sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eleição, pra quê?

por Omelete
Quem não deve estar nem um pouco preocupado com a eleição é o futuro presidente da CBF que tem coisa melhor para fazer. Olha só a nova namorada do cara! É a modelo e jornalista Carol Muniz, que foi capa da Sexy. Aliás, Del Nero é um colecionador: é a segunda capa da Sexy que ele pega. A anterior foi a também jornalista Katherine Fontenelle, o detalhe é que Del Nero tem 73 anos. Está em plena "melhor idade", né isso?
Foto Instagram




Passeata de cashmere, BMW, luvas, champanhe, selfies com último modelo de iPhone??? É pra quem gosta de votar em patrão. Sufraga ele, leva ele pra casa... The Economist dá uma gozada na situação. Deu no Portal Imprensa...


(do Portal Imprensa) 
A revista britânica The Economist cobriu o ato de eleitores do candidato à Presidência pelo PSDB Aécio Neves na última quarta-feira (22/10) na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo (SP). Embora tenha declarado apoio ao tucano, a publicação classificou o movimento como a "Revolução de Cashmere", referindo-se à lã utilizada em roupas com preços elevados. Em texto veiculado no blog sobre as Américas, a revista aponta que "barões dos negócios e financistas não são conhecidos por tomar as ruas. No entanto, milhares deles acabaram no centro de São Paulo em apoio a Aécio Neves", escreveu ao indicar que a Faria Lima é "uma via convenientemente localizada perto de muitos de seus escritórios". A publicação afirma que a passeata "foi um espetáculo talvez sem precedentes na história das eleições e não apenas do Brasil". "Vestidos com camisas com iniciais bordadas e bem passadas empunhavam bandeiras de Aécio. Socialites bem vestidas protegidas com pashminas para se proteger do frio fora de época entoavam frases anti-PT", descreveu.
Segundo a Economist, todos os presentes faziam selfies com "iPhones caros", enquanto a maior parte dos atos de rua é assunto para "Samsungs mais baratos". "A única coisa que faltou nessa 'Revolução da Cashmere' foram as taças de champanhe (...)
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É jornalismo-verdade, reality show? Tá ficando divertido: depois do episódio-barraco da repórter e da âncora que foi demitida, mais dois apresentadores da Globo se desentendem ao vivo.


Deu no Portal Imprensa. Veja o vídeo, clique AQUI

50 anos depois, a história de uma das fotos mais publicadas de todos os tempos. E que fim levou a modelo...

Uma das fotos mais publicadas em todos os tempos; Christine Keller em 1963. Foto de Lewis Morley reproduzida do site V&A (link abaixo)
por Omelete
O Daily Mail mergulhou no passado. Publicou uma foto da ex-modelo Christine Keeler, aos 71 anos, pouco mais de 50 anos após caso Profumo. Um escândalo icônico do começo dos anos 60. A bela Keller transava com o ministro John Profumo, a quem conheceu como "acompanhante", e, em paralelo, dava para um adido russo. O fato de a showgirl esquentar a cama de um funcionário soviético e de uma autoridade britânica, em plena Guerra Fria, era uma bomba de muitos megatons. Pela foto atual de Christine Keller, é difícil imaginar a gata que ela era, uma das mais fotografadas do mundo, naqueles tempos. Vive em um abrigo, hoje, mas ganhou dinheiro na época. Sua história foi vendida para livros, documentários e filmes. Protagonizou muitos ensaios fotográficos e vendeu entrevistas para dezenas de publicações. Depois, sumiu. Há pouco tempo, alegou em rara entrevista que não queria que seus dois filhos fossem "associados à prostituta do passado". O escândalo que provocou a renúncia de Profumo deixou um ensaio fotográfico antológico, que mostrava Christine Keller nua, em uma cadeira. As fotos correram o mundo. Depois,  descobriu-se que era para o lançamento de um filme e, também, campanha publicitária da... cadeira, que fez tanto sucesso quanto a modelo do ensaio. 
Christine Keller, hoje. Reprodução Daily Mail

As curvas da showgirl em 1964, no auge da fama. Reprodução Daily Mail



O famoso ensaio fotográfico na cadeira. As fotos foram feitas por Lewis Morley. E tanto repercutiram que ele mesmo deu muitas entrevistas contando os "bastidores" da sessão. Segundoo fotógrafo australiano, o material deveria divulgar um filme, em 1963, que acabou não sendo lançado (a primeira produção sobre o tema só conseguiu emplacar em 1969). Morley contou que usou três rolos de filme 120 P&B. Os dois primeiros mostravam Christine Keller sentada, em várias posições, na cadeira e no chão, vestindo um pequeno gibão de couro. Os produtores do filme, que estavam no estúdio, exigiram que ela tirasse a roupa. Christine relutou, mas os chefões alegaram que estava no contrato assinado. Ela se rendeu. Morley usou então mais um rolo de filme com 12 "chapas". Ele contou que quando revelou o filme havia 11 fotos gravadas. Não sabe porque, uma ficara totalmente escura. E foi apenas na última imagem do filme, a 11°, ele resolveu dar um passo para trás e fotografou a showgirl "cavalgando" a cadeira, pernas abertas, cotovelos apoiados no espaldar, escondendo os seios. Foi essa foto, a derradeira "chapa", a mais publicada do ensaio, uma das fotos mais reproduzidas de todos os tempos e que entrou para a história da fotografias mundial.
Toda a sequência está, atualmente, no Victoria and Albert Museum, em Londres.

VOCÊ PODE VER O ENSAIO COMPLETO NO SITE V&A. CLIQUE AQUI













"Bala de prata": Edições extras nas bancas e na boca de urna... vai vendo

Exclusivo: Em delação premiada funcionário de gráfica revela capas que estarão nas bancas até domingo.





E mais uma edição que não vai para as bancas e já foi apreendida porque a segurança interna descobriu a tempo que que foi feito por um funcionário que estava tentando "aparelhar" a gráfica. 

Para ver outras capas com graves denúncias, clique AQUI 

A hora da onça beber água...

Falta pouco para o Brasil levar à urna o voto mais disputado desde as eleições de 1989, quando Collor e Lula era os candidatos da redemocratização, nas primeiras diretas após a ditadura. Claro que não vale aqui qualquer menção a Sarney e Tancredo, irrelevantes pela circunstância de terem chegado lá de maneira não democrática, sem a participação do povo, alçados pelo famigerado colégio eleitoral dos militares. Redemocratização é outra história. Em 1985, o país vinha de uma derrota, perdeu a Emenda Dante de Oliveira e ganhou o circo da "Nova República", com direito a fantasia, picadeiro e palhaços e comandado por um fiel servidor da ditadura, o notório Sarney, Mas essa é outro capítulo. Seja lá quem vencer no domingo, há lições a tirar da campanha, pro bem e pro mal. De saída, vamos esquecer essa besteira de que o país está dividido. Eleição é para isso, para contar votos e há vastos de exemplos de presidentes em vários países que venceram até com pouco mais de 40% dos votos descontados os nulos e brancos. Aqui, o buraco em mais embaixo e esse suposto "equilíbrio" pode até ser creditado, em parte, ao nosso confuso sistema político travado pela reforma que não vem, que permite coligações sem sentido em um vale-tudo que leva um candidato a subir em três palanques regionais sendo que, não raro, em um deles, ou dois deles, apoia o oponente na eleição nacional. 
O país está dividido, sim, entre duas propostas de governo diferentes. Ou não é grande diferença o governo atual e todos anteriores terem a Caixa Econômica, só para dar um exemplo, como banco de fomento da casa própria, aspiração de milhões de brasileiros, e o futuro ministro de um eventual governo da oposição, operador de mercado financeiro, onde circula com o conforto extra de ter cidadania americana e ligado a bancos e corretoras intencionais ameaçar torpedeá-la, falando em "mudar o modelo"? Modelito, aliás, por demais manjado.
A mídia tem falado também na 'baixaria" dos debates, e que o PT "dividiu o país". Outra besteira, sem falar na mentira. Contra Lula, em 1989, Collor, o candidato dos grandes grupos, uma espécie de Aécio da vez, mídia e marqueteiros colocaram nas primeiras páginas dos jornais uma enfermeira que "denunciava" que a filha de Lula tinha feito um aborto. Se isso não foi o marco zero da baixaria... O "país unido" que a elite quer é unido em torno dela, com o povo subserviente e disposto a lamber botas em troco de migalhas. Daí, a baixaria crônica contra qualquer candidato que represente ideias opostas à "Casa Grande". Colunistas chamam ex-presidente de "moleque", publicam acusações sem qualquer prova, detonam reputações, mentem, inventam, negam direito de resposta. Uma revista chega a antecipar a chegada nas bancas para melhor funcionar como panfleto eleitoral. Isso aí está mais para um tipo de "milícia jornalistica" do que exatamente liberdade de expressão. Posturas como essa e mais a crescente influência das mídias sociais acirraram os debates e as posições. Eleição nunca mais vai ser como antes. Descontadas as muitas inverdades que a rede absorve, é muito bom que mais pessoas manifestem suas opiniões, diretamente, sem a intermediação da mídia comercial. A justiça está aí mesmo como instância legal para que as mentiras e acusações sem provas sejam punidas.
O que preocupa é a radicalização do bloco de colunistas da direita nos últimos dois dias. Especialmente depois que as pesquisas mostraram um pequeno avanço da Dilma. Nem chega a ser um onda capaz de decidir uma eleição - Aécio continua com grandes chances de vencer -, mas deixar o "empate técnico" foi o suficiente para fazer cair algumas máscaras. Um defende perigosamente que Dilma, se eleita, não terá legitimidade; outros já pedem impeachment, em côro, cassação, tapetão, após o depoimento de um doleiro que não oferece provas. O mesmo doleiro, aliás, que operou valores monumentais no chamado escândalo do Banestado, um dos itens no grande armário do PSDB no final dos anos 90. Reportagens que não se sustentam por não oferecer documentos e nem mesmo a credibilidade do verbo, tudo é "seria", "teria", junto com uma técnica de levantar "fontes" que lembra uma brincadeira de criança, a do "telefone sem fio", com a "informação" sendo maltratada até virar a ficção mais conveniente. 
Esse tipo de campanha não chega a ser novidade na história do Brasil. Lacerda nos anos 50, Ibad, Ipes, com milhões de dólares à disposição no começo dos anos 60, e a grande imprensa, praticaram com desenvoltura esse jogo da vergonha. Deu no que deu. 
Mas agora, já "protocolando" pedido de impeachment em um eventual futuro mandato, partiram para o deboche. Talvez por isso, como se constata hoje em comentários nas redes sociais, Dilma esteja ganhando alguns indecisos. Gente que não acredita nem em um nem em outro mas que tem a convicção de que não estará com a "milicia" anti-democrática. 
´São os brasileiros que pensam como José Régio, o autor de "Poemas de Deus e do Diabo", que diz:  
Não sei por onde vou, 
Não sei para onde vou 
- Sei que não vou por aí! 



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Colégio demite professora de 75 anos porque ela fez um filme erótico há 44 anos...

por Omelete
Nem a inquisição foi tão longe com as suas garras. E nem o Vaticano com os padres pedófilos. O colégio Jean-de Brébeuf, instituição jesuíta de Montreal, no Canadá, demitiu uma professora depois que alunos descobriram na internet o filme erótico "O Diário Íntimo de uma Ninfomaníaca", onde a amada mestra mostra seu talento. Só que Jacqueline Anger, a demitida, tem atualmente 73 anos e o filme foi lançado no começo dos anos 70. Indignados, Muitos pais de alunos protestaram com o afastamento da professora, que dava aulas no colégio há mais de 15 anos. Com a repercussão, o colégio reconsiderou a decisão. Agora, na boa, deveriam punir os alunos X9. Quer ver filme pornô, tudo bem, mas não encham o saco dedurando quer quer que seja. O produtor do filme, se vivo for, é quem vai se dar bem: todo mundo agora vai querer ver o filme.

Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) acusa: cobertura da campanha eleitoral não mostra jornalismo e faz campanha partidária

NOTA OFICIAL DA FENAJ

"Proselitismo eleitoral disfarçado de jornalismo"
Diante da cobertura jornalística realizada neste segundo turno das eleições presidenciais e de casos de censura e pressões a jornalistas, a Federação Nacional do Jornalistas (FENAJ) vem a público alertar a sociedade brasileira sobre a farsa praticada por muitos veículos de comunicação, que fazem proselitismo eleitoral disfarçado de Jornalismo.

Estamos num momento importante de consolidação da democracia brasileira, em que a informação é um bem público indispensável aos cidadãos e cidadãs para a definição do voto. Infelizmente, com o objetivo indisfarçável de beneficiar um dos candidatos, muitos veículos de comunicação – entre eles os principais jornais e revistas de circulação nacional e os principais grupos de rádio e TV – abdicaram do Jornalismo como atividade de produção e veiculação de informação isenta, plural e ética.

Como entidade maior de representação dos jornalistas brasileiros, a FENAJ alerta para o perigo das notícias tendenciosas, das denúncias sem provas, das análises esvaziadas de dados e cheias de opiniões, das reportagens que buscam nexos inexistentes e das pesquisas eleitorais que, lembramos, tiveram sua credibilidade abalada pelos resultados do 1º turno das eleições.

Reafirmamos, mais uma vez, a importância do Jornalismo e sua possibilidade de realização tendo em vista o interesse público. Ressaltamos que os veículos de comunicação poderiam fazer a opção de declarar apoio a uma candidatura, o que é prática comum em outros países do mundo. Ainda assim, não deveriam abdicar dos princípios teóricos, técnicos e éticos do Jornalismo para beneficiar um candidato. A opção, entretanto, é por afirmar uma falsa neutralidade e por abrir mão do Jornalismo para enganar a sociedade.

Por fim, a FENAJ repudia as ações de pressão, intimidação e repressão aos jornalistas, que são penalizados justamente por defenderem o Jornalismo como atividade garantidora do direito da sociedade à informação. Igualmente, esta Federação repudia a postura dos que não diferenciam a prática e linha editorial das empresas de comunicação do exercício profissional e responsável do jornalismo.

Conclamamos os jornalistas e o conjunto da sociedade brasileira a dizer não ao autoritarismo e a todas as formas de cerceamento à liberdade de expressão e à liberdade do voto".

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas.
Brasília, 20 de outubro de 2014.

Pesquisadores americanos encontram submarino alemão afundado ao largo da Carolina do Norte. Há um ano, mergulhadores brasileiros fizeram descoberta semelhante na costa catarinense

Imagem do O U-boat 576 no fundo do mar, ao largo da Carolina do Norte (Foto: NOAA)
A tripulação do submarino: não houve sobreviventes. Foto Reprodução NOAA

O U-boat 576 ao deixar o porto de Saint Nazaire, na Fraça, rumo às operações no Atlântico. Foto Reprodução NOAA
A NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), dos Estados Unidos, localizou o U-boat 576 nas proximidade do Cabo Hatteras, na Carolina do Norte. O submarino alemão, que foi a pique com toda a tripulação (45 homens), repousa no leito do Atlântico, ironicamente bem próximo ao navio que torpedeou, o cargueiro Bluefields. No dia 15 de julho de 1942, um comboio de 19 navios mercantes levava carregamentos militares para Key West, na Flórida, quando foi atacado U-576 que, em seguida, foi atingido por um avião da Marinha americana e pelo fogo de outros navios. Entre fevereiro e julho de 1942, o U-boat 576 em ação no Atlântico afundou outros três cargueiros e danificou seriamente mais dois navios.
O Brasil também foi alvo de intensas operações da frota de Hitler. Segundo pesquisadores, há dez submarinos alemães e um italiano afundados no litoral brasileiro dos 150 que navegaram nas nossas águas. Apenas um, o U-513 foi encontrado na costa de Santa Catarina, em 2013, pela equipe do mergulhador Vilfredo Schürmann, que produziu um documentário sobre o assunto.

Dias tensos na reta final: a mídia está inquieta, indócil, e repete o modelo de 1963/1964... Agora diz que Dilma carece de "legitimidade democrática"

As frases abaixo, pinçadas de um artigo de Demétrio Magnoli, no Globo, são de hoje. Mas, extraído do texto o nome de Dilma Rousseff e colado no lugar o de um certo presidente João Goulart, você vai entrar em uma máquina do tempo de triste memória. O tal artigo intitulado Dilma 2, a crise, poderia fazer parte dos calhamaços que o IPES-IBAD plantava nos jornais em 1963 com o objetivo de assustar a população e criar cenários terríveis caso o governo Jango continuasse. A história conta que o país, ou falta dele, que emergiu da campanha midiática pré-64, não deixou nenhuma saudade mas deixou muitas vítimas. Nem parece que foi ontem...

* "Se, neste domingo, Dilma Rousseff obtiver a reeleição, estará instalado um governo de crise"
* "A presidente teria o cetro e o trono, mas careceria da legitimidade tipicamente democrática, que decorre da persuasão".
* "O vetor resultante é um vetor de crise crônica".
* "Uma presidente que perdeu o respeito da opinião pública se converteria em refém das múltiplas, contraditórias exigências de uma coalizão de poder cada vez mais esganiçada".

Fiat Uno 2015 no rítmo de Anitta

A Fiat lança o novo Uno no embalo da música “Happy”, de Pharrel Williams. O toque brasileiro é a presença da cantora Anitta dançando ao lado do carro. Os figurantes foram selecionados através da mídia social e convidados a enviar vídeos. As melhores cenas passaram a fazer parte do clipe oficial do Uno, "Happy de série", produzido pela Pereira & O’Dell.
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Jornalistas perdem protagonismo nos processos eleitorais

Os jornalistas tiveram sempre um protagonismo histórico nos processos eleitorais que se seguiram à implantação da República no país. Foi um deles, Quintino Bocayuva, que redigiu o famoso “Manifesto Republicano”, contendo as raízes da nova tradição de conduta pós-monárquica e firmando-se como o primeiro integrante do “Comitê de Propaganda do Partido Republicano”. Um jornalista que fazia propaganda, preocupando-se com a dimensão ideológica que o termo propaganda carrega etimologicamente, desde então.
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MAIS UM COMUNICADO DA CEEBE: A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA, 24/10, EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (LETRAS H e I) COMEÇAM A RECEBER PARCELAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA DAS INDENIZAÇÕES TRABALHISTAS

A Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE), através de José Carlos Jesus, informa:

A PARTIR DE SEXTA-FEIRA, DIA 24 DE OUTUBRO, ESTARÃO DISPONÍVEIS NAS AGÊNCIAS DO BANCO DO BRASIL OS PAGAMENTOS DE MAIS UMA PARCELA DA CORREÇÃO MONETÁRIA DOS VALORES REFERENTES AOS DIREITOS TRABALHISTAS DOS EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (CREDORES DA MASSA FALIDA)  CUJOS NOMES COMEÇAM COM AS LETRA H e I

Os que fazem parte desse grupo de letras já podem procurar as agências do Banco do Brasil munidos de CPF e Carteira de Identidade. É importante que ao chegar à agência informem claramente que ali estão para ‘receber um Mandado de Pagamento da Massa Falida da Bloch Editores’. Isso ajudará a direcionar a solicitação. Se, por acaso, surgir algum obstáculo, o credor deverá ir ao 4° andar do Fórum (Av. Erasmo Braga, 115, Centro, Rio de Janeiro, RJ) e dirigir-se à agência local do Banco do Brasil, que faz a coordenação geral da operação e orienta sobre os procedimentos.
Os demais ex-empregados da Bloch cujos nomes se iniciam pelas letras a partir de J receberão suas atualizações monetárias na medida em que o Cartório for liberando os Mandados dos grupos subsequentes, sempre em ordem alfabética. Os pagamentos estão sendo realizados por ordem da Exma. Sra. Dra. Juíza Titular da 5ª Vara Empresarial da Capital, Maria da Penha Nobre Mauro, aos ex-empregados da Bloch Editores habilitados como principais credores da Massa Falida da empresa. Vale ressaltar, mais uma vez, a determinação da juíza para a liberação de mais este rateio.
A expectativa e a confiança de todos é que essa etapa seja concluída até o fim da primeira semana de novembro”. 


PRÓXIMA ASSEMBLÉIA: SEXTA-FEIRA,  31 DE OUTUBRO
Aviso aos colegas da extinta Bloch Editores: a próxima assembléia dos ex-funcionários acontecerá no dia 31 de outubro, sexta-feira, às 11h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Rua Evaristo da Veiga, 16, 17° andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A foto do dia... ouro nada tolo... e Rabicó tomou um prejú

Foto: Comunicação Social da Polícia Federal
Não é o armário do Tio Patinhas. As barras de ouro que você vê acima foram apreendidas por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal (PF), em Muriaé. São cerca de 20 quilos de ouro, avaliados em mais de R$ 2 milhões. Segundo a PF, o ouro pertencia ao traficante Antônio Hilário Ferreira, conhecido como "Rabicó" e estava na casa da parentada do meliante.

Ben Bradlee, vai-se uma lenda do jornalismo

Ben Bradlee em foto Miguel Ariel Contreras- Drake Mc Laughlin
A morte de Ben Bradlee, ontem, aos 93 anos, merece alguma reflexão. O lendário editor do jornal Washington Post bancou a cobertura do escândalo do Watergate, que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon, em 1974. Antes, também assumira os risco de publicar os célebres e explosivos documentos do Pentágono. Há muito, o jornal que Bradlee tornou um dos mais importantes do mundo, perdeu o brilho. Como quase todos os grandes órgãos de imprensa atuais, sofre as consequências de ser uma linha a mais no organograma de uma corporação. Poucos jornais permanecem dignos desse nome, vivem crise de identidade e são incapazes de priorizar o interesse público antes dos seus interesses econômicos, partidários ou financeiros colocando em dúvida o chamado jornalismo investigativo, mais seletivo do que nunca. O último grande momento da imprensa mundial - a denúncia da espionagem eletrônica por parte da NSA americana - deveu-se à decisão de um ex-funcionário da própria agência, Edward Snowden, que, por motivos de consciência decidiu entregar todos documentos a um jornalista (Glenn Greenwald, de quem, não se deve tirar o mérito, que os publicou no jornal inglês The Guardian) do que exatamente a um exaustivo trabalho de investigação da imprensa. Já na apuração do caso Watergate, Bob Woodward e Carl Berstein tinham que recorrer a informantes e cruzar centenas de informações, em um trabalho tenso e quase insano para não correr o risco de divulgar notícias falsas ou "plantadas" por "fontes" interessadas em torpedear a apuração. Um desses informantes, o famoso "Deep Throat", o "Garganta Profunda", teve sua identidade mantida em segredo até 2005, quando ele próprio decidiu revelar-se. Era W. Mark Felt, ex-vice-diretor no FBI. Na época da publicação da série de matérias que acabaram com Nixon, apenas três pessoas sabiam quem era o "Deep Throat": os dois repórteres e Ben Bradlee. Nem Katharine Graham, a publisher, da família que controlava o Post, sabia quem era a fonte das matérias que colocavam em risco a sobrevivência do seu jornal. Você consegue imaginar algo parecido aqui nos trópicos?

Cena do filme "Todos os homens do Presidente", com Robert Ford e Dustin Hoffman no papel dos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein. O segundo da esquerda para a direita é o ator Jason Robards, que fez o papel de Ben Bradley


Novos tempos, novos vôos...

Foto Gerson Fujiki-Embraer

Foto FAB

A Embraer apresentou ontem o avião de transporte desenvolvido pela empresa  - o KC390 - destinado a substituir os históricos Hércules C-130, da FAB. A fábrica brasileira já recebeu pedidos de vários países também interessados em aposentar seus aviões de transporte. O Hércules ficou conhecido e até virou livro e filme por um fato políticos: foi, na época da ditadura, o avião, o de número 56 gravado na fuselagem, que transportou para o exílio, em 1969, o grupo de guerrilheiros que ganhou a liberdade em troca da libertação do embaixador americano Charles Elbrick, que havia sido sequestrado por militantes em luta contra o governo militar. Em tempos mais pacíficos, o Hércules participou de dezenas de missões de ajuda a populações vítimas de catástrofes, levando alimentos e remédios, no Brasil e no exterior. Os repórteres e fotógrafos da Manchete pegavam carona no velho C-130, muitas vezes, a caminho da Amazônia. E acompanharam alguns vôos de socorro, como por ocasião de um terremoto no México e em missões à África e à Antártida.

Novo escândalo na mídia: nem Aécio, nem Dilma... Modelos posam em base militar e provocam investigação federal

por Omelete
A mídia brasileira ainda está em busca da "bala de prata" para abater Dilma Rousseff na reta final da campanha. Os patrões exigem e os rapazes da imprensa estão nervosos. Mas nos Estados Unidos surgiu um escândalo que que ocupa os jornais por motivos bem mais saudáveis e edificantes. Algumas modelos posaram para um calendário de 2015 usando como cenário uma base militar da Guarda Nacional de Utah. Foi aberta uma investigação por "uso indevido de instalações militares". As autoridades se irritaram ainda mais porque as modelos e o calendário são ingleses. Enquanto segue a investigação, a Hot Shot viu multiplicados os pedidos de reserva do calendário 2015. Para a editora, essa sim foi uma "bala de prata".
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O outro lado... o adversário é o conservadorismo elitista

por Rodrigo Vianna
"Desde a campanha de 89 que não se via um ato político com tamanha carga de emoção em São Paulo. Os paulistas que votam no PT (e também aqueles que, apesar de não gostarem tanto do PT, resolveram reagir à onda de ódio e conservadorismo que tomou conta das ruas) foram nesta segunda-feira/20 de outubro para o TUCA - histórico teatro da PUC-SP, no bairro de Perdizes. O TUCA tem um caráter simbólico. E o PT, há tempos, se descuidara das batalhas simbólicas. O TUCA foi palco de manifestações contra a ditadura, foi palco de atos em defesa dos Direitos Humanos. Portanto, se há um lugar onde os paulistas podem se reunir pra dizer "Basta" à onda conservadora, este lugar é o teatro da PUC. O PT previa um ato pra 500 ou 800 pessoas, em que Dilma receberia apoio de intelectuais e artistas. Aconteceu algo incrível: apareceu tanta gente, que o auditório ficou lotado e se improvisou um comício do lado de fora - que fechou a rua Monte Alegre. Em frente ao belo prédio, com suas arcadas históricas, misturavam-se duas ou três gerações: antigos militantes com bandeiras vermelhas,  jovens indignados com o tom autoritário e cheio de ódio da campanha tucana, e também o pessoal de 40 ou 50 anos - que lembra bem o que foi a campanha de 89. No telão, a turma que estava do lado de fora conseguiu acompanhar o ato que rolava lá dentro. Um ato amplo, com gente do PT, do PSOL, PCdoB, PSB, além de intelectuais e artistas que estão acima de filiações partidárias (como o escritor Raduan Nassar), e até ex-tucanos (Bresser Pereira). Bresser, aliás, fez um discurso firme, deixando claro que o centro da disputa não é (nunca foi!) corrupção, mas o embate entre ricos e pobres. "Precisou do Bresser, um ex-tucano, pra trazer a luta de classes de volta à campanha petista" - brincou um amigo jornalista. Gilberto Maringoni, que foi candidato a governador pelo PSOL em São Paulo, mostrou que o partido amadurece e tende a ganhar cada vez mais espaço com uma postura crítica - mas não suicida. Maringoni ironizou o discurso da "alternância de poder" feito pelo PSDB e pela elite conservadora: "Somos favoráveis à alternância de poder. Eles governaram quinhentos anos. Nos próximos quinhentos, portanto, governaremos nós". O "nós" a que se refere Maringoni não é o PSOL, nem o PT. Mas o povo - organizado em partidos de esquerda, em sindicatos, e também em novos coletivos que trazem a juventude da periferia para a disputa. Logo, chegaram Dilma e Lula (que vinham de outro ato emocionante e carregado de apelo simbólico - na periferia da zona leste paulistana). Brinquei com um amigo: "bem que a Dilma agora podia aparecer nesse balcão do TUCA, virado pro lado de fora onde está o povo...". O amigo respondeu: "seria bonito, ia parecer  Dom Pedro no dia do Fico". Muita gente pensou a mesma coisa, e começaram os gritos: "Dilma na janela!" Mas a essa altura, 10 horas da noite, só havia o telão. As falas lá dentro, no palco do Teatro, foram incendiando a militância que seguia firme do lado de fora - apesar da chuva fina que (finalmente!) caía sobre São Paulo. Vieram os discursos do prefeito Fernando Haddad, de Roberto Amaral (o presidente do PSB que foi alijado da direção partidária porque se negou a alugar, para o tucanato, a histórica legenda socialista), e Marta Suplicy...
Vieram os manifestos de artistas e professores - lidos por Sergio Mamberti. E surgiram também depoimentos gravados em vídeo: Dalmo Dallari (o antigo jurista que defende os Direitos Humanos) e Chico Buarque.
Quando este último falou, a multidão veio abaixo. A entrada de Chico na campanha teve um papel que talvez nem ele compreenda. Uma sensação de que - apesar dos erros e concessões em 12 anos de poder - algo se mantem vivo no fio da história que liga esse PT da Dilma às velhas lutas em defesa da Democracia nos anos 60 e 70.
Nesse sentido, Chico Buarque é um símbolo só comparável a Lula na esquerda brasileira.
Aí chegou a hora das últimas falas. Lula pediu que se enfrente o preconceito. Incendiou a militância. E Dilma fez um de seus melhores discursos nessa campanha. Firme, feliz.
O interessante é que os dois parecem se completar. Se Lula simboliza que os pobres e deserdados podem governar (e que o Estado brasileiro não deve ser um clube de defesa dos interesses da velha elite), Dilma coloca em pauta um tema que o PT jamais tratou com a devida importância: a defesa do interesse nacional.
Dilma mostrou - de forma tranquila, sem ódio - que o PSDB tem um projeto de apequenar o Brasil. Lembrou os ataques ao Brasil nas manifestações contra a Copa (sim, ali o que se pretendia era rebaixar a auto-estima do povo brasileiro, procurando convencê-lo de que seríamos um povo incapaz de receber evento tão grandioso), lembrou a incapacidade dos adversários de pensarem no Brasil como uma potência autônoma. Dilma mostrou clareza, grandeza e calma. Muita calma.
 Quando o ato terminou, já passava de 11 da noite. E aí veio a surpresa: Dilma foi - sim - pra janela, para o balcão do Teatro voltado pra rua.
No improviso, sem microfone, travou um diálogo com a multidão, usando gestos e sorris os. Parecia sentir a energia que vinha da rua. Dilma, uma senhora já perto dos 70 anos (xingada na abertura da Copa, atacada de forma arrogante nos debates e na imprensa), exibiu alegria e altivez. Foram dez minutos, sem microfone, sem marqueteiro. O povo cantava, e Dilma respondia - sem palavras. Agarrada às grades do pequeno balcão, pulava e erguia o punho cerrado para o alto. Não era o punho do ódio. Mas o punho de quem sabe bem o lado que representa. Dilma não é uma oradora nata, não tem o apelo popular de um Lula. Mas nessa campanha ela virou líder. O ato no TUCA pode ter sido o momento a marcar essa passagem. Dilma passa a ser menos a "gerente" e muito mais a "liderança política" que comanda um projeto de mudança iniciado há 12 anos. Dilma traz ao PT uma pitada de Vargas e Brizola, de trabalhismo e de defesa do interesse nacional. E o PT (com apoio da  militância popular, não necessariamente petista) finalmente parece ter incorporado Dilma não como a "continuadora da obra de Lula", mas como uma liderança que se afirma por si. Na luta concreta.
Uma liderança que - na reta final, nessa segunda-feira de garoa fina em São Paulo - pulava feito menina no ritmo da rua, pendurada no histórico balcão da PUC de São Paulo. Dilma ficou maior."

LEIA MAIS E VEJA O VÍDEO NO "CONVERSA AFIADA". CLIQUE AQUI

Para censura, intolerância e mídia partidária, a resposta é vergonha na cara

por Emerson Damasceno
Meu conterrâneo, o jornalista Xico Sá, recentemente pediu demissão da Folha de São Paulo porque foi impedido de publicar um texto no qual justificava e informava o seu voto na Presidenta Dilma. A Folha não admitiu o que seria o "partidarismo" de Xico, que guardou o texto e altivamente, pediu demissão do Jornal.
Ao contrário de outros profissionais e meios de comunicação, Xico preferiu não induzir o leitor, mas escancarou a sua vontade eleitoral. Se analisarmos a quantidade de outros colegas de profissão que, embora não declarando voto, induzem o leitor a cada postagem ou manifestação, o textículo (desculpando desde já pelo termo) de Xico, seria uma onda a mais, no oceano da chamada grande mídia.
Por isso, quando ele resolveu tornar público o seu texto, decidi publicá-lo aqui em meu blog. Não apenas em desagravo ao Xico Sá, mas também a outros Chicos que apoiam e declaram seu voto em Dilma. O Buarque, o César e tantos outros Brasil afora e que acabam sendo julgados por uma manifestação cívica e pacífica, que é a escolha de um candidato. Decisão esta, mormente em função de um período onde uma perigosa e minoritária parcela social tupiniquim, tenta desconstruir o que temos conquistado a duras penas, seja econômica, social e politicamente. Ao terem que emudecer, Xico e tantos outros parecem personagens kafkianas caladas por uma eclosão de uma perigosa modinha tropical que parece mais um neomacartismo contra tudo e todos que ousam remar contra aquela maré controlada. Antes fosse a volta do tropicalismo.

Leia abaixo o texto recusado pela Folha de São Paulo e que provocou a saída do jornalista cratense Xico Sá do jornal onde trabalhava há quase 20 anos.

"Fla-Flu eleitoral"
por Xico Sá
"Se no primeiro turno foi Brasileirão de pontos corridos, agora, camarada, é Copa do Brasil, mata-mata. Amigo torcedor, amigo secador, mesmo com a obviedade ululante de PT x PSDB, eleição não é Fla-Flu, eleição não é sequer Atlético x Cruzeiro, Galo x Raposa, para levar a contenda para as Minas Gerais onde nasceram os dois candidatos do segundo turno.
Eleição não é um dérbi clássico como Guarani x Ponte Preta, eleição é tão mais rico que cabe, lindamente contra o voto, meus colegas anarquistas na parada, votar simplesmente no nada, nonada, como nos sertões de Guimarães Rosa, sempre na área.
Fla-Flu, embora exista antes do infinito e da ideia de Gênesis, nego esquece em uma semana. Futebol nego esquece no 25º casco debaixo da mesa, afinal de contas, como dizia meu irmão Sócrates Brasileiro, futebol não é uma caixinha de nada, futebol é um engradado de surpresas sempre dividido com amigos de todos os clubes.
Doutor Sócrates Brasileiro que foi mais pedagógico, um Paulo Freire da bola, com a Democracia Corintiana, do que muitas escolas. Doutor Sócrates, Casagrande e Vladimir nos ensinaram mais sobre a ideia grega do "poder do povo e pelo povo" do que toda aquela imposição de Educação Moral e Cívica dos generais das trevas.
Foi-se o tempo que viver era Arena x MDB, era Brahma x Antarctica. Até porque eles hoje são a mesma coisa, a mesma fábrica, a mesma Ambev que botou dinheiro de monte até na Marina evangélica –la não queria, mas o tesoureiro, talvez neopentecostal, pegou do mesmo jeito de todo mundo, vai saber, já era.
Eleição é coisa de quatro anos, no mínimo, pois até quem diz que não quer mais compra um aninho de luxúria e sossego iluminista em Paris, como já vimos no caso do FHC, comprovado em um dos maiores furos desta Folha, reportagem do grande Fernando Rodrigues, parlamentar comprado a preço de mensalão superfaturado.
Cadê a memória, a mínima morália, como diria Adorno, jornalismo safado?
Quem dera eleição fosse apenas o Fla-Flu que dizem. Quem dera fosse apenas um cordel que poderia ser resumido na peleja do playboy danadinho contra a mulher durona. É tudo mais complexo, ainda bem, e se no primeiro turno foi Brasileirão de pontos corridos, agora, camarada, é Copa do Brasil, mata-mata.
Como sou favorável à linha dos jornais americanos que declaram voto, coisa que meu jornal aqui teimosamente não encampa, queria deixar claro da minha parte: voto Dilma, apesar do meu pendor anarquista. Perdão, Bakunin, mas meu voto é contra a imprensa burguesa.
Digo que o jornal que me emprega não encampa e justiça seja feita: nunca me proibiu de dizer nada. Nem no impresso nem no blog. "Bota pra quebrar, meu filho", lembro do velho sr. Frias nessa hora, que cabra! Seria legal que todos os jornalistas, que têm lado sim, se declarassem. Quem se apresenta para tornar as coisas mais iluminadas?"

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sábado, 18 de outubro de 2014

Publicidade: Par de seios causa 517 acidentes de trânsito

Foto: Reprodução DM
O jornal Daily Mail publica a foto acima, captada nas ruas de Moscou. O outdoor volante, que tenta incentivar empresas a anunciar em frotas de utilitários e caminhões, foi estampado pela agência publicitária Sarafan, no mesmo dia, em 30 veículos. Segundo a polícia, o poderoso par de seios  - na traja está escrito "Eles atraem" - foi causador de 517 acidentes de trânsito. Os donos dos veículos danificados querem que a Sarafan cubra os prejuízos. A propósito, em 2016, o Rio será invadido por milhares de russos, que vão participar da Olimpíada com uma das maiores delegações da competição, sem falar nos torcedores. Bom avisá-los para não dirigir nas pistas da orla de Ipanema e Copacabana. Ou provocarão um colossal engavetamento de carros. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

NOVO COMUNICADO DA CEEBE: A PARTIR DE TERÇA-FEIRA, 21, EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (LETRA G) COMEÇAM A RECEBER PARCELAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA DAS INDENIZAÇÕES TRABALHISTAS

A Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE), através de José Carlos Jesus, informa:

A PARTIR DE TERÇA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO, ESTARÃO DISPONÍVEIS NAS AGÊNCIAS DO BANCO DO BRASIL OS PAGAMENTOS DE MAIS UMA PARCELA DA CORREÇÃO MONETÁRIA DOS VALORES REFERENTES AOS DIREITOS TRABALHISTAS DOS EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (CREDORES DA MASSA FALIDA)  CUJOS NOMES COMEÇAM COM A LETRA G

Os que fazem parte desse grupo de letras já podem procurar as agências do Banco do Brasil munidos de CPF e Carteira de Identidade. É importante que ao chegar à agência informem claramente que ali estão para ‘receber um Mandado de Pagamento da Massa Falida da Bloch Editores’. Isso ajudará a direcionar a solicitação. Se, por acaso, surgir algum obstáculo, o credor deverá ir ao 4° andar do Fórum (Av. Erasmo Braga, 115, Centro, Rio de Janeiro, RJ) e dirigir-se à agência local do Banco do Brasil, que faz a coordenação geral da operação e orienta sobre os procedimentos.
Os demais ex-empregados da Bloch cujos nomes se iniciam pelas letras a partir de H receberão suas atualizações monetárias na medida em que o Cartório for liberando os Mandados dos grupos subsequentes, sempre em ordem alfabética. Os pagamentos estão sendo realizados por ordem da Exma. Sra. Dra. Juíza Titular da 5ª Vara Empresarial da Capital, Maria da Penha Nobre Mauro, aos ex-empregados da Bloch Editores habilitados como principais credores da Massa Falida da empresa. Vale ressaltar, mais uma vez, a determinação da juíza para a liberação de mais este rateio.
A expectativa e a confiança de todos é que essa etapa seja concluída até o fim da primeira semana de novembro”. 


PRÓXIMA ASSEMBLÉIA: SEXTA-FEIRA,  31 DE OUTUBRO
Aviso aos colegas da extinta Bloch Editores: a próxima assembléia dos ex-funcionários acontecerá no dia 31 de outubro, sexta-feira, às 11h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Rua Evaristo da Veiga, 16, 17° andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Rádio lança promoção em São Paulo: 1.000 litros de água para o ouvinte que fizer a melhor "dança da chuva"

Foto Divulgação
A rádio Mix FM, de São Paulo, acaba de lançar um promoção: vai dar 1.000 litros de água a quem fizer melhor a "dança da chuva".  Os ouvintes devem publicar um vídeo em qualquer rede social com a hashtag #AMixTemAgua". O resultado será divulgado no próximo dia 8 de novembro.

Demorou, mas o "ventilador" foi ligado. Deu na Folha... Paulo Roberto Costa entrega o PSDB


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Gafe na Globonews: "Bem que eu avisei, amor"

Lembra desse caso? Ficou conhecido como o barraco do "Você não me avisou, amor". Este blog noticiou há alguns dias. Segundo o portal IG, a Globo News demitiu a apresentadora Carla Lopes, uma das envolvidas na gafe ao vivo. O desfecho do caso está no IG, clique AQUI

A argentina que está desbancando Messi...

por Omelete
Pádel é um jogo praticamente desconhecido no Brasil. Trata-se de uma modalidade na qual a bola é igual a tênis, usa-se raquetes e é disputado por duplas. A quadra tem paredes nos fundos, que repõem a bola em jogo. E daí? E daí é que a revista Interviú espanhola não só descobriu o esporte, que está virando onda entre amadores, como lazer, como já apontou a musa da vez. Tem espanhol deixando de ver Messi e preferindo uma conterrânea do craque argentino. Celeste Paz, a musa em questão, está atraindo para as quadras gente que nunca tinha visto uma raquete. Faz sentido.


Reprodução Interviú


Deu no Conexão Jornalismo: "vírus Ebola" político ataca redações...



(da Redação do Conexão Jornalismo)
A cobertura da mídia no segundo turno das eleições presidenciais tem provocado estragos internos maiores do que na preferência do eleitor. Se as denúncias da Petrobras não têm sido suficientes para reduzir o apoio à candidata Dilma Rousseff, as manchetes do jornal terão que fazer o serviço. Seria esta a razão do jornalão da família Marinho, O Globo, ter afastado a editora de País, Fernanda da Escóssia. Saiba mais.
 Segundo o site 247, a mudança ocorre para que o jornal volte a fustigar mais e sistematicamente o governo do PT. A aposta da velha mídia numa derrota do governo virou cláusula pétrea e é tratada como questão de vida ou morte. O afastamento teria ocorrido para evitar uma repercussão comprometedora como ocorreu recentemente com a saída de Xico Sá, da Folha de São Paulo, também por razões editoriais. Nesta quarta-feira, o blog do colunista Ricardo Noblat que afirma a superioridade de Dilma sobre Aécio Neves deixou de figurar em uma área de destaque do site do Globo (leia mais). Como piada interna, alguns jornalistas da Folha e do Globo brincam que o vírus Ebola ronda as principais redações do país.  LEIA MAIS, CLIQU AQUI

Deu no Jornalistas & Cia: José Carlos Jesus, da CEEBE, fala sobre mais uma etapa da luta dos ex-funcionários da Bloch pelos seus direitos


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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

COMUNICADO DA CEEBE: A PARTIR DE SEXTA-FEIRA, 17, EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (LETRAS E e F) COMEÇAM A RECEBER PARCELAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA DAS INDENIZAÇÕES TRABALHISTAS


A Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE), através de José Carlos Jesus, informa:

A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA, 17, ESTARÃO DISPONÍVEIS NAS AGÊNCIAS DO BANCO DO BRASIL OS PAGAMENTOS DE MAIS UMA PARCELA DA CORREÇÃO MONETÁRIA DOS VALORES REFERENTES AOS DIREITOS TRABALHISTAS DOS EX-FUNCIONÁRIOS DA BLOCH (CREDORES DA MASSA FALIDA)  CUJOS NOMES COMEÇAM COM AS LETRAS e F 

Os que fazem parte desse grupo de letras já podem procurar as agências do Banco do Brasil munidos de CPF e Carteira de Identidade. É importante que ao chegar à agência informem claramente que ali estão para ‘receber um Mandado de Pagamento da Massa Falida da Bloch Editores’. Isso ajudará a direcionar a solicitação. Se, por acaso, surgir algum obstáculo, o credor deverá ir ao 4° andar do Fórum (Av. Erasmo Braga, 115, Centro, Rio de Janeiro, RJ) e dirigir-se à agência local do Banco do Brasil, que faz a coordenação geral da operação e orienta sobre os procedimentos.
Os demais ex-empregados da Bloch cujos nomes se iniciam pelas letras a partir de G receberão suas atualizações monetárias na medida em que o Cartório for liberando os Mandados dos grupos subsequentes, sempre em ordem alfabética. Os pagamentos estão sendo realizados por ordem da Exma. Sra. Dra. Juíza Titular da 5ª Vara Empresarial da Capital, Maria da Penha Nobre Mauro, aos ex-empregados da Bloch Editores habilitados como principais credores da Massa Falida da empresa. Vale ressaltar, mais uma vez, a determinação da juíza para a liberação de mais este rateio.
A expectativa e a confiança de todos é que essa etapa seja concluída até o fim da primeira semana de novembro”. 



PRÓXIMA ASSEMBLÉIA: SEXTA-FEIRA,  31 DE OUTUBRO
Aviso aos colegas da extinta Bloch Editores: a próxima assembléia dos ex-funcionários acontecerá no dia 31 de outubro, sexta-feira, às 11h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Rua Evaristo da Veiga, 16, 17° andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Impedido de declarar voto a Dilma Rousseff, Xico Sá deixa a Folha de São Paulo

Depois de 20 anos de trabalho, Xico Sá, cratense do Ceará, deixa a Folha de São Paulo. No último sábado, o jornalista foi impedido de declarar seu voto em um artigo no caderno Esporte. Xico é eleitor de Dilma Rousseff. Vários colunistas da Folha expressam sua escolha eleitoralem artigos,  diariamente, mas cravando o candidato tucano. Os editores do jornal também deixam bem clara suas posições na edição do noticiário político. Infelizmente, a Folha não está sozinha no cerceamento à manifestação de voto. Há informações sobre pressões e perseguições a profissionais em jornais e revistas. Recentemente, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais denunciou que os Diários Associados "convocaram" funcionários e se vestirem de azul e amarelo para participar de uma caminhada a favor do candidato do PSDB. Tal convocação "oficial" revoltou a maioria dos profissionais e foi vista como uma imposição inaceitável, ainda mais vinda do empregador.

Sobre o afastamento de Xico Sá, leia a matéria do Portal Imprensa. Clique 



Demissões e atrasos de salário são temas de reunião no Sindicato nesta terça (14/10)

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro convoca os jornalistas para uma reunião nesta terça-feira (14/10), às 19h, para discutir os mais recentes problemas da categoria, como as demissões no Lance! e os atrasos de salários na Ejesa (que edita ‘O Dia’ e o ‘Meia Hora’), no ‘Povo do Rio’ e nos Diários Associados (empresa dona do Jornal do Commercio e da Rádio Tupi). Será debatido ainda o posicionamento das empresas de comunicação do Rio no período eleitoral, entre outras questões. A reunião será no auditório do Sindicato (Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar – Centro).
Fonte: SJPMRJ
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vírus Ebola assusta passageiros de aviões. Jornal USA Today publica matéria com esclarecimentos sobre o risco

O vírus ebola assusta quem está em terra e, especialmente, quem viaja de avião. Antes que vire paranoia, o jornal USA Today tenta mostrar o que é ou não risco real. Diz-se, por exemplo, que o ar da cabine já é, em si, perigoso para a saúde. "Errado', contesta Michael Zimring, do Mercy Medical Center, em Baltimore, e autor de Viagem Saudável. "O ar da cabine é bom e as aeronaves são equipadas com filtros para limpá-lo". Só que, segundo outros especialistas, há problemas reais que não estão necessariamente no ar que os passageiros respiram. Estofamento, cintos de segurança, apoios de braço, controle remoto, bandeja, torneiras e maçanetas do banheiro podem guardar bactérias resistentes por até uma semana se não forem bem limpos. Uma bactéria E-coli pode permanecer ativa por até 96 horas sobre o braço de uma poltrona.
Os travesseiros e cobertores ensacados são seguros? Segundo a matéria do USA Today, não. "Eu não uso qualquer um deles", diz John Goebbels, vice-presidente e CEO da Medjet Assist. "Para um voo de longo curso, levo um,casaco. Se algum dia eu usar um cobertor, será um selado em plástico, mas, apenas para minhas pernas. E não vejo ninguém mudando as fronhas dos travesseiros". Goebbels aconselha cada um a levar sua almofada de pescoço. "Mas deve ser lavada porque também pode transmitir germes".
A limpeza feita no aviões entre um vôo e outro é pra valer? Depende, segundo a matéria. Remover lixo e revistas velhas é uma coisa. Higienizar, outra. As companhias aéreas costumam usar os serviços de limpeza terceirizados. Não há controle de como são limpos o canto dos assentos ou o alto da poltrona onde os passageiros costumam se apoiar ao voltar do banheiro. A eficácia do tipo de limpeza que eles fazem é uma incógnita. O USA Today diz que as companhias aéreas tomaram medidas para garantir que os passageiros não sejam exposto ao vírus Ebola na aeronave. Em princípio, restritas a triagem e identificação de passageiros que venham de países infectados. De fato, não houve quaisquer casos notificados de contaminação na cabine de um avião. O vírus não é transmitido pelo ar mas através do sangue e fluidos corporais. Mas os passageiros de companhias aéreas - alertam os especialistas ouvidos pelo jornal -, devem aderir a práticas de higiene rigorosas para limitar o risco. O ebola pode ser transmitido através de feridas abertas e membranas mucosas, como a boca e os olhos", diz Goebbels, Lavar as mãos frequentemente, usar produtos de limpeza à base de álcool, abster-se de qualquer contato com sangue ou fluidos corporais e não lidar com qualquer coisa que possa ter entrado em contato com fluidos contaminados são dicas para viagens aéreas válidas também para o dia a dia. O jornal dá outros conselhos úteis. Levar seu próprio pacote de toalhas desinfetantes para limpar apoios de braço e bandeja. Usar sempre toalha de papel para abrir maçanetas do banheiro, torneiras e botões de acionamento de descarga. Já são vistos em aviões passageiros que portam máscaras, luvas e jaquetas especiais. Segundo Goebbels, não há nada de exagerado no procedimento.  "Nós vamos ver isso cada vez mais", diz.

Tirole defende a regulação do mercado. Acaba ganhar o Prêmio Nobel. Mas aqui no Brasil o economista francês corre um risco: alguns colunistas de economia vão achar que ele é um perigoso "bolivariano"


Jean Tirole. Foto Stephen Jaffe IMF
Jean Tirola, economista e professor da Universidade de Toulose, na França, acaba de ser anunciado como o vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2014. Tirole não é queridinho dos colunistas de economia tupiniquins. Por um motivo muito simples: ele analisa o poder e regulação de mercado e aponta os risco de deixar a fera solta. Pelo mesmo motivo, passa longe de ser guru dos eventuais candidatos a ministro da Fazenda de Aécio Neves ou de Dilma Rousseff. Um lado mais, outro menos, a regra por aqui é adotar o mantra neoliberal de deixar os mais fortes agirem livres e soltos, a concorrência que se dane, usuários e consumidores que paguem o preço. A premiação de Tirole é oportuna. Ele mostra como o mercado sem regras é capaz de destruir décadas de políticas sociais. Em comunicado oficial, sob o título “A ciência de domar as empresas poderosas”, a Academia Real da Suécia discorre sobre as teorias de Tirole ressaltando “muitas indústrias são dominadas por um pequeno número de grandes empresas ou por monopólios. Sem regulação, tais mercados, muitas vezes, produzem resultados socialmente indesejáveis”.
Com essas ideias, Tirole corre o risco de, no Brasil, ser chamado de "bolivariano".