quarta-feira, 15 de julho de 2009

Da banca do tempo


Para compensar um pouco o post quase deprê aí embaixo, taí o que se chamava antigamente de "colírio'. Para as novas gerações, essa beleza aí é a Rose di Primo, assim descoberta cavalgando uma motoca em frente ao Castelinho, point (quando a expressão nem era usada) ali de Ipanema, nas quebradas do Arpoador. Da capa da Manchete, no comecinho dos anos 70, a carioca virou modelo requisitada e sex symbol da vez. A bela Rose estaria hoje rendida à fé e recolhida à paz de um sítio. Bom, sabe-se lá, deve ter suas razões. Mas a antológica capa da Manchete não se recolhe e aí está pendurada na nostálgica banca de revistas deste Panis virtual.

Os nossos Madoffs unidos jamais são vencidos

Bernard Madoff, o banqueiro americano que lesou investidores (em 65 bilhões de dólares) com uma espécie de "pirâmide", já foi julgado, condenado a 150 anos e chegou ontem a uma prisão na Carolina do Norte. Receberá liberdade condicional, se tiver bom comportamento, apenas em 2039. E vai trabalhar na prisão caso tenha boas condições físicas. Alguma semelhança com um certo território sem lei aqui bem abaixo da linha do equador? Madof tinha poderosos representantes no Brasil e alguns empresários e socialites tupiniquins queimaram dinheiro nessa fogueira. Aparentemente, e prudentemente, os jornais não mais falam sobre esse braço local da pirâmide". Volta e meia a Polícia Federal joga uma rede sobre os tubarões graúdos nacionais. Geralmente, dá em nada. Os nossos Madoffs unidos jamais são vencidos. Ganham as liminares de praxe, a mídia esquece o assunto e bola pra frente. Se, por exceção, um ou outro for condenado e finalmente preso, ganhará a confortável "prisão domiciliar". Se ficar em cana, o que não aconteceu em casos desse tipo, terá o benefício de cumprir um sexto da pena (que, no Brasil, duvido que passasse de 8 ou 10 anos) e vai pra rua logo, logo. Consuminos tanto os bons exemplos da "ficção" do país do Obama, Hollywood, jazz, rock etc... que podíamos importar um pouco da "realidade" deles.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Woodstock, o livro




Com tradução do jornalista Jamari França, repórter e crítico de música que trabalhou na revista Manchete nos anos 80, está na praça o livro Woodstock - quarenta anos depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá (Agir). "Quem esteve lá" foi Pete Fornatale, radialista, autor de livros sobre música e cultura pop, como The story of rock'n roll e The rock music source book. Fornatale conta como o festival, realizado entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969, por pouco não foi considerado uma calamidade pública e dispersado pela Guarda Nacional. O radialista e escritor entrevistou mais de cem pessoas entre artistas, espectadores e pessoal da produção, Joe Cocker, Joan Baez, Santana... Certamente há muitas versões sobre Woodstock, dependendo do que a testemunha ocular ingeria, fumava, mascava ou bebia na época. Foram três dias de sexo e drogas, 32 shows, lama e chuva. E política. O festival não inventou a oposição à guerra do Vietnão, por exemplo, então uma grande bandeira, mas deu visibilidade e voz à luta pelos direitos civis, ao fim da violência, do individualismo, promoveu um congraçamento racial, coisa que o conservadorismo americano abominava na época, e deixou rolar muita loucura. No seu depoimento, Santana conta: "Eu estava chapado de mescalina porque me disseram que eu só ia tocar às duas da manhã. Assim que tomei o lance e comecei a pirar, subimos, eram duas da tarde". E, mesmo assim ou por isso, foi a performance de Santana em Soul Sacrifice que o tornou famoso naquela tarde. E quem não se lembra da recriação gritada de Joe Cocker para With a Little Help from my Friend, de Lennon e McCartney, até hoje apontada como uma espécie de logotipo sonoro e hipnótico de Woodstock. (Nas reproduções, imagens de divulgação: a capa do livro e fotos de Santana e Joe Cocker, da Warner Bros.)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

...E nasceu Michael Jackson

Michael Jackson era um gênio da música popular? Era! É inegável reconhecer nesse jovem americano a sua genialidade manifestada na música popular e artística norte americana.
Compositor, cantor, dançarino enfim o astro perfeito, porque não bastavam todas essas virtudes simplesmente, ele as praticava com o toque de gênio, com a perfeição do esteta, com a habilidade do artista na sua mais alta interpretação. Não seria exagero se dissermos que Michael Jackson, além de ter sido esse gênio da música "Pop", foi, também, um revolucionário na música americana.
Se ele na sua vida como artista se superou, como um homem simples despojado dessa genialidade não foi tão perfeito como poderia se esperar mas, por sorte sua e dos seus admiradores, para o mundo, o gênio superou o homem.
Mas, Michael Jackson teve um Joseph na sua vida. Na verdade, seu pai. Se, como ele conta, Joe Jackson foi para ele e para os seus irmãos não somente pai mas também um verdadeiro carrasco, que não perdia oportunidade, nos exaustivos ensaios de canto a que eram submetidos, para de cinto nas mãos, espancá-lo e a seus irmãos, exigindo dedicação e qualidade, além de perfeição.
Sob essa forma nasceu o Jackson's Five. E com o Jackson's Five nasceu o o gênio Michael Jackson.
Tudo isso leva a pensar que Joe Jackson, na verdade, estava fazendo o grande investimento de sua vida. Percebendo a vocação dos filhos e muito mais na do menino Michael, tratou de prepará-los para o futuro, pensando muito mais no Michael, no gênero "Pop" da música americana.
Se a intenção de Joe Jackson, realmente, era essa, então ele acertou em cheio. Apostando na vocação do menino Michael, jogou alto. Pode não ter ganho no conceito e no respeito que a sociedade tem do que seja o comportamento de um pai para com os seus filhos mas, ganhou na premonição de que tinha em suas mãos, no seu filho Michael Jackson, um verdadeiro gênio musical dos tempos modernos.
Agora, que julguem Joe Jackson para o bem ou para o mal, mas a verdade é que, por causa dele, o mundo pôde ter um Michael Jackson.
Inverno, julho de 2009
deBarros

Coração Vagabundo


Vem aí, com estréia prevista para 24 de julho, o documentário Coração Vagabundo. É sobre ele, o filho da dona Canô, Caetano Veloso. Com direção de Fernando Groistein, o filme promete mostrar o baiano na intimidade, alegre, triste, pelado, contando piadas, refletindo, caetaneando, ao lado de personalidades como Pedro Almodóvar, Antonioni, David Byrne e Gisele Bundchen. Produzido por Paula Lavigne e Raul Dórea, o filme reúne imagens captadas durante turnê por São Paulo, Nova York, Tóquio e Kioto. Sobre o documentário, o próprio fala: “Não gosto de ser filmado e, depois que envelheci, nem mesmo de ser fotografado, mas gostei muito do filme porque achei que ele foi fundo em coisas importantes. Esse Coração Vagabundo é especialmente afetivo e termina por tocar em pontos muito relevantes”. (Foto de divulgação/Paramount Pictures Brasil)


domingo, 12 de julho de 2009

Silvio Berlusca, o terrível

Esse Berlusconi deve estar se inspirando nos imperadores romanos. O cara apronta. Agora é a prostituta Patrizia D'Addario quem entrega o primeiro-ministro. Ela acaba de contar ao  jornal La Repubblica que se recusou a  passar uma noite com o político porque no quarto havia outras prostitutas... e ela não gosta de orgias. Patrizia não quis dormir no Palazzo Grazioli, em uma cama "enorme" que foi presente do russo Vladimir Putin, porque haveria uma superpopulação no leito "imperial": pelo menos outras cinco ragazzi estariam lá. Ou seja, as prostitutas mais profissas já não conseguem acompanhar o embalo do Silvio.  

O "moonwalk" de Barrichello

Barrichello largou bem no GP da Alemanha mas acabou em sexto. Normal. Antes da prova, o piloto anunciou que, se vencesse, comemoraria a vitória no pódio fazendo o passo "moonwalk" a la Michael Jackson. Comentário no "pit stop": andar de ré é com ele mesmo...

Serviço de Utilidade Pública do Panis

Para aqueles que gostam de tomar umas, este site é de extrema importância. Se você gosta de chopp Brahma (para mim, um dos melhores), não pode deixar de conhecer esse endereço. Ele facilita sua vida na hora de encher a cara. Naqueles dias em que você está pra baixo, querendo beber para esquecer e não quer correr o risco de perder o caminho de casa, o ideal é beber pelas redondezas, onde provavelmente já é conhecido, e alguma alma bondosa o levará em segurança para o aconchego do lar. Se for este seu caso, o site disponibiliza o endereço dos bares mais próximos (duvido que você não conheça todos, enfim...).
Se a questao é comemorar com amigos e amigas - o quanto mais longe de casa melhor -, ele também fornece os endereços e a rota a ser seguida... pelo táxi, claro, pois tenho certeza que os frequentadores deste blog são todos pessoas responsáveis que não dirigem após beber...
Clique no link abaixo:
Beba sem moderação mas vá (e volte) de táxi!

De olho na ragazza


Scenes from the G-8

An aide removes a place marker from beneath the feet of Canadian Prime Minister Stephen Harper. Waiting beside him are: Japan's Prime Minister Taro Aso, President Obama, French President Nicolas Sarkozy and Berlusconi.
Jason Reed / Reuters -An aide removes a place marker from beneath the feet of Canadian Prime Minister Stephen Harper. Waiting beside him are: Japan's Prime Minister Taro Aso, President Obama, French President Nicolas Sarkozy and Berlusconi.
(A reprodução acima é do site da Time. Depois do episódio da brasileira que despertou as atenções de Obama e Sarkozy, agora a turma toda parou para ver - e não se dignou a ajudar - a ragazza retirar as folhas de papel que marcavam o lugar de cada um para a foto oficial)


Francis por Nelson Hoineff

O documentário Caro Francis, de Nelson Hoineff, rendeu fortes debates no Festival de Cinema de Paulínia (SP). Como, aliás, não poderia ser diferente, tratando-se do falecido Paulo Francis – um dos mais polêmicos e irascíveis jornalistas brasileiros. "Desenhei alguns 'nós' de Francis", diz o diretor, mencionando fatos relevantes que marcaram a trajetória profissional (e passional) do jornalista. Questionado em vários aspectos sobre o acento "melodramático" de determinadas cenas ou sobre a omissão de alguns desafetos do jornalista no documentário, Hoineff deixou claro que ninguém passa impunemente se o assunto é Paulo Francis: "É sim um filme afetuoso, mas não esconde os dois lados da questão". Nelson trabalhou na extinta Rede Manchete onde criou e dirigiu, entre outras produções, o jornalístico Documento Especial. Recentemente lançou o Alô, Alô Terezinha, o primeiro documentário sobre Abelardo Barbosa, o Chacrinha, premiado no festival Cine-PE 2009.

sábado, 11 de julho de 2009

Exposições: Chagall, Kandinsky e o olhar de um fotógrafo da Manchete sobre o Louvre


Duas exposições em cartaz no Rio merecem uma boa olhada: Virada Russa, no Centro Cultural Banco do Brasil e O Louvre e seus visitantes, no Museu Nacional de Belas Artes, com fotos de Alécio de Andrade (1938-2003), fotógrafo que foi da Manchete - tendo atuado como correspondente da revista em Paris por muitos anos, a partir de 1966 - e da célebre Agência Magnum, de Henri Cartier-Bresson.
A primeira, reúne mais de 100 peças pertencentes ao acervo do Museu de São Petersburgo. Há obras de Chagall e Kandinsky, do período da Revolução Russa de 1917.
A segunda mostra em preto e branco, ações e reações dos visitantes do museu parisiense diante das obras de arte. Alécio de Andrade captou tais imagens por mais de 30 anos, desde 1964. As duas exposições estão abertas também aos sábados e domingos (a partir de meio-dia).
Além disso, a visita ao centro da cidade nos fins de semana é um bom programa. Acima, a foto de Alécio de Andrade (de divulgação da exposição) mostra a compreensível reação dos seus dois filhos, Balthazar e Florêncio, diante do quadro A Grande Odalisca, de Jean-Auguste-Dominique Ingres.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Twitter causa briga

Este blog falou no twitter e também em deputados brasileiros que tentam censurar a internet. Pois li que no Açores houve essa semana um briga de deputados no plenário porque enquanto um político discursava outros ficavam twitando e debochando do cara que falava. Alguém dedurou a turma, o tal deputado desceu da tribuna e foi tomar satisfação.

Uma câmera na mão, uma idéia no You Tube

Em 2006, a americana Anna Sophie Lowenberg postou no You Tube um vídeo sobre suas experiências na China, seus namorados, amigos, contatos com operários e jovens artistas. Recebeu, em pouco tempo - e o site nem era tão acessado como é hoje -, cerca de um milhão de visitantes. Com o sucesso, partiu para uma serie on line, com produção mais caprichada. Anna Sophie é a estrela e realizadora da Sexy Beijing, novelinha que ela mesma compara com um espécie de Sex and the City, em versão chinesa. O que isso quer dizer? Que o You Tube abre seu foco. Muito além de divulgar curiosidades, álbuns de família e bizarrices, é veículo para cineastas e videomakers. Você tem um projeto, tentou transformá-lo em realidade e levou um chá-de-cadeira na antessala de um chefão da TV aberta ou a cabo? Esqueça o esquemão. Faça sua mídia.

é brasileira!!!!!

Notícia de última hora: a morena que Obama e Sarkozy "conferem" durante a reunião do G-8 (foto em post abaixo) é brasileira, chama-se Mayara Rodrigues Tavares, tem 17 anos e é carioca. Irreverência à parte, ela tem outros e elogiáveis méritos. Estava lá como representante do Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância. Nascida e criada na comunidade Barro Vermelho, em Santa Cruz, Mayara participou de uma pesquisa da Unicef sobre os direitos de crianças e adolescentes carentes em todo o mundo, chamada Plataforma dos Centros Urbanos Brasileiros, e foi, em seguida, selecionada para a reunião do G-8. Não era, ao contrário do que muito pensaram antes, uma reles "patricinha" ou filha de um embaixador mané qualquer. Respeito, pois.

Camelô da notícia

Ontem, foram regulamentadas as profissões de motoboy e mototaxista. Perfeito. Junto com o reconhecimento da profissão virão medidas de segurança que beneficiarão os usuários. Pouco se fala, mas nesse momento o exercício do jornalismo não dispensou apenas o diploma. Trata-se de um profissão desregulamentada. Até que sejam aprovados, se o forem, projetos recém-apresentados, a época é do sem lenço, sem documento e sem regras.

G-8 ou GG?


Deu no Globo: A reunião do G-8 (as sete economias mais ricas e a Rússia) e do G-5 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), na Itália, foram praticamente recreativas. No quesito ecologia, foi quase um desastre, sem acordos efetivos sobre o controle da emissão de carbono, a não ser metas de longuíssimo prazos. A reprodução da foto de Jason Reed/Reuters publicada hoje é reveladora: Lula distraído lá no fundo, Obama conferindo o GG, bela paisagem ao sul dos cabelos encaracolados da recepcionista, ela que passa no doce balanço.... Pelo jeito e pela cara, coube a Sarkozy, marido da Carla Bruni, chamar a atenção do marido da Michelle Obama. E o Berlusconi? Cadê o Berlusconi? Bom, pelo retrospecto, discutindo economia também não estava. Vai ver organizava a happy hour "do cabide" na beira da piscina. Acho que esses caras vão ter problema na volta pra casa...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

...e Deus criou o homem

Prometeu, o mais célebre dos Titans, irmão de Epimeteu e filho de Japeto, era venerado na Grécia dos heróis como Aquiles, Ulisses, Ajax e tantos outros cantados por Homero.
Mas, Prometeu era um semideus e modelando no barro criou, à sua imagem, a figura do homem. Faltava lhe dar vida, o que fez com uma centelha de fogo tirada do carro de Sol de Apolo, seu condutor. Zeus, que olhava com inveja, essa obra admirável de Prometeu, ordenou a Vulcano – que por sua vez, com argila amassada com água, criou a imagem da mulher, de uma beleza indescritível chamando-a de Pandora, – que desse essa mulher a Prometeu, como sua esposa, levando como dote a sua caixa. A caixa de Pandora, trazia no seu interior todas as maldades que pudessem afligir a espécie humana.
O homem veio durante os séculos conquistando o possível e o impossível. Travou as maiores guerras. Conquistou o espaço cósmico e pôs o seu pé na Lua. Criou bombas atômicas e conseguiu as maiores conquistas na medicina salvando outros homens com transplantes de seus órgãos vitais. Mas, tudo isso não seria o bastante. Ele sempre quer mais. Agora, quer reinventar o que a Natureza inventou na origem da vida.
Nas bancadas dos laboratórios, no meio de provetas, microscópios, filtros e plaquetas ele cria o "Espermatozóide de Proveta". Diante disso, fica no ar a pergunta que não quer calar:
– Pra quê?
– O homem quer ser Deus?
Mas, Prometeu foi castigado. Zeus, não suportou a ousadia desse semideus, ordenou a Mercúrio que prendesse Prometeu e o acorrentasse no Cáucasso onde um abutre, durante trinta mil anos devoraria as suas entranhas, que se renovariam a cada dia, eternizando as suas dores.

julho, inverno de 2009
deBarros

Ernani d' Almeida


Fotógrafo que brilhou nas revistas Manchete e Desfile e atua hoje em várias publicações, entre as quais a Contigo e o site Paparazzo, Ernani d' Almeida lança livro.

Billie Holiday: fala, Muggiati


Há 50 anos — no dia 17 de julho de 1959 —, o mundo perdia Billie Holiday, uma das maiores cantoras de todos os tempos. Com seu jeito intimista de interpretar — nunca cantava uma mesma música da mesma maneira — revolucionou os vocais do pop e do jazz norte-americanos. Para celebrar a alma dessa artista, o jornalista Roberto Muggiati, ex-diretor da Manchete, dará a palestra Lady sings the blues no Espaço Telezoom, contando desde a infância pobre em Baltimore até a glória nos palcos e a ruína por causa das drogas. Com a exibição de interpretações antológicas de Lady Day (apelido dado pelo amigo saxofonista Lester Young) no telão. Roberto Muggiati nasceu em Curitiba e é jornalista desde 1954. É autor dos livros O que é jazz; Blues: da lama à fama; Improvisando Soluções – O Jazz como exemplo para alcançar o sucesso e Rock – O grito e o mito, publicado na Espanha, México e Argentina, entre outros títulos. Colabora regularmente para o caderno cultural da Gazeta do Povo de Curitiba escrevendo sobre música e cinema. (press-release)

Dia 16 de julho, quinta-feira, 20h

Espaço Telezoom – Rua Dias Ferreira, 78/301, Leblon

Tel.: (21) 3435-1617

Ingresso: R$ 20,00

Twittando na maionese

Só para mostrar como os deputados estão parando na podre ao censurar a internet (referência a post deste Panis). Sarah Brown, mulher do Gordon Brown, primeiro ministro britânico, foi fotografada durante a reunião do G-8 twitando compulsivamente. A primeira-dama contava que acordava cedo, que conversou com Michelle Obama, com Carla Bruni etc. Britney Spears, Demi Moore, Barack Obama... todos conjugam o novo verbo twittar.
Quer seguir a Sarah Brown? Digite @Sarah Brown10
ou, por exemplo, a bela rainha Rania, da Jordânia? Tecle @QueenRania
Agora, uma pergunta: e se milhões de brasileiros continuarem falando de política na internet em tempo de eleição? o que farão os deputados? Vão tirar milhares de provedores do ar? E se blogs e sites estiverem hospedados no exterior, os políticos vão para o mundo que eles querem descer? Caras, vão fazer alguma coisa de útil!


Censura

Na falta do que fazer, coisa normal naquelas bandas, o Clube dos Deputados, também conhecido como Câmara, quer censurar a Internet. Coisa que Irã, China, Arábia Saudita, Coréia do Norte e outros costumam fazer. A pretexto de um rascunho de reforma política (aquela pra valer, que ajudaria a moralizar a agremiação eles não obviamente fazem), votam projeto que ameaça provedores com multas caso não tirem do ar comentários políticos, suposta propaganda de candidatos etc. Os sócios da Clube dos Deputados sabem que a grande imprensa, na eleição, geralmente não é problema, é quase sempre zona de conforto. O risco são blogs e sites independentes, e agora o twitter, como se viu nas últimas eleições presidenciais quando a rede se tornou veículo para um amplo e democrático debate. Curiosamente, os deputados censuram o eleitor mas aprovam no tal projeto registro de candidaturas de figuras condenadas em processos criminais. Dá para entender.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Baywatch 2


Atendendo ao pedido de um de nossos queridos blogueiros, o Panis Cum Ovum, colocou uma foto de Pamela Anderson.
(foto/divulgação)

Trivialidade...



Baywatch vai virar filme. Não é nada, não é nada... não é nada, como diria Ancelmo Góes. A tarefa de levar as moças de maiô vermelho para as telas é do diretor Jeremy Garelick. No elenco, David Hasselhoff, Pamela Anderson, Alexandra Paul, Yasmine Bleeth. O surfista Kelly Slater também estaria no elenco. Foto/Reprodução da capa do DVD da série.  

terça-feira, 7 de julho de 2009

Bom programa

O GNT exibe nesta segunda-feira, dia 13, às 21h, o documentário inédito "James Brown: Padrinho do Soul" . Dirigido pelo francês Philippe Manoeuvre, o programa focaliza, segundo a divulgação do canal,  "o homem paradoxal que foi James Brown, morto em 25 de dezembro de 2006. Ele tinha fé em Deus, mas cantava "a música do diabo". JB cantou, nos anos 60, Say it loud, I'm black and proud  ("Diga alto, sou negro e tenho orgulho disso") e apareceu na TV para acalmar os ânimos dos negros quando estes se revoltaram contra a morte de Martin Luther King. Foi um músico auto-didata, além de atuante na luta pelos direitos civis.

Edições muito especiais




O Gonça já relembrou aqui a Manchete, Fatos &Fotos e Amiga diante de acontecimentos especiais que justificavam edições extras. Elvis Presley, Lennon, Kennedy, JK, João 23, Senna, Carmen Miranda, Tom Jobim... foram muitos. Na semana passada, faltou a Manchete nas bancas que exibiam Caras, Quem, IstoéGente, Veja, Época e capas de todos os jornais com o Michael Jackson. De tantas publicações, duas a destacar: a edição da Contigo, com o MJ de bad boy na capa; e uma revista especial, capa em tom prata, inspirada na edição da Time que o Panis antecipou aqui logo após a morte do cantor. Não são apenas fotos, há muito para ler. Fica aí o registro de um leitor.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Gloria Perez exportação


É mole? Caminho das Indias no Washington Post.
Reprodução, The Washington Post

 

Assombração

Fantasma

Fantasma pop: Elvis não morreu e Michael Jackson nem foi enterrado e já está dando pinta nos corredores de Neverland. Olha ele aí, meio transparente, perto de uma lareira. Confira nas imagens da CNN no link para o You Tube.
http://www.youtube.com/watch?v=h1-Zq_loKag

a mãe do new journalism

Agora, está explicado. Gay Talese não é o pai do new journalism. Aliás, o new journalism não tem pai, tem mãe. Em Paraty, na 7ª Flip, o escritor confessou que aprendeu com a dona Talese o faro jornalístico. Disse o escritor que ela "tinha profundo interesse nas histórias de suas clientes". Para a srs. Talese, que gerenciava uma boutique, "as pessoas comuns rendem boas histórias quando as conhecemos bem". Tá certa. Entre um vestido e outro, a madame se informava sobre o mundinho das clientes. Gay Talese não quis se aprofundar, mas está claro que a mama Talese era uma tremenda fofoqueira...

domingo, 5 de julho de 2009

A pergunta do Panis interativo...

O que você fazia em 1969? (pergunta válida para os maiores de 45/50 anos, por aí...)

Canal memória: "Pequeno passo, gigantesco salto..."


Lembram disso? Acho que a morte de Michael Jackson está atrasando matérias na imprensa. Mas o Panis se adianta: no dia 20 de julho de 1969, o homem chegou à Lua. E Neil Armstrong deixou a marca da sua bota no solo lunar e mandou uma frase que entrou para a história ("Este é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade"). A nave Apolo 11 levava ainda os astronautas Buzz Aldrin e Michael Collins. Um detalhe, hoje, qualquer videogame, relógio digital ou celular carrega processadores de dados muito mais poderosos do que os computadores IBM que guiaram o trio Saturno (foguete), Apolo 11 (cápsula) e Águia (módulo lunar). 1969? 40 anos... Estávamos em outro planeta: os carros da moda eram Corcel, VW 1600, Gálaxie, a máquina de escrever era Olivetti, gasolina do tigre da Esso... confiram nas reproduções acima...

sábado, 4 de julho de 2009

Baú do Gonça











Frio em Petrópolis, calmaria no sótão-escritório do Gonça, hora de revirar o baú de livros. De lá sai um pequeno tesouro, nem sei se o Nelson Motta ainda tem um exemplar, deve ter, vou perguntar, mas vale postar o achado neste eclético blog. A edição original lançada em 1968 pela The New American Libary é baseada no desenho animado Yellow Submarine, por sua vez inspirado em histórias que o jornalista Lee Minoff extraiu de letras das canções dos Beatles. Um ano depois, Nelson Motta fez uma inspirada adaptação brasileira para a Editora Expressão e Cultura, com "bolação" - diz o expediente - e orientação editorial de Fernando de Castro Ferro, "apoio moral" de José Carlos Oliveira, direção de arte de Chisnandes, paginação e montagem de Ventura. A capa anunciava: "Uma nova e explosiva dimensão em cinema. Um livro pra frente como nunca se viu - Os Beatles - Submarino Amarelo". A tradução, como não podia deixar de ser, usa e abusa dos termos da época. Pepperland, o país imaginario onde tudo acontece, virou Pilantrália. Superbacana, ademã, genial, vamos balançar... O surrealismo e a louca alegoria ainda permitiam um segunda leitura cheia de alusões ao momento que o Brasil vivia, sob os coturnos da ditadura. Há a Luva Dedo-Duro, os Azulões, dados a acessos de fúria e cercados de bajuladores, expressões como "tudo cinzento em Pilantrália". No final, a música vence os autoritários Azulões. Mas John, Paul, Ringo e George alertam na última página: "Temos um comunicado muito sério! Novos azulões, cada vez mais azuis, foram vistos na vizinhança da sua casa, amigo, gostaríamos de sugerir que você... comece a cantar!". E completava com um último aviso: "Os inimigos talvez não sejam azuis, podem ser... verdes".

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jimi Hendrix e Michael Jackson: duplo mistério?


Enquanto a polícia ainda procura respostas para a morte de Michael Jackson, uma bomba pop-rock explode em Londres. Por coincidência, chega às livrarias essa semana o livro de memórias Rock Roadie, do produtor James Wright, que trabalhou com Jimi Hendrix. Até aqui, a versão aceita sobre a causa da morte de Hendrix crava em asfixia por vômito provocado por overdose de drogas na madrugada de 18 de setembro de 1970. Wright, hoje com 65 anos, garante em seu livro de memórias que o guitarrista foi assassinado por um gangue que invadiu seu hotel, em Londres, e o obrigou a ingerir uma grande quantidade de pílulas para dormir e vinho. E mais, o líder da gangue, segundo Wright, era Mike Jeffery, “road manager” de Hendrix e ex-integrante das forças especiais inglesas. O próprio assassino teria confessado o crime em 1973. Wright diz que guardou segredo até hoje por puro medo. E só com a morte de Jeffery, recentemente, em um desastre de avião, dispôs-se a revelar toda a história. O motivo do crime? Hendrix estava insatisfeito com prejuízos financeiros provocados pelo seu “road manager” e já teria tomado a decisão de demiti-lo. Revoltado, Jeffery decidiu eliminar o guitarrista. Posteriormente, teria embolsado dois milhões de dólares pagos por uma seguradora. Entrevistado pelo The Times,o diretor John Boyd, autor de um dos primeiros documentários sobre Jimi Hendrix, em 1973, diz que a história de James Wright, é absurda. Mas a polêmica está aberta.

Fotografia em Revista

Para quem estiver em Sampa: a Fundação Armando Alvares Penteado e a Editora Abril promovem a exposição Fotografia em Revista. A mostra fica aberta ao público até 12 de Julho de 2009. De terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. Recomendável para maiores de 16 anos. Contém imagens de nudez parcial e violência. No link abaixo, você pode fazer uma visita virtual. Clique em galeria e conheça ou reveja o trabalho de grandes mestres da fotografia. Repórteres fotográficos que brilharam e brilham em Veja, Playboy, Contigo, Vip, Realidade, Nova, Placar e outras publicações da Editora Abril, estão aí. Vale a pena conferir.

http://www.fotografiaemrevista.com.br/

Uma atriz de várias faces







Sou fã de Flávia Alessandra. E, quando gosto de alguém, seja quem for, amigo, parente, namorado, jogador, cantor, ator ou atriz, enfim, não tenho vergonha de expressar minha admiração em público e ressaltar as qualidades que esta pessoa possui. No caso de Flávia Alessandra, linda, bem humorada e guerreira (adoro gente guerreira), basta dizer:
“Luz, câmera, ação”, pra que ela se transforme. Seja numa dançarina de pole dance como a personagem Alzira que interpretou em de Duas Caras, de Aguinaldo Silva, numa executiva como a Dafne de Caras e Bocas, de Walcyr Carrasco ou em femme fatale ao ser clicada para um ensaio fotográfico para uma revista semanal. Com este penteado e este modelito preto, vocês hão de concordar comigo que ela arrasou na performance. O responsável pela transformação é o maquiador das celebridades Alê de Souza que também está de parabéns. (Foto/Isto é Gente/Divulgação)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Um minuto

Há 40 anos, no dia 1º de julho de 1969, foi criada em São Paulo a Oban (Operação Bandeirantes), organização paramilitar e centro de tortura financiados por empresários brasileiros e multinacionais. Sob o pretexto de combater os inimigos da ditadura, a Oban perseguiu e assassinou opositores do regime. Empresas, executivos e alguns políticos, tutti buona gente, que deram suporte financeiro à organização, que também era financiada com o roubo dos bens das vítimas, ainda estão por aí. O país, aos poucos, esquece crimes como esses. Os descendentes daqueles que não resistiram à tortura, certamente, não.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Até breve, pessoal!

A caminho de Jundiaí, viajando pela primeira vez com a Azul. O voo saiu quase no horário: o atraso de quinze minutos foi devido ao movimento intenso no Santos Dumont. E foi tranquilo até Viracopos. A tripulação extremamente atenciosa incluindo um comandante simpático e bem-humorado. Estou agora num microônibus executivo para Jundiaí, ainda por conta da Azul. E tudo por módicos 99 reais...

Imprensa observada



O programa Observatório da Imprensa (TV Brasil), do jornalista Alberto Dines, permanece como boa opção para uma análise da chamada imprensa comercial, a grande mídia. Atualmente, os leitores se expressam através de blogs, twitters, sites de relacionamento ou em pesquisas interativas (na foto, a pergunta e o resultado sobre a polêmica do fim do diploma para jornalistas) como essa do Observatório. Mas os debates conduzidos pelo Dines são esclarecedores - mostram os acertos mas não escodem as distorções, interesses à frente da notícias e omissões -, e devem complementar essa nova postura do leitor, a de não comprar a notícia sem examinar a embalagem...