sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
O esculhambado do ano
Depois do boi dos boys da Bolsa, Vaca Magra em alta cotação
quinta-feira, 9 de dezembro de 2021
No novo filme Pânico 5 o serial killer Ghostface vem com máscara de metal. E o que o Pink Floyd tem a ver com isso?
Ghostface de metal em versão 2022 . Divulgação |
por Ed Sá
O filme Pânico (Scream) estreou em 1996. Vinte e cinco anos depois, Pânico 5 chega aos cinemas brasileiros em janeiro, segundo a Paramount. A campanha publicitária destaca a nova máscara usada pelo brutal serial killer Ghost Face. Dessa vez, ele aterroriza a cidade de Woodsboro com um adereço de metal que indica maiores níveis de sangue no filme estrelado pelo elenco original, Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette, e mais uma turma escolada em filmes de terror: Marley Shelton, Melissa Barrera, Jenna Ortega , Jack Quaid, Jasmin Savoy Brown e Dylan Minette. A direção é de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, também especialistas no gênero e que substituem Wes Craven, o cineasta morto em 2015, depois de comandar as quatro primeiras versões,
Poster do LP The Wall inspirou a máscara da franquia Pânico. |
Fanta na latinha: série "homenageia" o serial killer. Divulgação |
Pânico e as suas sequências atraíram multidões aos cinemas e consagraram um ícone pop que eletrizou gerações; a máscara do Ghostface. O último filme da franquia, Pânico 4, foi lançado em 2011, há dez anos. Daí, preciso contar à geração que vai aos cinemas no ano que vem que a famosa máscara tem origem ilustre. Foi inspirada no quadro O Grito, de Edward Munch, apareceu antes em uma exposição de fantasias da Fun World e foi recriada para um poster promocional do LP The Wall, do Pink Floyd.
Veja o trailer de pânico 5 AQUI
Dois toques: religião merece respeito, já o uso da fé como política pode e deve ser criticado
Imagem/Reprodução |
Reprodução Twitter |
Só Elio Gaspari não percebe? E olha que o jornalista e escritor mergulhou nos arquivos de Golbery para escrever uma ampla biografia sobre a ditadura militar no Brasil. Golbery tinha conspiração correndo nas veias. Seu apelido era "Feiticeiro". Pois Gaspari escreveu em sua coluna no Globo (08-12-2021) sobre uma suposta perseguição a André Mendonça, "ministro de Bolsonaro", como o próprio presidente rotulou, no STF. O colunista vê "intolerância" nas críticas, quando o que há no Brasil atual é uma programada e crescente ocupação política do Estado laico por evangélicos, especialmente os da linha neopentecostal. Bancadas evangélicas no Congresso, assembleias e câmaras de vereadores, além de cargos em todos os escalões do setor público e presença ostensiva em polícias e quarteis das Forças Armadas já resultam em normas, leis e costumes de inspiração religiosa. Gaspari acerta quando observa que não há nada demais em ter um pastor evangélico como ministro do STF, um judeu ou um católico( faltou dizer um candomblecista, um umbandista...), mas erra quando não enxerga o projeto político no embalo da fé. Na própria comemoração íntima da nomeação, Mendonça e demais religiosos foram bem claros ao exaltar o significado da conquista que vai muito além da restrita interpretação que o colunista deu ao fato. No UOL, um pastor e teólogo, incomodado com as críticas à euforia, pulos e às línguas ininteligíveis com que Michele Bolsonaro festejou a chegada de Mendonça ao STF, também pediu "respeito". Ora, ali também o que se comemorava era força política do cargo alcançado por alguém "terrivelmente evangélico", meta anunciada por Bolsonaro, e que deve orientar as suas próximas nomeações para o STF. Isso é política e como tal pode receber críticas. Religião é outra coisa, íntima, pessoal e nada exibicionista ou conspiratória.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Delete o eufemismo 2 - Fique de olho no Calotão Nacional
Quando ouvir falar em PEC dos Precatórios, entenda: é mão leve do governo, extorsão, confisco, apropriação de valores privados tão grave quanto a milícia cobrar taxa de comerciante da periferia. Leia-se PEC dos Predatórios.
Delete o eufemismo 1 - Não se deixe enganar...
Quando ouvir falar em Orçamento Secreto entenda o que significa: é a Mega Rachadinha institucional.
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
Eleitores de Bolsonaro estão entrando no armário
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Reprodução Twitter |
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
PÃO PÃO QUEIJO QUEIJO: Da “noivinha do Aristides” ao Dr. Rui: nosso fucklore político
À direita, Chico Anysio caracterizado como Salomé (1979). Segundo a revista Manchete, Djanira teria servido de inspiração para Salomé (Manchete, 16 jun. 1979). |
A história brasileira é rica em codinomes e identidades c(h)ifradas. Essa do Aristides - fake news que começou no Twitter e se espalhou pelas redes sociais - lembrou logo uma série de notórios apelidos que se tornaram tão famosos quanto seus codificados. Dr. Rui era o nome em código da amante de Adhemar de Barros (aquele do “rouba, mas faz”). O então governador de São Paulo parava qualquer reunião quando um assessor entrava na sala e cochichava: "Dr. Ruy está esperando no local combinado". A militante Dilma Rousseff (codinomes Wanda, Patrícia, Estela, Luiza) não participou diretamente da ação armada que "desapropriou" o famoso cofre de Adhemar, e sim do seu desdobramento: disfarçada de turista estrangeira, ajudou a trocar os milhares de dólares, muitos deles no Copacabana Palace. Quando presidente, Dilma deu um estrelato meteórico a um tal de Bessias (na verdade, o servidor Jorge Messias, que não é parente de Jair Messias, também conhecido entre seus apoiadores como Mito) em famoso telefonema a Lula grampeado pelo presidenciável da Lava Jato Sérgio Moro (a quem os procuradores chamavam de Russo) que escorregou no vernáculo com um acaipirado “cônje”...
Ainda no atual (des)governo, um bisonho Ministro da (des)Educação metamorfoseou o sobrenome do famoso autor checo num prato do cardápio árabe, chamando-o de Franz Kafta... Também na política recente, um delator contou à justiça que o “Departamento de Propinas” da Odebrecht usava apelidos para que os funcionários do “baixo clero” que supostamente faziam os repasses irregulares não ficassem sabendo para quem ia o dinheiro. Alguns bastante sugestivos: Abelha, Coxa, Barbie, Inca, Roxinho, Babão, Balzac, Chorão, Garanhão, Desesperado, Escritor, Fodinha, Menino da floresta, Mercedes, Musa, Duro, Oxigênio, Primo, Princesa, Viagra, A lista completa com dezenas de nomes, foi publicada em 2017 pelo G1. Os políticos relacionados aos codinomes negaram as acusações do delator.
Leonel Brizola era um especialista em demolir adversários com apelidos que grudavam nos alvos: Gato Angorá era Moreira Franco; Sapo Barbudo colou no Lula e Filhote da Ditadura era Paulo Maluf durante a campanha eleitoral de 1989.
Um codinome já foi responsável por encerrar uma recente sessão na Câmara onde deputados ouviam explicações de Paulo Guedes. Instalou-se uma confusão quando o deputado Zeca do PT cravou no ministro de Economia um condimone inspirado na letra de um funk do Bonde do Tigrão; "Vem tchutchuca linda / Senta aqui com seu pretinho / Vou te pegar no colo / E fazer muito carinho…” Tchutchuca, no sentido pejorativo, é usado como menina vulgar e promíscua que não serve para um relacionamento sério.
No imaginário político nacional, várias figuras ficcionais surgiram na mídia, principalmente nos cartuns, nas crônicas dos jornais e nos programas humorísticos da TV. Uma das mais destacadas foi Salomé, criada e interpretada por Chico Anysio no programa Chico City, em 1979. Falando num gauchês acentuado, a senhorinha de Passo Fundo, RS, interpelava em seus telefonemas quase diários João Baptista Figueiredo com críticas e cobranças. Ex-professora de Figueiredo, Salomé tratava o Chefe da Nação como “guri” ou “João”, mostrando intimidade ele. Ao final, bradava seu implacável bordão: “Eu faço a cabeça de João Baptista ou não me chamo Salomé".
sábado, 4 de dezembro de 2021
PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO
Brain drain
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Padre Marcelo Fernandes Foto Rodrigo W. Blum/Divulgação |
Josephine e o livro Musas dos anos loucos • Por Roberto Muggiati
Josephine Baker. Foto Divulgação |
A lista da Top 20 inclui ainda Isadora Duncan, Marlene Dietrich, Coco Chanel, Kiki de Montparnasse, Leni Riefenstahl e, é claro, Frida Kahlo, o mais avassalador fenômeno cult deste século, embora tenha morrido em 1954, aos 47 anos.
Em três meses limpos, com um mecenato pagando minhas contas e me aliviando do trabalho mercenário que garante minha sobrevivência, eu colocaria no papel estas vinte biografias fabulosas do momento mágico em que a mulher, pela primeira vez, mostrou que era capaz de – ela mesma – escrever a sua história.
PS • Josephine: da Gay Paree a Porto Alegre
Josephine Baker em Porto Alegre, 1971, recebida pela diretoria da Aliança Francesa. Foto A.F |
Esta história me foi brindada pelo amigo Márcio Pinheiro, jornalista gaúcho, editor do site amajazz. Trancrevo ipsis:
“Ontem o corpo de Josephine Baker (1906-1975) foi transferido para o Pantheon de Paris. Ela foi a sexta mulher a receber esta homenagem, e a única mulher negra.
Há exatos 50 anos, ela esteve em Porto Alegre, época ainda em que quase ao lado do Teatro Leopoldina - onde ela se apresentou - havia o Tia Dulce. Era um restaurante, localizado no térreo de um edifício e famoso por uma inesquecível sopa de cebola. A Tia que dava o nome ao estabelecimento era casada com um alemão, Henry Walter Cassel, que contava ter lutado ao lado dos americanos na II Guerra. Tio Dulce, como foi apelidado, também adorava contar - sentado numa mesa de canto do restaurante - que havia sido amigo de Josephine, inclusive ajudando-a durante as batalhas. Ninguém acreditava.
Em 1971, quando se apresentou na cidade, Josephine foi convidada por um grupo para ir ao Tia Dulce. Era a chance de demolir com a fantasia de Tio Dulce. Chegando ao local, Josephine olha para o canto e diz: ‘Henry Cassel!!!!!’. Ele se levanta, os dois se abraçam e começam a chorar convulsivamente. Era tudo verdade!”
Na capa da Crusoé: a selfie do "Subornão"
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
Funcionário do governo Bolsonaro decora a sala com cartaz inspirado no slogan de Donald Trump
O secretário de Política Econômica de Bolsonaro deu entrevista à Globo News, hoje, para tentar explicar o pibinho negativo do Brasil. Mas o que chamou atenção foi, bem ao lado da bandeira, um cartaz amarelo onde se lê "Make SPE Great Again". SPE, claro, é a sigla da Secretaria. O funcionário Adolfo Sachsida, que replica na sua sala o slogan de Donald Trump - o ex-presidente estadunidense atualmente é investigado por ações contra a democracia e por tentativa de obstrução da justiça - deve ser tiete do magnata. Faltou o boné Trump2024.
Bolsonaro esnobou Deus. É o que conta o site Metrópoles
Guilherme Amado, do Metrópoles, revela que André Mendonça, que acaba de ganhar crachá do STF, foi procurado por Deus, o próprio, que lhe transmitiu um recado para Bolsonaro. A pandemia estava desembestada e o negacionismo do inquilino do Planalto também. A mensagem que Mendonça ouviu de Deus pedia que Bolsonaro seguisse as recomendações de Mandetta, então ministro da Saúde. Como se sabe, nem o recado de Deus fez Bolsonaro manter Mandetta no cargo. Para decepção divina, ele foi defenestrado pouco depois. Desconfio que Deus vai cobrar a desfeita na CPI do Juízo Final.
Você pode acessar a matéria do Guilherme Amado no link
Nada que não possa piorar
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Reprodução Folha de São Paulo |
terça-feira, 30 de novembro de 2021
PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO
PÃO PÃO, QUEIJO, QUEIJO
Assistam Glória Maria e Sandra Annenberg apresentando o Globo Repórter. Sensacional. São "apresentadoras de reportagem", um negócio que já é meio redundante. Mas tudo bem. Elas performam no estúdio como atrizes na entonação, no gestual, empostação, expressões, pausas dramáticas. É cult. Tem até desempenho de mãos pontuando o texto. Não é crítica. São monumentos, as últimas clássicas da TV brasileira.
Livro reúne mais de 90 artigos sobre álbuns que mostram que 1979 foi ano atípico para a MPB
O lançamento de 1979 – O ano que ressignificou a MPB está previsto para o segundo semestre de 2022 e depende do resultado da campanha de financiamento coletivo que foi lançada na segunda-feira (29/11/2021) pela editora Garota FM Books na plataforma do Catarse (www.catarse.me/1979).O jornalista, escritor e pesquisador Célio Albuquerque , que foi colaborador das revistas Manchete e Fatos & Fotos, envia a mensagem abaixo:
Amigos e amigas,
Chegou a hora de iniciarmos nossa campanha de financiamento coletivo de nosso livro sobre o ano musical de 1979, via Garota FM Books. Segue material em anexo release, imagem de capa e mockup do livro. Caso divulguem em suas redes, se possível, coloquem as hashtags #1979oanoqueressignificouampb e #GarotaFMBooks #1979 #Brasil #editora #livromusicais Agora é torcer. Quanto mais cedo chegarmos a meta, mais cedo nosso 1979 irá se materializar. Abraços, Célio Albuquerque.
No livro, que é um desdobramento de outra obra de Célio Albuquerque - "1973/O ano que reinventou a história da MPB", Roberto Muggiati escreve um depoimento sobre o álbum zabumbê-bum-á, do Hermeto Pascoal.PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO
Pela 12ª vez desde que a estátua foi sentada num banco do Posto 6 de Copacabana em 2002, os óculos do Drummond foram arrancados. Por que não colocam lentes de contato no poeta?
Responda rápido: orçamento secreto é a cueca invisível?
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Matéria publicada ontem na Revista Fórum mostra como a ditadura pautou TV Globo, Manchete e Fatos &Fotos
por José Esmeraldo Gonçalves
Ao mesmo tempo, como conta a reportagem da Fórum, Fatos & Fotos publicava matéria com Caetano e Gil, em Londres, como se fossem alegres viajantes. Na época, Caetano escreveu uma carta ao Pasquim sobre a foto da F&F, a da dupla em frente ao Big Ben.
O texto da Fórum, excelente, a propósito, é de Cynara Menezes, a Socialista Morena. Fica como alerta ao atual momento brasileiro em que, além do notório Bolsonaro, figuras que nos últimos anos defenderam o regime militar e a militarização da política agora se apresentam como pré-candidatos "democráticos" às eleições presidenciais de 2022.
Desconfie das hienas em penas de pombas.
Você pode ler a matéria no link abaixo que remete à Fórum.
domingo, 28 de novembro de 2021
A terceirona é clone
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Reprodução Twitter |
sábado, 27 de novembro de 2021
O Globo, hoje, com matéria do repórter Eduardo Gonçalves, revela o narcogarimpo na Amazônia
Joseph Pulitzer bem que falou...
por José Esmeraldo Gonçalves
O jornalismo deve muito a Joseph Pulitzer. O imigrante húngaro que chegou aos Estados Unidos com apenas 17 anos, combateu os confederados na Guerra Civil, trabalhou como carregador de bagagens e garçom antes de conseguir um emprego de repórter em um jornal dirigido à comunidade alemã.
Foi o começo de uma carreira que o levou a editor e proprietário de um rede de jornais. As primeiras matérias investigativas da imprensa estadunidense foram pautadas pelos seus veículos. Pulitzer e seus repórteres denunciaram a exploração ilegal de trabalhadores, atuação de cartéis em vários ramos de negocios, combateram a corrupção e defenderam como poucos a liberdade de imprensa.
O editor criou uma fundação exclusivamente para oferecer bolsas de estudos para jovens jornalistas. Seu nome é mais conhecido hoje por dar nome a um importante prêmio de imprensa, mas Joseph Pulitzer deixou muitas lições. E nos legou uma frase que mais parece uma visão premonitória.
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica
e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".
Ele morreu em 1911, há exatos 110 anos, sem conhecer TV, rádios e sites bolsonaristas.
Mercúrio do Madeira é mortal: lembrem Minamata • Por Roberto Muggiati
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A Pietá de Minamata: trágico símbolo do envenenamento por mercúrio. Foto de W. Eugene Smith |
O envenenamento por mercúrio – ingerido pelas populações das áreas poluídas ao consumirem peixe, seu único sustento, causa várias deformidades e, em muitos casos, a morte. Uma das fotos emblemáticas do século 20 – uma mãe japonesa dando banho em sua filha lesada, numa composição que lembra as Pietàs do Renascimento – deu muitos prêmios ao fotógrafo W. Eugene Smith, mas lhe custou um olho, ao ser brutalmente espancado por seguranças da indústria química transgressora na pequena cidade pesqueira japonesa de Minamata. A agressão tóxica foi tão grave que, já em 1954, gerou a denominação do mal: a Doença de Minamata, uma síndrome neurológica causada por severos sintomas de envenenamento por mercúrio. Os sintomas incluem distúrbios sensoriais nas mãos e nos pés, danos à visão e audição, fraqueza e, em casos extremos, paralisia e morte.
W. Eugene Smith (1918-78), um dos maiores foto-ensaistas dos anos dourados do jornalismo ilustrado, passou três anos em Minamata (1971-73) com sua mulher, a nipo-americana Aileen Mioko Smith, documentando a doença. Seu registro Tomoko Uemura tomando banho é considerado uma das obras-primas da arte fotográfica. Antes não o fosse e a pequena Tomoko pudesse crescer com saúde.
Quantas Tomokos resultarão do garimpo ilegal do rio Madeira? Um crime, como sempre, acobertado pela conivência corrupta das autoridades brasileiras...
sexta-feira, 26 de novembro de 2021
Dia da Consciência Negra é todo dia!
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Clementina de Jesus, 1978. Foto Guina Araújo Ramos |
Todo dia... Em todo dia é necessário que os brasileiros reforcem (ou adquiram) consciência da história e das condições de vida da população negra, a maior do país.
Todo dia é dia de luta contra o racismo, contra a segregação social, contra o preconceito de classe, de cor etc, e ainda contra as várias versões de escravidão de que é vítima a população negra, enfim, todas estas violências que atingem os grupos sociais subalternizados e explorados historicamente pela “elite” colonialista brasileira.
E todo dia é dia de celebrar as grandes figuras negras do Brasil. Hoje, por exemplo, uma das nossas maiores vozes: Clementina de Jesus!
É evidente que, dada a desproporção da presença das pessoas negras nos espaços de prestígio e poder da sociedade brasileira, até que não me surpreendi ao perceber que, na minha carreira de fotojornalista, fotografei muito menos negros...
E isto pode ser demonstrado em rápido balanço dos Bonecos da História que publiquei até agora: a presença de pessoas negras não chega a 25%... Pouco, não por escolha minha, mas por indicação profissional alheia, uma evidência do racismo estrutural vigente, porém todos da maior qualidade!
São eles (nas respectivas postagens): Carmen Costa, Lula, D. Ivone Lara, Marielle Franco, Beto Sem Braço e Aluísio Machado, Jorge Ben Jor, Aracy de Almeida, Júnior, Zezé Mota, Caetano Veloso (com Betânia e Gal), Luisinho do America, Jackson do Pandeiro, "Boca de Anjo", Carlinhos Pandeiro de Ouro, Tia Doca da Portela, Cartola, Apoena Meirelles (e Zé Bel), Milton Nascimento, Alcione, Conceição Evaristo, Baden Powell, Paulinho da Viola, Agnaldo Timóteo, Gilberto Gil e Monarco, se deixei de citar alguém...
E, não por acaso, são também negros os protagonistas da série "Foto Monumento": Trabalhador Desvalorizado, Trabalhador Semiescravizado e Torcedor Desanimado.
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Clementina de Jesus, 1978. Foto Guina Araújo Ramos |
Creio que só fotografei Clementina de Jesus uma única vez, e é uma pena, para a revista Manchete (ou Amiga?), em um show, e já não sei mais qual... E daí são apenas duas as imagens de Clementina de Jesus as que tenho para apresentar n’[Os] Bonecos da [minha] História [no Fotojornalismo]. Outras fotos, aí só mesmo se alguém conseguir descobrir o paradeiro do sumido arquivo fotográfico da Bloch Editores...
Pena que eu não tenha mais do que estas duas fotos, dois “slides” (diapositivos, transparências...), um deles, aliás, muito ruim de foco...
Lamento, mas as fotografias, além da perda de detalhes do próprio escaneamento, pela ação do tempo (as fotos são de 1978), estão cobertas de manchas, com tendência ao lilás.Uma escassez que me obrigou a considerável esforço de recuperação digital da imagem principal, o que, infelizmente, nunca dá resultado perfeito... Para que se tenha noção, deixei a foto sem foco na condição atual.É pena, mas, no que nos traz Clementina, vale a pena!
https://bonecosepretinhas.blogspot.com.br/
quinta-feira, 25 de novembro de 2021
Shipou! GloMoro já está no ar
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Reprodução Twitter |

quarta-feira, 24 de novembro de 2021
A volta do cipó de aroeira do neofascismo bolsonarista
terça-feira, 23 de novembro de 2021
sábado, 20 de novembro de 2021
Empresário carcará de olho na carniça
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A ilustração acima é Reprodução/Estadão. |
Da Folha de São Paulo: memória da fotografia tá "on". Na nuvem
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Reprodução Folha de São Paulo. Clique na imagem para ampliar. Veja o vídeo https://youtu.be/0q0hYKSeG3U |