _____ pessoas mas vai que venham ____ mil amigos, nós damos um jeito, aperta aqui, arruma ali, tudo em segurança. Vai ter cachaça com mel mas criança não toma. A carne do churrasquinho é de segunda, mas seu Mané no Açougue garante. O Sr. Prefeito pode confiar porque aqui todo mundo é de atitude. Qualquer problema, fala comigo. Um beijo no coração". 

Do seu admirador_________________________________     Aprovado_____________

Assinale o compromisso:
Prometo respeitar a Ordem Pública:
(   ) Sim
(  ) Vou tentar
(  ) Deixa comigo

Marcar um X no evento solicitado: 
( ) Show
( ) Parada
( ) Procissão
(  ) Marcha
(  ) Culto
(  ) Roda de samba
( ) Pancadão
( ) Panelaço
(  ) Maratona do Chope
(  ) Virada de Música Eletrônica
(  ) Virada de Música Sertaneja
( ) 72 Horas de Música Gospel
( ) Rodeio na Av. Atlântica
( ) Maratona de Descarrego no Aterro
( ) Maratona de Expulsão do Demônio no Jardim Botânico
( ) Festa Seja o que Deus Quiser na Boate____________
(  ) Noite do Fim do Mundo no Clube_____________
( ) Festival do Passinho na Lagoa
(  ) Encontros de Trios Elétricos em Ipanema
(  ) 100 horas de Axé no Leblon
(  ) Oficina de Corpo Fechado no Posto 6
(  ) Grande Encontro Pra Trazer seu Amor de Volta na Praça Paris
(  ) Arrastão do Bem no Arpoador
( ) Evento Abrace a Prefeitura, no Piranhão
(  ) Outras modalidades

Governo de São Paulo cria novo programa social: "Meu sigilo, meu governo".

por Omelete
O governo Alkmin descobriu a melhor maneira de não ter problemas futuros: decretar sigilo. Uma esperta política de governo que está se espalhando pelos diversos níveis administrativos do estado de São Paulo. Além de trabalhar em silêncio, melhor do que isso, mantém o silêncio em áreas, digamos, sensíveis, por 20 ou 50 anos, dependendo do teor explosivo do segredo. Depois da Sabesp e do Metrô, os tucanos agora determinam que a PM fique sob sigilo. Na verdade, oficializa-se o segredo. A mídia, espontaneamente, já mantinha sob sigilo escândalos paulistas como o das propinas do Metrô, esquemas de descontos do ISS, IPTU. Também tinha decretado sigilo sobre casos dos tempos de FHC do tipo Banestado, compra de votos para a reeleição, privataria, mensalão tucano etc.
Só que agora é lei. Uma espécie de Lei de Segurança Tucana inspirada na Lei de Segurança da ditadura militar.Mérito do PSDB por adotar a fórmula do governo perfeito. Nem o PMDB, que é profissa no ramo, teve essa sacada genial. Está fechando mil escolas? Bota no sigilo. Aumentou o índice de criminalidade? Um sigilo aí caía bem. Denúncia de superfaturamento? Aonde? Nada a declarar, isso aí está sob sigilo de 50 anos. Faltou água? Como assim? Tem sigilo aí saindo pelo ladrão. Verbas de publicidade foram distribuídas aos "parças"?
Deixa pra lá, a lei boca-de-siri resolve. Propina na Eletropaulo? Desliga. Alstom? Nunca ouvi falar. Cartões corporativos? Extraviou. Sucateamento do ensino estadual? Não sei de nada, é hora do recreio. Multiplicação de pedágios? Passa batido.
Na verdade, o sigilo está no DNA dos tucanos. Quem não se lembra de Rubens Ricúpero, o pássaro emplumado que foi o ministro da Fazenda escolhido pelo PSDB para substituir FHC quando este deixou o governo Itamar Franco para se candidatar a presidente, em 1994. Ricúpero protagonizou o escândalo da parabólica" ao pronunciar uma frase antológica sem perceber que som e imagem, embora fora do ar no estúdio, eram transmitidos naquele momento para todos os telespectadores que captavam a TV Globo via satélite através de antenas parabólicas.
Didático e assumidamente cínico, no sentido filosófico consagrado por Antístenes de Atenas, ele  ensinou ao jornalista Carlos Monforte, que o entrevistava para o Jornal Nacional: "Eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde". Foi o momento sublime da gênese tucana da política de sigilo que agora se consagra em lei.
Uma última informação: o governo paulista acaba de informar que Alkmin perdeu o rumo de casa. Foi mal, um aspone tinha botado o endereço dele sob sigilo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Fotógrafo novaiorquino Eric Pickersgill captura viciados em smartphones... só no cacoete



Fotos de Eric Pickergill/Mashable

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Posto 9, Posto 10, Posto 5... Havaianas revela o código que distribui os cariocas nas praias do Leme ao Leblon

A bodyboarder Jessica Becker está em um dos episódios
de The Posto Code. Foto: Divulgação
O Canal Sony exibirá a partir deste sábado, dia 17 de outubro, uma série (6 epísódios) para as Havaianas. "The Posto Code" vai focalizar personagens que frequentam as praias da Zona Sul do Rio e as características da "fauna" e da cultura que marcam cada posto salva-vidas. Tem de tudo: de pescador a surfista passando por atleta, estilista, chefe de cozinha, dançarinos e pescador. Tudo para lançar uma linha de sandálias estampadas com cenários dos postos. O programa irá ao ar aos sábados (17h30) e será reprisado aos domingos no mesmo horário. A realização é da produtora Villar, direção de Leonardo Villar. O conceito desse projeto de "branded content", o novo rótulo para projetos "jornalísticos" de interesse publicitário (que jornais e revistas estão vendo como tábua de salvação para faturar. No fundo, uma sofisticação dos antigos 'matéria paga", "informe publicitário" ou "publieditorial". A criação é da AlmapBBDO.
Não é de hoje que a Havaianas tem uma ligação com Ipanema. Afinal, foi a partir do bairro e da sua praia que a sandália ganhou o mundo e se tornou um objeto cult à vendas nas lojas mais badaladas do circuito Paris-Roma-Londres-Tóquio-Los Angeles-New York. E quem não lembra daquele comercial sensacional das Havaianas estrelado pela atriz Débora Nascimento? Reveja, clique AQUI 

Petrobras: cai a cotação do barril, sobe o passaralho...

por Clara S. Britto
Petrobras demite 511 funcionários da área de comunicação. O passaralho atinge a comunicação interna, publicidade, mídias sociais, patrocínio e assessoria de imprensa. e, em maioria, profissionais terceirizados. A ideia é diminuir o setor em quase 50% e deixá-lo com uma composição de 70% de funcionários concursados e 30% de terceirizados. Outros setores da empresa passarão por reestruturações semelhantes. A Petrobras tem contratos com empresas de assessoria como Protemp, Publicom, FSB e Hill and Knowlton. O comunicado não esclarece se tais acordos serão mantidos.

Diz aí que mensagem de boas-vindas de congresso internacional, que fala em Rio, "caipirinhas e piranhas", fez participantes do evento encerrarem os trabalhos mais cedo... #partiunoitecarioca

por Omelete
Puro preconceito. Na mensagem de boas-vindas aos participantes do Congresso Mundial da AIPP (International Association for the Protection of Intellectual Property), que acaba hoje, no Rio, o presidente da entidade, o chileno Felipe Claro, destacou como atração as "piranhas e as caipirinhas" do Rio. Teve gente que se ofendeu. E daí? Começa que piranha é atividade reconhecida, como qualquer trabalho, inclusive o do sr. Felipe Claro, e, no Brasil, não é crime.
Reprodução
Caipirinha, nem se fala, é internacionalmente aplaudida. E se foi um ato falho? Valeu a intenção. Dizem que foi um erro de digitação (na verdade, ele queria dizer picanha) que incomodou aos senhores e senhoras participantes do congresso. Há quem diga também que havia congressista doido para encerrar os trabalhos e conferir a dobradinha que a mensagem destacou. Vamos aos fatos: a AIPP é um instituição corporativa que defende patentes (no Brasil, tem uma forte bancada no Congresso). Isso também não é crime. Defende a propriedade intelectual e se incomodaria com coisas como Marco Civil da Internet, remédios genéricos, ou quebra de patentes que países do Terceiro Mundo promovem - quebra que é válida e humanitária - para atender populações carentes em situações críticas. Vá lá, também está no seu direito. Assim como seria de direito alguém consultar as piranhas para saber se gostaram de ter o nome associado ao tal congresso... Elas também têm direitos autorais. "Seu Manuel, desce mais uma caipirinha!".

"Tráfico de drogas": reportagem-pegadinha do Jornal Nacional deu ruim. O apresentador João Kleber faria melhor...

por Omelete
A espetacularização da notícia é uma "técnica" jornalística que costuma mostrar pouco conteúdo e muita fumacinha. Às vezes diverte o telespectador, às vezes acaba em bad trip, como se dizia nos remotos anos 70. Foi o que aconteceu com uma tentativa desastrada de reportagem "investigativa" da TV Globo para entreter o Jornal Nacional. O repórter Alex Barbosa tentou emplacar uma matéria sobre tráfico de droga na fronteira.
Cocaína "cenográfica": reportagem virou pó.
Foto:Divulgaçao
Para ficar apenas na zona confortável - quem é maluco de ir atrás de chefões, flagras reais e outras furadas? - bolou uma pegadinha: abasteceu um carro com 240 quilos de pó de gesso para simular cocaína, pegou um motorista boliviano para dar "autenticidade" e tentou atravessar a fronteira. Tudo ia bem, no padrão Globo, até a Polícia Federal dar uma dura no "bonde" jornalístico. A "comitiva" foi presa" na cidade de Cáceres. Depois do susto, a equipe conseguiu explicar que fazia uma reportagem para mostrar a fragilidade do combate às drogas na fronteira. Coisa que, aliás, todo mundo sabe: as imensas fronteiras do Brasil são uma "peneira", não há recursos nem estrutura para uma fiscalização rigorosa da entrada de drogas, contrabando e armas. Voltando  ao "reality show" do JN. Embora identificado como pó de gesso, o material apreendido seguiu, obrigatoriamente, para análise laboratorial. Não se sabe se a PF mandará a conta real e não fictícia do custo da operação para os responsáveis pelo falso tráfico de drogas.. E também não foi informado se se haverá um processo já que a modalidade pode se enquadrar em trote, considerado crime pelo Código Penal (detenção de um a seis meses ou multa) por "provocar a ação da autoridade" e causar prejuízo ao erário. Em matéria de "jornalismo"-pegadinha, o especialista e apresentador João Kleber parece bem mais convincente.
ATUALIZAÇÃO - A equipe da Globo foi detida pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), unidade da Polícia Militar (PM) do Mato Grosso e não pela Polícia Federal, como foi informado inicialmente.

Tucano predador: governo Alkmin fecha mil escolas...

E a indústria de escolas particulares está abrindo champanhe... A "reorganização" escolar empreendida pelo governo neoliberal do PSDB pode atingir 2 milhões de alunos, em São Paulo. Já aconteceram protestos nas ruas mas a polícia tucana fez o usual: mandou meter porrada.

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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Ruivo agora controla boa forma de Sabrina Sato. Veja o novo comercial da Vivo


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Parque do Flamengo, 50 anos. Exposição comemorativa em cartaz no Centro Cultural Correios exibe páginas da Manchete

Em cartaz no Centro Cultural Correios Rio, a exposição "Jardim de Memórias – Parque do Flamengo 50 anos", que fica aberta até 29 de novembro, tem entre as imagens expostas uma página dupla da Manchete que mostra o Aterro ainda sem o paisagismo de Burle Marx na semana em que as pistas foram abertas. A exposição reúne mais de 100 fotografias e reproduções de documentos, plantas e vídeos. O enorme acervo da Manchete guardava milhares de fotos que enriqueceriam quaisquer mostras sobre a memória do Rio. Com tal patrimônio hoje desaparecido, resta o recurso de utilizar páginas ou reproduções da revista.
Entre documentos e imagens da exposição, uma página dupla da Manchete mostra o Aterro em construção. O documento exibido é uma correspondência que se refere a Ethel Bauzer Medeiros, que, ao lado de Lota de Macedo Soares e Burle Marx, fez parte do grupo de trabalho que criou e formatou o Aterro.
Fotos de Tomaz Silva/Agência Brasil

O fim de uma era... Toda nudez (da Playboy) será cancelada...

A revista que impulsionou a revolução sexual nos Estados Unidos entrega os pontos. A Playboy americana não sairá das bancas mas será radicalmente reformada. Mulheres nuas, nunca mais. Em função da concorrência com a internet, algumas publicações masculinas tentaram tornar-se mais explícitas em busca do leitor perdido. Nada aconteceu e a maioria fechou. A Playboy, para sobreviver, vai tentar um caminho oposto: continuará publicando fotos sensuais mas sem nudez. No tímido começo da revista, a capa número 1, Marilyn Monroe apareceu vestida, embora nas paginas interiores dispensasse figurinos. Mas agora as coelhinhas ficarão pudicas de vez e a revista vai investir em conteúdo e buscar um público mais jovem. Segundo o New York Times, Hugh Hefner, o fundador, concordou com o reposicionamento editorial, até por não ver outra opção no horizonte. Obviamente, a decisão terá impacto direto nas edições internacionais da Playboy. Em nenhum momento, a Playboy Enterprises, que licencia as edições internacionais, revela se deixará a decisão a cargo de cada mercado. A versão brasileira já vem há cerca de três anos dando claros sinais de esgotamento. Com a crise da Abril, o nível despencou e o mercado já anunciou que a revista poderá ser "descontinuada" como diz o pedantismo corporativo.
O fato é que as revistas eróticas perderam o sentido. Vive-se um tempo em que até redes sociais cumprem esse papel com a atual moda de enviar "nudes". Com o detalhe de que as personagens das fotos "nudes" que circulam em whatapps e assemelhados não são mulheres inatingíveis mas a namorada, a vizinha, a colega da firma, a ficante. Difícil vencer tal apelo.
A última edição da Playboy italiana traz uma chamada sugestiva e premonitória: "Scrivere à sexy". Talvez, Hefner e seus executivos achem que a escrita é a fronteira que restou à imaginação. A mídia impressa anda tão perdida que essa vaga fórmula de "investir em conteúdo" pode dar uma sobrevida à revista ou pode ser o botão que ligará, de vez, o crematório. Quer saber? Nem os executivos que bancam o tal "reposicionamento" sabem no que isso vai dar.  

Eles vivem em outro planeta. Lá nunca tem crise...



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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Livro sobre a história do Queen conta sobre "selvas" e "esquadrão da morte", roubos e subornos e exotismos no Brasil, em 1981. Parece difícil é saber o que é verdade e o que é "viagem"

por Flávio Sépia
A julgar pelo trecho em que fala de shows no Brasil em 1981, o livro "A Verdadeira História do Queen - os bastidores e os segredos de uma das maiores bandas de todos os tempos", de Mark Blake, parece ter mais fantasia e abobrinhas do que a "verdadeira história". Entre outras coisas, diz que a banda transportou 100 toneladas de equipamento de Buenos Aires para São Paulo "atravessando selvas". O autor deve ter lido história em quadrinho demais ou visto filme de Hollywood onde leões e elefantes passeiam nos subúrbios do Rio. O livro diz que era possível conseguir qualquer coisa aqui em troca de suborno. Ok. Factível. Mas revela que o Queen queria tocar no Maracanã e o governador da época (Chagas Freitas), não permitiu. Ou seja: nem o poderoso "suborno" conseguiu resolver nesse caso. Revela que a banda contratou em São Paulo, para o show no Morumbi, policiais que eram do "esquadrão da morte". Será? Pode ser, mas talvez por interesse da própria banda já que em 1985, no Rock in Rio, Fred Mercury exigiu corredor livre no seu caminho até o palco e ameaçou, caso não fosse atendido, botar seus seguranças para meter a porrada em que estivesse no caminho. Segundo o Queen, havia no palco, em São Paulo, equipamentos com a marca da banda Earth, Wind and Fire, que havia se apresentado no Brasil em 1980. Dizem que tais equipamentos haviam sido "confiscados". O show do Earth, Wind and Fire no Maracanazinho, com esses equipamentos, foi gravado ao vivo e se transformou em um antológico disco. Há textos que dizem que os equipamentos foram roubados "no porto do Rio", embora a banda tenha transitado por aqui de avião. Outros dizem que algumas peças foram retidas pela alfândega por não terem sido declaradas. Os empresários da banda deveriam pagar multa para liberá-las. Não o fizeram e tais peças foram apreendidas e leiloadas depois. Até hoje não se sabe o que é verdade ou o que virou lenda. Houve casos de bandas estrangeiras que se apresentaram aqui e levaram calote em cachês. O livro do Queens fala sobre isso. Eles estavam assustados com essa possibilidade. Mas o caso mais famoso teria sido com o The Police, em 1982, um ano depois da vinda de Fred Mercury e sua turma por aqui. A maioria das bandas procurava vir à América do Sul com aval da gravadora multinacional, o que era uma espécie de garantia. Bob Marley, por exemplo, veio mais ou menos nessa época sob a guarda da então Ariola. Mas de fato havia essa insegurança na Argentina e no Brasil, imagem que, aqui, melhorou a partir de 1985 com a profissionalismo dos promotores Rock in Rio. O livro diz que para o show em Buenos Aires, no estádio do Vélez Sarfield, o grupo teve que providenciar grama sintética para cobrir a grama natural do estádio. Normal. Em Wembley também era e é obrigatório proteger o gramado em eventos e espetáculos. Durante o show de Frank Sinatra, no Maracanã, foi montado um tablado de madeira sobre pinos para evitar maiores danos ao gramado. Nada exótico.
Duas apresentações dessa turnê do Queen teria sido desmarcadas: uma em Córdoba, outra em Belo Horizonte. O autor do livro "não sabe porque". Teria sido falta de público? Embora tivesse seus fãs, o Queen só se tornou fenômeno de massa por aqui só a partir de 1985, com o sucesso no Rock in Rio. A "biografia" do Queen diz que, em 1981, a Argentina estava em uma época de "reorganização política" após a ditadura militar. Errado. Estava em plena e sangrenta ditadura militar, assim como o Brasil (o atentado do Riocentro, em abril, foi no mesmo ano do show do Queen no Maracanazinho, que aconteceu em março. Posso estar errado, mas a impressão que dá é que a história do Queen foi colhida meio "de memória". O que é arriscado tratando-se de uma galera que fundia os neurônios na balada do rock. Capaz de eles terem visto mesmo leões e elefantes a caminho do Maracanãzinho "atravessando selvas". Ainda bem que estavam protegidos pelo 'esquadrão da morte".


Anel é apenas jóia? Não. Também é cartão de crédito... Apple vai lançar o iRing inteligente


Depois do Apple Watch, vem aí o Apple Ring. Na semana passada, a empresa pediu um registro de patente de um anel inteligente, que se conectará ao celular e realizará várias funções. Uma delas, potencialmente, a que mais poderá fazer sucesso, é substituir o cartão de crédito. Com dispositivos para reconhecer escrita e caracteres impressos, o iRing tornará possível fazer transações financeiras e pagamentos on line. Curiosamente, a tecnologia devolve ao anel uma função que a peça já teve: a de autenticador, tal qual os reis a usavam em lacres e sinetes.






Procura-se apartamento para alugar. Mas desde que tenha bom sinal de celular e que as ligações não caiam toda hora...


Ao procurar apartamento, você se informa sobre instalações elétricas e hidráulicas, sossego da rua e do prédio, se bate o sol da tarde, se o vizinho é cantor de ópera, se há algum político morando no andar? Falta alguma coisa. Segundo o NY Times, as pessoas estão agora testando o sinal de celular nos ambientes. Se não der para navegar, mandar e receber mensagens, e falar sem que a ligação caia toda hora, partem para outro. Algumas estão até se mudando depois de constatar a falta de acesso decente. Paredes de concreto, pisos ou tetos de aço e janelas projetadas para refletir calor afetam as ondas e prejudicam o sinal. Daí, para corrigir esse problema, alguns prédios comerciais e residenciais já começam a instalar redes sem fio diretamente nas paredes, "envelopando" literalmente o edifício com sistemas de fibra ótica. E, atenção proprietários, ao anunciar apartamento para alugar ou vender sabia que bom sinal de celular pode favorecer venda ou aluguel.
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domingo, 11 de outubro de 2015

Fotomemória: Manchete flagra, em 1952, momentos de puxa-saquismo explícito...

Dizem que a origem da expressão puxa-saco está no fato de os oficiais guardarem suas roupas em sacos. Daí, os recrutas encarregados de carregá-los durante as campanhas eram assim chamados. Se é verdade ou não, vá lá. A popular expressão também pode ter sido inspirada pela foto acima publicada na Manchete, em 1952. Com Getúlio Vargas ainda sendo "o cara', a primeira-dama Darcy Vargas era alvo das atenções. No flagrante, ela quase não tem mais espaço para a babação. Enquanto Assis Chateaubriand ensopa-lhe a mão ilustre, o costureiro francês Jacques Fatah, que visitava o Rio, tasca-lhe um beijo na testa. Tudo sob os olhares extasiados dos demais convidados. O cenário da fila engarrafada para a reverência à primeira-dama foi o Copacabana Palace em noite de gala.

A GQ se rende a Taylor Swift. Pela primeira vez, a cantora é capa da revista

por Clara S. Britto
O fenômeno pop Taylor Swift é uma recordista de capas internacionais nos últimos meses. Mas a GQ ainda não tinha se rendido à cantora. Finalmente, ela é capa da edição de novembro. "GQMagazine Obrigado por minha primeira capa :)" a cantora twittou após a confirmação da edição. A revista justificou com o argumento de que "não levar Swift a sério é não levar a sério a música contemporânea". A GQ define a cantora como um fenômeno de sucesso sem precedentes pela rapidez com que chegou ao topo e formou seu público e pelos elogios que suas composições recebem da crítica.


Jennifer Aniston: um 'pesadelo' de 5 milhões de dólares. É a grana que a atriz levou para fazer um anúncio da Emirates


por Clara S. Britto
Oficialmente, os agentes de Jennifer Aniston não confirmam a cifra. Mas vazou em Hollywood que ela tornou-se a recordista em matéria de cachê para filmes publicitários. Para badalar o luxo e a comodidade da primeira classe do Airbus-380 da Emirates, ela recebeu 5 milhões de dólares. No filme, Aniston tem um pesadelo em que se vê andando de roupão no avião em busca de um... chuveiro. No fim, ao acordar na poltrona-cama megaconfortável e diante do aviso de que o avião inicia a aterrissagem, ela pergunta se não pode dar mais uma voltinha de uma hora de vôo... A Emirates, que também a principal patrocinadora da Fórmula-1, é classificada atualmente como um das maiores anunciantes do Ocidente, se não em quantidade, em qualidade e volume de verbas, já que seleciona rigorosamente os eventos e veículos onde divulga sua marca. VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

sábado, 10 de outubro de 2015

O GNT precisa voltar pra escola


Se o filho come como o programa escreve, então o cardápio é péssimo mesmo. O nome do programa devia ser "Socorro, meu estagiário escreve mal".

Dizem que o Photoshop de última geração vai fazer mágica. Se for verdade, os tabloides vão fazer a festa

por Clara S. Britto
Entre os "nerds", circula uma boato de que a próxima versão do Photoshop vai ter ainda mais poderes para recriar a realidade. Será capaz de tirar roupas, por exemplo. O desenvolvedor do famoso soft não confirma. O blog Moffoburrel, do Live Journal, resolveu fazer uma experiência para mostrar que o Photoshop vai aperfeiçoar e facilitar, se é que vai, recursos não tão sofisticados já existentes. Embora confesse que não ser especialista, o Moffoburrel fez um teste com fotos de Kaley Cuoco, a lourinha do seriado The Big Bang Theory. O próprio blog admite que um expert pode fazer melhor, embora nenhum soft gráfico tenha atualmente a capacidade de revelar a superfície por baixo de um tecido. Mas ferramentas de preenchimento podem criar tal feitiço. Seria uma espécie de clonagem virtual utilizando elementos reais capturados em fotos verdadeiras que eventualmente estejam disponíveis na web. É isso que a suposta nova versão do Photoshop poderá aperfeiçoar. As atrizes que se cuidem.

Uma das cenas do seriado The Big Bang Theory foi manipulada sutilmente pelo Moffoburrel apenas para demonstrar que aplicativos já existentes podem "eliminar" roupas mesmo que de forma ainda precária. Mas, dizem os nerds, vem aí uma versão do Photoshop que vai aperfeiçoar esse processo. Os tabloides e os sites de fofoca já estão na expectativa diante do poder de tornar as fotos, digamos, mais sugestivas. 

Chile recebe documentos americanos, até então secretos, sobre o assassinato de Orlando Letelier


Quase quarenta anos depois do assassinato de Orlando Letelier, ex-chanceler do governo Salvador Allende, documentos americanos, desclassificados do carimbo "secreto", comprovam a participação do ditador Pinochet em mais esse crime. Segundo o Granma publicou ontem, o ministro das Relações Exteriore do Chile, Heraldo Muñoz, já recebeu do secretário de Estado, John Kerry, os documentos que têm cerca de 11 mil páginas. No dossiê está a comprovação de que a ordem para o atentado partiu do ditador chileno e detalha sua atuação, nos anos seguintes, para encobrir responsabilidades. Letelier morreu aos 44 anos, em Washington, quando uma bom foi colocada sob o seu carro. Membros da Omega 7, organização terrorista formada por exilados cubanos, também participou do atentado terrorista. A expectativa, agora, é que os documentos levem a membros da antiga ditadura que participaram da operação e ainda estão vivos e morando no Chile.

Drone espiona treino do Palmeiras

Reprodução You Tube

No tempo em que os times brasileiros estavam entre os melhores do mundo - há anos... - os treinadores costumavam escalar "espiões" para observar os treinos dos adversários. Uns levavam discretos bloquinhos, mas havia quem fotografasse alguns posicionamentos. Se isso garantiu alguma vitória, não se sabe. Mas os temos mudaram e os bloquinhos e esquemas desenhados a lápis são coisa de passado jurássico. Na última quinta-feira, um drone espionou o treino do Palmeiras. Não foi possivel identificar que pilotava o invasor.